Redação Pragmatismo
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Barbárie 08/Jan/2016 às 16:43
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O silêncio da mídia em torno do assassinato brutal de um bebê indígena

Por que o assassinato de um bebê indígena registrado em vídeo passou despercebido pelos meios de comunicação brasileiros? Criança foi atacada e teve a garganta cortada enquanto mamava no colo da mãe. Morte do pequeno Vítor diz muito sobre como o Brasil cuida de seu povo nativo

morte bebê indígena Santa Catarina
Câmara de segurança mostra homem aproximando-se da mãe, que amamentava a criança

Fernanda Cofre, Global Voices

Na tarde de 30 de Dezembro, uma mulher da etnia Caingangue amamentava o filho de dois anos, sentada numa calçada junto à central rodoviária da cidade de Imbituba, no Estado de Santa Catarina. Eles tinham dormido naquele local juntamente com um grupo de indígenas após terem efetuado uma viagem de ônibus que durou oito horas, desde Chapecó até Imbituba, onde vendem artesanato.

No estado de Santa Catarina, o fim do ano é a época em que as praias famosas ficam cheias de turistas vindos de outras partes do país e do exterior como Uruguai e Argentina. O povo indígena vê neste fluxo de visitantes uma oportunidade para vender artesanato e gerar alguma receita. As estações rodoviárias ficam cheias de artesãos, que passam ali a noite para estarem mais perto dos clientes que chegam de ônibus.

A jovem mãe segurava o seu bebê encostada ao muro quando um desconhecido se aproximou deles. Imagens da câmera de segurança mostram o homem a aproximar-se. Ele primeiro tocou na face do menino Vítor Pinto e depois, com uma pequena lâmina, desferiu um golpe cortando a garganta da criança, fugindo logo de seguida. A mãe, desesperada, gritou por ajuda, mas o pequeno Vítor acabaria por morrer. Tinha apenas dois anos.

Este crime horrendo de uma criança, assassinada a sangue-frio, nos braços da mãe e em plena luz do dia não ocupou as manchetes da imprensa nacional. Apenas alguns jornais deram a notícia, de forma discreta. A jornalista Eliane Brum, opina sobre o caso no jornal espanhol El País:

Se fosse meu filho, ou de qualquer mulher branca de classe média, assassinado nessas circunstâncias, haveria manchetes, haveria especialistas analisando a violência, haveria choro e haveria solidariedade. E talvez houvesse até velas e flores no chão da estação rodoviária, como nas vítimas de terrorismo em Paris. Mas Vitor era um índio. Um bebê, mas indígena. Pequeno, mas indígena. Vítima, mas indígena. Assassinado, mas indígena. Perfurado, mas indígena. Esse “mas” é o assassino oculto. Esse “mas” é serial killer.

Quais as vidas que têm mais importância?

Desde que a América Latina se tornou um “negócio europeu” — como afirmou o jornalista Eduardo Galeano — a vida indígena sempre foi a mais barata do continente. Não é novidade, “o racismo sobre o povo indígena é histórico”, sublinha o professor Waldir Rampinelli numa entrevista à Rádio Campeche logo após a morte do pequeno Vítor.

Assim que a gente se tornou independente, para os indígenas nada mudou […] Esse preconceito contra os indígenas chega até os dias de hoje. Tanto é que matar um indígena na rodoviária de Imbituba, aparentemente, é um crime muito menor do que matar uma criança branca numa rodoviária de Florianópolis.

Elaine Tavares, uma jornalista a viver em Santa Catarina, refere que quando os exploradores Espanhóis e Portugueses chegaram à América Latina, os povos indígenas foram denominados como “não-humanos, cidadãos de segunda classe, sem almas, inúteis”.

Ao longo de todos esses séculos foi sendo construída uma imagem negativa do indígena, justamente para que pudesse ser justificada a invasão e o roubo de suas terras e riquezas. Os índios são vistos como um entrave, uma lembrança desconfortável do massacre. Por isso que o melhor acaba sendo confiná-los em alguma “reserva” longe dos olhos das gentes. Mas, se eles decidem sair e dividir a vida no mundo branco, aí a coisa fica feia.

No Estado de Mato Grosso do Sul, cerca de 300 índios foram mortos em conflitos fundiários, no passado recente. Muitos lideres indígenas tentam chamar a atenção para o que eles chamam de um “genocídio”, que está a acontecer no país, realizado por milícias organizadas. Muito pouco tem sido feito sobre esta matéria. Os suicídios também têm sido uma constante, sobretudo na etnia Guarani-Kaiowá. De acordo com o New York Times, os suicídios entre a etnia é 12 vezes maior do que a média nacional.

