Redação Pragmatismo
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Saúde 02/Dec/2013 às 11:32
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Cubanos trazem ao Brasil uma nova forma de exercer Medicina

Cubanos trazem uma nova forma de fazer medicina. Médicos da ilha caribenha surpreendem pacientes e provocam mudança no comportamento de outros profissionais

É quase impossível não estranhar quando se ouve de Julio Cesar Nunez Naranjo, 46 anos, o valor que recebe por mês em Cuba. “Cerca de 30 dólares (quase R$ 70). É uma boa remuneração”, diz o médico, em um compreensível ‘portunhol’, após atender uma mãe e um bebê no Centro Municipal de Saúde de Vila do Céu, em Campo Grande. Mas a relação com o dinheiro não é a única diferença na comparação com os médicos brasileiros.

A chegada dele à unidade já provocou mudança no comportamento de outros profissionais. E a explicação está na formação acadêmica: a medicina cubana incentiva laços mais estreitos com os pacientes. “Os médicos que vêm de fora colhem material para preventivo. Alguns não faziam isso. Mandavam sempre a enfermeira. Já ouvi muitos dizendo que agora vão fazer o procedimento”, conta uma funcionária da unidade.

A sensação térmica em Vila do Céu era de 40 graus na quinta-feira, quando Julio recebeu O DIA no consultório. Do bolso, ele tira um lenço para enxugar o suor no rosto. Apesar do ar condicionado, o calor é quase insuportável. Uma realidade que não assusta quem tem no currículo experiências no Haiti, onde o atendimento era feito em postos sem ventilação ou qualquer iluminação.

médico cubano brasil
Julio Cesar Naranjo, 46 anos, deixou para trás dois filhos e tem pela frente o desafio de atender 4 mil pessoas (divulgação)

“Achei que iria encontrar um cenário no Rio muito pior do que realmente é. Vi que tem estrutura e a equipe é dedicada. É possível fazer um bom trabalho”, avalia ele, que deixou dois filhos na ilha de Fidel. “Um deles será médico”, diz, orgulhoso. Por aqui, o trabalho na comunidade de 29 mil habitantes será exaustivo. No hospital onde atuava em Cuba, ele tinha sob sua atenção 1,2 mil pessoas. Em Vila do Céu, serão 4 mil. Pacientes como a pequena Mariana Cadena, de 6 meses, estão na lista de atendimento. Enquanto mama, sua mãe, a camelô Raquel Cadena, 38, diz estar esperançosa.

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“Ficamos quase dois meses sem o médico de família. A ajuda vinha da enfermeira, que acompanhava o peso da neném. Estava preocupada com o desenvolvimento dela”, avalia Raquel. A mãe disse não se importar com a consulta auxiliada por uma enfermeira tradutora. “Quero alguém para me atender. Não importa de onde venha”.

Dos R$ 10 mil que o governo brasileiro vai passar para a Organização Pan-Americana de Saúde, referentes ao trabalho dos cubanos, Julio e sua família vão ficar com cerca de R$ 2,3 mil. O restante é retido por Cuba, que durante os três anos que os médicos vão ficar aqui continuará depositando o salário deles. “O que vai para lá será reinvestido na área de saúde. Não é para mim. É para todo mundo”, explica Julio, sem se mostrar incomodado.

Cidade que mais avançou

A chegada de 70 médicos estrangeiros, sendo 65 vindos de Cuba, vai elevar o Rio ao patamar de cidade que mais avançou a curto prazo em cobertura de saúde da família. A partir de amanhã, o cadastro de controle da Secretaria Municipal de Saúde passa a registrar mais 300 mil cariocas com atendimento monitorado pelo programa. Com isso, serão, no total, 2,83 milhões de pessoas monitoradas pelos postos de saúde e Clínicas da Família. Com o reforço vindo de outros países, esse percentual vai saltar dos atuais 41% para 45%.

