Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 03/Oct/2014 às 09:28
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Os bate-bocas do debate da Rede Globo

Último debate da eleição presidencial, promovido pela Rede Globo, foi marcado por bate-bocas generalizados. Temas como homofobia e corrupção incendiaram os enfrentamentos

debate bonner globo presidente
Debate da Globo foi mediado por William Bonner e contou com a participação de 7 candidatos (divulgação)

No último debate entre presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições, promovido nesta quinta-feira (2) pela TV Globo, acusações, bravatas e desmentidos de lado a lado levaram a diversos bate-bocas envolvendo praticamente todos os candidatos na disputa pelo voto do eleitor. Corrupção e homofobia, dois dos temas que mais incendiaram os sete convidados, dividiram espaço com questões como drogas e aborto entre os momentos mais quentes da jornada de pouco mais de duas horas.

Em um dos episódios de fogo cruzado, um embate iniciado há duas semanas no encontro promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na TV Aparecida (relembre aqui), chegou a cume no final da noite. Foi quando os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Luciana Genro (Psol) estiveram frente à frente, no formato concebido pela TV Globo, e o tucano se defendeu das acusações de que é “fanático da corrupção”.

Luciana, ciente de que falava para uma audiência maior do que a registrada no embate anterior, voltou à carga sobre o que ela considera “o sujo falando do mal lavado” – ou seja, Aécio e Dilma trocando acusações de corrupção, segundo a candidata. Ela falou sobre “privataria tucana” e “mensalão mineiro” como exemplos da corrupção do PSDB. Aécio respondeu dizendo que ela estava “sem a menor conexão com a realidade”, e que seu grupo combate o PT por ter “visão diferente de governo”.

“Você, que anda de jatinho e ganha um grande salário, não sabe a realidade do povo. Tu és tão fanático das privatizações e da corrupção que chegou ao ponto de fazer um aeroporto com dinheiro público, e entregou as chaves para o seu tio”, fustigou Luciana, ex-deputada expulsa do PT.

Com o dedo em riste, Aécio subiu o tom da voz e bradou: “Não seja leviana! Você não pode falar sobre o que não sabe. No meu governo, todas as obras públicas foram aprovadas. Acusações levianas não refletem o nível deste debate. Você não está preparada para ser presidente da República”, respondeu Aécio. “Não levante o dedo pra mim”, retrucou a candidata.

Além de Aécio e Luciana, o programa reuniu Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB), segundo o critério legal que obriga a participação nos debates de todos os presidenciáveis cujos partidos têm representação na Câmara. Com quatro blocos de discussão, em que o último foi reservado às considerações finais, o debate foi mediado pelo jornalista Willian Bonner. Os candidatos se revezaram em sistema de perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. Houve sorteio e livre escolha de interlocutores e temas. Diferentemente dos outros três debates, não houve perguntas por parte de profissionais da imprensa.

Acusação de homofobia

Outro momento tenso do debate foi quando Eduardo Jorge fez uma reprimenda ao candidato Levy Fidelix, constrangendo-o a pedir desculpas aos homossexuais e à comunidade LGBT. No debate anterior, promovido pela TV Record, Levy fez discurso classificado como homofóbico. Na última quarta-feira (1º), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, abriu investigação preliminar para apurar o conteúdo da fala (confira e veja o vídeo).

“Você não tem moral nenhuma [sic] para me falar disso. Você, acima de tudo, propõe que o jovem consuma maconha. Isso é apologia ao crime. Ao aborto, apologia ao crime, está lá no Código Penal. Eu, apenas e tão somente, seguindo a Constituição, pedi para que as pessoas pensassem e repensassem, porque nós temos de ter famílias tradicionais”, disse Levy, que no debate anterior disse, entre outras coisas, que “aparelho excretor não é para reproduzir” e que homossexuais deveriam se tratar longe dele.

Eduardo Jorge, que esteve mais descontraído em outros debates, não se intimidou. “Então, nós vamos nos encontrar na Justiça, quando o Ministério Público abrir o processo”, disse, desafiando Levy a processá-lo por defender o aborto assistido e a legalização regulamentada da maconha. Ele disse que “99,9%” do povo brasileiro se sentiu ofendido. “Quero reiterar que o senhor envergonhou o Brasil com a sua atitude.”