Direito à terra

Em todo o país, o povo indígena luta para obter a devida demarcação e reconhecimento das suas terras, de acordo com as diferenças regionais de Estado para Estado. Muitos vivem nas ruas ou acampam ao lado das rodovias construídas sobre as suas terras. O Governo de Dilma Roussef tem o pior registo de demarcação de terras dos últimos 30 anos.

O Congresso está na iminência de aprovar uma emenda constitucional que altera a forma como a demarcação de terras é efetuada. Se aprovada, a PEC 215 vai transferir a decisão final da demarcação e propriedade de terra indígena do poder executivo para o legislativo. A medida vai colocar a palavra final nas mãos do Congresso e no lobby dos grandes produtores agrícolas — ruralistas.

Entretanto, as disputas de terra continuam a ser fomentadas. Em novembro, uma reserva em Florianópolis foi invadida pelo antigo proprietário que não aceitou o montante pago para devolver as terras para os povos indígenas. Um mês antes da invasão, um juiz decidiu contra o homem, com base em que ele sabia que se tratavam de terras indígenas quando comprou a propriedade. A chefe da aldeia, Kerexu Yxapyry — também conhecida por Eunice Antunes — já havia denunciado as ameaças de morte e perseguição de que tem sido alvo (antes da invasão) mas nenhuma ação foi tomada.

O assassino de Vitor

Dois dias depois do assassinato, o suspeito de 23 anos entregou-se à polícia e confessou o crime. Decidiu entregar-se por temer pela própria vida, mas, até ao momento não apresentou o motivo pelo crime. Relatos da polícia dão conta que o autor do crime possa sofrer de perturbações psicológicas.

Mas se não há muito para dizer sobre o assassino, a morte de Vítor diz muito sobre como o Brasil cuida o seu povo nativo, Eliane Brum comenta que:

Quem continua morrendo de assassinato no Brasil, em sua maioria, são os negros, os pobres e os índios. […] Estamos nus. E nossa imagem é horrenda. Ela suja de sangue o pequeno corpo de Vitor por quem tão poucos choraram.

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Comentários

  1. bruno Postado em 08/Jan/2016 às 17:32

    Que desgraçado.

  2. Guilhermo Postado em 08/Jan/2016 às 17:54

    Estou extremamente chocado com isso. Sério, estou sem palavras. Que absurdo. Espero que esse sujeito receba um tratamento bem "asteca" na cadeia, caso tudo isso seja verdade. Porque, sinceramente, é chocante demais. Não passou nada em nenhum lugar sobre esse caso. Eu não vi pelo menos.

    • Cris Postado em 09/Jan/2016 às 14:33

      Isso realmente aconteceu, passou na RBS e foi manchete no cidade alerta por três dias seguidos.

    • João Postado em 09/Jan/2016 às 23:05

      É verdade sim, eu moro em SC e vi a noticia no jornal.

    • Daiany Postado em 10/Jan/2016 às 01:39

      Infelizmente, é verdade sim, foi na minha cidade. Não acredito que tenha motivos raciais, mas na verdade não existe motivo para uma coisa dessa acontecer. A mídia nacional pode não ter dado a devida importância, mas todos os cidadãos de Imbituba estão chocados e indignados com esse crime horrendo.

    • Alexandre Postado em 12/Jan/2016 às 16:37

      ele já esta recebendo , esta preso e será julgado,pelo crime. Vamos parar de mimimim

  3. Chu Djao Postado em 08/Jan/2016 às 17:57

    Eu realmente nunca irei entender como um ser humano "pensante" tem a frieza para fazer isto...É triste demais, da vontade de chorar e ao mesmo tempo me encho de raiva. Até onde iremos chegar? Será que precisamos de um holocausto para aprender a respeitar as pessoas? Aprender a respeitar os índios que tem tanto direito a terra quanto nos? Aprender a respeitar quem vota no PT, PSDB,PSOL,PV,PSB, etc etc etc? Não somo inimigos, somos todos parte da mesma nação que sangra dia após dia por causa de intolerância e corrupção. Fiquem na paz.

    • Guiu Goncalves Postado em 09/Jan/2016 às 10:06

      Verdade a terra pertencia aos indios...eles teem o direito nas terrasTodos sabem que eles vivian da caça e da pesca da natureza. Eles nunca gostaram de trabalhar mas issofaz parte é da cultura e criaçao deles.

