Redação Pragmatismo
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Geral 25/Aug/2014 às 17:45
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Assassino de jornalista dos EUA seria um rapper britânico

Conheça o rapper britânico que virou jihadista e é o principal suspeito de ter decapitado o jornalista americano James Foley

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Abdel-Majed Abdel Bary é suspeito de assassinar James Foley (Pragmatismo Político)

Um ex-rapper lutando com o Estado Islâmico na Síria é um dos jihadistas britânicos sob investigação após a decapitação de James Foley.

Abdel-Majed Abdel Bary, 24, era conhecido como L Jinny ou Lyricist Jinn em Londres, onde tinha uma ascendente carreira musical. Apareceu em vídeos e teve seus singles tocados na BBC Radio em 2012.

Ele foi notícia no início deste ano quando postou uma foto segurando uma cabeça decepada no Twitter depois de reaparecer na Síria.

A imagem terrível, que se acredita ter sido tomada no reduto do EI em Raqqa, continha a legenda: “Curtindo com meu mano ou o que sobrou dele.”

VEJA TAMBÉM: EUA financiaram Estado Islâmico e agora querem dizimá-los

Bary teria viajado para aquele país no ano passado a partir de Maida Vale, no oeste de Londres, onde ele morava com a mãe e cinco irmãos.

Seu pai Adel Abdul Bary, um refugiado egípcio tido como um dos principais tenentes de Osama Bin Laden, foi extraditado da Grã-Bretanha para os Estados Unidos sob a acusação de terrorismo em 2012 por seus suposto envolvimento no bombardeio de duas embaixadas americanas no leste da África em 1998.

Sua família é frequentemente mencionada nos raps que ainda estão circulando na internet entre muitas pessoas que não sabem da transformação de L Jinny e elogiam suas letras.

No início de canções colocadas on-line em 2012, Bary faz referência ao uso de drogas, violência e a vida em um conjunto habitacional e fala sobre a ameaça de sua família ser deportada para o Egito.

“É difícil progredir para o futuro com um passado prejudicado, mas ainda tento pedir minhas bênçãos e agradecer Alá”, ele cantou em 2012.

“Estou tentando mudar meu jeito, mas não há sangue em minhas mãos e eu não posso mudar a minha maneira até que haja fundos no banco.”

“Eu não consigo diferenciar os anjos dos demônios, e meu coração está se desintegrando. Eu não tenho sentimentos normais.”

“Apesar de a minha vida ser abençoada, ainda não consigo encontrar descanso.”

Nas músicas mais recentes, aparentes referências à cannabis (“enrole e veja as folhas pegarem fogo”) são substituídas por discursos inflamados contra as pessoas que optam por gastar seu dinheiro em bebidas, boates e nas drogas em vez de alimentar as suas famílias.

O vídeo mais recente, postado no YouTube em março deste ano, é chamado “The Beginning”.

“Dá-me o orgulho e a honra de meu pai, eu juro que o dia em que eles vieram e levaram meu pai, eu poderia ter matado um policial ou dois”, canta Bary.

“Imagine, então eu tinha apenas 6 anos, imagine o que eu faria agora com uma arma carregada. Eu estou desejando que você estivesse morto, violando os meus irmãos. Eu estou enchendo você de chumbo.”

O atual paradeiro de Bary na Síria não é conhecido e sua conta no Twitter com o nome @ItsLJinny “Terrorista” foi desativada.

Posts anteriores mencionam Abu Hussein al Britani, um colega do Estado Ismâmico que publicou fotos no Twitter com armas na Síria.

Ele e Abu Abdullah al-Britani foram vistos dando dicas de viagem para aspirantes a jihadistas on-line no início deste ano.

O jornal The Sun afirmou que o trio de jihadistas britânicos era conhecido como “The Beatles”, incluindo o homem conhecido como “John” que decapitou o jornalista americano Foley.

Um especialista em som que comparou as imagens do assassinato brutal com as canções de rap de Bary disse ao jornal que havia uma “grande semelhança” entre as vozes.

Acredita-se que a polícia esteja preparando uma série de buscas em várias casas na Grã-Bretanha nos esforços para rastrear “jihadi John”, mas um porta-voz da Unidade Contra o Terrorismo da Scotland Yard não confirmou as identidades dos suspeitos.

Lizzy Dearden, The Independent

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 25/Aug/2014 às 18:33

    Lol essas letras são idênticas que esse funkeiros cantam. É só subir numa dessas favelas do morro carioca que é capaz de encontrar uma nova jihad.

  2. Carlos Postado em 25/Aug/2014 às 20:35

    Nunca vi um rapper que não fosse violento ou que prestava, ouvi dizer que existem alguns.

    • Gabriel Gabo Postado em 26/Aug/2014 às 09:41

      Eu ouvi dizer que todo Carlos gosta de transar de costas, é verdade?

      • taciane Postado em 27/Aug/2014 às 14:36

        kkkkkkkkkkkk

  3. gabriel Postado em 25/Aug/2014 às 20:36

    Imigrantes, inicialmente são coitados depois geralmente os problemas começam a aparecer.

  4. Edilson CRC Postado em 26/Aug/2014 às 10:29

    Carlos POSTADO EM 25/AUG/2014 ÀS 20:35 Nunca vi um rapper que não fosse violento ou que prestava, ouvi dizer que existem alguns. Comentário no mínimo preconceituoso, pesquise e tenho certeza de que vai encontrar.

  5. Maurício Ruiz Postado em 27/Aug/2014 às 12:32

    O Rap quando real, fala de uma realidade que muitos não querem enxergar um bom exemplo disso é o Facção Central aqui de São Paulo...