Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 10/Dec/2015 às 12:53
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O relato de uma jovem chamada de 'macaca' e apalpada pela polícia

“Fui apalpada, privada do uso do banheiro e ouvi que eu era uma 'macaca'. Insinuaram que buscariam uma gilete para raspar minha 'buc...'”. Estudante negra que foi presa durante os protestos contra o fechamento de escolas revela como foi humilhada por policiais

Jovem Andreza Delgado racismo escolas SP

Semayat Oliveira, Nós Mulheres da Periferia

“Quem sofre mais com a precarização do ensino é a juventude preta e pobre”. A frase é de Andreza Delgado (foto acima), 20, estudante de Letras e educadora. Na última quinta-feira (3/12), Andreza foi presa arbitrariamente. Crime: lutar contra o fechamento em série de escolas em São Paulo.

Em sua conta no Facebook, após ser liberada pela polícia, em 4 de dezembro, a jovem relatou a violência – sempre aliada ao racismo e machismo – que sofreu nos dias encarcerada. “Fui privada do uso do banheiro, ouvi que eu era uma “macaca”, insinuações de que um dos estudantes não conseguiam me comer porque eu era cabeluda e “feminazi”, que iriam buscar uma gilete para minha “buceta”[…] Eles não conseguiam não transparecer o desejo de “raspar” e “queimar” as minhas tranças”, relatou.

A educadora, que estudou toda a sua vida em escolas públicas da cidade, vem apoiando os e as estudantes secundaristas desde o princípio das ocupações, pois considera que esta causa também é dela, enquanto cidadã e mulher negra. “Enquanto mulher negra, essa luta super me representa e enquanto cidadã também, porque se trata da precarização do ensino, da educação”.

Para ela, há um recorte de classe e geográfico muito claro dentro das discussões sobre a “reorganização” prometida pelo governo, já que quem sofre mais com a precarização do ensino é a juventude preta e pobre. A educadora aponta, no entanto, que os estudantes das periferias estão atuando de forma efetiva. “Costumam estigmatizar a periferia e a achar que a periferia não sabe fazer luta. A molecada está ocupando e auto-gerindo as escolas, com aulas de jornalismo, de ioga, horta, estão pintando e reformando as escolas”.

Ela comenta, ainda, a forma como a “grande mídia” concentra os holofotes nas escolas localizadas nas regiões centrais, não dando espaço às que estão nas bordas da cidade. “É mais “confortável” se deslocarem para gravar lá [em Pinheiros/ do que para o centro de Diadema, Mauá (localizados na Grande SP), que também tem escola ocupada, ou para o Campo Limpo ou Capão Redondo (zona sul da capital de SP)”.

“Existe uma disposição do estado para tratar as pessoas pretas e pobres de outra forma. Se eu fosse uma estudante da Universidade de São Paulo e branca, a polícia nunca ia me apalpar e dizer que ia cortar minhas tranças e me chamar de “macaca”. Existe uma disposição do estado, uma disposição racista de dar esse outro tratamento. Poxa, eu ainda fui passar por uma CDP (Centro de Detenção Provisória) e em alguns momentos ainda fui bem tratada, mas tinha gente lá fora me esperando e me observando. E quem não tem?”, questiona a jovem.

A íntegra da entrevista de Andreza Delgado pode ser vista aqui.

Vídeo:

Relato de Andrezza, que foi detida ontem e foi solta hoje de tarde. Não a violencia policial! #nãotemarrego #alutacontinua | Que vergonha, que vergonha deve ser, oprimir o estudante, pra ter o que comer!

Posted by Ocupação E. E. Fernão Dias Paes on Sexta, 4 de dezembro de 2015


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Comentários

  1. Pereira Postado em 10/Dec/2015 às 14:36

    Não vai fazer ponta na novela da Globo e nem ir no altas horas. Não adianta ! Talvez no programa do mário sergio conti na globo news...e olhe lá !

    • Brunno Postado em 10/Dec/2015 às 16:00

      Caceta, eu desisto de tentar compreender este "ser humano", não é aceitável a falta de empatia e o mau caratismo social desse esquizo paranóide! Leu o texto? as declarações da jovem? E ainda se diz religioso.. tsc tsc

    • professora Postado em 12/Dec/2015 às 11:01

      Sempre que vejo comentário seu e as pessoas respondem: dou-me conta do significado de "jogar pérolas aos porcos"

  2. irineu Postado em 10/Dec/2015 às 14:41

    esse é a merda da policia de sp, resquicio grosseiro da ditadura, formada por negros e pensam que são brancos, formada por pobres que servem os ricos, que lambem as botas do patrão, ao inves de trabalhar para o povo, afinal, PMs, vcs são povo, se olhem no espelho

  3. silisboa Postado em 10/Dec/2015 às 21:51

    A questão não é se ela é usada como massa de manobra, e sim o fato de como ela foi tratado pelos policiais mesmo depois de presa, ser preso por baderna é uma coisa agora ser tratada como lixo, ser insultada e ameaçada moralmente é um crime,todos os seus comentários a sempre um porém ou justificativa para aliviar,mas você não liga pra ninguém e bem parecido, com os senhores ideológicos só usa uma capa diferente, continue assim e seu paraíso pode mudar o nome pra Lago de fogo.

  4. enganado Postado em 11/Dec/2015 às 01:54

    Segundo o sociólogo+filósofo+antropólogo+escritor Ali Kamel escreveu que no BRASIL não há racismo. Depois do golpe tipo paraguaio isso vai virar lei, não é 7P's?

  5. Ana Postado em 11/Dec/2015 às 02:31

    na primeira foto dá para ver que o PM está apalpando o seio da garota. E a cara dele está muito bem clara a identificação.

  6. Maria Soledad Postado em 12/Dec/2015 às 00:30

    Desgraçada mentirosa!

  7. Thiago Teixeira Postado em 12/Dec/2015 às 13:38

    Vai ficar por isso mesmo? haverá algum comentário do Alexandre Garcia, Sherazade ou Boechat de indignação? Não, trata-se de uma negra, e com os 7Ps vale a lei extrema e implacável.