Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 11/Jul/2014 às 11:02
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35 dicas para homens compreenderem (ou apoiarem) o feminismo

A lista a seguir apresenta sugestões de ferramentas práticas que todos os homens podem aplicar em seu dia-a-dia para promover a igualdade em seus relacionamentos com mulheres, e para contribuir com uma cultura onde elas sintam-se menos sobrecarregadas, inseguras e desrespeitadas

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(Ilustração: Pragmatismo Político)

Georgia Martins, Geofaust

Eu e a Tarsila traduzimos o texto que encontramos aqui a quatro mãos. Não sei se concordo com homens se auto-identificando como feministas, mas se você é homem e está procurando seu espaço dentro do feminismo, pode começar com muitas dicas que estão nesse post.

No Facebook, um amigo recentemente linkou para um artigo chamado 20 Ferramentas para que os Homens Favoreçam a Revolução Feminista. Embora ele tenha gostado da lista, ele (corretamente) observou que a maioria das sugestões eram bastante acadêmicas. O amigo em questão, como eu, é um acadêmico, então essa observação não é para ser uma acusação ao artigo original. Só que ferramentas práticas e ferramentas acadêmicas podem ter lugares diferentes no mundo.

Os comentários dele me incentivaram a criar uma lista de ferramentas mais práticas. A maioria dos homens – em particular homens que se beneficiam de múltiplas formas de privilégio estrutural – fazem muitas coisas que direta e indiretamente contribuem para uma cultura de desigualdade de gênero. Até mesmo homens que apoiam o feminismo em teoria podem não ser tão bons em aplicar o feminismo em suas práticas diárias.

A lista traz sugestões de algumas ferramentas práticas que todos os homens podem aplicar em seu dia-a-dia para promover a igualdade em seus relacionamentos com mulheres, e para contribuir com uma cultura onde as mulheres sintam-se menos sobrecarregadas, inseguras e desrespeitadas.

Parte de viver em uma sociedade patriarcal é que os homens não são socializados para refletir sobre como seus hábitos e atitudes prejudicam mulheres. Essa lista foi feita para incentivar os homens a pensar mais conscientemente e pessoalmente sobre os efeitos diretos e indiretos que eles tem sobre as mulheres, e para pensar mais sobre como eles podem contribuir com o feminismo através de suas práticas diárias.

A lista não se pretende exaustiva nem exclusiva. Certos itens da lista vão se aplicar a alguns homens mais do que a outros, mas se você é um homem e humano, eu garanto que há pelo menos uma área da lista onde você possa melhorar.

1. Faça 50% (ou mais) do trabalho doméstico

Você precisa fazer a sua parte do trabalho doméstico o tempo todo, por sua própria iniciativa, sem procrastinar, sem ser pedido, sem inventar desculpas. Reconheça que seus hábitos domésticos e suas idéias internalizadas sobre trabalho doméstico não-remunerado têm um enorme viés de gênero e beneficiam os homens incrivelmente, e aceite que é sua responsabilidade lutar contra isso. Se feminismo é a teoria, lavar a louça é a prática. Na próxima semana, observe quanto do trabalho doméstico você faz quando comparado com as mulheres que moram com você e observe se essa divisão é equitativa.

2. Dê 50% (ou mais) do suporte emocional em seu relacionamento afetivo e amizades.

Reconheça que mulheres são desproporcionalmente responsáveis pelo trabalho emocional e que ser responsável por isso tira tempo e energia de outras coisas que elas consideram satisfatórias.

3. Consuma produtos culturais produzidos por mulheres.

Seja lá quais forem seus interesses – cinema Francês, astrofísica, baseball, ornitologia – certifique-se de que as vozes das mulheres e os produtos culturais das mulheres estejam representados naquilo que você está consumindo. Se não estão, esforce-se para incluí-las.

4. Dê espaço para as mulheres

Muitas mulheres andam por aí – especialmente à noite ou quando sozinhas – sentindo-se ameaçadas e inseguras. Estar em proximidade física com um homem desconhecido pode exacerbar essa sensação. Reconheça que esse medo não é tão irracioonal assim para mulheres, dado que tantas de nós já experienciaram perseguição ou abuso ou nos fizeram sentir inseguras por homens quando estamos em espaços públicos. Também reconheça que não importa se você é o tipo de homem que não dá motivo nenhum para ser temido, porque uma mulher na rua não tem como descobrir isso a seu respeito.

Exemplos: Se um banco estiver vago no transporte público perto de um homem, sente naquele assento ao invés de ao lado de uma mulher. Se você estiver andando em uma rua escura atrás de uma mulher andando sozinha, atravesse a rua para que ela não precise se preocupar que alguém esteja seguindo ela. Se uma mulher estiver de pé sozinha em uma plataforma do metrô, fique a certa distância dela.

5. … mas inclua-se em espaços onde você possa usar da sua masculinidade para interromper sexismo.

Exemplos: desafie homens que fazem comentários e piadas sexistas. Se você vir uma amiga mulher em um bar/em uma festa/no metrô/onde quer que seja se sentindo desconfortável com a abordagem de algum homem, tente interferir de maneira amigável para oferecer a ela uma saída caso ela assim deseje. Se você vir uma situação onde parece que uma mulher esteja em perigo quando em companhia de um homem, fique próximo o suficiente para ser uma presença física, monitore a situação e esteja a postos para chamar ajuda se necessário.

Coisas desse tipo podem ser super difíceis, estranhas e complicadas para saber como fazer, mas vale a pena tentar de qualquer jeito. Sentir-se momentaneamente desconfortável é uma troca justa para fazer com que uma mulher se sinta mais confortável.

6. Quando uma mulher te diz que alguma coisa é sexista, acredite nela.

7. Eduque-se a respeito de consenso sexual e certifique-se de que haja uma comunicação clara e inequívoca de consenso em todas as suas relações sexuais.

8. Seja responsável pela contracepção.

Se você está em um relacionamento onde a contracepção é necessária, ofereça-se para utilizar métodos que não tenham riscos à saúde da mulher (uso de hormônios, cirurgias, etc) e trate esses métodos como opções preferenciais. Se sua parceira preferir um método em particular, deixe-a ser responsável por tomar essa decisão sem questionar ou reclamar. Não faça manha sobre usar camisinha, e seja responsável por comprá-la e tê-la disponível caso esse seja o método que vocês estejam usando.

Assuma a responsabilidade financeira por qualquer custo relacionado à contracepção. Mulheres ganham menos que homens, e também precisam assumir todo o risco físico de uma gravidez. E mais, em instâncias onde a contracepção envolve qualquer tipo de risco físico, virtualmente são sempre as mulheres que têm que assumir esse risco. Como um gesto de compensação minúscula dessa disparidade, homens heterossexuais deveriam financiar todo o custo com contraceptivos.

9. Tome a vacina de HPV.

Se você for um homem jovem, tome. Se você tiver um filho jovem, certifique-se de que ele tome. Já que as mulheres são aquelas desproporcionalmente afetadas pelas consequências do HPV, por questão de justiça os homens deveriam ser aqueles que pelo menos assumam os riscos potenciais de ser vacinados.

10. Tenha uma política de nomes progressista.

Se você e sua parceira mulher decidirem que a instituição do casamento é algo com a qual vocês querem se envolver, esteja aberto para que ambos mantenham seus sobrenomes. Se ter um sobrenome em comum com sua esposa é tão imporante para você, esteja disposto a mudar o seu sobrenome e trate isso como uma opção preferencial à sua esposa trocar o dela.

11. Se vocês tiverem filhos, sejam pais da mesma forma

Esteja disposto a tirar licença paternidade e ficar em casa cuidando deles quando eles forem pequenos. Divida as responsabilidades de cuidado de modo que você esteja fazendo pelo menos 50% do trabalho, e garanta que esse cuidado seja dividido para que você e sua parceira ambos possam ter uma quantidade igual de tempo para brincar com seus filhos também.

12. Preste atenção e desafie instâncias informais de reforço de papéis de gênero.

Por exemplo, você está em um evento de família ou em um jantar, preste atenção se são apenas (ou em sua maioria) mulheres que estão preparando a comida/limpando/cuidando das crianças enquanto os homens estão socializando e relaxando. Caso positivo, mude a dinâmica e implore que outros homens façam o mesmo.

13. Esteja atento a diferenciais de poder com viés de gênero explícitos e implícitos em seus relacionamentos íntimos/domésticos com mulheres… seja com parceira, membros da família ou colegas de quarto.

