Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 23/Sep/2015 às 19:12
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5 coisas simples que mulheres evitam fazer por medo de assédio

Muitas vezes, mulheres se privam de liberdades pequenas e simples no cotidiano por receio de sofrer algum tipo de abuso. Confira exemplos

assédio mulheres

Lara Vascouto, Nó de Oito

Em março de 2014 uma mulher sofreu uma tentativa de estupro dentro de um metrô lotado na cidade de São Paulo. Com a barbaridade da notícia, veio à tona finalmente todo o assédio (velado ou não) que as mulheres enfrentam diariamente no transporte público por parte de homens imundos que tiram fotos de decotes, bundas e calcinhas, encoxam, apalpam e roçam suas partes íntimas em mulheres desavisadas. Além do ato abusivo em si, os assediadores ainda criam sites e páginas em redes sociais para postar as fotos e contar os “feitos do dia”. Algumas dessas páginas contam com milhares de seguidores.

Revoltada, me peguei refletindo sobre essa situação absurda e sobre todas as pequenas coisas de que nós, mulheres, somos privadas de fazer no nosso cotidiano por medo de sofrer algum tipo de abuso – como ficar tranquila dentro de um de trem, por exemplo. O problema é que todas as mulheres já ouviram histórias o suficiente para saber que qualquer assédio, por menor que seja, além de ofender e agredir, pode acabar se tornando um estupro. Por isso nós tentamos evitar ao máximo qualquer comportamento que possa dar margem à liberdades por parte de homens na rua. Isso acaba, por sua vez, nos privando de algumas liberdades pequenas e simples. Entenda, não é que nós não possamos fazer essas coisas. O grande problema é o medo do que pode acontecer. E é por isso que, na maioria dos casos, uma mulher pensa duas, três, quatro vezes antes fazer coisas simples como…

1. Ser simpática com homens desconhecidos na rua

Na maioria das vezes, nada de mais vai acontecer se você cumprimentar aquele homem que sempre encontra durante sua caminhada diária com o cachorro, ou o gari que está sempre varrendo a avenida perto da sua casa. Na maioria das vezes, eles vão só responder bom dia de volta e voltar às suas atividades. No entanto, vez ou outra, em resposta à sua boa educação, você vai receber um olhar lascivo de volta, ou um sorrisinho safado, ou um bom dia cheio de energia sexual contida. E por mais inofensivas e abstratas que sejam essas reações, elas sempre assustam e fazem com que a gente acelere o passo.

VEJA TAMBÉM: Jornalista brasileira registra o ‘horror’ de uma caminhada de 2 horas

Quando isso passa a acontecer muitas vezes, você começa a se perguntar se vale mesmo a pena ser simpática. Eu não consegui deixar de tentar ser simpática com estranhos que sempre encontro na rua, mas sempre rola uma certa apreensão e, muitas vezes, após uma breve avaliação do indivíduo, eu simplesmente o ignoro. Eu já cheguei a passar quatro anos morando em um lugar sem nunca ter cumprimentado um grupinho de taxistas por que passava todos os dias, porque um dia vi um deles dando um olhar lascivo para uma mulher que passava de minissaia e comentando grosseiramente com o colega do lado. Meu namorado da época sempre os cumprimentava com familiaridade. Mas eu perdi a prática e as vantagens da boa vizinhança por medo (e nojo). Parece pouco, mas é uma pequena liberdade que se vai e a gente nem percebe.

2. Sair de casa vestindo o que quiser, independente do destino e do meio de transporte escolhido

Nós lutamos pelo direito de vestir o que quisermos há tanto tempo, mas parece que sempre perdemos a batalha. É sempre o velho discurso: oras, claro que o cara passou a mão em você! Vestida desse jeito! O discurso dói e constrange, mas dói mais ainda ter de aceitar que aparentemente homens são animais descontrolados – e o são com aval da sociedade. Claro que nós temos que lutar pelos nossos direitos e claro que uma saia curta nunca poderia justificar um estupro. Mas estupros acontecem mesmo assim.

