Redação Pragmatismo
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Palestina 28/Jul/2014 às 18:42
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Brasil é elogiado pela OLP: "Lado certo da história"

OLP agradece a condenação enérgica feita pelo Brasil ao uso desproporcional da força por Israel

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Mahmoud Abbas, presidente da Palestina (reprodução)

O Ministério das Relações Exteriores recebeu, neste domingo, um importante documento. Trata-se de uma carta de agradecimento da Organização para a Libertação da Palestina ao Itamaraty.

Assinado pela legisladora palestina Hanan Ashrawi, e escrito em nome do presidente palestino Mahmoud Abbas, o texto agradece a condenação enérgica feita pelo Itamaraty ao uso desproporcional da força por Israel.

“Seu país enviou uma mensagem a muitos membros da comunidade internacional de que a responsabilidade de proteger um povo ocupado vai além de simples declarações”, diz o texto da OLP, que foi liderada por Yasser Arafat. “Israel matou praticamente mil palestinos desde o começo de sua agressão a Gaza, a grande maioria deles civis, incluindo centenas de crianças, mulheres e anciãos. É a consequência de uma cultura de impunidade que a comunidade internacional garantiu a Israel.”

O texto diz ainda que o Brasil será lembrado por estar do lado certo da história. “O povo palestino e as centenas de milhões de amigos ao redor do mundo nunca vão se esquecer do posicionamento dos países que decidiram estar no lado certo da história.”

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Comentários

  1. Rogério Postado em 28/Jul/2014 às 20:59

    O Brasil está plantando uma semente diplomática não cedendo nem se acovardando diante do sionismo. Não quero parecer teórico da conspiração, mas lembremos que o sionismo foi uma pratica conspiratória, não mera teoria. Imagine o sionismo passar a achar que todo não judeu é uma ameaça e travar uma matança mundial, sobrando somente eles Duvidam?

    • Elias Postado em 29/Jul/2014 às 01:48

      "Lado certo da história", usa crianças como escudo, ainda bem que estou do lado do lado errado da história.

      • Anders Postado em 29/Jul/2014 às 04:35

        Comentário tipico de um babaca, provavelmente paulistano.

      • Zélia Postado em 29/Jul/2014 às 09:05

        Seu lado da história é quem esta matando crianças, Elias. Em dois dias de operação por terra contra gaza, Israel matou uma criança por hora, fora os civis adultos.

      • Cida Vieira Postado em 29/Jul/2014 às 11:16

        Esse grupo terorista recebe muito dinheiro para ivestir na população palestina, e não investem, compram armas, e mais armas, o único intento deles é destruir Israel, e destruir os ocidentais também, porque nos odeiam, deixem de ser otários e vejam que os mulçumanos querem tomar conta do mundo à força. Espero que Israel destrua todos esses terroristas, lamento pela morte da população.

      • Everaldo França Postado em 29/Jul/2014 às 13:56

        Elias vc afirma uma mentira pregada pelos sionistas genocidas, todos os jornalistas internacionais e médicos voluntários de vários países que estão em Gaza, afirmam que isto é mentira, Elias mentiroso hipócrita, vc é mais um desinformado e alienado pela propaganda israelense, se vc tivesse um pouquinho de consciência e amor pela vida de crianças inocentes não falaria tanta asneira, pense um pouco, se não for capaz de pensar, vá pastar então.

      • Thiago Teixeira Postado em 29/Jul/2014 às 19:50

        Fico imaginando um pronunciamento do governo Serra através de Mário Couto representando o Itamarati!!! Que diplomacia estamos perdendo!

      • Leonardo Postado em 30/Jul/2014 às 11:30

        Deve ser muito agradável estar ao lado de bandidos genocidas, só no anonimato mesmo para dizer uma estupidez destas...

  2. Flavio Rodrigues Postado em 28/Jul/2014 às 22:55

    Gostaria de saber qual foi essa condenação enérgica? Foi vergonhoso a capitulação da diplomacia brasileira diante a resposta do porta-voz do Estado israelense. Como o Ministro de Relações Exteriores simplesmente abaixou a cabeça frente a provocação de um representante enclave sionista.

    • Zélia Postado em 29/Jul/2014 às 10:46

      Não sei, acho que isso é questão de ponto de vista. Além do apoio dos EUA e da omissão de alguns outros países, o mundo todo esta oferecendo apoio a Gaza. A resposta debochada do porta voz israelense, a meu ver, só mostrou o desprezo que ele tem pela vida humana, com comparações infelizes, além de provocar uma resposta que, embora o Brasil demore um pouco a dar, acredito que irá chegar, e não apenas através do Itamaraty, mas em conjunto com o MERCOSUL e BRICS.

