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Racismo não 10/Jan/2015 às 10:00
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Negros têm 2,6 vezes mais chances de morrer do que brancos no Brasil

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Negros têm 2,6 vezes mais chances de morrer do que brancos no Brasil (Imagem: Pragmatismo Político)

Dados comprovam que morrem mais negros do que brancos no Brasil. Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade, os jovens negros têm 2,6 mais chances de morrer do que os brancos. Os dados da pesquisa foram atualizados em 2014 para incluir a desigualdade racial, e o resultado foi que o risco de os adolescentes e jovens de 12 a 29 anos sofrerem violência aumenta quando esse fator é levado em conta.

A média se refere a 2012, último ano em que há dados consolidados, e mostra pequeno aumento em relação há cinco anos. Em 2007, o risco nacional era 2,3.

Encomendada pelo governo federal ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pesquisa também faz um recorte por unidades da Federação e coloca a Paraíba no topo do ranking. Lá, a chance de o jovem negro morrer violentamente, assassinado ou em acidentes de trânsito é 13,4 vezes maior do que a do jovem branco. No Paraná, estado com menor risco, a proporção é inversa, já que a taxa de homicídios de jovens brancos é um pouco maior que a de negros: 0,7. Valores mais próximos de 1 indicam maior proximidade entre os dois segmentos.

Secretário de Juventude, Esporte e Lazer do estado, Carlos Ribério Santos lembrou que as autoridades públicas locais estão atentas para o problema e que os dados não são uma “novidade”. Ele informou à Agência Brasil que desde 2011 algumas ações estão sendo desenvolvidas no âmbito do esporte, da cultura, educação e saúde, na tentativa de “criar um cenário favorável à diminuição dessa mortalidade”, mas aque “ainda é cedo” para apresentar resultados.

Uma das frentes tem o objetivo de inserir o jovem negro no mercado de trabalho. Segundo o secretário paraibano, seis escolas técnicas estaduais serão inauguradas em 2015, oferecendo cerca de 15 mil vagas. Posteriormente, mais nove escolas serão entregues. “O estado nunca fez essa incursão pelo ensino técnico profissionalizante [antes]. Sem qualificação para o trabalho, dificilmente o jovem vai ser integrado”, afirmou. Ele acrescentou que o “contexto de marginalização” não é só estadual e que o tema precisa ser debatido nacionalmente.

Demandante da pesquisa, a Secretaria Nacional da Juventude tem como principal programa de enfrentamento aos índices o Plano Juventude Viva, que visa a prevenir a violência contra a juventude negra em 142 municípios prioritários. Essas cidades concentraram, em 2010, 70% dos homicídios contra os jovens negros. Para Fernanda Papa, coordenadora do plano, os dados contribuem para analisar por que o jovem negro é mais exposto e mostrar a necessidade de mais políticas públicas para esse grupo.

O índice ajuda a mostrar que o jovem negro do sexo masculino é o que está mais exposto ao risco de perder a vida. Se o seu direito humano mais fundamental, que é a vida, pode ser violado, provavelmente ele já teve outros violados, como a educação e o direito de ir e vir”, observa Fernanda. “Esses direitos fundamentais têm que ser considerados para o jovem negro com urgência”. De acordo com a coordenadora, essa não é uma vontade do jovem negro. Trata-se de “um passivo de séculos”, quando, por exemplo, os negros foram impedidos de frequentar universidades.

Renato Sérgio de Lima, que coordenou o estudo, destacou a importância de um monitoramento sistemático desses índices e da implantação de políticas voltadas à prevenção de mortes. Para ele, essa gestão integrada dos dados vai permitir “mapear de forma precisa os territórios que exigem investimento específico”, de forma inteligente. “Não é só passar dinheiro, é costurar grande pacto pela integração desses sistemas de monitoramento. O que o Brasil aplica não é suficiente, mas está longe de ser pouco. Precisa melhorar a qualidade de investimento”, defendeu.

Com os recursos, as políticas devem focar na redução da desigualdade racial e dos homicídios de jovens negros. “Não é uma questão de racismo, mas civilizatória”, declarou o pesquisador da Fundação Getulio Vargas. Para mostrar “claramente que a desigualdade racial afeta negativamente a vulnerabilidade juvenil”, explicou Renato, o estudo traz uma tabela que simula a eliminação completa da desigualdade racial e revela que o risco se reduz drasticamente em todos os estados.

