Redação Pragmatismo
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Impeachment 12/Apr/2016 às 10:50
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Greenwald: Adversários mais influentes de Dilma estão envolvidos em corrupção

Vencedor do Prêmio Pulitzer de Jornalismo em 2014 e do Prêmio Esso de 2013, Glenn Greenwald diz que ‘o fato mais bizarro sobre a crise política é que, de Michel Temer a Eduardo Cunha, passando pelos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin, os adversários mais influentes de Dilma Rousseff estão envolvidos em chocantes escândalos de corrupção bem mais sérios do que os que são dirigidas a mandatária’

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Adversários mais influentes de Dilma Rousseff a favor do Impeachment (Imagem: Pragmatismo Político)

Vencedor do Prêmio Pulitzer de Jornalismo em 2014 e do Prêmio Esso de 2013, Glenn Greenwald afirma, em artigo, que a saída de Dilma Rousseff fortaleceria a corrupção.

Segundo ele, ‘o fato mais bizarro sobre a crise política é que, de Michel Temer a Eduardo Cunha, passando pelos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin, os adversários mais influentes de Dilma Rousseff estão envolvidos em chocantes escândalos de corrupção bem mais sérios do que os que são dirigidas a mandatária’.

No texto assinado com o jornalista David Miranda, ele critica ainda ‘o tratamento abertamente político de Sérgio Moro com relação ao ex-presidente Lula e a cobertura midiática embaraçosamente sensacionalista feita pelo “Jornal Nacional” e por outros programas da Rede Globo’.

Leia abaixo:

Se impeachment, então quem?
Glenn Greenwald, Folhapress

O fato mais bizarro sobre a crise política no Brasil é também o mais importante: quase todas as figuras políticas de relevância que defendem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff –e aqueles que poderiam assumir o país no caso de um eventual afastamento da mandatária– enfrentam acusações de corrupção bem mais sérias do que as que são dirigidas a ela.

De Michel Temer a Eduardo Cunha, passando pelos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin, os adversários mais influentes de Dilma estão envolvidos em chocantes escândalos de corrupção que destruiriam a carreira de qualquer um numa democracia minimamente saudável.

Na verdade, a grande ironia desta crise é que enquanto os maiores partidos políticos do país, inclusive o PT, têm envolvimento em casos de corrupção, a presidenta Dilma é um dos poucos atores políticos com argumentos fortes para estar na Presidência da República e que não está diretamente envolvido em casos de enriquecimento pessoal.

Esses fatos vitais têm alterado radicalmente como a mídia internacional vê a crise política no Brasil. Durante meses, jornalistas norte-americanos e europeus retrataram de forma positiva as manifestações nas ruas, a investigação da Operação Lava Jato e as decisões do juiz federal Sergio Moro.

Em razão desses fatos, agravados pelo tratamento abertamente político de Moro com relação ao ex-presidente Lula e pela cobertura midiática embaraçosamente sensacionalista feita pelo “Jornal Nacional” e por outros programas da Rede Globo, agora muitos estão reconhecendo que a realidade é bem menos inspiradora ou nobre.

A sociedade brasileira tem muitas razões legítimas para se zangar com o governo. Mas para uma parte da elite midiática e econômica do país, a corrupção é apenas uma desculpa, um pretexto para atingir um fim antidemocrático.

O objetivo real é remover do poder um partido político –o PT– que não conseguiu derrotar após quatro eleições democráticas seguidas. Ninguém que realmente se importasse com o fim da corrupção iria torcer por um processo que delegaria o poder a líderes de partidos como o PMDB, o PSDB e o PP.

Pior, está se tornando claro que a esperança dos líderes dos partidos da oposição é de que o impeachment de Dilma seria tão catártico para o público, que permitiria o fim silencioso da Operação Lava Jato ou, ao menos, fosse capaz de fazer com que tudo terminasse em pizza para os políticos corruptos.

Em outras palavras, o impeachment de Dilma Rousseff está designado para proteger a corrupção, não para puni-la ou até acabar com ela –o retrato mais característico de uma plutocracia do que de uma democracia madura.

Impeachment é uma ferramenta legítima em todas as democracias, mas é uma medida extrema, que deve ser usada somente em circunstâncias convincentes de que há crimes cometidos pelo presidente da República e quando há provas concretas das ilegalidades. O caso do impedimento de Dilma não responde a nenhum desses dois critérios.

Em uma democracia avançada, o Estado de Direito, não o poder político, deve prevalecer. Se, apesar disso tudo, o país estiver realmente determinado a apear Dilma do poder, a pior opção seria deixar essa linha de sucessão corrupta ascender ao poder.

