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Terrorismo 27/Mar/2015 às 20:00
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As jovens ocidentais que se aliaram ao Estado Islâmico

Meninas de até 15 anos estão fugindo do ocidente para se juntar ao Estado Islâmico. O recrutamento das jovens se tornou uma das maiores armas do grupo terrorista para aumentar seu contingente no Iraque e na Síria. Conheça a história de algumas dessas jovens mulheres

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Jovens ocidentais que se aliaram ao Estado Islâmico (Imagem: Pragmatismo Político)

O recrutamento de adolescentes ocidentais se tornou uma das maiores armas do Estado Islâmico para aumentar seu contingente no Iraque e na Síria e estimular os próprios guerrilheiros, que têm nas jovens mulheres, potenciais esposas, uma motivação para continuar na batalha.

Casos como o das três britânicas que fugiram para a Síria em fevereiro ilustram que a estratégia dos terroristas tem sido bem-sucedida. Relembre algumas histórias que atraíram a atenção do mundo para a questão.

Kadiza Sultana, Shamima Begum e Amira Abase

Estado Islâmico Kadiza Sultana Amira Abase Shamima Begum
Kadiza Sultana, Amira Abase e Shamima Begum

As britânicas Kadiza, de 16 anos, Shamima, 15, e Amira, 15, foram alvo de grande repercussão no último mês de fevereiro, quando as jovens moradoras de Londres pegaram um voo para Istambul, na Turquia, de onde teriam fugido para a Síria. Eram vistas pelas colegas de classe como estudiosas, debatedoras e motivadas antes de se radicalizarem. As três chegaram a ser ouvidas em dezembro pela polícia britânica após o desaparecimento de uma de suas colegas de sala na Bethnal Green Academy, que também teria se juntado ao EI. Criticada pelas famílias, a Scotland Yard se defendeu e disse que não havia indícios, na época, de que elas poderiam seguir o mesmo caminho.

Sabina Selimovic e Samra Kesinovic

Sabina Selimovic Samra Kesinovic
Sabina Selimovic e Samra Kesinovic

As amigas Samra, 16, e Sabina, 15, austríacas de ascendência bósnia, chocaram o país europeu ao fugir de casa em abril do ano passado para lutar na “guerra santa” na Síria, dizendo aos pais, logo após chegarem ao califado, que eles não as procurassem. “Nós serviremos a Alá e morreremos por ele”, escreveram. Antes disso, já davam mostras de radicalismos na escola, escrevendo mensagens de amor à Al Qaeda e citando a “guerra santa”. Viraram um dos primeiros símbolos do recrutamento do EI e acabaram inspirando, com a ajuda da propaganda do grupo, outras garotas a seguir o mesmo caminho.

Aqsa Mahmood

Estado Islâmico Aqsa Mahmood
Aqsa Mahmood

A jovem de 19 anos estudou em escolas privadas e ajudava a cuidar dos irmãos mais novos e dos avós na Escócia, onde vivia. Ela ouvia Coldplay, lia os livros de Harry Potter e aspirava ser farmacêutica ou médica. Isso até deixar a cidade de Glasgow rumo à Síria, em novembro de 2013, onde o Estado Islâmico já começava a conquistar territórios. Hoje casada com um jihadista, Mahmood adota o nome de Umm Layth (“mãe do leão“) e é apontada como das recrutadoras mais ativas de jovens mulheres para o Estado Islâmico por meio das redes sociais, como ocorreu no caso das três adolescentes britânicas. Além disso, incita ataques terroristas contra outros países ocidentais. Sua família se diz “cheia de horror e raiva” de Mahmood e já a chamaram de “desgraça“. O blog de Mahmood, “O diário de Mujaira“, se tornou um dos principais instrumentos da propaganda feminina do EI.

Umm Haritha

Estado Islâmico Umm Haritha
Umm Haritha (à dir.)

Eu era achincalhada em público, as pessoas me empurravam e me diziam para voltar ao meu país. Falavam comigo como se tivesse problemas mentais ou não entendesse inglês. A vida era degradante“, disse Umm Haritha, relatando à TV canadense “CBC” os motivos que a fizeram fugir para a Síria no fim de 2013, quando tinha 20 anos. A mulher, que não revelou seu antigo nome e não teve a identidade confirmada, teria concedido essa entrevista por mensagens de texto em julho de 2014, um caso raro de integrante do Estado Islâmico que falou publicamente com a imprensa ocidental. Ela contou ter mudado para o Canadá ainda criança e viveu na América do Norte por 14 anos, onde teve uma vida “normal“, de “classe média“. A hostilidade no país começou, segundo ela, quando passou a usar um véu que só deixava seus olhos à mostra. Quatro meses depois, foi para a Síria, onde casou com um jihadista. Na entrevista, ela contou que estava morando em uma casa reservada a viúvas, em Manbij, após a morte do guerrilheiro com quem casou. Ela também é atuante nas redes sociais, exaltando a vida no califado.

