Redação Pragmatismo
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Racismo não 27/Oct/2015 às 11:52
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Meninas que realizaram intervenção em aula na USP sofrem perseguição

Motivado por uma série de pichações racistas em banheiro, meninas do movimento negro fazem destemida intervenção em sala de aula na USP e vídeo viraliza na internet. A fala, sem meios termos, da representante negra causou maior indignação do que as pichações e elas passaram a ser perseguidas por 'capatazes virtuais'

vídeo meninas negras USP

Leopoldo Duarte, Os Entendidos

Semana passada um vídeo com uma intervenção em uma sala de aula na USP viralizou [assista abaixo]. Nele vemos o destemido papo reto de uma integrante do coletivo negro responsável pelo ato.

Ao longo do vídeo, motivado por uma série de pichações racistas em um banheiro da unidade, ouvimos reivindicações por respeito e condenações aos alunos e à sociedade branca que se calam diante de repetidos atos discriminatórios. Dentro e fora da universidade. E como era de se esperar essa afronta aos herdeiros da Casa Grande não ficou impune. Capatazes virtuais prontamente devassaram a vida das três meninas e as expuseram na nova praça de repúdio público: o Facebook.

A fala, sem meios termos, da representante negra causou maior indignação do que com as pichações de julho que tudo motivaram. Frases como: “preto deve morrer”, “preto é escravo” e “fora macacos lugar de negro é na senzala” produziram pouquíssimas manifestações além das vistas na blogosfera antirracismo.

O fato de três mulheres negras terem tido “a petulância” de entrar numa das instituições mais tradicionais do país, para problematizar um sistema “meritocrátrico” — que desde sua fundação garante cota majoritária de vagas a eurodescendentes —, provocou uma comoção extremamente desproporcional quando se compara ao vandalismo racista que acabou passando em branco. O grupo ofendido, ao gritar um “basta” virou alvo de novas agressões.

Porém, de todo o discurso, a fala que mais gerou incômodo foi: “Vocês nos devem até a alma”. Inúmeros memes e piadas foram feitas a partir da interpretação mais superficial disso. Não só porque pessoas brancas se recusam a aceitar qualquer responsabilidade pelo legado racista de seus antepassados que, ainda hoje, as coloca numa posição de superioridade estética, moral e intelectual em relação as demais etnias, como também porque pessoas brancas — e embranquecidas —, comodamente se esquecem de que a história desse opressão teve início com a argumentação de que pessoas negras não seriam seres humanos por não possuírem “alma”. Ou seja, além da incomensurável dívida, moral e econômica, que a sociedade branca tem com a população negra, a história nos diz que europeus também roubaram as almas de africanos.

Visto que toda riqueza e luxo construídos no Brasil se deram — e ainda se dão — às custas do sacrifício e exploração de vidas negras, é de se espantar que essa multidão que defende ou se julga a elite intelectual do país apresente tamanha dificuldade em reconhecer essa dívida histórica. Parece haver um enorme clarãono quesito história brasileira do povo negro. Um lapso de memória sobre o débito que os governos europeus e das Américas têm com o continente e as vidas que saquearam e vilipendiaram em nome do “progresso” da civilização européia. Talvez todos esses revoltados tenham se esquecido de que após séculos de abusos dos mais cruéis, ao término da escravidão, o governo brasileiro não indenizou os ex-escravos, mas sim os ex-senhores de escravos pelo prejuízo gerado.

Antes que alguém venha usar o Holocausto judeu para falar que exigir qualquer tipo de recompensação é vitimismo, sugiro a leitura desse texto sobre as medidas tomadas pelo governo alemão na tentativa arcar com a responsabilidade histórica do nazismo. Obviamente dinheiro nenhum será suficiente para ressarcir todo o sofrimento causado, mas o esforço se torna válido por punir, mesmo que simbolicamente, a sociedade por trás dos governantes oficiais.

Caso não tenha ficado evidente até agora, há sim uma dívida real do estado e da sociedade brasileira com todos os descendentes de africanos escravizados. Não apenas porque muito se lucrou com a escravização e a animalização desses antepassados negros, mas também por uma questão de justiça.