Luciana Genro também afrontou Levy ao criticá-lo sobre o mesmo assunto. Ela atacou o “discurso de ódio” do oponente. “Tu apavorou, chocou, ofendeu e humilhou milhares de pessoas com aquele teu discurso homofóbico. Incitou o ódio, incitou o direito de uma suposta maioria de enfrentar os direitos de uma minoria. Isso já aconteceu no passado: resultou na escravidão, no holocausto, nos mais diversos tipos de genocídio. O teu discurso de ódio é o mesmo que os nazistas fizeram contra os judeus, que os racistas fazem contra os negros”, disse.

Levy não cedeu. “Mentira sua, porque em nenhum momento pedi que as pessoas atacassem alguém. Muito pelo contrário. É o meu legítimo direito de defender a família, defender o povo, e apenas isso. As pessoas que façam de seu corpo o uso que queiram, têm seu livre arbítrio”, rebateu o candidato, afirmando seu direito à “livre expressão”. “Não estimulei nada. Você que turbinou, o tempo todo no Twitter, querendo me incriminar. Mentira sua!”

Luciana, que fez a tréplica, encerrou a discussão dizendo que religiosos ou ateus não compartilham do “discurso de ódio” do candidato do PRTB. Para ela, foi “criminosa” a suspensão do combate à homofobia nas escolas, porque Dilma cedeu à “pressão da bancada fundamentalista do Congresso”.

Alvo vermelho

Dilma foi o alvo preferencial de todos os adversários – Eduardo Jorge, no entanto, foi o que menos atacou a petista. Munidos da mais recente pesquisa de intenção de voto, em que Dilma continua abrindo vantagem e Marina está em empate técnico com Aécio, os opositores da reeleição partiram para a ofensiva.

Já na primeira intervenção, com pergunta dirigida para Dilma, Luciana fez discurso contra a própria Globo e os demais veículos de imprensa, que privilegiariam os três principais candidatos com espaços na mídia. Instada a falar sobre a corrupção na Petrobras, Dilma se defendeu dizendo que conduz propostas como a que se destinam, por exemplo, “a transformar caixa 2 em crime eleitoral”, entre outras com o objetivo de “acabar com a impunidade”.

Em mais de uma oportunidade, Pastor Everaldo e Aécio Neves escolheram um ao outro para centrar fogo em Dilma. O candidato do PSC pôs na mesa a denúncia de que a estrutura dos Correios em Minas Gerais estava a serviço do candidato do PT do governo, Fernando Pimentel. “É vergonhoso o que está acontecendo com nossas instituições”, disse Aécio, em discurso ensaiado com o interlocutor, que se queixou de que está sendo processado, nesse caso, por “falar a verdade” no horário eleitoral.

Capitalizando o fato de ter sido alvo de ataques de PT e PSDB nos últimos dias, a ex-senadora também pressionou Dilma – a ponto de, por duas vezes, continuar falando mesmo tendo esgotadas as respectivas rodadas de questionamento, sendo repreendida por Bonner. Uma dessas ocasiões foi quando Marina acusou Dilma de ter defendido, como agora faz Marina, a independência do Banco Central na disputa presidencial com o tucano José Serra, em 2010, e agora propugnar o oposto. Uma acusou a outra de confundir independência com autonomia.

A questão tem sido usada pela campanha petista para criticar Marina, e Dilma bateu nessa tecla dizendo que isso está escrito no programa da adversária. “Está falando a Dilma das eleições, e não a Dilma das convicções”, vociferou Marina, mencionando a “inflação alta” e a “interferência política” do Planalto na instituição financeira. “Informo à candidata que a inflação está sob controle”, replicou Dilma.

Revezamento de ataques

Aécio e Dilma estiveram frente à frente, por exemplo, quando a candidata reacendeu os temas da privatização da Petrobras e dos bancos estatais, atribuídas ao tucanato. Aécio deixou para responder depois perguntar a Dilma sobre sua relação com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa e delator de esquema bilionário de corrupção.

