Redação Pragmatismo
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Direita 30/Oct/2015 às 13:18
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"Filha, pra te comer eu falo até que votei no Haddad", diz médico residente

“Acha que eu não mentiria para virar médico e ter sua vida hipócrita na minha mão? Filha, pra te comer eu até falo que votei no Haddad”. Frase foi escrita pelo médico residente Henri Sato Júnior, que atua no único hospital público estadual da Baixada Santista. Internautas pedem que Conselho Regional de Medicina o afaste

Médico henri sato machismo
Após repercussão negativa de seu comentário e a possibilidade de ser denunciado, médico apaga post e publica retratação (Pragmatismo Político)

Ivan Longo, Revista Fórum

Depois dos deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP), agora é um médico residente que está causando polêmica com seu posicionamento contrário em relação ao tema da redação do Enem deste ano – que tratava da violência contra a mulher. Em um comentário na publicação de uma garota, que elogiava o tema escolhido, Henri Sato Junior disse que mentiria em uma redação, inclusive para virar médico.

“Filha, pra te comer eu até falo que votei no Haddad. Acha que eu não mentiria numa redação para virar médico e ter sua vida hipócrita na minha mão?”, disparou o médico, que atua no hospital Guilherme Álvaro, único hospital público estadual para a população da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Sato é aluno da Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

Apesar de ele ter apagado o comentário, a página “Feminismo Sem Demagogia” [acima] conseguiu reproduzir a imagem da tela quando a publicação ainda estava no ar e repercutiu o caso. No começo da noite desta terça-feira (27/10), a postagem da página estava com mais de 2 mil compartilhamentos.

“Precisamos da ajuda de vocês para que a ouvidoria do Conselho Regional de Medicina tome as medidas administrativas necessárias para o afastamento do mesmo”, convoca a página, colocando o endereço de e-mail do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para que as pessoas façam a denúncia.

Procurado, o Cremesp informou que ainda não recebeu nenhuma denúncia formal sobre o caso para que possa se posicionar.

O médico, diante da repercussão de seu comentário, apagou o texto e fez outro de retratação na tarde da última terça-feira (27) alegando que fez “mau uso das palavras” e que foi “mal interpretado”.

Posteriormente, Henri Sato Júnior deletou o seu perfil do Facebook.

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Comentários

  1. Viviane Postado em 30/Oct/2015 às 13:51

    Pedido de retratacao? Ele disse que diria qualquer coisa pra se dar bem! Então... Acho que as pessoas podem achar o que quiserem, mas essa agressividade deve ser combatida! Que ele seja responsabilizado pelo que falou!

    • Eduardo Postado em 30/Oct/2015 às 23:26

      concordo com você Viviane, não é porque pedem desculpinhas que as coisas devem ser amolecidas e não punidas.... estamos virando uma bagunça de tanto assistirmos desmandos sem punição.

  2. Katrinnae Postado em 30/Oct/2015 às 14:22

    Não foi 'mau-uso' de palavras, é exatamente a mentalidade dele. A sua retratação somente se deu porque conseguiram repercutir de maneira que achou que daria nada, mas se deu mal. Espero, realmente, que o afastem do seu trabalho e pague por seu comentário ridículo, mostrando o comentário estúpido que fez.

  3. Eliana Postado em 30/Oct/2015 às 14:26

    Provavelmente a retratação foi mais uma das mentiras que ele se propõe a dizer.

  4. Jhony Postado em 30/Oct/2015 às 14:52

    Para não ser punido pelo Conselho, mente que se arrependeu.

  5. Juscélia Postado em 30/Oct/2015 às 14:53

    "Dou graças por não ser hetero" tbm é sexismo diga-se de passagem

  6. Anthony Postado em 30/Oct/2015 às 14:58

    Uhum... Mal interpretado. Por que será que as pessoas, quando pensam de maneira preconceituosa, não sentem vergonha alguma em expôr-se, mas, quando surge a oportunidade de realmente dizer o que pensam, escondem seu preconceito? Agora, no ENEM, em que foi solicitado para falar sobre a "persistência da violência contra a mulher", muitos (e algumas, também) se sentiram ofendidos e "mentiram" na redação, para assim, tentarem não zerar a mesma. Daí, fica a minha dúvida: se a sua opinião poderia fazer você tirar zero na redação da ENEM, apenas por expô-la, será que ela é uma opinião sadia? Será que é uma opinião digna de ter-se?

