Redação Pragmatismo
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opinião 30/May/2014 às 15:35
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O "vira-latismo" e a delícia de ser brasileiro

Ney Matogrosso Ronaldo vira-lata

Alberto Carlos Almeida*

O paciente é o Brasil. A terapia foi motivada pela proximidade da Copa do Mundo. O país decidiu falar por meio de suas celebridades, que vão à mídia para criticá-lo. Fizeram isso Ney Matogrosso, Paulo Coelho, Zico e Ronaldo. O paciente chega angustiado à sessão de terapia e desembucha a falar sobre seus mais profundos sentimentos existenciais. Nesse caso, nada pior em nossa existência do que ser brasileiro. O sofrimento da alma é muito grande. O paciente fica emocionado e chora ao afirmar que, por sermos brasileiros, somos incapazes de organizar uma Copa no mesmo padrão da que fizeram Alemanha, Estados Unidos e outras potências com as quais neuroticamente buscamos nos comparar.

Segundo a classificação oficial das neuroses, há pelo menos seis tipos distintos de transtornos, dentre os quais os bastante conhecidos transtorno de ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo. Nosso paciente, porém, é criativo, em tudo é diferente dos demais, é um caso raro, talvez único. Recentemente, ele narrou como foi a inauguração do estádio do jogo de abertura da Copa. Em vez de afirmar que não houve dificuldades de transporte, estacionamento e deslocamento da torcida em um jogo para o qual todos os ingressos tinham sido vendidos, ele disse que havia três placas de sinalização com nomes diferentes para o mesmo local, considerou ter sido esta uma falha gravíssima e a aproveitou para cuspir em sua própria imagem.

É paradigmático que Ney Matogrosso tenha expressado essa dor existencial da alma, esse complexo de vira-latas rodriguiano, justamente quando se encontrava em Portugal. Ora, justo Portugal, cujo maior legado para o mundo foi ter criado o Brasil. Justo Portugal, que foi ultrapassado por sua criatura em numerosas coisas, tais como PIB, complexidade da economia, dinamismo, vitórias desportivas, produção científica. O entrevistador, em sessão de terapia, se disse perplexo com suas declarações sobre quão inferior e cheio de defeitos era o Brasil. Incrível que a sessão de análise tenha sido em Portugal, nosso criador e por quem temos imenso respeito, mas que hoje não serve de exemplo para nós em praticamente nada.

Não é mera coincidência que a sessão terapêutica protagonizada por Paulo Coelho também tenha sido no exterior, desta vez na França, um país cujo sistema político permite que uma mesma pessoa acumule os cargos de prefeito e deputado, onde o presidente não pode ser processado e onde vão para o segundo turno não apenas os dois candidatos mais votados, mas todos que tiverem acima de uma determinada proporção de votos. Por isso, muitas vezes o eleito não tem mais do que 50% dos votos.

Pois bem, Paulo Coelho deu uma entrevista para o “Le Journal du Dimanche” e afirmou que o Brasil estava próximo de uma explosão social. Talvez estivesse inspirado na Revolução Francesa e sua incapacidade de ter abolido lá atrás o que viriam a ser os privilégios dos políticos de hoje na França. Coelho chegou ao extremo de chamar de imbecil o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, Ronaldo, por ele ter afirmado que Copa do Mundo não era feita com hospitais, mas com estádios.

A proximidade da Copa faz milagres, quando se trata de mudança. Ronaldo disse isso em 2011. Agora, a poucos dias da Copa, ele também foi para a sessão de análise com o já conhecido transtorno de vira-latas. Ronaldo acabou de afirmar que se sente envergonhado de seu país. Ainda bem que não deu o passo seguinte e afirmou que se sente envergonhado de si próprio, pelo fato de ser brasileiro – o pior de todos os transtornos da alma – e como tal ter mudado de posição sobre a Copa em tão pouco tempo. Ronaldo disse algo bastante emblemático: afirmou que estamos passando uma imagem ruim para fora do Brasil. Se ele não fez como Ney Matogrosso e Paulo Coelho, falando a mídias internacionais, compensou mostrando sua preocupação neurótica com o que os outros pensam de nós.

Eis uma pergunta simples que o terapeuta faz ao paciente: que ideia o brasileiro tem de si mesmo? Essa pergunta suscita outra questão para o paciente: que ideia o brasileiro tem do inglês, do alemão, do americano? É comum que a resposta seja dada sem que sejamos capazes de acreditar naquilo que vemos, sem acreditar na evidência objetiva, que mostra o país caminhando para a frente, ao seu modo, mas avançando. A evidência que revela instituições políticas fortes, uma economia pujante e diversificada, um povo vibrante e uma sociedade que tem defeitos, como qualquer outra sociedade, mas que tem numerosas virtudes, dentre as quais uma intensa e alegre sociabilidade. O lorde inglês não é assim, tampouco o kaiser alemão.