“Nós fizemos as privatizações em setores importantes como siderurgia, porque era necessário”, ponderou Aécio, acusando o PT de utilizar estatais como “cabides de emprego” e “projeto de poder”. “Vocês entregaram a Caixa [Econômica Federal] e o Banco do Brasil em situação extremamente precária. Acho estranho que o senhor trate com tanta leveza um tema como a privatização da Petrobras”, replicou Dilma. Ela lembrou, sem citar nome, a famigerada frase do ex-diretor do setor internacional do Banco do Brasil na gestão tucana, Ricardo Sérgio de Oliveira: as privatizações do PSDB estavam em curso “no limite da nossa irresponsabilidade”.

Willian Bonner teve de interromper uma pergunta de Pastor Everaldo a Aécio, porque ambos fugiram do tema (previdência social) e usaram o Programa de Aceleração do Crescimento para continuar o ataque a Dilma. Em um dos poucos instantes de descontração do debate, Everaldo retomou a fala perguntando o óbvio: “O que o senhor acha da Previdência do Brasil?”, quis saber o líder religioso, arrancando as primeiras risadas da plateia.

Aécio ainda provocou Dilma sobre inflação alta e baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em seu ponto de vista, e sugeriu que ela “fracassou” na condução da política econômica. “A senhora acaba de nos brindar com uma pérola: ‘A inflação está sob controle’. Provavelmente a senhora considera também adequado o crescimento do Brasil durante seu mandato”, disse o tucano. Dilma reagiu: “Tem alguns momentos em que eu acredito que o senhor nega a realidade. Vocês tiveram a capacidade de colocar o Brasil de joelhos diante do Fundo Monetário [Internacional]”.

Entre os demais temas escolhidos para atacar Dilma, a política de “juros altíssimos”, segundo Eduardo Jorge; a legislação trabalhista (“Defendo que se faça uma reparação em relação ao fator previdenciário”, disse Marina); a política tributária “que favorece ricos em detrimento dos pobres”, de acordo com Luciana; o chamado custo-Brasil (grau de dificuldade para investimentos no país), “que se dá em logística de péssima qualidade, já que esse governo demonizou as privatizações”, nas palavras do tucano; a política internacional; a questão ambiental; e a segurança pública, com a problemática do sistema prisional (“Hoje, o bandido está solto na rua”, discursou Pastor Everaldo).

Fábio Góis, Congresso em Foco

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Comentários

  1. KARINA BB Postado em 03/Oct/2014 às 09:40

    Ainda bem que nao assisti,resumindo,foi a mesma ladainha de sempre,munca defini meu voto atraves de debates,nao voto por ideologia .muito menos me baseio em Veja e globo pra me definir,portanto,nao perdi nada,vou assistir JN pra ver a manipulaçao

  2. Rodrigo Postado em 03/Oct/2014 às 10:02

    (Outro Rodrigo) Não, Levy, você não traduz o pensamento cristão, se atendo a uma interpretação restritiva e com foco no Antigo Testamento - reitero o quanto dito anteriormente, atentando para o fato de Jesus ter dito "amai ao próximo como a ti mesmo". Você, mais, não proclama a inteligência da constituição, mas ignora a evolução natural social e do direito, ao buscar indevida regressão a um estado de coisas anterior, sendo vedada a regressão em matéria de direitos humanos; discorde ou concorde da orientação sexual do outro, ele é um ser humano, cidadão, que tem os mesmos direitos e - extremamente importante pontuar também - as mesmas obrigações que o Senhor.

  3. Luana Postado em 03/Oct/2014 às 10:12

    "Tem gente que nomeia engavetador geral da república" - Dilma Rousselff Chupa FHC!

  4. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 10:43

    É triste constatar que no momento político atual brasileiro, tenhamos que decidir entre esquerda(Dilma) e ...... esquerda (Marina). Temos a extrema esquerda(Lu genro) como "opção". Ou ainda o banana de centro Aécio neves. O mais repugnante é escutar pessoas destrambelhadas como eduardo jorge e luciana genro se arrogarem porta vozes do povo. Como eduardo jorge que disse que Fidelix ofendeu 99,9 % do povo brasileiro. A mim não ofendeu pelo menos. eu devo ser o 0,01% da população, não sabia que eu tinha essa importância toda. Lu genro por sua vez, se arroga a dententora do futuro paradisíaco que todo revolucionário socialista promete e não cumpre. Só uma palavra define a situação política brasileira : LAMENTÁVEL !

    • juliano Postado em 03/Oct/2014 às 11:30

      pelo pouco que acompanho nos comentários, você parece ser sim parte do 0,01%.

