Redação Pragmatismo
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Preconceito social 17/Feb/2014 às 14:48
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Professora da PUC que humilhou passageiro é afastada de cargo

Professora que ironizou passageiro é afastada de cargo na PUC-Rio. Duas semanas após post polêmico, Rosa Marina Meyer deixa Coordenação de Cooperação Internacional da universidade, mas continua dando aulas no Departamento de Letras

A professora que ironizou a aparência de um passageiro no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, perdeu um cargo interno que exercia na PUC-Rio. Rosa Marina de Brito Meyer continua ministrando aulas de duas disciplinas do Departamento de Letras, mas foi afastada do comando da Coordenação Central de Cooperação Internacional (CCCI).

Em portaria enviada aos funcionários nesta segunda-feira, o reitor José Carlos de Siqueira comunica que o professor Carlos Frederico Borges Palmeira, do Departamento de Matemática, assume a função, em caráter interino. Entre outras attibuições, o CCCI administra parcerias de intercâmbio da PUC com universidades no exterior.

Rosa Marina caiu em desgraça na semana retrasada, quando publicou no Facebook um post com a foto de um passageiro na sala de embarque do Santos Dummont acompanhada da legenda: “Rodoviária ou aeroporto?”. Na imagem, o advogado Marcelo Santos, até então não identificado, estava de bermuda e camisa regata (relembre aqui). Colegas de profissão de Rosa, como o reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, e a professora Daniela Vargas, também da PUC-Rio, comentaram o post com mais ironias. O episódio recebeu uma chuva de críticas nas redes sociais.

professora puc rosa marina

Segundo rumores, a docente chegou a entregar uma carta de demissão à direção do Departamento de Letras, mas seus chefes não aceitaram a decisão. Ela continua dando aulas de Linguística e Aspectos Culturais do Português como Segunda Língua. De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, Rosa Marina estaria deprimida desde que o post começou a gerar repercussão negativa. Ela própria apagou a publicação e, no dia seguinte, divulgou um pedido de desculpas em sua página, que, depois, foi deletada do Facebook. Daniela Vargas e Luiz Pedro Jutuca também lamentaram seus comentários no post infame.

Nos corredores da PUC-Rio, o assunto dominou rodas de conversas entre professores desde a volta às aulas, na semana passada. Os colegas de Rosa Marina comentam que ela “deu mole” e procuram entender qual foi o sentido de expor daquela maneira uma pessoa desconhecida.

Depois do post polêmico, uma página foi criada com o nome de Rosa Marina Meyer para criticar a publicação. O espaço, que já tem mais de 26 mil curtidas, vem servindo para dar destaque a diferentes casos de preconceito noticiados na imprensa ou relatados pelos próprios seguidores. O advogado Marcelo Santos, que aparece na foto, falou sobre o caso. Ele mora em Nova Serrana, Minas Gerais, e estava voltando de Cruzeiro que terminou no Rio. Em entrevista a diversos sites, o profissional se disse surpreso ao saber do post, e contou que ficou bastante triste quando viu a maneira como foi retratado.

Agência Globo

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Comentários

  1. John Postado em 17/Feb/2014 às 15:45

    Sei lá.... Se fossem retirar cargos de cada um que diga alguma coisa infeliz, não ia sobrar gente empregada nesse mundo. Ela foi idiota, merece uma multa e, quem sabe, trabalhos voluntários pra aprender a ser gente, mas não sei como tirar um cargo dela pode ajudar em alguma coisa. Sendo ela professora ou não, cabe aprender mais e não ser afastada do mundo.

    • Waldimir Postado em 17/Feb/2014 às 16:20

      Alguns cargos são de de confiança e/ou necessitam de uma postura condizente com o mesmo. Não é a mesma coisa de perder o emprego..

      • renato Postado em 17/Feb/2014 às 17:28

        Concordo. Caiu na armadilha das redes sociais.

  2. Camilo Postado em 17/Feb/2014 às 15:45

    Ok, pragmatismo, também repudiei a postura da professora, mas tenho certeza que ela aprendeu a lição. Agora, arrependida, deixe a mulher tocar a vida sem sensacionalismo.

    • maria Postado em 17/Feb/2014 às 16:37

      nao ha arrependimento. ela postou o que lhe vai nas entranhas. as pessoas "guardam", mas quando esta ali, uma hora sai: foi o caso, portanto ...

    • Cristian Postado em 17/Feb/2014 às 17:24

      Não concordo, ele deve ser punida pelo menos coercitivamente, aliás apoio o advogado a mover uma ação. Uma pessoa comum fazer isso já é errado, vindo de uma professora então piorou!

