Leandro Dias
Colunista
Colunistas 28/Jan/2014 às 15:45
115
Comentários

Fascismo à Brasileira

Parece crescente e cada vez mais evidente no Brasil que importantes setores da classe média e classe alta simpatizam com ideais semelhantes aos que formaram o caldeirão social do fascismo

Historicamente a adesão inicial ao fascismo foi um fenômeno típico das classes dominantes desesperadas e das classes médias empobrecidas e apenas pontualmente conquistou os estratos mais baixos da sociedade, ideologicamente dominados pelo trabalhismo social-democrata ou pelo comunismo. Nos mais diversos cantos do mundo, dos nazistas na Alemanha e camisas-negras na Itália, aos integralistas brasileiros e caudilhistas espanhóis seguidores de Franco, as classes médias, empobrecidas pelas sucessivas crises do pós-guerra (1921 e especialmente 1929), formaram o núcleo duro dos movimentos fascistas.

Esse alinhamento ao fascismo teve como fundo principal uma profunda descrença na política, no jogo de alianças e negociatas da democracia liberal e na sua incapacidade de solucionar as crises agudas que seguiam ao longo dos anos 1910, 20 e 30. Enquanto as democracias liberais estavam estáveis e em situação econômica favorável, com certo nível de emprego e renda, os movimentos fascistas foram minguados e pontuais, muito fracos em termos de adesão se comparados aos movimentos comunistas da mesma época. Porém, uma vez que a democracia liberal e sua ortodoxia econômica mostraram uma gritante fraqueza e falta de decisão diante do aprofundamento da crise econômica nos anos 1920 e 30, a população se radicalizou e clamou por mudanças e ação.

Lembremos que, quando os nazistas foram eleitos em 1932, a votação foi bastante radical se comparada aos pleitos anteriores; 85% dos votos dos eleitores alemães foram para partidos até então considerados mais radicais, a saber, Socialistas (social-democracia), Comunistas e Nazistas (nacional-socialistas), os dois primeiros à esquerda e o último à direita. Os conservadores ortodoxos, anteriormente no poder, estavam perdidos em seu continuísmo e indecisão, sem saber o que fazer da economia e às vezes até piorando a situação, como foi o caso da Áustria até 1938, completamente estagnada e sem soluções para sair da crise e do desemprego, refém da ortodoxia de pensadores da escola austríaca, tornando-se terreno fértil para o radicalismo nazista (que havia fracassado em 1934).

Além disso, o fascismo se apresentava como profundamente anticomunista, o que, do ponto de vista das classes dominantes mais abastadas e classes médias mais estáveis (proprietárias) menos afetadas pelas crises, era uma salvaguarda ideológica, pois o “Perigo Vermelho”, isto é, o medo de que os comunistas poderiam de fato tomar o poder, era um temor bastante real que a democracia liberal parecia incapaz de “resolver” pelos seus tradicionais métodos, especialmente após a crise de 1929. O fascismo desta maneira se apresentou como último refúgio dos conservadores (sejam de classe média ou da elite) contra o socialismo. Os intelectuais que influenciavam os setores sociais menos simpáticos ao fascismo, o viam como um mal menor “temporário” para proteger a “boa sociedade” das “barbáries socialistas”, como o guru liberal Ludwig von Mises colocou, reconhecendo a fraqueza da democracia liberal face ao “problema comunista”:

Não pode ser negado que o Fascismo e movimentos similares que miram no estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções e que suas intervenções, no momento, salvaram a civilização européia. O mérito que o Fascismo ganhou por isso viverá eternamente na história. Mas apesar de sua política ter trazido salvação para o momento, não é do tipo que pode trazer sucesso contínuo. Fascismo é uma mudança de emergência. Ver como algo mais que isso, seria um erro fatal. (L. von Mises, Liberalism, 1985[1927], Cap. 1, p. 47)

Além da descrença na política tradicional e do temor do perigo vermelho num cenário de crise, houve ainda uma razão fundamental para as classes médias adentrarem as fileiras do fascismo: o medo do empobrecimento e a perda do status social.

Esse sentimento – chamado de declassemént ou declassê no aportuguesado, algo como ”deixar de ser alguém de classe” – remetia ao medo de se proletarizar e viver a vida miserável que os trabalhadores, maior parte da população, viviam naquela época. Geralmente associava-se ao receio de que o prestígio social ou o reconhecimento social por sua posição econômica esmorecessem, mesmo para pequenos proprietários e profissionais liberais sem títulos de nobreza (ver Norbet Elias, Os Alemães). Esse medo entra ainda no contexto de uma evidente rejeição republicana, uma reação conservadora do etos nobiliárquico que dominava as classes altas e parte das classes médias urbanas nos países fascistas, à consolidação dos ideais liberais (mais igualitários) na estrutura social de poder e de privilégios, isto é, na tradição social aristocrática. Não foi por acaso que o fascismo foi uma força política exatamente onde os ideais liberais jamais haviam se arraigado, como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e Brasil.

Por fim, cumpre lembrar que os fascistas apelam à violência como forma de ação política. Como disse Mussolini: “Apenas a guerra eleva a energia humana a sua mais alta tensão e coloca o selo de nobreza nas pessoas que têm a coragem de fazê-la” (Doutrina do Fascismo, 1932, p. 7). A perseguição sem julgamento, campos de trabalho e autoritarismo não só vieram na prática muito antes do genocídio e da guerra, mas também já estavam em suas palavras muito antes de acontecerem. No discurso e na prática, a sociedade é (ou destina-se) apenas para aqueles que o fascista identifica como adequados; há um evidente elitismo e senso de pertencimento “correto” e “verdadeiro”, seja uma concepção de nação ou de identidade de raça ou grupo. E essa identidade “verdadeira” será estabelecida à força se preciso.

Mas porque estamos falando disso?

Parece crescente e cada vez mais evidente no Brasil que importantes setores da classe média e classe alta simpatizam com ideais semelhantes  aos que formaram o caldeirão social do fascismo?

rolezinho shopping facismo brasil

Vimos em texto recente que a sociedade brasileira, em particular a classe média tradicional e a elite, carrega fortes sentimentos anti-republicanos (ou anticonstitucionais), herdados de nossa sucessão de classes dominantes sem conflito e mudança estrutural, sem qualquer alteração substancial de sua posição material e política, perpetuando suas crenças e cultura de Antigo Regime. Privilégios conquistados por herança ou “na amizade”, contatos pessoais, indicações, nepotismos, fiscalização seletiva e personalista; são todas marcas tradicionais de nossa cultura política. A lei aqui “não pega”, do mesmo jeito que para nazistas a palavra pessoal era mais importante que a lei. Há um paralelo assustador entre a teoria do fuhrerprinzip e a prática da pequena autoridade coronelista, à revelia da lei escrita, presente no Brasil.

Talvez por isso, também tenhamos, como a base social do fascismo de antigamente, uma profunda descrença na política e nos políticos. Enojada pelo jogo sujo da política tradicional, das trocas de favores entre empresas e políticos, como o caso do Trensalão ou entre políticos e políticos, como os casos dos mensalões nos mais variados partidos, a classe média tradicional brasileira se ilude com aventuras políticas onde a política parece ausente, como no governo militar ou na tecnocracia de governos de técnicos administrativos neoliberais. Ambos altamente políticos, com sua agenda definida, seus interesses de classe e poder, igualmente corruptos e escusos, mas suficientemente mascarados em discursos apolíticos e propaganda, seja pelo tecnicismo neoliberal ou pelo nacionalismo vazio dos protofascistas de 1964, levando incautos e ingênuos a segui-los como “nova política” messiânica que vai limpar tudo que havia de ruim anteriormente

Por sua vez, como terceiro ponto em comum, partes das classes médias tradicionais e a elite tem um ódio encarnado de “comunistas”, e basta ler os “bastiões intelectuais” da elite brasileira, como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino ou Olavo de Carvalho ou mesmo porta-vozes do soft power do neoconservadorismo brasileiro, como Lobão e Rachel Sherazade. É curioso que o mais radical deles, Olavo de Carvalho, enxergue “marxismo cultural” em gente como George Soros (mega-especulador capitalista), associando-o ao movimento comunista internacional para subjugar o mundo cristão ocidental. Esse argumento em essência é basicamente o mesmo de Adolf Hitler: o marxismo e o capital financeiro internacional estão combinados para destruir a nação alemã (Mein Kampf, 2001[1925], p. 160, 176 e 181).

A violência fascista, por sua vez, é apresentada na escalada de repressão punitivista e repressora do Estado, apesar de – ainda – ser menos brutal que o culto à guerra dos fascistas dos anos 1920 e 30. Antes restritos apenas aos programas sensacionalistas de tv sobre violência urbana e aos apologistas da ditadura como Jair Bolsonaro, o discurso violento proto-fascista “bandido bom é bandido morto”, que clama por uma escalada de repressão punitiva, sai do campo tradicionalmente duro da extrema direita e se alinha ao pensamento de economistas liberais neoconservadores que consideram que “o criminoso faz um cálculo antes de cometer seu crime, então é o caso de elevar constantemente o preço do crime (penas intermináveis, assédio, execuções), na esperança de levar aqueles que sentirem tentados à conclusão de que o crime já não compensa” (Serge Hamili, 2013). Assim, a apologia repressora se alinha à lógica do punitivismo mercantil de apologistas do mercado, mimetizando um Chile de Pinochet onde um duríssimo estado repressor, anticomunista, está alinhado com o discurso  neoliberal mais radical.

Rachel Sheherazade direita classe média
Rachel Sheherazade

E, ainda, somam-se a isso tudo o classismo e o racismo elitista evidentes de nossa “alta” sociedade. Da “gente diferenciada” que não pode frequentar Higienópolis, passando pelo humor rasteiro de um Gentili, ou o explícito e constrangedor classismo de Rachel Sherazade, que se assemelha à “pioneira revolta” de Luiz Carlos Prates ao constatar que “qualquer miserável pode ter um carro”, culminando com o mais vergonhoso atraso de Rodrigo Constantino em sua recente coluna, mostrando que nossos liberais estão mais inspirados por Arthur de Gobineau e Herbert Spencer do que Adam Smith ou Thomas Jefferson. A elite e a classe média tradicional (que segue o etos da primeira), não têm mais vergonha de expor sua crença no direito natural de governar e dominar os pobres, no “mandato histórico” da aristocracia sobre a patuléia brasileira. O darwinismo social vai deixando o submundo envergonhado da extrema direita para entrar nos nossos televisores diariamente.

Assim, com uma profunda descrença na política tradicional e no parlamento, somada a um anti-republicanismo dos privilégios de classe e herança, temperados por um anticomunismo irracional sob auspícios de um darwinismo social histórico e latente, aliado a uma escalada punitivista alinhada a “ciência” econômica neoliberal, temos uma receita perigosa para um neofascismo à brasileira. Porém, antes que corramos para as montanhas, falta um elemento fundamental para que esse caldeirão social desemboque em prática neofascista real: crise econômica profunda.

Apesar do terrorismo midiático, nossa sociedade não está em crise econômica grave que justifique esta radicalização filo-fascista recente. Pela primeira vez em décadas, o país vive certo otimismo econômico e, enquanto no final dos anos 1990, um em cada cinco brasileiros estava abaixo da linha da pobreza, hoje este número é um em cada 11. A Petrobrás não só não vai quebrar como captou bilhões recentemente. A classe média nunca viajou, gastou no exterior e comprou tanto quanto hoje, nem mesmo no auge insano do Real valendo 0,52 centavos de dólar. O otimismo brasileiro está muito acima da média mundial, mesmo que abaixo das taxas dos anos anteriores.

