Redação Pragmatismo
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Racismo não 21/Mar/2014 às 13:23
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Até quando o genocídio do povo preto e pobre?

Não quero silêncio e nem promessas. Cansei de ver o racismo violentando nossos corpos há pelo menos quinhentos anos aqui no Brasil. Somos arrastados por correntes e presos a algemas de um sistema que tem o Estado como principal aliado na barbárie impetrada a nós todos os dias

preconceito preto pobre favelado

Sheila Dias*, Blogueiras Negras

“Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas…”

Claudia da Silva Ferreira, mulher, mãe, filha da classe trabalhadora, pobre, favelada e NEGRA… Trinta e oito anos e que tinha a missão de criar quatro filhos (as) e mais quatro sobrinhos (as). A trajetória de vida de Claudia da Silva Ferreira não sairia do anonimato se sua vida não tivesse sido ceifada de forma brutal em plena luz do dia. Não era um dia qualquer, era um dia de domingo. Provavelmente, ela havia sido explorada a semana inteira em seu local de trabalho e aguardava com ansiedade o final de semana pra trabalhar dobrado em casa, mas esse trabalho, por mais cansativo que fosse ela o fazia com satisfação, pois, estava cercada dos seus filhos (as), do companheiro, familiares e amigos (as).

Além do erro de ter nascido preta, mulher e pobre, Claudia trazia consigo um copo de café e quatro reais em suas mãos. Aquilo que ele portava, em muito se parecia com uma arma, e isto, foi o que deu o direito a policiais em serviço atirarem em sua cabeça e peito. Com total requinte de crueldade, arrastaram seu corpo pelas ruas do seu bairro, como se faziam no período escravocrata que arrastavam negros (as) rebeldes para servir de exemplo a outros insurgentes. O que choca nessa cena brutal, é que era um dia de sol e dia de domingo pela manhã (se fosse a noite, provavelmente seu corpo teria sido desovado em algum lugar e se encontrado, teria como justificativa a mentira dela estar envolvida com os “bandidos” como tentaram fazer com o Amarildo e como fazem como os nossos jovens todos os dias), as ruas estavam movimentadas, o comércio funcionando, crianças indo pra pracinha, outros indo à praia sabe se lá… Apesar do tiroteio naquele bairro, a vida tentava seguir o seu curso.

Pois bem, só tive ciência dessa barbárie ontem a noite, mas, lembro que domingo pra mim foi um dia pesado, sufocado e com uma sensação enorme de coisa estranha no ar. Assim que soube do ocorrido, chorei até cansar, com uma dor infinita que se propaga há vários séculos. Foi um mix de lembranças ruins e uma vontade enorme de implodir tudo isso aqui…

A história de Claudia se assemelha com a da minha mãe, que também com quatro filhos (as), criou mais quatro sobrinhos. Foi nesse momento que a dor se intensificou, porque não eu não parei de pensar que essa violência poderia ter acontecido com a minha mãe. Eu liguei pra casa imediatamente, queria saber se estava tudo bem com ela, lembro que a única coisa que eu queria era ouvir a sua voz, quis o seu colo também, mas a distância não me permitiu isso. Lembrei da minha mãe saindo de casa as quatro da manhã pra trabalhar em casa de família, ou em feiras, com sua barraquinha de verduras e frutas, ou quitutes, e até mesmo quando ela ia pro manguezal catar caranguejo pra vender na feira e trazer algum alimento pra nós, assim como Claudia fazia toda semana, minha mãe trabalhava duro para nos dar o mínimo necessário para sobrevivemos.

Eu me coloquei no lugar dos filhos (as) de Claudia, que agora, além da violência sofrida e que causou a sua morte, veem a todo tempo vídeos e fotos do corpo da sua mãe espalhados em redes sociais e jornais e que por alguns dias terá sua vida exposta por essa mídia carniceira e voraz. Mas o que mais me incomoda, é saber que daqui a alguns dias, ou quem sabe meses, esse fato cairá no esquecimento, assim como aconteceu com o Amarildo (pedreiro assassinado e que até hoje a família não encontrou seus restos mortais).

