Redação Pragmatismo
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Direita 10/Jan/2015 às 14:00
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Psicanálise para Jair Bolsonaro

psicanálise deputado militar Bolsonaro direita

Christian Dunker, Blog da Boitempo

Resumo da Ópera

Deputado federal, militar aposentado, declara para congressista, em espaço público e no exercício de suas funções: “jamais estupraria você porque você não merece”. Outro deputado federal, pastor neo-pentecostal, afirma: “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Articulista de jornal de grande circulação comenta:

De fato, não acredito que a humanidade aprenda muito em determinadas áreas, entre elas, romper a cegueira com a própria falha moral: dificilmente somos capazes de ver as coisas de modo claro quando está em jogo nossa autoestima e nossos interesses cotidianos. E quando (como no caso de “psicanalistas de esquerda”) se afirma que existe uma “clínica política” para questões como essas, o ridículo da coisa é maior ainda.” (Luis Felipe Pondé, “O quarto escuro”, Folha de S.Paulo)

Ao que é ecoado por outro luminar do pensamento liberal:

E é possível observar a baba de ódio escorrendo do canto de suas bocas[dos psicanalistas de esquerda] quando falam dos “conservadores”, dos “liberais”, ou dos Estados Unidos e Israel. Pergunta: o psicanalista de esquerda arriscaria a própria vida para salvar Jair Bolsonaro numa eventual ditadura bolivariana?” (Rodrigo Constantino, “Psicanalistas de esquerda e a covardia moral, Blog da Veja)

Que por sua vez teria sido precedido por uma síntese de conjunto, uma afirmação mais ampla e circunstanciada, que inclui os casos anteriores:

Sei, muitos ainda negam a ideia de que exista um processo de destruição da liberdade de pensamento no Brasil. Mas, uma das razões que fazem este processo ser invisível é porque a maior parte dos intelectuais, professores, jornalistas, artistas e agentes culturais diversos concorda com a destruição da liberdade de pensamento no Brasil, uma vez que são membros da mesma seita bolivariana.” (Luis Felipe Pondé, “Diálogo ou secessão”, Folha de S.Paulo)

O que fazer?

Declarações homofóbicas, misóginas, racistas, preconceituosas ou meramente agressivas como estas podem receber objeção, reprimenda jurídica ou reação institucional. O problema de tais discursos é que eles fazem com que pessoas propensas a atos de preconceito se sintam ainda mais legitimadas a pensar, dizer e finalmente agir de modo segregatório.

Contudo, como fazem parte de nosso debate público nos resta trabalhar para que aqueles que disseminam tais ideias sejam reprovados politicamente nas próximas eleições ou nas próximas consultas públicas para definir novos articulistas. Tais declarações despertam reações de protesto e críticas individuais ou coletivas, mas não um desejo de censura. A indignação é contida em nome da lei maior da liberdade de expressão, ou pelo espírito burocrático e leniente que ainda vigora quando o assunto são os crimes da palavra.

Parece pouco.

Alguns advogam que a melhor atitude neste caso seria a indiferença. Considerados como anacronismos sociais, tais exageros opinativos seriam gritos de quem resiste à mudança até o fim, uma espécie de intensificação do sintoma antes que ele seja abandonado. Ou então seriam expressão de um desejo de chamar a atenção, capitalizando o descontentamento com brados cada vez mais altos e intimidadores. Creio que esta tática de deflação narcísica, baseada na recusa ao reconhecimento, no silêncio obsequioso e na tolerância paciente, acredita demasiadamente que o debate público é uma questão de combate entre os “juntadores” de opinião. Cedemos assim à ideia de que tudo é uma questão de audiência, espetáculo ou de luta pela “aparecência”.

Ainda parece pouco.

Partilho do sentimento generalizado de que há uma pobreza de meios para lidar com tais excessos. Pobreza que nem uma lei de imprensa poderia evitar. Processos jurídicos, por difamação, calúnia ou injúria, execuções penais por crime de racismo, Comitês de Ética, falta de decoro parlamentar, até mesmo a execração pública de lado a lado são sentidos como instrumentos tímidos e impotentes. Quando questões de tratamento e respeito mútuo chegam neste acirramento o processo tende a caminhar pela força da lei ou pela arte da guerra. Ocorre que declarações como estas são de difícil trato em termos da coisa pública.

