Redação Pragmatismo
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Mercado 27/Feb/2016 às 10:00
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Homens e mulheres só terão salários equivalentes em 118 anos

Apesar do ingresso de mais de 250 milhões de mulheres na força de trabalho global ao longo da última década, a desigualdade salarial persiste. Mulheres só vão receber igual aos homens em 118 anos

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Finalmente, o salário das mulheres já se equipara ao dos homens…de 2006. Pois é. Apesar do ingresso de mais de 250 milhões de mulheres na força de trabalho global ao longo da última década, a desigualdade salarial persiste.

Segundo dados do novo Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2015 divulgado nesta quinta-feira pelo Fórum Econômico Mundial, só agora elas estão ganhando o mesmo valor que os homens ganhavam em 2006, ano em que o relatório foi produzido pela primeira vez.

O ritmo lento do progresso na redução da disparidade de oportunidades econômicas entre homens e mulheres preocupa — a desigualdade econômica diminuiu em apenas 3% no período.

De acordo com a pesquisa, a extrapolação dessa trajetória sugere que o mundo vai levar mais de 118 anos, ou até o ano de 2133, para eliminar a desigualdade econômica inteiramente.

No ranking geral de igualdade de gêneros (que leva em conta poder político, participação econômica, acesso à educação e saúde), o Brasil despencou da 71ª colocação em 2014 para 85º lugar este ano entre 145 países.

Mas o que chama atenção é a colocação das brasileiras nos subíndices relacionados à mulher no mercado de trabalho, onde o país aparece como um dos mais desiguais do mundo.

No indicador participação econômica e oportunidades, o país aparece na 89ª colocação. Já em termos de igualdade salarial, o Brasil cai para o inglório 133º lugar, de uma lista com 145 países.

De acordo com o estudo, os indicadores brasileiros colocam o país entre os mais desiguais do mundo em termos econômicos, ao lado de países como Venezuela e Uganda.

Vanessa Barbosa, Exame

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Comentários

  1. José Ferreira Postado em 27/Feb/2016 às 11:50

    Isso é uma verdade que esconde outra verdade que a justifica: a de que mulheres, em média, escolhem profissões menos remuneradas do que homens. O argumento da discrepância salarial por gênero é completamente absurdo. Se um homem e uma mulher exercem a mesma função, tendo a mesma escolaridade, índice de produção ou tempo de empresa, e a mulher recebe menos, a lógica seria contratar apenas mulheres, uma vez que elas demandariam menos gastos. E se por acaso houver algum lugar que faça isso, basta usar a CLT a seu favor. O artigo 461 garante que trabalhadores com função idêntica, exercendo tarefas para o mesmo empregador, no mesmo município, com igual produtividade e perfeição técnica, devem receber iguais salários. Nos lugares que trabalhei os salários sempre foram semelhantes, inclusive em meu primeiro emprego, onde as mulheres recebiam o mesmo salário de miséria que eu e os demais homens recebiam, rigorosamente.

    • luis Postado em 27/Feb/2016 às 16:33

      Não entendi, quais são os critérios dessa pesquisa? Se eu quero saber se as mulheres ganham mais ou menos que os homens, não seria lógico comparar apenas aquelas e aqueles que tenham o mesmo grau de instrução e cargo?

  2. José Ferreira Postado em 27/Feb/2016 às 23:35

    Podemos dizer que as profissões escolhidas pelas mulheres, geralmente, são as menos remuneradas, tanto para homens, tanto para mulheres.