Redação Pragmatismo
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Preconceito social 14/Jan/2015 às 19:04
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Quem tem medo e/ou nojo de pobres?

Por que os pobres incomodam tanto? Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, fica evidente que o que aborrece a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios

danuza silvia pilz pobres o globo
Jornalistas Danuza Leão [baixo] e Silvia Pilz ganharam notoriedade com textos que revelam incômodo e deboche em relação aos mais pobres (Pragmatismo Político)

Maíra Streit, Revista Fórum

Nessa semana, dois textos de colaboradoras do jornal carioca O Globo chamaram bastante a atenção dos leitores, não exatamente pela qualidade do conteúdo em si, mas pelo grau de preconceito destilado em suas palavras.

Em um deles, a colunista Hildegard Angel defendeu a segregação como medida para conter os arrastões em praias do Rio de Janeiro. Entre as sugestões destinadas ao governo, surgiram ideias brilhantes como “diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de metrô no fluxo Zona Norte-Zona Sul” e até mesmo “cobrar entrada nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon”.

É isso mesmo. Para a colunista, impedir o acesso da população pobre às áreas mais prestigiadas da cidade é uma maneira eficiente de “reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros”. “As medidas são antipáticas e discriminatórias, concordo. Mas ou é isso ou será o caos”, finalizou. Aparentemente arrependida de suas declarações, Hildegard retirou o texto do ar após uma saraivada de críticas.

Seguindo a mesma linha, os leitores d’O Globo foram brindados com uma publicação pretensamente irreverente, mas nem por isso menos cruel. Em seu blog, a jornalista Silvia Pilz descreve o comportamento dos mais pobres em consultórios médicos.

Em tom de deboche, ela afirma que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.

Silvia ridiculariza ainda a procura por mais informações na área da saúde, dizendo que, ao assistir a um programa da Rede Globo sobre o assunto, “o caso normalmente é a dúvida de algum pobre”. “Coisas do tipo ‘tenho cisto no ovário e quero saber se posso engravidar’. Porque a grande preocupação do pobre é procriar”, complementa.

A jornalista enfatiza que, com a democratização dos planos de saúde, fazer exames se tornou um programa divertido para os pobres, que se arrumam especialmente para a ocasião, chegam cedo e, admirados com o ar-condicionado e o piso de porcelanato dos laboratórios, aguardam ansiosamente pelo lanche oferecido após os exames.

Não sabemos exatamente em que país vive a blogueira em questão, mas, no Brasil, a relação entre os pobres e o acesso à saúde está longe de ser engraçada. Embora algumas conquistas sejam evidentes, os planos particulares não funcionam às mil maravilhas e ainda são, sim, um privilégio de poucos. A realidade da população de baixa renda ainda é, em boa parte, a fila do hospital público, a superlotação, a falta de médicos e a dificuldade na marcação de consultas.

O país, de fato, está mudando. Mas o que parece não mudar nunca é a ideia de um ‘apartheid’ social que enche os olhos da classe média alta brasileira, incomodada em dividir o mesmo ar que segmentos antes marginalizados.

Danuza Leão

Impossível não lembrar da afirmação de outra polêmica colunista, a socialite Danuza Leão, que há alguns anos escreveu na Folha de S. Paulo que ir à Nova Iorque não tinha mais graça, já que eram grandes as chances de encontrar o seu porteiro por lá.

SAIBA MAIS: Danuza Leão reaparece ‘pobre’ e não paga ação contra a Folha

Esses são exemplos clássicos de que o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror.

Imagine que absurdo o filho do motorista estudar na mesma faculdade que o seu, ou encontrar a manicure fazendo compras naquela que era a sua loja preferida. Ainda mais ultrajante deve ser ver a empregada jantando filé mignon e dizendo a você que, de uma vez por todas, a escravidão acabou. Haja Lexotan para acalmar os ânimos dessa gente, tão afeita a mandar e desmandar sozinha em seus feudos imaginários. Quanto a isso, só resta uma coisa a ser dita: acostumem-se… A tendência é piorar.