Quando eu estava na faculdade, eu usava as roupas que queria para ir ao lugar que bem entendesse. Um dia, no entanto, enquanto esperava o ônibus em um ponto super movimentado da avenida Paulista usando uma minissaia em pleno sábado no auge do verão, eis que sinto que tem alguém me observando. Quando procuro instintivamente o dono do olhar, qual não é o meu choque ao constatar um homem sentado em uma muretinha atrás do ponto, olhando fixamente para mim e batendo uma punheta em minha homenagem. Aquilo me deixou tão ofendida e tão enojada que nunca mais voltei a usar saia ou short no ônibus ou no metrô. Era mais um pedacinho da minha liberdade que eu estava perdendo sem mesmo perceber. Não é que eu ache que eu provoquei aquilo com a minha minissaia. É só que eu não quero passar por isso de novo.

3. Mandar algum mala grosseiro na balada ir pastar

…por mais grosseira que a cantada dele tenha sido. É muito comum em baladas uma mulher ser encurralada por algum cara mala, ou ter que lidar com algum nojento que decide que você deveria agradecer o fato de ele ter escolhido a sua bunda para passar a mão. É mais comum ainda ver o indíviduo ficar repentinamente surpreso, ofendido e agressivo quando você não fica agradecida pela atenção que ele está lhe dando. Basicamente, o cara se transforma de safado-rei-do-xaveco a machão-injustiçado.

Quando adolescente, tive a infelicidade de ser perseguida a noite inteira na balada por um mala peguento que não aceitava minhas negativas educadas. Quando me irritei de verdade e mandei o cara me deixar em paz, fui brindada com uma série de xingamentos agressivos e obscenos, tanto por parte dele como de seus amigos, que se juntaram em defesa do “injustiçado”. Vai então, sua vaca, frígida!, entre outras frases ofensivas e um empurrão. Em outras ocasiões, observei o mesmo tipo de palhaçada acontecendo com as minhas amigas. E conforme fui crescendo, percebi que esse era o tipo de coisa que invariavelmente acontecia com todas as mulheres e até tomava tons realmente violentos em alguns casos – como no caso da garota que teve o braço quebrado por um cara que não aceitou bem a rejeição.

Aos pouco, eu e minhas amigas fomos entendendo a dinâmica das interações na balada e aprendendo a não acabar a noite se sentindo como um monte de merda. Aprendemos a nunca andar sozinhas. Inventamos gestos que deveriam servir como sinais para pedir reforços umas às outras, caso a importunação de algum cara não fosse bem-vinda. Inventamos nomes e números de telefone falsos para dar aos malas, para que eles fossem embora sentindo que ganharam alguma coisa. Basicamente, para que não nos agredissem, física ou verbalmente. Hoje em dia, faço tudo isso sem nem pensar. Ao invés de mandar o cara que me encurralou na saída do banheiro e pegou na minha bunda tomar bem no meio do cu dele, que é o que eu realmente tenho vontade de fazer…

…eu sorrio gentilmente me desvencilhando e anuncio que estão me esperando para logo em seguida ser resgatada por umas duas amigas fiéis que já estavam por perto de plantão. Talvez ele baixasse a bola se eu fosse mais incisiva. Talvez. Mas eu não quero correr o risco de ser xingada ou agredida ou forçada a fazer alguma coisa. Eu não quero passar por isso de novo. Por isso eu uso estratégias e sou obrigada a sorrir lisonjeada e me esquivar quando na verdade estou irritada e amedrontada. Eu e mais um batalhão de outras mulheres. E é mais uma pequena liberdade que se vai.

4. Olhar quando alguém chama na rua

Parece realmente idiota, mas recentemente meu marido comentou comigo que eu devo andar realmente distraída pela rua, porque a tia dele já tinha passado por mim duas vezes naquela semana e buzinado e eu não tinha nem olhado. No começo eu fiquei pensando que eu devia estar realmente distraída e me senti meio mal por ter sido tão antipática. Mas aí comecei a pensar sobre isso e cheguei à conclusão que nunca olho quando alguém assovia para mim, chama sem ser pelo meu nome ou buzina. E vasculhando minha memória desde os meus 12 anos até agora consegui entender porque isso acontecia. Simplesmente porque, quando alguém chama na rua, as chances de ser alguém realmente conhecido são ínfimas comparadas às chances de ser um pervertido qualquer com alguma cantada obscena na ponta da língua.