    • Murilo Sguario Postado em 03/Oct/2014 às 15:20

      Pereira. Não acredito que sejas uma pessoa real, o meu bom senso me leva a acreditar que vc só faz esses comentários para causar reflexão nas pessoas e elas apresentarem ideias sensatas contrárias as suas. Bate exatamente em pontos totalmente polêmicos e sempre tem uma posição de conservador com moral duvidosa... No fundo acredito que és o contrario do que diz, e se faz de sonso para ninguém levar a sério opiniões como as que vc cria.

    • Fefe Postado em 03/Oct/2014 às 15:40

      Marina de esquerda? hahahaha Posso até concordar que um dia, num passado distante, ela foi. Mas não é mais. Ela é a nova direita.

  5. nina Postado em 03/Oct/2014 às 10:44

    (outro rodrigo) foi ótima!

    • Rodrigo Postado em 03/Oct/2014 às 15:41

      (Outro Rodrigo) Abraços, Nina!

  6. Luana Postado em 03/Oct/2014 às 10:59

    Mais lamentável do que isso é o seu comentário, caro Pereira. Qualquer cidadão, minimamente humanizado, independentemente de questões sexuais, se ofenderia com tamanho comentário, preconceituoso, estúpido, digno de repúdio, externado pelo Sr. Levy.

  7. Douglas Postado em 03/Oct/2014 às 11:01

    Eu já disse e depois desse "debate" continuo dizendo: "Se juntarmos todos esses candidatos e trocarmos por titica de galinha ainda sairemos perdendo, porque pelo menos a titica usaríamos para esterco, e esses aí usaríamos em que? bando de corruptos, salafrários, sem nenhuma intenção de ajudar a quem quer que seja, exceto suas famílias. Fora com todos eles! kkkkkkkkkk OW PAÍS COMÉDIA. PQP! EBOLA NELES! KKKKKKKKKKKKKKKK

    • Roberto Postado em 03/Oct/2014 às 11:26

      Pelo seu "discurso" você vota no Levy Fidelix ou Pastor Evaraldo, talvez no Aécioporto.

  8. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 11:08

    Por quê dona luana ? Não vi crime algum na fala de fidelix, embora seja um conjunto de bobagens. É proíbido discordar de algumas questões ? É proíbido discordar de casamento gay ? Seja pelo motivo que for ? No Brasil 56 mil pessoas são assassinadas por ano, boa parte desses crimes são ocasionadas pelo comércio das maldistas drogas que candidatos de extrema esquerda, próximos de artistas circenses, defendem. Isso é crime ! defender legalização de drogas, com o tolo argumento de que assim o tráfico estaria asfixiado financeiramente. Defender legalização de drogas e fazer apologia é mesmissíma coisa. Pois temos relatos de países como holanda e suécia que liberaram e pioraram seus índices de violência.Hoje na Holanda já há leis que restringem o uso e na Suécia a repressão é forte.

  9. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 11:10

    Concluindo dona luana(esqueci). É muito mais urgente questões como essa dos 56 mil homicídios, do que causas ultra secundárias como casamento gay. Me desculpe

  10. Luana Postado em 03/Oct/2014 às 11:40

    É tão óbvio quanto claramente democrático a discordância de questões ideológicas, Sr. Pereira. Mas veja bem, jamais deveremos confundir um discurso feio, pejorativo, e ofensivo daquele senhor com liberdade de expressão. Isso extrapola os parâmetros da 'democracia' e da liberdade de expressão. Ninguém é obrigado a ser favorável a nada, mas existe algo que chama-se respeito, algo que certamente o mesmo desconhece. As pessoas deveriam analisar as questões pela seguinte perspectiva: tanto a união entre pessoas do mesmo sexo e o aborto, quanto a legalização das drogas são coisas extremamente banalizadas, e consequentemente inevitáveis, sob essa ótica. É muita hipocrisia da nossa sociedade achar que políticas proibicionistas são eficazes, nunca foram e jamais serão, meu caro. Temos que encarar temas como esses de frente, pensando em qual seria a melhor alternativa para saná-los, já que os mesmos se banalizaram, inevitavelmente. Você é contra a legalização das droga e do aborto. Bom. Mas que diferença isso faz? Eles se tornam menos banais por isso?