Dos 142 municípios prioritários do Plano Juventude Viva, 100 aderiram ao plano e 47 já tiveram as ações lançadas, envolvendo inclusão social, a oferta de equipamentos e transformação de territórios onde há altos índices de homicídios. Evitar situações de violência nas esferas que estão ao alcance do Estado também faz parte das missões do plano, de acordo com a coordenadora Fernanda Papa. Ela reconhece a existência de alguns casos em que os agentes de segurança cometem abusos que acabam tirando vidas inocentes, e afirma que uma das formas de coibir o grau de letalidade policial é a “inclusão do tema do racismo na formação dos profissionais de segurança pública”.

Renato Sérgio Lima disse que os dados desconstroem a noção de que somos um país pacífico nesse quesito e revelam que não podemos mais esconder o problema sob o risco de estarmos boicotando nosso futuro. “Há um enorme passivo histórico. O Brasil, enquanto nação, foi construído com base na ideia de um país pacífico e de convivência entre as diferenças. Se a gente quer uma nação democrática, moderna e protagonista, vai ter que enfrentar esse problema”. Segundo ele, a população que está morrendo é a que vai fazer falta para que o país seja economicamente robusto daqui a pouco.

O estudo, ainda preliminar, deve ser lançado na próxima semana pela Secretaria-Geral da Presidência da República. De acordo com Fernanda Papa, o próximo passo será apresentar o índice aos estados e disponibilizá-lo a pesquisadores e instituições de segurança pública. Ela disse que espera a continuidade da pesquisa em busca de um diagnóstico permanente de acompanhamento do risco.

Paulo Victor Chagas, Agência Brasil

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Comentários

  1. Roberto Pedroso Postado em 10/Jan/2015 às 10:32

    Mas segundo Ali Kamel o Brasil vive em uma real democracia racial talvez esses números que comprovam que a população negra jovem e masculina está muito mais exposta à violência do que outros grupos seja apenas uma falacia,pois segundo ele não somos racistas(!?!?),talvez somente ele e o departamento de jornalismo da Rede Globo que ele dirige devem acreditar nisso.

  2. Rodrigo Postado em 10/Jan/2015 às 13:17

    (Outro Rodrigo) Os dados são de suma importância, face a uma sociedade que se pretende plural e inclusiva. Contudo não revelam todas as nuances do caso, cabendo serem analisados questionamentos como: 1- qual o percentual de negros mortos em crimes de motivação racial? 2- qual o percentual de negros mortos por brancos, pardos e negros? 3- em cada caso, qual o percentual de brancos, negros e brancos integrantes de forças policiais ou envolvidos em atividades criminosas (aqui incluído o racismo, além de crimes outros)? 4- qual o percentual de negros mortos em atividades normais e em atividades conexas à prática de crime (falo de troca de confronto, no segundo caso)? Em todos os casos, ainda, ter o cuidado de não abordar as respostas superficialmente, sem se resumir a conclusões sofríveis tais como "os negros é que estão se matando" e "os negros estão sendo massacrados". Nesse sentido, cabe informar que, na Bahia (conforme dados de 2012, compilados pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos-Cebela e divulgados pelo Portal Vermelho), de 2002 a 2010 (apenas 08 anos) o homicídio de jovens negros aumentou 318%, sendo que, somente em 2010, foram 3.160 jovens negros mortos ao que 203 jovens brancos (também deve-se considerar o menor percentual de brancos na Bahia, ao lado de todos os demais importantes fatores, por nós já conhecidos). Então, pois, que pensemos a importante questão de forma abrangente e pesando as responsabilidades individuais, ao lado das coletivas, bem pesando e cobrando a punição tanto de mortes decorrentes de racismo, da violência e criminalidade (seja quanto a pessoas negras vítimas ou mortas em meio a atividades criminosas). Pensar, pois, o que falta para, individual e coletivamente, não mais vermos percentual tão alto, absurdo, de jovens, mortos, em vez de estarem inseridos no mercado de trabalho ou em instituições de ensino, recebendo a necessária instrução para um futuro decente.

  3. poliana Postado em 11/Jan/2015 às 00:43

    Qta hipocrisia! Sempre tem um pra desqualificar o debate a respeito do racismo, ou mesmo negar a sua existência com um discurso puramente demagógico! Impressionante!!!!

