Redação Pragmatismo
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Corrupção 28/Mar/2014 às 10:36
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Mensalão tucano: Pizza e deboche

Supremo alivia e manda mensalão tucano de volta para a 1ª instância, em Minas Gerais. Nove anos depois de ter autorizado a PF a investigar Azeredo, sete anos depois de ter recebido a denúncia da Procuradoria, STF decidiu que não vai mais julgar o mensalão do PSDB

azeredo psdb mensalão tucano
STF manda processo do chamando mensalão tucano para a primeira instância. Eduardo Azeredo, ex-senador e ex-deputado, é o principal réu na ação (Agência Câmara)

Com a decisão de mandar para a Justiça de Minas o processo do chamado mensalão tucano, os ministros do Supremo Tribunal Federal “chancelaram o deboche”, afirma o jornalista Josias de Souza, do portal Uol. Depois que Eduardo Azeredo renunciou ao mandato de deputado federal, o STF entendeu que não tinha mais competência para julgá-lo.

Leia também: PT & PSDB: O fim da farsa de tratamentos iguais para denúncias iguais

O jornalista lembra que “não é a primeira vez que um parlamentar escapa do Supremo pela porta da renúncia”, como fez Azeredo. Para ele, a corte suprema vem lidando com ‘fugas’ de réus “de forma errática”, favorecendo uns e punindo outros. A sentença contra o grão-tucano pode agora “cair no vazio”, escreve Josias em seu blog.

Na Justiça comum, Azeredo tem direito a vários recursos e é grande a chance de acontecer com ele o que se passou com o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, contra quem as acusações foram consideradas prescritas pela Justiça. Com a decisão de ontem, “foi como se os ministros pendurassem no plenário uma tabuleta: ‘Atenção, senhores réus. Nós aceitamos o deboche!'”, conclui o colunista.

Leia o texto de Josias de Souza aqui.

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 10:54

    Ué, desta vez não tem foto de quem votou a favor? Não tem o nome expresso e a ele não serão feitos deboches, achincalhes? O "esquerdista" anda a cada dia mais confuso, mais perdido que maxixe quente em boca de banguela, ao não mais saber o que fazer para explicar sua ampla identidade com o "direitista". Já não sabe o que fazer, ao ver as mulheres ucranianas em greve de sexo contra os russos. Quer espernear, mas não sabe como, pois elas apenas exercem resistência pacífica à invasão territorial havida, valendo-se da liberdade sexual. Como espernear? Já não sabe como criticar o STF, pois, até há pouco, eram todos heróis, exceto o "execrado" Barbosa. Mas agora ele votou pela manutenção do foro no STF... Apenas repetindo o que Toffoli e Barroso bradavam, até há pouco tempo. Mas... Mas... Mas tem a mais valia do cubano, se bem que Fidel resolveu "aumentar" o salário pago, de "mil" para "três mil". Ainda assim, é a mais valia mais onerosa de que se tem notícia. Mas... Mas... (gagueja gagueja gagueja...) Mas... Eduardo Campos é "tudo de ruim"... Mas até há pouco tempo era o máximo... Mas é comparado a Collor... E agora Collor é neocompanheiro, com influência sobre a Petrobás... Ser um novo Collor, para quem o critica, é bom ou ruim? Mas... Mas... Mas... Prezados, o PT foi eleito com ampla militância, mas ainda assim escolheu abraçar a banda mais podre da política, em busca do "caminho das pedras". O PT repete todos os erros que sempre criticou, inclusive com "operações-abafa CPI", em vez de aceitar a investigação ao mesmo tempo em que defenda a dos metrôs (também o paulista, mas não somente) - uma CPI deve ser buscada como efetiva, mas não como moeda de troca, como ameaça. Poderia falar muito mais, comparando a extrema identidade entre os erros da "direita" e da "esquerda", com especial destaque para o que esta aparenta entender como um direito de reiteração, como se agora fosse a vez da raposa magra, mas não de ser colocada ordem no galinheiro. Ao fim, não se preocupem. Não sou um iludido, sabendo que não se muda do dia para a noite, não vendo Eduardo Cunha como salvador da pátria, nem mesmo o PSDB como a alternativa (muito menos Marina/Campos não são terceira via, assim como Lula/Dilma não foram segunda via). E, vindo aí a eleição, pensemos com mais racionalidade e menos paixão ao votar, não nos esquecendo que a cobrança pós posse é contrapartida do voto e dever de cidadão - vote em quem sua razão mandar, mas não passe, após, a tentar justificar todos os seus erros como se fosse algo válido e razoável. P.S.: a crítica quanto à "coerência", o "jogo de cena", é extensível a todos os torcedores organizados tucanos, demistas, psolistas e por aí vai, não se restringindo aos petistas.