Esforce-se para reconhecer diferenciais de poder estruturais inerentes baseados em raça, classe, gênero, orientação sexual, idade (e assim por diante). Onde você se beneficiar desses desequilíbrios estruturais, eduque-se a respeito de seu privilégio e trabalhe para encontrar formas de criar um equilíbrio de poder mais igualitário. Por exemplo, se você estiver em uma parceria doméstica onde você é o principal provedor financeiro, eduque-se a respeito da diferença salarial com viés de gênero, e trabalhe no sentido de dividir o trabalho e os recursos econômicos dentro de sua casa de um jeito que aumente a autonomia econômica de sua parceira.

14. Certifique-se que honestidade e respeito guiem seus relacionamentos românticos e sexuais com mulheres.

A forma com que você trata mulheres com quem você tem um relacionamento é um espelho dos seus valores com relação a mulheres em geral. Não adianta abraçar a teoria feminista e tratar suas parceiras como lixo. Seja honesto e aberto sobre as suas intenções, comunique-se abertamente para que as mulheres possam tomar decisões informadas e autônomas sobre o que elas querem fazer.

15. Não seja um expectador quando em face de sexismo.

Desafie pessoas que façam, digam ou postem coisas sexistas na internet, especialmente em mídias sociais.

16. Seja responsável com dinheiro em relacionamentos domésticos/românticos

Saiba que se você for irresponsável com dinheiro, isso necessariamente impacta sua parceira e já que mulheres ainda ganham menos que homens em geral (e vivem mais), essa é uma questão feminista.

Exemplo: Sua dívida no cartão de crédito/desperdício de dinheiro/problema com apostas têm impacto sobre a vida econômica e o futuro dela. Compartilhe o orçamento doméstico, a declaração de imposto de renda e as responsabilidades das finanças pessoais e seja aberto e honesto sobre o gerenciamento financeiro doméstico.

17. Seja responsável pela sua própria saúde.

Homens vão ao médico com menos frequência que mulheres quando algo os incomoda, e quando eles vão geralmente é por insistência das mulheres do seu convívio. Ter uma longa vida em parceria com sua esposa significa ser responsável pela sua própria saúde, prestar atenção a qualquer incômodo e levá-los a sério. Já que somos dependentes um do outro, sua saúde a longo prazo é também a saúde a longo prazo dela.

18. Não fique secando ou faça comentários sobre mulheres (ex. mantenha a boca fechada e seus comentários pra si mesmo)

Ainda que possa ser mais provável que as mulheres usem roupas mais reveladoras que os homens, não fique as secando só porque você quer e pode. Mesmo que você ache alguém atraente, existe uma linha entre perceber a pessoa e ser um babaca/ desrespeitoso. Isso faz com que a pessoa que recebe a secada se sinta desconfortável, assim como qualquer outra mulher que perceba que você está secando alguém ou percebam dos comentários.

19. Preste atenção ao gênero dos especialistas e principais personalidades que apresentam informações para você na mídia

Quando você estiver assistindo a um especialista na TV, lendo artigos, etc., perceba com que frequência essa informação virá de um homem, e, no mínimo, imagine o quanto uma perspectiva feminina poderia ser diferente.

20. Assegure-se de que alguns de seus heróis e modelos de exemplo sejam mulheres

21. Elogie as virtudes e conquistas das mulheres da sua vida para as outras pessoas.

Nas conversas diárias e na sua comunicação em geral, fale para os outros sobre as mulheres que você conhece sob um ângulo positivo. Sugira as suas amigas mulheres para projetos, trabalhos e colaborações com as outras pessoas que você conhece.

22. Seja íntegro com os seus amigos homens (ex. não seja um “parça”)

Quando um amigo homem está fazendo algo sexista (deixando de cumprir obrigações parentais, falando mal de mulheres, secando elas, gastando dinheiro compartilhado em segredo, mentindo para sua parceira, etc), seja íntegro e diga algo para o seu amigo. Não é suficiente pensar que está errado; faça-os saber que você acha que está errado.

23. Não trate a sua esposa como uma “pentelha”. Se ela está “pentelhando”, você está provavelmente deixando algo para trás.

24. Saiba que reconhecer suas próprias opiniões e estereótipos sexistas não é o suficiente. Faça algo a respeito disso.

25. Tenha amigas mulheres.

Se você não tem nenhuma amiga mulher, descubra o porquê e faça algumas amigas. Assegure-se de que sejam relações autênticas e significativas. Quanto mais a gente se preocupa e se identifica uns com os outros, mais chance a gente tem de criar uma sociedade mais igualitária.

26. Encontre mentoras/líderes mulheres (ex. seja subordinado à mulheres)

Se você está procurando um mentor, ou quer ser voluntário de uma organização, vá a uma mulher ou a uma organização liderada por uma mulher. Saiba que há muito a aprender de mulheres em posições de comando.

27. Quando estiver em um relacionamento romântico, seja responsável por eventos e datas especiais ligados ao seu lado da família.

Lembre-se dos aniversários dos membros da sua família e eventos importantes. Não deixe para a sua esposa a responsabilidade de enviar cartões, fazer ligações, organizar reuniões, etc. É sua família, e portanto sua responsabilidade de lembrar-se, preocupar-se e contatá-los.

28. Não policie a aparência de mulheres.

Mulheres são ensinadas a internalizar normas de beleza extremamente restritivas desde quando são crianças muito pequenas. Não faça ou diga coisas que façam com que as mulheres sintam que não estão cumprindo essas normas, ou crie pressão para que elas as cumpram. Ao mesmo tempo, também não é uma resposta feminista fazer ou falar coisas que pressionem mulheres a usar seu corpo para resistir a essas normas se elas não quiserem. Reconheça que há significativas sanções sociais para mulheres que desobedecem padrões de beleza e não podemos esperar que elas ajam como mártires e aceitem essas sanções se não quiserem.

Se de acordo com seu senso estético ou ideais você acha que ela usa muita maquiagem ou maquiagem de menos, retire pêlos corporais ou não o suficiente, não é da sua conta como as mulheres decidem a aparência de seus corpos.

29. Ofereça-se para acompanhar suas amigas mulheres se elas tiverem que caminhar para casa a noite sozinhas… ou em um espaço público onde provavelmente elas se sentiriam inseguras.

Mas não insista em fazê-lo ou aja como se você estivesse sendo o maior cavalheiro do mundo por fazer isso.

30. Injete feminismo em suas conversas diárias com outros homens.

Se o seu pai não faz a sua parte do trabalho doméstico, converse com ele sobre porquê isso é importante. Se seu amigo trai a namorada dele ou fala dela negativamente, fale francamente para ele que respeitar a mulher com quem ele tem um relacionamento íntimo faz parte de ter respeito com mulheres em geral. Tenha conversas com seus irmãos mais novos e seus filhos sobre sexo consentido.

31. Se você tem tendência a se comportar de maneira inadequada com mulheres quando você está sob a influência de drogas ou álcool, não consuma drogas ou álcool.

32. Tenha consciência do espaço físico e emocional que você ocupa, e não tome mais espaço do que você precisa.

Use sua cota justa de tempo de fala nas suas conversas, dê tanto às relações quanto você recebe, não sente com suas pernas abertas de modo que outras pessoas não consigam sentar confortavelmente ao seu lado, etc.

33. Faça o que deve ser feito com relação a desigualdade de renda.

Mulheres ainda ganham 77% do que homens ganham. Se você está em uma posição que te possibilite fazer isso, considere doar simbolicamente 23% do seu salário para causas orientadas à justiça social. Se 23% parece muito para você, é apenas porque é muito, e também é muito para mulheres que não tem escolha de receber esse valor ou não.

34. Adquira o hábito de tratar a sua masculinidade como um privilégio não-merecido que você precisa trabalhar ativamente para ceder ao invés de tratar a feminilidade como uma desvantagem não-merecida que as mulheres precisam batalhar para superar.

35. Auto-identifique-se como feminista.

Fale sobre feminismo como uma crença natural, normal, incontestável, porque deveria ser mesmo. Não se restrinja usando termos como “humanista” ou “aliado feminista” que reforçam a ideia de que a palavra Feminismo por si só é algo assustador.

(A opinião na coluna não representa necessariamente o posicionamento editorial do site)

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Comentários

  1. Matheus B. Postado em 11/Jul/2014 às 11:37

    Minhas dicas para as mulheres, com o objetivo de alcançarmos a igualdade plena: 1. Abra os vidros de palmito e deixe os de pepino para os homens, dividindo essa tarefa; 2. Abasteça, troque o óleo e lave o carro 50% das vezes; 3. Corte a grama metade das vezes; 4. De vez em quando, abra a porta do carro para o maridão entrar; 5. Inclua o assunto "futebol" na sua conversa diária com os homens; 6. Divida igualmente o espaço do guarda-roupa com seu marido; 7. Não trate seu marido como um preguiçoso; se ele está sem fazer nada em casa, tomando uma cerveja em frente à TV, é porque você não está sendo atrativa; 8. Ofereça-se para acompanhar homens solteiros quando eles se encontrem com amigos casados; estar sozinho entre casais pode ser muito constrangedor; 9. Por fim, aprenda a fazer churrasco, porra!

