Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 22/Aug/2014 às 14:41
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Neca ou Marina para a Presidência?

Neca Setúbal, banqueira do Itaú, já fala em nome de Marina Silva e prometeu medidas como a autonomia do Banco Central e a redução das metas de inflação

marina silva neca setúbal
Marina Silva e Neca Setúbal (Pragmatismo Político)

Madrinha de Marina Silva, Maria Alice Setubal, a Neca, coordenadora do programa de governo do PSB, minimiza a falta de experiência da candidata e sinaliza aproximação com o mercado.

Em entrevista à Folha, a banqueira fala em nome de Marina afirma que a presidenciável manterá os compromissos feitos anteriormente por Eduardo Campos a respeito de conceder autonomia formal, por lei, ao Banco Central. Diz que, ao longo da campanha, mais economistas “estarão se aproximando”.

Abaixo, a análise do jornalista Paulo Moreira Leite sobre a participação de Neca Setúbal na candidatura de Marina Silva.

Paulo Moreira Leite

Na década de 1960, quando o embaixador norte-americano Lincoln Gordon dava seguidas e constrangedoras demonstrações de poder junto aos generais que tentavam dar a impressão de mandar no Brasil após o golpe militar, o jornalista Paulo Francis cunhou uma frase que ficou famosa: “chega de intermediários. Lincoln Gordon para presidente.”

Sessenta anos se passaram e o Brasil mudou bastante desde então. Morto em 1997, o próprio Paulo Francis tornou-se um barítono da direita brasileira, servindo de mestre para um conservadorismo que não conseguia renovar-se por si próprio.

O país se democratizou, os brasileiros fizeram uma constituição democrática e, dentro de poucas semanas, irão votar para presidente pela sétima vez consecutiva, em ambiente de paz e plena liberdade de expressão — isso nunca aconteceu na república brasileira, em período algum.

Com um histórico de desigualdade e exclusão, na última década o país conseguiu avanços memoráveis na luta contra a pobreza, por uma melhor distribuição de renda. É inegável.

Mas nem tudo se modificou, como mostra Fernando Rodrigues, na Folha de hoje.

A entrevista de Maria Alice Setúbal, a herdeira do Itaú, que, manda a tradição aristocrática brasileira, prefere ser tratada em público como Neca, apelido familiar, é um assombro.

Educadora, por profissão, Neca é, também, bilionária por herança. É uma conversa sem rodeios nem inibições. Desde a confirmação da candidatura Marina, a herdeira do Itaú foi confirmada como coordenadora do programa de governo.

Lembra de Antonio Palocci, que teve um papel essencial na estruturação do governo Lula, depois da vitória de 2002, inclusive com a Carta ao Povo Brasileiro? Seu lugar no organograma era o mesmo. Imagine o poder de Neca.

Maria Alice fala do ponto mais importante: autonomia do Banco Central, medida que, nós sabemos, concentra o ponto fundamental da campanha de 2014 — permitir ao sistema financeiro recuperar o controle absoluto da política econômica, definindo a taxa de juros conforme análises e projeções de instituições privadas que atuam no mercado.

Nós sabemos que, hoje, o governo Dilma procura manter a inflação sob controle e tem obtido vitórias importantes — há quatro meses os preços estão em tendência de queda e as projeções indicam um movimento semelhante no próximo levantamento. Apesar disso, o governo não abre mão de proteger os salários e de tomar toda medida a seu alcance para manter o desemprego, em seu mais baixo nível da história. Isso só é possível porque, mesmo sem dar ordens ao Banco Central, a presidência da República tem o poder de indicar e demitir seu presidente.

A autonomia do BC é a senha para se mudar isso. Em vez de deixar a política econômica em mãos de tecnocratas que respondem a uma autoridade eleita, o que se quer é dar independência aos diretores do banco, que passam a ter mandato e assim por diante. Independência de quem? Das autoridades que de uma forma ou outra expressam a soberania popular.

Eduardo Campos já havia se declarado a favor da autonomia do BC, postura que causou espanto nos aliados que recordavam a herança do avô Miguel Arraes. Marina disse na época que não era favorável. Parecia resistir. “Enfim”, concordou, explica Maria Alice, esclarecendo que se quer definir o assunto em lei.