  7. Jemerson Damásio Postado em 30/Oct/2015 às 15:00

    Deixando o fato de ser mau-caráter de lado, me fala como um analfabeto desses vira médico? Porque nem o pedido de desculpas dá pra entender.

    • Fernando Brito Postado em 30/Oct/2015 às 16:14

      Porque para se formar médico não se conta o caráter da pessoa e sim sua capacidade de aprender inúmeras disciplinas referentes ao tratamento e prevenção de doenças e afins do corpo humano. Prefiro um House me operando do que uma Madre Tereza. Simples assim.

      • Joane Farias Nogueira Postado em 11/Jun/2016 às 03:59

        Não se conta o caráter? Cê deve tá de brincadeira.Se ele não for ético,quem ou o que vai ter garantir atendimento humano? Ele pode fazer qlq merda e deixar vc na mão. Ou mesmo abusar de uma mulher que vc conheça na sala d

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 18:13

      Médico não precisa ser uma pessoa com ética não....tá sertinhu...o importante é só saber segurar o bisturi. Carater pra que?

    • Mariah Postado em 30/Oct/2015 às 19:33

      Jemerson Damasio, sem falar no Português dele: "pra te comer... (aqui teria uma vírgula), (...)

    • Vinis Postado em 30/Oct/2015 às 20:04

      Infelizmente temos muitos analfabetos funcionais se formando nas universidades...

  8. Carol Postado em 30/Oct/2015 às 15:20

    Esse doutor namorava uma moça de Guarujá que foi assassinada e o responsável nunca foi descoberto. Na época o pai dele, que também era médico, pagou uma viagem pra ele ir para os EUA.

    • Eduardo Postado em 30/Oct/2015 às 23:27

      e, não entendi onde quer chegar com este comentário....

  9. Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 15:29

    É um coitado. Um tapado. Diz que mente sem hesitação para conseguir o que quer, e depois quer que acreditem numa bosta de carta de retratação...e que português porco, vagabundo, rastejante desse escroto...saber escrever não é mais pré-requisito pra ser médico? É um semi-analfabeto...mais um pra envergonhar a classe médica brasileira....classe que era pra reunir em tese somente almas minimamente nobres, mas que anda empilhando vexame em cima de vexame...

  10. Clarissa Postado em 30/Oct/2015 às 15:37

    Médicos se queimando cada vez mais. Alguém ainda tem dúvida de que a maioria exerce a profissão não por amor e sensibilidade à vida humana, mas sim por dinheiro?

  11. sergio Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 15:42

    Mentiroso, desonesto e manipulador. Precisa de mais alguma coisa para cassar o diploma desse traste?

  12. Jeronimo Postado em 30/Oct/2015 às 15:48

    Disputa acirrada entre dois chauvinistas! lamentável isso!

  13. Anderson Postado em 30/Oct/2015 às 15:56

    "estudante de medicina ,o curso de perda de humanidade para semi-deuses" http://whoisabout.org/Henri-Sato-Junior/111861578584557681116

  14. Fernando Brito Postado em 30/Oct/2015 às 16:12

    Ele se expressou de forma horrível, mas a tese dele eu compartilho. Já teve redação com temas de igualdade, desmatamento, meio ambiente, publicidade infantil e após a entrega da última prova não mudou absolutamente nada. No caso do desmatamento até aumentou. Se as mulheres acham que o machismo diminuirá só porque caiu como tema do ENEM elas perderão seu tempo. O médico tem razão. Ninguém numa entrevista de emprego vai expor por inteiro. Todos nós mentimos mesmo que seja contra nossas convicções. Porque um machista iria perder pontos se expondo e discordando do tema proposto ? Ele faz a redação de forma perfeita e deois continua sendo o imbecil de sempre. O ENEM também erra ao fazer isso. qual o motivo de propor uma redação para avaliação ? Aferir o domínio da língua portuguesa e gramática do estudante. Deveria ser só isso. Imagine a situação de um aluno que concorda com o tema e faz uma redação cheia de erros e concordância, ortografia e gramática. e outro que domina a língua portuguesa só que discorre contra o tema proposto. O errado pontuaria mais que o outro ?

