Redação Pragmatismo
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Educação 15/Jan/2016 às 17:11
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Professores e alunos repudiam comentário racista exibido na Globo

Comunidade acadêmica e alunos e professores de escola pública repudiam comentário racista de Alexandre Garcia, exibido na Globo-DF. Jornalista afirmou que os cotistas que entram na Universidade de Brasília (UnB) não possuem méritos e estão lá por "pistolão", muito embora estudos comprovem que os cotistas vêm tendo desempenho melhor do que os não cotistas

Alexandre Garcia Globo racismo cotas
Alexandre Garcia (reprodução)

Um comentário do jornalista Alexandre Garcia, ex-porta-voz da ditadura militar, num noticiário local da Globo em Brasília provocou imensa revolta entre alunos e professores da rede pública, bem como na comunidade acadêmica.

Garcia afirmou que os alunos cotistas da Universidade de Brasília entrariam pelas costas na universidade pública, sem ter, na sua avaliação, mérito para estudar nas instituições federais de ensino superior. Estariam lá por “pistolão”, segundo disse o jornalista.

No entanto, diversos estudos do Ministério da Educação já comprovam que os alunos cotistas vêm tendo desempenho acadêmico superior ao de não-cotistas.

“Temos que pensar na qualidade do ensino. Aqui no Brasil ele é todo assim por pistolão, empurrãozinho, ajuda. A tradução disso é cota. Aí põe lá um monte de gente… só 67%, você viu aí, passaram por mérito. Estão aprendendo como é a vida, a concorrência, sem nenhuma humilhação de receber empurrãozinho. O mérito é a base”, disse o jornalista.

No passado, Garcia já havia causado polêmica, ao dizer que o Brasil não era racista até inventarem a Lei de Cotas (relembre aqui). Ele seguia o raciocínio de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, que escreveu o livro “Não somos racistas”, para tentar evitar que o Brasil adotasse políticas de ação afirmativa, que existem nos Estados Unidos há mais de 50 anos.

Pela tese de Garcia, atrizes da própria Globo, como Thais Araújo e Sheron Menezzes, só sofreram ataques racistas recentemente porque “inventaram” a Lei de Cotas.

O comentário de Garcia provocou indignação e revolta na professora Flávia Helen, que atua na rede pública do Distrito Federal e prepara alunos para o vestibular.

Confira, abaixo, seu desabafo:

Atenção Alexandre Garcia, seu filhote da ditadura, recadinho bem calinhoso pla ocê.Muito gut-gut…

Publicado por Elvis Rocha em Sexta, 15 de janeiro de 2016


Leia, ainda, o artigo do estudante João Marcelo, que estuda na UnB:

A abominação ética em Alexandre Garcia

João Marcelo

Os comentários de Alexandre Garcia nos telejornais da TV Globo são sempre um festival de impropérios, invariavelmente de cunho elitista. Porém, sua declaração recente em que acusa os alunos ingressos à UnB pelo sistema de cotas de “não possuírem méritos para ingressar na Universidade” revela em sua personalidade um pendor de senhor de escravo, um calejamento próprio de uma classe dominante infecunda e profundamente perversa.

A Lei de Cotas nas universidades completou três anos no ano passado. Fruto da mobilização dos movimentos sociais, logrou colaborar no ingresso de mais de 111 mil alunos negros. Ao contrário do propalado pelos intelectuais da Casa Grande, sua efetivação não precarizou o ensino superior público: segundo dados científicos apurados na avaliação dos 10 anos da implementação do sistema de cotas na UnB, o rendimento dos estudantes cotistas é igual ou superior ao registrado pelos alunos do sistema universal. Outras análises, em dezenas de instituições como Uerj e UFG, coadunam com o diagnóstico.