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Comentários

  1. Mariza Vandresen Postado em 14/Jan/2015 às 19:56

    Sábias palavras.. E acostumem-se ZÉlites... A tendência é piorar!

  2. andre Postado em 14/Jan/2015 às 20:17

    Trabalho num dos principais hospitais particulares do País,e o que mais vejo são os vips inventando qualquer doença para não trabalhar. Vejo muitos médicos metendo o pau nesses cidadãos.

  3. John Postado em 14/Jan/2015 às 20:21

    Eu então proponho que só os bem pobres possam entrar na praia. Assim, já que ninguém tem dinheiro, não há o que roubar e acabam os arrastões.

    • Marcos Hilário Postado em 14/Jan/2015 às 21:45

      Bela proposta! Apoiadíssimo!

    • Suzana Almeida Postado em 15/Jan/2015 às 06:02

      Fica resolvida a questão

    • eu daqui Postado em 19/Jan/2015 às 10:10

      kkkkkkk..........não se pode arrastar o que não há pra ser arrastado, né? kkkkkkkkk

  4. Roger Postado em 14/Jan/2015 às 20:23

    Rapaz, olha a cara dessa Danuza. Será que o dinheiro dela não da jeito não. Já é horrorosa rica, imagina pobre. De manhã então nem se fala.

    • Vinicius Postado em 19/Jan/2015 às 19:13

      Pensei o mesmo kkk.

  5. Lily Postado em 14/Jan/2015 às 20:37

    Comportamento típico de mulheres "ricas", mal amadas, amarguradas e infelizes. Que devem sentir certa inveja desses pobres, boa parte deles muito felizes, mesmo com pouco. Provavelmente sofrem de falta de homem, amor, gente verdadeira do lado, e, com certeza, de respeito. Não conseguem ser admiradas. Com certeza, gente feliz, amada e bem comida não escreve uma coisa dessas. Coitadas! Perdidas no ódio.

  6. Andrei Postado em 14/Jan/2015 às 20:38

    Problema é a pobreza cultural e não material.

    • Terra Postado em 15/Jan/2015 às 21:47

      Falou e disse tudo!

  7. Pablo Postado em 14/Jan/2015 às 20:56

    Parabéns Redação Pragmatismo, mostraram o que essas pessoas não querem assumir, o medo e repúdio de estar na presença dos mais humildes. Falta do que fazer, infelizmente.

  8. Isabela Postado em 14/Jan/2015 às 21:01

    Além destes dois textos, notei mais outros dois esta semana que deixa claro a discriminação social. Os dois publicados pela Folha, escritos por Thais Bilenky, um enfatizando que Maresias não é mais a mesma, pois foi invadida pela "Galera da Balada" e outro alegando que os paulistas estão usando barcos para escapar da 'farofa' das praias.

  9. Salomon Postado em 14/Jan/2015 às 21:02

    De uma sociedade marcada pelo abismo entre ricos e pobres, cumulada com uma classe média idiotizada, não se poderia esperar outra coisa senão o preconceito.

    • ALESSANDRO QUEIROZ SANTOS Postado em 14/Jan/2015 às 21:58

      Bem colocado!

  10. Claudete Postado em 14/Jan/2015 às 21:06

    A Danuza Leão fez tanta plástica que esta com cara de Palhaço.

  11. Adriano Assis Postado em 14/Jan/2015 às 21:24

    Adorei a matéria. As pessoas merecem acesso aos bens de consumo assim como qualquer outra pessoa.

  12. Sirviaaaa Postado em 14/Jan/2015 às 21:26

    Todos temos direitos a ir e vir , Ela está mostrando seu preconceito e ódio por pobres , ela quer mudança mas não quer igualdade, pagamos impostos e bem caros ainda, estamos em um país pobre de cultura, pobre de informação(vindo de uma jornalista desse tipo, não podemos esperar muito, ainda mais se o receptor for pobre, vai que ela pense que também não tem direito a informação). Tem que conter os assaltantes de praia sim, mas não dá para generalizar e restringir o acesso de todos .

