Luis Soares
Colunista

Comentários

  1. José Marcio Tavares Postado em 26/Nov/2010 às 14:09

    Durante mais de 30 anos a criminalidade teve a complacência do poder público no Rio de Janeiro. O atual governo pode não ser aquele dos nossos sonhos mas está operando SIM uma política de segurança pública que, até o momento, vem dando certo.
    Não é verade que as últimas ações das polícias tenham sido com o intuito de massacrar a população mais pobre. E é isso que seu post tenta insinuar.
    A discordância é válida, mas eu vejo um certo viés político-eleitoral nas suas colocações.

  2. Jonathan Postado em 26/Nov/2010 às 15:47

    De fato todos tem interesses e a população fica, muitas vezes, como fantoches no meio de tanta (des)informação, mas o seu discurso é o tipo de discurso que só planta a dúvida e não sugere alternativas. Todos sabemos que o ideal era o investimento em educação, saúde, segurança.. a presença do estado nesses locais e tudo mais, mas infelizmente essa é uma opção de longo prazo que não traz resultados imediatos e geralmente ignorada pelos governos. Prefiro acreditar que as upps trazem mais benefícios que malefícios, penso que a partir dessa "pacificação" seja possível a entrada do estado nessas comunidades, com educação, saúde e segurança e que andar com fuzil na mão no meio das pessoas seja coisa do passado.

  3. Luis Soares Postado em 26/Nov/2010 às 20:22

    Só acho curioso o fato de a imprensa repetir à exaustão que a responsabilidade pela instabilidade no Rio de Janeiro se deve às implementações das UPP's. Até agora, as UPPs estão presentes em 13 favelas, de um universo de mais ou menos 1.000 existentes no Rio e região metropolitana.

    Por fim, acho que a UPP é o começo. Um começo necessário. E, cá entre nós, todo mundo está cansado de saber do que precisamos a médio-longo prazo. Policiamento de fronteira, redução da desigualdade, aumentar oportunidade para o morador de favela, etc.

  4. João Marcelo Postado em 27/Nov/2010 às 15:22

    Muito interessante, será que estou ficando louco ou as pessoas que reclamaram a vida toda a presença do Estado nas comunidades desassistidas é que ficaram? Quando pela primeira vez se tem a coragem de enfrentar o problema de frente, aparecem os discursos da utopia, pessoas que nunca viveram submetidas aos mandos e desmandos de marginais, querendo falar pela boca dos que vivem em tal situação, parecem descobridores da roda, apontando falhas do sistema, como se fossem os únicos olhos a enxergar na face da terra, ora, vamos parar com as criticas pelo prazer de criticar, vamos elogiar os avanços e cobrar que se avance mais, essa é a função de um crítico. Tem sim que se combater os marginais do morro, rastabelecer a ordem e depois ir atrás dos facilitadores, dos financiadores e dos grandes beneficiários do crime, que todos sabem que não mora nos morros ou favelas.

  5. jurandyr Postado em 14/Aug/2014 às 12:13

    Acho que o problema UPPs x FAVELAs x milícia, se deve à falta de ressocialização em geral. Se cololocarmos a polícia em xeque, veremos como a polícia tem dificuldades internas que produzem uma série de problemas para os policiais que necessitam do seu trabalho para crescer socialmente. A favela como uma todo, ainda se sente desasistida pelo Estado, que coloca recursos parcos para exercer sua abrangência. Inclusive de assistencia social e cidadania. Os milicianos, que por sua vez, ocupam uma parte de um poder do Estado, viciando-o a seu bel-prazer , sendo aceita com benevolência pelo governante que é omisso com tal prática de crime. Temos nisso tudo, um belo filme como "tropa de elite", onde todos se passam como heróis e tudo acabando com uma bela pizza que a população é obrigada a degustar.