Os argumentos contrários ao sistema de cotas carregam o signo de uma ideologia que fez com que o País vivesse o colonialismo, a escravidão e a própria ditadura. Está no DNA da classe dominante brasileira buscar impedir à emancipação dos oprimidos, por esses constituírem ameaça ao seu domínio. Para esse fim, ocultam os saqueios e opressões que os povos colonizados foram e são submetidos, ao mesmo tempo em que procuram domesticar o imaginário dos oprimidos a partir de mentiras repetidas à exaustão nos meios de comunicação em massa.

Darcy Ribeiro, fundador da UnB e um dos maiores antrópologos brasileiros, teve ocasião de asseverar que o maior problema do Brasil é sua elite. Segundo ele, as elites brasileiras se apropriam unicamente do poder para usurpar à riqueza nacional, condenando seu povo ao atraso e a penúria (ver O livro dos CIEPS, 1986:98). Por isso, carregamos a inglória posição de terceiro país mais desigual do mundo.

Alexandre Garcia é um conhecido bajulador das hostes oficias. Foi aliado de Ernesto Geisel e porta-voz do ditador João Batista Figueiredo. Foi exonerado após postar seminu numa revista masculina. Apoiou a candidatura de Maluf no Colégio Eleitoral. Foi um dos artífices da cobertura global que favoreceu a ascensão de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. É, pois, co-participe da tragédia social, política, econômica e ideológica da sociedade brasileira.

A TV Globo, que abriga essa triste figura, é a principal aliada de todas as causas abomináveis patrocinadas pela elite contra o povo brasileiro. Sustentou o golpe de 1964, franqueou amplo apoio ao regime militar, deu sustentação aos governos conservadores após a redemocratização. Seu jornalismo sempre perseguiu os movimentos sociais e lideranças populares, cuja expressão mais retumbante foi o herói da pátria Leonel de Moura Brizola.

Quando insulta os alunos da rede pública egressos pelo sistema de cotas, o jornalista vê nisso paternalismo e esmola. É compressível. Quem ascendeu na carreira com favores e migalhas dos plutocratas só pode enxergar nos outros os vícios que carrega. Felizmente, o povo brasileiro não permitirá que a direita apátrida coloque suas mãos sujas de sangue em seus direitos mais caros, para a tristeza do jornalista e seus correligionários.

informações de Brasília 247

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Comentários

  1. Antonio Postado em 15/Jan/2016 às 17:56

    O Alexandre representa bem o que há de mais obsoleto, retrogrado no Brasil, ele se coloca como alicerce das ideias conservadoras, oportunista e decadente que um dia foi esteio do Brasil, ele é uma postema sob a casca da desfaçatez, um sepulcro adornado de flores para esconder sua podridão, ele desfalece convicto e triste de sua invalidez no jornalismo brasileiro.

    • Orlando Pinheiro Postado em 16/Jan/2016 às 04:29

      Perfeito.

  2. Eduardo Ribeiro Postado em 15/Jan/2016 às 18:03

    Elitista nojento. De uns tempos pra cá perdeu o filtro e desandou a bostejar com força na TV. Merece no mínimo uma cusparada na cara.

  3. Wilson Postado em 15/Jan/2016 às 18:36

    Posição normal para um lambedor de botas , um lacaio cujo chefe escreveu um livro onde não há racismo no Brasil

  4. roberto Postado em 15/Jan/2016 às 19:34

    Rio Grande do Sul, seu governador sai de férias, em um cruzeiro pelo México e EUA, já tinha tirado uma semana de férias, e o povo gaúcho flagelado das enchentes e seu vice em Punta Del Leste, ZH esta calada.Vergonha

  5. Salomon Postado em 15/Jan/2016 às 19:39

    Situação difícil, essa do ordenador de despesas. A mantenedora se esfumando aos trapos, demitindo a rodo e o Sacripanta tendo que agradar a audiência da Malhação com seus comentários preconceituosos. Socorrem-nos outras mídias, mais comprometidas com a verdade factual, ao dizer que o monopólio é quem está efetivamente em crise. Globo e PSDB estão em extinção. Terão o mesmo fim da UDN, ARENA, PFL, DEM .....