O que deveríamos fazer? Um plebiscito para saber se Bolsonaro merece ou não ser estuprado? Uma escola de re-educação, semelhante à que impomos aos maus motoristas, na qual Feliciano seria obrigado a passar alguns meses em convivência íntima com homossexuais? Um curso de estatística para fazer Pondé reaprender o conceito de “maioria” ou outro curso de filosofia para entender que significa “liberdade de pensamento”? Um exame toxicológico de hidrofobia para mostrar a Constantino que a “baba de ódio que escorre pela boca dos psicanalistas de esquerda” é imaginária, não contagiosa e tem poderes terapêuticos contra o neoliberalismo?

Divã político

Ainda que saibamos que não se pode recomendar a psicanálise para alguém, e que o tratamento só funciona se houver um movimento da própria pessoa de buscar ajuda, às vezes vem a tentação, vem o desejo de testar os limites do seu próprio desejo de analista. Isso provém do sentimento, quiçá delirante, de que muita humilhação e constrangimento poderia ser evitado, para o próprio e para os que o cercam, se o tal se dispusesse a falar livremente, em situação de sigilo e suspensão de julgamento, sobre seus fantasmas e tormentos. Sim, quero crer que está faltando um tanto de divã político para esta turma.

Se pudesse colocá-los todos no divã o primeiro passo do tratamento seria recusar a falsa divisão da qual eles acham que estão sofrendo, entre PT e anti-PT, entre bolivarianos e anti-bolivarianos, entre “inteligentinhos” e “burrinhos”, entre “nós” e “eles”, entre os que são contra a corrupção e os outros que seriam… o quê, a favor da corrupção? Melanie Klein chamou isso de posição esquizo-paranóide. Primeiro dividir entre bons e maus, depois demonizar o outro e em seguida sentir-se perseguido pelo que projetamos neste outro a partir do que não podemos suportar em nós mesmos.

Não é que não existam mais esquerdas e direitas, mas existem muitas esquerdas e muitas direitas. Quero crer que uma divisão mais aceitável em termos psicanalíticos se daria entre universalistas, que entendem que a essência universal do sujeito é dividida e vazia, e os particularistas, que tentam ocupar tal essência com traços positivos e contingentes, de sexo, de gênero, de religião, de raça, de orientação política ou de classe. O desafio para os universalistas está em saber como definir quem estaria além das palavras e da razão. Para um psicanalista estas figuras constituem o limite do analisável, a fronteira final que nosso desejo pode suportar. Casos limites para o exercício do método e da ética que lhe cabe.

Recentemente estive na exposição Topographie des Terrors [Topografia do terror] junto ao que sobrou do muro de Berlin. O material iconográfico detalha minunciosamente o processo jurídico e institucional pelo qual o nazismo se impôs como uma solução inesperada depois dos anos de avanço cultural e liberdade da República de Weimar. Um dado ressoou forte com nossa situação brasileira. A primeira lei, que uma vez aprovada parece ter desencadeado a progressiva institucionalização da barbárie, tratava de um assunto um tanto esquecido: a eliminação dos pacientes incuráveis ou terminais. Antes de judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e demais formas de vida não arianas, o regime introduziu a ideia teste de que existem “certas pessoas” que “nós” não podemos suportar. Uma vez aceito este princípio de que há condições, crenças ou disposições morais que não têm direito à existência, está instituído o processo de segregação, cujo capítulo seguinte será a inexorável expansão do tipo de diferença sentida como intolerável. Portanto, o segundo ponto do tratamento conjectural desta nova direita brasileira passaria pela inoculação da dúvida sobre a consistência real de seus inimigos.