    • nice Postado em 17/Feb/2014 às 18:18

      Sensacionalismo? Ah agora ela eh a vitima?? hahaha

  3. Breno Postado em 17/Feb/2014 às 15:48

    Bom, não entendi bem o gesto do afastamento. O cargo é irrelevante e ela continua dando aulas normalmente. Se ela fosse demitida da PUC, sempre poderá dar aula na UniRio, já que o reitor de lá corrobora com as idéias da professora.

  4. Mira Postado em 17/Feb/2014 às 15:50

    Acho que ela errou, deve ter percebido o quanto, foi punida Agora chega, ela não é única. Ao contrário, a fala dela ecoa por muitos jantares e cafés por aí..

    • nice Postado em 17/Feb/2014 às 18:19

      Chega porque? ela nem se deu ao trabalho de pedir desculpa ao ofendido. que no caso nao eh ela. de forma nenhuma!

  5. Luiz Postado em 17/Feb/2014 às 16:01

    Acho bem feito ela perder a (função ?), não que ela tenha que ser crucificada e não possa mais trabalhar, mas uma boa punição é uma boa, quem sabe não ajude as outras pessoas (como ela, que são muitas) a serem mais tolerantes e menos fúteis, é até algo que possamos rever em relação a certos comportamentos na rede social, isso que ela fez não é uma coisa anormal se for comparado as postagens em geral do facebook, só gerou repercussão pela posição prodissional dela... Em relação a ser exposto por outra pessoa, é super chato ser chacota na internet, ela meio que estava incitando isso, felizmente acabou sendo ricocheteado na direção dela, ela preza tanto a "etiqueta", e acabou não tendo ao usar a internet.

  6. Wegley Calixto Postado em 17/Feb/2014 às 16:13

    Se houve sensacionalismo, este veio da agência Globo. O texto foi originalmente publicado lá. O que o Pragmatismo Político Fez foi reproduzir.

  7. alguem sem preconceito Postado em 17/Feb/2014 às 16:21

    Se as instituicoes, seja quais forem "deixam por isso mesmo" critica-se; se alguma medida é tomada, critica-se também. no presente caso, ela foi afastada por que sua atitude deve ter repercutido junto a universidades do exterior e a PUC nao ia " dar sua cara a tapa" , por outro lado, continua na sala de aula ensinando tupiniquins - que logo esquecem!

  8. Ana Carolina Postado em 17/Feb/2014 às 16:24

    Que vergonha dos comentários, defendendo a "pobre mulher", "ela já se arrependeu", "já pediu desculpas", "deixa ela tocar a vida dela". Ela não se arrependeu do que ela pensa, ela se arrependeu de ter postado o que ela pensa, mas ela continua achando que pobre e ricos não devem frequentar o mesmo ambiente. E o caso não é perder o cargo, por perder o cargo, o caso é que o cargo dela exige muito mais que bom senso. As consequências dos atos dela é que vão fazer ela repensar o que ela disse, e quem sabe o que ela pensa, pagar uma multa ou fazer trabalho voluntário não voluntariamente não resolvem nada.

  9. cristina santiago Postado em 17/Feb/2014 às 16:27

    Ela não foi demitida do emprego, foi afastada do cargo que ocupava. Afinal era a reputação da Universidade, enquanto instituição de educação, que estava em jogo. Um afastamento mais do que justo. Vai continuar dando aulas e pensando na vida. Quem sabe não aprende alguma coisa e desce do pedestal ?

  10. Ronaldo Chagas Postado em 17/Feb/2014 às 16:31

    Tem que aplicar a lei. Se tornou público, a pessoa retratada que é advogado deveria transformar o episódio em exemplo processando. O juíz deve julgar e aplicar a pena. Esse comportamento não pode ser tolerado, mas para servir de exemplo deve ter processo e a pena justa. Depois ela retoma a vida dela. Rede Social Não É Lugar Para Preconceito. Se quiser se expor dessa forma, cuidado, você pode ser processado...

  11. Carolina Postado em 17/Feb/2014 às 16:32

    Poxa vida! Ela é uma educadora, um exemplo para diversos alunos que verão a postura como certa se não houver uma punição exemplar! Ela, mais que qualquer outro profissional, deve ou deveria ser um modelo a ser seguido!

  12. renato Postado em 17/Feb/2014 às 16:34

    gente...fala sério...cargo de coordenador não é lá grande coisa...ela deve até estar feliz de ter se livrado do cargo...