  13. Karina Postado em 14/Jan/2015 às 21:34

    Parabéns com muito orgulho à jornalista Maíra Streit!Bom saber que mesmo parecendo estar crescendo o contigente de pequeninas criaturas tão dininuídas em questão de alma,proporcionalmente está também surgindo humanos tão ricamente evoluídos neste quesito!

  14. Marco Lacerda Postado em 14/Jan/2015 às 21:35

    O interessante disto tudo é que a elite que defende os pobres nas redes sociais e ficam postando ou mesmo escrevendo artigos como este, o máximo que eles chegam perto dos pobres são das suas empregadas. Cambada de hipócritas.

  15. Gabriel Postado em 14/Jan/2015 às 21:55

    Não gosta de pobre, querida(a)? O que tá fazendo num país com passado escravista, então? Têm empresas que vendem passagem só de ida pra Europa, sabe.

    • Vinicius Postado em 19/Jan/2015 às 19:22

      Essas "senhoras" não se encaixam na sociedade Européia, os europeus, mesmo classe média e alta,não escravizam empregadas domésticas, andam de transporte público, respeitam os outros cidadãos, não se acham melhores que todo mundo. Só no Brasil que tem essa palhaçada elitista, a pessoa que é classe média ganha um pouquinho mais já se acha superior a outras, acha indigno usar transporte público e etc,esse costume brasileiro me revolta e envergonha!

  16. Lili Angelika Postado em 14/Jan/2015 às 22:00

    A vezes se esquecem, que se naõ fosse um "jeitinho" de amigos, nem teriam chances em escrever em mídia séria e nem estaríamos lendo estes absurdos. A única pobreza que conheço é a ignorância sem fim. Isto prova que estes tipos nunca estudaram de verdade, nunca leram livros de essência. Muitas ainda são como messalinas e ou nunca trabalharam e casaram por interesse familiares, são as esposas com comportamento vitoriano, as mesmas estirpes de mulheres más, as que seguraram os chictotes e que eram contra as sufragistas, uma vergonha para os dias de hoje..

  17. Jander Postado em 14/Jan/2015 às 22:04

    gente branca e abastada .....pior espécie a caminhar por sobre a Terra desculpem pelo tom , sou misantropo

  18. Angela Postado em 14/Jan/2015 às 22:11

    Do jeito que vocês colocam a questão, parece que toda a classe média pensa assim, e não é verdade. Acho muito errado e me sinto incomodada com a generalização. Você que escreveu a matéria, e que certamente é classe média, falaria ou escreveria tamanha bobagem como as "jornalistas" em questão? Esse tipo de argumento e preconceito em relação aos menos favorecidos parte de pessoas altamente pretensiosas, babacas e deslumbradas. As pessoas da minha relação e que, assim como eu, também são classe média, jamais falariam tal absurdo. Trabalhamos e lutamos muito, e sabemos que a vida não está fácil pra ninguém.

  19. babi Postado em 14/Jan/2015 às 22:24

    É por culpa de gente assim que esse país não vai pra frente, a culpa não é SÓ do governo, como muita gente tem a mania de falar. A burrice e a cara de pau são desses que tentam boicotar as medidas de diminuição da pobreza estrema. Nunca vi país de primeiro mundo com tanta miséria, e os mongóis ainda reclamam pelo fato dessa miséria estar diminuindo. Vai entender...