  3. carlos gomes Postado em 29/Jul/2014 às 12:21

    E SOBRE O AVIÃO ABATIDO PELA RUSSIA O QUE OS TODDYNHOS TEM A DIZER ???? CAMBADA DE SEM VERGONHAS SAFADOS

    • Thiago Teixeira Postado em 29/Jul/2014 às 19:34

      Isso foi lá na Ucrânia. Mas e quanto a Claudio-MG? Vamos conversar?

  4. Zbgniew Brzezinski Postado em 31/Jul/2014 às 11:36

    Guerra em Gaza expõe antissemitismo: 24/07/2014, às 08h01min. Quase tão chocante quanto as mortes da guerra Hamas-Israel é a reveladora onda antissemita que varre o mundo, especialmente na Europa. Na França, sinagogas e estabelecimentos de propriedade judaica foram deliberadamente atacados por manifestantes pró-palestinos. Na Alemanha, pela primeira vez desde o Holocausto, slogans antissemitas foram cantados nas ruas. Na Áustria, jogadores de um dos principais times de futebol israelense foram atacados em campo. A imigração islâmica semeou no fértil solo europeu um raivoso antissemitismo que não consegue mais sustentar sua máscara antissionista. Relatório recente do governo britânico aponta o ensino regular de ideias antissemitas e antissionistas nas escolas de comunidades islâmicas do Reino Unido. Mas a cereja (ou a suástica) do bolo é a acusação cada vez mais sem vergonha de que Israel está cometendo genocídio contra o povo palestino, atuando como a Alemanha nazista; o premiê israelense, retratado como Hitler; a situação de Gaza, comparada ao Gueto de Varsóvia. São acusações de uma infâmia atroz. Servem para expiar a culpa pelos 6 milhões de judeus exterminados na Europa ("os judeus também são nazistas") e revelam um ódio visceral contra Israel. Um ódio que produz efeito oposto ao desejado por seus arautos. Quanto mais Israel se sentir isolado, incompreendido e ameaçado, mais resistirá a ceder território e poder aos palestinos. Existe um arrazoado deste novo round Hamas-Israel que é deliberadamente ignorado pelos críticos do Estado judeu. Enfraquecido pela grave crise em Gaza, o Hamas apelou para o que a correspondente do "New York Times" relatou como "opção zero" –usar todo o arsenal bélico acumulado pelo grupo extremista islâmico desde a última guerra para melhorar sua posição crítica. Israel respondeu com esperada força aos ataques indiscriminados contra sua população civil. Mas o Hamas dobrou a aposta, recusando cessar-fogo, disparando seus novos mísseis e mostrando que o que não investiu na melhoria de Gaza, gastou em armas e uma rede tentacular de túneis e bunkers para proteger e projetar seus líderes e soldados. O cinismo do Hamas é de matar. Deliberadamente usa a população que promete defender como escudos humanos e faz de hospitais, escolas da ONU e mesquitas bases de lançamento de foguetes. Isso tudo está tão documentado quanto é ignorado pelos críticos de Israel. Um milagre socioeconômico e tecnológico, com uma das maiores produções per capita de prêmios Nobel, Israel é a única democracia funcional da região, cercada de ditaduras, estados falidos e guerras fratricidas. À sua volta, grupos extremistas islâmicos e ditadores sanguinários travam batalhas diárias que já mataram centenas de milhares de pessoas, grande parte civis, inclusive com uso repetido de armas químicas. Mas quem se importa com árabes matando árabes? Antigamente, os apologistas de sempre diziam que os tenebrosos homens-bomba palestinos eram produto de sua miséria diante da opressão israelense. Os suicidas hoje são tão ou mais comuns em outros conflitos árabes do que na Palestina. Por isso, pode ser muito mais esclarecedor enxergar a guerra em curso pelo ângulo da disfuncionalidade sociopolítica do mundo árabe do que de imorais julgamentos morais do Estado judeu. Se você quer a paz, é preciso compreender e respeitar os anseios de seu inimigo. Isso vale para Israel, deve valer para os inimigos de Israel. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/2014/07/1490456-guerra-em-gaza-expoeantissemitismo. shtml

  5. Silvio Postado em 01/Aug/2014 às 15:16

    Observa-se pelos diálogos que o Brasil já tem todos os ingredientes e desenvolve lentamente o ódio entre irmãos que se alinham ao lado a ou ao lado b sem questionar se estamos sendo usados ou não por um meio de comunicação oligopolista cujos interesses são exógenos à nossa cultura da paz. Precisamos aprofundar um debate nacional antes de aceitarmos como verdadeiras notícias plantadas por jornais e revistas que não têm compromissos com o povo... Ainda bem que as experiências com ditaduras nos amadureceu para que não haja espaços para manifestações extremadas como tradição família e liberdade que nos jogou num abismo político em 1964.