    • Carol Postado em 30/Oct/2015 às 17:53

      Acho abominável a postura dele. E também concordo que as pessoas viram nessa redação do ENEM uma conscientização que não existe. Os cursinho do Brasil todo estão ensinando como escrever as redações com temas que você não concorda.

    • Maria Postado em 30/Oct/2015 às 17:56

      É parece que vc acha normal aquilo que antiético. Agora se for com vc o atendimento de forma deplorável vc aceitaria. Se for com a mãe, com a irmã, Hoje ele é residente amanhã pode atender sua mãe com a mesma irresponsabilidade.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 18:11

      É possível discordar do tema proposto? Violência contra a mulher é um mito, uma mera opinião sem respaldo de realidade e sem estatisticas que a sustente, e da qual se pode discordar a vontade?

    • Mary Dal Bosco Postado em 30/Oct/2015 às 22:31

      É óbvio que só a redação do ENEM não resolve o problema. O tema está sendo discutido, apesar das opiniões contrárias. É uma passo miúdo, muito pequeno, mas é um ponto a mais na caminhada.

    • Francisco Sá Postado em 30/Oct/2015 às 23:14

      Até onde sei, a avaliação leva em conta o entendimento e interpretação do texto, e a clareza e correção gramatical. Ninguém é obrigado a concordar com isso ou aquilo, mesmo porque qualquer que seja o tema, a interpretação depende do talento e preparo do candidato pra entender o que está escrito, Essa geração do vídeo clipe, que só lê etiqueta de roupa de griffe, esses analfabetos funcionais que sabem juntar as letras, mas não entendem o que está escrito, tem que se esforçar para entender o que está escrito, antes de formar e expor seu ponto de vista. A alegação de "doutrinação marxista" é puro mimimi ou ignorância cavalar. E se o tema fosse, por exemplo, as micaretas com exposição de peitos siliconados, pintos flácidos, bundalelê, obscenidades e insultos, ou a saga do helicóptero com meia tonelada de pasta base de cocaína, o desempenho do candidato seria melhor? D-U-V-I-D-E-O-D-O.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 31/Oct/2015 às 10:10

      O ponto é: NÃO É POSSIVEL DISCORRER CONTRA O TEMA PROPOSTO. Não há pra onde correr: VIOLENCIA CONTRA A MULHER É UM FATO,e como tal, INCONTESTÁVEL E NÃO SUJEITO A DISCORDÂNCIA. Se o tema fosse o sol, alguem discorreria contra? "Não, eu discordo da existencia do sol, pois de acordo com o filosofo Olavao Astrólogo...". Então chega de dar cabimento pra misógino que deseja truncar o necessário debate. Debate SUPRA-IDEOLÓGICO, ao contrário dos vagabundos que dizem ser essa uma "pauta esquerdista". Não existe "discorrer contra o tema violencia contra a mulher".

  15. jorge Postado em 30/Oct/2015 às 16:34

    típico eleitor do Aécio

  16. Kaue Postado em 30/Oct/2015 às 19:45

    Pessoal, só lembrando que o conselho regional de medicina se limita regular o exercício da profissão e a conduta dos médicos dentro deste exercício. Dessa forma, o cremesp não irá criar nenhuma punição profissional ao residente visto que se trata de uma atitude tomada fora do exercício de sua profissão. Portanto, seu diploma está protegido e intacto, e somente uma medida tomada pela justiça comum poderia afeta-lo, mas não profissionalmente. Este tipo de energumeno, presente em TODAS as profissões, exercerá o seu mau caratismo dentro do hospital e dentro da sua casa com sua família. Só mais um entre tantos outros na nossa sociedade. Para ser médico é necessário conhecimento técnico, assim como para ser engenheiro é necessário saber calcular é pra dirigir um carro é necessário saber trocar de marcha. Simples assim. Profissão é profissão , caráter e caráter. Se ele tem atitudes anti-éticas dentro do hospital, aí é outra história.