  20. Michele Postado em 14/Jan/2015 às 22:39

    Me preocupa constatar que mesmo aqui chama-se de "democratização dos planos de saúde" a proliferação das empresas privadas de saúde, que são indiretamente as maiores responsáveis pela sistemática destruição do SUS. Para além da ignorância da autora do tal texto, que apenas propaga o conceito de que saúde pública é pra pobres e é ruim, vale lembrar que temos na nossa Constituição um sistema de saúde universal que os EUA, por exemplo, não tem. Enquanto essa noção se propaga inocentemente, os barões da saúde se refestelam no seu mercado de 100 bilhões ao ano.

  21. Robson Lopes Postado em 14/Jan/2015 às 23:52

    Há uma grande confusão no artigo da Pilz, ela confunde pessoas que não se parecem com ela ou que não tem o estereótipo do rico, com pobres, ou seja, puro preconceito. E depois, confunde aproveitadores, que têm caráter duvidoso, com pobres, caso de inventar qualquer coisa para faltar ao trabalho, sou do judiciário, e lá o que mais vejo são pessoas inventando motivos para não ir trabalhar, mais uma vez puro preconceito. O bom hoje, que para se escrever, não precisa pesquisar, basta colocar nas palavras o que você acha, não o que de fato é, mundinho pequeno esse.

  22. Letícia Postado em 15/Jan/2015 às 06:10

    Toda a história que está acontecendo com essa mulher me lembra e muito uma outra entre uma secretária e uma faxineira diarista. A secretária que não ganha mais que R$1.200,00 com benefícios ficou perplexa ao ver a diarista deixar o filho na mesma escolinha particular em que o filho da secretária estuda. Abismada perguntou o que a mulher e o filho faziam ali recebendo a resposta mais óbvia. Ela não se conformou com as duas crianças dividindo a mesma educação! E afrontada começou a "investigar" a vida da colega de trabalho. Descobriu que além das diárias, cinco por semana, a faxineira também recebia uma pensão do ex-esposo e que possuía um trailer de lanches. Esses de esquina que vivem lotados. Fazendo as contas a Sra. secretária chegou em um número chocante. Quase o quádruplo de seu salário. E tudo o que ela conseguia repetir era: mas ela limpa chão! Só para constar aqui: isso aconteceu na baixada fluminense do Rio de Janeiro. Mais longe impossível da zona sul. Mesmo que essa jornalista seja moradora da Barra da Tijuca! ;D Hoje vejo que o problema não está em uma classe social e sim na personalidade, caráter e na educação que vem de casa. Miserável, pobre, classe média ou rico tanto faz. A discriminação está enraizada em nós. Sim, em todos nós! Eu mesma me policio e tento aprender todos os dias um pouco mais de civilidade. A gente não nasce sabendo e ainda nos ensinam errado. Você tem que respeitar o pobre, o homossexual, o negro, o estrangeiro... mas só enquanto ele estiver submisso e grato a sua benevolência por fingir tratá-lo como igual. Se ele ultrapassar essa linha... O que me deixa perplexa no caso dessa senhora jornalista não é a estupidez, a total falta de talento ou o delírio em que ela se encontra sobre si e sobre o seu próprio trabalho. O que me choca é o fato dela ser paga pela sua opinião! O fato dela ser uma profissional! Esse é o trabalho dela! Como pode, minha gente? Como alguém pegou o direito à palavra dessa senhora e achou uma ótima ideia disseminar? Honestamente; só rindo!

  23. Thiago Teixeira Postado em 15/Jan/2015 às 07:26

    Eu acho que quem tem nojo de pobre, deveria se muda para o Qatar, Emirados Árabes ... mas tem grana esses "esnobes' para isso? Não, então a solução para suas frustações é se auto convencer que são superiores.

  24. Ciléia de Lourenço Postado em 15/Jan/2015 às 07:41

    Lamentável que pessoas que poderiam estar contribuindo para diminuir as distâncias sociais se atrevem a mascarar a realidade e acentuar as desigualdades... Esses textos mostram claramente que o país necessita investir na Educação,não só para os pobres, mas sem dúvida para essa classe que,sem direito nem condição, se proclamam superiores .Ralmente lamentável.