Não quero silêncio e nem promessas, estou cansada de ver o racismo assombrando e violentando nossos corpos há pelo menos quinhentos anos aqui no Brasil. Somos arrastados constantemente por correntes e presos a algemas de um sistema que tem o Estado como principal aliado na barbárie impetrada a nós todos os dias. Nós população negra e pobre, somos violentados em todos os sentidos. Não temos direito a moradia, a saúde, a habitação, a educação, somos chamados de macacos em campos de futebol, vimos cenas de estupro e violação do corpo negro feminino, temos os nossos cabelos comparados a palha de aço a todo o momento. Vemos denúncias de crianças que tentam estudar em escolas precárias e sem a mínima condição possível para que isso aconteça. Ainda assim, temos que ouvir que o racismo está em nossas cabeças, que somos os mais preconceituosos e que tudo não passa de uma mania de perseguição…

Pergunto-me até quando seremos agredidos desta forma, sem ao menos termos o direito de reagir. Até quando vai durar esse extermínio ao povo preto, favelado e pobre? Digam-me como podemos nos orgulhar de nossas raízes, se a todo o momento temos a nossa identidade violentada e a nossa história negada? Até quando vamos engrossar as fileiras dos necrotérios, dos presídios, dos hospitais psiquiátricos, da fila do SUS, dos bolsões de misérias, dos projetos sociais precarizados e focalizados, que em nada contribuem para a emancipação do ser social? Até quando vamos ver as crianças pretas com vergonha dos seus cabelos crespos e de sua cor, porque são agredidas nas escolas e em outros espaços de sociabilidade? Até quando vamos aumentar as estatísticas de sermos os principais mortos por armas de fogo, violência obstétrica ou negligência médica? Até quando vou me deitar com o coração numa mão e a minha guia de proteção na outra, pedindo pelos meus irmãos, namorados, maridos, sobrinhos e outros homens negros que saem de casa e não sabemos se voltam…

Continuaremos a lutar como quem agarra a vida pelas unhas e com o fio de voz que nos resta, gritamos e denunciaremos o açoite. Que o mundo saiba que mesmo amordaçados, e com as nossas carnes e vísceras expostas, continuaremos de pé e caminharemos… NÃO SUMCUMBIREMOS AOS NAVIOS NEGREIROS, AOS CAMBURÕES E CAVEIRÕES, AOS ESCOMBROS E REMOÇÕES… Tenho fome e sede por dias melhores, portanto, sou implacável no desafio de viver. Vida é o meu nome e Resistência meu sobrenome. Por isso e por mais, queremos o fim dos PROGRAMAS SENSACIONALISTAS QUE EXIBEM NA HORA DO ALMOÇO HOMENS E MULHERES COMO SE FAZIAM NOS LEILÕES DE ESCRAVIZADOS, QUEREMOS O FIM DOS AUTOS DE RESISTÊNCIAS E O FIM DAS INCURSÕES POLICIAIS NAS FAVELAS E PEREFERIAS, QUEREMOS O FIM DAS UPP´s E DA POLÍCIA MILITAR!

Pelos Amarildos, Sheilas, Joãos, Marias, Fabíolas, Flávias, Allynes, Carinas, Jussaras, Júniors, Felipes, Andersons, Jailsons, Michelles, Helaines, Priscilas, Carlas, Anas, Júlias, Expeditos, Alans, Sebastiãos, Larissas, Brunos, Deises, Terezinhas, Sergios, Kátias, Rodrigos, Marcios, Claudias entre outros (as), que vivem entre a linha tênue da vida e da morte e que mesmo ARRASTADOS (AS) continuam de pé…

Luto pelo fim desta sociedade classista, racista, misógina, lesbofóbica, homofóbica, patriarcal e que caminha a passos largos em direção à desumanização da vida! Além das ruas, escrever também é uma forma de extravasar a dor…

Sheila Dias é assistente Social, mulher, negra, pobre, nordestina de pai e mãe, feminista e militante

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Comentários

  1. Denisbaldo Postado em 21/Mar/2014 às 14:27

    infelizmente é a pura verdade. sou branco, e toda hora que vejo um negro pelas ruas tento imaginar o fardo que carrega por ser julgado e condenado a cada instante

  2. Maria Regazzi Postado em 21/Mar/2014 às 15:26

    obrasil e o pais das desigualdades, das injusticas da hipocrisias, um povo que finge que nao e racista. onde falta tudo, onde a verdade e escondida pelomarkting. onde tem os politicos mais corrupitos do mundo. omde nao ha respeito por parte da policia que e corrupta perversa, verdadeiros capitao do mato.