Até o momento, a prefeitura não tem registro de problemas com médicos estrangeiros. Pelo contrário. A aceitação tem superado as expectativas. Acostumada a atender em localidades de extrema miséria, em países como Honduras e Bolívia, Leonor Maria Pérez, 48, acha que a profissão é uma atividade humanitária. “Todo médico deveria trabalhar em regiões carentes. A gente estuda é para isso, para ajudar as pessoas”.

Medo da violência noticiada

A rotina no Rio é parecida com a de Cuba. São 40 horas por semana, mas lá os médicos trabalham quatro horas todos os sábados. Assim como o colega que atua em Vila do Céu, José Manuel Anaya, 45, que trabalha no Centro de Saúde de Inhoaíba, passou pela Venezuela. Também esteve em Gana antes de vir para o Brasil.

No Rio, admite ter medo da violência: “Vejo nos jornais que aqui tem três, quatro mortos por dia. Por isso, estou sempre atento”, afirma o cubano, que ainda não teve tempo para conhecer pontos turísticos da cidade.

Christina Nascimento, O Dia

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Comentários

  1. Eduardo Abreu Postado em 02/Dec/2013 às 12:09

    DEUS seja o escudo destes profissionais e de todos aqueles que se propoem a exercer a medicina onde o povo precisa.

    • gilson Postado em 30/Dec/2013 às 11:41

      É importante salientar que , qu7ase 100% dos médicos brasileiros afirmam que leucopenia(anemia) é uma questão genética do povo negro. Tipo " não tem solução, é da raça negra." Enttretanto antes da chegada do europeu ao continente africano não existe sequer qualquer sinal de leucopenia. Vale afirmar segundo pesquisas nséria se trratar de histórico de péssima alimentação do povo negro , em função das condições socio econômicas. Também a falta de exames básicos têm levado a óbito inúmeras mães em fase de gestação. são elementos que fazem parte das diversas estratégias de extermínio da população negra. Via homicidios nas periferias, fazendo de conta que está desenvolvendo atendimentos de saúde,através de péssimas escolas entre outras. A chegada de médicos cubanaos irá contribuir com um novo e real modelo de saude. Assim teremos que incentivar cada vez a vinda destes profissionais em nosso país.

  2. luiz carlos ubaldo Postado em 02/Dec/2013 às 13:03

    Não vejo a hora de ser atendiso por uma médico Cubano, cansei de ser iguinorado pelo compatríotas Brasieliros, que venham lo hermanos!

  3. Francisca Jane Vieira Jat Postado em 02/Dec/2013 às 13:11

    Nooosssa, pensando em sair do Brasil e levar meus filhos para formação profissional em Cuba. Parabéns aos Cubanos... esta é a ação socialista da formação e programação do cérebro para cognições sociais verdadeiras...

  4. José Ferreira Postado em 02/Dec/2013 às 13:40

    De fato criou-se um novo conceito de medicina: A do "médico escravo". O fato de ser médico é questionável, mas a parte do escravo é notória. E, antes que falem de racismo, digo que isso vale também para mestiços e brancos.

    • Orlando Souza Postado em 02/Dec/2013 às 17:55

      Para o tipo de consideração que o médico Brasileiro tem com o seu paciente, de fato seria pior que a escravidão.

    • Geralda Postado em 03/Dec/2013 às 18:57

      Perguntou p/ele se ele se sente escravizado? E o povo brasileiro, o que é? Eu digo que é escravo de um sistema mercenário, onde até bem pouco tempo apenas a elite chegava aos cursos de medicina, e só conseguiam enxergar na profissão o "status de Doutor", ignorando completamente o paciente, sendo jocosos e debochados, sentados atrás de uma mesa como verdadeiros donos da verdade. Bem vindo cubanos, sintam-se em casa. O povo brasileiro merece e vocês, certamente, tem muito a oferecer. Muitos filhinhos de papais, com certeza, irão aterrissar em outra profissão que lhes permita serem doutores.