Então eu nunca olho, correndo o risco de parecer extremamente antipática para algum conhecido. Eu e mais um batalhão de mulheres. E é mais uma pequena liberdade que se vai e a gente nem percebe.

5. Conversar com trabalhadores de construção civil na rua

Ok, esse item é bizarro, mas vou explicar. Sempre me intrigou muito o fato de o meu marido saber tanta coisa em relação a ferramentas, construção, encanamentos, fiação elétrica, mecânica – enfim, tudo que é tipicamente considerado como “coisas de homens”. Ele tem mais ou menos a mesma idade que eu, formação e interesses muito parecidos, mas por algum motivo sabe muito mais do que eu como todas essas coisas funcionam. Um dia desses, depois de ele demonstrar algum conhecimento particularmente absurdo sobre o conserto de alguns canos aqui de casa eu explodi: mas como é possível que você saiba uma coisa dessas? onde raios você aprendeu isso?! Ele parou para pensar um pouco e disse: ah…eu sempre perguntei muito. Sabe, para caras trabalhando em obras na rua. Para o faz-tudo do prédio…Tinha uma obra do lado do escritório durante muito tempo e eu ia lá fuçar de vez em quando…

Claro, eu sei que esse não é o caso de todos os homens, e eu sei muito bem que eu não sei quase nada dessas coisas por falta de interesse mesmo ou até porque essas coisas sempre foram consideradas de interesse masculino e eu sou menina (da mesma forma que eu sei muitas coisas sobre como tratar as unhas, enquanto meu marido não sabe nada – mas essa é outra discussão). Mas a resposta dele me intrigou. Porque se eu tivesse interesse em como se faz a fundação de um prédio eu procuraria saber mais através da internet ou de livros. Nunca que eu iria futricar na obra que está rolando do lado da minha casa. Isso porque nós, mulheres, temos um medo patológico de operários de obras. E isso se explica por anos de assédio verbais dessa classe de trabalhadores que todas nós tivemos que ouvir desde o momento que nossos seios começaram a aparecer por baixo do uniforme da escola (é fato que homens em grupo se sentem mais corajosos para falar merda para mulheres na rua – sejam eles operários de obras, sejam executivos de escritório). Mulheres não decidem simplesmente parar na rua para trocar uma idéia com um mestre de obras sobre o melhor tipo de telha para aquela construção. Não que eu ache que uma conversa assim seria impossível. Mas eu não consigo deixar de pensar: E se ele achar que você tem outras intenções? E se os colegas dele fizerem algum comentário desagradável? E se depois a desculpa dele for “mas ela estava dando bola, poxa!”. Melhor não arriscar. E mais uma pequena liberdade, a de falar com quem quiser sem medo, de buscar informação, de fazer amizades com pessoas diferentes – tudo isso se perde, entre tantas outras pequenas liberdade que se vão todos os dias sem que a gente se dê conta.

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Comentários

  1. Cristina Costa Postado em 23/Sep/2015 às 19:24

    E é as mulheres se privam cada vez mais de sua liberdade.

    • Paulo Postado em 24/Sep/2015 às 17:54

      Olha, sim, as mulheres sofrem muito com esses absurdos. Mas dizer que "cada vez mais se privam de sua liberdade" é incorreto. Muito pelo contrario: você preferiria retornar a situação das mulheres ha 20, 30, 50, 100 anos atras? As mulheres ganham espaço, direitos e os homens tem se conscientizado. Ha muito pela frente, mas nascer mulher branca e "rica" esta longe de ser sentença de vida ruim por questão de gênero.

      • eu daqui Postado em 10/Jun/2016 às 14:01

        Ser branca e rica só não significa sofrimento de genero se andar armada até os dentes e atirando. Cale a boca que ser mulher é experinecia subjetiva, E nem homem vc sabe o que é ser.

    • Rafael Postado em 24/Dec/2015 às 12:52

      As mulheres vem ganhando sua liberdade há anos... mas é uma coisa que demora, pois, veio de uma cultura machista que ainda está impregnada no planeta. Irá talvez acabar algum dia, mas será um dia ainda muito distante, onde eu e você não estaremos mais aqui para presenciar tal fato. Por que além da cultura machista que terá de ser desmontada e toda remolada desde a família até a balada, ainda existe o fato natural do homem ser como é, a atração física do homem onde alguns não sabem manter o respeito por seu semelhante. Isso é uma conversa, um assunto que levaria centenas de páginas para ser escrito e explicado....

