Redação Pragmatismo
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Copa do Mundo 08/Jul/2014 às 08:30
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Cinco motivos para acreditar que o Brasil pode vencer a Alemanha

Brasil x Alemanha: dá para acreditar? Conheça cinco milagres operados por Felipão, em disputas que deixaram de fora competidores de respeito

Se você já colocou sobre a mesa da sala o conhaque e o disco de Maysa Matarazzo para encarar a fossa antes mesmo da parada dura, duríssima, contra a Alemanha, hoje, no Mineirão, um alento. Na verdade, cinco. Entre todos os semifinalistas da Copa de 2014, ninguém já superou tanta morte anunciada como o técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari.

Desde que venceu a Copa do Brasil de 1991 com o modesto Criciúma, o destino do treinador, de seus comandados e torcedores, é sofrer. Gremistas e palmeirenses que o digam: não houve título em que o treinador gaúcho não teve de buscar forças na bacia das almas para descascar todo tipo de abacaxi, de expulsões desesperantes a apendicites de última hora.

Acredite: encontrar no elenco atual um substituto para Neymar, craque do time e destaque do Mundial, vai ser ficha para quem já dependeu de Betinho, Zé Afonso, Jairo Lenzi e Zé Alcino.

Veja também: Os memes mais criativos e engraçados da Copa do Mundo

Abaixo, uma lista de cinco milagres operados por Felipão, em uma disputa que deixou de fora competidores de respeito (como duas das maiores vitórias da história do Palmeiras: os 4 a 2 sobre o Flamengo, na Copa do Brasil de 1999, e os 3 a 2 e a disputa de pênaltis sobre o Corinthians, na Libertadores de 2000). Relembre. Reze. E confie.

Motivo 1. Alexandre, Sarandi, Vilmar, Altair e Ita; Roberto Cavalo, Gélson, Grizzo, depois Vanderlei; Zé Roberto, Soares e Jairo Lenzi. Era o que tinha para colocar em campo contra o Grêmio de Dino Sani na final da Copa do Brasil de 1991. Deu certo: com dois empates nas decisões, o Criciúma do técnico Luiz Felipe Scolari se consagrou campeão com uma campanha invicta após superar equipes como Atlético Mineiro, Goiás e Remo. Foi o primeiro título nacional da história do futebol catarinense, o primeiro de muitos que colocariam o treinador gaúcho no centro da história do futebol mundial. Era motivo suficiente para a torcida engrossar o coro do “imagina na Copa”.

Motivo 2. Se você acha dureza escalar Fred, Hulk e Oscar é porque nunca teve Zé Alcino e Zé Afonso dentro da área. Pois foi a dupla que Felipão levou a campo para enfrentar, nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1996, o milionário Palmeiras da Parmalat – e também de Luizão, Rincón e Djalminha, simplesmente o melhor jogador daquela temporada. O Grêmio teve de se virar sem seu principal atacante, Paulo Nunes, expulso no jogo de ida, em Porto Alegre. Resultado: 3 a 1 em casa e 1 a 0 para os paulistas em São Paulo. O time abriu assim a porteira rumo ao título daquele ano, e provou ser capaz de sobreviver sem a dupla Jardel e Paulo Nunes, que fizera história (e picara o mesmo e não menos milionário Palmeiras no ano anterior) ao conquistar a Libertadores da América com uma base formada por Darlei, Dinho, Luiz Carlos Goiano, Rivarola e outros bichos de casca-grossa.

Motivo 3. O Brasil ainda não havia conquistado os torcedores quando encontrou a favorita Inglaterra, de Beckham e Owen, nas quartas-de-final da Copa de 2002. Os ingleses saíram na frente, com Owen, após uma bobeada inacreditável do zagueiro Lúcio, mas tomaram a virada com um gol cirúrgico de Rivaldo e uma falta espírita de Ronaldinho, que logo seria expulso e obrigaria a equipe a se segurar como dava. A eminência do desastre anunciado uniu o time como nunca até então. Com um a menos, a equipe de Ronaldo e Rivaldo – e também de Kleberson, Edmílson e Roque Jr. – colocou os rivais na roda e assegurou o resultado com autoridade, decolando naquele dia rumo ao pentacampeonato.