  17. John J. Postado em 30/Oct/2015 às 20:09

    Coxinha detetado na faculdade de medicina de Santos. Cérebro com mau funcionamento. COXO MENTAL. Eleitor da coligação fascista terrorista DEM/PSDB/PPS.

  18. Julio Alan Postado em 30/Oct/2015 às 23:15

    Toda hora tem um dizendo uma coisa e depois dizendo que quis dizer outra, que as pessoas interpretaram errado [ninguém tem que interpretar só compreender]. E é gente de esquerda, de direita, patriarcal, feminista, fascista, anarquista etc. Só pensem antes, pra não ficar culpando os outros.

  19. josé brasileiro Postado em 31/Oct/2015 às 13:31

    Caros Comentaristas. Não vou me ater ao fato em si que considero lamentável. Mas há alguns aspectos que gostaria de ressaltar. O primeiro deles é que estamos formando o profissional (com questionável qualidade) antes de formar o homem. Formamos médicos, advogados, engenheiros,etc...; salvo honrosas e exitosas exceções, sem caráter e escrúpulos nenhum. Não existe o bom profissional mau caráter! O caráter é parte indivisível do bom profissional Nas escolas sejam públicas ou privadas, com raros bons exemplos, formamos um delinquente apto a passar no vestibular. Segundo, como algum colega mencionou, violência contra a mulher é fato incontestável em nosso País. Alia-se a isso, a constatação que o 'modus operandi' do aparato policial-judiciário,salvo de novo, exceções, encontra-se 'de costas ao nosso povo' a quem devem de fato satisfação. O terceiro ponto que nos aflige é a segregação entre nós, povo, somos uma mesma especie 'Homo Sapiens' -- e não temos consciência disso. As pessoas devem ser separadas em boas e más; e mesmo parte das más poderão se regenerar. Vamos esquecer se José é Budista; se João é Muçulmano; se Manoel é Judeu; se Paulo é hétero; se Joana é homo; e etc... Fazemos parte da mesma espécie; esse sectarismo interessa sim aos 'Donos do Mundo', dividir para melhor controlar. Devemos desencadear uma nova onda civilizatória onde o conceito de família se estenda a todos. A criança na rua pode ser um possível neto, filho, sobrinho. Aquela senhora pode ser minha mãe, esposa, irmã. E sinceramente, não sei se isso vai acontecer, que o Médico reflita em seu infeliz ato e se conserte para o seu próprio bem.

  20. Nando Postado em 31/Oct/2015 às 14:07

    Engraçado é ver esses fascistas mandarem o povo de esquerda estudar quando eles mesmos, não se sabe por quais artimanhas destino, conseguem passar num vestibular sem as mínimas condições intelectuais de acompanhar um curso superior. É só ler o texto de sua retratação para perceber que se trata de um analfabeto funcional. Enquanto ele se achava na zona de conforto postando asneiras e pornografia com linguajar chulo e rasteiro, sentia-se à vontade. Quando teve que consertar a asneira cometida enrolou-se todo com as palavras e não conseguiu escrever um texto minimamente coerente. Sem contar que fica um tom de ameaça nas entrelinhas. Onde está o Conselho de Medicina para cassar em caráter definitivo a licença de trabalho deste meliante de jaleco e prevenir que um psicopata de tão deplorável conduta represente uma ameaça real à vida dos cidadãos?

  21. marcio ramos Postado em 31/Oct/2015 às 21:00

    Este pulha deve ser processado e se houver Justiça, condenado!