  3. leandro Postado em 21/Mar/2014 às 21:05

    não é questão de ser preto, é questão de ser pobre. pretos que tem dinheiro não passam aperto, exceto por mal entendidos onde o racista não percebe que o cara tem dinheiro e sabe se defender... e mais... não existe isso de genocídio de pretos, o que existe é genocídio de seres humanos... digamos que todo ano no Brasil morrem 50 mil negros, se fossem 25 mil brancos e 25 mil negros seria melhor então? o número de mortes não seria o mesmo? não são ainda 50 mil seres humanos? a esquerda se atrapalha em suas próprias idéias...

    • Denisbaldo Postado em 21/Mar/2014 às 21:25

      então me reponde porque a grande maioria dos pobres são pretos??? você é hipócrita

      • José Ferreira Postado em 21/Mar/2014 às 22:46

        Isso não justifica a ideia de "genocídio", inclusive porque muitos dos que matam são negros também. No Brasil se mata e morre mais do que em países em guerra.

      • Denisbaldo Postado em 22/Mar/2014 às 07:48

        É óbvio que justifica caro José. As pessoas pobres muitas vezes se matam por sobrevivência, a lei do mais forte. Se a maioria dos pobres são pretos por puro racismo, é muito clara a ideia que a maioria deles se matem por sobrevivência. Isso é um genocídio disfarçado. É a consequência do descaso da classe dominante, que na verdade não domina mais nada. Hoje a classe média branca brasileira está sendo dominada pela sua própria ignorância. É realmente difícil explicar o óbvio, ainda mais em uma sociedade cuja maioria branca é extremamente burra e cega.

      • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 11:14

        Denisbaldo: "em uma sociedade cuja maioria branca é extremamente burra e cega". Isso é injúria racial, sabia? O crime de injúria racial não se aplica somente aos negros. E do jeito que você fala parece que todos os não-negros são culpados pela violência no Brasil.

      • Densibaldo Postado em 22/Mar/2014 às 13:17

        Eu disse a maioria, eu não disse todos. Você sabe ler corretamente?

      • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 13:56

        A maioria também é injúria racial. São 92% de pessoas brancas, mestiças e com ascendência oriental aqui no Brasil (IBGE, 2010), imagine que a maioria delas tivesse ódio de negros, seria quase uma Alemanha Hitlerista. Existem racistas aqui no Brasil, como existem em qualquer lugar no mundo, não necessariamente apenas em relação aos negros, mas com outros tipos de pessoas, de acordo com as características de cada país.

      • Denisbaldo Postado em 22/Mar/2014 às 14:11

        seria injúria se eu não fosse branco

      • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 23:05

        Mesmo um negro que ofende outro pode ser preso por injúria racial.

    • Thiago Teixeira Postado em 22/Mar/2014 às 09:44

      Sua teoria sobre discriminação racial é social é muito vaga. Negro que tem dinheiro passa apertos sim. Mal entendidos é o maior disfarce do racista. Se entrar um negro rico num loja e um casal de branquinho da periferia quem será atendido primeiro? Se não tem nada a acrescentar é melhor que não opine, fique na sua zona de conforto.

      • leandro Postado em 22/Mar/2014 às 10:38

        quero saber qual foi a última vez que vocês viram a notícia de que algum "preto" no Brasil matou e roubou por "necessidade, para "sobreviver" como disse o amigo acima... os caras matam por matar, por prazer, e pra conseguir dinheiro pra comprar artigos de luxo... que piada, "sobreviver"... rsrs... os crimes estão ficando cada vez mais bárbaros, e vem idiota aqui dizendo que o cara tá roubando pra comprar leite...rsrs Quanto ao comentário do Thiago, é típico dos leitores desse site... "se você não é esquerdista e não concorda, então fique calado"... depois falam em democracia.