Vale lembrar também que se hoje existe uma lei de cotas em universidades para pessoas negras não foi por um gesto de consciência e generosidade do estado brasileiro, mas sim porque militantes negros reivindicaram politicamente esse tipo de ação afirmativa. Cotas raciais representam o início de uma retratação há muito adiada e ignorada. Simbolizam o começo de um longo caminho até que descendentes de africanos escravizados e o resto da sociedade, um dia, desfrutem de oportunidades iguais de sucesso, já que o racismo faz com que pessoas brancas com a mesma formação de seus colegas negros, estatisticamente, recebam 47% a mais que estes.

VEJA TAMBÉM: Vídeo registra bate-boca sobre cotas e racismo em sala de aula na USP

No entanto, apesar da lei das cotas em universidades ser uma conquista já legalizada, demonstrações de ignorância histórica e racismo como as observadas em relação ao vídeo/protesto e a relutância de parte da população em relação a elas revelam que a inserção legal de pessoas negras em ambientes, antes exclusivos à elite branca, ainda causam enorme incômodo. As pichações racistas, que têm se tornado cada vez mais comuns em universidades públicas e particulares, e o silêncio coletivo diante delas, acabam, portanto, exemplificando a enorme distância entre o discurso de democracia racial e a aceitação das medidas legais que garantem a concretização desse ideal a longo prazo.

Por fim se faz necessário ressaltar que não adianta utilizar as viagens ao exterior de uma das ativistas do vídeo para desqualificá-la como oprimida. Sistemas de opressão não requerem escolhas individuais para funcionar e nem tampouco exceções inabilitam as regras. Independente de uma pessoa negra ter boas condições econômicas ou ter sido eleita presidente da maior potência bélico-financeira do mundo, o racismo oprime todas democraticamente. Até aquelas pessoas negras que teimam em acreditar que vivemos num país de não-racistas. Até porque racismo parte da discriminação por fenótipo e não por classe social. #OChoroÉLivre

Posted by Coletivo Negro USP Ribeirão Preto on Sexta, 16 de outubro de 2015


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Comentários

  1. loco doido Postado em 27/Oct/2015 às 12:03

    a abordagem dessa guria foi totalmente babaca não merece perseguição, mas não tem como defender uma abordagem agressiva e babaca dessas

    • Henrique Postado em 27/Oct/2015 às 16:42

      Concordo que foi agressivo. Mas, como pedir pra alguém que está indignado com ações que pretendem excluí-la do direito de estar no local e ainda extremamente agressivas para elas (pichações) para "indignar-se com calma"? É preciso se colocar no lugar do outro, de forma verdadeira e sem hipocrisia, para sacar que dói e muito esses tipos de manifestação.

      • Yrae Postado em 28/Oct/2015 às 11:52

        Se colocar no lugar do outro é complicado, ainda mais nos dias de hoje. É o mesmo que uma leão ter empatia por uma zebra.

      • Diego Postado em 29/Oct/2015 às 10:40

        O colega aí de cima, deve ser daqueles que acha que tem marcar dia e hora para se manifestar. A hora de lutar é SEMPRE agora.

  2. Helder Postado em 27/Oct/2015 às 12:39

    Sobre a dívida e consequente indenização da Alemanha ao povo judeu, sugiro ao missivista a leitura "A Indústria do Holocausto" do professor judeu da universidade de Nova York, Norman Finkelstein.

  3. Lara Postado em 27/Oct/2015 às 13:34

    "responsabilidade pelo legado racista de seus antepassados". Sou negra, sou formata em história, luto contra o racismo e me recuso a concordar com essa afirmação descabida

    • eu daqui Postado em 28/Oct/2015 às 09:26

      É como se a raça branca tivesse o poder mágico e único e privilegiado de ter escolhido seus ancestrais. Sou caucásica e meus pais são historiadores também. Quando à frase de "cobrança" da alma: somente revela ódio vingancista, jamais nenhum senso de justiça ou engajamento social.

      • Yrae Postado em 28/Oct/2015 às 11:57

        Isso não é ódio vigancista, é uma reação á tanto racismo em poucos anos de vida. A maioria dos negros conscientes têm empatia pelo outro e sempre pensa que poderia ser ele ou um parente no lugar. Isto é uma dor coletiva, pandemia emocional. Explicar isso á você é perda de tempo, você, talvez, é racista.