  22. Sergio Carneiro Postado em 01/Nov/2015 às 06:10

    Segundo o IBGE: Quatro em cada cinco vítimas de morte violenta, no Brasil, são homens, ou seja, a violência contra os homens é numericamente superior a violência contra as mulheres. Se em uma redação de um exame tem como tema sobre a violência contra as mulheres, vê-se claramente que exame quer uma redação de cunho ideológica. Se ele, o candidato, pelo menos mencionar que o índice de mortes violentas de homens é superior em 400% ao índice de mortes violentas de mulheres, ele terá um nota reduzida por fugir do tema. Sobre o comentário ter - a sua vida hipócrita em minha mão - foi um estupidez dentro fascismo do politica correto. O médico respondeu a um comentário de Raquel Felinto que ficou oportunamente oculto. O que será que ela quis dizer: Dando graças a Deus por não ser hetero? Será uma forma de heterofobia ou como ela sabe se o médico não é homo?

    • Eduardo Ribeiro Postado em 01/Nov/2015 às 11:41

      Estes 4 homens morrem especificamente por serem homens? Quantos destes morreram em suas próprias casas? Quantos foram por companheiras ou ex-companheiras? Houve estupro antes do assassinato? Houve carcere privado? Houve tortura? Mutilação sexual? Essas perguntas os misóginos que curtem uma estatística não respondem. Convenientemente. Uma redação com o tema "violencia contra a mulher" é como uma redação com o tema "o azul do céu" ou "o calor do fogo" ou "o carater redondo da circunferencia". São coisas inquestionáveis. Você escreve a partir da constatação do fato, e não tem o direito de contestar o fato em si, pois trata-se, obviamente, de um FATO. Eu particularmente picaria em mil pedaços, tacaria fogo e mijaria em cima pra apagar se me deparasse com uma redação que citasse essa "estatística" de modo tão canhestro e desonesto. Assim como se eu lesse numa redação a palavra "heterofobia". Citar isso numa redação pra mim entra na categoria "zero automático". Implica em interrupção imediata da leitura, aplicação da nota "zero" independente de todo o resto, e verificação da possivel extensão da nota zero para toda e qualquer prova que o lixo humano fizer. Porque falar de "heterofobia" é assinar atestado menos de debilóide e mais de vagabundo sem ética, e vagabundo sem ética a gente já mata no ninho, antes que vista um jaleco, pendure um estetoscópio no pescoço ou pegue um bisturi na mão.

      • Sergio Carneiro Postado em 02/Nov/2015 às 06:00

        Gosto de levantamento estatístico, pois, estes revelam fatos e não suposições. A maior causa de morte causas externas (violentas)de mulheres são: Assassinatos, acidentes de transito e/ou transportes, suicídios, afogamentos, quedas e ... Dentre dos assassinatos o maior índice é o do latrocínio (dados do Ministério da Saúde), portanto, nenhuma das principais causas de mortes violentas são feminicídio. Não nego que exista violência contra a mulher por ser mulher, mas vejo uma vitimização de gênero. Não refutarei o restante por não concordar argumentum ad hominem.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 02/Nov/2015 às 11:08

        Não refutou o restante e não refutou nada. Filhão....40% dos homicidios femininos ocorrem pelas mãos do parceiro. O inverso - homicidio via mulher matando parceiro - ocorre em 6% dos casos. 1/3 dos homicidios femininos no Brasil ocorrem dentro de suas próprias casas. Essas mulheres tem um rosto, uma cara: 54% eram jovens, 48% de baixissima escolaridade, e 61% de negras. Latrocinios não escolhem vitimas tão especificamente. Entre as que tem a sorte de não morrer, ao menos por enquanto, 45% das mulheres que vivem um contexto de violência sofrem agressões DIARIAMENTE, e para 35%, a agressão é "apenas" semanal, aquela porradinha dominical padrão. Você quer tanto falar de "ainn estatistica", e não se informa sobre as mais relevantes, e ignora a quantidade de casos que SEQUER SÃO RELATADOS. Pra você ter noção, já que é um garóti bobo, anualmente contabiliza-se MEIO MILHÃO de tentativas ou casos de estupros consumados no país. Dos quais somente pífios, patéticos 10% são reportados à polícia. Falar que há "vitimização de genero" é negar esse monte de estatística oficial (fora o que não tem estatistica por não ser relatado), é dizer que o mesmo ocorre do lado dos homens. E a verdade, curta e grossa, é que não ocorre. É de fato MUITA violência e MUITA morte de mulheres ESPECIFICAMENTE POR SEREM MULHERES. Não force uma falsa simetria pra não passar vergonha. """"ainn vejo uma vitimização de gênero."""". Você vê porra nenhuma, menino.