Os princípios da democracia exigem que Dilma Rousseff termine o mandato. Se não houver opção, e ela for impedida, a melhor alternativa é que sejam realizadas novas eleições e, assim, que a população decida quem assumirá seu lugar, pois, como está na Constituição, todo poder emana do povo.

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Comentários

  1. Leonardo Postado em 12/Apr/2016 às 11:53

    Daria um excelente enredo para o mestre Gabriel Garcia Marquez.

  2. JH Corvetto Postado em 12/Apr/2016 às 12:43

    Morando há alguns anos aqui na cidade de São Paulo, frequentando manifestações (desde aquelas dos vinte centavos ao "Fora Dilma", percebo e torno-me convicto de que o pedido de impeachment não é pelo fim da corrupção, e sim pelo fim do tal do comunismo! Pelo menos aqui, parecemos americanos da década de 1960, acusando de comunista até quem planta árvores, gritando contra uma ideologia dita do demônio! Pelo menos aqui em São Paulo, é como se Olavo de Carvalho tivesse razão e vivêssemos a ressurreição da União Soviética. Aqui não enxergam a democracia, pois somente enxergam a si mesmos e têm sua paranoia como realidade incontestável.

    • Sebastião Vito Meurer Postado em 26/May/2016 às 20:05

      Todos os governantes que tiveram um olhar mais complacentes para com os pobres foram taxados de comunistas. A direita conservadora ou a radical detestam que o pobre evolua e saiam dessa classe. O governo Lula e Dilma tem se esforçado de vários formas de resgatar os pobres através projetos e programas de políticas sociais magníficos como: o PROUNE, PRONATEC, Acessos às Universidade, acesso a curso no exterior e entre outras que alavancaram as pessoas de acender a classe média. O Brasil está no rumo certo com a presidenta Dilma Rousseff no poder. fora disso veja um enorme retrocesso.

  3. José Ferreira Postado em 12/Apr/2016 às 13:54

    Esse Greenwald não tem muita credibilidade, pois tem um michê que ele pegou da favela. Ele deveria voltar para o seu país e encher o saco do Obama.