  25. Isabel Postado em 15/Jan/2015 às 07:52

    Essas idiotas na verdade estão em busca de glória/ popularidade , elas precisam disso para preencher as lacunas da vida pobre que elas tem! Deus sabe a última vez que teve um bom relacionamento com um ser humano, se e que um dia teve!

  26. Agnaldo de souza Postado em 15/Jan/2015 às 08:01

    Quero saber como irão deter os Ladrões que moram na Zona Sul!

  27. Daniela Postado em 15/Jan/2015 às 08:18

    no segundo texto penso que a escritora se refere a classe emergente, mesmo pq o pobre no Brasil jamais usaria um tenis da Gap ou teria plano de saude, pobre no Brasil morre todos os dias em filas de hospitais públicos sem porcelanato nem ar condicionado... e usando chinelo gasto. De uma pobreza de espírito grandioso, essas duas pessoas demostram o que todos sabem, o que elas tem é apenas dinheiro, pobres meninas ricas!!!

  28. Isabela Teixeira Postado em 15/Jan/2015 às 08:19

    A Constituição federal em vigência no Brasil proíbe a discriminação social. Essas pseudojornalistas ao que parece nunca leram tal "manual".

    • Vinicius Postado em 19/Jan/2015 às 19:31

      Mas para esse tipo de gente é a opinião delas que importam, dane-se a dignidade das pessoas, o respeito e até as leis.

  29. Fernado Postado em 15/Jan/2015 às 08:42

    O que incomoda a classe média alta e a burguesia em geral é a perda dos privilégios e a saída apresentada por esses imbecis é sempre restringir direitos e acesso pela camada mais pobre da população. Isso é infame e ridículo.

  30. Flávia Postado em 15/Jan/2015 às 08:53

    Olha, sinceramente, não sou da classe média alta, mas concordo em alguns pontos sobre o que as jornalistas disseram. Mudando apenas a palavra pobre por ''sem educação''. O problema de arrastões e badernas não são os pobres, e sim as pessoas mal educadas. E uma coisa é bem diferente de outra. Infelizmente o Brasil (especialmente o RJ) chegou num estágio lamentável em que não se pode sair tranquilamente nas ruas.

    • Thiago Teixeira Postado em 15/Jan/2015 às 11:43

      Se bem que os peões aqui da minha obra nunca voltam após coletar sangue!!!! kkkkkkkkkk E quando damos um churrasco, ninguém fica doente. Mas ela foi infeliz ao utilizar a palavra "pobre", poderia ter utilizado a expressão "nó cego", "corpo mole" ou "pessoas com síndrome da depressão", pois conheço gente rica que vive tirando pressão.

      • eu daqui Postado em 19/Jan/2015 às 10:14

        Como assim? Vcs coletam todo o sangue dos caras que eles fica sem força pra voltar? Isso não é antipobre?

  31. Mara Postado em 15/Jan/2015 às 09:19

    Simples solução para as madames decadentes, sumam do Brasil e tenha certeza que não serão lembradas!! Sintomas de mal amadas e ....

  32. Bruno Postado em 15/Jan/2015 às 09:34

    Não confunda pobreza com ignorância, violência e falta de educação. O preconceito ao meu ver não é contra pobres em geral, mas contra a depredação de uma área comum que poderia ser usada como lazer, porém é dominada pela marginalização. Em uma cidade onde temos que viver cercados em grades para garantir que o fruto do nosso trabalho não seja roubado. Mas não culpo apenas os pobres, essa mentalidade está impregnada em todas as classes. Desde a corrupção dos mais ricos, á marginalização dos mais pobres. Quem sofre é a classe média, sem condições de se "blindar" como os ricos, e à mercê da violência urbana das classes subdesenvolvidas.