Estou certo que aqui Rodrigo Constantino voltaria a me perguntar sobre a idoneidade de minhas intenções e sobre a pureza de meu desejo de psicanalista. Mostraria então o título desta coluna: sim, estou disposto a arriscar a vida para salvar Jair Bolsonaro da ditadura bolivariana. Não quero que ele seja excluído da condição de voz ativa e saliente no debate público de nosso país. Mas, convenhamos, ele deve se comportar melhor. Há que se ter um pouco de compostura. Talvez a análise ajude com isso. Mais do que um reformatório militar.

O tratamento deste discurso não se justifica apenas em nome de algum sintoma ou diagnóstico que torna esta atitude uma figura patológica ou moralmente execrável. Você não precisa se reconhecer de saída como um fraco, covarde molestador de mulheres, basta admitir que existem pontos que talvez valha a pena colocar em discussão, digamos, em foro íntimo. É possível sim, rever pontos de vista, mesmo quando nossos interesses estão em jogo, mesmo que isso ofenda nossa autoestima, o método para isso chama-se psicanálise.

Gente como Habermas viu neste método um exemplo de exercício da razão comunicativa, outros como Foucault entendiam que ela seria um caso do dispositivo de confissão e disciplina. Veja, Bolsonaro, pela esquerda ou pela direita é possível que o senhor se sentisse em casa para rever suas posições e aceitar o palpite amigo de Reinaldo Azevedo: peça desculpas. A capacidade de voltar atrás é um grande sinal de saúde psíquica. Acredite, você não se tornará menos macho por pedir desculpas a uma colega de trabalho.

Este seria o momento de resistência do tratamento. Seria forçado a reconhecer que a expressão “psicanálise de esquerda” é, de fato, um contra senso, não sem antes lembrar que não fui eu a empregá-la pela primeira vez nesta conversa. Freud definiu a psicanálise como um método de tratamento, um método de pesquisa e uma teoria que reúne e se transforma a partir da clínica assim praticada. Há um grande consenso nesta matéria: a psicanálise é uma ciência laica, não é uma visão de mundo e, portanto, não pode ser nem conservadora nem liberal, nem comunista nem capitalista, nem de esquerda nem de direita.

Mas a psicanálise não opera sem psicanalistas e estes são muito mais terrenos do que os métodos nos quais acreditam. É por isso que desde Lacan entende-se também que a psicanálise é uma ética. Uma ética que coloca em seu centro o desejo em sua dimensão trágica. Uma ética que começa pela suspensão do julgamento e do interesse no serviço dos bens baseando-se em seguida na associação livre. Neste ponto talvez nos depararemos com a ideia de que a experiência psicanalítica tem no seu centro o conflito, tratando pela palavra, gerido no interior de uma relação. Aqui o conflito não será eliminado pela força, mas tratado pela palavra, exatamente como na política. Tanto faz se contra isso enfrentaremos ilusões de bondade ou de maldade sobre nós mesmos, teremos que atravessar tais ilusões.

Chegará então o momento em que ficará claro que seu psicanalista não pode ser parte de uma “seita bolivariana” porque ele não opera a partir de sua própria identidade de classe, gênero e orientação moral. Ele não está tentando convencer você a ser outra pessoa, apenas tentando entender porque você precisa tanto de inimigos.

Aqui nos lembraremos de Pondé para quem a psicanálise é uma ética sem consequência política, para perceber que uma análise nestes termos é operação ganha-ganha. Se esta ética, que busca o bem individual, não tem nada que ver com a política, que orienta-se pelo bem comum, então não há risco, só potenciais ganhos. Por dever de ofício estamos impedidos de julgá-los em praça pública, que é o que está acontecendo agora. Pensem bem, os senhores que defendem a cura gay, a cura pela palmada, a cura pelo estupro, não estariam mais à vontade com algo bem mais simples e tradicional, como a cura pela palavra?