    • .marivaldo Postado em 10/Jan/2016 às 09:58

      Os índios tem muito mais direito a terra afinal qdo o homem branco aqui chegou eles já estavam

    • .marivaldo Postado em 10/Jan/2016 às 09:58

      Os índios tem muito mais direito a terra afinal qdo o homem branco aqui chegou eles já estavam

  4. paula Postado em 08/Jan/2016 às 19:08

    Se é perturbado então deve ficar pro resto da vida na cadeia pra não matar outro por estar perturbado. Assassino de merda

  5. Caleb Postado em 08/Jan/2016 às 23:39

    Para casos assim, a pena de morte é bem merecida.

  6. Toni Rocha Postado em 08/Jan/2016 às 23:53

    Infelizmente essa é a realidade. Negros e índios não interessam. Basta ver o caso dos atentados: o de Paris fez infestar homenagens e solidariedade nos perfis do Facebook, despedidas, comoção on-line. E os de países africanos devido ao Boko Haran? Indiferença praticamente absoluta por parte de todos. Ninguém liga, simples assim.

  7. Jorge Viana Postado em 09/Jan/2016 às 00:39

    A indiferença da grande mídia sobre esse ato desumano e medieval, provavelmente inspirado pelos vídeos do EI, provavelmente se justifica não por se tratar de uma vítima indígena, mas mais pela etnia do assassino. O que se vê ali não é um negro, não é um pobre, não é um morador de rua, não é um mendigo. É um homem branco, bem nutrido, saudável, perfeitamente lúcido, praticando um ato de extrema covardia do qual até mesmo os seus congêneres se envergonham de noticiar, por se verem ali representados.

    • Alexandre Postado em 12/Jan/2016 às 16:40

      ah ta então brancos, amerelos tb nõa são vitimas de violencia? A viiolencia esta para todos, O cara já esta preso e sera julgado. para de mimimimmi

  8. Aristóteles Postado em 09/Jan/2016 às 08:31

    A indiferença, em muitos casos, não tem sido somente da mídia, como também e principalmente da Justiça - cega, quando se trata de crimes contra pobres, pretos e índios. A imprensa não comenta e o Poder Judiciário faz vistas grossas. Covardes!

    • Alexandre Postado em 12/Jan/2016 às 16:42

      cara a miida não tem que noticiar ou deixar de noticiar, alias na região onde ocorreu o fato foi noticiado intensamente. E quanto a justiça, o cara está preso e será julgado pelo crime. Deixe de mimimimmi

  9. Lázaro samuel Postado em 09/Jan/2016 às 08:43

    Agora me diz se uma pessoa que sofre algum transtorno ou seja o que for anda assim na rua, ou ele tava com os medicamentos em falta ou ele nem toma e estava andando assim livre, sozinho sem alguém que possa acompanhar ele na rua... é uma triste noticia tanto a morte do bebe como essa ignorância e preconceito que os indígenas ainda sofrem, estão tirando deles até hoje não só as terras mas cada pedaço de vida, cada pedaço da cultura e esperança deles.

  10. zoso Postado em 09/Jan/2016 às 10:08

    O Sul me da nojo,lugar extremamente racista!

    • Alexandre Postado em 12/Jan/2016 às 16:43

      quem está sendo racista e preconceituoso é vc meu caro. Está generalizando um fato como se todas as´pessoas do sul pais fossem criminosas, Acorde e pense noque vc escreveu.

  11. maria Postado em 09/Jan/2016 às 10:20

    meu DEUS do ceu...eu fiquei angustiada agora....infelizmente esse animal vai ser protegido por lei..e nao condenado....mas sou evangelica do setimo dia...a acredito na vinda de jesus..onde essas pessoas terao seus julgamentos aqui na terra vivos....nao quero julgar...mas esse cara ja estar entregue as maos do inimigo...e serar um dia onde so exixtirar dores ..sofrimento para aqueles que ficarem e nao se arrependerem de seus pecados....a criança ..seu espirito ja estar com Deus...

  12. Amaral Postado em 09/Jan/2016 às 10:33

    O assassino já tentou matar os próprios pais, era rejeitado pela familia e vitima de bullying no colégio, tem problemas mentais mas o posto de saúde não oferece tratamento adequado para a desordem mental, fora isso é usuário de drogas, que é outro problema gravíssimo no Brasil, e ainda há quem queira que liberem mais drogas...Os problemas vão muito mais além, só nesse caso vemos que saúde precária, combate ineficiente as drogas, descaso com doentes mentais, a culpa disso é sua, minha e de todos nessa sociedade doentia e egoísta, a sociedade cria o monstro!