  6. Thiago Teixeira Postado em 15/Jan/2016 às 19:40

    Engraçado que ninguém para ele no Leblon e o chama de MERDA. É inadmissível uma rede de televisão aceitar esse tipo de ataque covarde a população ao vivo. Os estudantes secundaristas de escolas públicas e entidades de todo Brasil devem pedir retratação dessa declaração ridícula.

  7. antoni wroblewski Postado em 15/Jan/2016 às 19:46

    Sempre estudei em escola pública, no meu tempo não existia o sistema de cotas. Aluno de escola pública era raro fazer universidade,e quando fazia era licenciatura por que a elite não queria fazer e era o que sobrava para nós. Consegui ingressar na universidade pública quase dois anos após ingressar no ensino médio, e adivinhem, em um curso de licenciatura. Depois do meu ingresso na Universidade, sem sistema de cotas, as mesmas foram criadas abaixo de muita polemica que dura até hoje. Hoje, com poder aquisitivo maior graças a políticas que mudaram a cara do Brasil ( e que estão muito longe de ser de contento, mas são sem comparação com o governo no tempo de FHC), , oriundos de meu ordenado como professor, vejo as cotas das quais não precisei para ingressar na universidade pública como algo não apenas merecida para a sociedade Brasileira, mas algo necessário para se promover a justiça social, para que as vitimas dos crimes de preconceito ganhem espaço digno na sociedade, tanto pessoas de baixa renda, minorias e indivíduos de origem étnica racial que sofrem preconceito histórico . Não consigo entender o por que essa elite econômica Brasileira, burra, criminosa e ignorante se sente tão ameaçada pelos programas sociais de inclusão. É como se a elite economica, ciente do papel que ocupa, temesse previamente a ascensão dos pobres e que estes deixassem de aceitar a exploração que sofrem dos ricos. Esse preconceito da elite econômica é a maior demonstração de que os membros desse grupo reconhecem sua incapacidade de trabalhar, de produzir, de contribuir coma sociedade de pensar. São criminosos da pior estirpe, alimentam tudo que há de ruim no país e impedem que a nação cresça e se desenvolva. Em face deste cenário é que surge indivíduos como Alexandre Garcia, mais um mal elemento a serviço da criminalidade só colarinho branco, dos bandidos que nunca são presos e punidos, destes que sentem orgulho dos seus crimes e apontam seus dedos sujos para os demais. Vim da escola pública, não precisei de cotas para ingressar nela, estou muito longe de ser rico com um salário de professor, e no entanto não me sinto minimamente ameaçado com as politicas de inclusão nas universidades. A universidade pública tem que ser para quem precisa; a particular tem o dever de ofertar vagas para quem não pode pagar no maior espirito comunitário, cristão, fraternal, no espírito do orçamento participativo; da retribuição social. O Brasil não aguenta mais essa elite criminosa no poder, essa que exalta a forma mais burra de Capitalismo, a que mata o trabalhador sem dó pois o odeia, e nega até mesmo as condições mais básicas para manter a própria fonte de renda, a mão do proletariado que sustenta essa elite econômica burra e ignorante.

    • Lucimar Postado em 15/Jan/2016 às 21:53

      Falou tudo!!@

    • Vitor Luiz Postado em 15/Jan/2016 às 22:45

      Mesmo com as cotas a realidade não mudou muito. Acredito que a maioria dos cotista estão nos cursos de baixa concorrência, licenciaturas. Concordo um pouco com outro comentário (Marco), a cota não oferece inclusão e ascensão social. Há várias formas de burlar esse sistema. E sobre o Alexandre Garcia, nos professores do DF não engolimos esse cara. Foi pouco o que ele falou comparado ao que vem dizendo a algum tempo.

