Redação Pragmatismo
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Esquerda 02/Dec/2013 às 18:10
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O delegado que lê Hannah Arendt, Slavoj Zizek e é doutorando em Ciência Política

Delegado hare krishna é formado em jornalismo e em direito, faz doutorado em Ciência Política e surpreende pelas ideias pouco comuns no ambiente policial

Orlando Zaccone D’Elia Filho, 49, é um delegado peculiar, e não apenas por ter “hare” tatuado em um antebraço e “krishna” no outro ou fotos de manifestantes mascarados em seu Facebook.

O que mais chama a atenção nesse carioca da Tijuca (zona norte do Rio), formado em jornalismo e em direito, são suas ideias pouco comuns no ambiente policial.

Responsável pelo inquérito inicial do caso Amarildo, foi Zaccone quem desmontou a versão de que o assistente de pedreiro seria traficante -ele desapareceu após ser levado por policiais militares para a base da Unidade de Polícia Pacificadora na Rocinha.

“No Brasil, o criminoso identificado como inimigo perde o estatuto da cidadania. Se o Amarildo fosse identificado como traficante, a forma como morreu passaria a não ter mais importância.”

Esse raciocínio é parte do que ele defende em sua tese de doutorado em ciência política, que será apresentada neste mês na UFF (Universidade Federal Fluminense).

delegado Orlando Zaccone
Delegado Orlando Zaccone critica a violência e defende uso de soluções políticas (reprodução)

Nela, argumenta que a alta letalidade da polícia carioca -cujo pico, em 2007, foi de 1.330 pessoas mortas- é legitimada pela sociedade e pelo sistema judicial.

“A polícia mata porque tem autorização do ambiente social. Tortura e execução, da forma como aconteceu com o Amarildo, já foram aplaudidas no cinema, no ‘Tropa de Elite’. Agora teve grito porque nego começou a sentir nas ruas a violência policial. Aí se sensibiliza com o outro.”

Zaccone conversou com a Folha na delegacia de Ricardo de Albuquerque, bairro na divisa com a Baixada Fluminense, a cerca de 40 km do centro do Rio, para onde foi transferido há três semanas, após oito meses como titular da DP da Gávea, na zona sul.

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A movimentação foi considerada, tanto internamente quanto nas redes sociais, uma punição por sua atuação no caso Amarildo; ele nega.

“Isso tudo foi especulação, eu até expliquei num post que não havia nenhuma vinculação com o caso Amarildo, até porque eu fui mantido na unidade até a investigação chegar ao fim pela Delegacia de Homicídios. Me considerei prestigiado.”

Onde Zaccone claramente tem prestígio é entre os manifestantes que tomaram as ruas, desde os da Marcha da Maconha até “black blocs”.

“As autoridades ficaram velhacas, cara. Pessoas até mais jovens do que eu, que ascenderam ao poder político, operam como seus avós. A garotada olha para as autoridades e não tem em quem se inspirar, até porque não é ouvida, está descartada do processo político.”

Em sua visão, essa falta de espaço para os jovens foi o que gerou os protestos, que qualifica como “revolta”. Ele critica a maneira como a polícia foi usada e a transformação de “revoltosos em criminosos organizados”, inclusive com o apoio da mídia.

“Quando a polícia vira o primeiro argumento, parceiro, fica difícil. Ela é necessária onde você não pode mais contar com a política. O que faltou foi habilidade política para resolver muitas das questões colocadas.”

Zaccone identifica-se com os jovens também por ter sido manifestante. Ao entrar na PUC Rio em 1982, aos 18 anos, participou de um grupo “que não era ligado a partido, tinha propostas meio anarquistas”.

“A gente pegou o final da ditadura, me lembro de organizar, pelo centro acadêmico, a ida dos alunos à passeata das Diretas Já na Candelária.”

Depois de passagens pelo jornalismo (foi repórter do jornal “O Globo”) e por um templo hare krishna (“Raspei a cabeça, botei saia, fui vender incenso na rua”, diz), fez faculdade de direito e entrou na Polícia Civil em 1999.