  13. deuselita Postado em 09/Jan/2016 às 10:54

    acontecimento recente que a midia cobre incansavelmente,é do pai q matou a filha,mais deste inocente de apenas dois anos que foi assassinado no maior sangue frio enquanto amamentava ,não sei que expressão podemos dar pra tal ato,cadê a rede record que noticia todas as barbaridades que acontecem que se calou diante de um episodio tão triste

  14. Eduardo Ribeiro Postado em 09/Jan/2016 às 11:46

    Ah, se fosse uma linda criança loirinha na Vila Nova Conceição, o país estaria em chamas...mas enfim...matou índio = matou nada. Matou o vento. Matou um ser invisível e completamente desprezível. Repercussão da mídia é zero. A repercussão da mídia foi tão pífia que quando eu tomei conhecimento cogitei ser fake, ""porra, só li aqui....ninguem falando""...contraria os interesses do patrão latifundiário. Vergonha demais.

  15. Sebastião Magalhães Postado em 09/Jan/2016 às 12:07

    Pena de morte sem qualquer piedade para um criminoso assim. "Os únicos que não devem ser dignos de tolerância são os intolerantes. Para com eles a intolerância deve ser muito maior que a própria intolerância que a deles para com os seus intolerados". Não é possível que um criminoso desses continue vivo. Sua execução deveria ser pública e televisionada para toda a sociedade.

  16. Antonio Postado em 09/Jan/2016 às 14:23

    O governo brasileiro vem sistematicamente destruindo os índios. Tudo é seletivo. Dilma twitou sobre o bullying sofrido pelo Chico Buarque e permaneceu indiferente ao sofrimento dos milhões de brasileiros afetados pelo crime da Samarco, que é da Vale, um de seus patrocinadores. A mídia é assim, o estado é assim e o povo brasileiro é assim: é tocado pelo banal e sensacionalista.

    • nadia Postado em 09/Jan/2016 às 16:59

      Deixa de mentira. Dilma fez vários pronunciamentos de solidariedade às vítimas do acidente provocado pela Samarco. Já virou piada ou sandice essa Noia de querer culpabilizar a presidente por tudo de errado que acontece neste país e no mundo.

    • Luis Augusto de Moraes Postado em 09/Jan/2016 às 20:34

      Você está equivocado ,não é o governo que é culpado ,é o congresso nacional com a bancada ruralista e a oposição que não deixa o governo deslanchar ,pois para eles ,quanto pior ,melhor!!!

  17. Elisângela Postado em 09/Jan/2016 às 14:35

    Indignadaaaa com tamanha frieza do ser humano desses..sou mãe e fico imaginando a dor dessa pobre indefeza..somos todos iguais perante Deus e além de tudo irmãos ..

  18. Gernandes Mota Postado em 09/Jan/2016 às 14:42

    A matança de crianças entre os indígenas é um elemento cultural, assim como a venda de filhos....a maior parte de nossa cultura de violência veio dos povos indígenas. ....basta lembrar que culturalmente, se este menino tivesse morrido a 150 anos ....ele seria comido pelos indígenas. ....reintero, é um problema de origem cultural.... e só com educação mudaremos isto. ....o Brasil tem que parar de cultura os indígenas como povo santo.....devemos muito aos africanos que era um povo amoroso que tinha amor e carinho por seus filhos.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 10/Jan/2016 às 20:57

      Você esta querendo dizer que um bebê indígena de 2 anos teve a garganta cortada, em 2015, nos braços da mãe enquanto mamava, por influência cultural dos próprios indígenas? Disserte a respeito, por gentileza.

  19. Luis Porto Postado em 09/Jan/2016 às 14:56

    Me parece que esse crime bárbaro não tem absolutamente nada a haver com o que a reportagem quiz insinuar: assassinato de indígena. O assassino faria com qualquer mãe que estivesse naquele momento com um bebe de qualquer etnia. O canalha é maluco e precisa ser banido do convívio social. Dramática a situação dessa mãe, indescritível seu sofrimento. Lamentável!

  20. crispim martins da luz Postado em 09/Jan/2016 às 15:30

    cadê a VEJA, cadê a REDE GLOBO cadê os donos da comunicação do Brasil, onde estão/ cadê a impressa ´podre que publica assunto de seu interesse. cadê esses vermes que vive publicando inverdades e não publica isso.

