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Direita 10/Apr/2015 às 20:30
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A ascensão do conservadorismo no Brasil

Há apenas dez anos, comentaristas conservadores como o astrólogo Olavo de Carvalho ainda eram figuras folclóricas e encaradas com deboche no jornalismo brasileiro. Nos últimos anos, porém, os meios de comunicação de massa incorporaram tantos conservadores que eles passaram a dar o tom geral do jornalismo de opinião

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Pablo Ortellado*, Diplomatique Brasil

Hoje, não se afirma com a mesma tranquilidade do meu tempo de menino que haver pobres é a vontade de Deus, que eles não têm as mesmas necessidades dos abastados, que os empregados domésticos não precisam descansar, que só morre de fome quem for vadio e coisas assim. […] Nas caricaturas dos jornais e das revistas o esfarrapado e o negro não são mais tema predileto das piadas […]. Do mesmo modo, os políticos e empresários de hoje não se declaram conservadores como antes, quando a expressão classes conservadoras era um galardão.Antonio Candido, Direito à literatura, 1988.

Há apenas dez anos, comentaristas conservadores como Olavo de Carvalho ainda eram figuras folclóricas no jornalismo brasileiro. Nos últimos anos, porém, os meios de comunicação de massa incorporaram tantos conservadores que eles passaram a dar o tom geral do jornalismo de opinião. Dentro e fora da imprensa, todo debate político hoje é dominado por um discurso de ódio que coloca temas morais como o combate à homossexualidade e o endurecimento penal em primeiro plano e subordina as questões econômicas e sociais a essa visão de mundo punitiva. Na aurora da Nova República, Antonio Candido podia dizer que o avanço político da classe trabalhadora tinha civilizado e moderado o discurso conservador. Vinte e cinco anos depois parece que o oposto aconteceu. Como essa transformação foi possível em tão curto espaço de tempo?

Estamos vendo no Brasil e em outros países uma expansão mundial das guerras culturais que tomaram os Estados Unidos a partir do final dos anos 1980. A antiga polarização entre uma direita liberal que defendia a meritocracia baseada na livre iniciativa e uma esquerda que defendia intervenções políticas para promover a justiça social passa a ser não substituída, mas crescentemente subordinada a um novo antagonismo entre, de um lado, um conservadorismo punitivo e, de outro, um progressismo compreensivo.

Costuma-se atribuir a James Hunter a precisa identificação do fenômeno e a difusão do termo “guerras culturais” para se referir ao processo pelo qual temas como o direito dos homossexuais, a legalização do aborto, o controle de armas e a legalização das drogas passaram a ganhar proeminência no debate político americano no final dos anos 1980, opondo “conservadores” a “progressistas”. Para ele, essa nova polarização dividia o espectro político de outra maneira, opondo ortodoxos ou conservadores, de um lado, e progressistas, de outro. Os conservadores se definiriam por um “compromisso com uma autoridade moral externa definida e transcendente”, e os progressistas, por uma autoridade moral “caracterizada pelo espírito da era moderna, um espírito de racionalismo e subjetivismo”.

Num influente livro de 1996, o linguista George Lakoff concordou com Hunt que o novo antagonismo que se via nos Estados Unidos opunha visões de mundo baseadas em concepções da autoridade moral, mas definiu essa oposição de maneira um pouco diferente. Apoiado na teoria da centralidade das metáforas para a formação dos conceitos, ele notou que as guerras culturais se assentavam no confronto de duas metáforas familiares para a sociedade, isto é, os dois discursos olhavam para a sociedade como uma grande família: uma família com pai rigoroso e uma família com pai carinhoso – e, para cada visão da sociedade como família, esse pai metafórico imporia uma ordem moral. Assim, na perspectiva conservadora, teríamos uma ordem moral punitiva e disciplinar e, na progressista, uma ordem compreensiva.