Criado pela ditadura militar, o Banco Central brasileiro guarda uma peculiaridade em comparação com originais estrangeiros. O Federal Reserve Americano, por exemplo, tem o dever de defender a moeda do país — e o emprego dos cidadãos. Essa missão com duas finalidades está lá, em mármore, na porta da instituição. No Brasil, não há referência ao emprego. Outros tempos, outros governos. Entendeu, né?

A coordenadora Maria Alice não é uma eleitora qualquer, cujo voto representará 1/100 milhões na eleição. O Itaú é um gigante com US$ 468 bilhões de ativos em 2013. É um número respeitável por qualquer padrão, inclusive internacional. Numa lista com os 15 maiores bancos dos Estados Unidos, o Itau fica a frente de nove em ativos. Mas não é só.
Se você comparar a rentabilidade sobre o patrimônio, o banco da coordenadora da campanha de Marina supera mesmo os maiores bancos da maior economia do planeta. Diz a consultoria Econométrica que em 2013, o Itaú teve um rendimento da ordem de 16,70% sobre o patrimônio, algo perto de US$ 70 bilhões, só no ano.

Só para você ter uma ideia, o US Bancorp, mais lucrativo banco dos Estados Unidos, teve uma rentabilidade de 15,48%. Os maiores bancos dos EUA estão longe de exibir um desempenho comparável ao Itaú, no entanto.O Morgan, com um patrimônio mais de quatro vezes maior do que o Itau, teve um rendimento 50% menor, em termos relativos. O rendimento do Citi, três vezes maior, teve um rendimento de equivalente a um quatro daquele auferido pelo Itau, em termos proporcionais.

O Itau não é o único banco brasileiro nessa posição. Bradesco e Banco do Brasil sobrevivem em ambiente muito parecido. A diferença é que os concorrentes não colocaram uma herdeira no comando de uma campanha presidencial, o que dá um grau de proximidade particularmente perigosa.

O Banco Central que a coordenadora Maria Alice quer autônomo já define, hoje, a taxa básica de juros e isso explica a força do setor financeiro no país. Caso essa situação seja colocada em lei, a situação ficará ainda pior.

Protegidos por uma taxa de juros que já foi muito mais alta no governo de Fernando Henrique Cardoso, mas segue uma das maiores do mundo, os bancos crescem e engordam recebendo rendimentos pelos títulos do governo. Com os lucros do rentismo, os bancos não tem necessidade de emprestar ao empresário nem ao consumidor, atividade que está na razão de sua existência, no mundo inteiro. A taxa média anual de juros nos empréstimos bancários, em 2013, foi de 27,3% no Brasil. Uma barbaridade. Só em Madagascar (60) e Malawi (46%) esse ganho foi maior. No Canadá ficou em 3%. Na China, em 6%. Na Italia, em 5,1% e na Suíça, 2,6%. Nos Estados Unidos, ficou em 3,2%, ou oito vezes menor do que no Brasil. Na Inglaterra, ficou em 0,50%, mais quarenta vezes menor.

Dá para entender, assim, a desenvoltura de Maria Alice Setubal.

Pode parecer arrogância, mas não é isso. É pura expressão de uma realidade política profunda. Alguém reclamava na França do Século XVII quando o Rei Sol dizia que “o Estado sou eu?” Era natural, vamos combinar.

Sem demonstrar inibições maiores, a herdeira do Itau faz críticas diretas ao estilo de Dilma Rousseff. Avançando num argumento que reúne varias camadas de preconceito, nem sempre invisíveis, falou que a presidente exerce uma “liderança masculina.” Vinte e quatro horas depois que a candidatura de Marina provocou a saída de dirigentes históricos do PSB da campanha, ela achou conveniente definir Dilma como “desagregadora”.

Marina trouxe uma representante do 1% do PIB mundial para o comando de sua campanha.

É aquela turma que atua por cima dos estados nacionais e tem ligações frágeis com as respectivas populações porque seu horizonte é o mercado global. Como se aprende com o Premio Nobel Joseph Stiglitz, são esses interesses que impedem uma recuperação firme após a crise de 2009. O povo foi a rua em várias versões de ocupação e nada acontece. O 1% não quer e não deixa.

As grandes instituições financeiras seguem dando as cartas do jogo, mesmo depois de suprimir 60 milhões de empregos e destruir o futuro de várias gerações de trabalhadores.