No entanto, apesar de tudo isso, parte das antigas classes médias e elites continuam se radicalizando à extrema direita, dando seguidos exemplos de racismo, intolerância, elitismo, suporte ao punitivismo sanguinário das polícias militares, aplaudindo a repressão a manifestações e indiferentes a pobres sendo presos por serem pobres e negros em shopping centers. Isso tudo com aquela saudade da ditadura permeando todo o discurso. Se não há o evidente declassmént, o empobrecimento econômico, ou mesmo um medo real do mesmo, como explicar esta radicalização protofascista?

Não é possível que apenas o tradicional anti-republicanismo, o conservadorismo anti-esquerdista e o senso de superioridade de nossas elites e classes médias tradicionais sejam suficientes para esta radicalização, pois estes fatores já existiam antes e não desencadeavam tamanha excrescência fascistóide pública.

Não.

O Brasil vive um fenômeno estranho. As classes médias tradicionais e elite estão gradualmente se radicalizando à extrema direita muito mais por uma sensação de declassmént do que por uma proletarização de fato, causada por alguma crise econômica. Esta sensação vem, não do empobrecimento das classes médias tradicionais (longe disso), mas por uma ascensão econômica das classes historicamente subalternas. Uma ascensão visível. Seja quando pobres compram carros com prestações a perder de vista; frequentam universidades antes dominadas majoritariamente por ricos brancos; ou jovens “diferenciados” e barulhentos frequentam shoppings de classe média, mesmo que seja para olhar a “ostentação”; ou ainda famílias antes excluídas lotando aeroportos para visitar parentes em toda parte.

Nossa elite e antiga classe média cultivaram por tanto tempo a sua pretensa superioridade cultural e evidente superioridade econômica, seu sangue-azul e posição social histórica; a sua situação material foi por tanto tão sem paralelo num dos mais desiguais países do mundo, que a mera percepção de que um anteriormente pobre pode ter hábitos de consumo e culturais similares aos dela, gera um asco e uma rejeição tremenda. Estes setores tradicionais, tão conservadores que são, tão elitistas e mal acostumados que são, rejeitam em tal grau as classes historicamente humilhadas e excluídas, “a gente diferenciada” que deveria ter como destino apenas à resignação subalterna (“o seu lugar”), que a ascensão destes “inferiores” faz aflorar todo o ranço elitista que permanecia oculto ou disfarçado em anti-esquerdismo ou em valores familiares conservadores. Não há mais máscara, a elite e a classe média tradicional estão mais e mais fazendo coro com os históricos setores neofascistas, racistas e pró-ditadura. Elas temem não o seu empobrecimento de fato, mas a perda de sua posição social histórica e, talvez no fundo, a antiga classe média teme constatar que sempre foi pobre em relação à elite que bajula, e enquanto havia miseráveis a perder de vista, sua impotência política e vazio social, eram ao menos suportáveis.

*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve mensalmente para Pragmatismo Politico. ([email protected])

Texto revisado por Carolina Dias

REFERÊNCIAS GERAIS:

ELIAS, Norbert. Os Alemães. Rio de Janeiro: Zahar, 1996

HAMILI, Serge. O laissez faire é libertário?. IN: Le Monde Diplomatique Brasil, número 71, 2013.

HITLER, Adolf. Mein Kampf. São Paulo: Centauro, 1925

HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras,1996

MISES, Ludwig von. Liberalism.Irvington.The Foundation for Economic Education, 1985

MUSSOLINI, Benito. Doctrine of Fascism. Online World Future Fund. 1932

POULANTZAS, Nicos. Fascismo e Ditadura. Porto: Portucalense, 1972

SCHMIT, Carl. Teologia Política. Belo Horizonte: Del Rey, 2006

Posts relacionados

Comentários

  1. André Pereira Postado em 28/Jan/2014 às 16:12

    Texto muito instigante. Não estou convencido de que o paralelo com o fascismo seja o mais interessante para analisar o fenômeno, mas a hipótese final é interessante. Só uma pequena observação: o nome é HOBSBAWM, com "M" no fim.

    • Leandro Dias Postado em 28/Jan/2014 às 16:56

      Obrigado, vou providenciar o conserto.

      • renato Postado em 28/Jan/2014 às 17:03

        Você não é fraco Leandro..

      • Ednaldo Postado em 29/Jan/2014 às 14:00

        Ao terminar de ler fui ver quem era o autor do texto publicado neste link http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/brasil-elite-e-capitalismo.html Nem fiquei surpreso de constatar que era o mesmo desse texto. Parabens, vou continuar buscando textos seus na Net.

      • Marlon Postado em 20/Feb/2014 às 09:42

        Lendro Dias, já leu isso? http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14963-difamacao-por-osmose.html (resposta de Olavo de Carvalho)

  2. Alexandre Maakaroun Postado em 28/Jan/2014 às 17:24

    Bom texto! Ótimas citações! Paralelo bem radical...

    • Maria Augusta Massimo Postado em 30/Jan/2014 às 16:05

      Nossa! como concordo com isso, realmente a classe média e a conservadora elite têm medo da "invasão" dos mais pobres e miseráveis em seu mundinho particular.

    • Rodrigo Miguel Postado em 31/Jan/2014 às 00:05

      Para mim é o melhor exemplo de falácia do homem de palha que eu já li na vida. Parabéns!

  3. Pedro Postado em 28/Jan/2014 às 17:25

    A dúvida fica, então a classe média precisa ser exterminada? Se o Facismo defende um estado forte, oque isso tem haver com a verdadeira centro-direita q defende a economia de mercado com pouca ou sem intervenção estatal? Eu sou de família pobre, hoje sou analista de sistemas, se um dia eu abrir uma empresa e ficar rico, eu preciso ser "combatido"? Os pobres tem que me odiar e me considerar inimigo opressor? Não mereço atenção do estado em nenhum aspecto? Governo não é para todos? Já frequentei shoppings de lojas caras e pobres...do shopping bourbon ao aricanduva, negros, pobres e homossexuais frequentam regularmente todos eles. Não consigo entender, o porque vocês esquerdistas gostam de esquentar essa luta de Pobre x Rico, nunca vi o Reinaldo Azevedo ou o Olavo de Carvalho hostilizar um negro, defender a "homofobia", querer extermínio da gays. São apenas pontos de vista ideológicos diferentes de vocês esquerdistas que seria bacana que fossem debatidos, não que já seja logo rotulado de maneira equivocada de facista. Acredito que você acabou de se formar e é jovem, quando você crescer, sua visão do mundo vai mudar e você vai entender que este ideal pelo qual você luta, por mais que se tenha "boas" intenções, já matou muita gente.

    • Paulo Postado em 28/Jan/2014 às 18:21

      Concordo com o seu comentário, Pedro.

    • luis Postado em 28/Jan/2014 às 19:12

      Que eu lembre, o sonho do Lula era que todo brasileiro fosse de classe média. Aí veio a Marilena Chauí e tacou os cachorros pra cima da gente. Vai entender...

      • Carlos Prado Postado em 28/Jan/2014 às 22:21

        Eles perceberam que é possível a todos os pobres saírem da pobreza, mas não pelo método marxista e ainda sendo contra a este. Não houve revolução proletária nenhuma e o povo não caiu nessa de luta de classe. Então eles tentam pregar aos pobres a demonização da riqueza que estes querem. Se der certo é até bom, pois o sistema deles só conseguirá deixar todos na pobreza, até exaurir todo o capital acumulado. Se o pobre acreditar que se deve ser pobre então fica tudo resolvido. O Lula de certa forma não tem a cabeça totalmente fora do lugar, um cara que deixará saudades até para muitos liberais(claro que o modelo social-democrata que este acreditava só funciona enquanto tiver gente produzindo capital para se consumir ineficientemente). Já estes "intelectuais" do PT são uma negação. Difícil saber se acreditam realmente no que pregam ou são desonestos apenas. Eles querem monopolizar a ascensão à riqueza: o pobre não pode mais passar para a classe média, como ele quer. Tem que seguir a solução deles, mesmo nunca tendo funcionado, pois o povo não deve saber o que é bom para ele.

      • juniperos Postado em 29/Jan/2014 às 07:34

        Os bem nascidos em berço de ouro tem medo de serragem. para manter esse estilo de vida se valem do controle a educação. Enquanto o povo se empanturra com futebol novela e BBB, o povo é drenado como por um parasita.

    • benoni Postado em 28/Jan/2014 às 19:20

      Já vi muitas vezes dizer que a democracia não depende/deveria depender do povo, já os vi defender tortura em nome da paz, vejo ignorar o problema dos excluídos com esse discurso tosco de ter apenas opinião contraria. Quanto a quem o estado defende basta ver quem são os presos( sempre pobres) e onde a policia pode atirar e invadir sem permissão( as upps e o caso Amarildo são um exemplo sem contar as estatisticas de assassinatos extra-judiciais , mais de mil só no Rio). Essa defesa enfática da propriedade em detrimento de uma vida sem argumentar com movimentos sociais dando apoio a barbaridades ou minimizando-as, veja os discursos das pessoas que os seguem sempre de ódio("bandido bom e bandido morto", "leva pra casa"). Então me diga onde alguém em algum momento já viu esse "classe média precisa ser exterminada" ao menos uma linha de alguém que siga essa linha, ou onde e como o governo "nazi-petista" pretende fazer esse extermínio?

    • Raphael Postado em 29/Jan/2014 às 01:15

      Procurei onde o autor disse que a classe média deve ser exterminada e não encontrei, vi apenas um texto relacionando o inconformismo da classe média em relação à ascensão social de parte da população com o renascimento de ideais fascistas por aqui. Não vi nada de esquerdismo, nada de comunismo. Lógico que, pelo fato de você ser formado em Análise de Sistemas, talvez você não faça a menor ideia do que o texto fala, e o que significa tais palavras, e por isso tenha dado uma resposta a ninguém e a nada.

      • Luanna Postado em 03/Feb/2014 às 07:04

        concordo. Para os leigos, toda ideia contraria ao atual regime é comunista e esquerdista, mas nao é nada disso. Basta estudar um pouco e refletir o que se passa.

    • Carlos Felix Postado em 29/Jan/2014 às 03:20

      " Se o Facismo defende um estado forte, oque isso tem haver com a verdadeira centro-direita q defende a economia de mercado com pouca ou sem intervenção estatal?" Exato, economia, mas economia e nada mais. É normal um governo de direita intervir nos direitos das pessoas legalmente mesmo sem mexer economicamente. Essa é uma característica da esquerda tb mas ela quer um estado mais forte ainda, que intervenha na economia tb. Eu pessoalmente acho necessário a intervenção do estado na economia, mas com limites.

      • Thiago Postado em 29/Jan/2014 às 16:04

        Hitler privatizou várias empresas públicas, e até a maior estatal do mundo que existia na época! E vários integrantes da direita tradicional flertavam com ele. Por isso, é ridículo esses reacionários quererem jogar o nazismo no colo da esquerda.

    • maria araujo Postado em 29/Jan/2014 às 09:39

      não vejo no texto nenhuma conclamação ao combate do pensamento de direita, pedro. está clara a linha quase pedagógica e o que o articulista faz é uma leitura da nossa realidade - que não tem como negar porque ela está aí escancarada. no máximo ele sugere reflexão.

      • Pedro Postado em 29/Jan/2014 às 11:38

        Maria, Bom dia Ao ler o texto, fica evidente que tudo de ruim, equivocado, racista, preconceituoso e elitista está em "setores" (seriam 95%?) da classe média. E o autor está amarrando claramente uma tendência Facista a estes setores de um ponto de vista "pedagógico" dele. Se fizermos um exercício básico, o governo facista é um governo ditatorial, e hoje posso afirmar que 99% da classe média,alta ou pobre não quer uma ditadura. Uma boa leitura da realidade é ler alguns jornais diariamente, qualquer um identificará que nossos problemas não se encontram nestes aspectos comportamentais de certas classes sociais, mas sim em 20 anos de governo em que o avanço na educação é 0. Parece clichê, mas enquanto esta realidade permanecer vamos todos continuar com discussões ideológicas de uma forma de eliminar a pobreza pelo caminho mais curto, mais caro e insustentável a longo prazo.