    • Lucas Postado em 04/Dec/2013 às 11:35

      Onde vc está vendo escravidão??? Me explica nos minimos detalhes, você está questionando um regime que é diferente do seu, se alguem que ganha R$3.000,00 é escravo a população brasileira que tem 90% dos seus habitantes ganhando menos de R$1.000,00 é o país ,mais escravo do mundo certo ?? Aqui no Brasil segundo o seu conceito só tem escravo, lá em Cuba diferente do Brasil qualquer pessoa pode ser médico, aqui vc precisa ser de familia rica...não fosse o embargo financeiro criminoso que os EUA faz a Cuba a situação lá seria bem diferente...não estou nem falando que Cuba é melhor ou pior que o Brasil, o ponto é que o regime lá é diferente do nosso, e me parece muito mais justo e igualitário...Igualdade dói né?? ainda mais aqui lugar de um povo tão Facista

    • Lucas Postado em 04/Dec/2013 às 11:41

      Para os que falam que salário de R$2.300 é escravidão vão estudar um pouco...aqui no Brasil mais da metada de população não ganha R$1000,00, e se você considerar que apenas impostos como consumo (ICMS, ISS, IPI, PIS/COFINS) representa 40% do que essas familias consomem ficam com apenas R$600,00 para pagar aluguem e sobreviverem...fácil falar da situação dos outros, mas a nossa é muito pior que a deles para uma grande maioria de miseráveis. Por favor vão olhar a realidade do nosso país antes de falar tanta besteira.(Detalhe que lá qualquer um tem acesso a ensino de qualidade e pode se formar médico, já aqui só quem é bem nascido)

    • Caroline Postado em 29/Dec/2013 às 18:45

      Se um médico recebe em torno de 2.000,00 reais para exercer a sua profissão é considerado escravo, o que você diz de um professor que recebe meros 600,00 reias para exercer a dele. E por favor não seja hipócrita ao ponto de dizer que ele é professor porque quer, o médico também o é porque assim quis. E é essa não é a questão. Não conheço nenhum médico brasileiro que tenha AMOR a profissão, pode-se dizer que parece que a HUMANIDADE está em desuso. O problema é que esses profissionais não estão preocupados em atender as necessidades das pessoas, e sim em atender as suas necessidades de consumo, por isso só pensam em dinheiro, e portanto foi por isso que o Brasil precisou da ajuda de médicos que não fossem formado nos Cursos de Medicina, ou melhor no "Cursos de Capitalismo".

  5. Paulo Jr. Postado em 02/Dec/2013 às 13:50

    No Brasil médicos são empresários, em cuba os médicos são solidários.

  6. Maria Ines Postado em 02/Dec/2013 às 14:44

    Não sei porque dizer trabalho escravo, estes profissionais tem valores muito diferentes dos daqui,eles se formam para trabalhar em prol do ser humano, o dinheiro não é o principal fator como é para os nossos profissionais, o que eu percebo é a boa vontade e carinho com que eles tratam os pacientes, não importando se são pobres e carentes, portanto parem de tentarem atrapalhar quem quer trabalhar, Deus abençõe estes verdadeiros médicos!

    • Mari Postado em 02/Dec/2013 às 17:58

      KKKKKKKKKKKKK dinheiro não é o principal valor? Já foi em Cuba? Pelo visto não, né? Trabalhar por 30 dólares ao mês é um grande salário para lá. Como dizia minha vó: em terra de cego, quem tem olho é rei. Para quem vive na miséria, sendo taxado pesadamente e recebendo serviços públicos de péssima qualidade, 1000% pior que no Brasil, 30 dólares ao mês é uma fortuna! E você acha que esse médico vai falar mal do programa? Ele tem DOIS FILHOS lá! Imagina se ele fala mal, o que acontece.... O que me espanta não são os médicos e sim o Brasil estar financiando uma DITADURA SANGRENTA em pleno século XXI.

      • Guilherme Postado em 02/Dec/2013 às 18:24

        Se é 1000% pior do que no Brasil, por que todas as fontes (não reaças) mostram a medicina cubana como a mais conceituada e bem vista no mundo? Tá na hora de parar de escrever chorume na internet e ir ler mais. Ignorância deveria sair de moda.