    • Fábio Postado em 28/Mar/2014 às 16:08

      Suas críticas à esquerda são todas superficiais. Eu sou de esquerda e sou coerente. O STF é uma instituição que deveria, simplesmente, decidir a partir da Constituição. No caso da AP470, vários abusos foram cometidos e denunciados, mas não tivemos êxito. Paciência. Agora, o STF, a meu ver, não errou. A Constituição é que tem uma falha. O próprio Barroso - sempre coerente e excelente doutrinador - apresentou sugestões para resolver algumas falhas por meio de emenda constitucional. O que se questiona aqui é o que motiva o STF a ser constitucional às vezes e em outras, não. O que faz com que o STF entenda q, às vezes, a renúncia teve clara finalidade de fugir do julgamento - como no caso do Nathan Donadon - e outras vezes não, como agora. É preciso rever isso e apresentar regras mais claras, para que as decisões não pareçam tão políticas. Porque, nesse caso, ficou parecendo.

      • Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 20:20

        Não foram superficiais, mas exemplificativas, pois aqui não caberia a listagem exaustiva de todos os erros que a esquerda repete (da direita), mesmo porque, a cada dia, temos um novo. No mais, se você é coerente, parabéns. Precisamos de mais pessoas assim.

    • Emerson Heringer Postado em 28/Mar/2014 às 16:18

      eu assisti à votação e o voto contra do JB foi tãããão sincero que, mesmo votando contra, estava na turma que queria que esta decisão (de devolver para justiça de 1a instância) virasse a regra doravante. UAI? Como pode o juiz que foi contra a maioria querer que a vontade da maioria virasse a regra?

      • Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 20:21

        Rapaz, já temos um leitor de mentes!

  2. Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 11:18

    Apenas um adendo: há bem pouco tempo afirmei "a quem hoje comemora, celebre menos, pois no mensalão tucano serão usadas todas as brechas, janelas e portas escancaradas pelos petistas".

  3. Bruno Postado em 28/Mar/2014 às 11:28

    Entrei aqui só pra comentar que foi o único que votou pela manutenção do julgamento no STF, mas o Rodrigo já disse. É a mídia independente e imparcial, e ainda te a coragem de falar da Veja. Só tem posição ideológica diferente.

    • Fábio Postado em 28/Mar/2014 às 16:18

      A Veja não tem apenas "posição ideológica diferente". Não é este o problema da Veja. A Veja faz jornalismo de péssima qualidade, com mentiras, falácias etc. A Veja quer convencer, não quer informar. Para isto, usa todas as armas: escolhe a dedo as fotos, as capas, os adjetivos, os colunistas. Na Veja, uma matéria sobre o Egito antigo tem uma alfinetada na esquerda. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência percebe que a revista é retórica pura, da capa aos créditos. Além disso, a Veja tem um péssimo histórico. Procure nos arquivos da revista, no site deles. Lá vc verá uma capa dos anos de chumbo em que a Veja discute seriamente se a tortura é ou não justificável. A Veja dança a música do senso comum, para vender revista. Por isso é a mais vendida. Porque nós somos majoritariamente analfabetos funcionais, incapazes de uma leitura crítica a essa revista. Em síntese: sai desse discursinho de que as pessoas batem na Veja porque ela é de direita. Batemos na Veja porque ela é burra - embora esperta, porque consegue fazer a cabeça dos leitores, não é? - e atrapalha o debate sério em uma democracia.

    • Emerson Heringer Postado em 28/Mar/2014 às 16:19

      e o voto contra do JB foi tãããão sincero que, mesmo votando contra, estava na turma que queria que esta decisão (de devolver para justiça de 1a instância) virasse a regra doravante. UAI? Como pode o juiz que foi contra a maioria querer que a vontade da maioria virasse a regra?

      • Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2014 às 16:49

        Quem usa a expressão "mensalão tucano" é só a Rede Vida e Record. O Pig clássico é "mensalão mineiro" , no máximo 7 segundos, sem áudio e sem nenhum comentário dos apresentadores e comentaristas.

