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Terrorismo 08/Jan/2015 às 10:06
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Charlie Hebdo: um atentado contra a esquerda

Entender o atentado de 7 de janeiro contra o Charlie Hebdo, um dos mais graves já ocorridos na França, apenas como um ataque à liberdade de expressão é uma meia verdade e envolve um grande risco político de interpretação

charlie hebdo ataque frança
Je suis Charlie (“Eu sou Charlie”)

João Alexandre Peschanski, Blog da Boitempo

O Charlie Hebdo, cuja redação foi alvo de um atentado terrorista em 7 de janeiro de 2015, é um veículo de comunicação de extrema-esquerda. A origem política e artística dos principais nomes do veículo remonta aos anos 1960 na França. É a essa geração original que pertenciam Cabu e Wolinski, que estão entre as doze vítimas confirmadas até o momento em que escrevo este texto, com vários feridos ainda em estado grave. A marca inicial soixante-huitarde – dos participantes dos protestos de 1968 – está impregnada em toda a trajetória do semanário satírico.

O diretor de redação do Charlie Hebdo, Charb, também assassinado no ataque, era parte de uma nova geração de artistas e jornalistas, diretamente herdeira do grupo original. Três décadas mais jovem que Cabu e Wolinski, era ele quem orientava a linha política e editorial do semanário desde 2009. Segundo o jornal francês Libération, foi ele o principal alvo dos terroristas.

Charb é especialmente conhecido por seu engajamento com bandeiras progressistas na França. Atuou diretamente em campanhas do Partido Comunista Francês e da Frente de Esquerda. Preparou o material de divulgação de mobilizações contra o racismo e a guerra. Uma de suas tiras mais conhecidas, Maurice et Patapon, reúne um cão (Maurice) anarquista, bissexual, pacifista e extrovertido, e um gato (Patapon) fascista, assexuado, violento e perverso. Essa obra, de traços simples, se preocupa principalmente em revelar as tensões muitas vezes escatológicas entre as personagens – o cão como aquilo que sonhamos ser e o gato como nos pressionam a ser, diz Charb em entrevista. O nome da tira remete a um dos símbolos do colaboracionismo francês com o nazismo, Maurice Papon, responsável direto pela morte de milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. No trabalho de Charb, o alvo era muitas vezes a extrema-direita crescente na Europa, especialmente o Front National (Frente Nacional), da família Le Pen. O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi também objeto frequente dos desenhos de Charb, a quem dedicou vários livros de ilustrações.

charlie hebdo marx

No Brasil, o trabalho de Charb ficou especialmente conhecido pelas ilustrações que acompanham o livro Marx, manual de instruções, de Daniel Bensaïd, lançado em 2013. Aí, apresenta caricaturas sobre o mundo do trabalho, a vida de Marx, os dilemas da esquerda. Há uma charge especialmente marcante, um “aviso” intitulado “Nem todos os barbudos são Marx”, onde retrata o encontro de Marx com um islâmico radical. A mensagem que fica é: não basta a esquerda revolucionária e os extremistas religiosos terem inimigos em comum para estarem na mesma luta. Aliás, Charb não poupava sátiras a todas as religiões.

charlie hebdo karl marx

A partir de 2006, quando Charlie Hebdo ficou mundialmente conhecido por republicar charges cômicas retratando Maomé e ser alvo de críticas e ataques de grupos islâmicos fundamentalistas, Charb adotou como tema central de seu trabalho o Islã. Anticlerical, dizia: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo” – e a guerra e o capitalismo, poderia sem dúvida ter acrescentado. Quando Charb assumiu a direção do semanário, a satirização do Islã tornou-se tão importante na linha editorial quanto a ridicularização do fascismo e das perversões do capitalismo, rendendo várias primeiras-páginas do Charlie Hebdo e ataques contra a redação, incluindo um atentado contra sua sede em 2011.

charb charlie hebdo
Charb, na frente do Charlie Hebdo após o atentado que explodiu a sede do semanário na manhã 2 de novembro de 2011. Em suas mãos, a edição programada para o dia de 3 de novembro que motivou o ataque.