    • Vinicius Postado em 11/Jan/2015 às 01:54

      Tem sempre um argumento "chechelenta" para desqualificar e querer negar os problemas das minorias. Igual no caso dos homossexuais falam que não existe homofobia, gays morrem somente por crimes passionais e latrocínio.Ou falam "Hoje tudo é homofobia" e fica-se procurando brechas para perpetuar o preconceito.

    • eu daqui Postado em 12/Jan/2015 às 13:39

      Hipocrisia, parcialidade e vitimismo é omitir a estatística complementar: qual a raça predominante entre os assasinos?

  4. Rocken Postado em 11/Jan/2015 às 03:12

    no paraná a logica é inversa, que interessante né, ninguém vai comentar isso? olhei o estudo e depois do parana as menores razões é a de santa catarina, depois São Paulo e ai rio grande do sul, não seriam esses os estados dos racistas do Brasil? como que pode um estado que tem tantos imigrantes europeus ser o único que é o inverso? será que a questão principal é o racismo de fato ou simplesmente a falta de desenvolvimento e combate a desigualdade de forma geral?

    • poliana Postado em 11/Jan/2015 às 10:21

      N eh algo óbvio, filho? A população negra no sul do brasil eh a menor do país! N tenho números agora pra lhe passar, mas a ultima pesquisa q vi, em cada um dos 3 estados sulistas, a populaçao negra eh menos de 20%. Realmente n posso lhe dar garantias qto a esse dado estatísticoagora, mas qq indivíduo de inteligência mediana consegue perceber claramente pq no sul essa proporção eh menor. Vc eh apenas mais um hipócrita tentando negar a existência do racismo no brasil!

      • regina Postado em 11/Jan/2015 às 11:13

        Foi exatamente o q pensei qndo li o post anterior. Moro no PR e realmente, negros aqui na região Sul é minoria. Fato!!!

      • José Carlos Postado em 11/Jan/2015 às 19:11

        Poliana, reforçando o seu argumento contra esse Mané, ele não sabe que na primeira Constituição do Brasil, havia um cláusula que dizia " É proibido filhos de negros e leprosos participarem dos bancos das escolas publicas".

      • Rocken Postado em 11/Jan/2015 às 19:25

        seria totalmente estupido não considerar isso, o estudo pegou a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes dividindo entre negros e brancos e SP é o terceiro com menos assassinatos da população negra mesmo tendo vários negros, não estou dizendo que não ha racismo no sul, eu sou do Parana e duvido que tenha mais racistas do que aqui, só que até aonde eu sei os racistas que eu conheço não sai por ai matando pessoas, as desigualdades sociais agudas só existem aonde não existiram oportunidades e progresso geral, não ha ou provavelmnte há pouca desigualdade por causa do racismo, este é o fato real por mais que alguns chatos da esquerda não queiram ver, lembrando que eu me considero de esquerda, eu só não acho que tudo tem que ser necessariamente o pior possível nestes casos

  5. Roberto Pedroso Postado em 11/Jan/2015 às 10:12

    Por questões e peculiaridades históricas a população negra nos estados do sul é menor proporcionalmente do que no restante do Pais no caso especifico do Paraná a maioria da população é composta por pardos e brancos sendo que a população negra representa a minoria no Paraná (fonte IBGE) ,com isso depreende-se que na região Sul do pais existe um menor numero de cidadãos negros mas em números absolutos a violência entre os membros pertencentes a parcela negra ainda é altíssima.O problema no Pais é que preconceito social e racial estão intrinsecamente ligados, pois sabemos que a população negra em nosso País é em sua maioria pobre(por razões históricas envolvendo nossa origem escravocrata e subsequentemente a abolição realizada de forma a transformar os escravos recém libertos em cidadãos de segunda classe em nossa sociedade e isso de forma deliberada.) sendo por tanto a parcela mais vitimada pela desigualdade.

  6. Fábio Postado em 11/Jan/2015 às 11:33

    Por que será que a maioria da população pobre é "miscigenada" e a quase totalidade da classe média alta e alta é branca? Negar que o racismo existe não faz o racismo desaparecer.

  7. José Carlos Postado em 11/Jan/2015 às 18:59

    Para esse mané é pura falácia, agora somos miscigenados, me poupe!!