    • Orlando Pinheiro Postado em 16/Jan/2016 às 05:00

      Antoni, embora vc tenha dito que não entende o porquê da elite se sentir ameaçada, em verdade seu comentário demonstra que você entendeu o que de fato é fácil de entender; em verdade todos nós sabemos. A elite econômica dessas plagas brasilis se sente ameaçada justamente porque em sua imensa maioria é burra. E você tem absoluta razão quando diz que o que sobra são as licenciaturas. Bingoooo! Siga o raciocínio da tentativa de justificativa que um sujeito que me questionou exatamente isto: "mas então a elite relega os menos favorecidos às licenciaturas para que os menos capacitados sejam os professores de seus filhos e netos?" Exatamente. Como eles sabem que seus filhos e netos burros chegarão aos melhores postos comissionados, pode deixar que a "massa não cheirosa" se torne professores, pois seus filhos e netos não precisam de QI; precisam de "Q"uem " I"ndica. A embaixatriz francesa, em entrevista no Programa do Jô, calou a platéia ao dizer que "o sistema de cotas não é a melhor solução para a justiça social na academia (a platéia incauta aplaudiu). Depois ela completou: "é a única solução". (platéia muda). Hehe. Abraço!

    • Trajano Postado em 16/Jan/2016 às 17:50

      Antoni, gostei muito do seu relato pessoal, na verdade, gostei do seu comentário todo. Ele me lembrou uma crônica muito interessante do Lima Barreto chamada “O Momento”, de 1915, em que ele expõe o quanto a elite brasileira é perversa e como é curioso que mesmo um século depois a fala de Barreto é bastante atual: O nosso regímen atual é da mais brutal plutocracia, da mais intensa adulação aos elementos estranhos, aos capitalistas internacionais, aos agentes de negócios, aos charlatães tintos com uma sabedoria pacotilha. Não há entre os ricos, entre os poderosos, nenhuma generosidade; não há piedade, não há vontade, por parte deles, desejo de atenuar a sua felicidade, que é sempre uma injustiça, com a proteção aos outros, com o arrimo aos necessitados, com o fervor religioso de fazer bem.

  8. Marco Postado em 15/Jan/2016 às 20:14

    Faz partre do jogo globalista confrontar uma direita elitista com uma esquerda particularista. As cotas para negros do PT ( entendam como quiserem ) prejudicam a maioria parda e os brancos pobres ao estabelecer um percentual acima do que seja a participação da população negra no Brasil ( aquela história de pretos e pardos na hora da cota não existe ) e abaixo do que representa a soma de negros, pardos e indígenas. Isto não afeta em nada a elite branca mas bastante a massa parda e branca pobre.

    • Thiago Teixeira Postado em 16/Jan/2016 às 07:40

      Negros (do PT?!), pardos, branco pobres se parecem, mas não são iguais. E você sabe disso. Não se preocupe, o estado dá a vaga na faculdade, mas o mercado continuará dando preferencia aos pardos e brancos pobres na hora da contratação. Fique sossegado.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 16/Jan/2016 às 09:35

      Não entenderei do jeito que quiser. Entenderei do jeito que é pra ser entendido. Você bostejou com isso de "negros do PT". Ah, e bostejou com o resto tambem.

  9. Luiz Cesar Postado em 15/Jan/2016 às 20:21

    Lamento, mas vou elogiar: é um basta. Perguntem para ele o que é a "teta dupla".

  10. Onda Vermelha Postado em 15/Jan/2016 às 20:22

    Hehehe! Aquela derrota por 11 X 0 no histórico julgamento no STF ainda está doendo no lombo desta elite preconceituosa. E a fala do Alexandre Garcia essa semana apenas vocaliza isso. Perdeu mané! Vamos invadir sua praia! #CotasSim porque Eu não penso só em mim!