  4. Meninas que realizaram intervençã... Postado em 27/Oct/2015 às 13:40

    […] Motivado por uma série de pichações racistas em banheiro, meninas do movimento negro fazem destemida intervenção em sala de aula na USP e vídeo viraliza na internet. A fala, sem meios termos, da representante negra causou maior indignação do que as pichações e elas passaram a ser perseguidas por 'capatazes virtuais'  […]

  5. wanderlea Postado em 27/Oct/2015 às 13:51

    Falou certo é a realidade,mas, poderia ter usado so giria e nao palavroes.

  6. gustavo0 Postado em 27/Oct/2015 às 13:52

    Li o texto, palavra por palavra, lamentável. Quando é que as pessoas irão aprender que um erro nunca justificará outro. As pichações no banheiro foram sim, causa legítima para indignação, a conivência e o silêncio geral também, porém a reação demonstrada no vídeo é completamente descabida. Violência e preconceito não cessam com intolerância, pelo contrário, é espantoso que ainda hoje as pessoas não se deem conta de que tal reação apenas favorecerá o crescimento de uma espiral segregacionista. A retórica utilizada por boa parte dos militantes por direitos de igualdade racial são nocivos, e se algo não for feito agora, nossa cultura já degradada, será ainda mais contaminada. O ódio contagia.

    • Denisbaldo Postado em 27/Oct/2015 às 14:17

      Eu concordo com você que ódio gera ódio, mas existe um lado bom nessa reação. Os alunos serão obrigados a pensar a respeito e também a tomar uma postura, escolher um lado. Não podemos mais aceitar calados que um grupo menor domine o grupo maior pelo constrangimento, pelo medo e preconceito. Eles devem saber que o grupo que abomina o racismo é muito maior do que aquele que o apoia. Eles estão errados e devem saber disso e que também responderão perante à justiça e à sociedade. Se ódio gera ódio, é mais do que natural a reação das meninas.

    • Pedro Postado em 27/Oct/2015 às 14:27

      Obrigado, Gustavo, por dizer com elegância e clareza o que parece ser tão difícil de entender por quem acha que entrar numa sala de aula chamando todo mundo de "cuzão" é "mandar um papo reto". Não tem nada a ver com "ser contra o movimento" ou "ser contra a causa". Tem a ver com apoiar a causa, mas saber que isso não equivale a aplaudir métodos como esse.

    • Dóri Postado em 27/Oct/2015 às 14:32

      foi um desabafo, vc acha que adianta pedir para parar com o preconceito?? Esses playboys estão se lixando para a exclusão dos negros no país.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 27/Oct/2015 às 16:06

      Como assim "descabida"? Qual reação seria "cabida/cabivel"? Quem pode dizer para o OPRIMIDO até onde ele pode ir?? O cara já é discriminado por ser negro, é oprimido na sociedade em todos os âmbitos, diminuído, usurpado, explorado, morto. Ainda querem que sofra calado? Não pode sequer expressar o que sente? Ainda mais quando vê constantemente teus colegas de faculdade - UMA UNIVERSIDADE BRANCA!! - te olhando torto? Eles já não tem espaço na sociedade, não podem brigar por um espaço nem na sala de aula, onde deveria ser um espaço de crítica e reflexão? Não tem essa de "descabida" não. Muito menos de insuflar medo de "gerar espiral segregacionista". Está aí outra coisa que precisa acabar, esse "não reaja desse jeito agressivo, senão será pior". Porra nenhuma. Trata-se de uma reação ainda pequena perto do que eles sofreram, sofrem e ainda sofrerão.

  7. Patrícia Postado em 27/Oct/2015 às 14:09

    https://www.youtube.com/watch?v=V_SECWDIgog

  8. magali Postado em 27/Oct/2015 às 14:23

    Eu ia compartilhar, mas pra que tanto palavrão?

  9. Neto Postado em 27/Oct/2015 às 14:43

    Já são mais de quinhentos anos de Brasil! Não cabe mais tanta paciência...