Khadijah Dare

Estado Islâmico Khadijah Dare  Abu Bakr
Khadijah Dare e o marido sueco, Abu Bakr

Nascida no Reino Unido, Dare –nome que usou depois de se converter ao Islã, aos 18 anos– gostava de assistir a futebol na TV e amava a comida feita pela mãe. Amigos diziam que ela era “doce“, dedicada aos estudos de comunicação, cinema, psicologia e sociologia. Era uma adolescente popular. Chegando à fase adulta, no entanto, ela começou a usar um véu que cobria todo o rosto e disse que ouvia comentários do tipo “volte para seu país“, apesar de ter nascido naquela mesma cidade. Em 2012, ela deixou Londres com os dois filhos pequenos e foi para a Síria se juntar aos jihadistas que combatiam na Guerra Civil, casando com um guerrilheiro de origem sueca chamado Abu Bakr. Com o advento do Estado Islâmico, ela se tornou uma figura notória ao tuitar, no ano passado, que “gostaria de ser a primeira ocidental a matar um americano ou britânico“, na esteira da morte do jornalista James Foley, degolado pelos terroristas. Também publicou uma foto de um de seus filhos manejando uma metralhadora. Recrutadora do Estado Islâmico, de quem faz muita propaganda online, a jovem de 22 anos é hoje um dos principais alvos da inteligência britânica, segundo o jornal “Mirror“.

Nora el-Bathy

Aos 15 anos, a jovem que queria ser médica deixou a casa dos pais em Avignon, na França, para ir à escola. Em vez disso, retirou 550 euros de sua poupança, pegou um voo para a Turquia e chegou à Síria para se juntar ao Estado Islâmico. Antes disso, havia aberto uma conta alternativa no Facebook onde se conectava aos jihadistas e postava mensagens desejando a morte “em nome de Alá“. Os pais, muçulmanos praticantes, mas não radicais, entraram em choque. Meses depois, seu irmão, Fouad, ex-soldado do Exército francês, foi à Síria e a encontrou, magra, doente e arrependida por viver cuidando de crianças órfãs, sem ver a luz do dia, cercada por homens armados. A família luta para resgatar Nora, mas ainda não obteve sucesso.

Salma e Zahra Halane

Estado Islâmico Salma Zahra Halane
Salma e Zahra Halane

Durante uma noite em julho de 2014, as gêmeas de 16 anos, descendentes de refugiados da Somália no Reino Unido, fugiram de casa, da escola e da vida normal de adolescentes para se juntar ao EI. Hoje, ambas estariam casadas com guerrilheiros. Em uma conta social que supostamente pertence a Zahra, ela aparece inteiramente coberta com véu e com uma metralhadora AK-47 em frente a uma bandeira do grupo. Em outra postagem, ela lamenta ter perdido seu animal de estimação, posto para fora pelo marido.

Tareena Shakil

Estado Islâmico Tareena Shakil
Tareena Shakil e seu filho

De uma família muçulmana não radical, a inglesa, formada psicológa, cresceu ouvindo música pop e assistindo a seriados. Mãe solteira, mudou seu nome para Tameena al Amirah no ano passado, quando tinha 25 anos, e deixou o Reino Unido em outubro, dizendo que havia se “radicalizado“. Fugiu para a Síria com o filho de 17 meses em busca de um marido para viver sob a lei sharia. Ela, no entanto, teria se desesperado ao descobrir que precisaria casar com um combatente que havia perdido uma perna. Conseguiu fugir de volta para a Turquia, onde foi presa. Liberada, Shakil pegou um voo de volta ao Reino Unido e foi novamente detida, pela acusação de sequestrar o próprio filho e colocá-lo em risco.

Yusra Hussien e Samya Dirie

Em setembro do ano passado, Yusra, 15, e Samya, 17, deixaram as famílias em Londres para trás para fugir para a Síria. A primeira –apontada pelos parentes como uma adolescente “típica“, inteligente, que gostava de jogar tênis de mesa e andar de bicicleta– desapareceu após ter ido para a escola. Ela teria se juntado na fuga à segunda, que contou aos pais, um casal de origem somali, que chegaria tarde de uma viagem. Não se sabia, à época, como as duas haviam se conhecido, e as famílias de ambas fizeram vários apelos para que voltassem para a casa, sem sucesso. A suspeita era que elas haviam se radicalizado a partir do contato online com guerrilheiros. Yusra e Samya chegaram a contatar conhecidos dias depois, mas se limitaram a dizer que estavam “bem“, sem especificar o local onde se encontravam. Amigos de Ysura disseram à BBC em fevereiro que ela teria entrado novamente em contato, dizendo que havia casado.