  11. Galvão Postado em 15/Jan/2016 às 21:04

    Alexandre Garcia é um conhecido bajulador das hostes oficias. Foi aliado de Ernesto Geisel e porta-voz do ditador João Batista Figueiredo. Foi exonerado após postar seminu numa revista masculina. Apoiou a candidatura de Maluf no Colégio Eleitoral. Foi um dos artífices da cobertura global que favoreceu a ascensão de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. É, pois, co-participe da tragédia social, política, econômica e ideológica da sociedade brasileira. ALEXANDRE GARCIA, SEU FILHO DA PÚTA , VAI TOMAR NO CÚ, SEU RACISTA DE BOSTA, me da nojo te ver na TV.

  12. Morceguet Postado em 15/Jan/2016 às 23:14

    Quando falou que o desempenho dos cotistas é melhor do que o dos não cotistas eu parei de ler. Se fosse assim não seriam necessárias as cotas. Ridículo texto.

    • Onda Vermelha Postado em 18/Jan/2016 às 17:25

      Morceguet esse desempenho "melhor" dos cotistas se dá após a entrada na universidade. E não antes, ou seja, no acesso a ela. E são vários os estudos acadêmicos que vem demonstrando isso, assim como índices inferiores de evasão e repetência entre os cotistas quando comparado aos não cotistas. Vale a pena "abrir sua mente" e questionar o senso comum disseminado por "jornalistas" do Grupo Globo, como o Alexandre Garcia, que sempre foram adversários das cotas, e agora estão ficando sem discurso, mas insistem em semear ignorância.

  13. Daniel Postado em 15/Jan/2016 às 23:22

    Esse sistema de cotas é uma merda... É em si um ato de preconceito! Na câmara circula uma nova lei em que os que tem mais prata, deverão pagar para estudar em universidades públicas... Essa lei sim promoverá o equilíbrio nas universidades... Eu sou moreno, 25% de sangue negro, mas não posso me declarar negro pois tenho cabelo liso... Ou seja, o preconceito agora é com quem não tem cabelo crespo?

    • Orlando Pinheiro Postado em 16/Jan/2016 às 04:37

      Raspa! Krrrrrrrr

    • Eduardo Ribeiro Postado em 16/Jan/2016 às 09:33

      """"""""""""""os que tem mais prata, deverão pagar para estudar em universidades públicas...Essa lei sim promoverá o equilíbrio nas universidades"""""""""""""""" Balão de ensaio para a privatização do ensino superior público. Cotas é uma merda, mas uma medida safada como essa o gado bovino acha lindo, aplaude....te hora que eu desanimo com esses jênios...

    • mairson roque Postado em 16/Jan/2016 às 11:38

      faz chapinha...

    • Guilhermo Postado em 16/Jan/2016 às 13:42

      Faz um permanente!

  14. Jonas Schlesinger Postado em 16/Jan/2016 às 02:50

    Eu não tenho ascendencia africana, sou caucasiano e admito que nunca fui parado por policiais, mas sofro xenofobia por ser nordestino, aliás, sou gaúcho, mas me mudei pro nordeste bem cedo. E sofro como qualquer nordestino de pele mais escura. Imagine se você é negro e cotista e vê o que o jornalista acabou de falar. Não faço ideia pois nunca sofri preconceito por raça, mas tenho uma certa ideia de como seja vergonhoso você ser alvo de palhaçadas por parte da imprensa brasileira. Esta que nem mais me atrevo a assistir. Ver CNN é muito mais negócio.

    • Thiago Teixeira Postado em 16/Jan/2016 às 07:46

      O certo no Brasil é ser Branco, sulista, cristão, de direita, machista, rico, corpo atlético, nível superior, homem, heterossexual, sócio de clube, apreciador de vinhos caros, se informar pelo G1, racista, elitista, homofóbico e sobrenome europeu (exceto português e espanhol). Caso você destoe de qualquer uma destas características, será discriminado.

      • Mônica Costa Postado em 16/Jan/2016 às 13:28

        Sou preta, centroestina, macumbeira, de esquerda, feminista, pobre, gorda, nível superior, mulher, heterossexual, pago a entrada do clube, bebo cantina da serra, me informou pelo PP, não sou racista, não sou elitista, não sou homofóbica, meu sobrenome é Santos da Costa. Será que tenho chance? Pistolão? Empurrãozinho? Alexandre Garcia deveria ir defecar, seria mais proveitoso kkkkkkkkkk.