Estou sugerindo que muitas vezes é mais fácil assumir processos jurídicos, responder a comitês de ética, fazer cursos e penitências nominais e públicas, pagar indenizações, do que um gesto mínimo de mudança subjetiva como pedir desculpas. É grátis. Quase tão simples quanto instruir seu filho a não participar de comícios e manifestações públicas de massa com um revólver na cintura. Não temam. Se Pondé e Constantino estão certos, em nenhum caso a sua reflexão ética afetará suas disposições políticas. Uma viagem de palavras, sobre nossos inimigos imaginários mais privados não vai alterar jamais suas crenças públicas sobre mulheres, educação, sexualidade ou o sentido da família e da comunidade, incluindo-se aí bandidos e estupradores. Então, Bolsonaro, vem aqui, deita no meu divã!

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Comentários

  1. José Postado em 10/Jan/2015 às 22:41

    A maioria dos que estão acusando o jornal Charlie Hebdo de ser culpado pelos atos terroristas, são os coxinhas e reacionários, fãs do personagem Bolsonaro, que não precisa de psiquiatra, porque é apenas um personagem, o homem real por trás dele, sabe muito bem o que está fazendo. Quem precisa de tratamento, são as pessoas que consideram que o jornal Charlie Hebdo foi culpado pelos atos terroristas, essas mesmas pessoas odeiam e incitam a violência contra quem os critica ou pensa diferente deles, nos chamam de petralhas, burros e o que mais vier na mente deturpada deles, mas acham que não se pode criticar o que eles defendem. Sugiro que eles vão até a Síria e no meio de um campo do ISIS digam aos terroristas para respeitarem o cristianismo, vamos ver o que vai acontecer. Liberdade de expressão é um direito inviolável, Charlie Hebdo, nem ninguém vai recuar perante o fascismo e o conservadorismo.

    • Vinicius Postado em 11/Jan/2015 às 01:41

      É assim mesmo esses reacionários, conservadores e outros indivíduos dessa linha, não tem sentimentos não, eles são egoístas, querem viver num mundo em que só tenha pessoas ricas,no "padrão" social de branco,heterossexual e cristão e claro tem alguns pobres para servirem de escravos para eles.. Quando eles chegam a conclusão que isso é impossível soltam seu ódio, observe essas pessoas, tudo é violência, pena de morte, redução de maioridade penal, extermínio de comunistas e etc. O engraçado é pessoas quererem pregar a teoria do cristianismo que parece se basear no bem, mas justamente serem o contrário. Essas pessoas estão em um estado que a inteligência já foi degenerada, é possível observar de algumas pessoas que comentam aqui, nem preciso citar nomes que está escancarado.

      • José Postado em 11/Jan/2015 às 15:10

        O cristianismo deles é o mesmo professado pelos psicopatas da Inquisição, que sentiam prazer em torturar uma mulher nua e depois queimá-la na fogueira. Está comprovado por pesquisas, conservadores tem 35x mais chances de se tornarem psicopatas do que uma pessoa normal. Essa gente é perigosa e por isso o governo deveria começar a tomar providências contra as páginas de facebook que pregam o ódio, o racismo e a homofobia, tudo disfarçado de "bons costumes", "cristão" e outras palavras de efeito que os fascistas adoram usar. A prova do perigo deles está na opinião da maioria deles, que pensam como os terroristas, consideram o jornal culpado pelo ataque.

    • Rodrigo Postado em 12/Jan/2015 às 18:27

      (Outro Rodrigo) Que eu saiba, quem está acusando a vítima de ser o causador são os próprios assassinos e grupos aos quais estão ligados - grupos que já assumiram a autoria e o indivíduo que manteve reféns em um mercado também deixou gravação, expondo suas intenções. Assim, lembremo-nos de que esses que falsamente agem em nome de uma religião/ideologia (no caso, quanto ao islamismo), são da mesma linha que destrói estátuas de Buda, o túmulo do Profeta Jonas e de tantos outros. Ou seja, não admitem qualquer profanação da imagem do fundador de sua fé (o que é direito dos mesmos, reconheço), mas não respeitam a fé de qualquer outro. Não admitem que mulheres estudem, vide caso Malala Yousafzai. Não admitem, mais, a proporcionalidade de reação, julgando que uma charge ofensiva tem por parâmetro necessário o homicídio de 12 pessoas. Assim, prezado, vejamos bem que são os próprios assassinos que agiram na lógica de que "a mulher estuprada é a culpada", os mesmos que agem desproporcional e contraditoriamente quanto ao respeito à própria fé e à fé alheia, bem como violam direitos de mulheres, crianças e homossexuais. É fácil, pois, aqui querer nova tábua da salvação, culpando a civilização cristã ocidental por todos os males do mundo - se há males por culpa dela, que responda na sua exata medida, assim como os falsos seguidores do islamismo, da esquerda, da direita etc.