      • Trajano Postado em 02/Nov/2015 às 13:00

        Gosto de levantamento estatístico, pois, estes revelam fatos e não suposições. A realidade estatística baseia-se em estimativa, prevalência, inferência, correlação, metodologia, validade, fidedignidade, controle de variáveis, etc. Se você já atingiu o nível de interpretar os números como fatos absolutos, então creio que não precisamos nem de discussão; tudo fica mais fácil para todos, já que, como exemplos: a estimativa baseada no período 2009-2011 é que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, mais de 15 por dia; no Brasil, 61% dos óbitos foram de mulheres negras, com exceção do Sul e com excesso no Nordeste (87%); 29% dos feminicídios ocorreram no domicílio, 31% em via pública. Que bom que gosta de levantamentos estatísticos e os encara como fatos revelados. Então, o feminicídio é um fato, digamos, revelado. ---- “ nenhuma das principais causas de mortes violentas são feminicídio”. ---- Não entendi. Se a taxa de feminicídio fosse a principal causa de morte das mulheres em um país com mais de 200 milhões de habitantes, os seus dados estatísticos estariam revelando um genocídio, dizimação da populações de mulheres. Se os fatos revelados pela estatística apontam mais de 15 assassinatos violentos contra mulheres por dia, uma a cada hora e meia, acho que lutar para que a brutalidade não atinja esse nível é bastante coerente. ------ “Não nego que exista violência contra a mulher por ser mulher, mas vejo uma vitimização de gênero”. ----- ???????????????????????????? Bom, pelo visto, seu gosto declarado pelo levantamento estatístico é meio duvidoso. De qualquer forma, com um discurso contraditório como o seu, pra que argumento ad hominem, né? Eu hein.

  23. Maurício de Souza Matos Postado em 01/Nov/2015 às 14:38

    Não se preocupe o Haddad não conta com voto de canalha igual a você.

  24. Lopes Postado em 02/Nov/2015 às 21:10

    Atire a primeira pedra quem nunca mentiu!

  25. Sergio Carneiro Postado em 03/Nov/2015 às 04:18

    ...anualmente contabiliza-se MEIO MILHÃO de tentativas ou casos de estupros consumados no país...(sic) assim afirma Eduardo Ribeiro (02/NOV/2015 ÀS 11:08). Se são aproximadamente 103,5 milhões de mulheres no Brasil e 66,6 milhões entre 14 e 60 anos. Ora se 500.000 mil sofrem, anualmente, tentativas ou estupros consumados, isso representa quase 7% da população feminina naquela faixa etária. Se meus cálculos estiverem corretos em um década teremos 70% das mulheres vitimas de tentativas ou estupros consumados. Presumindo, é claro, que cada mulher sofreu uma tentativa ou estrupo consumado. Em 2030, 15 anos após e se algo não for feito, todas as mulheres entre 29 e 75 anos foram vítimas de uma tentativa ou estrupo consumado. Pergunto de onde ele tirou esse dado MEIO MILHÃO? (sic).