O que a turma de 1% quer é eliminar o Estado de Bem-Estar Social aonde existe, ou impedir seu crescimento, ande está para ser construído. Isso porque ele funciona como uma garantia contra a reconcentração de renda e preservação dos direitos democráticos, que nem sempre comovem os mercados. Em alguns países do mundo, a força destruidora da crise não fez seu trabalho. Um deles é o Brasil, onde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a tomar medidas que criariam uma Grécia infeliz e sem futuro na América do Sul. Vem daí a campanha de ódio contra seu governo e contra sua sucessora.

É isso e apenas isso.

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Comentários

  1. poliana Postado em 22/Aug/2014 às 14:46

    "BANQUEIRA do Itaú, já FALA EM NOME DE MARINA SILVA"!!!! bem, parei de ler a partir dessa informação! não, muito obrigada! continuarei fiel a dilma e ao pt!!! sem mais!!!

  2. Lopes Postado em 22/Aug/2014 às 14:56

    Nunca vi banqueiro socialista!

    • raphael_subversivo Postado em 25/Aug/2014 às 07:58

      banqueiro ganhar dinheiro com um goeverno verdadeiramente socialista? vish, esse fumou uma pedra da boa....

    • rafa Postado em 26/Aug/2014 às 01:16

      qem t contou foi o will bonner?

  3. Bernardo Alcantara Postado em 22/Aug/2014 às 16:56

    Todos os candidatos tem lobby,mas vocês fazem parecer que o da Marina é o pior de todos.Vale lembrar que o governo Dilma financia obras no exterior com dinheiro público pra gerar dinheiro para as empresas brasileiras,fora a Copa do Mundo que trouxe mais vantagens paras as empreiteiras do que para a população em si.Se for para argumentar assim,que façam isso com todos os candidatos a presidência.

  4. Onda Vermelha Postado em 22/Aug/2014 às 21:29

    Hehehe! Caraca PML rasgou! Detonou a “fadinha da floresta”! A Marina tem CHEIRO DE DERROTA! Mas não deve ser subestimada! Afinal, tem muito “maluco beleza” por aí que ainda acredita naquele discurso empolado dela. Ela não é nenhuma "santa", e qualquer cidadão mais atento, mais cedo ou mais tarde irá perceber isso. A ambição de ser presidente subiu-lhe a cabeça faz tempo. Acho que como integrante da Assembleia de Deus ela se julga "a predestinada" quem sabe por um “ser superior”! Muita messiânica pra meu gosto. E é um perigo esse “voluntarismo” para um país tão complexo como o nosso! Não se esqueçam! Vivemos num Estado laico e ela defende o criacionismo (crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural), ou seja, não acredita na clássica Teoria da Evolução das Espécies do cientista Charles Darwin. E certamente, possui restrições, ou no mínimo posições ambíguas quanto ao reconhecimento dos direitos civis de casais homoafetivos ou pesquisas com células tronco. E já chegou ao cúmulo de defender o deputado Marcos Feliciano(PSC) dizendo que ele era criticado por ser evangélico. Quando, na verdade, ele era criticado por suas posições retrógradas e pelas barbaridades que proferiu contra minorias já tão discriminadas. Se isso não bastasse, os assessores de Maria Silva, os economistas Eduardo Gianetti da Fonseca, André Lara Rezende, tem propostas quase idênticas a dos tucanos, ou seja, pregam abertamente o arrocho salarial e o desemprego como fórmula para “reduzir a inflação”. Eu mesmo o assisti o Gianetti na GloboNews dia desses discorrendo sobre isso. Não há como negar que existe sim uma associação entre Marina e alguns setores conservadores de direita. Não por outra razão a mídia está tão assanhada para o lado dela. E ela já fez acenos ao “Deus Mercado” que “soam como música” pra essa gente por um Banco Central “independente”. Já vimos esse filme antes e ele não terminou bem: deu em crise econômica, política e impeachment. Lembram? Sem novas “aventuras” pessoal! Estou com Dilma e não abro! Olha Marinômetro aí! Veja em http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/150823/UERJ-Marina-%C3%A9-'queridinha'-da-m%C3%ADdia.htm