A linha sistemática de sátira do Islã fez com que Charlie Hebdo fosse alvo de críticas por parte da esquerda francesa. Por um lado, as críticas eram justas, pois na tentativa de satirizar o Islã pela esquerda muitas charges acabaram deslizando para abjeto racismo e islamofobia, servindo principalmente de material aos grupos próximos à família Le Pen e sua campanha xenófoba na França. Vale dizer que o mau gosto e os excessos também eram e são cometidos no semanário contra judeus, católicos etc. Por outro lado, havia e há ainda certa perplexidade na esquerda francesa sobre sua posição política em torno do crescente movimento islâmico, o uso do véu em escolas e por militantes, o árabe como idioma nacional. Parte da esquerda combativa francesa via-se diante do problema de não saber “o que fazer” com o Alcorão. Nesse contexto, o semanário satírico dirigido por Charb marcava uma posição firme, a mesma que tradicionalmente adotara contra instituições conservadoras: a chacota inveterada, atravessando muitas vezes o limite do bom gosto. “Não tenho a impressão de assassinar alguém com nossas caricaturas”, salientava Charb em entrevista.

charlie hebdo jornal frança

A sátira ao Islã nas páginas do Charlie Hebdo dava-se a partir de uma leitura progressista, de rejeição ao conservadorismo clerical, diretamente alinhada a posições tradicionais do semanal contra o sionismo, o fascismo, o imperialismo e o capitalismo. Entender o atentado de 7 de janeiro, um dos mais graves já ocorridos na França, apenas como um ataque à liberdade de expressão é uma meia verdade e envolve um grande risco político de interpretação. A liberdade de expressão de Charb, Cabu, Wolinski e a equipe do Charlie Hebdo era um meio para um posicionamento político radicalmente democrático e profundamente progressista, na tradição da extrema-esquerda francesa. O risco de interpretar o atentado como meia verdade é alimentar ainda mais um dos principais oponentes do semanal satírico, o fascismo europeu, e fomentar a polarização entre os extremistas de direita e do Islã. Não indicar os assassinatos de Paris como um atentado à extrema-esquerda – e não contra a liberdade no abstrato da sociedade ocidental – abre espaço para fortalecer aquilo que os jornalistas do Charlie Hebdo mais repudiavam: a extrema-direita. E, como dizia Charb, “a Frente Nacional e o fascismo islâmico são da mesma seara e contra eles não economizamos nossa arte”.

VEJA TAMBÉM: As 6 charges mais polêmicas do Charlie Hebdo

João Alexandre Peschanski é sociólogo, coorganizador da coletânea de textos As utopias de Michael Löwy (Boitempo, 2007) e integrante do comitê de redação da revista Margem Esquerda: Ensaios Marxistas. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às segundas.

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Comentários

  1. ricardo Postado em 08/Jan/2015 às 11:20

    Francamente, duvido que os terroristas pensavam que estavam atacando a extrema esquerda... Eles atacaram o que eles acharam que foi ofensivo, contra a religião deles. Atacaram o direito de não ser religioso, atacaram a liberdade de crença. Ataque contra a liberdade de imprensa foi uma consequência, assim como se pode colocar que estavam atacando a extrema esquerda. Duas meias verdades...

    • eduardo Postado em 08/Jan/2015 às 12:54

      Cada dia que passa fica mais complexo entender o que significa liberdade de imprensa....Após essa chacina fica claro que os governos centrais ocidentais têm sempre um estoque de árabes suspeitos para apontar como culpados. Como se todo árabe fosse contra o Ocidente...Como se todo ocidental acreditasse nos governos do ocidente

      • Yrae Postado em 08/Jan/2015 às 13:53

        O que fazem com negros no Brasil e EUA, fazem com os islâmicos na Europa. A quantidade populacional mais frágeis sempre são as minorias.

      • eu daqui Postado em 08/Jan/2015 às 13:55

        Certo. E a forma como os islamicos estão reagindo na Europa é o sonho de consumo dos negros no Brasil.

      • aquino Postado em 08/Jan/2015 às 14:37

        concordo com você. Iso aconteceu no atentatdo da maratona de Boston, rapidamente encontraram os autores, e por coincidência eram da chechênia, república mulçumana próxima a Russia. é parece que eles tem um estoque guardado para cada atentado; demonizando assim o povo mulçumano. aproveitando ano passado vimos um genocídio ocorrido entre Israel e a Palestina, onde morreram 2500 palestinos, que são mulçimanos e apenas 72 judeus; aí eu pergunto: quem são os terroristas? palestinos ou israelenses? onde estão os orgãos de lítigio mundial para resolver essas situações com verdadeira isonomia e justiça para com os povos?