      • luis Postado em 29/Jan/2014 às 12:10

        a partir do momento que o texto chama jornalistas como a Rachel ou o humorista Danilo de nazistas só por criticarem o governo, acho que dá pra dizer que ele está combatendo o pensamento de direita. Aliás, dá pra dizer que ele não admite um mínimo desvio que seja do pensamento de esquerda, senão o cara é um novo Hitler, como eu devo estar sendo ao falar isso.

      • Cintia Postado em 30/Jan/2014 às 13:15

        Luis, em nenhum momento no texto o autor critica Sherazade e Gentili por "criticarem o governo" e sim pelas suas posições contra pobres e "diferenciados". Lê com mais atenção e tenta se desviar um pouco do branco no preto!

      • luis Postado em 30/Jan/2014 às 20:17

        Pois é Cintia, fora essa foto gigante da Rachel. Que tal da próxima vez colocarem uma foto sua num texto de título: "As piores torturadoras nazistas da história do Brasil". Você ia gostar?

      • luis Postado em 30/Jan/2014 às 20:39

        Cintia, acho que eu tô dormindo e te dei uma resposta sem pé nem cabeça... Respondo direito agora: nunca vi o Danilo Gentili fazer piada "contra" alguém ser pobre, mas já vi ele fazendo inúmeras vezes piada com a situação (inclusive política) que torna o cara pobre. A Rachel eu também nunca vi falar algo do tipo: "você é pobre e por isso eu não gosto de você, fique rico e venha falar comigo". Você já viu?

    • Thiago Postado em 29/Jan/2014 às 15:59

      O astrólogo não defende a homofobia?! Você é tão cego da realidade quanto os tais "esquerdistas" que você acusa!

    • josué krug Postado em 30/Jan/2014 às 09:44

      o capitalismo matou quantos de fome, sede e violencia de toda espécie?

      • eu daqui Postado em 05/Jun/2014 às 15:33

        Tantos quanto o comunismo já matou também

  4. Fausto Postado em 28/Jan/2014 às 17:39

    Excelente como sempre, Leandro.

  5. Eduardo Marques Postado em 28/Jan/2014 às 17:43

    Gostei do texto. Só umas correções: tem uma tal de "Mônica Sherazade" ali que eu não conheço e o certo é "déclassement", com 3 Es e acento agudo no primeiro. Se existe "declassê" aportuguesado não sei, isso me parece francês "déclassé". Abraços e desculpem se pareço pedante. =)

  6. Slingbr Postado em 28/Jan/2014 às 17:46

    Meus parabens, escreveu de maneira brilhante o que observo, mas era incapaz de por em uma retorica tao genial.

  7. Murilo Postado em 28/Jan/2014 às 17:48

    Muito interessante seu texto. Lançou luzes num pesamento que já venho tendo, mas que ainda não conseguia formalizar em relação a certos posicionamentos dados no Facebook por amigos elitistas.

  8. Alexandre matos Postado em 28/Jan/2014 às 17:49

    "OBSERVAI e verás os sinais, são tempos", diria o velho ancião com os olhos no horizonte e dedo em riste, e repetindo fervorosamente, repetia: "são tempos, que o século XX ensinou e deixou marcas na alma humana, a venda das almas pelo status alcançado". Leandro Dias escreve com maestria e elabora o texto acima como um grande observador do mundo social brasileiro. Digno dos grandes estudiosos da nossa literatura histórica, Parabéns LEANDRO, grande leitura.

  9. Sarah Postado em 28/Jan/2014 às 17:49

    Existem algumas boas observações no texto, mas alguns enganos comuns como considerar o nazismo um movimento conservador de direita (não era conservador e nem limitado às ideias de esquerda/direita). Acho que o que realmente faltou esclarecer é que tanto o comunismo quanto o mercado liberal são de fato "inimigos" do Estado, porque um pretende acabar com ele e o outro pretende reduzir a sua importância. As pessoas comuns podem não coseguir racionalizar muito bem essa disputa pelo controle do poder, mas elas sabem que existem. Com tantas informações desencontradas, mentiras e pouca esclarecimento é normal elas ficaram completamente vulneráveis para ser manipuladas, seja pela esquerda ou pela direita, através das mídias, cultos religiosos, enfim.

    • Douglas Carneiro Postado em 28/Jan/2014 às 22:31

      Sarah, se você esta baseando sua ideias nos escritos de Hayek para afirmar que o nazismo não é de direita tenha em mente que Hayek escreveu seu livro após o fim da segunda guerra mundial. Para compreender que o nazismo é sim de direita ler os textos do professor João Fabio Bertonha Sobre a Direita, publicada pela editora Contexto.

    • Danilo Postado em 29/Jan/2014 às 01:02

      Ter certeza de que sabe o que é comunismo?

    • Sergio Sant'Anna (@playrp Postado em 29/Jan/2014 às 11:47

      Sarah, No comunismo o estado muda de "gerenciador do mercado" para "controlador do mercado", e para isso ele precisa ser forte. No ultra-liberalismo, o estado precisa ser fraco para não interferir nos negócios. Um estado que promove direitos dos trabalhadores, estabelece um salário mínimo que garanta uma sobrevivência digna, faz programas sociais para diminuir os efeitos da miséria é considerado um estado intervencionista.

      • mr x Postado em 30/Jan/2014 às 10:04

        Pensei que não existia estado no comunismo...

  10. silva Postado em 28/Jan/2014 às 17:55

    O texto é muito bom, também percebo nuances de fascismo na politica e na classe média. Só queria dizer que há um erro no texto o nome da jornalista é Rachel Sheherazade e não Monica Sherazade como está escrito.

  11. Vinícius Postado em 28/Jan/2014 às 18:56

    Texto denso e complexo, mas completo. Uma real análise política e social.

  12. Reginaldo Postado em 28/Jan/2014 às 18:58

    Brilhante o texto e a análise feita pelo autor. A hipótese do neofascismo, o que distingue a ascensão fascista à brasileira, pareceu-me de grande lucidez e consequência. Não vi rótulo algum, como mais acima indicaram. Vi tão somente um esforço de compreensão de um fenômeno que, a meu ver, ainda não se mostrou em todas as suas nuances e consequências. Talvez, por isto, seja demasiado perigoso.

  13. Alexandre Postado em 28/Jan/2014 às 19:06

    Ótimo texto! É interessante, pois vejo vários autores concluindo coisas semelhantes e complementares. Acredito que, aos poucos, uma nova interpretação desse novo Brasil vai surgindo. A grande questão é como vamos transformar tudo isso, pois se o horizonte aponta para o Nazi-facismo..... MEU DEUS!

  14. luis Postado em 28/Jan/2014 às 19:11

    Ainda bem que tem gente de direita e de esquerda. Já pensou se todo mundo pensasse igual? Acorda galerinha...

  15. juniperos Postado em 28/Jan/2014 às 19:16

    Tanto elitismo não é para menos, a nova aristocracia quer sempre imitar o mais caro: o comercio de tudo! Políticos provam que se pode comprar a justiça e se futiliza tudo. O baixa, porém enorme classe assusta com revoltas cada vez maiores nas ruas, combatidas com policiais cada vez mais despreparados. se certos homens compram a justiças, outros querem comprar mais. por fim esta sendo leiloado nesse pais o direito de ser humano, e quem dita isso, são a alta classe midiática, de ventre inchado de dinheiro e soberba. o povo está cada vez mais abandonado e assim se acumula a pólvora nos barris debaixo do senado. Uma hora irá explodir. parece que está cada vez mais perto desse momento.

  16. luis Postado em 28/Jan/2014 às 19:37

    Que eu saiba, a classe média critica o total descaso com a educação, saúde, segurança, serviços públicos, etc. Com tanto tempo de PT e PSDB no governo e só vendo a situação piorar ano após ano, não é lógico que eles comecem a querer achar soluções em outros lugares? E sinto muito quem diz que o país melhorou, mas a partir do momento que você tem que se trancar em casa com medo de ser assassinado, ou que vê o nível de ignorância no nosso setor de entretenimento, não há economia que mantenha as pessoas contentes.

    • Raphael Postado em 29/Jan/2014 às 01:24

      Que eu saiba, a classe média quer educação, saúde, segurança e serviços públicos, mas não quer pagar por isso. A classe média espera que o Deus "União" seja um messias e resolva todos os problemas da vida, do universo e tudo mais, mas nunca se prestou a ler um artigo da Constituição, a qual mostra que qualquer problema demanda de muita coordenação entre todas esferas políticas para ser resolvido. No fim, a classe média é tão despolitizada e tão ignorante que acreditam nessa invenção de ditadura comunista, aderindo a ideais fascistas... que piada, e depois querem implantar o voto censitário.

      • Paulo Brito Postado em 29/Jan/2014 às 14:24

        Raphael, A classe média PAGA SIM por educação, saúde e segurança - e paga 2 vezes, uma através dos pesados impostos e outra através da maior rede de ensino privado do mundo, de convênios médicos (para não morrer na fila do Sus) e de segurança privada (em condomínios fechados e empresas de segurança privada). O que a classe média quer é serviços públicos funcionando de fato, após o recolhimento de tão pesada carga tributária. Quase todos os profissionais liberais e empresários que conheço se sentem roubados. Por isso tanta gente participou e apoio os protestos de junho, mesmo de forma despolitizada. Mas a pergunta profunda é: a quem interessa uma população imensa sem educação adequada? A quem interessa um povo com 70% de analfabetismo funcional? A quem interessa a criminalidade crescente e fora de controle, com 50 mil homicídios por ano? A quem interessa saúde pública precária? Ou a maior quantidade de usuários de crack do mundo? Eu venho procurando essa resposta, lendo e assistindo de várias fontes, analisando a história de países intervencionistas e liberais, e hoje concluo que há SIM um interesse político-ideológico muito forte e profundo por trás disso tudo. Não é à toa que atingimos esse ponto, é muito ingênuo acreditar que chegamos aqui "por acaso".

  17. silvana dias coelho Postado em 28/Jan/2014 às 19:40

    Venho me incomodando com a tendência fascista há algum tempo.E me assusto,pois ela está presente em grupos de classe média baixa.Tenho alunos filhos de trabalhadores de um salário mínimo que exibem-se e agem de uma forma alarmante.Assim,tenho explorado o assunto em minhas aulas,provocando-os a refletir sobre os motivos que os levam a tais radicalismos! Mais ainda me provoca,o mesmo posicionamento entre colegas,afinal somos formadores de opinião,lidando de forma direta com jovens!

  18. ana maria coelho Postado em 28/Jan/2014 às 20:01

    Ahhhhhhhhhhhhhhh essa mulher é um porre!

    • silvana dias coelho Postado em 01/Feb/2014 às 09:34

      Sou um porre sim,e sabe o porquê?Sei o que é praxis.Em vez de simplesmente demonstrar conhecimento para satisfazer a vaidade,tenho agido e colaborado diretamente com a inserção de estudantes pobres em instituições públicas de ensino superior.Enquanto procuram de quem é a culpa eu ocupo grande parte do meu tempo transformando teoria em prática.

  19. Sandro Postado em 28/Jan/2014 às 20:06

    Acho que existe uma questão fundamental que não foi comentada pelo autor, e que é a violência urbana. Se por um lado vivemos melhor, temos mais empregos e melhores salários, por outro os índices de assaltos e homicídios são aterradores, e estão relacionados também à legislação que protege menores e que não pune adequadamente...