  2. Denisbaldo Postado em 23/Sep/2015 às 19:25

    https://www.youtube.com/watch?v=_S92oZVf8w4

  3. Maria Postado em 23/Sep/2015 às 19:57

    Ótimo texto, me sinto assim!

  4. Mariane Postado em 23/Sep/2015 às 19:59

    Educação familiar, é dai que vem os ensinamentos de respeito, ética e honestidade. Não é obrigação da educação formal. Pare de usar o "patria educadora" só de deboche.

  5. Lann Postado em 23/Sep/2015 às 21:19

    Eu to considerando andar de burca. Melhor ser baranga e ter paz.

  6. Lucia Postado em 23/Sep/2015 às 21:28

    Perfeito! Me identifico com absolutamente tudo!

  7. tainá Postado em 23/Sep/2015 às 21:33

    O problema não é a roupa Lann, é a falta de respeito e o machismo para com nós

    • Sandra Márcia Postado em 30/Sep/2015 às 20:18

      Concordo tainá! Veja os comentários dos homens? Eles ainda acham que a culpa é nossa, pode uma coisa dessas? Absurdo, jamais vou deixar de vestir o que quero, por causa da ideologia machista.

  8. Maíra Postado em 23/Sep/2015 às 21:44

    Isso se extingue com educação familiar. A pátria educadora deve preocupar-se primordialmente com transmitir conhecimento. Conforme a sociedade, de forma geral, foi delegando a missão de educar para a escola e para os professores esses acontecimentos passaram a ser mais rotineiros. Não sei que idade você tem. Se tiver menos de 40, pergunte aos seus avós (ou a alguém com idade semelhante à que eles teriam); se mais de 40, pergunte aos seus pais, se na juventude deles essas situações ocorriam com tanta frequência. Eu sei que a moral e a forma de pensar da sociedade daquela época eram bem diferentes das nossas, e não é esse o ponto. O ponto é que, naquela época, todos sabiam, e ninguém contestava, que RESPEITO SE APRENDE EM CASA.

    • Eduardo Postado em 24/Sep/2015 às 12:46

      não acontecia até porque não havia os decotes, as saias e os shorts de hoje em dia, pois se houvesse teria acontecido sim, pois o homem apesar de ser um animal provido de inteligência continua sendo sujeito a irracionalidade quando se trata do sexo oposto, principalmente quando os limites são excedidos. Paulo Freire disse um dia: NÃO CONFUNDIR LIBERDADE COM LIBERALIDADE....mais ou menos isto.... Não concordo com ultrapassar o direito de ninguém, mas por favor vide as manifestações "democraticas" onde as mulheres se acham no direito de sair nuas como se não houvesse lei que limita até onde podemos ir.... Respeito se aprende em qualquer lugar, se queres ser respeitado ou respeitada dê-se o respeito antes de exigir de outros.

      • eu daqui Postado em 10/Jun/2016 às 14:04

        Pois eu visto a roupa que eu quiser e quem não respeitar por bem vai me respeitar por mal......

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Sep/2015 às 14:27

      A CULPA É DAS MULHERES QUE SE VESTEM DAQUELE JEITO!!!!!

    • Maria Postado em 27/Sep/2015 às 04:20

      Não sei a idade sua Maíra, mas se engana que isso acontecia menos...Eu diria que o desrespeito com a mulher não é tanto a ver com educação como com a perversão do indivíduo. E antigamente por haver maior repressão sexual, as pessoas pensavam muito mais em sexo, eram menos resolvidos. Sempre existiu o "direito intrínseco" de passar a mão na mulher, de dizer "gracinhas" grosseiras, mesmo naquelas que não vestem "provocativamente" Até agora sempre que se achar uma mulher que está séria ou reclama por algo, sem importar se é justo ou não, se houve a exclamação...é porque não tem homem, precisa que qualquer um faça o favor. Agora é mais às claras, as mulheres não se calam, por isso parece que tem mais assedio agora.