  10. Meninas que realizaram intervenção em aula na USP sofrem perseguição | Além da Mídia Postado em 27/Oct/2015 às 14:55

    […] post Meninas que realizaram intervenção em aula na USP sofrem perseguição apareceu primeiro em Pragmatismo […]

  11. Viviane Postado em 27/Oct/2015 às 15:05

    O permissivíssimo povo brasileiro tende a deixar para lá,deixar para lá o estupro cultural, a deixar para lá o dinheiro público ser roubado, o negro ser discriminado e por aí vai, mas quando alguém vai para cima ai chegam a turma do deixa disso e e exatamente por isso que nada muda e aparece o papinho de que ódio não leva a nada , mas o mal que cada atrocidade faz a quem sofre na pele todo dia pode dizer eu apoio cada voz que se levanta para mudar o que está errado nesta sociedade de valores eurocêntricos e capitalista...

  12. junior Postado em 27/Oct/2015 às 15:12

    Pra mim ela está certa e, se fosse eu, eu falaria coisas piores que essa.. (Y)

  13. eveline sonielle Postado em 27/Oct/2015 às 15:19

    Adorei o texto e muito claro. Sim, o racismo ao nnegro não se dá pessoalmente ou a sua classe social, se ddá pelo fenotipo. Até Obama jjá como presidente sofreu preconceito. EEntão fica aqui meus pparabéns e apoio aàs meninas. USP para todos.

  14. Armistrong Postado em 27/Oct/2015 às 15:21

    Discurso arrogante e tão preconceituoso quanto aquele do qual os negros têm sido vítimas. O uso excessivo de palavrões revela despreparo para o debate, e a reivindicação. Se não tinha nada melhor para dizer, deveriam permanecer em silêncio, ou procurar auxílio para a elaboração de um texto relevante. Um texto que angariasse apoio. Esse só destilou ódio. Todo preconceito é sinal de inferioridade. Venha de onde vier. Seja do branco, do negro, do amarelo etc. Enquanto estamos discutindo cor de pele, estamos esquecendo de estudar, de discutir e de valorizar o gênero humano. E de modo algum eu me sinto responsável pelos erros dos outros, ou de antepassados. Sou responsável por meus erros, apenas.

  15. Eduardo Ribeiro Postado em 27/Oct/2015 às 15:54

    Bom vídeo. Perfeita a guria. Universidade branca por completo, e por falsa meritocracia (aquela da história em quadrinhos, a falácia que foi oficialmente destroçada). Tem que fazer isso aí mesmo. No mais, seguimos assistindo o mesmo panorama: o limite das manifestações de minorias oprimidas é "não causar incômodo". Enquanto não está fazendo barulho, não está incomodando, a nobre elite branca paneleira tolera. Os movimentos minoritários tem a bênção para se manifestar e ter a atitude que quiser, desde que não contrarie os porcos reaças. O negro, pra eles, tem que ser como o Pelé. O homossexual tem que ser como o Clodovil. E assim vai. Só nesses casos as minorias são válidas. Uma vez extrapolado o limite, imposto pelos nobres homens brancos, aí "olha essas pretinhas, que ousadas, que petulância...isso virou palhaçada, isso gera apenas ódio, quanto exagero, que reação descabida, estão dividindo o Brasil entre nós brancos x eles pretos...culpa do PT blablabla". A verdade é que o que essas gurias fizeram foi pouco. O limite da reação do oprimido é simétrico ao ponto máximo da opressão sofrida. Se fizerem uma intervenção dessa todo dia em uma diferente sala de aula da USP, ainda será pouco.

  16. Eduardo Ribeiro Postado em 27/Oct/2015 às 15:59

    O fato dela ter estudado em colegio caro e ter viajado "n" vezes significa que o sistema não é racista? Puta que o pariu...é porque pra você preto não pode viajar senão não sofre "preconceito de verdade". Pra você, e pra gente como voce, preto tem que ser segregado para sempre na periferia, para aí sim poder falar que sofre com racismo e preconceito. Você é burro demais, filhão...

  17. Thiago Postado em 27/Oct/2015 às 22:10

    Terceira lei de Newton.: A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade. Parabéns meninas!!!

    • eu daqui Postado em 28/Oct/2015 às 09:27

      Então aguarde a rereação..............insuflar ódio é isso aí: contribuir coma bola de neve que desce a interminavel montanha.........

  18. Thiago Teixeira Postado em 27/Oct/2015 às 23:23

    USP: UNIVERSIDADE SEM PRETO.

    • eu daqui Postado em 28/Oct/2015 às 09:29

      E qual será a sentença da USP meritíssimo?