Nosso terapeuta vai adiante e pergunta ao paciente se o transtorno de vira-latas não estaria correlacionado com algo mais, talvez com uma visão negativa ou positiva deste ou daquele político, deste ou daquele governo. O paciente se nega a responder, mas o terapeuta vai adiante e utiliza a hipnose. Nesse estado de transe, o paciente admite que há alguma ligação, sim, entre o que ele pensa do atual governo, entre o que ele pensa de Dilma, e como ele avalia a Copa do Mundo. Não satisfeito, o terapeuta decide perguntar a todo o país sobre sua visão de Copa do Mundo, e eis que os resultados são surpreendentes.

Em primeiro lugar, o apoio (e crítica) à Copa do Mundo, considerando-se um argumento positivo e outro negativo, é bem equilibrado: 49% consideram que a Copa do Mundo é boa para o Brasil, porque traz mais investimentos e gera mais empregos para a população, ao passo que 46% acham que a Copa do Mundo é ruim para o Brasil, porque o dinheiro gasto com os estádios poderia ter sido usado para saúde e educação. O país está dividido ao meio. O mais interessante foi o que a hipnose descobriu: quanto melhor a avaliação do governo Dilma, mais o paciente acha que a Copa é boa para o Brasil, e quanto pior a avaliação do governo Dilma, mais o paciente considera que a Copa é ruim para o Brasil.

Dentre aqueles que consideram o governo Dilma ótimo, 74% acham que a Copa é boa e vai gerar empregos. Essa proporção cai para 70% entre os que acham o governo bom e vai caindo sucessivamente, até somente 24% entre os que consideram o governo péssimo. O inverso acontece no julgamento negativo da Copa: 72% dos que acham o governo Dilma péssimo afirmam que a Copa é ruim para o Brasil, porque retira recursos de saúde e educação e os direciona para os estádios. A proporção é de 66% para quem acha o governo ruim e somente 24% para quem diz que o governo Dilma é ótimo.

Diante das evidências obtidas por meio da hipnose, o terapeuta acha que os casos de Paulo Coelho e Ronaldo podem não ser somente complexo de vira-latas, mas apenas uma mudança de suas visões acerca do governo Dilma. Como ambos já deram no passado declarações favoráveis à Copa, pode ser que a recente mudança de posição face ao mais importante torneio de futebol do mundo tenha sido motivada por uma mudança de suas avaliações do governo Dilma.

O vira-latas, porém, está lá. Ambas as celebridades não criticaram o governo, criticaram o Brasil. Fizeram críticas ao país, e não ao governo Dilma: o Brasil estaria à beira de uma convulsão social, o Brasil viria a ter uma imagem negativa no exterior. As críticas ignoram completamente as evidências objetivas do que está acontecendo: na França, é recorde o número de franceses que viajará ao exterior para assistir à Copa do Mundo, nunca tantos ingressos foram vendidos (aliás, o fato de os brasileiros serem os principais compradores é apresentado como um sinal de nossa inferioridade pelos que sofrem do transtorno de vira-latas), o álbum de figurinhas da Copa é um sucesso absoluto.

Aliás, o terapeuta recomenda como parte do tratamento para o transtorno de vira-latas que aqueles acometidos por este mal façam o álbum da Copa e se dirijam para os pontos de troca de figurinhas. É uma experiência única, mais do que educativa e, provavelmente, só acontece no Brasil. Obtive no último fim de semana pouco mais de 160 figurinhas para os álbuns dos meus filhos. Há pessoas de todas as idades, famílias, casais de namorados, amigos, todos movidos por uma grande relação de confiança que possibilita que os bolinhos de figurinhas repetidas passem de mão em mão e depois retornem ao seu dono com as figurinhas devidamente trocadas. Não há roubo de figurinhas nem malandragens, a ajuda mútua é o que guia os participantes desses encontros.

Este é o país que os pacientes acometidos pelo transtorno de vira-latas não conhecem. Esta é a delícia de nossa existência como brasileiros.

Veja também: O problema não é o Brasil. É você!

