Redação Pragmatismo
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Economia 18/Apr/2015 às 10:00
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Eduardo Galeano: como funciona a ditadura do consumo

O império do consumo: esta ditadura da uniformização obrigatória impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar

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Imagem: Pragmatismo Político

Eduardo Galeano*

A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.

O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?

A explosão do consumo no mundo atual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar.

A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam o ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.

O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas a luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.

Gente infeliz os que vivem a comparar-se”, lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideo. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. “Quando não tens nada, pensas que não vales nada”, diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: “Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e vivem suando em bicas para pagar as prestações”.

Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.

O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a “obesidade severa” aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado.

O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel par trabalhar e para ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.

Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que veem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um patrimônio coletivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos.

Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald’s, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.

O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald’s não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald’s dispara hambúrgueres às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald’s de Moscou, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloquência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.

Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados a liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald’s viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas em 1998, outros empregados da McDonald’s, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.

As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo. Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório.

Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juros que este ou aquele banco oferece.

Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.

As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário.

A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.

Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes.

As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam veem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama. Apinhados em tugúrios [casebres], a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram.

Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam “porque as pessoas têm o gosto de juntar-se”. Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas?

O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de ônibus e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.

O shopping center, ou shopping mall, vitrine de todas as vitrines, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante.

A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete. Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça.

Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam ao centro. O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas.

A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera.

O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os shopping centers, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo?

A sociedade de consumo é uma armadilha caça-bobos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta.

A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.

*Eduardo Galeano, falecido neste abril de 2015, foi considerado um dos principais escritores e pensadores políticos da América Latina do último século. O uruguaio escreveu mais de 40 livros. Esta publicação é uma homenagem póstuma ao escritor. Pragmatismo Político publicou outros textos de Galeano ou relacionados ao escritor aqui.

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Comentários

  1. Alexandre Lopes Postado em 18/Apr/2015 às 10:53

    Sensibilidade singular ! Esse ser humano vai fazer muita falta !!

    • mani Postado em 20/Apr/2015 às 12:27

      Concordo com você.

  2. Alexandre Lopes Postado em 18/Apr/2015 às 10:55

    Que tal esse site ir para um planeta onde não haja necessidade de dinheiro para se fazer nada , nem para propagar ideias ? Que tal você começar a contextualizar as atitudes e necessidades das pessoas e de instituições ? Que tal fazer o cérebro funcionar ?

    • Denisbaldo Postado em 18/Apr/2015 às 14:01

      Eu comi um Big Mac e tomei uma Coca-Cola hoje, acho que sou um comunista "pero no mucho"!

  3. Homero Mattos Jr. Postado em 18/Apr/2015 às 11:16

    “ Nossa estrela do mal, a estrela do mal de todos os impérios, se elevou além do oriente; falando claramente, ela inunda o firmamento de tanta luz e brilho que é difícil perceber qualquer outra luminosidade. E seu nome é Avareza, Riqueza Em Excesso – riqueza aos montes, riqueza em fatias grandes, desajeitadas, impróprias, ilusórias, como que por acaso, por um lance de dados, acumulada às custas das pessoas incultas e analfabetas, que, curvadas como mulas de carga sob o peso de fardos dourados, ignoram completamente quais sejam os elevados usos desses fardos. Quer o futuro esteja ou não com o Homem Comum, o presente é do milionário. Homens de grande reputação por seu saber, seu mérito, sua bravura são tirados do caminho para dar passagem ao tráfego motorizado dos ricos influentes, que, graças aos golpes desaforados, atrevidos e petulantes, conseguem gritar insistentemente aos ouvidos daqueles cujo grande privilégio é o de conduzir as questões sociais.” http://homeromattosjr.blogspot.com.br/2014/03/riqueza.html

  4. Roberto Pedroso Postado em 18/Apr/2015 às 11:37

    É incrível como as pessoas não tem capacidade de entender uma analise social critica e contundente e tentam contra argumentar uma analise critica e cirurgica com frases feitas sem embasamento conceitual (a tipica argumentação usada pelos conservadores que sempre se apressam a disparar criticas pueris do tipo"Vai para Cuba" ou então "Vocês que falam contra a sociedade de mercado por que não retiram as propagandas deste site" .... )tipico comportamento de quem não está acostumado a ser contrariado e portanto não conseguem estabelecer as bases para se estabelecer um debate minimamente adulto e civilizado sobre os rumos e descaminhos de uma sociedade tecnológica que vem estabelecendo um modelo de padronização comportamental baseado no consumismo,e na ditadura do relógio como bem escreveu George Woodcock,ou seja a ditadura do consumo e a ditadura do relógio (descrita por de Woodcock) estabelecem o compasso ideológico e conceitual em nossa sociedade contemporânea,mas poucos tem ouvidos ou capacidade cognitiva para entender tais princípios.