    • Sabrina Postado em 11/Jul/2014 às 11:45

      Ah, mas é muita palhaçada mesmo. Eu cuido da minha casa sozinha, levo o carro no mecânico e ele não me passa a perna porque eu seu do que ele está falando, abro todos os vidros e latas sozinhas, mas não vou passar a gostar de futebol porque não gostaria nem se fosse homem mesmo, acho um desperdício de tempo. Se meu marido pretende ficar sentado enquanto eu faço o serviço da casa, troco de marido, simples assim. Porque sou muito atraente, independente e com certeza vou achar alguém que não seja um babaca machista como você. E se não achar, viajarei, tomarei cerveja e rirei com as minhas amigas. Quanto preconceito e ignorância, rapaz! Vai estudar e aprender um pouco sobre machismo e feminismo, ao invés de ficar aí papagaiando o senso comum. E seu churrasco, faça sozinho, porque nem tudo mundo gosta e ninguém é obrigado a ler tanta asneira.

      • Matheus B. Postado em 11/Jul/2014 às 15:31

        Sabrina, claramente você é o homem da casa, parabéns.

    • Sabrina Postado em 11/Jul/2014 às 11:48

      Recomendo para os machistas antes de opinarem suas babaquices por aqui: http://www.vermelho.org.br/noticia/214334-8. Talvez este texto da Cláudia Regina sirva pra vocês se situarem um pouco e se informarem antes de dizer besteiras por aí.

    • Fátima Lima Postado em 11/Jul/2014 às 11:56

      Matheusinho, casa com um homem, porra!

    • Rodrigo Postado em 11/Jul/2014 às 12:17

      Matheus, de acordo com seus comentários (que diga-se de passagem, não vale a pena comentar...), porque você se da o trabalho de ler qualquer coisa relacionada ao feminismo se não está aberto a rever seus pensamentos e suas práticas? E além de não se abrir para ver as coisas sob uma outra ótica, você reforça as práticas machistas... Enfim... Gostei do texto, e achei importante trazer da teoria para as nossas práticas cotidianas.

      • Matheus B. Postado em 14/Jul/2014 às 15:15

        Rodrigo, qualquer ideologia que se julgue no direito de emitir um manual de conduta como o acima, e ainda proclamar-se "incontestável", só merece desprezo. Quer dizer que, se magicamente, todos passassem a seguir essas 35 regras, o machismo acabaria? Ora, francamente... Machismo, racismo, e "ismos" semelhantes, são a expressão da pobreza espiritual de indivíduos que compõem uma sociedade. São resultados, consequências, e não causas de si mesmo.

      • Lídia Postado em 19/Jul/2014 às 20:21

        Sentir-se momentaneamente desconfortável é uma troca justa para fazer com que uma mulher se sinta mais confortável. Porque? Uma mulher pode se sentir desconfortável pra eu me sentir mais confortável também, ou só o homem se sacrificar pra mulher é aprovável? Bjo

    • Caio Borrillo Postado em 11/Jul/2014 às 15:52

      Mas é muito difícil reconhecer os privilégios mesmo, hein? KCT, cara, deixa de ser babaca e presta atenção no que vc tá dizendo. E aprenda a ler um texto inteiro e a interpretar antes de vir despejar male tears.

      • Matheus B. Postado em 11/Jul/2014 às 16:15

        Interpretar o texto? Tá de brincadeira, burro? Um texto que afirma "Fale sobre feminismo como uma crença natural, normal, incontestável, porque deveria ser mesmo" é um convite à reflexão? Uma tentativa autoritária de doutrinação dessas só pode ser tratada como empulhação, jamais deve ser respondida seriamente.

      • Gisele Postado em 11/Jul/2014 às 21:36

        Ele ainda não entendeu que o feminismo prega a igualdade de direito entre os generos, logo, defender a igualdade deveria ser algo feto por todos e incontestável. É só mais uma que não pesquisa e fala pelo senso comum.

      • Erasóoqmefaltava Postado em 19/Jul/2014 às 23:42

        Se prega a igualdade de direitos entre os generos, pq não prega de deveres? Foi dito ai no texto que o homem DEVE proteger mulher de perigo, acompanhá-las a noite, comprar coisas feitas por mulheres, e ainda bancar a contracepção não me parece direitos e deveres iguais. Me parece direitos iguais, com a parte boa do machismo (cavalheirismo) que muitas mulheres parecem querer exigir e preservar. Se um homem quiser ser feminista e cavalheiro o prejudicado é somente ele. Pra mim é direitos iguais, e não direitos iguais com bajulações.

    • Washington Postado em 13/Jul/2014 às 20:36

      "O mundo precisa de mais homens como você" disse a Sabrina, que mentira, o tal macho feminista conhecido nas comunidades conservadoras como macho beta é um verdadeiro fracassado (nunca foi um sucesso com as mulheres), fiel a mulher que consegue arrumar não por opção, mas por falta de opção já que raramente consegue uma mulher interessante, submisso porque na vida já é um submisso e no cruel sistema capitalista é sempre o perdedor, não tem autoconfiança e se submete a todos os caprichos quando consegue um mulher rasoavelmente bonita que já esta na casa dos 30 e precisa arrumar um macho beta que a aceite (depois dela já ter transado com meio mundo e muitas vezes trazendo os filhos dos cafajestes que as ababdonam) para ajudá-la nas contas. Enfim, com excessão das lesbicas e das rejeitadas por serem desprovidades de atrativos estéticos, nunca vi uma mulher bonita feminista, ou melhor já vi mulher bonita feminista na teoria, na pratica todas elas estão na agenda dos cafajestes, playboys servindo de lanchinho ou sendo enroladas ou exploradas, falam que admiram o macho beta mas no mundo real os homens destacados são todos diferente deste protótipo desenhado pelas feministas e elas estão sempre babando pelo bem sucedido, pelo bonitão, pelo cara alto cheio de autoconfiança e cifras na conta bancária, é só ver o sucesso do livro 50 Tons de Cinsas que narra exatamente este contexto, bonitão, rico, poderoso e dominador tem tudo que quer e trata a mulher como um objeto a seu bel prazer e as leitoras babam por ele e querem esta no lugar da mocinha...rs, vai sonhado que um cara pelo menos parecido de longe com este fodão iria aceitar 1 % do que esta escrito no texto, quen aceita isto são estes fracassados que mais cedo ou mais tarde piram desta loucura e matam suas companheiras é só ler o editorias policiais do Brasil e do mundo, raramente vejo nestes editorias falando que o cara que cometeu o crime era um cara estiloso, bem sucedido financeiramente, culto e autoconfiante e sucesso com mulheres, na maioria das vezes são homens ciúmentos, fracassados na carreira, que tem como único bem uma mulher bonita em fim de carreira que ele conseguiu e faz de tudo para agradá-la, como não possuem status e condições para serem cobiçados pelas belas jovens mulheres que existem, geralmente enlouquecem e as matam (qdo elas os humilham demais, desafiando-os ou traído-os já que este tipo de homem não desperta tesão nas mulheres), eis ai o macho feminista, o tal beta (é claro que tem aqueles que são gays disfarçados de homens e tem os liberais depravados que oferecem suas esposas lá no site SEXLOG.COM.BR. Fim.

    • Gabriel Postado em 20/Jul/2014 às 14:18

      Excelente comentário Matheus B. Quanto ao texto em si, Stalin, Hitler e outros ícones do autoritarismo ficariam orgulhosos.

    • Rodolfo Postado em 21/Jul/2014 às 18:10

      kkkk genial. Felizmente a maioria dos homens (e grande parte das mulheres) têm bom-senso suficiente pra não entrar nas normas dessa cartilha. Fico imaginando o cara sendo o mais chato do mundo em qualquer roda de amigos. "Implorando para os homens ajudarem na cozinha" ou "injetando feminismo na conversa". kkkkk "Quando a mulher te diz que algo é sexista, acredite nela." - Hein? Ser mulher te faz automagicamente a autoridade intelectual? "Tenha amigas mulheres" - kkkk bem que eu queria, mas pergunte à minha mulher o que ela vai achar disso! Essa as próprias mulheres dão conta de inviabilizar. "Não fique secando ou faça comentários sobre mulheres" - AHAM... quero ver quem é a mulher que nunca comentou sobre homens entre suas amigas! Que nunca deu uma olhadinha para cara sem camisa. - Contatos humanos, atração corporal, flerte. Isso não é machista nem feminista, isso é humano. Ah, vá!