  20. pedro Postado em 28/Jan/2014 às 20:14

    Texto começa fazendo uma comparação desnecessária com o fascimo, mas depois parte para a análise crítica de altíssima qualidade e poder de síntese. Parabéns ao autor e ao blog!!!!

  21. Tiago Lopez Postado em 28/Jan/2014 às 20:22

    O que mais me preocupa é ouvir de algumas pessoas das classes excluídas as mesmas frases de um Datena, um Olavo de Carvalho, ou um Reinaldo de Azevedo. O conservadorismo vai mais longe do que parece.

  22. Olavo Postado em 28/Jan/2014 às 20:24

    Na linha da troca e considerando que podem ser reflexoes em dialogo, compartilho aqui texto que escrevi com um parceiro: https://www.facebook.com/notes/articula%C3%A7%C3%A3o-de-esquerda/os-rolezinhos-como-fen%C3%B4meno-social-e-manifesta%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/617825514957474

  23. Luz no fim do túnel Postado em 28/Jan/2014 às 20:34

    Achei o texto interessante. Realmente os menos abastados melhoraram muito sua situação social e financeira, mas há um porém: falta educação! E digo educação em lato sensu. Principalmente na base, onde atuo e posso opinar. O ensino fundamental brasileiro hoje é uma mentira! Os estudantes no 9º ano (antiga 8ª série) não sabem operações básicas de matemática e maltratam nossa língua. E esse aluno de hoje vai ser o beneficiário do bolsa família de amanhã! E assim o ciclo continua... Ou vocês acham que uma pessoa bem instruída seria tão insana de adquirir um automóvel pagando prestações que no final resultam no valor de 3, 4 ou até 5x o valor do carro??? Dessa forma, acredito que a única saída é a educação. E reafirmo, educação em todos os sentidos: financeira, social, étnica, etc.

  24. Olavo de Carvalho Postado em 28/Jan/2014 às 20:44

    Curioso é que, ao comparar-me com Adolf Hitler, o articulista seja tão preciso ao indicar edição e página do "Mein Kampf" e se omita de tomar cuidado semelhante quanto ao outro polo da comparação, indicando qual o trecho, ou página, ou livro, onde eu teria rotulado George Soros de “marxista cultural”. Na verdade ele não poderia fazê-lo, porque não apenas jamais usei esse termo ao falar dessa pessoa, como também tenho mesmo insistido que “marxismo cultural” é um conceito impreciso, para não dizer errado (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/120206dc.html). É assim que se dá a uma vulgar e sórdida tentativa de criminalizar por associação as aparências de uma comparação séria, idônea, científica. O sr. Dias é o enésimo a praticar esse truque sujo, mas eu seria o último a acreditar que a falta de originalidade é um atenuante do crime.

    • Leandro Dias Postado em 29/Jan/2014 às 17:37

      Obrigado pelo comentário Olavo. Agradeço por notar a falta da referência bibliográfica, mas talvez pela abundância de fontes ou talvez pelo calor do argumento tenha esquecido de citar alguns textos seus fundamentais para compreender a associação que o senhor faz de marxismo e George Soros. Este texto específico está aqui: http://www.olavodecarvalho.org/semana/061005jb_.html Mas há outros sobre uso do Marxismo cultural, seu artigo em 2002 no Globo intitulado "Do Marxismo Cultural", autoria de Olavo de Carvalho: http://www.olavodecarvalho.org/semana/06082002globo.htm Porém, aqui o senhor também menciona Soros em similar contexto: http://www.olavodecarvalho.org/semana/051205dc.htm Este texto é bem peculiar, pois - sem fontes - o senhor cita: "Stálin recomendava que os partidos comunistas ocidentais recrutassem, antes de tudo, milionários, intelectuais e celebridades do “show business”." Enfim, além disso há também menção no tema, ainda que não explicitamente aqui: http://www.olavodecarvalho.org/semana/050725dc.htm Sobre o Marxismo Cultural, há o uso do termo em abundantes vídeos do senhor no Youtube, cito apenas dois: http://www.youtube.com/watch?v=vPWEdXgAIww http://www.youtube.com/watch?v=3flKBgoZhfU Além disso, na página o qual o senhor é/foi (?) diretor publica uma série de artigos com similar conotação, a saber: http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/11569-o-imperio-de-soros.html http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/14214-project-syndicate-o-oraculo-de-george-soros.html http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/11217-george-soros-petrobras-e-globalismo.html Enfim, se "marxismo cultural" é um termo inadequado ou impreciso, precisarei ler os seus textos com mais cuidado, pois nunca saberei exatamente o que o senhor quer dizer. Agradeço novamente a leitura, Tenha um bom dia

      • Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 02:59

        Cobrei do senhor uma prova de que eu havia chamado George Soros de "marxista cultural". Afetando superior tranqüilidade e polidez, como é típico dos embrulhões pegos em fragrante que querem se fazer de inocentes, o senhor forneceu três links, dos quais o primeiro informa que Soros ignorava o Foro de São Paulo e fingia conhecê-lo, o segundo nem menciona o nome de George Soros e o terceiro apenas acusa Soros de financiar campanhas contra o Natal e, de modo geral, o cristianismo, atividade que certamente converge com os empreendimentos do "marxismo cultural" (mencionado mais adiante no mesmo artigo) mas não é, nem de longe, a mesma coisa que ele. Com isso, o senhor só provou que me atribuiu uma opinião que não tenho e depois tentou camuflar o erro de maneira canhestra e desonesta. Em acréscimo, acusa "o uso do termo (marxismo cultural) em abundantes vídeos", como se a simples menção episódica ao nome de uma ideologia fosse o mesmo que atribuí-la a uma pessoa determinada que, para cúmulo, não é nem ali citada. Para completar, assinala artigos de outros autores, “com similar conotação”, publicados no Mídia Sem Máscara, como se esses autores ali expressassem as minhas opiniões e não as deles próprios.

      • Leandro Dias Postado em 01/Feb/2014 às 03:53

        Olá novamente Sr. Olavo. No texto "Pensando com a Cabeça de George Soros", você associa a campanha do mesmo para liberalização da droga com as FARC logo no primeiro parágrafo. Soros "subsidia organizações pró-terroristas" e caminha para "ser o maior fornecedor de matéria-prima para as Farc" [palavras suas]. Já no texto "Uma dica sobre George Soros" o sr. afirma que Soros "é um ricaço metido a intelectual, manipulado por intelectuais metidos" e sem dúvida alguma neste texto, os "intelectuais metidos" são "a maior força política ali existente", a saber, o Foro de São Paulo. Agente "coringa", fundamental do "marxismo cultural". Por sua vez, o texto citado "Papai Noel em Depressão" onde o senhor usa de uma peça de teatro natalina como alegoria de fundo para explicar a ""revolução cultural" planejada para expulsar o cristianismo da cena pública [sétimo parágrafo]. Revolução cultural esta, "financiada em grande parte por George Soros" [mesmo parágrafo]. Mais adiante, ainda no mesmo texto, o senhor revela que esta "aliança de comunistas, radicais islâmicos e burocratas globalistas é demasiado parecida com um conluio entre o Pingüim, o Coringa e a Mulher-Gato para não ser notada logo à primeira vista, exceto por um Batman de porre." Então, ainda neste texto, o senhor prossegue: "Na ocasião em que as coisas começaram, foi tudo tão rápido que a impressão de uma origem impessoal e espontânea se tornou difícil de evitar. Mas hoje sabe-se muito mais sobre a meticulosa – e caríssima – engenharia da revolução cultural. Quem, tendo uma boa retaguarda de conhecimentos sobre estratégia revolucionária e MARXISMO CULTURAL [grifo meu], leia os livros..." E por fim, esta "revolução cultural" ganha um novo adjetivo no mesmo texto, na conclusão o sr. escreve: "O que me parece é que o sucesso da revolução cultural gramsciana alcançou seus limites naturais quando a longa preparação da mentalidade popular para que aceitasse qualquer proposta vinda da elite esquerdista cedeu lugar à conquista ativa e ao exercício do poder de Estado." Portanto Olavo, acredito que os seus textos induzem seguidas vezes os leitores a concluir que George Soros sim, se insere e trabalha com marxistas na sua revolução cultural contra o cristianismo, EXATAMENTE como eu escrevi no trecho do texto que o senhor refutou. Não creio portanto, que eu tenha "forjado" ou mesmo sido "desonesto". Textos como "Do Marxismo Cultural", onde o sr. diz que "Stalin recomendava que os partidos comunistas ocidentais recrutassem, antes de tudo, milionários, intelectuais e celebridades do show business", além dos outros que citei, levam seus leitores a interpretá-lo de maneira incorreta (e eu leio regularmente seus textos), imagino que o senhor precise elaborar mais a relação que faz de milionários com os comunistas, pois ela é altamente confusa - para não dizer estapafúrdia - para que, enfim, a associação óbvia deste seu argumento com o argumento nazista não seja praxe entre seus leitores. Novamente agradeço o debate, tenha um bom dia.

    • Luís Postado em 01/Feb/2014 às 14:11

      Tenho a impressão que o sr. Olavo de Carvalho não notou a real mensagem do autor do texto. Pois bem, vamos aprofundar. O que o autor quis apresentar é que o referido senhor apresenta, em seus textos, um discurso muito próximo ao de Hitler - e não, necessariamente, do Nazismo - quando da apresentação de teses sobre a decadência cultural do Ocidente. Sem contar em teorias de uma conspiração por parte da esquerda, que seria deflagrada pelo marxismo. Esta é a mensagem central, pelo que notei do autor. George Soros foi, apenas, um ornamento retórico para dar ênfase, clarificação naquilo que o autor discorda. Admira-me e muito um sujeito que auto-intitula-se filósofo e assim vende seus produtos não conseguir fazer uma chave de interpretação básica e assim se defender. Mais do que isso, precisa atacar um ponto não central para, assim, fazer-se de vítima, ao passo que em seus textos há um ataque sórdido ao marxismo e sua ênfase na cultura. É vergonhoso, sr. Olavo, sua postura diante de uma ramificação interpretativa das ciências sociais como um todo, por não apresentar, ao menos, pontos incoerentes em sua teoria ou prática. Ao invés disso, o senhor prefere a desqualificação, a destruição, a oposição tacanha e simples.