      • Jose Postado em 12/Jan/2015 às 19:07

        Ninguém quer tirar a responsabilidade dos fundamentalistas, mas é fato que eles só existem porque os EUA e o ocidente nunca respeitou o Oriente Médio. Tudo isso vc citou existe aqui tb, basta entrar nas páginas de facebook dos fãs do Bolsonaro e de outras pessoas e organização fascistas que vc verá gente com as mesmas ideias e discursos dos fundamentalistas, a diferença é que aqui eles não conseguem se organizar além do submundo da Internet, mas lá no Oriente Médio, devido a miséria gerada pela ingerência dos EUA e do ocidente nos países, muitas vezes a única coisa que resta ao cidadão é se unir a grupos violentos, pois ele já perdeu tudo em guerras, até a família. A imensa maioria dos membros do ISIS e Al Qaeda vem de países destruídos pelas guerras iniciadas pelos EUA, os Talibãs eram um pequeno grupo local que combatia a democracia afegã, hoje enfrentam até a OTAN e de lá surgiu a Al Qaeda, Al Nusra, ISIS... Se Mossadegh e o Pan-Arabismo não tivessem sido alvo dos EUA, esses países estariam hoje como a Indonésia, o maior país muçulmano do mundo e vc já ouviu falar de terroristas indonésios atacando o ocidente ou se unindo a Al Qaeda? Deve ter um ou outro, mas em número igual ou ligeiramente maior do que os brasileiros que se unem as FARC.

      • Rodrigo Postado em 13/Jan/2015 às 11:41

        (Outro Rodrigo) Jose, não deixo de reconhecer ações mal intencionadas e desastrosas de países como os EUA. Não me esqueço de que o Afeganistão é rota de escoamento de petróleo e que o Iraque é um dos maiores produtores. Não me esqueço do Vietnã, nem de tantas barbáries outras. Mas, mesmo assim, eu não consigo negar a parcela de culpa cabível aos fundamentalistas - falsos seguidores que são do islamismo (na verdade, apenas buscam poder, tal como os fundamentalistas da política, sejam os da "esquerda, sejam os da "direita") -, haja vista a comum capacidade de autodeterminação, o livre arbítrio de que todos gozamos. Admito, pois, que a liberdade individual pode até sofrer mitigação, ter um obstáculo maior para estes ou aqueles, mas, ainda assim, temos nossa parcela de responsabilidade, como disse antes e reitero. Que, pois, saibamos ver a medida da responsabilidade de cada um.

      • Jose Postado em 13/Jan/2015 às 12:42

        É claro, Rodrigo. A parcela de culpa dos fundamentalistas é grande, mesmo sem EUA e as guerras iniciadas pelo ocidente, haveriam terroristas. Mas os que usam a fé para conseguir poder e realizar atos de terror, só conseguem recrutar tanta gente para serem capazes de formar a Al Qaeda e o ISIS, por causa da miséria causada pelos EUA. Em países muçulmanos como a Bósnia, que passaram por um período de horror e hoje são desenvolvidos, não existe tal situação, mesmo a Albânia, que dizimou a religião no passado, vc não vê terroristas. Fundamentalistas e fanáticos existem em qualquer lugar, até aqui, basta ver as páginas dos fãs do Bolsonaro, mas só conseguem ter poder aonde a miséria e as guerras carregam o povo ao desespero, ao ódio, ao medo.