      • Denisbaldo Postado em 22/Mar/2014 às 13:21

        Leandro, na sua cabeça então os negros são maus e matam por prazer e os não-negros são bons e vítima deles? Esta é a sua teoria? Você é tão limitado que não entende que "matar por sobrevivência" envolve até o comando de um ponto de drogas. Tudo é sobrevivência. Uma pergunta a você: Quantos negros estão no Congresso hoje em dia? Quantos negros estão na favela e nas prisões? Você sabia que mais de 50% da população é negra?

      • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 14:02

        Esse papo de 50% da população é negra no Brasil é conversa de esquerdistas que enquadram qualquer um como negro, até mesmo aqueles que tem um antepassado remoto negro. Eles se esquecem que o Brasil é o país mais mestiço do mundo (palavras de José Mujica, tão adorado pela esquerda), e que temos descendentes de índios (sou tataraneto) e um mulato, por exemplo, tem 50% de sangue caucasiano. Desconsiderar a mestiçagem no caso dos mulatos, por exemplo, é renegar a mãe ou o pai brancos, e isso é até pecado, para os que tem religião.

      • Denisbaldo Postado em 22/Mar/2014 às 14:14

        RESPONDA! QUANTOS NEGROS SÃO MEMBROS DO CONGRESSO NACIONAL??? CITE NOMES!!! QUANTOS NEGROS SÃO FAXINEIROS NO CONGRESSO??? VAI PRA PASSEATA MILITAR FAZER VOLUME MEU AMIGO PORQUE A SUA RAÇA ESTÁ EM EXTINÇÃO.

      • Thiago Teixeira Postado em 22/Mar/2014 às 18:52

        Denisvaldo, nem vaga para faxina estão sendo destinados para negros. Vá num shopping de Brasília, São Paulo e repare que até nisso as empresas de recrutamento estão atuando. Nunca ouviu falar no termo BOA APARÊNCIA?

      • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 23:08

        O problema da falta de negros no congresso não é por culpa de "genocídio" ou coisa e tal. Se os negros votassem em negros, haveria mais deles no congresso. Entretanto, um negro a votar em outro por causa de sua raça seria racismo também. Um deputado deve ser eleito por conta de suas ideias e de sua ficha limpa, mas, infelizmente, 90% dos brasileiros vota mal.

      • Denisbaldo Postado em 23/Mar/2014 às 14:03

        Não meu amigo, a falta de negros no Congresso é que uma campanha política custa milhões e é claro que negro não dispõe desse dinheiro. A sua desculpa é a mais imbecil que já ouvi na vida. Negro não vota em negro! hahahaha! De qual pesquisa científica você tirou essa informação tão inteligente!

      • José Ferreira Postado em 23/Mar/2014 às 15:15

        Isso aí não ocasiona a falta de negros somente, como tem relação a falta da classe trabalhadora como um todo. E a maioria dos deputados e senadores são empresários, e é evidente que eles não querem ninguém da classe trabalhadora para confrontá-los. Os poucos que dizem ser da classe trabalhadora são, na verdade, sindicalistas pelegos.

    • fabio nogueira Postado em 24/Mar/2014 às 23:57

      Qual o país que vc vive,Leandro? Anda lendo o livro do Ali Kamel,Não somos Racistas? Essa sua teoria já caiu há muito tempo. Acorda.