  2. John Postado em 11/Jul/2014 às 11:45

    No geral a lista é muito boa, mas precisam pesar menos em certas coisas pra não parecerem implicantes. Aniversário da família? Sério mesmo? E a última realmente é meio complicada, gosto de pensar que defendo os diretos das mulheres e que atuo para que tenhamos oportunidades semelhantes e respeito às diferenças, mas não me diria um feminista e nem vejo pra que trabalhar nesse sentido. Já a 34 é ótima, uma inversão interessante.

    • Natália Postado em 13/Jul/2014 às 22:27

      o aniversário é DA SUA (homem) parte da família. Esse item diz respeito ao fato de que, existe uma 'tradição' que delega para as mulheres a tarefa de cuidar de tudo que diz respeito à família, laços afetivos e lar, de modo que muitos homens colocam sob responsabilidade de suas conjuges lembrar o aniversários de seus próprios parentes. ou seja, esse é MUITO simples, diz apenas: a responsabilidade de lembrar do aniversário dos SEUS parentes (tia, avó, prima, periquito e papagaio) é sua, e não da sua conjuge. fim.

  3. João Paulo F. de Assis Postado em 11/Jul/2014 às 11:50

    Eu me identifico com o sofrimento das mulheres porque elas sempre sofreram muito. Depois que as sociedades adotaram o patriarcalismo, o sofrimento da mulher aumentou em muito. Na Idade Média a literatura em relação às mulheres era contraditória. Se por um lado os trovadores cantavam as mulheres nas cantigas de amor e de amigo, por outro difamava-as nas cantigas de escárnio e maldizer. E bem assim nos nobiliários como li na obra Leonor Teles Flor de altura, do escritor português Antero de Figueiredo: ''Dona Moor Nunes Camela foi monja de Arouca e mui gran bagaxa''. Bagaxa seria um adjetivo aplicado a mulheres de má vida. ''Dona Teresa Gil, filha de Gil Peres Feijó, foi mulher de tão maau preço que houve filhos de seu primo co-irmão Pero Anes de Vasconcelos''. De outra mulher, esposa de Dom Gonçalo Mendes de Sousa disse um nobiliário que traiu o seu marido, e este fez aparar os seus cabelos, cortar os vestidos à altura das coxas e lançá-la à pocilga, e dando liberdade aos seus empregados de fazer com ela o que bem entenderem. No entanto, ele a traía com outra, chamada Góldara Goldares de Refeiteira. Passaram-se os anos e a situação da mulher continuou sempre ruim, sempre ela era a oprimida. As próprias leis prejudicavam a mulher. Em 1788, Dona Francisca Maria de Jesus, viúva de Manuel Moreira de Carvalho, com cinco filhas e proibida pela lei de administrar a sua fazenda teve de entrar na Justiça com uma ação de justificação de capacidade para que o Ouvidor da Comarca do Rio das Mortes deferisse o seu direito de administrar a própria fazenda. Em 1850 Ana Rosa da Silva abriu o inventário de seu primeiro marido Modesto Lopes da Silva, e na petição ela disse que não sabia que era de lei abrir o inventário, e por isso casou com Antônio José Aires, pela segunda vez. Este começou a dilapidar os bens que o primeiro marido ganhara com o suor de seu rosto, em notório prejuízo dos filhos de Ana Rosa, de oito e dez anos de idade. A tentativa deu errado porque o 2° marido conseguiu embargar o inventário que Ana Rosa abrira ''sem o seu conhecimento e autorização''. E a Justiça acolheu declarando que ''mulher casada não pode estar em juízo sem autorização do marido''. Em 1872 finalmente a fazenda que o primeiro marido construíra com o suor de seu rosto foi arrematada em hasta pública no Fórum de Barbacena MG. Por esses históricos é que devemos ter a percepção de que o feminismo surgiu devido a tantas injustiças que a mulher sofreu ao longo da vida.

  4. Guilherme Postado em 11/Jul/2014 às 11:54

    Eu sou feminista!

    • Diego Postado em 19/Jul/2014 às 18:37

      Até a hora de pagar a conta .. pqmulher não gosta de pagar conta

  5. Caroline Belo Postado em 11/Jul/2014 às 11:58

    31. Se você tem tendência a se comportar de maneira inadequada com mulheres quando você está sob a influência de drogas ou álcool, É PORQUE VOCÊ É UM IDIOTA CONTIDO SEM DROGAS OU ÁLCOOL. POR FAVOR, VAI SE TRATAR E TENTE NÃO BEBER NESSE MEIO TEMPO.