      • Rodrigo Postado em 13/Jan/2015 às 17:52

        (Outro Rodrigo) José, apenas um dado, quanto ao seu silogismo fundado na ausência de religião na Albânia: " Estudo revela que maioria dos jovens extremistas da França é de família ateísta - janeiro 10, 2015 13:25 - O Ministério do Interior da França estima que entre 700 e mil jovens franceses já aderiram a organizações como o Estado Islâmico (Isis) e a Al Qaeda - Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil - A maioria dos jovens franceses que aderiram a grupos radicais islâmicos não foi criada em famílias seguidoras do Alcorão, mas em famílias ateístas. A informação consta de estudo feito pelo Centro de Prevenção Contra os Desvios Sectários ao Islã (Cpdsi).". O ser humano sempre encontra algo para se ligar e justificar sua má conduta, seu desejo de poder a todo custo (um credo ou a falta dele; uma ideologia política qualquer etc.). Assim, claro, há fundamentalistas fanáticos a seguir Bolsonaro, Jean Wyllys, Feliciano, Dilma - basta ver as páginas e veremos trocas de insulto generalizadas, os adoradores de uns defendendo pena de morte, lei de talião, ao que os de outro defendendo atos de terror, homicídios. Sempre encontra-se uma justificativa, por mais absurda que seja, para a defesa do próprio extremismo, José.

      • Jose Postado em 14/Jan/2015 às 01:40

        Mas é exatamente o contrário que eu quis dizer, a repressão violenta contra a religião na Albânia, não gerou, em momento algum, o caos e o ódio que existe em países que foram vitímas do imperialismo. Não vou entrar em detalhes sobre a Albânia porque seria prolongar demais, o básico é que quando Hoxha assumiu, o país era um estado medieval graças a mistura da religião com política, a imensa maioria da população o apoiou na imposição do estado secular e a modernização do país, mas depois veio a repressão violenta que vitimou até quem o apoiou no início. O fato é que a população nunca deixou suas crenças, assim como na URSS, a religião teve de se tornar algo íntimo e pessoal. A Albânia hoje não é um país sem religião, 57% da população é muçulmana, 17% cristã e 16% sem religião, mas lá convivem pacificamente, porque o Estado conseguiu se afastar da religião. Os problemas sociais é na maioria das vezes o único fator que leva os jovens filhos de imigrantes ao terrorismo. Sem emprego e vitíma de preconceito em seu próprio país, pois muitos nasceram lá, ele não consegue se incluir na sociedade e se revolta, a juventude é a idade ideal para que os fundamentalistas os recrute e os transforme em terroristas, usando a religião ou o que for mais fácil para manipulá-lo. O traficante, por exemplo, usa o dinheiro e bens para recrutar os jovens menores de idade. Para resumir: Quanto maior a revolta, mais fácil de manipular. A família ou a religião dos pais (ou a inexistência dela), não tem participação nesse processo. Coloco aqui meu próprio exemplo: Eu fui revoltado na adolescência, papagaio do Ratinho e da extrema-direita conservadora e quase virei evangélico radical (do tipo Bolsonaro/Malafaia), se vivesse na França e fosse imigrante árabe ou do norte da áfrica, seria vulnerável aos fundamentalistas. Hoje lembro dessa fase em minha vida e sinto até vergonha, aqui no Brasil a revolta passou sem maiores consequências, com o primeiro emprego, primeiro salário (mínimo), namorada... a revolta ficou no passado. Agora sabe-se lá se na França eu não teria caído nas garras da Al Qaeda, seria um caminho sem volta.

  2. jarau Postado em 10/Jan/2015 às 23:33

    liberdade de expressão para a globo é mentira, sacanagem, ódio, parcialidade da noticia de seu interesse, profissionais sem nem um compromisso com a verdade, manipuladora dos fatos, que democracia é que eles defendem, a deles e não a do povo. Esta é o lixo da imprensa Brasileira.

  3. Vinicius Postado em 11/Jan/2015 às 01:42

    Sugiro pesquisar o que propõe a "democratização dos meios de comunicação" antes de ficar vomitando besteiras aqui.

    • Eduardo Postado em 12/Jan/2015 às 14:40

      "cambada de safados" não ter argumento é uma tortura para quem quer se fazer compreendido e não os tendo partem para as ofensas e xingamentos.... é bem coisa de quem não sabe o que é debate de ideias....

