Luis Soares
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Saúde 17/Ago/2012 às 12:18 COMENTÁRIOS
Saúde

José Celso sobre maconha: “97% da população deve calar a boca”

Luis Soares Luis Soares
Publicado em 17 Ago, 2012 às 12h18

"Fiquei surpreso! Somente uma 'elite' de 3% do Brasil fuma maconha? Logo os 97% da população deveriam calar a boca, pois não sabem do que se trata, têm um preconceito sobre uma substância que nunca experimentaram", disse o dramaturgo

Dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, que afirmou que proibição do uso da maconha implica gangsterismo, foto por Lenise Pinheiro/Folhapress
Dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, que afirmou que proibição do uso da maconha implica gangsterismo, foto por Lenise Pinheiro/Folhapress

Um levantamento do Instituto Nacional de Política de Drogas e Álcool e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que cerca de 1,3 milhão de brasileiros são dependentes de maconha.

A pesquisa também abordou o nível de aprovação dos brasileiros à legalização da maconha e, de acordo com os dados, 75% da população brasileira são contra a legalização da droga, 11% se declararam a favor e os demais ou não souberam responder ou não quiseram.

Para o dramaturgo e criador do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, a proibição do uso da maconha implica gangsterismo.

Leia abaixo seu depoimento.

“Fiquei surpreso! Somente uma ‘elite’ de 3% do Brasil fuma maconha?! Logo os 97% da população deveriam calar a boca, pois não sabem do que se trata, têm um preconceito sobre uma substância que nunca experimentaram.

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Fumo desde 1968. Estou com 75 anos, fumando um enquanto escrevo este texto. Para mim é uma planta sagrada. Além do mais sou cardíaco, preciso de uma receita pois a maconha é vasodilatadora, como o vinho.

Acho a maior falta de espírito científico esta pesquisa tratar desta preciosidade da botânica como uma questão de dependência quando ao contrário é uma substância libertadora de nossa “Consciência Positivista”, na realidade nosso Super Ego-Moral.

Ela nos põe em contato conosco e com nosso entorno como fenômenos sem rótulos. Os papéis, as couraças, as máscaras da sociedade careta de espetáculos, se dissolvem.

Para mim sempre foi uma musa inspiradora. Acordo de manhã fumo um e tomo guaraná em pó para equilibrar, e meu dia começa.

E não me sinto dependente quando não tenho. Passo às vezes até por um certo jejum para desfrutar de novo como uma virgem, da sagrada Canabis.

É um absurdo que 3% da população fume e tenham sido armados exércitos para combatê-la, pois proibição implica em gangsterismo, como em Chicago dos anos 20″.

Coletivo Dar

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