      • Antonio Postado em 10/Jan/2015 às 17:19

        Concordo com você Eduardo. E não concordo com a parte da reportagem que cita que sonhamos em ser cão e não gato. Esse sonho devia ser do Hebdo ou do autor do texto, João Alexandre. Quem sonha em see bissexual?

  2. Sergio Postado em 08/Jan/2015 às 11:25

    Vocês esquerdistas me enojam. Usam uma tragédia dessas para empurrar a sua agenda política coletivista e espalhar suas mentiras. Víboras.

    • ronald Postado em 08/Jan/2015 às 12:05

      A Veja fez o mesmo, vai lá comentar também.

      • Vivian Postado em 08/Jan/2015 às 14:18

        Exatamente. Criticam a Veja (que é um nojo de revista) e Pragmatismo Político, assim como Carta Capital, é absurdamente tendencioso. E se esse ataque tivesse sido a alguma instituição de direita? Os muçulmanos (radicais) têm um único objetivo: disseminar sua religião pelo mundo, não importa se por bem ou por mal. Por isso ganham cidadania europeia com tanta facilidade - por ser por bem e principalmente por MAL. E o pior: é a minoria desses religiosos, mas com suas armas e intenções fazem um baita estrago. Não importa se quem os alfinetou é direitista ou esquerdista. Quem ler um pouco de história, principalmente religiosa, vai tirar o assunto de letra. E, que vergonha, hein, Pragmatismo Político. Veículo que deveria representar um pensamento livre de estereótipos, é um dos que mais rotulam. Tá no mesmo time da Veja, só o inimigo é diferente.

    • Henrique Postado em 08/Jan/2015 às 12:56

      Ficou decepcionado porque não sabia que o jornal é de esquerda. No mínimo estava desde ontem pregando contra o terrorismo e a favor da liberdade. Sérgio, não volte tentando apagar seus comentários. Em muitos sites não há como fazer. Sei que agora você acha que estes terroristas não são tão terroristas assim.

    • eduardo Postado em 08/Jan/2015 às 12:57

      Como ficam nossas ideias ao nos lembrarmos que a Folha emprestava seus carros para o regime militar prender e depois torturar/matar pessoas...Haja liberdade de imprensa, para alguns...Os ataques são sempre contra o mesmo lado.

      • Antonio Postado em 10/Jan/2015 às 17:24

        Concordo

    • Fran Postado em 08/Jan/2015 às 13:07

      Estranho, do lado de cá pensamos a mesma coisa

    • Pedro Postado em 08/Jan/2015 às 22:33

      hahahhaha! Que merda de comentario.

  3. Marcelo Costa Postado em 08/Jan/2015 às 11:55

    Concordo com Sérgio. Ainda que a Charlie Hebdo seja de esquerda, a que abomino por convicções ideológicas e religiosas, o ataque contra a imprensa livre é um ataque aos fundamentos democráticos. Uma resposta militar forte aos fundamentalistas radicais islâmicos se faz necessário. Mas isso não pode ser pretexto para vitimizar a esquerda, que tem uma "ficha criminal" com mais de 100 milhões de homicícios.

    • Eduardo Postado em 08/Jan/2015 às 13:02

      Imprensa não é uma entidade acima "do bem e do mal" por mais subjetivo que isso possa parecer. Imprensa tem lado...Hebdo não é uma publicação de direita, nunca foi pelo que me recordo. INCRIVEL COMO RAPIDAMENTE SE ATRIBUIU A PESSOAS ARABES CRIMINALIZANDO NAÇOES E UMA RELIGIÃO.

  4. Pedro Postado em 08/Jan/2015 às 11:55

    Parece que a esquerda anda desnorteada. Como conseguem defender as bandeiras do politicamente correto e do respeito à diversidade e, ao mesmo tempo, clamar por liberdade de expressão??

    • Ricardo Postado em 08/Jan/2015 às 17:40

      Vai ler Robert Alexy. Isso que vc escreveu constitui uma colisão de direitos fundamentais, não é novidade nenhuma - é como o conflito entre liberdade de expressão, de um lado, e direito à intimidade e privacidade de outro. Não tem nada de "desnorteamento". Isso que dá escrever sem pensar.