  25. Paulo Felipe Postado em 28/Jan/2014 às 20:48

    Não posso falar pelos liberais nesse caso, mas o diagnóstico final do amigão lá denota os grilhões que o pensamento de esquerda confere se o mancebo não fica esperto. Ele ligou tudo a um suposto medo da ascensão econômica proletária. Mas a luta não é essa, pelo menos não no fronte conservador. A luta não é de ordem material, nada tem a ver com privilégios de ordem material. Ela é sim, de ordem espiritual. O que o Brasil vive, é a formação de uma nova ética social. A universalização da alfabetização, do ingresso no mercado de consumo, na elite cultural, nas democráticas redes sociais, implicam que essa nova direita que está sendo formada, capaz de lutar pelas suas ideias, SÃO OS PROLETÁRIOS DE ONTEM. São os ex-ignorantes, até então "incapazes de pensar por si próprios", privados que foram de uma reflexão mais ampla devido sua pobreza generalizada, que hoje notam algo de errado, que vislumbram mais claramente a algazarra há muito instalada no país. Em suma, a luta não é contra o acesso a bens de consumo ou contra a entrada na cultura de elite daqueles mais pobres, mas pela viabilização disso, por uma nova alma identitária para o Brasil, fortalecida nos números mas tb em sua qualidade. Os bens de consumo são um dos meios para isso, mas não são o objetivo (e não há o menor temor do surgimento de novos ricos, pois a riqueza trás tb uma nova identidade no prazo devido, e garanto, ela não é de esquerda. Afinal, quem seria contra a adição de novos amigos?). Casa nova, geladeira, máquina de lavar, computador com internet, cada melhoria na formação dos nossos professores (ainda que doutrinados) cada novo carro, tudo isso permite que as pessoas parem para respirar por um momento, sorvam alguma alegria, e aprendam algo novo. E se perguntem, "pq não antes"? E invariavelmente, as respostas serão: populismo, demagogia, protecionismo, subversão de valores, igualitarismo, esquerdismo. Não adianta doutrinar. Não adianta pregar igualitarismo. Não adianta chamar de fascismo o que é um sistema de valores intrínseco, humano, natural e bom. No fim, as informações vão circular. Pra cada página de texto lida a mais por um brasileiro recém alfabetizado, pra cada acesso ao facebook, pra cada momento, pausa reflexiva que ele puder fazer, pra cada novo bitcoin e variante no mercado, novo autor descoberto fora de instituições falidas (universidades venenosas) no amplo espaço da liberdade e da busca individual, cada vez mais pobretões e ex-pobretões, sejam negros, sejam gays, sejam mulheres, sejam "homens brancos heteronormativos patriarcais dominantes" irão fazer a opção pela direita política. No fim, as políticas e o pensamento de esquerda só prosperam onde há miséria, seja ela material ou intelectual.

  26. Felipe Postado em 28/Jan/2014 às 20:53

    Show. Manja muito dos paranauês, Lenadro. Parabéns!

  27. Gabriel Postado em 28/Jan/2014 às 20:59

    Olha, dei uma olhada no texto e, posso dizer que achei simplesmente fantástico! Muito bem escrito com ótima argumentação. E acredito que a situação seja essa daí mesmo: O problema não é que os ricos ficaram mais pobres; mas que os pobres ascenderam socialmente. Veja você, outro dia saiu uma coluna de uma socialite que dizia não ser mais empolgante ir para NY por que qualquer um pode ir .Ou seja, o que vale no jogo é a exclusão e exclusividade. Parabéns.

  28. Felipe Postado em 28/Jan/2014 às 21:25

    POR: Olavo de Carvalho em sua página no facebook Na página “Pragmatismo” (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/01/fascismo-brasileira.html), um palpiteiro de nome Leandro Dias escreve: “É curioso que o mais radical deles, Olavo de Carvalho, enxergue ‘marxismo cultural’ em gente como George Soros (mega-especulador capitalista), associando-o ao movimento comunista internacional para subjugar o mundo cristão ocidental. Esse argumento em essência é basicamente o mesmo de Adolf Hitler: o marxismo e o capital financeiro internacional estão combinados para destruir a nação alemã (Mein Kampf, 2001[1925], p. 160, 176 e 181).” Curioso não é isso. Curioso é que, ao comparar-me com Adolf Hitler, o articulista seja tão preciso ao indicar edição e página do Mein Kampf e se omita de tomar cuidado semelhante quanto ao outro polo da comparação, indicando qual o trecho, ou página, ou livro, onde eu teria rotulado George Soros de “marxista cultural”. Na verdade ele não poderia fazê-lo, porque não apenas jamais usei esse termo ao falar dessa pessoa, como também tenho mesmo insistido que “marxismo cultural” é um conceito impreciso, para não dizer errado (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/120206dc.html). É assim que se dá a uma vulgar e sórdida tentativa de criminalizar por associação as aparências de uma comparação séria, idônea, científica. O sr. Dias é o enésimo a praticar esse truque sujo, mas eu seria o último a acreditar que a falta de originalidade é um atenuante do crime.

  29. Erick Postado em 28/Jan/2014 às 21:34

    Em uma leitura mais isenta, sem buscar relacionar coisas inconciliáveis como liberalismo e fascismo, percebe-se que em momento algum Ludwig von Mises trata do fascismo como um mal menor. Ele cita neste mesmo capítulo que existem pessoas que pensam assim mas não fala que é a opiniào dele, até porque logo em seguida fala do perigo de uma guerra civil entre fascistas e comunistas pois ambos estariam dispostos a usar da violência para conquistas o poder. Em seguida Mises apresenta o liberalismo como uma alternativa a ambos. Tenta induzir as pessoas a relacionar Mises ao fascismo é no mínimo um total desconhecimento do trabalho do autor.

  30. Fausto Araújo Santos Postado em 28/Jan/2014 às 21:34

    Acho uma análise interessante mas extremamente radical. Parte de um princípio absoluto, colocando todos os que te referes como elites e classe média no mesmo "balaio". A hipótese de haver esta tendência elitista é importante e muito bem fundamentada, mas a intenção de líderes destes movimentos que te referes e criticas "à rodo"pode ser tão somente em questionar o peso do ESTADO nas vidas das pessoas. Não colocar isto no "quase completo" texto muito bem escrito por ti sugere que queres tirar fora esta hipótese, o que dá espaço para que alguns pensem - com razão - que o colunista é apoiador incondicional de um Estado Imperial,arbitrário e altamente engessado, como vivemos no Brasil. Mas o texto é bom, somente achei tendencioso DEMAIS. Abraço.

  31. Carlos Prado Postado em 28/Jan/2014 às 22:11

    Lutemos contra o fascismo, pois este é comunismo disfarçado. É a centralização do estado na descrença de uma das teses de Marx de que a burguesia está em eterno conflito com o proletário. O fascismo acredita que estes não precisam estar em conflitos eternos e que podem ser uma unidade única no estado, assim como o o marxismo acredita que todos serão uma unidade no estado - ai não haveria mais estado, pois não haveria sentido em se falar de estado - porém com a extinção dos burgueses. Lutemos também contra o fascismo e qualquer forma de estatismo pois criam-se um grande aparato coercivo, capaz da violência "legal" e "constitucional". Aparato este que isola o povo numa classe neste caso realmente antagônica a outra que a controla e a explora: dos burocratas, dos nobres, aristocratas, da nomenklatura. Que ninguém seja obrigado a servir a uma gangue estatal por causa de um acidente geográfico! A economia é a ação do povo, que produz para subsistência e lazer, que troca e negocia para conseguir o que quer, que poupa para tempos difíceis, que investe em projetos grandes quando vê o quanto isto beneficiará a sua vida e dos seus amigos. Deve-se defender o livre mercado para se defender o pobre, o povo, cada um na sua individualidade. O estado permite monopólios e lobbys que não beneficiam ninguém a não ser os amigos da classe politica. Os empresários tem que serem submetidos a uma avaliação dura, a satisfação do povo. O governo não deveria proteger, como um governo fascista faz, os empresários que não produzem nada de útil e não são eficientes em satisfazer a demanda da população. Num livre mercado qualquer um do povo poderia, com uma grande ideia, oferecer um serviço muito bom que sanaria uma pobreza da população local. Ações de Hitler, Mussolini, Stalin, Napoleão ou Castro apenas conseguiram matar uma grande quantidade de pessoas. Já um banqueiro conseguiu através de um empréstimo alfabetizar mais gente do que qualquer governante poderia imaginar, fazendo uma sociedade para criar uma máquina de imprensa e transformar os livros de artigo de luxo manuscritos para objetos populares. A livre iniciativa para poupar e empreender transformará itens de luxo em itens populares, coisa que muitos nobres estatistas podem não desejar e chegam a terem horror. Mas num sistema livre de produção e comercio podemos alcançar fácil acesso a veículos, teatros, viagens, instrumentos musicais, comida e tantos itens que antes da produção capitalista eram destinados apenas aos nobres, feitos por artesões com contratos monopolistas em suas guildas.

    • Raphael Postado em 29/Jan/2014 às 01:32

      Esses dias estava vendo um documentário no history channel (sim, aliens) que mostrava a ascensão de alguns magnatas entre o século xix e início do xx nos EUA. Achei interessante como esses magnatas utilizavam o seu poder econômico para esmagar a concorrência. A propósito, esses magnatas não eram soberanos, não eram o estado, eram simples capitalistas.

      • Sohia Postado em 30/Jan/2014 às 18:18

        Eu tambem vi o mesmo documentario. Eu achei o documentario fascinante por varias razoes. Eu acho que ha muitos brasileiros que acreditam que tudo nos Estados Unidos sempre foi perfeito. Durante este periodo historico americano, estes magnatas perseguiram, madaram matar ( a la coronelismo) e reprimiram qualquer iniciativa trabalhista dentro de suas fabricas. O estado fazia "vista grossa" ! Com o tempo, o movimento trabalhista cresceu e ganhou adesao popular, e com isso, estes capitalistas passaram a ser pressionados por uma parcela maior da sociedade. E eu que achava que americano rico era tao bonzinho e doava seu dinheiro para qualquer um, descobri que as doacoes e ate mesmo a criacao de universidades e teatros famosos surgiram da tentativa de "acalmar os animos" dos mais pobres...e para fazer os "ricoes" menos detestaveis!!! Mas, voltando ao artigo, que tem muita "madame" com raiva da empegadinha que agora nao pode mandar fazer o quer, isso tem!!! Quem sao elas? So eu posso viajar para "New York", voce nao!!!

  32. Ulisses Postado em 28/Jan/2014 às 23:25

    O único lado ruim de um texto sensacional como esse são os comentários idiotas de alguns analfabetos. Fala-se de todo um contexto amplo e o cidadão vem se citar como exemplo para tentar rechaçar a tese do texto. Se é o seu caso, leia http://papodehomem.com.br/o-assunto-nao-e-voce/. Repita comigo: o assunto não é você! Ou, o assunto não sou eu! O assunto não sou eu!

  33. Roberval Silva Postado em 28/Jan/2014 às 23:32

    Texto tendencioso. Nota-se que a esquerda realmente não entendeu o que significa DEMOCRACIA. Para os canhotos, "democracia" é liquidar com qualquer possibilidade de questionamento a suas idéias e desejos de construir uma sociedade totalitária.

  34. Lucas Neto Postado em 28/Jan/2014 às 23:57

    Parabéns polo ótimo texto e reflexão, sua analise deve ser compartilhada!

  35. Andrei Postado em 29/Jan/2014 às 00:02

    Uma das primeira medidas de Hitler foi acabar com a maçonaria que é basicamente formada por pessoas de direita, é um absurdo taxar a direita de fascista é uma falta de conhecimento absurdo, o fato é que a violência no Brasil torna setores liberais e conservadores mais violentos a tudo que o país vem passando, o Brasil é um país em guerra civil, saúde e educação falidos, a classe média esta desarmada e é um alvo em potencia antagônico dos governos de esquerda, vão se armar e se organizarem, um levante de direita pode acontecer pois estão sendo atacados e o governo nada faz. Algo esta acontecendo. Os judeus se armaram contra Hitler a classe média se arma contra a esquerda, pode parecer outro contexto mas o estado maltrata tanto o trabalhador que sobrevive sozinho, protege tanto os criminosos, a esquerda em geral basicamente sobrevive de escrever textos bajulando criminosos, criamos uma cultura do crime no Brasil, basta ver na TV, net e tudo mais uma sociedade inversa alguém tem que reagir, alguém tem lutar pelos valores contrários a tudo isso, ou vc acha que esses de direita são bobos não assistem seus filmes, não entendem sobre sua historia, não entendem o que admiram, não leem seus livros, estudam muito mais que vcs, a direita precisa ressurgir e se unir e passa longe da “oposição” política do PSDB atual algo novo e mais que urgente.

    • luis Postado em 29/Jan/2014 às 12:15

      permita-me corrigir: país em guerra civil não tem tantas mortes e violência quanto o Brasil. É só ver as estatísticas.