    • Terra Postado em 15/Jan/2015 às 22:03

      Como o Arcebispo Aluísio Lorscheider disse a 35 anos se os ricos não querem dar a sua contribuição para a sociedade tem que ser cercar por muro! Mas mais cedo ou mais tarde, vai exigir o seu próprio! E nem a vergonha desses muros que suas cercas mansões vãs ser suficiente! mas para um país que nunca teve o cuidado de menos afortunado! Agora que você tem a bolsa da família, oportunidades nas universidades para evitar que estas caiam na marginalidade. Essa porção dessa sociedade, na qual com certeza essas blogueiros se encaixam se queixam! Assim, o Brasil será sempre conhecido pelos muros da vergonha que estes são 'blindagem' de uma sociedade egoista!

  33. Luhana Baldan Postado em 15/Jan/2015 às 09:55

    A pobreza da "mente humana" (dito isto entre aspas devido ao fato de não serem todos) é lastimável. A ignorância me dá pena. Como uma pessoa acha que é melhor que o outro e que merece mais do que o outro simplesmente porque 'tem mais dinheiro'? O que eles se esquecem de dizer é que muitas vezes o POBRE, aquele que tem pouco dinheiro, é quem mantem a parcela do carrinho ou da casinha dele em dia, que aperta tudo o que pode para poder pagar uma faculdade ou mesmo um cursinho preparatório para que o filho possa ter uma oportunidade melhor. É, se for pra ser pobre, que sejamos de dinheiro mesmo. Eu só lamento pelo pensamento da sociedade que nos cerca. E como terminou bem no texto em questão: ACOSTUMEM-SE "ELITES".

  34. AirtonMello Postado em 15/Jan/2015 às 10:08

    Depois que nos apresentaram o resultado das provas de REDAÇÃO, do ENEM, onde 520.000 alunos obtiveram nota 0 ZERO, ESPERAR O QUE DA NOSSA SOCIALITE brasileira, uma socialite NOJENTA/HIPÓCRITA/IGNORANTE/CORRUPTA, PQ NÃO MORAR ENTÃO EM DUBAI , SRS. BRASILEIROS PORCOS......!!!!!!!!!!!

  35. Leonardo Maia Postado em 15/Jan/2015 às 10:09

    Se essas pessoas soubessem que a riqueza monetária delas "financiam" a pobreza... Entendo que para haver um milionário precisa haver milhares de pobres. Outra coisa é o direito a procriar num mundo superpovoado. Rico pode ter quantos filhos quiser (enquanto tiver dinheiro para isso) e seus filhos podem acumular o quanto puder de bens, recursos, terra, imóveis, sem se preocupar com o amanhã. Realmente é a pura ignorância. Falam em sustentabilidade, mas cultivam o luxo... Que lixo!

  36. Alberto Rodrigues dos San Postado em 15/Jan/2015 às 10:33

    A arrogância e a tristeza da elite e saber que quando nos os pobres nos unimos e assim muita força para virar qualquer jogo até mesmo da descriminação.

  37. Elinaldo Gomes Postado em 15/Jan/2015 às 10:40

    BOQUINHA LINDA ESTICADA EM ?????? BOCA DE PALHAÇO KKKKKKKKKKKKKKKK

  38. Laurie Postado em 15/Jan/2015 às 10:49

    Nossa como elas conseguem ser tão idiotas????!!!!!!!

  39. Luiz Postado em 15/Jan/2015 às 13:24

    Bem, essa blogueira Silvia Pils, é nascida e criada em Ipanema e mora atualmente na Barra da Tijuca, de locais menos abastados, ela deve conhecer somente de passagem ou de ouvir falar... Nada mais lugar comum que ver dondoca reclamando das mudanças sociais que o pais está passando!

  40. marta Postado em 16/Jan/2015 às 16:19

    E vc é um segregador declarado então!!??

  41. Carlos Postado em 18/Jan/2015 às 05:17

    https://www.youtube.com/watch?v=yDRTs8iX00Q Pronto todo mundo tem agora. Respondido.

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