      • mayi Postado em 02/Dec/2013 às 19:17

        voce podia dar una vuelta por cuba y asi ver mejor las cosas, los cubanos nos importamos mas por el calor humano y no por el dinero, es asi como crecimos, con esa mentalidad sana, da gracias a dios por elles

      • Marcia Postado em 02/Dec/2013 às 23:32

        Desculpe, mas você também está falando do que não sabe. Já esteve em Cuba? Por quanto tempo? Eu vivi lá 5 anos, e garanto que você está dizendo bobagens. Em Cuba não há uma ditadura sangrenta (você deve ver muito filme americano, ou só lê jornal de Miami). Você repete clichês da direita como se fossem grandes verdades. A questão do valor do dinheiro cubano em relação ao dólar (e, portanto, ao real) precisa ser compreendida a partir de dois aspectos: as necessidades básicas (alimentação, luz, água, telefone) subsidiadas ou totalmente gratuitos (saúde e educação) e os valores relativos (não apenas do trabalho, mas os preços em geral). Informe-se, se quiser falar com conhecimento.

      • Gilson Postado em 03/Dec/2013 às 01:01

        O Brasil não têm mêdicos, Cuba tem. O Brasil tem crianças de rua, Cuba não têm, realmente vc tem razão, aqui é bem mais desenvolvido que Cuba...

      • Marcos Postado em 03/Dec/2013 às 01:23

        kkkkk...v c só não é mais ridícula por falta de espaço! E, Cuba a cultura é diferente desta casta de mercenários que existe. lá, dinheiro não é o principal, MESMO! Com saúde de qualidade, educação de qualidade, segurança, comida, tudo DE GRAÇA, 30 dolares mensais é uma FORTUNA! Lá, trabalha-se pelo engrandecimento da sociedade, não para juntar dinheiro!

      • Roderick Postado em 03/Dec/2013 às 01:25

        10 000 Reais é um salário de luxo para o Brasil. E os médicos brasileiros não atenderam em número a demanda criada pelo programa +médicos. Os médicos daqui têm todo o direito e liberdade de procurarem os melhores rendimentos. Se o +médico não atende as expectativas, normal. Não é algo recriminável. Pelo contrário. O que é recriminável é a Classe Médica Organizada fazer o pampero que acompanhamos. Tentaram de todas as formas boicotar o programa. Sobre os salários dos médicos cubanos, há que entender que o sistema de Cuba é muito diferente do nosso. Sim, 70 dólares lá é uma grana considerável. Há que se lembrar que sem nenhum trocado desembolsado o cubano tem atendimento médico de excelência, tem ensino de excelência, se formam na área que desejam (médicos, engenheiros, artistas, etc...). Como no Brasil, existem pessoas que não estão satisfeitas com tudo, mas os cubanos apoiam totalmente a forma missionária, e os médicos missionários tem um enorme senso de solidariedade e de nação. Eles têm consciência e apoiam na sua individualidade que o dinheiro que vai para Cuba será revertido em benefício de todos por lá, inclusive o próprio. Acho que quem não entende a cultura socialista do povo cubano é que está com a mente um tanto dominada (pra não dizer "escravizada").

      • Lucas Postado em 03/Dec/2013 às 08:12

        mari, vc não sabe nada sobre cuba! então fique calada. Vou deixar uma frase de Fidel: Esta noite milhares de crianças vão dormir na rua, mas nenhuma delas é cubana. O idh de cuba é melhor do que o Brasil, não existe analfabetos lá, e a saúde é gratuita e para todos. O que impede cuba é o maldito embargo dos EUA. Sim, os Eua são o grande mal da humanidade. Para de assistir rede globo, ditadura sangrenta é o povo pobre sem acesso a educação, saúde, coisa do Brasil.