  4. cesar esquizofrenico Postado em 11/Jan/2015 às 02:39

    regularização economica da midia

  5. poliana Postado em 11/Jan/2015 às 10:27

    Psicanálise pra esse homem n adianta mais n. Ali eh caso perdido. Cadeia eh mais coerente pra esse monstro!

  6. Luiggi Postado em 11/Jan/2015 às 11:02

    Enquanto fica-se falando em psicanálise para Bolsonaro e dando trela para o que oporco sionista Pondé cacareja no jornal esse tipo de estrume humano só consegue aparecer mais e mais na mídia. Bolsonaro precisa, sim ser estuprado -no sentido literal da palavra - filmado e o vídeo posto na rede para que todos vejam seus sussurros de prazer ao realizar sua fantasia porque esse cara é uma baita bichona encubada. O Ricardão que o pegar de jeito vai prestar um favor à humanidade libertando aquela franga que existe dentro da carapaça de macho. Quem sabe depois da sessão intensiva de "psicanálise sexual aplicada" ele não se junte a Feliciano e Malafaia e montem a bancada dos "saídos do armário" e participem até da passeata na Paulista. Esse ódio de mulher e gay só tem uma explicação: queria ser igual mas é covarde para se assumir. Aliás, viadagem encubada é a marca registrada das fascistas tupiniquins: Constantino, Pondé (uma tiona feia e velha), a Raimundete da Veja, a Olavete do caralho, sem contar as caminhoneiras da Globo News & cia. Quanta gente ressentida! Vão dar gostosinho e parem de encher o saco!

  7. MARIA Postado em 11/Jan/2015 às 11:17

    EXEMPLO DE POLITICO! O PENSA "FEDE" ABRE A BOCA " SAI MERDA" EIS AI , UM DOS QUE NOS REPRESENTA, EU, MULHER " MERECENDO" OU NÃO!

    • guess who i am Postado em 11/Jan/2015 às 13:58

      !!!!!!!!!?????????!!!!!!!!!!??????!!!!????

      • Thiago Teixeira Postado em 12/Jan/2015 às 07:51

        Acho que trata-se de um texto irônico.

    • Vera Postado em 14/Jan/2015 às 09:09

      O PT é aliado de Cuba, Venezuela..., não espero nada de diferente dos mesmos!

  8. Riaj Postado em 11/Jan/2015 às 15:52

    ´Cesar souza, tucano alienado. vá se informar antes de falar algo sobre regulação da mídia. Senhor tacanho o que precisa, e urge q se faça, é a regulação econômica da mídia, previsto no art. 54 da CF. é preciso acabar com a farra dos meios de comunicação nas mãos de políticos bem como as concessões cruzadas nas mãos de meia dúzia de famílias bilionárias, os barões da mídia que dominam e monopolizam a informação. Quanta ignorância! ou seria safadeza, mesmo?

    • Vera Postado em 14/Jan/2015 às 09:11

      E vai ser só isso amigo? Sabe de nada inocente!

  9. Jose Postado em 11/Jan/2015 às 17:39

    Desde quando regulamentar a mídia é censura? Se for assim a mídia sofre censura no mundo todo, pois o Brasil é o único país do mundo onde a mídia não é regulamentada. Esses coxinhas... a prova viva que confirma as pesquisas que dizem que conservadores tem menor capacidade intelectual.

  10. José Carlos Postado em 11/Jan/2015 às 18:41

    No mundo conhecido como ocidental já existe a liberdade de expressão: europa etc. inclusive aqui ao lado na Argentina, mas para você ser haver em nosso país é "bolivarianismo" acorda, para de ver a Globo e ler a porcaria da Veja!!

  11. Bruno Postado em 13/Jan/2015 às 17:39

    Cuidado para bolsonaro não cagar no seu divã.

  12. jarau Postado em 20/Jan/2015 às 14:29

    A tal imprensa burguesa, os coxinhas, não mandam mais os Petistas para a China, porque será ? Deve ser que a China não é mais comunista. Então mandam para Cuba! cambada de hipócritas e oportunistas.