  5. Cláudio Postado em 08/Jan/2015 às 12:29

    Que pena, um gênio como Charbie ser morto, malditos terroristas.

    • Antonio Postado em 10/Jan/2015 às 17:28

      O gênio não foi sensato! "Tratai aos homens como quereis ser tratados." Mt. 7, 12.

  6. marcelo B Postado em 08/Jan/2015 às 13:30

    acho que a lição disso tudo é a seguinte: não se contrapõe idéias com verdades pré-determinas, todo ato crítico é uma tentativa de refutar idéias por uma verdade comum, não uma verdade parcial ou um dogmatismo, temos que oferecer nossas ideias enquanto matéria crítica sem radicalismo e mostrando nosso erro... não existe nehuma originalidade na minha opinião, está nos pré-socráticos, em Sócrates em certa medida (antes do dogmatismo político platônico, na doutrina de cristo do amor ao próximo, no iluminismo voltaireano, na "falibilidade" de Carl Popper.

    • Rodrigo Postado em 09/Jan/2015 às 11:11

      (Outro Rodrigo) Perfeito.

  7. Salomon Postado em 08/Jan/2015 às 14:13

    É inviolável a liberdade de consciência e de crença, mas também é livre a manifestação do pensamento. Essas duas liberdades só podem ser conciliadas por meio do bom senso e da racionalidade. O problema é que existem irracionais espalhados pelos quatro cantos do planeta. Quando os lados se sente sem argumentos para defender a exigência da racionalidade, apegam-se ao terrorismo e ao racismo.

  8. AQUINO Postado em 08/Jan/2015 às 14:43

    Concordo com você. Iso aconteceu no atentatdo da maratona de Boston, rapidamente encontraram os autores, e por coincidência eram da Chechênia, república mulçumana próxima a Russia. É parece que eles tem um estoque guardado para cada atentado; demonizando assim o povo mulçumano. Aproveitando ano passado vimos um genocídio ocorrido por Israel sobre a Palestina, onde morreram 2500 palestinos, que são mulçimanos, e apenas 72 judeus; aí eu pergunto: quem são os terroristas? palestinos ou israelenses? onde estão os orgãos de lítigio mundial para resolver essas situações com verdadeira isonomia e justiça para com os povos?

  9. Salomon Postado em 08/Jan/2015 às 15:01

    As pessoas confundem (acho que de propósito) liberdade de imprensa com a regulação (normatização) dos meios de comunicação previsto no art. 220 da Constituição Federal. Haja saco!

    • Ricardo Postado em 08/Jan/2015 às 18:01

      Sim, acho que é proposital. Na verdade, sequer se trabalha no Brasil o conceito de liberdade, e então algumas contradições importantes ocorrem na frente de nossos olhos e "passam batido" como se nada tivesse acontecido. Ronald Dworkin escreve, a partir do estudo de Stuart Mill, que há duas formas de liberdade: (1) liberdade como licença (para FAZER o que tem vontade, o que é naturalmente limitado pela LEI) e (2) liberdade como independência (como uma pessoa igual às outras e não como subserviente). Nas palavras do autor: "Se ele [o filósofo] defende a liberdade de expressão, por exemplo, por meio de algum argumento geral em favor da licença, então seu argumento também apóia, pelo menos pro tanto, a liberdade de formar monopólios ou de apedrejar vitrines de lojas". A pergunta é: será que, no Brasil, com a mídia como está (com os privilégios concedidos a poucos), estamos garantindo a liberdade de todos?! Ou apenas preservando esses privilégios...?! A regulação da mídia que se pretende é econômica, o que, não por acaso, JÁ OCORRE NOS EUA.

  10. Thiago Teixeira Postado em 08/Jan/2015 às 17:39

    Penso da seguinte forma: Um grupo de criminosos, ofendidos pelo tipo de publicação, fez justiça com as próprias mãos. Dane-se se quem escreveu é esquerda ou direita, ou se os agressores são católicos, xiitas, filhos de ogum ou da extrema centro esquerda vascaína mangueirense direita. Tá todo mundo errado na história.

  11. Ricardo Postado em 08/Jan/2015 às 18:06

    O que vc entende por democracia?!

  12. Erico Almeida Postado em 08/Jan/2015 às 21:23

    Não entendi por que o autor diz que este jornal ( marrom ) como a revista veja seja de esquerda.