      • Felipe Postado em 03/Dec/2013 às 09:26

        Mari, a partir do momento que nos propusermos a discutir acerca da remuneração dos profissionais, temos de fazer um estudo mais amplo. É muito relativo tu falares que existe miséria lá, sendo que o padrão de vida é outro. Para mim, por exemplo, não é miséria a pessoa ter o que comer, ter onde morar, ter do que se alimentar e ter alguém para atender-me no posto de saúde mais próximo de minha casa. Miséria, pra mim, é gente morrendo nas portas dos hospitais, morrendo em baixo das pontes por falta de comida, morrendo nos cinturões de penúria por falta de saneamento básico, enquanto marajás brindam à beira de angra, com seus iates de peculato. É triste ver um comentário desses sem uma análise mais profunda(isso que meu comentário não é nem um pouco aprofundado) a respeito dos problemas sociais no Brasil. A saúde, e os profissionais que a compõe, é o espelho do preconceito e da segregação que acontecem no País. Acredito que esses comentários de ditadura sangrenta, fidel é o culpado, bla bla bla, são só discursos de uma direita perdida. Infelizmente a esquerda não é tão unida quanto nossos comparsas(nunca foi), mas um dia tudo será de todos e não vai haver mais espaço pra esse tipo de análise pobre e rasa.

      • Fátima Postado em 03/Dec/2013 às 17:13

        Ah é? E como você explica que com "serviços públicos de péssima qualidade" os indicadores de saúde de lá são infinitamente melhores do que os daqui?

      • Horácio Postado em 03/Dec/2013 às 18:37

        Você já foi??

      • Fernando Postado em 03/Dec/2013 às 21:45

        Epa! peraí Felipe! Nem todos os profissionais de saúde pensam como um grupo de médicos pensa! Não generalize!

      • Vanessa Postado em 30/Dec/2013 às 15:34

        Se você diminuir do seu salário o gasto mensal com moradia, saúde, educação e alimentação básica, quanto sobra? a partir daí você pode fazer alguma comparação. E mais, isso no Brasil, um país que não sofre nenhum embargo econômico.

      • Fernando Postado em 31/Dec/2013 às 10:01

        Mari quer repetir a ladainha rasteirinha! Qual é o IDH de Cuba? Melhor que nos EUA! Mas a Mari quer saber disso? Não? Tem educação e saúde em níveis europeus? Tem! Ditadura?! É sim! E eu nem gosto muito! Mas me diga dona Mari: vc esta defendendo que nos não tenhamos relacões comerciais com ditaduras. Isso inclui todas as monarquias árabes? Isso inclui a China? É Marizinha? Vc não quer sustentar a ditadura chinesa? Vai parar de exportar para o nosso maior parceiro comercial? Vai parar de consumir as bujigangas produzidas lá? Essa questão do salário? Quanto a Odebretch cobra pelo trabalho de um engenheiro que ela bota para trabalhar em um outro país? O dinheiro vai 'tudinho' para ele? Vai? Porque que Mari não se pergunta: onde encontrar médicos mais baratos e mais eficientes que esses cubanos? Mari não se pergunta sobre isso? Ela não está nem aí! Ela quer fazer polemica ideológica rasteira contra o governo e ponto.

      • Ana F Postado em 07/Jan/2014 às 12:22

        Procure se informar! A saúde em Cuba é invejável! Deixe de ser mesquinha e procure abrir seus olhos para a realidade.

  7. Leonardo Azevedo Postado em 02/Dec/2013 às 15:00

    O fato de ser médico é inquestionável. Melhor que nós falarmos aqui, se proponha a perguntar a alguém que agora pode receber tratamento médico. Como é melhor, sem médico ou com o médico cubano? Acho que a resposta é óbvia. O médico brasileiro não vê glória em trabalhar com populações carentes? não tem coragem de se separar da família? acha pouco o salário? É muito longe? Engraçado, se deles questiona-se a capacidade profissional o que poderia ser questionado dos nossos próprios profissionais da saúde? Falta de honra, de moral ou de fibra? Se nós queremos ensinar medicina ao cubano, o cubano nos ensina, sem querer, a humildade.