Apenas levando em conta essas duas concepções da ordem moral entenderíamos, por exemplo, por que tanto conservadores como progressistas acusam uns aos outros de incoerência em relação à proteção à vida pelas posições que assumem com respeito ao aborto e à pena capital. Se a proteção à vida é um princípio religioso supremo, por que conservadores que condenam o aborto frequentemente defendem a pena capital? Se, para os progressistas, a proteção à vida é um direito humano, por que se mostram tão insensíveis à morte dos fetos humanos decorrente dos abortos? Se olhamos para essa divergência não do ponto de vista do princípio da proteção à vida, mas do ponto de vista da lógica da ordem moral, entendemos então que não se trata de incoerência de lado a lado, mas fundamentalmente de como cada discurso trata o erro: se a mulher que fez sexo fora do casamento deve ser punida, assumindo a responsabilidade pela gravidez, ou ter as circunstâncias de sua vida levadas em conta para escolher outro caminho; se o criminoso deve ser duramente punido com a pena capital ou ter a oportunidade de se reabilitar.

Na literatura não há unanimidade sobre o que teria dado início às guerras culturais. Elas parecem ser uma reação ao questionamento político das normas sociais pela contracultura dos anos 1970 ou à fratura das identidades coletivas proposta pelos novos movimentos sociais e pelo discurso pós-moderno. Seja como for, parece claro que quem reorganizou o discurso político nesses termos foram os conservadores e que os progressistas ainda precisam se adaptar ao novo terreno de disputa discursiva.

A relação entre discurso moral e político não é nova. No final do século XIX e início do XX, os liberais já utilizavam um discurso moral que justificava a miséria dos trabalhadores pela indolência. Antes, porém, o discurso moral era instrumentalizado pelo político, e agora parece que ocorre o contrário.

Embora não exista identidade nem mesmo correlação necessária entre o discurso liberal e o conservador, de um lado, e o discurso socialista e o progressista, de outro, essas articulações discursivas são preponderantes. Assim, após o início das guerras culturais, vimos uma mudança de natureza do discurso liberal. Desde o pós-guerra, o discurso liberal tinha assumido a forma de um discurso de moderação e bom senso ao qual só podiam aspirar aqueles que tomavam os fundamentos da sociedade atual como pressuposto e tratavam as questões sociais e econômicas como prosaicos problemas de administração. Após as guerras culturais, ele retomou um caráter de ódio e desprezo de classe que trata os trabalhadores como indolentes que merecem ser punidos com a pobreza pela falta de industriosidade, capacidade de poupança e empreendedorismo. Pelos mesmos motivos, toda ação social do Estado é vista por esse discurso como complacência socialista com a incompetência e o comodismo.

O inverso acontece com o discurso socialista. Se no antigo quadro discursivo o bom senso e o equilíbrio caracterizavam o discurso liberal, o discurso socialista que colocava em xeque os fundamentos do sistema concorrencial de mercado era radical por sua própria natureza e era desqualificado pelo establishment como extremista e irrazoável. Já no novo quadro discursivo, no qual prevalece o discurso moral, o caráter compreensivo e solidário do progressismo sugere que o discurso socialista adote o equilíbrio e o bom senso trazidos pela empatia.

Esse antagonismo moral redefine as regras do debate político. Há oitenta anos, o fabiano Harold Laski defendia a ideia de que a penetração política e intelectual do socialismo advinha de sua capacidade de explorar a contradição entre liberdade e igualdade presente no discurso liberal, isto é, liberais e socialistas compartilhavam os valores de liberdade e igualdade, e o pensamento socialista ascendeu demonstrando que a igualdade de poder concorrer no mercado era uma formalidade jurídica sem substância. Assim, o debate clássico que opunha liberais e socialistas tinha um fundamento comum de valores que foi erodido pela cisão em visões morais de mundo incomensuráveis.

Resta a pergunta sobre o que devemos nós, socialistas e progressistas, fazer neste cenário de profundo antagonismo moral e de classe. Creio que, em vez de lamentarmos a irreversível ascensão do discurso moral, devemos jogar, em nossos termos, o novo jogo do debate político. No entanto, isso exigirá empenho em reorientar o discurso e reorganizar as forças políticas. Não apenas devemos expressar nossa luta pela justiça social num discurso moral caracterizado pela empatia e pela solidariedade, como também precisamos reorganizar as alianças políticas de maneira a dar mais centralidade às lutas pelos direitos humanos e pelos direitos civis, isto é, contra o abuso policial e o encarceramento em massa, contra a homofobia, o sexismo e o racismo.