    • Thiago Teixeira Postado em 29/Jan/2014 às 13:28

      Não entendi que tipo de direita você prega. Desde quando a direita se preocupou com prestação de serviço social? A esquerda "maltrata trabalhador"? A esquerda escreve textos ..., tá, tudo bem até ai ... mas quem publica? PSDB faz oposição ao PT não porque são de Direita, mas uma questão política, pois eles são os antecessores e querem que tudo dê errado para retornarem ao poder. A Direita hoje não dá voto, a não ser num regime de ditadura. A extrema esquerda também não dá voto, ver o PSTU, PCO e PSOL quantos votos conseguem. Hoje é tudo que aspira radicalismo assusta a massa.

  36. Filipe Postado em 29/Jan/2014 às 00:22

    Um dos motivos da falência da sociedade é cultural, o crime por exemplo é resultado da glamorização que o ocidente deu a criminosos em geral, hoje os jovens optam pelo mau achando que estão corretos o conceito de bem e mau foi destruído, paradoxalmente a esquerda que é o próprio estado hoje ajuda nisso diante da ideologia pregada, a desigualdade social sozinha não gera a quebra da sociedade e sim a cultura diante do que é valorizado, no Brasil o que tem valor resumindo é bandido e bunda, a sociedade com o tempo absorve isso, o resultado está ai hoje em dia. Esses jovens são uma reação a tudo isso.

  37. André Passos Postado em 29/Jan/2014 às 02:12

    Fascismo à brasileira é uma receita de bolo, "camarada" ? Se for, os ingredientes escolhidos parecem não estar disponíveis no mercado ... Profunda descrença na política e nos políticos - O exercício da democracia permitiu a chegada da esquerda ao poder, que lá chegou empunhando a bandeira da "ética na política", mas no entanto tratou logo de trair sordidamente os eleitores. Engenharam e praticaram um esquema de corrupção profunda que, dentre outros efeitos deletérios, visava controlar financeiramente o Congresso Nacional e assim forçar a implantação da sua agenda sociaista/comunista. Nesse intuito, cercou-se daqueles que mais veementemente criticavam enquanto eram oposição, justamente os grande representantes das oligarquias insaciáveis : Sarney, Collor, Renan Calheiros e Maluf a quem acusavam dos mais hediondos crimes! Temos, então, que a alegada "descrença" na política de fato impulsionou o eleitorado na busca de um apuro moral, porém infelizmente vai precisar continuar nessa empreitada, já que a opção pelo PT revelou ser a pior, a mais perniciosa possível. Mas como quem combate a ideologia que ceifou mais de 100 milhões de vidas, senão pelo assassinato direto, mas também através da fome e da escravidão, é fascista na visão dos esquerdistas, divulga-se que está em curso um fascismo à brasileira. Um bando de idiotas desinformados acredita. A elite e a classe média estão expondo a crença no direito de governar os pobres - Os ideólogos que se auto proclamam detentores do bem e da verdade, partindo dessa premissa arrogante e mentirosa, quando arrebatam o poder em nome do povo, sem demora solapam-lhe os direitos individuais, a liberdade de expressão e o direito de propriedade, em nome de uma fantasiosa justiça social que nunca se cumpre. Não obstante, como que inteiramente cegos a essa realidade histórica, continuam arvorando o direito de decidir os rumos da "coletividade", que não consiste, e isso está claro como a luz do sol, em governar os pobres, mas antes, nivelar todos na pobreza como ocorre em Cuba. A elite e a classe média dá seguidos exemplos de racismo e intolerância - Existe um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=JJpK5mefsdY) em que a petista visceral, Marilena Chauí, declara seu ódio incontido pela classe média, desferindo-lhe ofensas sem a menor cerimônia (no seu sentir e pensar, gente ignorante, fascista e violenta) para o delírio dos presentes, os quais, se não compartilhavam desse sentimento nefasto, no mínimo passaram a achar razoável cultiva-lo. Em relação aos rolezinhos, conduta similar. A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, afirmou que as medidas preventivas adotadas pelos shopping centers eram coisa dos brancos inconformados com a presença de negros naqueles ambientes, numa inequívoca demonstração de que a má-fé pode ser oficial, estratégica. Pior para todos. Agora a mais recente: o adolescente Kaíque, gay, negro, cometeu suicídio se atirando dum viaduto em São Paulo. A polícia local esclareceu, a família acredita na tese, ele deixou anotações de despedida num diário!!! Antes, porém, que qualquer esforço de investigação fosse envidado, a Sra. Maria do Rosário, titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, emitiu uma nota em toda a linha mentirosa e suja, classificando o ocorrido como um crime de ódio e - olha aí a manipulação política! - designando um preposto seu para acompanhar "pessoalmente" o caso, sugerindo que as autoridades constituídas (o PSDB governa aquele Estado) não se prestariam a esclarece-lo a contento. É sempre assim: pobres x classe média (!?) ; gays x heteros; negros x brancos. Sempre que o PT vê uma fogueira joga gasolina, para depois dizer que detém os meios de apaga-la. Nisso vão sentindo o quanto podem "pesar" a mão ... Não lhes interessa mitigar as tensões, apresentar às pessoas coisas que elas têm em comum, que as une. Diante de tais acontecimentos, resta evidente que o racismo, e o ódio de classe são estrategicamente insuflados pela esquerda, com o fito de fazer valer a máxima dividr para conquistar. Muito mais poderia ser dito, mas não no ânimo de debater com o autor do texto, nem com os seus admiradores - esses só mesmo o Santo Cristo encarnado poderia convence-los de algo, e tão somente Ele, que tudo pode - e sim porque simplesmente não dá pra ler tantas aleivosias e ficar calado.

  38. Isac Costa Postado em 29/Jan/2014 às 08:23

    Eu discordo da parte final do texto, em que a sensação de perda de status decorra primordialmente da ascensão social da classe mais pobre. Desde logo, quero deixar claro que não sou adepto dos gurus mencionados no texto (Constantino, Olavo e cia.), acredito que eles fazem um desserviço enorme ao debate, principalmente porque o conteúdo de seus textos se assemelha muito mais a um sermão de igreja do que a um texto científico (vide o último texto do Olavo no Diario do Commercio, que é meramente uma provocação a seus opositores, dando a entender que todos os que já discutiram com ele foram humilhados). Tampouco sou tucano ou petista. E meu etos não é o de ódio ou ressentimento, mas o de esperança. A possibilidade de poder comprar um carro, uma geladeira, um fogão, um imóvel mais barato, não se abriu a uma parcela significativa da população, na minha opinião, e as pessoas de classes diferentes, embora se cruzem aqui e ali - como nos shoppings - ainda vivem relativamente isoladas umas das outras, tendo contato viabilizado muito mais pela mídia do que por qualquer outro canal. Com a devida vênia, esse discurso de que hoje o Brasil está menos pobre é meramente argumento de marketing do PT, a meu ver. O desenvolvimento de uma sociedade (e de uma economia) não pode colocar o poder aquisitivo em uma posição tão central, ainda mais em nosso país onde há uma cultura de inflação inercial e extorsão quando falamos de preços de produtos e serviços. Precisamos muito mais de educação financeira, planejamento familiar, um mínimo ético-civilizatório nos serviços públicos mais básicos, probidade administrativa, promoção do empreendedorismo, reforma tributária, consciência da cidadania e dos mecanismos de fiscalização do governo. Porém, o atual governo preferiu pensar que o eleitor ficará mais feliz se puder comprar uma televisão ou uma geladeira. Em vez de promover a reforma urbana, em diminuir o poder dos rentistas para poder fazer com que os preços dos imóveis se tornem mais justos, em vez de atacar o spread bancário de forma efetiva para facilitar o acesso ao crédito por parte dos menos favorecidos (os que mais precisam de crédito são os que têm mais dificuldade em obtê-lo!), o governo preferiu distribuir migalhas. Isto não é redução da pobreza. As estatísticas divulgadas não conseguem captar a realidade. Acredito que o sentimento que nutre as classes com maior poder aquisitivo hoje é composto por uma série de fatores, tais como: (i) uma sensação generalizada de injustiça - o fato de que, após terem lutado com seu próprio MÉRITO para conseguir chegar onde estão, o governo vem e, com elevada carga tributária, além de não prestar serviços públicos adequados, simplesmente desenvolve políticas assistencialistas eleitoreiras com seu suado dinheiro; (ii) uma ideia imprecisa e talvez exagerada da magnitude dos recursos destinados a essas transferências de renda, dando a entender que, cedo ou tarde, todo o seu patrimônio pode vir a ser espoliado para distribuição aos mais pobres, promovendo uma pseudo-igualdade, em que alguns serão mais iguais que os outros; (iii) a corrosão do seu próprio poder aquisitivo, decorrente de uma inflação real distinta da mostrada nos números do governo, aliada à regressividade do sistema tributário brasileiro, cujos efeitos mais perversos afetam mais significativamente as classes intermediárias da sociedade; (iv) a falta de confiança nas instituições políticas e no aparelho judiciário, pois o Estado brasileiro tem a doença congênita de escrever inúmeras leis muito mais como afirmação de algo do que com finalidade de colocá-las em prática, como bem disse o texto ("as leis não pegam"); (v) uma sensação generalizada de medo, de que há um risco de colapso na sociedade (um risco à la Ulrich Beck), pela destruição de seus valores e de suas instituições mais caras (ex. família, propriedade privada), desenhando um futuro incerto que trará uma realidade que os afastará do conforto e segurança que acreditam desfrutar hoje. Os acontecimentos na Venezuela e na Argentina alimentam esta sensação. Em diferentes proporções, acredito que estes fatores gravitem no pensamento dos que hoje começam a acreditar que têm um inimigo que, a meu ver, não existe. Uma das principais virtudes da democracia é viabilizar a alternância de poder - o partido que hoje governa não pode fechar a porta pela qual chegou ao poder. Independentemente de qualquer agenda política, talvez a democracia brasileira se aperfeiçoe significativamente e estas ideias nefastas se dissipem caso um partido que não seja o PT assuma o poder nas próximas eleições. Esta é a minha convicção atual.

  39. Antonio Postado em 29/Jan/2014 às 08:41

    Como disse meu pai uma vez, a elite nao consegue engolir o fato de termos uma ex-guerrilheira como presidente. Com o lula foi o mesmo. // O paragrafo que vc diz sobre "lei nao pega" e o personalismo brasileiro me remeteu ao Raizes do Brasil, livro que eu acabei de ler onde ele cita esse anarquismo brasileiro e como a hierarquia precisa dele. Carregamos uma heranca cultural com bastante similaridade a italiana e que eh um prato cheio pra essa galera do '88'. E, por fim, o texto traz "otimas referencias" hitler, mussolini, mises, hahaha

    • Hérico Postado em 01/Feb/2014 às 15:45

      Como se ela não tivesse sido sempre, e agora ainda mais, da elite. Você não consegue nem entender o que mesmo diz.