Alberto Carlos Almeida é sociólogo, é diretor do Instituto Análise e autor de “A Cabeça do Brasileiro”. Texto originalmente publicado no jornal Valor Econômico

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Comentários

  1. Dinio Postado em 30/May/2014 às 16:24

    Pouco ou nada a acrescentar a esta bela análise, a não ser o fato de "os vira-lata" em questão estarem com a bunda cheia de dinheiro graças aos consumidores deste "País em Eclípse". Um rebolando o rabo para a elite e envergonhando -se vivo fosse- o grande Vinícios de Morais e sua "Rosa de Hiroshima"; O outro sem comentários...canastrão metido a bruxo de araque, que não passaria na frente de Nietzche sem levar uma rasteira; e o fenômeno (só para a Globo) até hoje deve ao Brasil seu "amarelão" para a França. Enquanto eles sacodem o "rabo" para o estrangeiro, o Brasil bomba e os estrangeiros decentes vem conhecer este BELO PAIS QUE MUITO ME ORGULHA !!!

    • Cida Postado em 30/May/2014 às 16:57

      Dinio, a sua conclusão fechou com chave de ouro!

    • Karla Postado em 30/May/2014 às 19:53

      Dinio, realmente fechou com chave de ouro! Muito bom!

    • Mirian Postado em 31/May/2014 às 08:49

      Que ótimo seu comentário, Dínio!!! E que ótimo artigo, Alberto C Almeida! Muito orgulho agora!!

    • Rejane Postado em 01/Jun/2014 às 17:05

      Gostei Dinio! Concordo plenamente com você! Gostei!

    • Deisi Postado em 02/Jun/2014 às 15:11

      Perfeito comentário Dinio, "os vira- lata"além de estarem cheios de dinheiro, o oportunismo consegue superar sua fortuna, e mudam de opiniões de acordo com seus interesses, e outros tão oportunistas aproveitam para embarcar nas opiniões desses, para ganhar votinhos na eleição.

      • Thiago Postado em 06/Jun/2014 às 07:58

        Perfeito cara! Que venha a Copa das Copas....

  2. Amarilia Postado em 30/May/2014 às 17:07

    Excelente análise.

  3. Mario Postado em 30/May/2014 às 18:58

    O "vira-latismo" e' muito comum entre brasileiros que vivem em paises como os EUA e na Europa. O complexo de inferioriade e' projetado em falar mal do proprio pais, muitas vezes chegando as raias do absurdo. Adotam uma narrativa monocromatica: Tudo fora e' lindo, perfeito e maravilhoso, e o Brasil e' uma desgraca total. Talvez ate' para tentar justificar para si mesmos a troca do convivio com os amigos, familia, a possibilidade de uma atividade profissional mais nobre, em troca de uns miseros dolares ou euros que deixaram de ter aquele valor todo do passado. E' logico que nem tudo e' assim. Existem muitos problemas nos outros paises como tambem existe muita coisa boa no Brasil. As fontes deste complexo de inferioridade seria um bom tema para uma pesquisa academica. Em parte eu culpo a Globo que atravez das decadas sempre encontrou mil e um motivos para falar mal do pais. Criou-se entao uma cultura de falar mal sem pudor da sua propria nacao.

    • Thiago Teixeira Postado em 30/May/2014 às 20:35

      Propagado principalmente nos personagens do Chico Anísio, um desserviço a população brasileira.

    • Yrae Postado em 30/May/2014 às 22:22

      Complexo de vira - lata é um sintoma ou sequela da Eugenia.

    • herbo Postado em 31/May/2014 às 12:48

      Claro, porque o Brasil é o paraíso na terra, pais sem impunidade, país sério onde se pagam poucos tributos e os serviços públicos sobram em eficiência. Chamar o outro de vira-lata é algum tipo de racismo ? por ser mestiço é pior ?

  4. rosa Postado em 30/May/2014 às 21:12

    lúcido!

  5. Suzana Postado em 31/May/2014 às 10:03

    "...O cenário de referência adotado neste estudo aponta que a Copa do Mundo de 2014 vai produzir um efeito cascata surpreendente nos investimentos realizados no País. A economia deslanchará como uma bola de neve, sendo capaz de quintuplicar o total de aportes aplicados diretamente na concretização do evento e impactar diversos setores. Além dos gastos de R$ 22,46 bilhões no Brasil relacionados à Copa para garantir a infraestrutura, e a organização (veja quadro nesta página), a competição deverá injetar, adicionalmente, R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos indiretos e induzidos. No total, o País movimentará R$ 142,39 bilhões adicionais no período 2010-2014, gerando 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, o que vai impactar, inevitavelmente, o mercado de consumo interno, como é possível notar na tabela da página 6. ..." http://fgvprojetos.fgv.br/sites/fgvprojetos.fgv.br/files/estudo_9.pdf