O ônus do ajuste é nosso. Os conservadores saíram na frente.

*Pablo Ortellado é ativista e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Coautor dos livros Estamos vencendo! Resistência global no Brasil (Conrad, 2009) e Vinte centavos: a luta contra o aumento (Veneta, 2013).

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Comentários

  1. Roberto Pedroso Postado em 11/Apr/2015 às 12:22

    Ótimo texto realmente esclarecedor sobre a situação politica de nosso pais,vemos cada vez mais a direita propagar apenas o ódio sem o estabelecimento de propostas sérias e concretas tudo parece se resumir, segundo o viés conservador, ser explicado pelo condicionante da moral além da preconização de conceitos erráticos como a meritocracia e o principio do estado minimo,mas qualquer cidadão atento percebe que tais conceitos recomendados por aqueles portadores de desconhecimento cronico acerca das raízes históricas segregacionistas e proselitistas de nossa sociedade revela na verdade a defesa das estruturas de manutenção de uma ordem social injusta e classista que sempre imperou em nosso pais, na defesa de tais ideais deletérios temos "pensadores"do quilate de Olavo de Carvalho e políticos da cepa rasteira de Demóstenes Torres ( o falso ídolo da decência e ética com pés de barro,felizmente já cassado. )e Bolsonaro (o individuo que tem como maior atuação politica a disseminação do ódio exacerbado contra a esquerda e tudo aquilo que ela representa),a direita é tão limitada em suas propostas que só lhe restam vociferar enquanto seus eleitores portadores de apedeutismo cronico e desconhecimento histórico politico social guincham histericamente em apoio a estes ideais retrógrados.

  2. Thiago Teixeira Postado em 11/Apr/2015 às 13:26

    A Direita está cada dia mais forte e numerosa. Dominaram o senado, câmara, mídia, e todas as redes sociais. Atrai em unanimidade da classe burguesa que tem o cunho fascista, liberal e totalmente contra a classe trabalhadora e totalmente repudiante a qualquer iniciativa ao beneficiamento social dos mais necessitados. Se a esquerda continuar desunida, se o PSOL e PSTU permanecerem omissos as manifestação golpistas da elite em nome do enfrentamento e picuinhas medíocres com o PT, a Direita será maioria no Brasil e qualquer ação antidemocrática será aceita.

    • Denisbaldo Postado em 11/Apr/2015 às 13:41

      A direita sempre esteve no poder legislativo em grande maioria. Deixaram a esquerda governar (o executivo) por um tempo e agora estão tomando de volta. Mas pelo menos hoje em dia tudo é muito mais transparente e todos os atos terão seus respectivos responsáveis. Basta ver a terceirização que dividiu o Brasil e foi claramente um ato da direita. Todos estão vendo. Deixem eles fazer suas besteiras também, falar é fácil.

    • Carlos Correa Postado em 11/Apr/2015 às 13:55

      Não acho que a direita esteja mais forte, acho que ela saiu do armário e isso pode até ser positivo, já que as discussões ficarão mais diretas sobre vários assuntos que eram, até agora, levados em banho-maria.

      • Denisbaldo Postado em 11/Apr/2015 às 14:02

        Eh só voce observar a votação da PL da Terceirização. Quem votou a favor é direita e quem votou contra é esquerda. Foi um massacre.

    • Cleber Postado em 13/Apr/2015 às 10:32

      Faltou um adjetivo aí. A direita está mais forte, numerosa e burra. Sou de direita, identifico-me com ideais da direita no âmbito econômico, mas vou te dizer, tá f***. Sinto-me sem representante.