    • Eduardo Ribeiro Postado em 03/Nov/2015 às 10:49

      Não é "500.000 mil" (sic). É 500 mil. Ou 500.000. Você escreveu "quinhentos milhões" (sic e sci-fi). É porque você é burrinho e gosta de usar estatística de modo canhestro. Em 2014 foram registrados cerca de 48.000 casos de estupro. Em 2013 foram pouco mais de 51.000. São dados do Forum Brasileiro de Segurança Pública. Não são dados meus, meninão misógino. Eu não invento nada. Voc~e tem competência pra questiona-los? Além disso, o IPEA - não sou eu que afirmo, é o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - afirma que somente 10% dos casos de estupro ou tentativa de estupro são informados às autoridades competentes. Eles trabalham com essa estimativa. Fique a vontade para discordar dela, mas não por via de achismo ou birra. Mostre seus dados, sua pesquisa. Será que você tem a competência pra colocar em xeque essa estimativa? Tem a envergadura moral e intelectual necessárias? Prosseguindo...de modo que a matemática mais básica, aquela que você não sabe usar, me diz que se 48.000 é estimadamente 10% do total, o total é....porra, quanto que é mesmo...estimadamente, deixe-me ver....MEIO MILHÃO PORRA. Quase 500.000 tentativas de estupro ou de estupro efetivados por ano. Ficou claro de onde "tirei" esses dados, garóti?

    • Lopes Postado em 03/Nov/2015 às 10:58

      O camarada faltava as aulas de matemática!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 03/Nov/2015 às 11:05

      Sobre o seu cálculo, evidente que há controvérsias. Por exemplo, o mesmo FBSP trabalha com a projeção de 35% de estupros relatados. O que nos leva a aproximadamente 140 mil estupros/ano. Não "140.000 mil" (sic e sci-fi). Cento e quarenta mil estupros anuais projetados com a estimativa de que somente 35% dos casos são contabilizados oficialmente e com a certeza factual de que cerca de 50.000 (e não "50.000 mil" (sic e sci-fi)) estupros são relatados. Pouca coisa, né não? 140 mil/ano....quase nada. Eu sei que é dificil pra você compreender esse cenário estupefante, se nem com matemática, que é fácil, você consegue trabalhar. "140 mil estupros, como assim???". A mente de um misógino é inatingivel até pela matemática. Mas eu gostaria de lembrar que a Lei Federal 12.015/2009 altera a conceituação de "estupro", passando a incluir, além da conjunção carnal - o ato em si - , os "atos libidinosos" e "atentados violentos ao pudor". Pra um misógino isso não deveria contar na estatística. Mas conta. E os numeros ficam inchadões, do jeito que tem que ser mesmo, para retratar com fidelidade a realidade dos fatos, e não o mundinho cor-de-rosa que um ou outro mentecapto querem fazer crer que é real. E lembrando que, para te fazer feliz, eu estou trabalhando com a estimativa do FBSP que é de 35%. Se eu trabalhar com a estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) - e eu posso trabalhar, mas quero te fazer feliz - , caimos de novo no meio milhão que te assombrou. Não era pra você ficar assombrado. Você é misógino, você tinha que ficar feliz com tanta mulher sendo estuprada, garotão.

    • Trajano Postado em 03/Nov/2015 às 12:56

      (...) os dados de estupro publicados pela 9ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública ajudam a lançar luz sobre um debate ainda incipiente no Brasil. A publicação aponta um recuo de 7,5% na taxa média nacional de estupros no ano de 2014, que foi de 23,5 a cada grupo de 100 mil habitantes. Em números absolutos, isso significa que as polícias brasileiras notificaram 47.646 casos no ano passado, ante 51.090 em 2013. (...)A Pesquisa Nacional de Vitimização (2013) verificou que, no Brasil, somente 7,5% das vítimas de violência sexual registram o crime na delegacia. A mais recente pesquisa do gênero, “Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde”, produzida pelo IPEA, fala em 10% de casos notificados e estima que, no mínimo, 527 mil pessoas sejam estupradas por ano no país. Os dados apresentados pelas diferentes pesquisas evidenciam os limites dos registros criminais de estupro e o imenso desafio à prevenção e combate à violência sexual no Brasil. Se apenas os registros policiais apontam que ano passado uma pessoa foi estuprada a cada 11 minutos, é possível imaginarmos – pelos dados da saúde - que temos 1 vítima por minuto deste bárbaro crime. Não à toa, pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 67% da população das grandes cidades brasileiras tem medo de ser vítima de violência sexual. Quando desagregamos este dado por sexo, verificamos que 90% das mulheres responderam temer a violência sexual. Infelizmente a Índia é aqui”. Sérgio Carneiro, esta é uma citação direta de Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a mesma instituição que você cita e que pode ser consultada na publicação do “Anuário 2015” ( http://www.forumseguranca.org.br/storage/download//anuario_2015-retificado.pdf ). Qual a sua dúvida?