  11. Luana Postado em 03/Oct/2014 às 11:44

    Querido Cesar, sugiro que leia os comentários atentamente antes de comentá-los. Nunca disse que o Sr. Levy impediu um gay de qualquer coisa que seja. Só achei, e repito, como qualquer cidadão minimamente humanizado, que me senti ofendida indiretamente diante de sua externalização de intolerância para com os mesmos. É preciso que tenhamos bom senso. E respeito, acima de tudo.

  12. Roberto Pedroso Postado em 03/Oct/2014 às 12:01

    Não creio de fato que devemos por força de lei calar a palavra de indivíduos como esse senhor candidato à presidência,devemos sim combate-los com o debate publico de idéias e assim revelar o quanto retrógrados e reacionários eles são,sendo que o principio democrático por essência preconiza que: posso não concordar com uma palavra do que dizeis mas vou defender até a morte o seu direito de dize-las (por mais torpes iníquas deletérias e perniciosas que elas sejam),em um programa de entrevistas assisti o senhor deputado do Psol Jean dizer que gostaria de calar a voz de Jair Bolsonaro,(o programa da TV Cultura de São paulo chamado Programa da Poli se não me falha a memória)não devemos concordar com tal conduta temos sim que constranger esses reacionários com o discurso aberto e direto e assim revelar o quão ignorantes eles são,o mesmo se aplica ao debate de ideias acerca da liberação e descriminalização das drogas,o debate não é apologia ao uso de entorpecentes é preciso se informar minimamente antes de opinar...

  13. Isabela Postado em 03/Oct/2014 às 12:06

    Aécio não responde nada, meu deus. Fica apelando pra "senhora dona de casa", "o povo brasileiro não aguenta mais"... E não responde o sobre o aeroporto. E ainda tem gente que fala que ele "argumenta bem".

  14. Danila Postado em 03/Oct/2014 às 12:15

    Não consegui assistir nem o primeiro bloco por inteiro. Não gosto desse esquema de debate, porque incentiva o ataque ao adversário, em vez de a defesa de seu plano de governo. Definitivamente... desmoralizar o outro para conseguir crescer nas intensões de voto é deplorável. Foi mais um circo montado... incapaz de ajudar o eleitor na sua tomada de decisão.

  15. Douglas Postado em 03/Oct/2014 às 12:32

    Prezados debatedores do "debate": não acho que, depreciando ou demonstrando que um ou outro esteja errado seja o certo; acho sim muito louvável, que demonstremos que nossas idéias, contrárias ou não, talvez até um pouco semelhantes, sejam muito mais "apreciáveis ou condizentes " com determinadas situações, muito embora os "antagônicos" se por assim dizer, queiram ulular os erros alheios. Não consigo ver uma pessoa se dizendo pela paz, pelos direitos humanos e tantas coisas mais, se ufanando de "pseudas verdades, degladiando-se por direitos de um ou de outro; os direitos não seriam inerentes ao ser humano? então por que brigar ou ofender a outrem, quando na verdade, desculpem a expressão, NOSSO RABO AINDA NÃO PASSOU PELA PORTA?

  16. Luzimar Postado em 03/Oct/2014 às 12:46

    Faço das palavras da Danila, as minhas!!!

  17. Julio Postado em 03/Oct/2014 às 12:59

    Esse ano tá mais fácil saber em quem não votar do que em quem votar...

  18. Marcos Postado em 03/Oct/2014 às 13:59

    Essa Globo com politica ñ valem nada..naaaaaaaada

  19. JULIANA Postado em 03/Oct/2014 às 14:20

    APOLOGIA POR APOLOGIA, ALGUÉM QUE DEFENDE O PORTE DE ARMAS PARA CIVIS TAMBÉM ESTÁ FAZENDO APOLOGIA AO CRIME, À LUZ DA LEGISLAÇÃO ATUAL, OU NÃO?