  3. Denisbaldo Postado em 11/Apr/2015 às 13:30

    Não tem problema, amanhã voces poderão gritar todas estas verdades juntos com seus coxinhas amigos! Mas Naro, não conte a ninguém que votou na Dilma porque será espancado por eles. Bom domingo!

    • Denisbaldo Postado em 11/Apr/2015 às 14:51

      A eleição foi para um mandato de 4 anos e não de 3 meses. Não te avisaram não???

    • Denisbaldo Postado em 12/Apr/2015 às 10:40

      Naro, não votei na Dilma por suas promessas e sim por um projeto de governo a longo prazo, muito longo mesmo, que tem um vínculo maior com a população mais carente que sempre foi execrada pela elite. Se voce comparar FHC e Lula em termos de Emendas Constitucionais pró e contra o povo voce entenderá o que digo. Não voto em promessas, voto em realidade, voto baseado na história destes partidos. Agora mesmo a PL das terceirizações e a PEC da maioridade penal são exemplos disso. Sou contra as duas, a esquerda é contra as duas. Estou alinhado com meus valores, e não com promessas de campanha. Aliás, se quiser entender mesmo sobre os efeitos da PEC 171, leia Cessare Beccaria, o pai do Direito Penal. Ele mudou a maneira da Europa Ocidental encarar suas atrocidades e graças a ele a Europa é o que é hoje. O Brasil hoje está parecido em partes com a Europa do século XVIII, um continente que possuía uma burguesia recente e egoísta, vingativa, que acreditava na punição como solução de seus problemas. A direita quer nos deixar naquela época. Mas eu sei que essa luta é longa e talvez eu não viva para presenciar o que desejo. Mas uma coisa é certa, se voce comparar 2015 com 1964 verá que evoluímos muito politicamente, hoje ser de esquerda é uma realidade, já ficamos no poder por 12 anos. Eh natural a direita reagir e tomar o poder novamente, assim como o Congresso está fazendo. Mas evoluímos muito e logo tudo ficará muito claro. Na época da transparencia cibernética, temos uma ferramenta muito poderosa em mãos. Ninguém é mais tão bobo, e assim que os efeitos deste governo parlamentarista tomarem forma, o povo entenderá o que [é melhor para ele. Quando voto penso nos milhões de miseráveis que passaram e ainda passam fome neste país, não penso no mercado. Votei Dilma em 2010 e votei em 2014. Em 2018 votarei no Lula e isso a direita não pode mais tirar de mim.

    • Denisbaldo Postado em 12/Apr/2015 às 23:01

      Pelo menos eu não votei em alguém ano passado e agora já quero que ela saia, eu sei como as regras funcionam. E tem mais, o seu comentário foi tão pobre que vou desconsiderá-lo como argumento. Não tem conhecimento suficiente para uma discussão séria. Já partiu para a justificativa coxinha de "idolatria".

  4. Denisbaldo Postado em 11/Apr/2015 às 13:32

    Tadinho, democracia exige alternancia de poder!?!?!?! Hahahaha! Nem sabe o democracia significa. Eh muito patético tudo isso.

  5. tiago Postado em 11/Apr/2015 às 16:01

    Excelente texto. Complementa o texto do Leandro Dias sobre o Fascismo à Brasileira. Só complementaria da mesma forma que complementei o dele. A fixação que as classes média e alta vêm tendo com os valores liberais é uma tentativa de retornar a uma condição de privilégio mais flagrante, dilapidada nos 12 anos de governo Pt. Ela entende que parte da ascensão social dos mais pobres se deve a programas como o bolsa-família, o prouni e o minha casa minha vida e que estes são responsáveis pela diminuição da distância do padrão de vida dos mais pobres com relação à classe média. Por isso, ele clama pela extinção dessas programas e pela construção de um estado inoperante que não dê assistência à sua população e que permita, mais um vez, alongar essa distância.

    • eu daqui Postado em 14/Apr/2015 às 11:13

      Maniqueismo burro e vingancista. O que mais conheço é pobre ruim: invejoso e violento. Aliás tá dificil achar brasileiro de bom carater em qualquer classe. Triste !!!

