Pragmatismo Político (P)
Política 22/Ago/2011 às 19:06 COMENTÁRIOS
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Pastor Silas Malafaia relaciona homossexuais a traficantes e assassinos em série

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Publicado em 22 Ago, 2011 às 19h06
Malafaia não irá cansar enquanto a legislação continuar frouxa
O repórter Eliseu Barreira Júnior, da Época, perguntou ao pastor Silas Malafaia
(foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, como ele reagiria caso
tivesse um filho ou neto gay
. O pastor disse que ia “melhorar” a
pergunta do repórter, com uma resposta mais ampla, na qual citou
criminosos para dizer o que faria.

Afirmou: “Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse
traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse
esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua
conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz.
Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não
nasceu assim, que é uma opção dele”. 

Leia mais:
Igreja Mundial do Poder de Deus é impiedosa com povo angolano: Made in Brasil

Em maio de 2010, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados,
Malafaia já tinha feito uma comparação desastrada dizendo que, caso
fosse aprovada a união estável entre pessoas do mesmo sexo, seria o caso
de se permitir tudo, como relação sexual com cachorro e com cadáver.


O Ministério Público abriu inquérito para verificar se essas afirmações têm conotação homofóbica.

A entrevista que ele deu à Época desta semana está pontuada por
contradição
. Ele disse, por exemplo, que não existe a ideia de se
implantar no Brasil uma República evangélica, mas, um pouco depois,
afirmou que a partir de agora os políticos vão ter de se curvar diante
dos cristãos (evangélicos e católicos).

“A sociedade brasileira é conservadora, 90% da população. Desses, os
evangélicos e católicos praticantes são 70%”, disse. “Somos a maioria
absoluta neste país, amigo.”

“Hoje em dia o governante vai ter de dizer em que princípios acredita.
Vai ter de botar a cara, porque a comunidade evangélica está bem
esperta, madura. Não vai dar para [o governante] ficar em cima do muro.
[…] Se apoiar leis que privilegiam homossexuais em detrimento da
sociedade, vamos cair em cima.”

Malafaia se colocou como líder não só dos fiéis da Assembleia de Deus,
mas de todos os evangélicos. Ele argumentou que, dos quatro pregadores
que aparecem na TV, ele é o único que faz programa se dirigindo a todos
os evangélicos. Edir Macedo, R.R.Soares e Valdemiro Santiago, disse, se
dirigem somente a seus fiéis. 

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Afirmou ser ele “a maior barreira” para a aprovação da lei que
criminaliza a homofobia. “E se [a classe política] abrir a boca para
dizer que apoia o aborto, vai ficar feio também.”

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