Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 04/Sep/2015 às 15:28
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Proposta pretende proibir saia “acima do joelho” na Câmara

Com tantas pautas importantes a serem discutidas, Câmara dos Deputados resolveu se preocupar com o tipo de roupa usado pelas mulheres nas dependências da Casa. A proposta é da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ): saias, só abaixo do joelho

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Revista Fórum

Com tantas pautas importantes a serem discutidas, a Câmara Federal resolveu se preocupar com o tipo de roupa usado pelas mulheres nas dependências da Casa.

Baseado na proposta da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), afirmou que está preparando uma proposta de regulação para apresentar aos parlamentares.

As novas regras colocariam limites ao comprimento das saias e aos decotes utilizados pelas mulheres que transitam pelo local. A decisão sobre as mudanças caberá à Mesa da Câmara, que é composta de sete deputados e presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conhecido por suas posturas conservadoras.

Os críticos da proposta apontam a medida como mais uma forma de preconceito de gênero e também de classe social, já que muitas pessoas seriam barradas por não usarem roupas consideradas “adequadas” para o ambiente.

Entre as sugestões da deputada Cristiane Brasil, seria obrigatório uso de tailleur com saia social e paletó, terninho, vestidos longos ou médios, calças ou saias longas, sendo que nenhum desses trajes deve ultrapassar a altura dos joelhos.

A deputada alega que essa seria uma maneira de igualar as exigências entre homens e mulheres, já que eles precisam usar terno e gravata para circular em pontos centrais da Casa.

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Comentários

  1. Juniperos Postado em 04/Sep/2015 às 15:41

    Quanta energia gasta com mais show de inutilidade. nada como se vestir bem, para fazer boca de urna,e depois sair falando em moralização da politica...

  2. Guilhermo Postado em 04/Sep/2015 às 16:26

    Nem acredito que existam deputadas ou senadoras que vão no Congresso Nacional de minissaia. Seria engraçado.

    • Lopes Postado em 06/Sep/2015 às 21:44

      Elas querem mesmo é limitar a concorrència das profissionais.

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 04/Sep/2015 às 16:37

    deve estar com tempo livre em excesso pra ficar se dedicando a fiscalizar tamanho de saia e decote...dormindo ela seria menos inutil e atrapalharia menos...

  4. Trajano Postado em 04/Sep/2015 às 19:38

    O que esperar de uma Câmara com bancadas da Bíblia, da Bala e do Boi? Temos o pior do século XX ressoando no pior momento do século XXI. De propostas de isenção fiscal para pastores (artigo incluído na MP 668), PEC de redução da maioridade penal e até aprovação da PL 4.148/08 (rotulação dos transgênicos). Vamos então orar, encarcerar adolescentes pobres e comer alimentos geneticamente modificados durante o churrasco de final de semana. Se a nossa espiritualidade, proteção e saúde estarão asseguradas eu não sei. Mas os bolsos dos empresariais, políticos e lobistas da fé, da indústria bélica e ruralistas certamente estarão seguros, com ou sem retração econômica, com ou sem PT x PSDB, com ou sem manifestação de domingo, com ou sem a filha de Roberto Jefferson, a tal Cristiane Brasil, incomodada com as saias alheias, enquanto o Rio de Janeiro, Estado de onde saiu esta moça, agoniza em violência e falta de recursos de forma generalizada.

  5. João Paulo Postado em 04/Sep/2015 às 21:33

    Essa Cristiane Brasil deveria estar presa com o papai Jeferson. Aliás, a lei da ficha limpa deveria abranger inelegibilidade também para familiares próximos, por presunção de falta de caráter familiar. No mais, o assunto é bobo e irrelevante por dois prismas: trata-se de regulamento da própria Câmara, ou seja, não atrapalha o processo legislativo; isso não abona, mas também não desabona a "senhora" Cristiane Brasil, logo, não deveria ser objeto de reportagem. No mais, há uma exagero olímpico ao argumentarem que isso é forma de discriminação.

    • Trajano Postado em 06/Sep/2015 às 08:00

      Olha, foi engraçado isto: a lei da ficha limpa deveria abranger inelegibilidade também para familiares próximos, por presunção de falta de caráter familiar. Confesso que por um momento pensei que se trata de um pensamento perigoso, ao estilo da teoria da degenerescência amplamente utilizada pelo discurso pseudocientífico da República Velha para a higienização da população. Mas não é isso, cara, é engraçado mesmo porque subverte a teoria ao colocar a degenerescência no bojo das famílias abastadas. Sensacional. Só tem uma coisa: somente quando uma população é tradicionalmente “desconvidada” a participar da elaboração das leis do país torna-se justificável que a mesma população aguarde pelo acaso da criação de uma lei que a beneficie. E esperar por um milagre. A lei é quase que uma entidade metafísica. A gente acaba esquecendo que não precisa de lei para decisão de voto: se todo mundo deixar de votar em parentes de corruptos e de políticos incompetentes, JÁ ERA! Não precisa nem de reforma política. Não precisa nem acabar com a reeleição. Mas se a gente continua votando em corruptos e em incompetentes, quem dirá nos filhotes de cruz-credo...

      • João Paulo Postado em 07/Sep/2015 às 02:52

        Confesso que tive que pesquisar a respeito da teoria da degenerescência. Muito interessante seus efeitos nefastos e até seu efeito positivo. Inclusive pensei se a minha opinião refletia inconscientemente tal teoria, o que não é exatamente o caso. A "inelegibilidade por extensão" não parte da premissa de que a má-índole familiar é hereditária; é mais uma observação (do meu trabalho) de que familiares que atuam no mesmo segmento político e empresarial atuam como um ente despersonalizado (pouco importa quem está no poder) com objetivo comum. Sejam objetivos legítimos; sejam ilegítimos.