  4. Ricardo Edmundo Cecconell Postado em 13/Apr/2016 às 07:01

    BRASIL - O PAÍS DA AVACALHAÇÃO MAÇÔNICA MAFIONARIA DO CRIME ORGANIZADO ESTABELECIDO Acabaram de me sugerir que Michel Temer, presidente eleito pelas massas reacionárias como presidente do Brasil, seria maçônico graduado. Para mim não seria novidade alguma se a grande maioria de políticos no Congresso, e no judiciário, e no ministério público, e na OAB, fosse toda unida pelo golpe ao direito constituído, e fossem hóspedes da maçônicaria tupiniquim, capitaneada no Brasil pela maioria de estabelecidos no Ministério Público e no Judiciário, que, conforme me disseram, são todos "maçônicos". Será verdade isso? A Ku Klux Klan também o era, e os negros descendentes adoram o deus cristão maçônico, tanto e qual seus algozes políticos atuais. Vide os pastores graduados que não dizem ser maçônicos, como o Malafaia, religiosos que exploram a boa fé dos brasileiros, estelionatários de jesus, e adorados, patrocinados, e financiados pelas suas vítimas, felizes ovelhas descerebradas da fé, que gritam "fora, Dilma", e que proclamam "Viva Temer", e "Reine Eduardo Cunha", assim como dantes gritaram "Soltem Barrabás"; Volto a dizer, acabrunhado e com profundo pesar, que faz tempos que digo que está tudo consumado: O BRASIL VOLTOU A ADMITIR SER UMA REPUBLIQUETA DAS BANANAS - COLÔNIA DOS QUE NOS "USA", ADMINISTRADO POR UMA QUADRILHA DE LADRÕES SANGUESSUGAS. Minha última esperança seria o povo inteiro, brasileiros com valores patrióticos genuínos, aos milhões, descessem do pedestal golpista, e golpeassem as cabeças dos criminosos lesa pátria que enodoam e enlameiam o Congresso Nacional. Mas o povo é ovelha conduzida por malafaias nas redes permissionárias de televisão. O golpe brasileiro é fascista, conduzido por militantes do crime organizado - reza a imprensa internacional. Tenho certeza, mais que absoluta convicção, que menos de um por cento do povo brasileiro útil virá lendo meu artigo, até aqui. O povo brasileiro odeia estudar. Segmentos da classe mérdica, os que batem panelas contra a liberdade de poder votar, não tem o costume de ler, sequer interpretar textos. Finge ler a bíblia, mas a interpretação fica a cargo do pastor estelionatário, que vende objetos sacros e milagres fraudulentos. Escutam a rede globo e bandalheira, como se fossem da bíblia, interpretada a notícia pelos paus mandados do status quo do crime organizado que detém o poder da comunicação. O povo brasileiro não possui história. Todas as suas passagens (e heróis nacionais) são óperas bufas. Vide Dom Pedro, o primeiro no Brasil, e Dom Pedro, o quarto em Portugal, a diferença gritante. Estudem a questão Christie, e me digam se o Brasil antes, agora e depois poderá ser considerado uma nação séria, democrática e libera dos grilhões do império? Analisem o movimento das matronas paulistas da marcha com "deus", pela família e liberdade, incentivando o golpe iminente. Peguem no google a campanha "dê ouro para o bem do brazil". Os grandes heróis nacionais são os das produções Globo dos Marinhos maçônicos. O povo se lembra muito mais dos "irmãos coragem" e do "coronel canavieira", do que do suicidado Vladimir Herzog, jornalista da saudosa TV Cultura, hoje nas mãos do governador do PSDB, El Al Ku Min, também maçônico da Opus Dei. As matronas paulistas continuam ávidas por novos capítulos das novelas da Globo, enquanto desprezam o futuro da Nação em que vivem, geraram e criaram seus filhos, a maioria que se colocam em postos chaves das herdades maçônicos. As capitanias hereditárias na política se sucedem com as mesmas famílias, desde os tempos dos avós neves, até os atuais corruptos que aspiram, mais do que o necessário, chegar lá, custe o que custar. Não morro de amores pelo Partido dos Trabalhadores, mas para o futuro do meu país é muito pior um Temer, Aécio, ou - desastre gutural - Eduardo Cunha na presidência do crime organizado da república do Brasil. Agora, por favor, não me digam que Eduardo Cunha e seu capanga Jovair são maçônicos, idem. Daqui a pouco vão dizer que Aécio Neves também seria maçônico, em companhia de gilmar mendes, dias toffolli, pgr Janot, Renan canalheiros, Faria de Sá, os três patetas do MP paulista, Miguel Reale jr, Paulo Maluf, os Perrela, o Ricardo Teixeira, o Marin, Agripino Maia, Delegado Sampaio, Ronaldo Caiado, deputado João Campos, Manoel Jr, Mendonça "filho", os pauderneys, Silas Malafaia, e, pasmem, até o paulinho "pelego" da farsa sindical, também aspiraria, como aspirante maior o Aécio o é. Nem tudo é culpa dos maçônicos da extrema direita elitista, nesse golpe contra a democracia brasileira. Só o principal o é. Agora, golpe posto, Brasil de joelhos novamente pós 64, cresce o boato intermitente, à boca pequena e maldita em Curitiba, que 85% dos componentes da grande lista da Odebrecht também teriam componentes maçônicos da ultra direitona que intentona o fascismo tupiniquim. Arre, égua! Quem diria que a grande e inigualável crasse mérdica brasileira iria endossar e adoçar um novo golpe canalha no Brasil? E sem a participação solícita de antes, das quarteladas conduzidas por oficiais também da classe maçônica, para a condução "pacífica" do golpe na democracia brasileira. Bem, com os esquartejados votos dos partidos atrelados ao crime organizado brasileiro, que apoiam o novo golpe hondurenho paraguaio no Brasil, me espanta que os donos de igrejas fascistas, donos de tremendo mau caráter, sirvam de exemplo de candura e santidade, como é o caso do Eduardo Cunha, e sequazes, que fizeram das assembleias de deus a sua grande e funcional lavanderia do dinheiro sujo e vil do crime organizado mafioso brasileiro. O povo brasileiro vai penar com os novos planos econômicos que advirão de tamanha omissão. O povo brasileiro elegeu os golpistas. Os golpistas fizeram as "leis" em que deputados são eleitos sem nenhum voto, arrastados pelos votos que o povo deu em uma figura popular, como o que dizem ser maçônico, Celso Russomano. Não creio que o pastor Feliciânus seja maçônico, mesmo sendo eleito deputado pelo PSC - partido sacripanta cristão - do estelionato religioso nacional. A maçonaria, mesmo sendo o que é, não chegaria a tanto. E se tu, brasileiro, chegaste na leitura paciente até aqui, parabéns. Tu és um dos poucos brasileiros que apreciam ler, o que é raro no povo brasileiro, em tantos séculos de escravidão.

    • Lena Postado em 24/Jun/2016 às 11:28

      disse tudo Ricardo