  9. Pedro Henrique Postado em 24/Sep/2015 às 01:11

    Lamentável esse texto. Lamentável esse pseudo-feminismo. E o pior é que nào é só aqui, o pliticamente correto tá vencendo a razão. Textos e idéias como essas não contribuem em nada pra resolver o problema. Se servir de consolo eu gostaria de ir trabalhar sem camisa mas por "regras da sociedade" eu não posso fazer isso. Se uma mulher apanha do marido deveria separar dele ao invés de ficar reclamendo por "direitos" e continuar casada com o cara. Vejo minha vizinha, uma mulher linda apanhando do marido faz uns 4 anos. Não acho isso legal. Mas ela toma a surra e no dia seguinte já está tudo bem. Eu gostaria de poder sair a noite e caminhar tranquilamente até minha casa sem me preocupar em ser assaltado, mas não dá. O mundo é perigoso. E chorar por direitos nao é a soluçao. Andar com uma faca no bolso, não sair ou assumir os riscos, são as unicas opnões que eu tenho. Do mesmo modo, vocês querem andar de sainha num bairro perigo altas horas da madrugas e nao correrem risco de ser estupras é muita utopia ou muita ingenuidade. Infelizmente o mundo é assim. e ficar reclamando nao é a soluçao mais adequada. Eu gostaria de viver num mundo mais justo, onde as pessoas se respeitem e tal, mas só tenho esse mundo pra viver. Tanto eu quanto vocês. E descordo plenamento desse pseudo-fenimismo que esse site divulga. Estou deixando de seguir esse site no facebook por nao concordar com esse pseudo-feminismo. Relamar nao resolve o problema. Resolver o problema resolve o problema.

    • Daniel Santana Postado em 24/Sep/2015 às 07:57

      Então resolva o problema, já que você sabe tudo sobre "resolução de problemas" da sociedade brasileira. Reclamar resolve e muito. Quando MUITAS pessoas reclamam da mesma coisa, sempre gera pressão. Exemplos históricos no Brasil e no mundo não faltam. Você acha que a união estável homoafetiva teria sido aprovada se muitos homossexuais pensassem como você? É impressionante a quantidade de gente que enxerga uma distinção entre a sociedade e a internet. Nem toda a sociedade está na internet, mas todas as pessoas na internet fazem parte de alguma sociedade. Fora os erros de interpretação graves que você comete. Em primeiro lugar o texto nem sequer cita lugares perigosos, ele cita apenas situações comuns do cotidiano como lugares movimentados em plena luz do dia, transporte público lotado ou baladas lotadas cheias de seguranças (nem isso é suficiente para inibir esses pervertidos). Esse é o palco dos espetáculos descritos no texto. Nem no transporte público lotado uma mulher é respeitada, isso é utopia para você? Viver em um mundo onde um bando de homens em um transporte público não se unam em plena luz do dia na presença de dezenas de pessoas para tentar atacar uma mulher, isso é uma utopia? Infelizmente tenho que concordar com você, em um mundo onde homens como você representam a categoria de "pessoas de bem", realmente querer o mínimo de respeito em situações comuns do dia a dia parece ser utopia.

      • Pedro Henrique Postado em 24/Sep/2015 às 12:02

        O que eu quis com o meu texto é colocar uma luz nessa questão e abrir esse diálogo. Se os gays querem se relacionar, que se relacionarem e mandem quem se virar contra se fuder porque não tem nada a ver com a vida deles. A sociedade é injusta e vai continuar sendo por muito tempo. Então a solução mais prática é resolver o problema com o que você tem em mãos. Chorar ou se lamentar não é a melhor forma de resolver o problema. Resolver o problema sim, é a melhor forma de resolver o problema.

    • SerHumano Postado em 24/Sep/2015 às 09:31

      Da forma como se expressa, o mundo machista e violento está certo e nós mulheres, violadas cotidianamente nos nossos direitos, é que estamos erradas. O texto não é pseudo feminista. É simplesmente inconformista com uma realidade injusta, violenta e que não nos serve. Agora, já no seu caso, percebo uma fala extremamente machista e hipócrita, que beira ao cinismo.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Sep/2015 às 10:58

      De onde saem essas toupeiras? "Pseudo-feminismo"....o texto desse coitado acaba aqui, e quem continuar lendo depois desse termo é um completo masoquista e tem tempo livre demais. Volta pro G1, garoto.