      • Thiago Teixeira Postado em 18/Jan/2016 às 14:01

        kkkk Não sou diferente de você Mônica! Nerão, sulista do interior, cristão não batizado (quero ir pro inferno mesmo), extrema esquerda militar, feminista, classe C, academia todos os dias se minha muié deixar, nível superior, homem, heterossexual, anti-social (odeio clubes), gasto no máximo R$ 9,00 numa garrafa de vinho, informo pelo PP e site do PCO, anti-racista (nazinegrista), odeio elite, anti-homofóbico e sobrenome provavelmente dado para identificar de qual fazenda de cana de açúcar meus antepassados vieram (Teixeira). kkkkkkkkk

  15. Orlando Pinheiro Postado em 16/Jan/2016 às 04:35

    Não distorção! Nem todo contrário é racista, mas todo racista é contrário. O racismo desse pseudo jornalista não está apenas em sua posição contrária às cotas, mas em seu histórico ideológico.

    • Daniel Postado em 16/Jan/2016 às 10:58

      Ele pode ate ter um histórico racista, mas ele não foi racista no comentário, foi uma opinião. O fato é que estão usando o racismo, o machismo, o fascismo e até o nazismo para desqualificar qualquer opinião contrária.Pra mim alguns leitores dos sites de esquerda são iguais aos leitores da Veja, aceitam tudo o que leem sem qualquer tipo de análise.

    • Trajano Postado em 16/Jan/2016 às 17:31

      Daniel, qual edital você se refere em que se definiu o tipo de cabelo como característica que indeferirá o requerimento para concorrer às vagas reservadas? O fenótipo de uma pessoa se resume ao cabelo? Qual tipo de exame de DNA o definiu como 25% de sangue negro, uma vez que as empresas/laboratórios que disponibilizam serviços de genômica pessoal não classificam dessa forma sua ancestralidade? Até onde sei, se trata de autodeclaração para concorrer a este tipo de vaga. Não entendi. Você acha que se autodeclarar pardo não condiz com seus traços fenótipos? Você tentou e foi indeferido? Recorreu juridicamente sobre o caso? Sério, não entendi o que você quis dizer. Sobre “quem tem mais prata” pagar para estudar em alguma universidade pública, isso é estranho. Se você acha uma merda o sistema de cotas, você acha essa medida positiva?? Não entendi. O que isso iria solucionar exatamente no que se refere à exclusão racial da população economicamente ativa com nível superior?

  16. Telmo Postado em 16/Jan/2016 às 11:32

    Racistas também poderão ser melhor enfrentados quando houver interesse em definir e prevenir suas ações como vemos em: http://saudepublicada.sul21.com.br/2015/10/20/eis-um-discriminador-racista-e-antissemita-reconhecendo-e-possivel-prevenir/

  17. Noemi Santos Postado em 16/Jan/2016 às 13:47

    Para os que são contrários as cotas: sempre houve cotas no Brasil. Ao contrário do que muitos pensam já houve cotas em universidades públicas até para filhos de fazendeiros pela Lei do Boi, ainda da época ditatorial. Assistencialismo que a Casa Grande nunca achou ruim, como bolsas em universidades para mestrado e doutorado e vários outros privilégios que SEMPRE usufruíram... O problema agora é que há assistencialismo para os NEGROS e para estudantes de escola pública (onde não-negros podem participar), ou seja, as pessoas pobres estão tendo acesso à universidade pública que antes somente a elite tinha acesso e isso é o que realmente incomoda à eles. O que mais me incomoda e me deixa triste é ver pessoas que não são negras, mas pobres contra as cotas, que elas podem se beneficiar, desde que estudantes de escolas públicas. Até porque há poucos anos, quem tinha condições de pôr filho em escola particular era a elite, apesar das coisas estarem melhorando e muitos não queiram enxergar. Pior que uma elite alienada é pobre sem consciência social.