  6. Eduardo Postado em 11/Apr/2015 às 18:25

    A maioria que comenta e acha que pedir volta de militares no poder, além daquele que eles já detém, não sabem o que é um pau de arara, o que é ficar nua em cima de latinhas de massa de tomates num corredor de circulação de homens, não sabe o que é andar na rua de cabeça baixa com medo de ser confundido com "SUBVERSIVO", não sabe o que é fazer uma redação e a professora te chamar num canto e te alertar para não emitir tais ideias pois poderá ser preso.... enfim é uma turma de inocentes que acham que dar a quem tem o poder das armas o poder de governar é correto.... eles se enebriam com o de governar e extrapolam no poder de deter o poder das armas e avançam sobre todos os direitos dos cidadãos, seus irmãos, tratando-os como meros paus mandados visto que é de "sim senhor" e "calado"..... por favor parem de orar por graças do diabo, ele não distribui graças e sim desgraças.

  7. José Postado em 11/Apr/2015 às 19:19

    Passou da hora do governo brasileiro combater o fascismo (conservadorismo) como El-Sisi faz no Egito, essa gente é perigosa e da última vez que chegaram ao poder mataram 6 milhões de inocentes e começaram uma guerra que acabou com mais de 30 milhões de vitímas. O conservadorismo precisa ser criminalizado para que a democracia e paz não sejam ameaçadas.

    • Thiago Teixeira Postado em 13/Apr/2015 às 13:45

      Esta irritante esse nhenhenhém do governo com a Direita. Se continuar nisso, fazendo discurso panos quentes, acolhedores, respeitosos ... só vai piorar e aos poucos, perderá mais e mais apoiadores do governo.

  8. eu daqui Postado em 13/Apr/2015 às 09:28

    A ascenção do conservadorismo de esquerda só poderia gerar coisa semelhante no lado da direita. As pessoas estão surpresas, é?

  9. Eduardo Ribeiro Postado em 13/Apr/2015 às 10:08

    Os caras querem a alternancia de poder apenas pela alternancia de poder. Porque acham que é legal. Ou seja: "mimimi meu candidato do PSDB perdeu pela quarta vez seguida nas urnas, e isso me magoa...exijo alternancia de poder". Deixem de ser ridiculos. Vocês governaram esse país por décadas, agora porque temos um governo uns milimetros mais a esquerda se mantendo nas urnas vem reclamar de "é necessário ter alternancia, faz bem pra democracia". Vê se algum desses coxinhas exige alternância aqui em SP, pra nos livrar do PSDB que destroça esse estado há duas décadas. Não tem UM que fale a respeito.

  10. Eduardo Ribeiro Postado em 13/Apr/2015 às 16:38

    Principio democratico é povo votando. É vitória via maioria de votos na urna, rapaz. Ninguem fala de "principio democratico necessario" aqui em SP (PSDB cagando no povo por 20 anos). Ninguém da elite coxinha falava de "alternância necessária" durante todas as décadas em que a direita estuprou esse país. Agora, durante um mandato longo do PT ganho via URNAS, por mera coincidencia surge com força o papinho de "ah, a democracia precisa de alternancia". Porra nenhuma. Puro GOLPISMO. A democracia se fortalece quando a vontade do povo, manifesta nas URNAS, é respeitada. Nem vou comentar sobre a emenda da reeleição, e a que custos ela veio na época de FHC. Nessa época era bonito reeleição. Agora é feio. Ah, vou te contar...voltem daqui 4 anos. Aceitem Dilmavez que dói menos.

  11. Eduardo Ribeiro Postado em 13/Apr/2015 às 16:44

    E isso porque estamos falando de -1- pífios 16 anos, uma mixórdia perto das décadas de governo direitista/elitista que tivemos, e que foi coroado pela gestão estapafúrdia de FHC; e -2- um governo apenas ligeiramente à esquerda do que tradicionalmente se fazia aqui. Imagino o suicidio coletivo que vocês coxinhas cometerão no dia que um governo de esquerda de fato, realmente reformista, se instalar aqui.