  5. Souza Postado em 23/Aug/2014 às 12:22

    No 12º parágrafo, "Apesar disso, o governo não abre mão de proteger os salários e de tomar toda medida a seu alcance para manter o 'emprego', em seu mais baixo nível da história. Isso só é possível porque, mesmo sem dar ordens ao Banco Central, a presidência da República tem o poder de indicar e demitir seu presidente". Não seria, " manter o 'desemprego', em seu mais baixo nível da história"? Abraço

  6. Onda Vermelha Postado em 23/Aug/2014 às 13:49

    Hehehe! Caraca! Quase todo o PIG já tá detonando a “fadinha da floresta”, hein?! E a “lua de mel” entre o PIG e a "papa de defunto" (papou o Xico Mendes e o Eduardo Campos) mal tinha começado. A Marina Silva, como ela mesmo diz, tem CHEIRO DE DERROTA! Mas não deve ser subestimada! Afinal, tem muito “maluco beleza” por aí que ainda acredita naquele discurso vago e pomposo dela. Embora seja difícil encontrar um cidadão que saiba decifrar o que ela diz. Marina é a própria “negação” da política enquanto “arte de solução de conflitos” numa sociedade que se quer civilizada, mas bem lá no fundo d’alma todos sabemos que, por mais que nos provoque “asco” e “revolta”, sem a política com “P” maiúsculo não há solução à vista que agrade e harmonize a todos. Fora disso é a barbárie ou ditadura! É o que nos ensina a Ciência Política. Então, tô fora de “soluções heterodoxas” ou “nova política”! Ela não é nenhuma "santa", e qualquer cidadão mais sensato e atento, mais cedo ou mais tarde irá perceber isso. A ambição de ser presidente subiu-lhe a cabeça faz tempo. Acho que como integrante da Assembleia de Deus ela se julga "a predestinada", quem sabe, por um “ser superior”! Muita messiânica pra meu gosto. E pelo que observo para o gosto de muita gente boa também. E é um perigo esse “voluntarismo” dela para um país tão complexo como o nosso! Não se esqueçam! Vivemos num Estado laico e ela defende o criacionismo (crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural), ou seja, não acredita na clássica Teoria da Evolução das Espécies do cientista Charles Darwin. E certamente, possui restrições, ou no mínimo posições ambíguas quanto ao reconhecimento dos direitos civis de casais homoafetivos e/ou pesquisas com células tronco. Obscurantismo à vista? E já chegou ao cúmulo de defender publicamente o deputado Marcos Feliciano(PSC) dizendo que ele era criticado por ser evangélico. Quando, na verdade, ele era criticado por suas posições retrógradas e pelas barbaridades que proferiu contra minorias já tão discriminadas em nosso país. Se isso não bastasse, os assessores de Maria Silva, os economistas Eduardo Gianetti da Fonseca, André Lara Rezende, tem propostas quase idênticas a dos tucanos, ou seja, pregam abertamente o arrocho salarial e o desemprego como fórmula para “reduzir a inflação” e o “consumo das famílias”. Eu mesmo o assisti o Gianetti na GloboNews dia desses discorrendo sobre isso. O termo “quase” empregado aqui não é por mero acaso, mas sim porque esses caras defendem a tal “sustentabilidade” através da redução, pasmem, de nosso “consumismo”. Seja lá o que isso signifique, confesso que não gostei. Isso só valeria pros “do andar debaixo”? E os da “casa grande”? Arrocho à vista? Não há como negar que existe sim uma associação entre Marina e alguns setores conservadores de direita. Não por outra razão uma parcela da mídia, inicialmente, se mostrou tão assanhada para o lado dela. Existe também uma clara tentativa de inflá-la para “forçar” um segundo turno que leve o AécioPorto a ter uma nova chance de vitória sobre a Dilma. O risco agora, dizem, é terem exagerado na dose e ele próprio ficar de fora! E a Marina já fez acenos ao “Deus Mercado” que “soam como música” pra essa gente, se comprometendo com um Banco Central “independente”. Na “sua” campanha quem detém o “cargo estratégico” de coordenação de seu programa de governo NÃO é o PSB, ou o que restou dele, que “ainda” lhe serve de “barriga de aluguel”, mas ninguém menos do que a Maria Alice "Neca" Setúbal, acionista e herdeira do Itaú, umas das maiores e mais lucrativas instituições privadas do país e financiadora de sua campanha. E que DEVE ao Leão da Receita Federal, e SE RECUSA A PAGAR, a bagatela de R$ 18 bilhões de reais! Num ÚNICO PROCESSO! Que fique claro! Existem outras autuações na fila! Uma “raposa felpuda” no galinheiro? Por último, e não menos GRAVE, ela quando Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, atuou de forma “fundamentalista” para inviabilizar as licenças ambientais que permitiram a construção das Usinas do Rio Madeira, Girau e Santo Antônio, e de Belo Monte. Razão de sua saída do PT e do Governo, e sabemos hoje, de sérios embates com a então Ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, empenhada em nos livrar de um novo “Apagão”, tal como em 2001 na final da desastrosa Era FHC, e depois indicada por Lula como candidata a Presidência da República. E nos primeiros dois casos, veja você, atuava “em defesa” dos bagres! Isso mesmo, os peixes! Imaginem, agora, se com essa longa estiagem não contássemos com essas usinas. Sei que uma delas, se não me engano é Girau, já está em funcionamento nos fornecendo energia, porque por lá choveu muito chegando a interromper a estrada entre Rondônia e o Acre. Mas os “bagres” continuam lá e, agora, as usinas também! Pessoal! Já vimos esse filme antes, e ele não terminou nada bem: deu em confisco de poupança, crise econômica, crise política e impeachment. Nesta ordem! Collor e seu nanico e extinto PRN(Partido da Reconstrução Nacional), PC Farias e a Zélia Cardoso de Mello que o digam! Lembram? Sem novas “aventuras” ou “saltos no escuro”, por favor! Ok? Estou com Dilma e não abro! Olha o Marinômetro da UERJ aí! Veja em http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/150823/UERJ-Marina-%C3%A9-'queridinha'-da-m%C3%ADdia.htm