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Sep/2015 às 18:41

      Uma mulher não tem condições alguma de enfrentar fisicamente um grupo de babacas machistas educados pelo humor globo do Chico Anísio meu caro. Acesse o canal revolta, g1, abril.com, uol, ig, lá terá altos papos com pseudos machões da direita igual ao senhor.

  10. Daniel Santana Postado em 24/Sep/2015 às 07:33

    De tão verdadeiro o texto, dá vergonha de representar a classe masculina.

  11. Alfredo Batista Postado em 24/Sep/2015 às 10:32

    Minha filha de 23 anos, não quer ir mais no sacolão perto da minha casa, porque tem um bando de vagabundos que mexem com ela toda vez que ela vai lá e independe da roupa que ela usa, short, minissaia ou calça jeans. Se um dia eu partir para a ignorância com um bosta destes vão dizer que eu sou violento, que perdi a razão etc....

    • Pedro Henrique Postado em 24/Sep/2015 às 12:00

      Alfredo, desce a porrada nos mulques. Ou matricula sua filha num Krav Maga ou Jiu-jitsu. Essas ações são soluções praticas para o problema. Como eu gosto de dizer: se quer a paz, pegue uma arma e faça-a você mesmo.

      • Paulo Postado em 26/Sep/2015 às 18:30

        Cara, "descer porrada" em uma pessoa é crime e pode ser muito grave. Você sabia que se você agredir alguém, que cai e sofre um traumatismo craniano grave e morre, você é processado por homicidio doloso? Se você agride uma pessoa que sofre uma doença, e por coincidência, morre apos a agressão, você pode ter que carregar isso como assassinato. E dependendo da "surra", o agressor pode sim ser acusado de tentativa de homicídio. Essa atitude de estimular a "porrada" não é uma boa idéia. Pode dar certo, as pessoas brigam, mas pode se tornar uma dor de cabeça para a vida toda. Melhor chamar a policia mesmo, e curtir as artes marciais por amor a pratica.

      • Line Postado em 28/Sep/2015 às 13:59

        Eita ogro ignorante, "descer porrada", que nojo. Se falar que dependendo da situação pode dar a maior dor de cabeça depois, como falaram é melhor chamar a polícia e não usar artes marciais com bandidos.

  12. eu daqui Postado em 24/Sep/2015 às 11:09

    Em todo país de merda o envelhecimento é, para as mulheres, em vez de sinonimo de perda, ao contrário, puro alívio.

  13. Line Postado em 28/Sep/2015 às 13:56

    Eu nunca fui de conversar com trabalhadores de construção cvil na rua, aliás não sou de bater papo com estranhos na rua e muitos desses trabalhadores de construção assediam mulheres que nem se quer olhava para eles. Quanto o mascu inconveniente de balada, quem eu mais via incentivando e aceitando esses comportamento deles eram mulheres que posavam de 'liberais' em micaretas e eventos derivados e elas ainda agrediam as amigas que davam fora nesses cretinos chamando-as de mal educadas e que deveriam ficar se justificando para não querer nada com eles. Eu já soube de casos de homens que davam socos em mulheres no carnaval de Salvador e mulheres super 'liberais' em volta que não davam o menor apoio a vítima, reforçando o comportamento do mascu e ainda falando que mulher em eventos como esses não pode escolher.

  14. keila lopez Postado em 06/Oct/2015 às 19:50

    mulheres tambem tem habitos grosseiros, é comum darem bola pra um cara, e quando o cara a aborda, ela simplesmente o esnoba e o cara fica se sentindo um idiota.

  15. Vivian Malaman Postado em 20/Oct/2015 às 01:52

    Eu faço diferente. Quando ficam me encara do eu faço tudo o que uma mulherzinha direita não deve fazer. Cuspo na mão e começo a passar no rosto, escarro e cuspo, arroto, tiro cera do ouvido e coloco na boca, só ta me faltando comprar um daquele peido que faz barulho e dá cheiro, quase instantaneamente os assediadores param... Rsrs

    • eu daqui Postado em 10/Jun/2016 às 14:03

      Eu também gosto de dar um tratamento de choque.......