Redação Pragmatismo
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Política 20/Apr/2016 às 11:58
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Câmara para todas as votações até que impeachment seja apreciado no Senado

Eduardo Cunha e oposição param todas as votações de projetos de interesse do Brasil até que Senado conclua processo de impeachment da presidente Dilma

eduardo cunha camara dos deputados

A Câmara ficará parada até que o julgamento da presidente Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade seja concluído pelo Senado. Essa é a conclusão a que chegou o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com o apoio de Cunha, os líderes de oposição não estão dispostos a discutir qualquer projeto de lei.

“O governo acabou politicamente, como os deputados vão tratar de temas importantes de um Executivo desautorizado pela Câmara”, questionou o peemedebista. No Senado, a expectativa é que o processo de impeachment pode demorar até setembro ou outubro por causa dos prazos regimentais do processo.

Ontem (terça, 19), por exemplo, nenhuma matéria foi votada em plenário – logo em uma terça-feira, dia típico de votações que não raro avançam pela madrugada.

Os líderes de oposição só aceitam discutir os critérios para a ocupação das presidências das comissões temáticas permanentes. Depois deste tema, nada mais será votado, apesar da previsão de abertura de sessões até sexta-feira (22).

“Só temos um meio governo e a perspectivas de impedimento da presidente pelo Senado, não há clima para qualquer debate ou decisão sobre qualquer tema”, disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).

Depois das escolhas de presidentes das comissões permanentes, a Câmara terá na pauta medidas provisórias que impedem a votação de qualquer outro assunto antes delas. A partir daí, o governo terá suas ações travadas pelos deputados.

Líderes de partidos até há um mês aliados do governo – como o PP, o PSD, o PR e o PRB – também não estão dispostos a votar qualquer tema antes da definição final dos senadores sobre o impedimento ou não da presidente Dilma.

Os deputados do PT consideram uma “irresponsabilidade” o fato de o presidente da Câmara não querer pautar a votação de projetos que estão na fila. “O presidente da Câmara é um irresponsável e não pensa no Brasil”, disse o vice líder do governo, Paulo Teixeira (PT-SP). A definição da pauta de votação nas sessões é feita pelo colégio de líderes, em reunião coordenada por Cunha.

Leonel Rocha, Congresso em Foco

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Comentários

  1. João Paulo Postado em 20/Apr/2016 às 13:28

    Não há limite para escárnio e para impunidade. Não há limite para a estupidez desse povo covarde, ignorante, omisso e, igualmente corrupto. Iniciamos a monarquia do Rei/Satanás Eduardo Cunha. O que mais falta? Caçada e assassinato daqueles que ousam, mesmo que timidamente na internet, a questionar Vossa Majestade?

  2. Denisbaldo Postado em 20/Apr/2016 às 14:42

    Se o Eduardo Cunha for inocentado e assumir a vice-presidência da república, juro que nunca mais votarei em ninguém pelo resto de meus dias. Tenho coisas bem mais sérias a tratar em minha vida.

  3. Jonas Schlesinger Postado em 20/Apr/2016 às 16:08

    Que comece a treta

  4. João Paulo Postado em 20/Apr/2016 às 17:31

    Sérgio Carneiro, só cabe a perguntinha de sempre: você é burro ou mal caráter ou burro E mal caráter?

  5. Eduardo Ribeiro Postado em 20/Apr/2016 às 17:56

    Agora um país inteiro, um país colossal, gigantesco, fica parado, refém de um impeachment golpista puxado por um réu do STF? O que dizer? Continua, cara. "Somos todos Cunha". Fode mais o país que tá pouco ainda. Taca fogo no cabaré, deita e rola debaixo do nariz daqueles que vestiram amarelo e bateram panelas em apoio a você.

    • Rita Candeu Postado em 21/Apr/2016 às 13:49

      pior é o STF omisso a tudo isso

  6. Thiago Teixeira Postado em 21/Apr/2016 às 10:20

    O país vai ficar parado, que legal.

  7. Thiago Teixeira Postado em 21/Apr/2016 às 10:22

    Onde há legitimidade em golpe seu coxinha? Não viaja, vai lá pra NY vaiar a presidenta na ONU que tu ganha mais, é só passar na Globo ou no gabinete do Cunha que estão distribuindo passagem.