  26. Sergio Carneiro Postado em 03/Nov/2015 às 05:38

    .... a estimativa baseada no período 2009-2011 é que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, mais de 15 por dia...(sic) postou Trajano ( 02/NOV/2015 ÀS 13:00). No Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2014 mostram que 58.559 pessoas morreram vítimas de homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, latrocínios e ações policiais, se do total daquele de mortes violentas, se 5.664 é o número de mulheres mortas por violência, então isso representa 3,31% do total e restando,portanto, 96,69% para os homens como vítimas de crimes violentos. A definição de feminicídio é quando uma mulher é morta ou agredida simplesmente por ser mulher e seguindo essa definição você não pode afirmar que: ...29% dos feminicídios ocorreram no domicílio, 31% em via pública... (sic). Uma mulher que morre em casa ou na rua, digamos, por um latrocínio, ou bala perdida, ou um desafeto não é considerado feminicídio. Outro exemplo: Assassinar uma esposa por ela ter indo a uma festa ( se não autorizada por um marido machista) é feminicídio, mas assassinar uma esposa para receber um seguro de vida não recebe a qualificadora de feminicídio.

  27. Trajano Postado em 03/Nov/2015 às 13:30

    Sérgio, você pegou dados do IPEA do período 2009-2011, juntou misteriosamente com dados de 2014 do FBSP, absurdamente considerou que os dados do outro período são os mesmos de 2014 e, para além, considerou ainda que esses números correspondem ao total de mulheres assassinadas, resolveu aplicar um percentual em cima dessa mistureba mágica e ainda calculou errado a própria salada numérica que criou (desde quando 5.664 corresponde a 3,31% de 58.559???) e TANDAM! Chegou à conclusão aberrativa que “(...) restando, portanto, 96,69% para os homens como vítimas de crimes violentos” (sic, zop, zum!). Nossa, menino, isso tá parecendo pegadinha sua... É isso? Cuidado ao tratar assuntos sérios dessa forma, sei lá, fica estranho. Bom, você que sabe. De repente, uma matéria que li dias atrás faz agora todo o sentido: http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/11/01/maioria-dos-adultos-nao-sabem-matematica-basica-no-brasil-aponta-pesquisa.htm

  28. Rosendo Postado em 05/Nov/2015 às 17:07

    Menos ódio,mais médicos cubanos por favor.

  29. Cesar Postado em 06/Nov/2015 às 08:50

    Deu agora uma de ser Gentili, coitado!

  30. Alex Postado em 07/Nov/2015 às 15:48

    Me assusta pessoas acharem que médico não precisa ter ética, acho que todos os profissionais devem ter ética, justamente esta falta de ética e o vale tudo para se dar bem é que transformou a nossa sociedade nesta loucura. Infelizmente grande parte dos médicos são pessoas que visam apenas o retorno financeiro.

  31. Ricardo Postado em 11/Nov/2015 às 03:43

    Acho engraçado esses caras. Se queimam na internet e depois escrevem um textinho dizendo que foram mal interpretados.

  32. berenice Coutinho Postado em 24/Mar/2016 às 13:48

    Profissionais sem ética e leitores que acham que ética não tem nada a ver com medicina. Alguns leitores que acreditam ser a ética necessária em todas as profissões, assim também, como saber se expressar, sem derrapar no português. Estou com os últimos e acredito que sem punição o erro se repetirá. Médicos lidam com vidas, não com mercadorias.