Sarah O.

A alemã de 15 anos não voltou para a casa após a escola em um dia de outubro de 2013, seguindo para a Síria. Tempos depois, postou fotos nas redes sociais carregando metralhadoras e usando burca. Segundo ela, estava passando por um treinamento, aprendendo a atirar e ouvindo palestras. “Por sinal, me juntei à Al Qaeda“, contou. De origem argelina, Sarah ligou semanas depois para o pai pedindo autorização para casar com um guerrilheiro do EI. Ele negou, mas a alemã permaneceu na Síria e casou com o jihadista em janeiro do ano passado.

Fatma B.

Ao lado da irmã mais velha Armine, a jovem alemã se uniu a um grupo radical islâmico na cidade de Bismarckviertel durante a adolescência. Aos 16 anos, quis se casar com um marroquino que conheceu na internet, mas a família não deixou. Contrariada, ela fugiu para a Síria em dezembro de 2013. O pai, Hamdi, e a própria Amine conseguiram encontrá-la um mês depois e a convenceram a voltar para casa. O alívio dos familiares durou pouco tempo: Fatma fugiu de novo para a Síria onde, segundo as autoridades alemãs, casou com um jihadista. (Com BBC, “Daily Mail”, “CBC”, “Independent”, “The Guardian”, “The Mirror”, “The New York Times” e “Der Spiegel”)

Marcelo Freire, UOL

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Comentários

  1. Luis Postado em 27/Mar/2015 às 20:19

    Menininhas imbecis. Fico pensando o que as leva a largar a família, um futuro, uma vida confortável em um país de primeiro mundo para se juntar a fanáticos e assassinos nas fossas do planeta.

    • Wander Postado em 27/Mar/2015 às 21:22

      Não concordo que elas sejam imbecis. Será que a vida só é viver confortavelmente? Ok que as imagens que chegam até nós promovidas pelos integrantes do E.I. são aterrorizantes, porém essa resistência dever ser analisada por diversos pontos de vista, um deles fica a pergunta: Quem são os culpados por todos esses desdobramentos dessa guerra que parece não ter fim? Seria o imperialismo?

      • Monica Postado em 29/Mar/2015 às 13:59

        Voce pertence ao IE? tem informacao de primeira mao sobre a vida la?

      • Tulio Postado em 30/Mar/2015 às 09:32

        Elas são imbecis sim! No sentido mais puro dessa palavra! E não tem nem o que se discutir sobre! Se juntar a um grupo criminoso que tem o único propósito de eliminar tudo que não seja ele mesmo, é a maior imbecilidade que alguém pode cometer!

    • sidney Postado em 19/Nov/2015 às 17:08

      "Fossa do planeta" é sua maneira de ver o próximo seu imbecil racista terorista do capitalismo ociedental miserável. Era pra vc ta na contagem dos outros desgraçaos que tombaram na guerra que já existe, faz tempo, nas terras de lá.

  2. Luis Postado em 27/Mar/2015 às 23:30

    Não falei só do conforto material, mas também família, amigos, segurança e as vantagens de viver em uma civilização superior, com liberdade de expressão, igualdade de direitos entre homens e mulheres, respeito à divergência, etc. E o Estado Islâmico não tem NADA a ver com "imperialismo" ou seja lá o quê. São só frutos de uma religião/cultura atrasada e autoritária.

    • Wander Postado em 28/Mar/2015 às 09:34

      Sim meu caro, na verdade elas, ou poderiam ser eles, independente de ser mulher ou não, estão indo para uma guerra e guerra é guerra. Quando se vai para uma guerra o conceito família, conforto de se viver num lugar "superior" são fatores extremamente irrelevantes. Já dizia o filósofo, que a guerra está no interior de cada um, basta abraçar a causa. Na sua opinião o tal imperialismo não tem nada a ver com o E.I., então por que ele surgiu? No que se refere à religião, o maior problema do islamismo não é a religião em si mas os Estados teocráticos que impõe "culturas autoritárias e atrasadas" como você disse. O debate em si é interessante e concordo que abrir mão de se viver num lugar pacífico e preferir o inferno é difícil de se conceber. A primavera árabe abriram algumas portas e a resistência hoje é uma realidade e um osso duro de roer.

      • Luis Postado em 28/Mar/2015 às 13:46

        " Os Estados teocráticos impõem culturas atrasadas" você fala isso como se os governos árabes fossem fundamentalistas e a grande maioria da população fosse indiferente ou moderada, quando não é o caso. E eu falho em enxergar que diabos o "imperialismo" tem a ver com a ascensão do EI. Beleza, a queda do Saddam facilitou muito, mas : 1- Ele era pouco melhor que o EI, matou mais gente inclusive e 2- o Saddam estar fora de jogada FACILITOU as coisas pros bárbaros imbecis, não CRIOU eles. O radicalismo islâmico já existia há tempos

  3. guilhermo Postado em 27/Mar/2015 às 23:45

    Se eu fosse mulher, o último lugar em que eu gostaria de estar é no estado islâmico! Mas gosto e c.. cada um tem um né.

    • Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2015 às 08:47

      Cara! São tudo caçadoras de aventura, barbudos e sadomasoquismo!!!!! Ridículo, mas fazer o quê? kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • eu daqui Postado em 30/Mar/2015 às 12:13

        Normal. Homens também não curtem uma boa golpista? Po que uma mulher não pode curtir um terrorista?

  4. Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2015 às 08:43

    E daí? Gosto é gosto, se elas sentem tesão sendo submissas aos mandos do islão, vestir roupas Xiitas e ter a nuca roçada por um barbudo sem instrução, qual o problema? Como esses reacionários gostam de se meter na vida dos outros!

    • Luis Postado em 28/Mar/2015 às 14:49

      A questão não é essa. A questão é a facilidade com que o EI alicia ocidentais. Isso significa que, se continuar assim, eles podem convocar atentados terroristas dentro dos próprios países sem sequer precisar passar terroristas pelas fronteiras.

      • José Carlos Postado em 02/Apr/2015 às 08:32

        Quer dizer que, quando um jovem estadunidense se alista influenciado pela propaganda de ir para o oriente defender a democracia, que no fundo é se apropiar dos poços de petróleo não é burro nem idiota??

  5. paulo Postado em 28/Mar/2015 às 10:37

    Cara assim... Numa boa... Eu acho que foi falta de uma bela surra, só uma, quando adolescentes.

  6. Alexandre Bolfarini Postado em 28/Mar/2015 às 22:14

    São todas de origem muçulmana, apesar de nascidas ou vivendo no ocidente. Acredito que o que leva essas jovens a aderir ao EI é o fato de não terem, no Ocidente, uma sensação de protagonismo, por pertencerem a uma minoria. Em geral, os jovens buscam coisas com que se identifiquem, ideias ou valores para seguir, e o fazem de uma maneira sincera e desinteressada; nesse ponto, a propaganda do EI dirigida a esses jovens muçulmanos do Ocidente tem se mostrado bastante eficaz. É preciso, caso se pretenda diminuir o número de adesões ao EI, trabalhar nas diferentes searas da sociedade civil, a importância das minorias e a valorização do multiculturalismo.

  7. Lara Postado em 29/Mar/2015 às 18:07

    Eu aposto que elas vão para lá seduzidas por promessas de muito ouro, diamantes e joias.

  8. Shuma Postado em 30/Mar/2015 às 09:48

    "Elas gosta muito de um fuzil Elas gosta muito de uma pistola" Funk nos ensinando valiosas lições de vida.

  9. Renato Postado em 30/Mar/2015 às 10:15

    É MUITO FÁCIL aliciar jovens ocidentais para o EI. Basta que eles tenham passado uma infância ruim, sofrido muito bulliying na adolescência; que ouçam coisas legais como Nirvana, Type O Negative, Korn ou mesmo curtam o gênero Suicide Black Metal. Gostar de animes aumenta ainda mais as chances, pois a cultura japonesa *também* cultua o suicídio heroico. Para aumentar o potencial explosivo destes fatores, junte eles com uma sociedade competitiva, individualista e que só valoriza as pessoas quando elas têm beleza ou dinheiro. Os valores sociais foram substituídos por dinheiro, aparência, hedonismo e poder, com um monte de gente perdida tentando achar antidepressivos ou um propósito para viver. Isso quando o racismo não coloca ainda mais obstáculos na perspectiva de vida das pessoas ao estimular o ódio e os complexos de inferioridade. O mundo ocidental tem muita sorte de que o EI ainda não descobriu esta falha. Talvez nem mesmo eles queiram explorar isso. Vai que eles achem que é haram (pecado) explorar estas fraquezas?

  10. Isabelle Postado em 26/Nov/2015 às 10:51

    Vamos começar pelo fato de que elas não são alemãs, suecas ou britânicas. São filhas de imigrantes muçulmanos que nasceram nesses países e que viviam como imigrantes. As únicas exceções dessa reportagem são as garotas de origem bósnia mas que também não são austríacas como diz a reportagem. O dia em que francesas legítimas, de família e sobrenome franceses e origem cristã começarem a se converter ao islã e a se radicalizar...daí teremos algo realmente alarmante. Por enquanto a propaganda do EI atinge jovens descendente de imigrantes em situação vulnerável. Jovens que muitas vezes são vítimas de preconceito, são marginalizados e deslocados e que não tem a mesma perspectiva de futuro que um europeu tradicional. Basta que você tenha um sobrenome árabe e a sua chance de conseguir um bom emprego já cai pela metade na França ou na Alemanha.