      • Trajano Postado em 08/Sep/2015 às 21:13

        João Paulo, também confesso que tive que pesquisar sobre a teoria dos entes despersonalizados, que evidencia a tentativa do Direito de se aproximar de outras disciplinas científicas. Curioso: qual o rigor científico que endossa essa teoria? De onde veio o termo “ente despersonalizado”? Interdisciplinaridade com a filosofia, antropologia, psicologia, história? Interessantíssimo. Ainda que a família não seja uma pessoa jurídica, sim, em alguns casos pode ser considerada como um ente despersonalizado. Dependendo dos objetivos comuns, não é somente a natureza da pessoa jurídica que determinará o ente despersonalizado, mas, sim, das ações observáveis dos seus membros. Por que no Brasil a família não pode ser considerada como um ente despersonalizado? Já pensou se fosse? Rsrs! Sobre a teoria da degenerescência, esta já foi refutada há muito tempo. Nem é considerada mito: é considerada pseudocientífica mesmo. Me admira você conseguir enxergar um lado positivo nela e fico até curioso em saber qual é esse lado exatamente. Ela é antiga, do tempo que a psiquiatria queria estabelecer-se no campo da medicina com o mesmo rigor das demais áreas médicas e articular doença mental com hereditariedade. Os alienistas daqui usaram e abusaram da teoria. Aliás, muita besteira proferida pelos cientistas brasileiros no início do século passado ainda repercutem até hoje, só que com outros nomes e outros operadores.

      • João Paulo Postado em 10/Sep/2015 às 03:23

        Trajano, na minha rápida pesquisa, o lado positivo da teoria da degenerescência foi iniciar estudos voltados para a proteção de menores, que culminou no Código de Menores (o ECA da época). As premissas eram bem equivocadas, mas se é que podemos extrair algo de bom ... No que diz respeito à família como ente despersonalizado, isso já é uma realidade, ainda que tímida. A história da expressão, eu não faço a menor ideia (não me recordo de obras jurídicas abordando isso e o Google não ajudou). Basicamente, posso dizer que foi um desdobramento das pessoas jurídicas (associações, sociedades empresárias, etc), pois existiam grupos que não se encaixavam neste conceito (espólio e o condomínios residenciais, por ex). No campo da responsabilidade patrimonial, eu cito um bom e longo exemplo (desculpe a falta de concisão) da utilidade do entendimento da família como um único ente: é muito comum a adoção de expedientes fraudulentos por empresas de serviços terceirizados (limpeza e vigilância) para burlar o fisco e direitos trabalhistas; montar uma empresa de limpeza é fácil: basta alugar uma pequena sala, comprar pouca mobília e o material, que possui baixo custo; o casal A e B constitui sociedade empresária, auferem lucros, lesam credores e somem quando a corda estoura; eles precisam continuar no negócio e querem expandir; mamãe A se une ao filho C e papai B se une à filha D, logo, duas empresas; burlam, lucram e a empresa some; e é uma espiral sem fim ... Ao longo do tempo, netos, sobrinhos, tios, genros, amigos, empregados, contadores, etc passam a integrar o esquema e todos ganham. Em resumo: o casal A e B é a cabeça de todos os negócios, sejam lá quais forem os sócios. A família é vista como ente despersonalizado e como a "verdadeira empresa" de um vasto grupo econômico, logo, é possível responsabilizar a empresa do neto O com a prima P pelas dívidas assumidas lá pela primeira empresa, de A e B. Isso há uma década era impensável, motivo pelo qual o Judiciário raramente conseguia (e ainda não consegue) implementar suas decisões contra devedores contumazes, mas que permanecem vivendo nababescamente. Lembra de um "escândalanty" recente? Pois é, as ratazanas só trocaram o letreiro e os sócios na papelada. Voltando ao assunto do meu primeiro comentário: essa "união familiar" não é uma questão hereditária, e sim comportamental. A "coincidência" de pai e filho atuarem como empresários e no mesmo ramo de negócios é um forte indício de propósito em comum. Nesta linha, como dissociar o mestre de seu seguidor? Cristiane Brasil de Roberto Jeferson? Rodrigo Maia de César Maia (políticos do RJ)? Antônio Carlos Magalhães do Magalhães Neto? E as famílias Bolsonaro e Picciani (há vários membros ocupando cargos eletivos)? Até pode ser que em algum caso não haja comunhão de interesse (legítimos ou ilegítimos) entre os familiares, mas isso é a exceção, e não a regra. Ademais, não vejo óbices no ordenamento jurídico ou princípios constitucionais para impedir o debate sobre essa extensão de inelegibilidade a parentes.

  6. enganado Postado em 04/Sep/2015 às 23:13

    Basta colocar calças compridas como uniforme nas senhoras e acabem com essa frescura. Isto falta do que fazer, deve ser coisa da Direita!

  7. Alfredo De Vita Postado em 07/Sep/2015 às 18:26

    Pelo jeito a Cristiane, deve ter pernas feias.

  8. Rosendo Postado em 08/Sep/2015 às 08:37

    Quanta inutilidade,vergonha são as propostas de aumento de salario dessa corja

  9. Thiago Teixeira Postado em 08/Sep/2015 às 14:05

    Nossa sociedade está assim agora: Mulher machista, gay homofóbico, negro racista, pobre elitista e esquerdista latifundiário.

  10. Sérgio Carneiro Postado em 14/Sep/2015 às 06:13

    Quem me importa com o tamanho das saias ou a profundidade do decote, se tiver o corpo bonito poderia ir até de biquíni.