  6. Sabrina Postado em 11/Jul/2014 às 11:59

    Claudia Regina: Como se sente uma mulher Aconteceu ontem. Saio do aeroporto. Em uma caminhada de dez metros, só vejo homens. Taxistas do lado de fora dos carros conversando. Funcionários com camisetas “posso ajudar?”. Um homem engravatado com sua malinha e celular na mão. Homens diversos, espalhados por dez metros de caminho. Ao andar esses metros, me sinto como uma gazela passeando por entre leões. Sou olhada por todos. Medida. Analisada. Meu corpo, minha bunda, meus peitos, meu cabelo, meu sapato, minha barriga. Estão todos olhando. *Por Claudia Regina*, no site Papo de Homem Aconteceu quando eu tinha treze anos. Praticava um esporte quase todos os dias. Saía do centro de treinamento e andava cerca de duas quadras para o ponto de ônibus, às seis da tarde. Andava pela calçada quase vazia ao lado de uma grande rodovia. Dessas caminhadas, me recordo dos primeiros momentos memoráveis desta violência urbana. Carros que passavam mais devagar do meu lado e, lá de dentro, eu só ouvia uma voz masculina: “gostosa!”. Homens sozinhos que cruzavam a calçada, olhavam para trás e suspiravam: “que delícia.” Eu tinha treze anos. Usava calça comprida, tênis e camiseta. Agora, multiplique isso por todos os dias da minha vida. Sei que para homens é difícil entender como isso pode ser violência. Nós mesmas, mulheres, nos acostumamos e deixamos pra lá. Nós nos acostumamos para conseguir viver o dia a dia. Esses dias, estava sentada na praia vendo o mar, e dele saiu uma moça. Passou por um rapaz que disse algo. Ela só saiu de perto e veio na minha direção. Dei boa noite, ela falou que a água estava uma delícia, e conversamos um pouco. Perguntei se o cara havia lhe falado alguma besteira. Ela disse, “falou, mas a gente tá tão acostumada, né?, começa a ignorar automaticamente”. O privilégio é invisível. Para o homem, só é possível ver o privilégio se houver empatia. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, todos os homens foram subjugados, violentados, assassinados, podados, controlados. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, só mulheres foram cientistas, físicas, chefes de polícia, matemáticas, astronautas, médicas, advogadas, atrizes, generais. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, nenhum representante do seu gênero esteve em destaque, na televisão, no teatro, no cinema, nas artes. Na escola, você aprende sobre a história feita pelas mulheres, a ciência feita pelas mulheres, o mundo feito pelas mulheres. No seu texto “Um teto todo seu”, Virgínia Woolf descreve por que seria impossível para uma hipotética irmã de Shakespeare escrever de forma genial como ele. Woolf diz: “quando lemos sobre uma bruxa sendo queimada, uma mulher possuída por demônios, uma mulher sábia vendendo ervas… acho que estamos olhando para uma escritora perdida, uma poeta anulada.” Desde o início do patriarcado, há cinco mil anos, as mulheres não tiveram liberdade suficiente para serem cientistas ou artistas. Woolf explica: “liberdade intelectual depende de coisas materiais. … E mulheres foram sempre pobres, não por duzentos anos, somente, mas desde o início dos tempos.” Esse argumento não serve somente para mulheres: negros, pobres e outras minorias não poderiam ser geniais poetas pois, para isso, é necessário liberdade material. (Para uma análise mais completa, recomendo: “Um teto todo seu” de Virgínia Woolf: A produção intelectual e as condições materiais das mulheres.) Embora o mundo esteja em processo de mudança, ainda existem menores oportunidades e reconhecimento para mulheres e minorias exercerem qualquer ocupação intelectual. Leitores de uma página do facebook sobre ciências ainda supõem que o autor seja homem e comentaristas de televisão não consideram manifestações culturais que vêm da favela como cultura de verdade. É verdade: hoje, a vida é muito melhor, principalmente para a mulher ocidental como eu. Mas, mesmo sendo uma mulher livre e bem-sucedida vivendo em uma metrópole ocidental, ainda sinto na pele as consequências destes cinco mil anos de opressão. E, se você quiser ver essa opressão, não precisa ir nos livros de história. É só ligar a televisão: Rio de Janeiro, 2013. Um casal é sequestrado em uma van. As sequestradoras colocaram um strap-on sujo, fedido de merda e mofo, e estupraram o rapaz. Todas elas, uma a uma, enfiavam aquela pica enorme no cu do moço, sem camisinha e sem lubrificante. A namorada, coitada, tentou fazer algo mas foi presa e levou chutes e socos. Ao ver esta notícia, você se coloca no lugar da vítima (que sofreu uma das piores violências físicas e psicológicas existentes) ou no lugar de quem assistiu? Naturalmente troquei os gêneros: a violência real aconteceu com uma mulher. Quantas violências eu sofro só por ser mulher? Na infância, fui impedida de ser escoteira pois isso não era coisa de menina. Fui estuprada aos oito anos. (Eu e pelo menos dois terços das mulheres que conheço e que você conhece sofreram um estupro e provavelmente não contaram para ninguém.) Sofri a pré-adolescência inteira por não me comportar como moça. Por não ter peitos. Por não ter cabelos longos e lisos. Desde sempre tive minha sexualidade reprimida pela família, pela sociedade, pela mídia. Qualquer coisa que eu pisasse na bola seria motivo para ser chamada de vadia. Num dos primeiros empregos, escutei que mulheres não trabalham tão bem porque são muito emocionais e têm TPM. Em um outro emprego, minha chefe disse que meu cabelo estava feio e pagou salão para eu ir fazer escova e ficar mais apresentável pros clientes. Decidi que não quero ser escrava da depilação e sou olhada diariamente com nojo quando ando de shorts ou blusinha sem mangas. Já usei muita maquiagem, só porque a televisão e os outdoors mostram mulheres maquiadas, e portanto é muito comum nos sentirmos feias de cara limpa. Você, homem, sabe o que é maquiagem? Tem um produto para deixar a pele homogêna, um pra disfarçar olheiras, outro para disfarçar manchas, outro para deixar a bochecha corada, outro para destacar a sobrancelha, outro para destacar os cílios, outro para colorir as pálpebras, outro para colorir os lábios. Quantas vezes você passou tantos produtos na sua cara só porque seu chefe ou seu primeiro encontro vai te achar feio de cara limpa? Quando estou no metrô preciso procurar um cantinho seguro para evitar que alguém fique se roçando em mim. Você faz isso? Quando vou em reuniões de família, me perguntam por que estou tão magra, e o que fiz com o cabelo e quem estou namorando. Para o meu primo, perguntam o que ele está estudando e no que está trabalhando. Na televisão, 90% das propagandas me denigrem. Quase nenhum filme me representa ou passa no teste de Bechdel. Todas as mulheres são mostradas com roupas sexy, mesmo as super heroínas que deveriam estar usando uma roupa confortável para a batalha. As revistas me ensinam que o meu objetivo na cama é agradar o meu homem. Enquanto você, menino, comparava o seu pau com o dos amiguinhos, eu, menina, era ensinada que se masturbar é muito feio e que se eu usar uma saia curta não estou me dando o respeito. Quanto tempo demorei para me desfazer da repressão sexual e virar uma mulher que adora transar? Quanto tempo demorei para me soltar na cama e conseguir gozar, enquanto várias das minhas colegas continuam se preocupando se o parceiro está vendo a celulite ou a dobrinha da cintura e, por isso, não conseguem chegar ao gozo? Quanto tempo demorei para conseguir olhar para um pau e transar de luz acesa? Quantas vezes escutei, no trânsito, um “tinha que ser mulher”? Quantas vezes você fechou alguém e escutou “tinha que ser homem”? Tudo isso para, no fim do dia, ir jantar no restaurante e não receber a conta quando ela foi pedida pois há cinco mil anos sou considerada incapaz. E tudo isso, porra, para escutar que estou exagerando e que não existe mais machismo. Isso é um resumo muito pequeno do que eu sofro ou corro o risco de sofrer todo dia. Eu, mulher branca, hetero, classe média. A negra sofre mais que eu. A pobre sofre mais que eu. A oriental sofre mais que eu. Mas todas nós sofremos do mesmo mal: nenhum país do mundo trata suas mulheres tão bem quanto seus homens. Nenhum. Nem a Suécia, nem a Holanda, nem a Islândia! Em todo o mundo “civilizado” sofremos violência, temos menos acesso à educação, ao trabalho ou à política. Em todo o mundo, somos ainda as irmãs de Shakespeare. *Claudia Regina é fotógrafa

    • Nara Postado em 11/Jul/2014 às 13:08

      Muito bom seu comentário!

  7. Marcos Vinicius Postado em 11/Jul/2014 às 12:05

    Gostaria que fossem feitas dicas para os héteros compreenderem nós homossexuais. PRECISA DISSO COM URGÊNCIA!!!!!

    • Luciano Postado em 19/Jun/2016 às 03:13

      A dica é uma só: Eu te respeito, você me respeita e cada um segue a sua vida. A minha relação com os homossexuais e outras pessoas sempre foi assim.

  8. Beto Postado em 11/Jul/2014 às 12:20

    Não concordo com alguns pontos, infelizmente. Acredito que também deveriam listas aí atitudes de "cavalheirismo", muitos podem dizer que não é uma questão de machismo, mas é! As crianças deveriam aprender a ser corteses com todos, sem esta historia de primeiro as damas, abrir portas para mulheres, pagar o jantar( no máximo pague 23% a mais). Além do mais acredito que a mulher deveria fazer o que quiser, mas não é culpa do homem se ele não se sente atraído por ela ser gorda ou se veste mal, mulheres também reparam isso. Agora "tratar a sua masculinidade como um privilégio não-merecido que você precisa trabalhar ativamente para ceder" este ponto nunca vou conseguir conviver em meu dia-a-dia, talvez se fosse feminista, concordaria, mas na atual situação não concordo!

    • Marcos Vinicius Postado em 11/Jul/2014 às 14:03

      Como você é contraditório hein? Como é que você ao mesmo tempo disse que o cavalheirismo é machismo e não concorda que a masculinidade não seja "um privilégio não-merecido"?

      • Luiz Eduardo Postado em 14/Jul/2014 às 01:34

        não entendi marcos vinicius, por que o fato dele achar cavalheirismo machismo(pra mim também é, afinal são vantagens dadas a mulheres e impostas pela sociedade para o homem) e não concordar que a masculinidade é um privilégio não-merecido é contraditório?

  9. André Postado em 11/Jul/2014 às 12:58

    Se isso não é sexismo, o que é? 23. Não trate a sua esposa como uma “pentelha”. Se ela está “pentelhando”, você está provavelmente deixando algo para trás. Feministas, troquem o gênero e me digam se não é sexismo???? E se eu não tô nem aí??? 27. Quando estiver em um relacionamento romântico, seja responsável por eventos e datas especiais ligados ao seu lado da família. Por que é ser sexista não preocupar-me com coisas pelas quais não me interesso? E se fossem eventos do time do coração? Isso seria feminismo? Eu li isto mesmo ou estou analfabeto?? 34. Adquira o hábito de tratar a sua masculinidade como um privilégio não-merecido que você precisa trabalhar ativamente para ceder ao invés de tratar a feminilidade como uma desvantagem não-merecida que as mulheres precisam batalhar para superar. Eu encaro a feminilidade como privilégio (não as questões culturais). Mas alguém já imaginou uma fêmea que tivesse comportamento agressivo como a maior parte dos machos? O que seria dos filhotes? Pra mim não há diferença entre machos e fêmeas quando falamos de répteis que botam o ovo e nunca mais precisam se preocupar (mas nesse ínterim, quantos são os filhotes trucidados?). Ahh, mas o pinguim macho...

    • Caio Borrillo Postado em 11/Jul/2014 às 15:54

      Ó, coitadinho. Vc sofre muito com o sexismo, né, queridão? Vida sofrida essa duzomi mesmo. Tadinho de você. Coitadinho. Dó, que dó!

      • André Postado em 12/Jul/2014 às 00:06

        Dó tenho de você que é analfabeto funcional! Onde eu disse que sofria com sexismo? Eu não sofro com os pontos indicados, apenas tentei debater a respeito da incoerência dos pontos.

  10. Fernando Postado em 11/Jul/2014 às 13:06

    Minha nossa! Quanta regra!

    • Caio Borrillo Postado em 11/Jul/2014 às 15:56

      Minha nossa, quanta falta de interpretação de texto!

  11. Thiago Teixeira Postado em 11/Jul/2014 às 13:13

    Sou 100% Feminista! Me identifiquei com a maioria dos preceitos! Pena que minha esposa seja machista ... kkkk. Tenho que lavar a louça, varrer a casa e estender a roupa escondido dela ou enquanto dorme! Hoje o machismo está mais enraizado nas mulheres do que em muitos homens.