  8. Maria do Carmo Postado em 02/Dec/2013 às 15:30

    O senhor José Ferreira, é apenas iludido pelo capitalismo, tão amarrado as velhas idéias, e tão, tão desinformado, que chega faz dó....escravizado pelo sistema é o senhor, incapaz de pensar por conta própria, é apenas um franco repetidor de baboseiras....que os cubanos sigam em paz na sua missão em solo brasileiro, a revolta da direita-reacionária se explica pelo simples fato de que eles nunca quiseram a melhoria da vida do povo. Se para eles está ruim, estamos no caminho certo. Dilma De Novo Com a Força do Povo!!!

  9. Felipe Maia Postado em 02/Dec/2013 às 17:50

    Uma nova forma de se fazer medicina, ou seja uma medicina que não coloca o dinheiro acima de tudo (e por isso são chamados de médicos escravos), que atende os pacientes como seres humanos e não como objetos como fazem a maioria dos nossos compatriotas.

  10. Jaqueline Postado em 02/Dec/2013 às 18:21

    Quanta ignorância!!!!! Há pobreza em Cuba sim e o povo sabe que é por causa do embargo dos Estados Unidos,porém a Medicina deles é melhor que a nossa, e a educação tbém. Cubanos são um dos povos mais cultos do mundo, diferente de brasileiros e brasileiras que não consegue enxergar ou ler a história que passa aos seus olhos.

    • Jose do Patrocínio Postado em 02/Dec/2013 às 18:57

      Falou a verdade Jaqueline. Muitos brasileiros só sabem criticar tudo e não conseguem enxergar um palma além do nariz. Os médicos brasileiros tem que aprender a trabalhar por amor ao ofício e não querer fazer reserva de mercado com vidas humanas.

  11. Flávio Loureiro Postado em 02/Dec/2013 às 19:01

    Por isso que os americanos arriscam suas vidas no mar para fugir pra Cuba... não, pera

    • Marcia Postado em 02/Dec/2013 às 23:36

      Sabe por que há cubanos que se arriscam no mar para chegar aos Estados Unidos? Porque, como parte da legislação americana que tem como objetivo derrubar o governo cubano, existe uma lei nos EUA chamada Lei de Ajuste, que diz que, se um cubano consegue entrar nos EUA com o "pé seco" (ou seja, não pode ser nas águas territoriais, tem de pisar no solo), ele adquire cidadania americana. Veja só, como os americanos gostam dos cubanos. Alguém já ouviu falar que eles façam isso pelos mexicanos, ou por qualquer outro latino-americano? Por outro lado, os EUA nunca cumprem as cotas de vistos concedidos, que são acordadas todos os anos entre o governo americano e o cubano. Ah, esse comentário irônico foi porque você não sabia de nada disso, né? Informe-se.

  12. Elias Postado em 02/Dec/2013 às 20:49

    Uma nova forma realmente, uma nova forma de ganhar dinheiro e fugir da ilha, sinceramente médicos cubanos não são bonzinhos simplesmente aceitam serem explorados pelo governo.

  13. Sheila Postado em 03/Dec/2013 às 01:38

    "A fuga de pessoas de Cuba é coisa do século passado, quando o governo dos EUA através da Cia., além do bloqueio comercial, incentivava essas fugas, principalmente entre a antiga classe dominante cubana, que perdeu todos os seus privilégios. Quando Fidel abriu as fronteiras de Cuba para que eles fugissem para Miami, EUA, o governo americano viu a fria em que entrou e impediu a entrada de muitos deles. Atualmente Cuba tem em assistência humanitária pelo mundo mais de 100 mil profissionais (para uma população nacional de cerca de 10 milhões de pessoas, um índice incrivelmente alto, que se comparado à população brasileira equivaleriam a 2 milhões de brasileiros assistencialistas em atividade pelo mundo) e o índice de deserção é mínimo, não chegando a 1%. O bloqueio americano surtiu o efeito contrário ao desejado por Tio Sam, pois uniu mais os cubanos em torno da Revolução e de seus líderes. Nenhum País no mundo resistiria a 50 anos de bloqueio comercial que inclui inclusive remédios e gêneros de primeira necessidade. Só muita fibra e crença na Revolução faz os cubanos resistirem e manterem uma auto estima elevada e ainda encontrarem forças para saírem pelo mundo em missões humanitárias. Povo único no mundo, que "endurece, quando preciso, mas que não perde a ternura jamais"."