  18. Trajano Postado em 16/Jan/2016 às 16:56

    Rodrigo, você não é mais ou menos racista simplesmente por seu posicionamento contra ou a favor. Entretanto, entre os racistas, a grande maioria, senão todos, são contra as cotas. Além disso as cotas possuem objetivos claros, muito bem definidos, e um sistema que se aprimora cada vez mais, o que permite colocar a ideia em prática, bem como assegura a sua manutenção e promove discussões entre os cidadãos. Os que são contra as cotas – os racistas ou não – até o presente momento não apresentaram solução clara para o problema do desnível entre raças na população economicamente ativa com nível superior. Histórico e indecoroso. Quem é contrário se resume a atacar o sistema ou então, para que o posicionamento não fique com um rombo que pode se voltar contra o interlocutor, cita motes medíocres como “meritocracia” ao passo que é justamente disso que se trata o sistema de cotas: a ausência de oportunidades em larga de escala entre população frente a outra por condições socioeconômicas, o que impede a concorrência em igualdade de condições. Não há distorção mais clara do que falar de um problema ao passo que se pincela o discurso com eufemismo e ataques para vendê-lo como solução.

  19. Trajano Postado em 16/Jan/2016 às 17:44

    Não defina a medida do seu umbigo como escala para definir a todos. Além disso, favor não despejar seus fracassos pessoais em sites que você escolheu para assediar. E você ainda não respondeu a uma pergunta simples: você é da Frente Nacionalista ou coisa equivalente? Por que não responde?

  20. Walker Postado em 16/Jan/2016 às 17:45

    o grande problema não é o racismo para o sistema de cotas. o problema das cotas se resume não há igualdade de condições economicas para todos frequentarem a mesma entidade de ensino publica. como o estudo verificou que os que usaram das cotas, tem um desempenho igual ou melhor dos que os outros. antigamente havia as bolsas de estudos. com a ditadura, isto foi pro lixo. apareceu agora os prouni e fies que está proporcionando o ingresso ao ensino superior daqueles economicamente desprovidos de recursos para tal frequencia. a fala do senhor reporter é eivada de preconceito entre quem usou a cota ou não. não se permitiu ou pode até saber que o desempenho é melhor, mas para elite isto é uma afronta. é o mesmo que acontece com o bolsa familia. a imprensa não publica mas estudos indicam que os alunos das famlias que recebem o bolsa familia, tem um aproveitamento melhor do que dos demais. no pais coloca-se em destaque o que é ruim, as boas coisas se jogam debaixo do tapete. para a elite não é interessante que os demais evoluem.

  21. rafael Postado em 16/Jan/2016 às 18:05

    Estudos??? que estudos comprovam??

    • Leonardo Postado em 16/Jan/2016 às 23:45

      Estudos do PT!

  22. Jeremias Postado em 17/Jan/2016 às 01:54

    Enquanto os pobres morrerem de fome e os negros serem mortos nas favelas com a justificativa que são marginais ou devem alguma coisa ao Estado a imprensa burguesa não acha nada errado nisso, portanto quando o pobre ascende para a classe média e o negro faz faculdade, logo a Casa-Grande vai á loucura. Parabéns ao garoto João Marcelo..

  23. José Ferreira Postado em 18/Jan/2016 às 09:51

    Os índices que mostram que o desempenho dos cotistas é semelhante ao dos não cotistas não leva em consideração uma coisa: eles usam a nota dos trabalhos acadêmicos dentro da universidade, que podem ser feitos em grupo com os não cotistas. Dessa forma, não dá para usar isso como parâmetro, pois a nota dos cotistas está "contaminada". As notas de corte nos vestibulares dos cotistas é cerca de 20% menor que a dos não cotistas (é só observar as notas do SISU desse ano). Além disso, há altas taxas de desistência dos cotistas nos cursos de exatas (75% entre os cotistas, segundo uma reportagem que vi na Carta Capital), onde a maioria absoluta dos trabalhos são individuais. Eu ainda acredito que a escola de qualidade para todos seria a melhor solução, visto que a Coreia do Sul era pobre que nem a Nigéria, mas se desenvolveu através da educação.