    • José Ferreira Postado em 14/Jan/2015 às 00:06

      Somos sim. E os principais miscigenadores são os pagodeiros e jogadores de futebol.

  8. André Postado em 11/Jan/2015 às 19:52

    Título estúpido. Lamento informar que "negros", "brancos", "amarelos" e "vermelhos", tem a mesma chance de morrer: 100%! É claro que o conteúdo trata de um segmento específico, mas...

  9. Thiago Teixeira Postado em 12/Jan/2015 às 07:58

    Eu acho que a cegueira na questão da discriminação racial, homofobia, machismo e intolerância religiosa é tanta, que os coxinhas repetem a sim mesmos os jargões de "vitimismo", "todos sofrem igualmente", com o intuito de se auto convencerem que tais problemas não existe. Vocês são retardados? Débil mentais? Não enxergam as estatísticas? Se um negro trocar de calçada na sua direção, vocês não gelam? E se for um japonês? Vão sentir medo? Para preencher a vaga de recepcionista ou gerente de suas lojas, quem tem mais chance? A loirinha ou o negrão? Não há racismo implantada no subconsciente do brasileiro? Por favor, calem a boca e vão seguir o TV Revolta.

    • eu daqui Postado em 12/Jan/2015 às 13:38

      Mas se a gente gela de medo por causa do negros e não das outras raças, não seriam os negros a maioria dos assasinos também? Cadê essa parte da estatística? Pq é omitida? Ou nenhum estudo nesse sentido foi feito ainda? E pq não ainda?

    • Vinicius Postado em 14/Jan/2015 às 00:12

      É sempre assim mesmo, essas pessoas acham que só porque são heterossexuais, cristãs e brancas, acham que a discriminação é liberdade de expressão e se a pessoa se incomoda com isso é pura frescura e vitimismo. Essas pessoas não se tocam que existe um mundo fora da bolha em que eles vivem. Se essas pessoas vivessem um dia com negro ou homossexual mudaria esse discurso feito na hora, muitos vão falar que estou "vitimizando" ou "coitadizando" seja la o que for, mas só estou falando a realidade. Essas pessoas sempre ficam procurando brechas para justificar o preconceito, com homossexuais são aquelas clássicas, "não tenho nada contra,mas...", "agora agente é obrigado a aceitar"," ditadura gay" ,"tudo é homofobia" já com os negros é "não existe racismo", "racismo só existe na cabeça do negro", "brancos também sofrem racismo". Cabe a cada pessoa de cada minoria lutar contra essas brechas.

  10. ricardo Postado em 12/Jan/2015 às 08:34

    Falou e disse !!!!! Triste esta manipulação dos fatos... Não importa a cor, o fato é que a insegurança afeta pessoas de todas as cores... Este tipo de notícia estimula o quê ???? maior proteção para negros ??? e quando os "não negros" começarem a morrer mais que negros, vamos começar a proteger os não negros ?!?!?!?! Tem que atacar o problema de segurança independente destas interpretações raciais.

  11. luis Postado em 12/Jan/2015 às 09:01

    Esse título está errado. Da morte ninguém escapa, seja branco, preto, amarelo, vermelho, lilás, verde ou sei lá o quê

  12. Carlos Postado em 12/Jan/2015 às 09:31

    Tudo uma grande bobagem. Não vejo racismo nisso. O fato de os negros estarem mais expostos acontece porque, no geral, eles têm menos instrução, estão em classes sociais menos privilegiadas e estão também mais envolvidos com a criminalidade. Porque isso acontece? É difícil essa resposta. O que sei é que a escravidão terminou ha quase um século e meio. Eles já tiveram tempo suficiente para fazer sua escalada social, se quisessem. Tem mesmo alguns que conseguiram. Agora, parece que no mundo inteiro, não apenas no Brasil, em geral, os negros estão em classes sociais menos privilegiadas e mais envolvidos com a criminalidade também. Isso me faz pensar. Será que as raças humanas são realmente iguais? Não estou sendo racista, pois também não sou branco nem negro, sou mulato. Mas, o que diriam se fiçasse provado cientificamente que existem padrões de comportamento diferenciados nas diferentes raças humanas? Isso pode ser uma realidade científica perfeitamente plausível, pois acontece com os animais, os cachorros por exemplo. Será que isso meteria por terra algumas opiniões ditas "politicamente corretas"?