  40. Pedro Postado em 29/Jan/2014 às 10:23

    Meu caro Leandro, De onde tirastes que a cotação do Dólar chegou a 0,52 BRL? Não houve tal cotação. Não que isso desmereça todo o resto do texto, porém, não há que enfeitar o rabo do pavão para que tenha mais credibilidade em suas palavras. Acho mais do que importante e salutar as considerações feitas. Acho também imprescindível que sejam feitas reflexões sobre onde estamos e para onde queremos ir. Não sou partidário a ninguém. Não sou PT nem tampouco PSDB e, creia-me, não sou alienado. O Brasil carece de partidos com ideologias fortes o suficiente para enfrentar crises e colocar-se de maneira clara e positiva diante de quaisquer circunstâncias. Isso significa que o partido no poder (hoje o PT) tem receio de se posicionar firmemente em qualquer que seja a posição. Se a Dilma (seu governo) se firmasse como um governo social, seria aplaudida e teria o respaldo de quem analisasse seu governo. O medo de ser taxado de "esquerdista/socialista" ou "direitista/liberal" faz com que não se tenha certezas sobre quais rumos tomará o país. As ações sociais do governo são mais do que necessárias, são inevitáveis para uma nação que pretende tornar-se um país. Não ouso questionar ou acusar de paternalista o governo que alimenta quem nunca teve nem teto. Não de barriga cheia... Entretanto, não posso concordar que, para defender esse ou aquele movimento, eu tenha que alterar informações... Não vamos enveredar para o uso da propaganda, certo? Saudações

    • José Postado em 30/Jan/2014 às 10:22

      Pedro, foi dito que 1 Real era 0,52 centavos de dólar. Ou seja, 1 dólar = R$ 1,92 aprox. E não que 1 dólar correspondesse a 0,52 BRL.

      • Leandro Dias Postado em 03/Feb/2014 às 02:37

        Apesar de José estar correto, o caso é que é um typo, o correto é 0,82 centavos de dólar em 1996.

  41. Mauro Nogueira Postado em 29/Jan/2014 às 10:28

    O texto reflete exatamente o tipo básico de argumentação esquerdista. Atribui-se a outrem, defeitos que são seus. Senão, veja-se: o fascismo se caracteriza pelo radicalismo nacionalista, resultando num governo de Estado totalitário. Quem está no poder? Quem está aparelhando o Estado p/ se tornar uma mera extensão de um partido? Creio que não é a "direita". Aliás, o Brasil não se encaminha p/ se tornar um regime fascista. Encaminha-se p/ uma ditadura socialista. Por fim, há de se fazer uma breve distinção entre as extremas de esquerda e de direita. O fascismo é extrema direita. Mas seu diferencial com a direita branda é tão grande que se torna diferente na essência, a ponto de serem totalmente distintos. Já a esquerda é sempre esquerda. Não há mudança nela, entre moderação e extremismo, na essência. Apenas em grau.

    • Marcos Postado em 30/Jan/2014 às 00:09

      Perfeito o comentário, também não vejo diferença entre a esquerda e extrema esquerda enquanto o espectro de direita é completamente plural. Basta ver nossa esquerda financiando uma ditadura Cubana atualmente.

  42. Amauri Gouveia Postado em 29/Jan/2014 às 10:44

    Gostei do texto. Considero que nso extremos do espectro politico a pratica será sempre facista. Mas falta ai incluir apenas um elemento que me chama a atenção: Como a esquerda Brasileira (tradicionalmente vindo dos mesmos setores de Classe média e alta colocados como "proto-facista") tem um projeto de "revolução" assentado no mesmo protagonismo de classe, aonde eles (a esquerda universitária) conduzirá as massas ignaras a redenção. Vale a pena ver o artigo de hoje no estadão da Dora Kramer (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,passado-a-limpo,1124249,0.htm)

  43. Ana Quirino Postado em 29/Jan/2014 às 11:18

    Parabéns Leandro!!!! Excelente texto.

  44. Reynaldo Postado em 29/Jan/2014 às 12:35

    Belo texto... Reflete bem o BraZil de hoje...

  45. Maurício Szabo Postado em 29/Jan/2014 às 13:17

    Concordando com pessoas que comentaram aqui, como o do Pedro que começa seu comentário com "A dúvida fica, então a classe média precisa ser exterminada?", e de outras pessoas, achei o texto meio sem pé nem cabeça. Explico: Primeiro, o texto se base de pessoas claramente sem-noção de realidade, como Lobão, Olavo, Raquel Scherazade, etc. São que acreditam, de fato, que há um "big brother" por trás de todos nós querendo dominar todo mundo, e que 1984 é um documentário, não ficção. Calma, gente. Segundo, o texto PARTE de uma citação: "Vimos em texto recente"... só que a citação é do próprio "pragmatismo político". NÃO SE CITAM ARTIGOS DE MESMA AUTORIA, para dar apoio às suas idéias. Isso é semelhante à velha defesa: o que está escrito nesse livro é verdade/por quê?/Por que o autor é um santo!/E onde diz que ele é um santo?/No próprio livro, que é tudo verdade... É um erro cada vez mais comum, no Brasil, tentar enquadrar quem não está de acordo com sua opinião em algum conceito: "facista", "marxista", etc... eu até escrevi sobre isso num post: https://medium.com/contra-fluxo/bbb34248e923 E enquanto todos estivermos divididos sob bandeiras "esquerda" vs "direita", ou "marxistas" vs "fascistas", seremos enganados como sempre fomos.

    • Carlos Postado em 29/Jan/2014 às 19:23

      A mesma falsa dicotomia que há entre PTxPSDB é esta entre marxistas x fascistas.

    • Elizabeth Fleury Postado em 31/Jan/2014 às 05:04

      Isso não é um "erro" do Brasil, meu caro Maurício. Tradicionalmente os polos opostos do espectro político-ideológico tentar se confrontar usando conceitos para se auto-definir e ao mesmo tempo definir os contornos de suas diferenças - isto é o que os caracteriza e os antagoniza. Isso está na história política da humanidade, por favor...!

  46. Otávio Nunes Postado em 30/Jan/2014 às 08:19

    Gostei. Há tempos eu vinha matutando sobre este preconceito e intolerância da elite e classe média brasileira, a ponto de achar que estamos chocando o ovo da serpente. Porém, infelizmente, eu não tenho o conhecimento histórico nem referências bibliográficas para alicerçar minhas ideias. Característica que você tem de sobra. Parabéns.

  47. Maico Postado em 30/Jan/2014 às 08:57

    Ótimo texto, particularmente gostei da explicação sobre o fascismo e como isso pode chegar próximo a nossos dias atuais no Bra. A última parte desse texto quando fala: "inda famílias antes excluídas lotando aeroportos para visitar parentes em toda parte." Me lembrou um livro que li esse ano, um livro de extrema "direita", e que retrata como realmente esse pensamento entre essas classes é verdadeiro, o livro "Guia Politicamente Incorreto da Filosofia" do Pondé, não recomendo a ninguém que esteja procurando algo para ler.

  48. Pereira Postado em 30/Jan/2014 às 12:32

    Nunca vi tanta retórica na vida como nesse texto!!!

  49. Carlos N Mendes Postado em 30/Jan/2014 às 14:17

    Excelente análise. Pensando bem, o que está acontecendo agora até demorou para aflorar. Numa sociedade onde a 130 anos o principal combustível era sangue subsaariano, um simples pensamento como imaginar ter que obedecer ordens de um chefe negro deve fazer a espinhar se dobrar com tanto arrepio. Mas o fiel dessa balança, onde um prato tem gasolina e o outro fogo, é a imprensa. Nossa imprensa, que poderia evitar o incêndio que está por vir, nada faz além de encher o prato com mais fogo. Distorce fatos, os negocia como mercadoria, age parcialmente mas se declara neutra, nunca pede desculpas pelos erros, realiza tribunais de redação sem direito a defesa do réu, induz intolerância, demoniza, espetaculariza, estreita os pensamentos e lava as mentes. Se deixarmos como está, teremos aue nos preparar par o Grande Incêndio.

  50. Elias Postado em 31/Jan/2014 às 14:03

    https://www.youtube.com/watch?v=iK4kZSU-5Cg Assistam o vídeo, talvez abram os olhos.

  51. marco Postado em 31/Jan/2014 às 15:24

    Como historiador é sempre bom observar a capacidade de colegas de profissão na escrita e argumentação, bem como aquilo que define o trabalho historiográfico, a contextualização bem articulada de um processo histórico com exemplos do passado, suas similitudes e diferenças, suas especifidades. O texto está muito bem amarrado e a análise teórica está muito condizente com as inferências do autor. Me parece que o fenômeno do temor das classes médias tradicionais e das elites com a ascensão de setores mais populares a espaços e serviços que antes eram restritos a esses setores é basilar na questão central dese temor, levando as mídias a introjetarem valores anti-estatizantes (no sentido de não aceitar que o Estado de bem estar social aplique quaisquer políticas públicas e sociais) e ao mesmo tempo autoritárias, em uma ambivalência que coloca lado a lado o sujeito mais liberal, que se nega a pagar impostos para servir de "auxilio aos pobres" com aqueles mais autoritários e conservadores, com suas idéias sexistas, homofóbicas, classistas, machistas, etc, um fenômeno que o Chile de Pinochet vivenciou, tal como demonstra o texto. O problema é se conjugado a tudo isso, vier uma crise econômica, ainda que de fora, visto que as amarras do Brasil ao capitalismo global são muito fortes.

  52. Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 08:04

    -- Sr. Olavo. No texto "Pensando com a Cabeça de George Soros", você associa a campanha do mesmo para liberalização da droga com as FARC logo no primeiro parágrafo. Soros "subsidia organizações pró-terroristas" e caminha para "ser o maior fornecedor de matéria-prima para as Farc" [palavras suas]. RESPOSTA : Você usa isso como prova de eu ter dito que Soros é “marxista cultural”? Desde quando terrorismo e narcotráfico são “marxismo cultural”? -- Já no texto "Uma dica sobre George Soros" o sr. afirma que Soros "é um ricaço metido a intelectual, manipulado por intelectuais metidos" e sem dúvida alguma neste texto, os "intelectuais metidos" são "a maior força política ali existente", a saber, o Foro de São Paulo. Agente "coringa", fundamental do "marxismo cultural". RESPOSTA : “Marxismo cultural” designa especificamente a corrente nascida de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt, que busca efetuar a mutação da sociedade por meios predominantemente pacíficos, através da “ocupação de espaços” nas instituições de cultura. Dizer que o Foro de São Paulo é “marxismo cultural” é como confundir um exército com uma estação de rádio. Considero o termo não muito adequado precisamente porque a atividade das esquerdas na América Latina transcende incalculavelmente a esfera do “marxismo cultural”, e muita gente, na direita e na esquerda, inclusive você, chama tudo de “marxismo cultural”. Por isso mesmo basta eu dizer que George Soros dá dinheiro para a esquerda, e você, me atribuindo a sua própria confusão mental, diz que EU vejo “marxismo cultural” em George Soros. É pueril, absurdo, cômico. -- Por sua vez, o texto citado "Papai Noel em Depressão" onde o senhor usa de uma peça de teatro natalina como alegoria de fundo para explicar a ""revolução cultural" planejada para expulsar o cristianismo da cena pública [sétimo parágrafo]. Revolução cultural esta, "financiada em grande parte por George Soros" [mesmo parágrafo]. Mais adiante, ainda no mesmo texto, o senhor revela que esta "aliança de comunistas, radicais islâmicos e burocratas globalistas é demasiado parecida com um conluio entre o Pingüim, o Coringa e a Mulher-Gato para não ser notada logo à primeira vista, exceto por um Batman de porre." RESPOSTA : Se há uma aliança, e não uma mistureba, é que os elementos dela conservam suas identidades distintas. Os muçulmanos continuam muçulmanos, os comunistas continuam comunistas (uns deles “marxista culturais”, outros marxistas tout court, etc.) e os burocratas globalistas continuam burocratas globalistas, como o próprio George Soros. Quem vê nele um “marxista cultural” é você, não eu.

  53. Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 08:14

    Após desfazer a sua confusão mental que chama de "marxismo cultural" desde o islamismo até o narcotráfico, podemos discutir a questão objetiva : existe ou não existe uma colaboração promíscua entre o grande capital e os movimentos de esquerda. Chamar isso de "argumento hitlerista" é só um "ad hominem" muito vagabundo, que o Leo Strauss chamava de "reductio ad hitlerum". O que interessa é saber se o fenômeno, objetivamente, existe ou não. E, se você não sabe que existe, continuará não sabendo enquanto não ler as fontes que lhe indiquei e continuar insistindo em pensar por analogias vagas, puramente difamatórias.

