Redação Pragmatismo
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EUA 25/Aug/2014 às 16:30
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A última carta de James Foley

Familiares de James Foley, o jornalista norte-americano decapitado por integrantes do Estado Islâmico, divulgaram carta póstuma nas redes sociais

james foley eua carta
James Foley foi executado pelo Estado Islâmico (divulgação)

“Eu sei que vocês estão pensando em mim e rezando por mim. E eu sou muito grato. Sinto todos vocês de forma especial quando rezo. Eu rezo para vocês serem fortes e acreditarem. Eu realmente sinto que eu posso tocá-los mesmo nessa escuridão quando rezo”. Essas foram as últimas palavras do jornalista James Foley decapitado por integrantes do grupo Estado Islâmico na última semana.

A carta foi divulgada nesta segunda-feira (25/08) pelos pais de Foley na página “Find James Foley” no Facebook. A carta foi ditada a um colega que seria libertado, já que as correspondências dos prisioneiros eram confiscadas pelo grupo.

VEJA TAMBÉM: A luta dos EUA contra um monstro que eles mesmos criaram

James conta como passava os dias no cativeiro. “Dezoito de nós estamos juntos em uma cela, o que tem me ajudado. Temos longas conversas sobre filmes, curiosidades e esportes. Jogamos jogos feitos com resíduos que encontrados na cela (…). Jogamos e nos ensinamos mutuamente para que o tempo passe. Isso tem sido de grande ajuda. Repetimos histórias e rimos para quebrar a tensão” contou.

Na sequência, ele lembra de vários parentes e amigos e encerra: “Grammy, por favor tome seus remédios, faça caminhadas e continue dançando. Eu quero te levar para Margarita quando voltar para casa. Seja forte porque eu vou precisar de ajuda para recuperar minha vida”.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 25/Aug/2014 às 19:21

    Eu fico imaginando a agonia do cara momento antes de ser executado, sabendo que não tem pra onde fugir nem como se defender. Coitado

  2. eu daqui Postado em 26/Aug/2014 às 14:17

    Eu também me sinto solidária. Mas aqui nesse site alguns acharam feio eu me sensibilizar com o assassinato de um estadunidense. E depois não querem ser chamados de nazipseudoesquerdistas.