    • Carlos Postado em 13/Jan/2015 às 22:57

      Existem pesquisas proibidas que dizem que sim, que os orientais superam os brancos em inteligencia e por ai vai, mas são proibidas, mas é de se pensar o porque a Africa ser o que é, Haiti ser o que é, e o Japão em 50 anos destruídos diversas vezes ser o que é.

      • Roberto Pedroso Postado em 14/Jan/2015 às 11:54

        A história nos explica que devido ao fato do continente Africano ter passado por seculos de exploração espúria e criminosa da sua população e de suas riquezas naturais de forma deliberada pelas grandes potencias europeias que extraíram ao máximo tudo que podiam do continente Africano, basta ler sobre o que foi o comercio triangular a influencia negativa das potencias econômicas europeias em sugar tudo o que podiam de suas colonias Africanas sendo esse um dos fatores responsáveis que permitiram o acumulo de capital europeu que ensejou a primeira revolução industrial tudo isso graças ao comercio triangular base do capitalismo moderno.O Japão nunca passou por um processo histórico de exploração criminosa como o ocorrido no continente Africano,simples assim meu caro

  13. eu daqui Postado em 12/Jan/2015 às 13:35

    E quanto à distribuição racial dos asassinos?

    • Thiago Teixeira Postado em 12/Jan/2015 às 21:00

      Pode-se deduzir pela população carcerária, mina: 43.7% Pardos, 35.7% Brancos e 17% Negros. http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/121932332/perfil-dos-presos-no-brasil-em-2012

      • José Ferreira Postado em 13/Jan/2015 às 10:51

        De acordo com os dados fornecidos pelo Thiago Teixeira, a ideia de "genocídio" cai por terra. Não é "genocídio" quando um negro mata outro, além de não estar nas estatísticas apresentadas casos de mortes de negros considerando aspectos raciais.

      • Thiago Teixeira Postado em 13/Jan/2015 às 11:42

        Como cai por terra? Não entendi.

      • José Ferreira Postado em 14/Jan/2015 às 00:08

        Cai por terra por conta do que disse, além da questão não especificada sobre a motivação dos crimes. Essa pesquisa pegou a quantidade de mortes, e a raça dos que morreram, sem uma pesquisa mais profunda.

  14. Marcos Vinícius Postado em 13/Jan/2015 às 09:53

    E ainda tem gente que não acredita nisso, mesmo com todas esses fatos divulgados. Vá entender!

  15. Roberto Pedroso Postado em 13/Jan/2015 às 11:06

    Algumas pessoas simplesmente não querem admitir os fatos,a origem histórica da formação de nosso País estabelecido pela égide da escravidão explica os dados estatísticos afinal foram trezentos anos de escravidão no Brasil nenhum país passa por isso de forma incólume, observamos que os tristes ecos históricos dessa mácula reverberam até os dias de hoje,a abolição da escravidão transformou de forma deliberada os negros recém libertos em cidadãos de segunda classe pois não houve nenhum movimento no sentido de integrar esses indivíduos à sociedade na condição de cidadãos,com isso os negros libertos e suas futuras gerações foram alijados da sociedade sendo marginalizados e isso de forma cruel se perpetuou ao longo dos anos condenando e estigmatizando uma etnia especifica pautando as relações sociais imbuindo- as de preconceito, depreendemos portanto que esse fato explica os dados que apontam que a maioria da massa carcerária ser de origem negra e não por coincidência também pobre, pois são os que tem menos oportunidades,não existe nenhum tipo de politica publica no sentido de se resguardar os jovens negros que vivem em situação de extremo risco social isso explica a alta incidência de crimes entre os jovens negros que representam a camada da população que é mais atingida pela falta de oportunidades e pelo preconceito,negar isso é compactuar com os conceitos históricos que perpetraram esse estado de coisas em nosso País.

    • Vinicius Postado em 14/Jan/2015 às 00:18

      Não admitem não ,ai ficam com teorias "chechelentas" exemplos de comentários acima. Aí vem as besteiras, de que todos tem a mesma chance de morrer , já desviam para falar que a maioria dos assassinos são negros.Me poupe !alguém faz um transplante de cérebro nessas pessoas por favor!

  16. carlos Postado em 14/Jan/2015 às 09:11

    Que título mal escrito! Pareceber que tem brancos que não morrem.