  4. Rogerio Postado em 28/Mar/2014 às 11:34

    O PiG não fala nisso. Mas do mentirão foi uma verdadeira novela. Mídia hipócrita! Não vai dar em nada. Esquece ou indigna-se.

  5. Gustavo Postado em 28/Mar/2014 às 11:45

    Barbosão votou pela manutenção da ação no STF, mas cade alguma nota em referência a isso?

    • Administrador
      Moderação Postado em 28/Mar/2014 às 12:48

      Olá, Gustavo. Basta ler o texto. "(...) Foi uma decisão quase unânime. Apenas Joaquim Barbosa votou pela manutenção do processo em Brasília"

      • Carlos Prado Postado em 28/Mar/2014 às 15:25

        Desculpe, onde? Na fonte está, mas aqui parece não ser algo digno de destaque.

      • Carlos Prado Postado em 28/Mar/2014 às 15:28

        E esse bangue está para prescrever logo, certo? Logo se vão as últimas esperanças de passar essa parte a limpo. O pessoal poderia pelo menos apressar tantas outras investigações como o do trem paulista.

  6. Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2014 às 11:56

    Barbosa lavou a alma. Fiquei satisfeito pelo fato dele ser o único a votar contra. Quem falar mal do Barbosão de hoje em diante vai se ver comigo!

    • Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 12:27

      Thiago, barbosa só votou contra as regras legais do STF para validar o mesmo erro cometido aos petistas, dessa forma tentando atrasar o desfechamento da farsa do mensalão petista

      • Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 14:15

        Apenas para fins didáticos, esse Rodrigo não é o mesmo dos dois comentários acima.

      • Rodrigo Postado em 28/Mar/2014 às 14:18

        Xará, o Ministro da Justiça, em entrevista gravada, confirmou a ocorrência do mensalão. E jamais desmentiu a entrevista (“Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos.” - basta por no Google) Pelo seu raciocínio, ele é mentiroso?

      • Monteiro Postado em 28/Mar/2014 às 14:36

        Peraí, até quando o Barbosa vota certo ele faz errado!!?? Essa não da pra entender...

  7. rogerio david Postado em 28/Mar/2014 às 12:53

    STF realmente virou deboche. Começou com a chegada dos "ilustres" Toffoli, barroso e zavacki.

    • Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2014 às 16:42

      Cara, o Barroso eu acho bem técnico...

  8. Hudson Postado em 28/Mar/2014 às 17:17

    é muito cômodo ao barbosa manter o voto. ele tá ratificando a lambança que ele fez, mas não se esqueçam que os outros picaretas que não tem foro privilegiado foram mandados para a primeira instância e só sobraram dois ou três tucanalhas para serem julgados pelo stf. Um morreu e os outros dois já estão dando adeus. e ainda, não nos esqueçamos que quando o pau quebrou no stf, os ministros que pediam mais igualdade no julgamento e definições, realmente, nenhum deles foi ouvido e ainda foram suspeitos de combinarem os votos. ora, depois dessa manobra, o que queriam que fosse feito??? Todos sabiam que esse julgamento dos tucanalhas nunca ia dar em nada. e para os conhecedores do mentirão pelo olho do ladrão, a visanet não é pública e o dinheiro não é público. Então toda a situação que se teve, nunca se confirmou, mas como a grande classe média entende de política pela revista de bicheiro veja, todos acham que sabem de tudo que aconteceu e ainda acham que até fhc é realmente pai do plano real e fazem até celebração de 20 anos. fhc é bom é de pegar esculhambação do clinton no OMC, e fica caladinho.

  9. Eduardo Abreu Postado em 29/Mar/2014 às 13:51

    Apenas foi o certo, a manobra da renuncia tirou dele o foro privilegiado e o presenteou com a 1ª instancia, e agora, ele e seus advogados terão todo o direito que a CF dá a todos brasileiros, de serem julgados e poderem ir para instância superior até chegar ao STF..... coisa que nunca iremos ver no caso aqui. A próxima geração verá e não entenderá nada.