  6. marcelo Postado em 31/May/2014 às 13:56

    Acho que o autor deste texto sofre do transtorno de "Alice no País das Maravilhas" pois para expor tanto ressentimento contra quem critica o "ótimo Brasil", o "Brasil das Maravilhas" só pode!! O fato é que as obras prometidas (mobilidade urbana, transporte etc.) não vão mesmo ser entregues, o tal legado não virá e acho que a retórica de chamar de complexo de vira-lata só serve para puxar o saco do governo, pois não é mentira que houve superfaturamento das obras dos estádios e que o Brasil não estava preparado para fazer uma copa devido aos grandes problemas sociais que tem, inclusive de transporte mesmo. Sugiro a leitura deste texto, antes de tachar de complxado quem enxerga além da grande festa prometida que é a Copa. Para àqueles que esperavam a "terra prometida" resultante do legado da Copa, vejam: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/05/28/a-copa-e-o-legado-que-nao-veio-de-quem-e-a-culpa-pela-vergonha-de-ronaldo.htm Att Marcelo

    • tania Postado em 31/May/2014 às 17:56

      Marcelo, concordo com você. Difícil é abanarmos o rabo (já que somos vira-latas) para os absurdos que estamos presenciando nos últimos tempos. A roubalheira está descarada, e a impunidade incentivando cada vez mais a corrupção e canalhice política. Até as últimas declarações de Joana Havelange, nos deixa mais preocupados com a situação, pois o roubo está sendo visto como algo normal. Há pessoas que acham que tudo é festa mesmo. Ser patriota não é se preocupar com a imagem ruim que estamos mostrando do nosso país, mas protestar sim, sempre que for preciso lutar para que a sociedade avance de fato, para que pessoas públicas tenham compromisso com a verdade e com a administração pública, sem ludibriar os eleitores que confiaram em seus representantes, é assim que melhora a nossa imagem lá fora. Para que sejamos respeitados dentro e fora do Brasil é preciso denunciar, se manifestar, fazer valer os seus direitos como cidadão ativo. Não se mostrar complacente com tudo. Faz parte do processo de amadurecimento esse descontentamento. Se estamos pensando mesmo em nossos filhos, esse é o caminho para deixarmos uma sociedade melhor para eles, ter consciência da nossa realidade. Nada contra os álbuns de figurinhas, é prazeroso essa troca além de promover o esporte. Acho que quem precisa de terapia é o autor e seus súditos, pois achar que curtir a copa, fechando os olhos para as falcatruas que acontecem por conta dela, é sofre de um mal conhecido como a Sindrome de Pollyana. O jogo do contente!!! Não querer ver os males do sistema, também é um problema. Não lutar para corrigi-lo é covardia; abnegação.

    • Cesar Augusto Boareto Postado em 01/Jun/2014 às 18:09

      Falou com propriedade, Marcelo !

  7. Elias Postado em 31/May/2014 às 16:59

    O Brasil atual é um circo, isso não é vira latismo é uma realidade apenas, um país com mais mortes que a guerra do Vietnã em 1 ano, um país onde bandidos se protegem e cidadãos são mortos, onde políticos criam leis para beneficiarem criminosos, onde as pessoas vivem em casas que parecem verdadeiras prisões, onde o crime é um estilo de vida, onde as instituições são atacadas ideologicamente, admirar outros países é um sinal de evolução, como na Austrália onde não existem caixas em supermercado e as pessoas deixam o dinheiro em cima da mesma de mercadoria, a terra é um único planeta e eu admiro aquilo que presta e atualmente o Brasil não está nesta lista. Quando o Brasil deixar de ser um país de bandidos e passar a defender trabalhadores eu mudo de opinião.

    • Marcia Fernanda Postado em 31/May/2014 às 22:28

      Arrasou Elias! A australia realmente é um lugar a ser admirado, pelo presente e principalmente pelo passado , atraves da linda, respeitosa, pacifica e amorosa convivencia que tiveram com os aborigenes!! Uma historia digna de ser relembrada sempre! Isso sim é uma civilizacao desenvolvida!

    • Thiago Postado em 06/Jun/2014 às 08:04

      Complexo acentuado de viralatismo congênito... O psicólogo já estabeleceu o dignostico! Kkkk

  8. Ze milton Postado em 31/May/2014 às 17:00

    Não consigo entender onde está o erro ao se apontar dentro ou fora do Brasil os desmandos existentes ,inclusive os referente à copa.