  14. Sheila Postado em 03/Dec/2013 às 01:39

    "Veja bem, primeiro é preciso entender um pouco das condições e da história de Cuba. Primeiro, as condições: Cuba é uma ilha, que produz poucas coisas, e sofre um embargo terrível dos EUA. Portanto tem essas limitações. As riquezas são socializadas por lá, então, não se há MUITO para todos. Não há luxo e volta e meia aparecem alguns problemas. Entretanto, Cuba é um ótimo país para se viver, com ótimos índices sociais e em geral, a grande maioria do povo cubano defende a revolução (é só ver as maiores manifestações populares por lá, que acontecem no dia do trabalhador). Entretanto, sempre há aqueles que se iludem no sonho americano do paraíso capitalista, em ascender na vida, conquistar riqueza. Mas as fugas lá hoje são muito pouco expressivas (vale lembrar que sempre há uma carga ideológica em relação a Cuba. Tipo, sai de Cuba porque o país é ruim. Mas ninguém fala da galera que migra de tantos outros países capitalistas para os supostos paraísos). Em geral, nos anos 90 que as fugas foram maiores em número, em decorrência de uma crise que o país passou após a queda da URSS, e que, inclusive, por causa das reformas (que recentemente foram acentuadas), o país tem superado essa crise."

  15. Sheila Postado em 03/Dec/2013 às 01:42

    Flávio Loureiro, Elias, Mari e José Ferreira, vocês deram um grande passo, pois chegaram até aqui, ao Pragmatismo Político. Aproveitem o acesso e, antes de sair falando sobre coisas que vcs leram na Veja, pesquisem aqui sobre Cuba. Existem ótimas matérias! Boa sorte!

  16. ISETE LOURENÇO Postado em 03/Dec/2013 às 16:43

    Resposta a José Ferreira, o racismo somente no incomoda, quando vemos alguém impedir outro alguém de viver em condições de igualdade por causa da sua cor, não por ser humano e pensar no seu povo que ficou pra trás. E é essa humanidade que nos faz falta no Braisil, por que aqui médico é quase um rei.

  17. Wilson Guerra Postado em 03/Dec/2013 às 18:18

    No Brasil não há bloqueio econômico e os hospitais públicos estão caindo aos pedaços. Em Cuba há bloqueio há mais de 50 anos e eles têm uma das melhores saúdes do mundo. Tem alguma coisa errada com o Brasil ou com Cuba?

  18. Eraldo Magalhães Postado em 03/Dec/2013 às 22:18

    a necessidade do pagamento dos médicos cubanos irem para Cuba é devido ao embargo criminoso realizado pelos EUA e seus asseclas, Eua apossou-se de uma faixa de Cuba e não devolveu até hoje, até para comprar soja tem que ser com o Tio Sam.A posição deste profissionais da medicina além de fraternalmente correta é uma demonstração de cidadania e amor a sua pátria e sua profissão.Que sirvam de exemplo e derroguem o individualismo frustante e consumista que desgasta as relações na sociedade brasileira

  19. César Bento Postado em 29/Dec/2013 às 18:18

    A "nova forma" de exercer a medicina é a "velha forma" de conversar com a pessoa, saber quem ela é, o que faz , chegar no horário, atender quem está esperando, ter consciência de que é preciso cuidar das pessoas . Lamentável que algo tão básico tenha sido esquecido por muitos médicos. Não é à toa que aspessoas estão se encantando com os cubanos e as entidades médicas estão cada vez mais na contramão dos interesses da população

  20. eu daqui Postado em 20/Jan/2014 às 13:58

    Estou gostando de ver: eram os deuses. Agora os profissionais de saúde brasileiros vão ter que perder a empáfia para ganhar dignidade.