  20. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 15:41

    "As pessoas deveriam analisar as questões pela seguinte perspectiva: tanto a união entre pessoas do mesmo sexo e o aborto, quanto a legalização das drogas são coisas extremamente banalizadas, e consequentemente inevitáveis, sob essa ótica. É muita hipocrisia da nossa sociedade achar que políticas proibicionistas são eficazes". Então tá ! vamos liberar o assalto que é corriqueiro na sociedade, vamos liberar a pistolagem que também é frequente. Podemos também liberar a corrupção, já que está todo o mundo fazendo e metendo a mão em coisa alheia vamos liberar de vez. Para que combater a violência contra a mulher com leis proibicionistas ? Vamos conversar, como a presidente sugeriu em relação a terroristas internacioanis. Agora voltando a seriedade dona Luana, em todo o lugar do mundo onde se liberou drogas e aborto o número saltou absurdamente. Veja o exemplo que citei da Holanda, que liberou drogas. Eles mandaram as prostitutas para guetos onde se juntaram traficantes do mercado ilegal de drogas. O resultado disso é que o país teve que rever as leis de drogas e fez restrições.

  21. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 15:42

    "As pessoas deveriam analisar as questões pela seguinte perspectiva: tanto a união entre pessoas do mesmo sexo e o aborto, quanto a legalização das drogas são coisas extremamente banalizadas, e consequentemente inevitáveis, sob essa ótica. É muita hipocrisia da nossa sociedade achar que políticas proibicionistas são eficazes". Então tá bom ! vamos liberar o assalto que é corriqueiro na sociedade, vamos liberar a pistolagem que também é frequente. Podemos também liberar a corrupção, já que está todo o mundo fazendo e metendo a mão em coisa alheia vamos liberar de vez. Para que combater a violência contra a mulher com leis proibicionistas ? Vamos conversar, como a presidente sugeriu em relação a terroristas internacioanis. Agora voltando a seriedade dona Luana, em todo o lugar do mundo onde se liberou drogas e aborto o número saltou absurdamente. Veja o exemplo que citei da Holanda, que liberou drogas. Eles mandaram as prostitutas para guetos onde se juntaram traficantes do mercado ilegal de drogas. O resultado disso é que o país teve que rever as leis de drogas e fez restrições.

  22. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 15:50

    "Você é contra a legalização das droga e do aborto. Bom. Mas que diferença isso faz? Eles se tornam menos banais por isso?". Quem não quer o debate público é o pessoal da extrema esquerda. movimentos como feministas, comunistas , louqistas e etc. Nós que somos as ruínas do que sobrou da direita no Brasil queremos o debate, porém exigimos o mesmo espaço na mídia, que a esquerda ja tomou conta faz tempo, para expormos nosso ponto de vista e apresentar soluções menos simplistas e mais humanas. Você dona Luana quer o simplismo, ou : "Libera!!!! ta todo o mundo fazendo mesmo". Nós acreditamos que existe saída melhor que simplesmente massacrar uma vida humana intrauterina e acreditamos que exista prazeres melhores do que um cigarro de maconha ou outra porcaria qualquer.

    • Luana Postado em 03/Oct/2014 às 21:25

      Você está fazendo referencias a coisas que sequer cheguei a mencionar. Fui suficientemente específica quando me referi ao casamento igualitário e a legalização das drogas (unicamente a maconha, perdoe-me não tê-la mencionado). Assalto, pistolagem? Certamente fez menção ao comentário errado, querido. Lamento o fato de ter se perdido tanto em meio a sua prolixão! As pessoas aqui têm um déficit de falta de interpretação gravíssimo, mania idiota de distorcer as ideias, ou interpretá-las da maneira com a qual mais lhe convém. Enfim. Acho um absurdo o fato da sociedade intervir em uma questão que diz respeito, unicamente, ao próprio corpo e consciência das mulheres (esquecemos os paradigmas religiosos, culturais, etc). Enfim. Eu, particularmente,sou a favor da legalização do aborto, o uso da maconha, eutanásia, o casamento igualitário, e por aí vai. Espero que minhas convicções pessoais não tenham ferido a moral de ninguém. Você tem o direito de escolher seus representante, Sr. Pereira, isso é indiscutível. Confesso que fiquei enojada com seu comentário, tão qual ou tanto quanto ao daquele senhor que o representa.

  23. Pereira Postado em 03/Oct/2014 às 15:54

    Posso dar uma dica de vídeo palestra : Procure a palestra da Dra. fernanda takitani. Veja como fundações multibilionárias manejam essas questões pelo mundo.

  24. Sêneca Postado em 03/Oct/2014 às 21:17

    Só queria que publicassem meus três comentários feitos a duas horas.