    • Caio Borrillo Postado em 11/Jul/2014 às 15:55

      Se tem mulher que tem atitudes machistas é porque elas internalizaram uma opressão. E se vc fosse mesmo feminista como se diz, se concentraria em mostrar pra ela que suas tarefas domésticas não são nenhuma vergonha e sim sua responsabilidade enquanto morador da casa. Vc só está tentando ganhar estrelinha de bom menino, quando não faz mais do que sua obrigação.

      • Sabrina Postado em 11/Jul/2014 às 17:00

        Perfeito Caio! O mundo precisa de mais homens como você.

      • Thiago Teixeira Postado em 11/Jul/2014 às 18:34

        Guarde a estrelinha para você. Neste PP está cheio de intelectuais que para se sentirem bem diante do espelho, tentam desqualificar o comentário das pessoas.

    • Sabrina Postado em 11/Jul/2014 às 17:02

      Thiago, mulheres podem repercutir o machismo, mas não podem ser consideradas machistas, pois historicamente sempre fomos vítimas, mesmo sem nunca terem ouvido falar em feminismo. E sim, você não está fazendo mais do que sua obrigação.

      • Luiz Eduardo Postado em 14/Jul/2014 às 00:52

        Genial sabrina, xingue todos os homens e quando vem um dizendo que não é bem assim na vida dele desdenhe, depois vá chorar pelos cantos dizendo que todos os homens não prestam.se este é teu pensamento não adianta alguém que preste aparecer pois você estará cega em seu ódio

      • Wagner Postado em 19/Jul/2014 às 20:08

        SAbrina AS mulheres PODEM FAZER A OBRIGAÇÃO DELAS de pagar as contas de casa. Ou no caso das contas é obrigação dos homens

  12. Rubens Sosa Postado em 11/Jul/2014 às 15:35

    Resumo da história: Privilegie sempre as mulheres (como diz o item 26 "seja subordinado à mulheres"). Saudade dos tempos em que o feminismo pregava somente a igualdade. E não esse machismo as avessas que vemos hoje.

    • Luiz Eduardo Postado em 14/Jul/2014 às 01:00

      De fato, hoje em dia o feminismo parece mais um femismo do que o feminismo propriamente dito, colocam sempre como igualdade ou balança pendendo para o lado delas, é visível na parte do argumento de 50% ou mais, ou a imposição de cultura e ídolos de um determinado genero, ou como você disse a sugestão que todos os homens deveriam ter o exercício de serem subordinados a mulheres , pra mim só existirá igualdade o dia que as próprias mulheres pararem de falar sobre cultura feminina ou ídolos femininos para citar o exemplo do texto e falarem sobre ídolos, culturas, ideais,realizações humanas, pois somos a mesma espécie, se a ideia de uma mulher me inspirar certamente ela será um ídolo para mim, assim como se eu gostar de realizações, ou conteúdo cultural feitos por mulheres eu vou gostar, mas jamais por imposição ou uma cota esquisita

  13. guilherme marques Postado em 11/Jul/2014 às 16:03

    2. Dê 50% (ou mais) do suporte emocional em seu relacionamento afetivo e amizades. Essa passagem ilustra bem a capacidade de comunicação da mulher com o homem.... "suporte emocional" é uma abstração tão grande, que eu não faço a menor ideia do que ela quer dizer com isto.... E é assim que a mulher se comunica o tempo todo com seu parceiro, como se o outro estivesse dentro da sua cabeça e entendesse toda abstração "emocional" que ela executa e tem como modelo.