    • Rodrigo Postado em 18/Apr/2015 às 12:14

      Corretissimo. O tal rodrigo eh um colega muito reacionario e nao tem argumentos.

    • Alexandre Lopes Postado em 18/Apr/2015 às 12:15

      Roberto , e o pior é que essas pessoas são a maioria e , portanto , quando 1 deles solta uma frase prontinha lida na coluna de um Luis Felipe Pondé da vida o rebanho de gado grosso vai atrás e compra essa discursinho medíocre !

      • Denisbaldo Postado em 18/Apr/2015 às 13:59

        Estas pessoas se encaixam perfeitamente na tese de Galeano. Consomem ideias prontas, fáceis de serem digeridas e reproduzidas, e aprovadas pela sociedade ao seu redor. Mas afinal quem sou eu para falar alguma coisa, hoje fui ao Mac Donalds e comi um Big Mac!!!, Devo ser um comunista "pero no mucho".

    • mani Postado em 20/Apr/2015 às 12:32

      Excelente o seu comentário! Parabéns!

  5. poliana Postado em 18/Apr/2015 às 13:29

    MAIS UM TEXTO BRILHANTE BRILHANTE, DO EDUARDO GALEANO. R.I.P. GRANDE HOMEM!!!!!!!!!

    • Wander Postado em 18/Apr/2015 às 14:54

      Quando acabei de ler aplaudi de pé. É uma pena que pessoas brilhantes como esta vão embora, porém nosso agradecimento é eterno.

  6. Wander Postado em 18/Apr/2015 às 14:42

    Do trecho acima: ...."O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas." Seria muito bom se uma tal de Raquel Sherazade lê-se isso. Foi o que apresentador Emilio Surita argumentou no programa Pânico no rádio ao entrevistá-la. Para ela o maior exemplo é o Joaquim Barbosa que optou pelo lado do bem. Para quem interessar eis o link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=gM55jRPqnMs

    • palexandre Postado em 20/Apr/2015 às 13:28

      "A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas." Seria muito bom se uma tal de Raquel Sherazade lê-se isso. Ela pode ler, mas será que vai entender?

  7. Salomon Postado em 18/Apr/2015 às 22:28

    Umberto Eco tem um texto (apocalípticos e integrados) bem parecido com esse, em que também repercute o tema dos consumidores de notícias. Numa clara alusão à deformação dos sentidos, critica os que se deixam ficar com o cérebro obeso, carregado de colesterol.

  8. Auricea Postado em 19/Apr/2015 às 13:50

    O texto é genial. Porém, tem gente que lê e não entende... Faz parte né paciência...

  9. Carlos Morelli Postado em 19/Apr/2015 às 20:57

    Este é o mundo em que vivemos e não o que queremos, felizmente existem aspectos que devem ser reconhecidos e a história prova. A evolução é horizontal e abrange todos ao memo tempo, do mais rico ao mais pobre, do mais privilegiado ao menos. Roma, Egito, Grécia, Pérsia , China, Japão e Eua já esperimentaram o poder total e hoje em dia reconnecem que tudo pode mudar. A humanidade descobre por si só caminhos estabilizadores e isso faz parte da evolução, hoje temos o consumismo em alta e queiram ou não é uma necessidade do nosso peŕíodo. Em pouco tempo tudo naturalmente também será diferente

    • Norberto Postado em 19/Apr/2015 às 21:37

      É uma pena ter que dizer que você está CERTO. Uma grande pena poder concordar contigo. Só desejo que o "pouco tempo" em que naturalmente tudo será diferente não dure muito, pois enquanto esse "pouco tempo" passa, vidas se vão. É uma grande pena.

      • Carlos Morelli Postado em 19/Apr/2015 às 22:08

        Realmente, é uma grande pena. será o preço a pagar?

    • Eduardo Ribeiro Postado em 20/Apr/2015 às 14:19

      "Consumismo em alta é uma necessidade do nosso período, queiram ou não"...tem umas coisas que a gente tem que ler que é dureza. É uma necessidade do nosso período ler umas genialidades como essa...

  10. Alexandre Lopes Postado em 20/Apr/2015 às 14:44

    Falou o filósofo de boteco com o seu relativismo da manguaça !

  11. Antonio C. Postado em 21/Apr/2015 às 12:47

    Xiiii,surtou!