  4. Thiago Teixeira Postado em 22/Mar/2014 às 10:45

    Prezada Sheila, excelente texto. Sou negro e me sensibilizei com sua percepção no que tange ao descaso da sociedade com pessoas de etnia negra. A discriminação, o tratamento desigual em hospitais, escolas e empresas só diminuir quando houver ascensão da raça negra nos postos de gestão. Não temos representatividade política (é a realidade, negro não vota em negro), não se vê médicos negros, gerentes negros, executivos negros, governantes negros, delegados negros, etc. Já viu algum piloto de avião negro? Enquanto a raça ariana perpetuar no poder, por mais "bonzinhos" que sejam, educados, humildes, mente aberta sempre estaremos as margens da sociedade e sem oportunidade alguma. Não sou exemplo pra ninguém, mas trabalho como gerente de obras, engenheiro, nunca na minha vida selecionei pessoas pela cor, e sim na capacidade de realização de cada um. Mesmo assim recebo piadinhas de colegas de outros projetos dizendo: "Para entrar na equipe do Thiago tem que ser preto". “Thiago é um tarado, só tem mulher na obra dele”. Aquilo me indignou, e desde então passei a reparar na cor e sexo de meus encarregados, topógrafos, administrativos, almoxarifes, apontadores, enfim fim, de todos os meus líderes. Realmente uma grande parte é negra e há mulheres em postos que tradicionalmente são ocupados por homens. Todos, eram auxiliares, tinham muitos anos de empresa e nunca tiveram oportunidades, porquê? Eram geridos por branquinhos, machistas, racistas e preconceituosos. Mudei o uniforme deles (as), salários, e hoje são cobiçados pelos mesmos gerentes de obra que nem olhavam no rosto deles em suas obras. No caso das mulheres, a intensão era outra. Carpinteiro (a), armador (a), pedreiro (a), ajudante que sabe ler desenho, tem liderança, facilidade com informática eu dou oportunidade mesmo e quero nem saber a sua cor ou sexo. Todos tem capacidade, não existe, na minha concepção, superioridade de raças ou sexo em nenhuma atividade, e o racismo existe sim. Brancos são preferência sim. Empresas contratam líderes branquinhos sim senhor, gerente de banco restringem empréstimos a casais negros sim, e nem me venham falar que negros com diploma tem tratamento diferenciado que é mentira. Faltam coragem e ousadia nas pessoas em deixarem o preconceito de lado e darem oportunidades iguais a todos (as).

    • José Ferreira Postado em 22/Mar/2014 às 11:18

      "A melhor maneira de acabar com o racismo é não falar dele" (Morgan Freeman) Vocês não deveria dar tanto "Ibope" para os racistas e preconceituosos em geral, pois é isso que eles querem.

      • Denisbaldo Postado em 22/Mar/2014 às 13:30

        frase mais imbecil do universo

      • Wilson Dalmaso Postado em 22/Mar/2014 às 14:53

        Sra. Sheila, parabéns pela matéria. Não sou negro, mas também não sou cego para ver que o racismo e preconceito racial no Brasil é doentio e hereditário, parece que as pessoas adquirem esse nojento vírus e ficam com esses argumentos estúpidos de que a injustiça alcança os pobres, independentemente da raça. Será que esses infectados não conseguem perceber que no país existe uma lamentável injustiça histórica que colocou a maioria negra na pobreza e que precisa ser urgentemente eliminada através de políticas públicas.Quanto ao vírus, eu acho que ele pode ser eliminado. Primeiro tente fazer uma reflexão sobre o assunto e tente ver que, na condição de não negro não podemos sair dizendo coisas que só sente e vive quem é negro. Se isso não resolver, há outra alternativa. Pode doer um pouco, mas acho que resolve. Basta sentir na própria pele branca a dor do preconceito e do desprezo. Se mesmo assim não resolver, sugiro grandes doses de preconceito e desprezo a ser administrada por aproximadamente 500 anos, acho que vai funcionar. Porém, depois desse período, cuidado para não ficar com bronca dos autores do preconceito, pois normalmente eles acham que não é bem assim, que é melhor ficar quietinho, como recomenda o grande filósofo negro Morgan Freeman.

      • Joao Laion Postado em 25/Mar/2014 às 10:22

        POUTZ!!! Pois é, a frase é dita por um negro, milionário. rs

  5. eu daqui Postado em 24/Mar/2014 às 11:37

    Querer fim da polícia é querer proteger bandido, e não preto e pobre.

  6. eu daqui Postado em 24/Mar/2014 às 11:47

    "País mais mestiço do mundo" é mais uma nazidistorção da realidade a fim de atender a interesses políticos privados. Talvez se aplique à India, nunca ao Brasil que, ao menos panorama latinoamericano, é um dos mais caucásicos.

    • José Ferreira Postado em 24/Mar/2014 às 14:04

      Em quantidade pode ser, mas em genética perdemos para a Argentina, Chile e Uruguai.

  7. eu daqui Postado em 25/Mar/2014 às 13:19

    A menor contribuição genética caucasica por aqui foi no nordeste com 51% no mínimo. E mesmo que assim não fosse, se metade do povo brasileiro parece caucásico então metade é caucásico. Raça é fenótipo. Pais mestiço se existisse maioria com fenótipo mestiço.