  7. Henriqur Postado em 24/Aug/2014 às 11:06

    Curioso é o fato de o banco representado por tal pessoa obter uma rentabilidade anual tão relevante há vários anos... Isso em um ambiente econômico altamente favorável ao povo, que sob a bandeira do atual partido do governo só vem promovendo ganhos para os trabalhadores. Afinal a presidente em exercício só reduziu a taxa selic (ou não?)... Mas certamente no governo anterior os bancos não lucraram tanto, já que aquele sim era um governo voltado para o povo e não para os banqueiros (será?) . Lamento que as pessoas acreditem ou se deixem manipular ao ponto de pensarem que nos últimos doze anos o mercado financeiro teve dificuldades... Não importa quem for eleito. Atualmente, e nos governos que vieram antes os bancos ganhavam tanto quanto ganharão nos próximos quatro anos, independente da eleição de xyz. O problema é que ngm vai falar disso abertamente. Afinal é mais fácil dizer que será pior se mudar, manipular quem não consegue obter informações independentes e objetivas. Afinal num país de pleno emprego (já que desempregado é só quem procura emprego e não acha) e com taxa de analfabetismo próxima a zero (ainda que a de analfabetismo funcional seja exponencial) manipular notícias e se travestir de independente é mais fácil. E aos rancorosos de plantão, trabalho em banco e não compareço as urnas. Só acho divertido essa campanha aberta com verniz de mídia livre/independente

  8. Chico Pinedo Postado em 24/Aug/2014 às 21:25

    Como se as empreiteiras não tivessem uma forte influência sobre os governos do PT... Não sejam hipócritas: governo sem influência de empresários, só em Cuba e Coréia do Norte. Até na China esta também já e uma verdade...

    • rafa Postado em 26/Aug/2014 às 01:20

      mas o pt doma as empreiteiras ate o ponto q consegue. ja marina nao tem essa manha: sucumbiria aos interesses das empreiteiras. ideais sao mesmo cuba e coreia, mas mundializadas. o will bonner nao t contou? ele falou mal, foi? disse q era ruim lá? ja foi?

  9. Julio Postado em 27/Aug/2014 às 13:38

    nao sei pra que tanto mimimi. o henrique meireles psdb já presidiu o bc na gestão do pt, e aí, pra que tanto alarde e crucificar tanto? esse site é tão parcial quanto a revista veja, só que em direções opostas.