  9. Vicente Coda Postado em 31/May/2014 às 18:46

    O autor deste texto sofre de preconceito com pessoas que dizem o que pensam, e com os países europeus. Na entrevista de Ney Matogrosso,este não fez nenhuma comparação entre Brasil e Portugal. Mas este socialista quer "tapar o sol com a peneira" , querendo justificar Que não houve superfaturamento na copa do mundo¿ Que o Brasil é o País da justiça social¿ Que não houve mensalão¿ Este Socialista precisa ao menos passar um mês em Portugal para ver a qualidade de vida deste país, mesmo estando em crise. Mas que ainda é o país com o menor índice de mortalidade infantil. Este texto não passa de um puxa-saquismo de acadêmico como muitos que vejo por aí, só para obterem o prazer de ser do contra ; e não como aqueles que se preocupam e que não têm o “rabo preso” e preferem dizer o que pensam. O brasileiro já está cansado de ver somente o seu país ser lembrado como país do carnaval e do futebol e, o pior de tudo, de ser lembrado como o país da corrupção. Neste último quesito, nem Portugal quer seguir o Brasil como exemplo. Quanto ao descobrimento, Portugal teve muitos erros e muitos acertos, é fato. Mas também é fato que só existimos por conta dele. E eu me amo e amo os demais brasileiros . Então por isso eu agradeço muito a Portugal. No mais, Alberto Carlos Almeida, é você que precisa de um analista urgente e desta vez não vá culpar Portugal ao deitar no divã.

  10. Matheus Postado em 31/May/2014 às 20:06

    Resumindo tudo: o Brasil não é pior, nem melhor que os outros países por aí. Temos problemas crônicos em várias áreas, como a saúde, educação e agropecuária, por exemplo. Mas estes cidadãos que de uma hora para outra mudaram de lado, podem ter visto a realidade. Mas com ela, várias inverdades e informações exageradas. E Ronaldo, que sempre foi um ídolo de infância, me preocupa estas declarações e agora, apoia Aécio. Legal estes caras que defenderam a Copa, ganharam em cima dela e agora reclamam? Mas eles não estão sozinhos, a viralatice é tanta que agora dizem que o Brasil, se ganhar, é por que comprou a copa. Realmente, se continuarmos com este pensamento de que não somos capazes de ganhar a Copa, fazer uma boa Copa , vamos melhorar a educação, a saúde como, sempre reclamando e idolatrando o outro pois num ranking é melhor, sendo que aqui seja bom? O texto foi uma análise incrível. Não que quem seja contra a copa seja sempre um vira-lata. Mas muitos deles não acreditam no país, apenas no seu bolso.

  11. Janete Postado em 31/May/2014 às 21:23

    Texto perfeito, e viva o Brasil!! caro Marcelo se este país nã te representa...mude-se!!

    • marcelo Postado em 02/Jun/2014 às 15:44

      Cara Janete, Não é questão de representar ou não, mas sim de querer ver um país melhor, para mim, para você e para as futuras gerações. E para querer um país melhor é necessário não fechar os olhos para os seus problemas, para a corrupção que se torna cada vez mais banalizada por discursos de amor cego ao Brasil. Não quero mudar de país, ao contrário, quando exerço o meu direito à criticar o que é feito com a verba pública e com os nossos impostos é justamente para tentar conscientizar pessoas que, assim como você só enxergam o patriotismo, mesmo que esse patriotismo se sobreponha a péssima qualidade de vida que a maioria dos brasileiros vivem, no que se refere a saúde, transporte (de sardinhas) público, segurança. Para gostar do seu país, não é necessário abdicar de criticidade, não Janete. Você pode torcer pela seleção brasileira, mas não precisa deixar de enxergar os problemas sociais de base que ainda temos. Se quisermos um país melhor, é preciso enxergar seus problemas, só assim podemos vislumbrar soluções também. Se realmente gostamos do Brasil, temos que parar de repetir o velho discurso da ditadura que servia para criar a ilusão de pátria de todos, quando muitos morriam pelos simples fato de criticar o governo (entre outras atrocidades) : "Brasil, ame-o ou deixe-o". Att Marcelo

  12. Flaviano Alves Postado em 01/Jun/2014 às 13:47

    Elias, pode começar por você, por exemplo.

  13. Cesar Augusto Boareto Postado em 01/Jun/2014 às 18:07

    Lendo alguns comentários anteriores, não sei de onde vem esse "nacionalismo" para se dizer que se "orgulham" deste país. Aparentemente, só mesmo pela internet, porque na realidade não devem ter o mínimo de preocupação com o que aconteceu e acontece lá no "brasiu".

  14. Renato Postado em 02/Jun/2014 às 11:20

    Pragmatismo têm razão, bom mesmo é o Brasil que o PT, PSDB e tantos outros mais criaram, parabéns a esta gente toda!!