  21. Vicente Postado em 09/Jan/2016 às 15:44

    Uma criança de apenas 2 aninhos, que Deus de conforto a familia, quantos inocentes esse deminiaco já não deve ter matado? Será que uma pessoa dessas terá recuperação? Já não seria o momento de rever nossas leis?...

  22. Geovane F Postado em 09/Jan/2016 às 17:23

    meio estranho parece ate que e drogado noiado, ou mandado. se ele se entregou nao parece de esta com problemas assim.. se tivesse algo a mae e o pai perceberia o estado dele ou algo estranho. e sabesse pelo que foi falado em outras reportagem que pessoal indígina sofre atentados por la.

  23. Paulo Matos Postado em 09/Jan/2016 às 19:03

    O criminoso devia ser degolado sem piedade. Não dá para imaginar o sofrimento da mãe da criança.

  24. Rick Postado em 09/Jan/2016 às 20:22

    esse discurso é cansativo, não tem haver etnia, tem haver com o que sempre teve e sempre terá, é dinheiro, é o valor da vitima, é a conta, a carteira!Podia ser branco dos olhos azuis, seria ignorado da mesma forma, se fosse filho de morador de rua!Não aguento essa ladainha de vitimizar etnias, violencia é horrenda contra qualquer ser humano, mas a verdade é que não é comovente para a sociedade,se fosse um bebe "de nome" ai sim, seria um futuro destruido pela violencia mostruosa e desenfreada.Uma novidade pra vcs que gosta de focar as etnias, a maioria das pessoas que sofrem violencia nesse país,não são vitimas por sua etnia mas por serem trabalhadores de todas as raças, comerciantes, professores, empresários, emboscados nas portas d e casa.Vamos acabar com isso, isso so promove o odio entre as raças, vamos pedir justiça pela criança morta por um monstro, não pelo indiozinho!

    • Ricardo Postado em 11/Jan/2016 às 12:54

      Cara, de onde vc tirou essa "estatística"?!?!?!

  25. Artur Postado em 09/Jan/2016 às 20:57

    Palhaçada!! Santa Catarina um estado conservador e reacionário!!!

  26. CarmemZastrow Postado em 09/Jan/2016 às 21:09

    As autoridades e grandes fazendeiros diga-se de passagem querem mais é ver os índios sucumbir ante a sua grande ganância .A hidrelétrica no rio Tapajós está comprometendo a sobrevivência dos índios Munduruku . Gostando ou não eles são os verdadeiros donos da terra . Nós somos os invasores .Qual a importância q a mídia dá a um pequeno ser morto tão covardemente . Nesse caso é merecida a pena de morte sem dúvida.....

  27. Altair Postado em 09/Jan/2016 às 23:15

    Infelizmente o silêncio talvez seja pela "falta de espaço" que teriam os meios de comunicação, pois o nº de homicídios de crianças e adolescentes, segundo dados do Datasus apresentados pela Unicef, passou de 5 mil casos/ano em 1990, para 10,5 mil em 2013. De acordo com Unicef, 28 crianças e adolescentes são assassinados por dia no Brasil, estimando que, se as condições atuais forem mantidas, o país pode registrar 42 mil assassinatos de adolescentes entre 2013 e 2019. Segundo o balanço, as principais vítimas são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias e em áreas metropolitanas das grandes cidades. A qtde de assassinatos de adolescentes negros é quase 4x maior qdo comparada aos homicídios entre jovens brancos. Extraído do portal G1 de 13/07/15 - política. Aí o problema maior é a mídia não divulgar ou a incompetência e o descaso do poder público, em espeial o governo federal, em enfrentar esta triste realidade?

  28. Luciano Alves Postado em 10/Jan/2016 às 05:21

    O assassinato desse bebê indígena é culpa do Foro de São Paulo e do PT, seu coxinha? Vá estudar, pelo amor de Deus!

  29. VULPIANO FALCÃO Postado em 10/Jan/2016 às 09:49

    Essa noSSA imprensa MARROM

  30. sergio ribeiro Postado em 11/Jan/2016 às 16:41

    Pelo que li em outro site, o crime nada tem a ver com racismo ou questões indígenas. O rapaz tinha problemas psiquiátricos sérios decorrentes do vício em drogas e bebidas. Teve uma adolescência e uma família bem complicadas, por isso acabou deste jeito. Sim, deveria haver uma atenção maior da nossa mídia vendida.