Motivo 4. De novo, a Inglaterra. De novo nas quartas-de-final. De novo como favorita, de novo com Beckham e Owen, e também com Lampard, Ferdinand e Rooney. Desta vez como comandante da seleção de Portugal, Felipão viu a equipe empatar por 1 a 1 no tempo normal e levar a partida para a prorrogação. No tempo extra, um gol para cada lado, e nova decisão nos pênaltis no currículo de Felipão. Dessa vez o anjo salvador foi um goleiro sem luvas, Ricardo, que defendeu o chute de Darius Vassel e colocou Portugal a uma cobrança das semifinais. A cobrança foi dele mesmo, Ricardo, que bateu forte, no canto, e colocou a equipe nas seminfinais e na história do futebol europeu. Placar final: Portugal 2 (6) x 2 (5) Inglaterra.

Motivo 5. Você já viu essa história antes (ou melhor: já viu essa historia depois). O zagueiro e líder da equipe, suspenso, fica de fora da partida decisiva e o melhor jogador é cortado das duas partidas finais por lesão. O Palmeiras foi a campo para enfrentar o Coritiba, na final da Copa do Brasil de 2012, com um catado de última hora. Henrique, expulso injustamente na semi, contra o Grêmio, não jogaria. Como se não bastasse, na manhã do duelo chegou a notícia de que o atacante Barcos, destaque do time na temporada, estava fora das finais devido a uma crise de apendicite. Eles engrossavam uma lista de desfalques que já contava com Wesley, que passou por uma cirurgia no joelho após ser contratado a peso de ouro semanas antes, Luan, Román e Vinícius. Do outro lado estava o favorito Coritiba, vice-campeão do mesmo torneio no ano anterior, quando despachou os paulistas com um doloroso 6 a 0 no Couto Pereira, e que estava mais “arrumadinho” do que nunca (daquela equipe sairiam o craque, Everton Ribeiro, e o treinador, Marcelo Oliveira, do campeão brasileiro do ano seguinte, o Cruzeiro). O Palmeiras jogou boa parte do primeiro jogo sem Valdívia, expulso após um lance bobo no meio-de-campo. Ainda assim deu Palmeiras: 2 a 0 em casa e 1 a 1 em Curitiba, com gol de um iluminado Betinho, substituto do ídolo Barcos que errou tudo nos jogos, menos o lance salvador. Foi uma jarra de leite tirada por Felipão em meio a uma pedreira chamada Palmeiras.

Matheus Pichonelli, CartaCapital

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Comentários

  1. Ze Jose Postado em 08/Jul/2014 às 17:48

    5 Motivos! Resultado só do primeiro tempo.

  2. Patricia Postado em 08/Jul/2014 às 18:22

    Este 1º tempo foi da Seleção da TPM, dos Metrossexuais e até da tristeza , mas sobretudo da REMOÇÃO CLÌNICA da TESTOSTERONA por parte da PSICOLOGA que engalobou aé o Felipão!! Sou Psicóloga, sou eminentemente pro-feminismo mas gosto muito dos meninos e da virilidade masculina, , mas essa mulher deu uma bela castrada coletiva nesse time todo e o deixou tão comportado e passivo como um bando de moçoilas casadoiras... que pena. Que blefe, que desserviço.! Meter-se a fazer trabalho Clínico quando era hora de treinamento de endurance..dá nisso !!! Que PENA e olha que eu apenas não detesto o futebol, mas gostar, eu não gosto!

  3. anonymous Postado em 08/Jul/2014 às 18:24

    5 Motivos e 5 gols agora kkkk

  4. Frederico Postado em 08/Jul/2014 às 22:38

    Não são SETE motivos?

  5. André Postado em 08/Jul/2014 às 23:03

    Faltou dizer que em 2012 o Coritiba foi vergonhosamente garfado no 1º jogo e que a Kia patrocinava tanto a copa do brasil quanto o time de felipão.

  6. André Postado em 09/Jul/2014 às 00:43

    7 motivos para acreditar q a Alemanha pode vencer o Brasil kkkkkk.

  7. ademar Postado em 09/Jul/2014 às 10:36

    Puxa vida, infelizmente esse texto ficou tão vexatório quanto o resultado do jogo...

  8. Denisbaldo Postado em 09/Jul/2014 às 21:44

    Enquanto isso mais um gol da Alemanha

  9. Fernando Guimarães Postado em 11/Jul/2014 às 19:42

    Nenhum destes argumentos são válidos, e é total falta de respeito chamar alguns dos jogadores mais vitoriosos do Grêmio (um dos times mais gloriosos do Brasil) de "casca grossa". E o Grêmio "casca grossa" de 95, mesmo perdendo para o Ajax (que estava 55 jogos invicto e ganhou do Real Madrid uma semana antes por 2 a 0 no Bernabéu) em Tóquio, acabou o ano como segundo no ranking da IFFHS.