  10. Juares Postado em 29/Mar/2014 às 14:41

    Nem vale a pena comentar. PERGUNTO: VOCÊS VIRAM ALGUM COMNTÁRIO DA "VEJA E REDE BOBO - BOBO MESMO". AQUI É O TAL DE "MESMO PESO E VÁRIAS MEDIDAS"

  11. renato uchoa Postado em 02/Apr/2014 às 06:54

    O Supremo e a dialética da pataca. Por Renato Uchôa(Educador) O Supremo Tribunal Federal se posicionou corretamente no que toca ao julgamento do mensalão tucano. Ação Penal 536 teve Joaquim Barbosa como o primeiro relator. Denúncia que o Plenário da Corte recebeu em dezembro de 2009. Que a gente chore com a vela na mão ou não. Ao contrário do que possa parecer, a luz da juridicidade, o rio de ilegalidades praticadas na Ação Penal 470, a não menos grave, esconder o Inquérito 2474, pela inobservância das leis, muda o curso. E nele (rio), o esgoto que poluiu as margens por anos, à margem da lei, não vai mais ser despejado. Nem o dinheiro público lavado, jogado em uma conta asséptica de um banco qualquer. Será? E nem na cara do povo brasileiro. O Supremo, de quando em quando, decide de acordo com o furo da canoa e quem vai ser afogado. Usa o anzol, a tarrafa ou o arpão. E não deve mais agir assim. Mesmo ainda não tendo regras para abarcar as renúncias fraudulentas de parlamentares, minutos antes do julgamento. Faz pouco tempo, em caso idêntico até no placar, em sentido contrário, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO), 8 a 1, foi condenado a 13 anos de prisão. E em muito mais tempo de volta, o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), pela renúncia tardia, os “sábios” entenderam que a competência para julgar mudou de endereço. De Brasília para as lindas praias da Paraíba, masculina, mulher macho, sim senhor!. A decisão, por 8 a 1, para “salvar”, pela ausência de competência, remete à Justiça de 1ª Instância , do pão de queijo mineiro, que se solidariza apenas no câncer.Dizem alguns. E dará o “grau”, por ser de primeiro, ou por outras razões. Denúncia dos ilícitos em 2009, acusado Eduardo Azeredo, a partir de então réu. Mas, salvo pelo amigo tempo e dos tempos. O ministro Gilmar Mendes, que soltou o estuprador Roger Abdelmassih, morando no Líbano, pitando narquilé e comendo esfiha no Habib’s, Reginaldo Pereira Galvão, matador da missionária Dorothy, banqueiro Dantas, deu uma colher de chá para Azeredo, pelo menos no voto. Votou pelo arquivamento da denúncia. Mais de uma década subindo e descendo a Serra. No lombo de um burro de carga. Empoeirada em uma gaveta qualquer de um juiz sem juízo, ou inteligente ao extremo. Para além dos enfoques que divergem. Quando se compara a presteza do Supremo na condenação de vários na AP 470, sem direito ao duplo grau de jurisdição, não podemos defender, por princípio, que as práticas e subterfúgios que nortearam o julgamento, e todos nós fomos contrários, sejam referências para condenar os crimes de peculato e lavagem de dinheiro..., que se aplique o mesmo lado da pataca aos outros partidos. Dois pesos e duas medidas são para os que julgam fora da lei, e se igualam no ato. O Supremo precisa banir esse lado que condena, contraditoriamente, pela ausência de provas, alijamento das outras que provariam a inocência de vários. Escondidas no segredo de (in) justiça. Condenados que foram, sem direito ao duplo grau de jurisdição. Ao outro lado da pataca cabe a perspectiva de não condenar sem provas, retomar o processo legal, inclusive no caso da AP 470. Já indicado pelos Tribunais Internacionais, permitir a reabertura do processo para que todos, mesmo em foro privilegiado, possam contestar as sentenças na totalidade. O Brasil é signatário de vários Tratados.

  12. Fernando Antônio de Olive Postado em 20/Apr/2014 às 13:12

    “... os ministros do Supremo Tribunal Federal “chancelaram o deboche”. Por um placar de 8 a 1, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou nesta quinta-feira (27/03/2014) a favor de mandar para a primeira instância da Justiça de Minas Gerais a ação contra o ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no processo do chamado mensalão tucano. O voto do relator da ação, Luís Roberto Barroso, foi acompanhado pelos ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. O presidente da Casa, MINISTRO JOAQUIM BARBOSA FOI O ÚNICO A VOTAR POR MANTER O PROCESSO NO SUPREMO. Ausentes, os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia não votaram. Juntou a fome com a vontade comer, o PSDB conta com a quase certa prescrição, e o PT se livrou da incômoda comparação como esta que Azeredo fez recentemente: "meu caso é semelhante ao do presidente Lula"