  14. Pedro Postado em 11/Jul/2014 às 16:07

    Isso são regras, não dicas! Só rindo mesmo. A única forma de se acabar com o machismo e com o sexismo é com respeito. Não precisa dessa besteira toda. Se o homem respeitar a mulher e a mulher respeitar o homem, pronto. E vou dizer porquê: diversos desses ítens contém uma ideia feminista semelhante ao machismo, ou seja, são "machismos femininos", longe da igualdade que o feminismo prega. 01. Faça 50% (ou mais) do trabalho doméstico Só consigo lavar a louça. Minha esposa detesta que eu faça qualquer outro serviço em casa e eu já provei que posso fazê-lo com qualidade, mas ela não gosta que eu faça. 02. Dê 50% (ou mais) do suporte emocional em seu relacionamento afetivo e amizades. Eu dou todo o carinho e atenção do mundo para minha esposa e ela me diz (ELA DIZ!) que isso era tudo o que ela sempre quis de um homem. Em suas palavras: "eu sempre quis um homem carinhoso, que ficasse me tocando o tempo todo, pra eu poder fazer carinho o tempo todo também". É isso o que fizemos. 03. Consuma produtos culturais produzidos por mulheres. Eu devo mudar o meu gosto cultural para me apropriar aos idealismos feministas? É uma coisa estúpida pensar que se os produtos culturais que eu consumo são, em sua maioria, produzidos por homens, quer dizer que eu não respeito ou admiro as mulheres em geral. Não faz sentido! Os produtos culturais que consumo definem o meu gosto, não meu caráter! 05. Inclua-se em espaços onde você possa usar da sua masculinidade para interromper sexismo. “Usar minha masculinidade para interromper sexismo”? “Interferir de maneira amigável”? “O suficiente para ser uma presença física”? Em que mundo vocês vivem? Usar de masculinidade entre homens é a mesma coisa que tentar secar gelo! Interferir, seja de maneira amigável ou não, vai, invariavelmente, render uma briga. Não que proteger uma mulher oprimida não valha uns socos com outro cara, mas isso não resolve a situação, porque violência não resolve nada. E vocês acham mesmo que “ser uma presença física” vai parar ou assustar um desses machões que tratam mal suas mulheres em público? É claro que não! Quanta ingenuidade! 06. Quando uma mulher te diz que alguma coisa é sexista, acredite nela. Tá. Afinal elas estão sempre certas... e quando dizem “não” querem dizer “sim” e quando dizem “está tudo bem” querem dizer “nada está bem”... e todas essas generalizações bobas... 07. Eduque-se a respeito de consenso sexual e certifique-se de que haja uma comunicação clara e inequívoca de consenso em todas as suas relações sexuais. Isso vale pros dois lados, né?! Porque mulher tem mania de não dizer o que pensa e o que sente, espera que o homem adivinhe e se ele não adivinha, elas se magoam... se é pra ser claro e inequívoco, seja clara e inequívoca também. 08. Seja responsável pela contracepção. Han?! Pagar pelo anticoncepcional, sendo sexo uma coisa que se faz à dois, com consenso mútuo? Sem problema, pago, sempre que precisar ou sempre mesmo, mas não porque quero ser feminista ou porque quero evitar à minha esposa “o risco físico de uma gravidez” (não dá pra acreditar que li isso!), mas porque acho que a parceria financeira num relacionamento é importante. Só por isso. 10. Tenha uma política de nomes progressista. Isso é outra coisa que não faz o mínimo sentido. A mulher trocar de sobrenome é algo tradicional na sociedade patriarcal e não é o “progresso da política de nomes” que vai acabar com o sexismo. Minha esposa não vai mudar de sobrenome, se casarmos no civil. Nem discuti, porque sempre achei essa história de mudar de sobrenome a maior besteira do mundo. Agora, por que eu deveria aceitar usar o sobrenome dela, se ela não quer usar o meu? Dois pesos e duas medidas, como muita coisa dentro dos ideais feministas. Sem contar que não mudar de sobrenome não vai impedir que mulheres do mundo sejam agredidas e abusadas. Isso é uma mudança superficial, a essência da sociedade continua a mesma. As mudanças tem que ser mais profundas. 11. Se vocês tiverem filhos, sejam pais da mesma forma Ok. Posso fazer tudo isso, mas tenta convencer minha mulher a me dar parte do serviço. Caramba! Todas as mães que eu conheço preferem fazer tudo e ficar exaustas a dar um pouco de serviço ao marido. Não entendo isso, sinceramente. Não tem problema. Tenho certeza que os homens, em sua maioria, ficariam bem felizes se suas esposas confiassem neles o suficiente para dividir os assuntos do bebê. Mas não é isso que acontece, por mais que o cara se mostre interessado e prestativo. 12. Preste atenção e desafie instâncias informais de reforço de papéis de gênero. Implorar? Tá de brincadeira, né?! Quer dizer que eu tenho que impor o meu feminismo aos membros da minha família, o que vai, invariavelmente, levar a piadas ou a conflitos e não dará resultado algum? É isso? Por favor, as feministas precisam participar mais de reuniões de família... 13. Esteja atento a diferenciais de poder com viés de gênero explícitos e implícitos em seus relacionamentos íntimos/domésticos com mulheres… seja com parceira, membros da família ou colegas de quarto. Palavras bonitas para dizer “perceba se os homens mandam e as mulheres obedecem e tente mudar isso”. O que as feministas esquecem é que a maioria dos standards de relações homem/mulher são forjados pelo patriarcalismo, mas são perpetuados pelas próprias mulheres. Não é uma nem duas, é a maioria que se sente insegura quando um homem toma a iniciativa de romper com esses paradigmas. 14. Certifique-se que honestidade e respeito guiem seus relacionamentos românticos e sexuais com mulheres. Pois é, ao “românticos e sexuais” eu adicionaria “nas amizades” e está aí todo o necessário para o fim do sexismo: honestidade e respeito, sem essas imposições de “machismo feminista”. 15. Não seja um expectador quando em face de sexismo. Desafiar na internet pessoas que fomentam o sexismo?! Muito útil! Quando se desafia alguém na internet, as feministas não devem ter percebido, a única coisa que se consegue é fazer com que o desafiado incremente mais seu argumento (ou parta para a ofensa verbal), fique mais renitente e se torne ainda mais inflexível em suas posições, porque em público, mesmo que virtualmente, ninguém quer perder uma discussão. Ou seja, não adianta nada, cria conflito e as coisas continuam como sempre foram. 16. Seja responsável com dinheiro em relacionamentos domésticos/românticos Ok. Mas seja responsável com o seu dinheiro também. Não estamos falando de igualdade? 18. Não fique secando ou faça comentários sobre mulheres (ex. mantenha a boca fechada e seus comentários pra si mesmo) Ok. Mas faça isso também. Se eu não posso comentar que uma atriz de novela tem peitos bonitos, não fale das pernas do jogador de futebol. Mas lembre-se, feminista, não basta vir aqui e dizer que fazer isso é fácil, tem que por em prática no dia a dia. 19. Preste atenção ao gênero dos especialistas e principais personalidades que apresentam informações para você na mídia Posso até supor o quão diferente pode ser a perspectiva feminina, mas não posso adivinhar exatamente o que uma mulher pensa sobre o assunto, porque sou homem. E, aliás, que diferença faz se eu imaginar uma perspectiva feminina? Se eu quisesse uma perspectiva feminina eu iria ler um texto escrito por uma mulher, afinal, pra mim não faz diferença qual o gênero de quem escreve, mas sim o que escreve, e eu não vou optar por uma ideia feminina se eu concordo com um homem ao mesmo tempo que não optar por uma ideia masculina se concordar com uma mulher. Por favor, que bobagem! 20. Assegure-se de que alguns de seus heróis e modelos de exemplo sejam mulheres Como assim? Ayrton Senna e meu herói, mas ele é homem, então tenho que escolher uma mulher pra heroína? É isso? Ídolos não se escolhem! Existem pessoas com as quais nos identificamos e admiramos por motivos particulares, portanto é natural que homens admirem mais homens e mulheres admirem mais mulheres. Eu admiro a Florbela Espanca, poetisa portuguesa. Existem muitos homens admiráveis, por acaso, mas suponho que seja proibido às feministas admirá-los também, já que é imposto aos homens admirar mais mulheres para se adequarem à esses requisitos. 21. Elogie as virtudes e conquistas das mulheres da sua vida para as outras pessoas. Para as outras pessoas? Por quê? As mulheres da minha vida se preocupam com o que os outros pensam delas? Não. Eu elogio minha esposa para ela mesma, minha mãe para ela mesma, minha irmã para ela mesma, porque as amo e acho-as o máximo e os outros que se danem! 22. Seja íntegro com os seus amigos homens (ex. não seja um “parça”) Ok. Mas não me culpe se o que eu falar for esquecido em 130% das vezes. 23. Não trate a sua esposa como uma “pentelha”. Se ela está “pentelhando”, você está provavelmente deixando algo para trás. Respeito. Em momento algum a esposa deve ser considerada uma “pentelha”. 24. Saiba que reconhecer suas próprias opiniões e estereótipos sexistas não é o suficiente. Faça algo a respeito disso. E quem determina o que é sexismo? As feministas? Complicado isso, hein?! 25. Tenha amigas mulheres. Tenho muitas! Minha mulher não gosta muito disso. 27. Quando estiver em um relacionamento romântico, seja responsável por eventos e datas especiais ligados ao seu lado da família. Isso é mais do que óbvio. 28. Não policie a aparência de mulheres. Aí vocês não querem que um homem seja menos machista, vocês querem que ele deixe de ser um imbecil, o que é muito mais difícil, porque um cara que policia aparência de mulher só pode ser um idiota. Mas tem uma coisa que é diferente num relacionamento afetivo: não vejo nada demais o homem e a mulher mudarem qualquer detalhe da aparência para agradar o parceiro. Eu uso barba, minha esposa adora. Ela quase não usa maquiagem, eu adoro isso. No entanto, não considero problema nenhum se ela me pedisse pra tirar a barba, se não gostasse, assim como eu poderia pedir que ela usasse mais maquiagem, porque prefiro assim. 29. Ofereça-se para acompanhar suas amigas mulheres se elas tiverem que caminhar para casa a noite sozinhas… ou em um espaço público onde provavelmente elas se sentiriam inseguras. Ok. Minha esposa vai adorar isso! Eu sou gentil com todas as pessoas, mulheres e homens, sem diferença. Minhas esposa diz que eu fico me “derretendo” pras mulheres... o que eu faço? Cumprimento com um sorriso e estendo a mão ou, se for amiga dela também, e depois de tê-la beijado, dou um beijo no rosto. Imagina se eu chegar em casa mais tarde, dizendo que fui acompanhar uma colega do trabalho, porque estava escuro e ela mora longe... por favor, né. Se eu fosse solteiro, sem problema, fiz isso milhões de vezes! Agora, quando num relacionamento as coisas mudam. E não venham me dizer que não tem problema, feministas, porque se não tem para vocês, tem para a maioria absoluta das mulheres. 30. Injete feminismo em suas conversas diárias com outros homens. Ah tá! Vocês não sabem o que é uma conversa masculina! 31. Se você tem tendência a se comportar de maneira inadequada com mulheres quando você está sob a influência de drogas ou álcool, não consuma drogas ou álcool. Simples assim, se está fazendo mal, pare. Ok. 32. Tenha consciência do espaço físico e emocional que você ocupa, e não tome mais espaço do que você precisa. Isso de não sentar com as pernas abertas é uma questão de civilidade e educação, não tem nada a ver com sexismo. E ela fala muito mais do que eu e eu escuto, porque adoro ouvi-la falar. 33. Faça o que deve ser feito com relação a desigualdade de renda. Ok. Vamos diminuir nossa renda mensal, meu amor. Quem sabe a gente fique dois dias por mês sem comer. Ah, tenha santa paciência! A questão não é numérica, é de necessidades. Se o homem ganha mais, que pague mais, mas sem essa de diminuir renda com “doações à justiça social”. A minha responsabilidade financeira é com a minha família, não com todas as mulheres do mundo. 34. Adquira o hábito de tratar a sua masculinidade como um privilégio não-merecido que você precisa trabalhar ativamente para ceder ao invés de tratar a feminilidade como uma desvantagem não-merecida que as mulheres precisam batalhar para superar. Han?! Diga para um empresário: adquira o habito de diminuir seu lucro não-merecido para que diminua a falta de qualidade de vida não-merecida dos seus funcionários. Facilzinho assim. A questão de abrir mão de privilégios é muito mais complexa que isso, não sejam ingênuas! 35. Auto-identifique-se como feminista. Não sou feminista, não quero ser, nem admiro homem que seja. Sou machista? Minha mulher não acha e é o que me importa: o que ela pensa de mim.

    • Juca Chaves Postado em 14/Jul/2014 às 10:29

      Você é machista, Pedro. Mas não te preocupa: tua mulher gosta de ti mesmo assim. Se depois vocês se separarem, é só arrumar outra igual. Moleza.

  15. Thomaz Postado em 11/Jul/2014 às 17:18

    Acho justo estabelecer uma igualdade social, porem muitas reivindicações são notoriamente tendenciosas (buscam direitos iguais mas não deveres). Sou contra o sexismo mas não sou feminista. Há de se considerar também que a hiato (distancia) social/financeiro é menor entre homens e mulheres se considerar outros grupos sociais, como a diferença entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste ou entre faixas de escolaridade formal ou entre rural e urbano. O porquê de lutar por uma igualdade de direitos para um grupo e não de forma generalizada ainda é meu grande questionamento.