      • Thiago Teixeira Postado em 28/Oct/2015 às 12:41

        Ter aulas interrompidas por negras revoltadas e boca suja a todo instante, mina.

  19. Aline Postado em 28/Oct/2015 às 04:31

    Os negros têm todo direito de lutarem para acabar com o racismo na universidade e na sociedade em geral. Mas foi completamente desnecessário o tom agressivo e os palavrões. Além disso, da forma como ela se dirigiu, parecia estar acusando pessoalmente a cada aluno branco presente na sala. Racismo existe sim, mas ela devia ter usado um termo mais genérico, sociedade branca, algo assim. Não gostei, já participei de intervenções quando era da militância estudantil em prol do feminismo e acho que a moça podia ter passado o recado de uma forma bem melhor e que iria deixar os racistas com vergonha.

    • eu daqui Postado em 28/Oct/2015 às 09:30

      Vingancistas não podem passar recados da melhor forma pq não são movidos por valores como Justiça - esse é o valor que move o héroi e não a vítima.

    • Thiago Teixeira Postado em 28/Oct/2015 às 14:01

      Concordo Aline, a atitude destas ativistas não acrescentará em nada o movimento negro. Há outras formas de abordar um assunto desses num ambiente acadêmico pois nem todos que estão ali merecem ser agredidos daquela forma.

  20. Cecimila Calc Postado em 28/Oct/2015 às 10:45

    Nada mais natural que o discriminado discriminar. Do odiado odiar. Do violentado violentar. Mas não é o ideal... e nem o certo. Contudo a revolta é totalmente compreensível. Portanto, não as julguem pelo que fizeram. Ao invés disso, julguem a vocês mesmo pelo racismo nosso de cada dia e tentem fazer o teste do pescoço procurando negros no seu dia-a-dia e tomando a real consciência de que a escravidão ainda não acabou... infelizmente. E lembrar sempre que não devemos querer paz... mas sim direitos iguais e justiça. O caminho para o bem é o bem. Elas pagaram o mal com o mal... e vocês ao julgarem de forma tão dura a revolta de um oprimido também pagam o mal com o mal(porque mesmo com viagens para o exterior, a mensagem de que "preto tem que morrer" oprime qualquer negro) ... e assim o ciclo vicioso continua.

  21. Galvão Postado em 28/Oct/2015 às 11:01

    Sou a favor das meninas. Mas a coisa mais idiota é que estão preocupados com palavrões que ela falou e não com OS PALAVRÕES QUE ESCREVERAM NOS BANHEIROS. Quando você da uma martelada no dedo, você não fala QUE LEGAL. Você fala PUTA QUE O PARIU. Deram uma grande martelada nelas, e vocês querem que elas peçam com licença, nós nos sentimo ofendidas com as palavra do banheiro. NÃO, tem que xingar mesmo, dizer que estão muito bravas com isto, mandar todos a puta que o pariu. A Propósito, sou branco, IGUAL A ELAS, nem melhor, nem pior. TODOS SOMOS IGUAIS.

  22. felipe Postado em 28/Oct/2015 às 11:48

    A patricinha que teve tudo na vida, que tem empregadinha em casa pra fazer tudo pra ela, que estuda nas melhores escolas, vem fazer um discurso idiota e odioso desses.... lamentável e hipócrita por atitudes isoladas desse tipo de pessoa movimentos sociais sérios perdem a credibilidade.

  23. sidney Postado em 30/Oct/2015 às 11:25

    Tudo isso é PECADO e ausência de DEUS na vida. Falo do EVANGELHO de CRISTO e não da religião chamada cristianismo que tem um monte de fanáticos loucos. Disse Jesus: "Ame seu próximo com a si mesmo..." Enqunato vcs não se arrependerem dos pecados, essa situação de discordâcia só aumentará. Negros, brancos e mestiços são seres humanos em Deus. Além disso ou qualquer tentativa de superioridade etnica é puro preconceito, racismo, ignorância, maledicência, mediocridade, burrice, tentativa de dominação e complexo de superioridade, facismo, e, para finalizar com a verdade, demonismo. O fim é o inferno pra quem continuar com essa postura do diabo. Seja dito: a incredulidade ao evangelho só crescerá a maldade do homem. Os dias ainda se tornarão piores... Quem tem ouvido ouça...