Redação Pragmatismo
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Política 29/Mar/2016 às 09:42
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O PMDB vai abandonar Dilma Rousseff; Temer quer ser presidente

O PMDB vai sair do governo para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, o caminho fica aberto para Michel Temer realizar seu desejo: assumir a Presidência da República

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Se Dilma Cair, a faixa presidencial passa para Michel Temer

Após encontro do vice-presidente Michel Temer com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta segunda-feira (28), interlocutores de Temer afirmaram que o PMDB deve aprovar o desembarque do governo por aclamação na reunião do Diretório Nacional desta terça-feira (29).

Renan representava a ala do partido mais governista e que resistia a apoiar a saída do partido da base aliada do governo Dilma Rousseff. Até esse domingo (27), interlocutores do presidente do Senado consideravam “muito difícil” um acerto entre ele e Temer em relação ao rompimento.

Segundo os interlocutores do vice-presidente, Temer e Renan entraram em acordo na reunião dessa segunda-feira. No encontro, eles definiram que os ministros do PMDB não devem participar da reunião do diretório e terão até 12 de abril para deixar os cargos.

O próprio Temer, que é presidente da legenda, também não deve participar da reunião. A ideia é não passar a imagem de que ele comandou o processo de rompimento.

Como fica a base

Com a confirmação da saída do PMDB do governo, a base aliada da presidente Dilma Rousseff ficará mais enxuta: sem contar o PT, restarão ainda seis partidos apoiando o governo. O PRB já deixou a base governista.

A menor quantidade de legendas coligadas ao governo se traduz na redução da representatividade dos membros. Depois do PT, que conta com 58 deputados e 12 senadores, a legenda com o maior número de deputados é o Partido Progressista, com 49 membros na Câmara e senadores, mas que ameaça deixar a base aliada em uma assembleia marcada para quarta-feira (30), seguindo o rastro do PMDB.

Sem o PMDB, a base aliada do governo conta com:

— 216 dos 513 membros da Câmara dos Deputados (42%)
— 26 dos 81 membros do Senado (32%)
— 26 dos 65 deputados que compõem a comissão do impeachment (40%).

Para efeitos de comparação, em 1º de janeiro de 2014, a base aliada do governo compunha a maioria da Câmara e do Senado, com 304 deputados e 47 senadores.

Impeachment

O governo precisa de 171 votos contrários na Câmara dos Deputados para barrar o impeachment. Para que o processo avance, são necessários no mínimo 320 votos favoráveis, o que representa dois terços da Câmara.

No Senado, também é preciso dois terços de votos favoráveis para que o processo continue –ou seja, 54 senadores devem apoiar o impeachment.

É preciso lembrar que, apesar de um partido fazer parte da base aliada, não há garantia de fidelidade por parte dos seus membros na hora de uma votação

No final de todo o processo, se o impeachment de Dilma for aprovado, quem assume a Presidência da República é o vice, Michel Temer.

informações de Agência Estado e Folhapress

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Comentários

  1. Pedro Accioli Postado em 29/Mar/2016 às 14:47

    E prepare-se para a guerra civil que irá ocorrer no país logo após este impeachment ilegítimo! Se eu fosse você, já faria as malas para sair deste país o mais rápido possível!!!

  2. poliana Postado em 29/Mar/2016 às 15:38

    ISSO..CONTINUE CANTANDO VITÓRIA ANTES DO TEMPO...

  3. Júlio Postado em 29/Mar/2016 às 23:36

    Essa idéia genial do PT em se aliar com o PMDB teria um dia alguma consequência. Ingenuidade do PT em um dia ter confiado no PMDB.

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