  24. Maria Célia Postado em 18/Jan/2016 às 10:35

    Em que parte do comentário ele foi racista? Ele disse que aqui no Brasil a educação é desigual e por isso as pessoas são humilhadas com cotas e outros tipos de empurrões. Ele criticou o país e não quem recebe as cotas.

  25. enganado Postado em 19/Jan/2016 às 00:38

    Pela décima milionésima vez repito:___ Desde qdo a rede gRoubo contrata pessoas cultas/educadas/estudiosas/com bom senso/inteligentes? Que me apontem quem dentro da gRoubo reúne as mínimas condições citadas? Me apontem! Esse Garcia-energúmeno é filósofo de banheiro, ou seja, aquele que escreve versos em banheiros qdo faz suas necessidades, com tais frases: """Triste sorte, triste sina ser poeta de latrina"""', .... (tem muita coisa que é impublicável) etc. Oh Garcia vai gibi,'vc só serve pra isso e olhe lá. rede gRoubo já chegou ao fundo poço, concordam?

  26. Joao Postado em 19/Jan/2016 às 09:01

    Sua fonte de informação está na Zelotes , algo a dizer ?

  27. Ricardo Soares Postado em 19/Jan/2016 às 14:19

    Vamos analisar o que disse esse velho caquético? Ele disse inicialmente, que temos que pensar na qualidade do ensino no Brasil. Ou seja, pra ele, com a entrada de alunos cotistas nas universidades públicas brasileiras, a qualidade do ensino superior e consequentemente a formação de profissionais no país seria de má qualidade. Só queria que esse escroto me dissesse: quando a qualidade do ensino foi boa no país? Os brancos e ricos sempre se apoderaram das vagas nas universidades públicas no país e nunca colaboraram para a melhora acadêmica e profissional do Brasil. Um economista chinês, certa vez disse, que o Brasil nunca se aproximaria da China em termos econômicos, industriais e tecnológicos, pois não tinha engenheiros e cientistas qualificados, e nem os formaria. A elite branca se apoderou das vagas nas universidades públicas desde a instituição do ensino superior no Brasil e o que produziu de bom? Multinacionais vem para o país e precisam trazer seus engenheiros e executivos, pois aqui no Brasil não encontram mão de obra qualificada... nunca encontrou, nem antes e nem depois da lei de cotas. Quantos brasileiros, não agraciados, com a lei de cotas, já foram indicados para algum prêmio nobel? Esse ignorante desse Alexandre Garcia, com sua pinta de catedrático tupiniquim, falou em aprender como é a vida, a concorrência. Acho que é por isso, que o nosso país nunca foi pra frente em termos educacionais até então. Os filhos da burguesia nunca se sentiram ameaçados na briga pelo ingresso numa universidade pública, e gratuita, nunca se sentiram ameaçados por uma vaga no mercado de trabalho, que agora nem pensam em estudar mais para ter suas vagas nas faculdades públicas, resolvem é culpar por antecipação os cotistas por suas frustrações na carreira. Eu era contra a Lei de cotas exatamente pelo motivo expressado pelo bode velho (Alexandre Garcia) da Globo. O estudante de classe média, branco, que estudou em colégio particular, fez curso de inglês, cursinho pré vestibular, mas também era frequentador assídio dos botecos da vida e das rodinhas de maconha entre seus colegas, não passava para a faculdade pública dos sonhos de seus pais, que não conheciam o "esforço" de seus pupilos, logo tinham alguém para culpar por terem de pagar por uma faculdade privada para seus filhotes: os culpados eram, pra eles, os "malditos" cotistas. Hipócritas!

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