  16. Elias Postado em 11/Jul/2014 às 23:30

    Direitos iguais todos querem, quero ver os deveres iguais, 50% de mulheres em todas as guerras do mundo que tal mulherada?

    • Yaya Postado em 12/Jul/2014 às 13:51

      Você fala como se fosse nós mulheres que decretassemos que só homens podem servir o exército.É uma lei feita por homens,vá reivindicar isso com eles

  17. pedro Postado em 11/Jul/2014 às 23:38

    Muitas feministas dizem que eu, como homem, não posso me considerar feminista, mas sim um machista em desconstrução. E aí?

  18. Marcio Jonas Ferreira Postado em 12/Jul/2014 às 01:37

    Curioso, cadê as mulheres querendo tb as obrigações iguais? Não vejo mulheres no exército, na construção civil, nas oficinas e em todo trabalho pesado, até mesmo nos cursos de exatas elas são bem minoria... mulherada tb odeia dividir conta 50%, imagine então pagar a mais, nem pensar. É muito fácil viver em uma sociedade construida por homens e ficar de "mimimi, não tenho privilégios o suficiente". Vão lavar uma louça e agradeçam os homens por praticamente 100% do progresso científico, tecnológico, pelas construções, destravações e guerras vencidas.

  19. Daniel d'Ávila Postado em 12/Jul/2014 às 15:47

    Li o texto inteiro e alguns comentários. Sinceramente, não concordo com a maior parte dos tópicos e, principalmente, com a ideia que o discurso transmite, claro, no meu entendimento. REPITO: NO MEU ENTENDIMENTO. Se isso exposto no texto é ser feminista, por mais que eu queria, não consigo dar credibilidade. Juro. Só tem um lado exposto aí, exatamente o mesmo erro que o machismo comete. Pelos comentários por exemplo, se você é homem e é contra alguma coisa dita no texto, pronto..."Seu bacaca! Nunca vi tanta besteira!" E assim caminha a humanidade.

  20. Davidão Postado em 13/Jul/2014 às 03:22

    Eu nunca vou ser feminista. Exatamente por essas palhaçadas

  21. Luiz Eduardo Postado em 14/Jul/2014 às 00:48

    Na minha humilde opinião, alguns trechos estão alinhados com a minha ideologia de igualidade outros não, por exemplo, pra mim tudo deve ser dividido na metade com relação a trabalhos e afins , somente em casos esporádicos e raríssimos por qualquer gentileza, que não necessariamente precisa vir do homem afinal por mais incrível que pareça admirar o próprio umbigo não são só mulheres que gostam de gentilezas,elogios,respeito,e espaço.Não conheço essa estatística e você não me mostrou a fonte então não creia que eu acredite nela, assim como não acredito em tudo que leio na internet, quem sabe se me mostrar a estatística certifique-se que a estatística leve em conta anos trabalhados e nivel de estudo, afinal ter um mestrado doutorado a mais conta assim como trabalhar na mesma empresa 10 anos a mais que o outro comparado, já que existem reajustes anuais, até por que eu não acredito sinceramente que algum tongo daria um salário diferente por motivos tão toscos assim como não acredito que modificaria o salário motivos relacionados a etnia, ideologia e afins. Para mim a única diferença entre um homem e uma mulher são hormônios, orgãos sexuais e alguns processos fisiológicos e bioquímicos, então não espere que eu ache que se alguém está me pentelhando é por que tem motivo, aliás tem um, por que a pessoa que está fazendo isso é pentelha! como vocês próprias dizem, não culpem a vítima.Se mulheres passam anos sendo doutrinadas quanto aos padrões de beleza, homens também são, e não só como padrões de beleza mas também de atitude,coisas como, temos que ser fortes , engolirmos emoções , pressões sociais para que somente nós sustentemos a familia, somente nós temos o dever de ir atrás das mulheres a fim de termos um relacionamento amoroso, quando as mulheres se sentem atraídas aceitam,quando não dizem que você é um maníaco(tendo em vista que somente foi considerado o momento de aproximação, sem coisas doentias como ficar no pé ou relações sexuais não consentidas), homens tem a pressão de não poder brochar,ou seja, por motivo algum é desculpa perder a excitação,pressão por gozar em todos os momentos ou gostar de qualquer posição, correndo o risco de que se você não cumpre o que é esperado de você , simplesmente não possui masculinidade.sem contar com coisas esdrúxulas como adquirir conteúdo cultural produzido por mulheres(eu vou consumir o que eu gostar amigo(a), se eu gostar de avril lavigne não vai ser pela minha cota de conteúdo cultural feminino, assim como se eu gostar de foo fighters também não será por cota), ter mais ídolos femininos(WHAT? não sei quanto a você mas ídolos não são feitos do gênero, mas de suas idéias , ações e afins pra mim não tem nenhuma relação ao gênero) também sou contra cada um desses argumentos que cite "eu sou mulher , eu sei de coisas que você desconhece" ou "eu sou mulher, eu sou coitadinha ninguém me ama ninguém me quer" todos, tanto homens quanto mulheres tem inseguranças, tanto relacionadas a parte afetuosa quanto a segurança se fazer de coitada não vai fazer ninguém te respeitar mais,fica a dica!

  22. Luiz Eduardo Postado em 14/Jul/2014 às 01:05

    ah e o próximo passo daquele "4. Dê espaço para as mulheres" é um apartheid dos sexos inclusive um passo já tomado em curitiba , pois tem um vereador tentando passar uma lei de ônibus só para mulheres

  23. carlos gomes Postado em 14/Jul/2014 às 14:44

    mulheres se vcs querem alguem na coleira comprem um cachorro homem feminista NAO é homem. HUMM BOIOLA

  24. Hermes Postado em 19/Jul/2014 às 18:44

    50% ou mais ... pq só o homem pode fazer mais de 50% ? Acompanhar mulheres até em casa a noite? Você quis dizer dar carona? Pq eu não posso acompanhar outros homens tbm ?? E ser responsável com dinheiro? Bem, até onde aparece as reclamações, as mulheres que geralmente se relacionam com quem ganha mais que ela.

  25. Kauã Postado em 19/Jul/2014 às 18:48

    Se fizer o 22 você não vai ter nenhum amigo. Ai você pede pras suas amigas mulheres pagarem coisas pra você como os "parças" fazem. Bros > hos

  26. Breno Postado em 19/Jul/2014 às 19:25

    Sugiro aos homens que queiram ser cavalheiros que não se intimidem pelas ofensas dos homens machistas e sejam mesmo cavalheiros. Mulheres tem que ter direitos iguais, e mais alguns privilégios (como aquela pensão que muitas recebem a vida inteira por serem filhas de militares.) Sejam cavalheiros, lutem, ou melhor morram por elas. Eu fico aqui, não sendo cavalheiro, sendo direitos e DEVERES iguais. Me desviar do meu caminho pra levar dondoca em casa .kkkk faça-me rir.

  27. Jairu Postado em 19/Jul/2014 às 23:16

    Só digo uma coisa, quando o machismo acabar, 50% das vitimas de homicídio e de violência em geral serão mulheres.

  28. PanmellaAnarkia Postado em 20/Jul/2014 às 00:02

    Esse artigo é claramente sexista, principalmente nesse momento da concepção. Não estão falando pro homem pagar por causa da gravidez, está explicito que estão falando pro cara pagar porque ele é homem. Se você é homem, é privilegiado e deve pagar. ... Se for desse jeito, os homens vão ter cada vez menos simpatia pelo feminismo, pois estão colocando tudo de ruim nas costas deles. Tem que ser igualdade e não superioridade ou assuma meus custos.

  29. Diego Postado em 20/Jul/2014 às 09:46

    Esforce-se para reconhecer diferenciais de poder estruturais inerentes baseados em raça, classe, gênero, orientação sexual, idade (e assim por diante). Onde você se beneficiar desses desequilíbrios estruturais, eduque-se a respeito de seu privilégio e trabalhe para encontrar formas de criar um equilíbrio de poder mais igualitário. Por exemplo, se você estiver em uma parceria doméstica onde você é o principal provedor financeiro, eduque-se a respeito da diferença salarial com viés de gênero, e trabalhe no sentido de dividir o trabalho e os recursos econômicos dentro de sua casa de um jeito que aumente a autonomia econômica de sua parceira. Colega de quarto págar tudo ?? Cara .. isso só pode ser brincadeira ?? homem provedor não parece ser igualdade pra mim .. é capaz de nem aceitarem o comentário . Se eu sou o principal provedor, eu ainda tenho que dividr os afazeres? O certo é dividir tudo, os afazeres e os custos. Não conheço nenhuma mulher que ganha menos que homem na mesma função.