  54. Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 08:23

    Acuso George Soros de financiar tudo quanto é merda esquerdista sem saber muito bem o que está fazendo, e você conclui que chamei o Soros de "marxista cultural". É o fim da picada.

  55. Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 08:28

    Vamos deixar as coisas claras: Você afirma taxativamente que a colaboração entre o grande capital e os movimentos de esquerda não existe, que toda sugestão de que exista é uma fantasia propagandística fascista e nada mais? Você afirma isso e acredita que pode prová-lo, ou está apenas jogando uma insinuação leviana no ar, na esperança de que "pegue" sem necessidade de provas?

    • Leandro Dias Postado em 03/Feb/2014 às 02:44

      Sr. Olavo, "movimentos de esquerda" tem surgido como um termo imensamente vago. Podem ser desde ONGs "sem fins lucrativos" (altamente lucrativas), financiadas por Soros ou Gates até maoístas andinos narco-produtores. O que me parece é que todo esse esforço para ver esquerdismo em tudo parece não apenas esvaziar qualquer significado e substância da esquerda, como também e principalmente da direita (o que aparece como questão frequente em seus vídeos por exemplo). Penso que problema seja conceitual. Enfim, agradeço a pequena intervenção em meu texto. Dedico um bom café sem cafeína com açúcar diet para você. Tenha um bom dia.

  56. Olavo de Carvalho Postado em 01/Feb/2014 às 08:29

    P. S. - Esta é a última resposta que lhe darei aqui. Doravante só lhe responderei na minha página do Facebook. Estou cansado de atrair platéia para meus difamadores.

  57. Marco Postado em 01/Feb/2014 às 13:15

    Parabéns ao texto do Leandro que tirou o pretenso intelectual Olavo de Carvalho de sua pseudo zona de conforto. Quando não se tem base conceitual apropriada e se confunde conceitos, teorias, regimes políticos, práticas, contextos e processos históricos distintos acaba-se entrando em diversas contradições e Leandro, com seu texto publicado e suas repostas ao senhor pretendo guru intelectual da net, Olavo de Carvalho, mostrou toda a falta de embasamento desse senhor.

  58. luis Postado em 01/Feb/2014 às 20:54

    não sei porque censuraram meu comentário acima, mas ainda acho que o termo "reductio ad hitlerum" resume o texto inteirinho do sr. Leandro Dias

  59. Antonio Postado em 01/Feb/2014 às 23:39

    Olavo, aqui o senhor nao tem vez. Nós é que estamos cansados de ve-lo vomitar teorias de 1532 já milhoes de vezes refutadas como o geocentrismo, ou aquela que o senhor realmente acreditou que refutou a teoria da relatividade. Estamos cansados de ve-lo usar e abusar da 'liberdade de expressao' pra vir com falácias como "ditadura gayzista", ou vai dizer que nunca usou essa palavra também?! Hitler também provavelmente nao deixou muito claro em seu livro sua aversao pelo comunismo tanto que até hoje deu margem pra milhoes de idiotas que provavelmente seguem as idiotices que o senhor diz, pra pensarem que o nazismo é de esquerda. Eu poderia continuar mas o senhor nao vale a pena, aliás, até vale, se eu tiver tomando uma cerveja e quiser rir um pouco, mas é isso, boa sorte com seu "conservadorismo cultural".

    • Marco Postado em 02/Feb/2014 às 00:09

      O pior é que Hitler deixou bem claro sua aversão ao comunismo em sua obra Antonio. O senhor em questão, o "guru das redes", Olavo de Carvalho não leu a obra e se leu, não a entendeu e se entendeu, se recusa a aceitar e se aceita, mente que na obra Mein kampf não existe anticomunismo. Estamos falando de um senhor que se encontra entre a ignorância intelectual e a obtusidade ideológica. Mas sua frase final Antonio é ainda mais do que perfeita do que o restante da mensagem: "Boa sorte com seu conservadorismo cultural, senhor Olavo".

  60. Olavo de Carvalho Postado em 03/Feb/2014 às 06:25

    http://www.youtube.com/watch?v=K4AvvvTpl5c

  61. Glausiiev Dias Postado em 18/Feb/2014 às 17:58

    O texto reflete a velha tática da esquerda de chamar de fascistas todos aqueles que pensam diferente dela. Quer saber quem são os fascistas, Leandro Dias? são os black blocs que despedaçaram a cabeça do Santiago Andrade. Quer saber quem são os fascistas, Leandro Dias? são os "iluminados" ativistas que depredam ruas, lojas, incendeiam ônibus, carros e tutti quanti. Quer saber quem são os fascistas, Leandro Dias? São os vândalos, bandidos arruaceiros que promovem o terror e a violência como métodos de luta. São os tais terroristas que atacam a polícia e, quando esta reage, são os primeiros a posar de coitadinhos e ou de indefesas vítimas oprimidas do “sistema”. A "elite" brasileira está assustada com o suposto (e falso) crescimento da classe C e por isso está se aliando à direita? é isto que vc afirma? Meu caro, quem é de direita não é a nossa elite, É O POVO. O POVO é predominantemente conservador e de direita. Duvida? saia das cátedras acadêmicas e vá andar na rua e conversar com pessoas simples e humildes. Veja bem quais são os pontos de vista deles e você verá que o POVO É CONSERVADOR. E mais: o povo é conservador e sabe muito bem o que quer e o que não quer. Este é o grande trauma dos intelectualóides de esquerda: acham que o povo é feito de pessoas “alienadas” e burras, que não sabem o que quer, e obviamente, aspiram os esquerdistas a transformar o modo de pensar das pessoas simples, querem doutrinar todo mundo. Acham que o povo é feito de bois e vacas tangidos pela “elite dominante” e querem, logicamente, tomar o lugar de tais elites para eles sim mandarem neste povo com mão de ferro (em qual país socialista/comunista isto não ocorreu?). Meu caro, não são os intelectuais de esquerda os "ungidos", aqueles que vão tirar o povo da sua miserável condição. O que tira o povo de sua miserável condição É MAIS CAPITALISMO, MAIS ECONOMIA DE MERCADO, MAIS INCENTIVOS A QUEM TRABALHA E PRODUZ, ou seja, É CRESCIMENTO ECONÔMICO NA VEIA, que possa inserir mais e mais pessoas no processo de criação de riquezas, gerando empregos e renda. Não é bolsa-família corrompendo a moral das pessoas através de esmolas estatais. Por outro lado, se você entrevistar pessoas apenas do seu círculo intelectual, aí sim você verá um bando de riquinhos metidos a esquerdistas. É este tipo de pessoas, esses subintelectuais esquerdistas das universidades, estas pessoas que dizem odiar o capitalismo mas desfrutam de tudo o que ele oferece, são os "manifestantes" estudantes filhinhos de papai que se dizem representantes do POVO. A questão, Leandro Dias, não é se a "elite" brasileira é ou não de direita. DE DIREITA SÃO PRATICAMENTE TODOS NO BRASIL, DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS (você ainda é do tempo em que se acreditava que ideologia era atinente a classe sociail?) GRAÇAS A DEUS (infelizmente a maioria esmagadora do povo brasileiro não possui representação política ideológica afinada com suas idéias). A questão é que, até um passado bem recente, vocês da esquerda reinavam confortavelmente nas universidades, nas redações de jornais e na mídia, e não estavam acostumados a um choque de realidade, a um honesto confronto de idéias que, enfim, expusesse todas as contradições e falhas das suas ideologias. Não estavam acostumados e não sabem conviver com Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Rachel Sheherazade, Luiz Felipe Pondé, e outros. Quando isto acontece, a práxis esquerdista necessariamente se volta para a tentativa de desqualificar AS PESSOAS dos oponentes, sem tecer qualquer rebatida nos argumentos. Por outro lado, há de se concordar que uma parte significativa daquilo que você chama de "elite" no Brasil é composta de pessoas ideologicamente afinadas com a esquerda, e que desfrutam de todas as benesses estatais e querem, por tal razão, mais estado a controlar a economia e as nossas vidas. Ou você vai dizer que uma grande parcela do funcionalismo público, dos professores universitários, dos artistas, jornalistas e intelectuais, e até mesmo uma parte substancial do empresariado não está com vocês? O "fenômeno" que está em curso é este: a elite esquerdista, esta sim, está assustada em perder a condição hegemônica de formadora de opinião no Brasil. No que diz respeito a chamar "as elites" de racistas, tentando vincular os ideias conservadores e de direita ao racismo (o que é uma vigarice, tanto do ponto de vista intelectual quanto moral), então me diz uma coisa, Leandro Dias. Joaquim Barbosa, aquele que colocou os mensaleiros na cadeia, deve ser um ingrato pra vocês de esquerda não é? As opiniões dos esquerdistas sobre Joaquim Barbosa mostram o quão absurdo é o duplo padrão da esquerda. No mais, o texto reflete as antiquíssimas táticas de insuflar conflitos sociais de toda a natureza, enxergando racismo, preconceito, fascismo em todo lugar. Bem típico da esquerda caviar, como diz o "reaça" Rodrigo Constantino.

  62. Marlon Postado em 20/Feb/2014 às 09:41

    Leandro Dias, já leu isso? http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14963-difamacao-por-osmose.html (Resposta de Olava de Carvalho a vc)

  63. eu daqui Postado em 27/Feb/2014 às 13:34

    Se consegui entender facismo do texto, os gestores públicos brasileiros em geral ficaram anda mais facistas depois do PT.

  64. Sergio Branco Postado em 27/Feb/2014 às 14:10

    Leandro: se me permite, vou tentar fazer um resumo deste texto extremamente esclarecedor e postar no facebook. Um abraço e parabéns!

  65. Sergio Branco Postado em 27/Feb/2014 às 14:22

    O Glausiiev fala em "andar na rua e conversar com pessoas simples e humildes" como se fosse um convite para desbravar a selva amazônica e estudar os bichos.

  66. Ricardo Sarmento Postado em 13/Mar/2014 às 12:03

    Vcs têm idéia do que os fascistas brasileiros pensam do Olavo?

  67. alysson Postado em 13/Mar/2014 às 13:00

    Fascismo que dominou as classes baixas? Venha para cá Sr. Leandro Dias, aqui pertinho da favela, venha aqui! Convido o Sr. a acompanhar minha jornada de trabalho, que sou cristão e pago meus impostos! lhe prometo, não será sentada numa sala de ar-condicionado comparando teorias com resultados cheios de achismos. Contou a história bem contada para um lado. Os babacas que lhe vangloriam, certamente, não sabem qual a dificuldade e revolta - de alguns que tem conhecimento - que nós aqui temos em se matar trabalhando e ainda ver professores como você encher nossos filhos de porcaria fascista, totalitária e comunista, que são tudo a mesma bosta, e que o sr. acusa de ser opressora. TENHO RAIVA de ver meus impostos sendo pago para um demagogo consentido, porque se não o é, então está doente, que trás a tona um passado distorcido enquanto a população se fode nas entranhas porcas e imundas de serviços básicos dos mais estúpidos possíveis. O sr. com certeza tem condições de pagar um hospital particular, recebe para isso, de um governo que se vangloria de um passado assassino e há doze anos afunda o país numa merda. Mas o sr. irá refutar porque - doença ou cinismo - acha o liberalismo econômico fascista, ao passo que recebe muito bem para viver acima dos serviços oferecidos pelo estado. Muito boa a matéria, que serve para seu ciclo hipócrita e medíocre, que, se não vê a realidade, deve está doente ou ganha muito bem para isso.Espero que não apague meu comentário!

O e-mail não será publicado.