    • luiza maria Postado em 17/Feb/2014 às 16:45

      essa coordenacao lhe dava "glamurosas" viagens aéreas ao exterior, gratuitamente - os convenios as pagam, nao é?

  13. Vãnia Postado em 17/Feb/2014 às 16:42

    O brasileiro tem um comportamento bastante singular. Grita por um país com ordem e respeitador das leis. Mas quando alguém é punido, tende a minimizar e dizer que "aprendeu a lição". Senhores, essa senhora, uma professora com um cargo de confiança alto, cometeu não um deslize, mas um crime. Usou INDEVIDAMENTE da imagem de uma pessoa, sem autorização, expondo-a ao ridículo. Perder o cargo de confiança não é excesso na punição, é obrigação da instituição.

  14. Netto Postado em 17/Feb/2014 às 16:43

    Esse advogado parece que foi afetado negativamente pela postagem, pois ele desde o início, tenta provar que não é "pobre", apesar de parecer. Faz questão, vez após vez, de dizer que voltava de um cruzeiro internacional e que estava de roupas casuais porque queria, mas que na verdade, é rico, tem um escritório de advocacia e blá, blá, blá... Lamentável a nossa mídia perder tempo com picuinhas e com egos inflamados de pessoas, de ambos os lados, que só vêem o próprio umbigo.

    • Carmem Araujo Postado em 17/Feb/2014 às 17:32

      Sinceramente, não vi assim....ele apenas tento mostrar que as aparências enganam....mas mesmo q ele fosse um "pobre", como ele disse....mereceria ser exposto dessa forma pejorativa, pelo seu jeito de vestir. O que valemos afinal...a nossa aparência vale mais do que nosso direito de ir vir como bem entendermos ou podemos? Se fosse para avaliar a aparência....eu diria a essa senhora, que embora ela eventualmente, possa usar trajes q ela considera, mais finos, a sua aparência pessoal, deixa espaço para muitas leituras tbm...como por exemplo, o excesso de peso, me deixa margem para entender que é uma pessoa glutona, sem nenhum controle sobre o que come, aquele cabelo oxigenado, então....afiiiii....mas não sou ela, e pra mim, tanto faz se come caviar ou arroz com feijão....avalio uma pessoa pela dignidade que carrega consigo e que nenhuma roupa do mundo, por mais cara que seja, é capaz de camuflar.

  15. Walter Postado em 17/Feb/2014 às 16:49

    Mediocridade em uma pessoa que se diz educadora , talvez a punição levou mesmo foi o cidadão citado nas postagem da ilustre cidadã , acho que uma boa ação seria uma punição justa pois pessoas assim só sente arrependimento no bolso pois no celebro e no coração muito pouco infelizmente.

    • Carmem Araujo Postado em 17/Feb/2014 às 17:24

      Concordo com vc Walter! podemos esperar esse comportamento de pessoas que não tiveram acesso ao conhecimento ou mesmo a educação básica recebida em casa.....mas não aceito isso vindo de uma educadora e de ensino superior, menos ainda. Pessoalmente, creio que se o afastamento foi uma punição, é muito pouco. Outrossim, ela continuará ministrando aulas, sinceramente, eu não teria nenhum respeito por ela como professora....um professor deve inspirar seus alunos, e, ela, está muito longe disto. O pedido de esculpas pelo acontecido, tanto dela, quanto dos outros, não me convenceram desse arrependimento....

  16. monica Postado em 17/Feb/2014 às 17:45

    Fico muito triste por ela ter uma profissão que deveria educar e ajudar a pessoas a se tornarem cidadãos mais justos e melhores, algo que eu como professora acredito, mas ao invés disso só disparou preconceitos. Essa mulher está longe de representar os verdadeiros valores da profissão de professora(o).

  17. Thiago Teixeira Postado em 17/Feb/2014 às 20:44

    Agora que estou vendo a cidade onde ela trabalha: Rio. Trata-se de uma cidade muito interessante quanto a diversidade de estilo das pessoas. Num mesmo quarteirão pode haver mansões, escritórios, restaurantes requintados, e ao vira a esquina o padrão muda drasticamente. Pessoas de terno circulando com outras de chinelo, sunga (perto da orla ... calma ...), com camisa esportiva ... ela nunca conviveu com isso? Mora e trabalha dentro de um condomínio na Barra da Tijuca?

  18. Pereira Postado em 19/Feb/2014 às 15:14

    Pronto ! Estão felizes ? foram vingados ? lavaram a alma com sangue? .... "Bem feito, teve o que merece!!!" ... Como pode alguém querer combater fascismo emitindo o mesmo fascismo? Os cães ladram e a caravana da falta de coerência passa.