  13. Sophie Postado em 09/Jan/2015 às 01:40

    Essa bomba uma hora iria explodir. De um lado se tem uma imprensa genial, intelectual e ideológica que utiliza a arte como instrumento político e com muita coragem e nenhum freio ou entrave se empenhou em criticar o terrorismo, a religião islã e o profeta Maomé, e de outro lado, você tem terroristas que distorcem o alcorão e criam uma religião só deles onde se mata em nome de Maomé.Ora pois, os TERRORISTAS, são capazes de tudo, são capazes até de explodir o próprio corpo desde que matem o maior número de pessoas "inimigas" possíveis. Criticar, avacalhar, satirizar em uma imprensa mundialmente conhecida o objeto que eles tem por mais sagrado era pedir por uma reação monstruosa como esse atentado. Não é atoa que um dos cartunista meio que já previa a tragédia. Não vou dizer que sou contra as sátiras direcionadas a religião islã, pois assim, nenhuma outra religião poderia ser satirizada... Acho que os cartunistas faziam o que eles acreditavam era arte e política ao mesmo tempo. Assim como também, os terroristas defendem suas honras aos seus modos (perverso, diga-se de passagem) mas eles defendem o eles acreditam, o islã o profeta Maomé para eles são sagrados... Enfim, acho que tudo isso era um tragédia anunciada... E quem mais se meter a criticá-los irá sofrer atentados,quer seja de direita, quer seja de esquerda. E o que a extrema -esquerda vai fazer contra o terrorismo? Continuar a criticá-los... E o que a direita/EUA vai fazer com o terrorismo?? O que já faz, com sua medidas anti-terroristas, mas não conseguirá combatê-los definitivamente. E o que os terroristas vão continuar fazendo? Tocar o terror contra seus inimigos. Enfim , infelizmente mais tragédias como essas viram onde morreram pessoas de ambos os lados.

  14. Sophie Postado em 09/Jan/2015 às 01:43

    **Enfim , infelizmente mais tragédias como essas virão onde morrerão pessoas de ambos os lados.

  15. Thiago Postado em 09/Jan/2015 às 02:51

    Os principais nomes da revista de fato pertenciam a uma esquerda histórica, mas duvido que os chargistas se considerassem no mesmo campo ideológico do Pragmatismo Político ou do PT (que é a mesma coisa). Se fosse no Brasil, a Maria do Rosário já teria ido em cima deles na primeira piada mais ácida.

    • Rodrigo Postado em 09/Jan/2015 às 11:13

      (Outro Rodrigo) A Maria do Rosário já quis que a Polícia Federal investigasse as anedotas de Joselito Müller...

  16. Maxwell Postado em 11/Jan/2015 às 17:18

    Entendi tudo agora! Quer dizer então que Trotsky era de direita, já que Stálin mandou enfiar uma picareta na cabeça dele. Quer dizer que a divergências entre as pessoas de esquerda não existe? Quer dizer que não existiu perseguições dentro do próprio partido soviético? O resultado do que vocês plantam é este aí, só que agora vocês chegaram em um ponto de domínio cultural que um vai ter que começar a bater no outro. E se vocês acham que os muçulmanos vão tratá-los como nós ocidentais, então se preparem porque vão ser atropelados por eles. Ou vocês aderem ao islamismo, ou podem esperar que vão ser passados na espada. E o pior de tudo, é que pessoas como eu vão ter que pagar o pato pela imbecilidade de vocês tratarem o islamismo como religião pacífica e forçarem toda a sociedade a acreditar nisto.

  17. Miguel Postado em 12/Jan/2015 às 19:46

    Isso que o CH exerce é liberdade de imprensa? Tem certeza? Pois para mim está mais para libertinagem de imprensa. É liberdade de expressão? Tem certeza? Pois para mim está mais para liberdade de excreção. Não sou a favor do assassinato desses escritores, mas chegar ao ponto de dizer que sou Charles, já seria muita alienação da minha parte, pois nunca agrediria qualquer crença que fosse, de qualquer pessoa que seja. Antes de mais nada respeito todas as crenças. O que o CH faz é uma verdadeira pornografia. Nunca li e nunca compraria uma revista desse nível. Desprezo tanto o massacre que ocorreu quanto os inúmeros insultos que a revista proferiu a todas as crenças.