Sua formação variada lhe deu um discurso bem articulado, que Zaccone entrega num tom de voz calibrado, citando acadêmicos como Hannah Arendt e Slavoj Zizek.

Deu-lhe também segurança para tocar em assuntos polêmicos com frases que sabe que causarão impacto.

“Cumprir a lei muitas vezes é o que pode ter de pior para a segurança pública, dependendo da lei. No caso das drogas, é uma tragédia”, diz o delegado, membro da ONG internacional Leap(Law Enforcement Against Prohibition), que defende a descriminalização total das drogas.

Em sua opinião, o proibicionismo ajudou a criar a figura do “inimigo matável”: traficantes podem ser executados, com aprovação social e jurídica.

“Traficante tem direito e precisa ter defesa. Agora, quem é que vai ter coragem de falar isso? Imagina, o papa Francisco chegou aqui e falou que os traficantes são mercadores da morte. Por que ele não fala isso em relação ao presidente da Ambev?”

Sua preocupação maior é com o transbordamento do que chama de “Estado policial”, onde quem questiona o “estatuto político-jurídico” passa a ser enquadrado como inimigo –a repressão às manifestações seriam um reflexo disso.

“Temos de começar a pensar numa intervenção mais política no ambiente social, acabar com esse fetiche militarizado de segurança pública para resolver problemas que têm de ser resolvidos na esfera política.”

Marco Antônio Martins, Folhapress

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Comentários

  1. renato Postado em 02/Dec/2013 às 18:52

    Há o Joio e o Trigo, o dificil é chegar o dia da colheita, se demorar o Joio toma conta.

  2. Marcos Postado em 02/Dec/2013 às 21:04

    Esse é o tipo de delegado que esta fazendo os policiais abandonarem a polícia. O tipo de policial que se preocupa com os direitos dos criminosos no meio de uma guerra. 500 policiais mortos por ano, mais mortos do soldados americanos no exterior, vc gostaria de um oficial com "critica social" do seu lado no meio da guerra?

    • Vinicius Postado em 02/Dec/2013 às 23:44

      Nossa cara seu comentário foi lamentavel , é que os pobres e pretos que a policia mata aqui na favela não são contados si não vc veria que morre mais "Favelados" na mão de policiais do que soldados americanos no exterior . Sem contar que direitos humanos isso é para coxinha igual você agora quanto ao tráficante que não teve opção na vida o "Direito Humano" que ele tem é morte né ...

      • Marcos Postado em 03/Dec/2013 às 21:14

        Não teve opção? 90% da favela não teve opção como eles e nem por isso tão matando, o Brasil precisa de uma atitude oposto a esse delegado, temos 500000 mortos em 10 anos as leis são uma piada, se vc acha que esse tipo de delegado vai melhorar alguma coisa, vera o Brasil daqui 10 anos, conhecimento de causa. Pena de morte e prisão perpetua seria um inicio de melhora, deveria ocorrer em toda America Latina pena que nos países vizinhos a situação é irreversível.

      • Aken Postado em 04/Dec/2013 às 12:34

        Conhecimento de causa rs... e qual seu conhecimento sobre pena de morte e prisão? Se conseguisse de fato ver a realidade do nosso país, veria o quão estúpida são estas idéias...

    • José Ferreira Postado em 03/Dec/2013 às 08:13

      Depois que ele levar um pipoco de um traficante, aí ele muda de ideia. Esse delegado está mais para "playboyzinho". Polícia não é brincadeira.

      • Paulo Postado em 03/Dec/2013 às 12:38

        O problema é que o pipoco do traficante foi patrocinado por muitos chefes dos próprios policiais que vão lá e matam os bandidos da favela e deixam os bandidos do Leblon. Os bandidos de terno e gravata, políticos e até policiais é que pagam a bala que mata tanto o favelado quanto o policial.

      • Rodrigo Postado em 03/Dec/2013 às 13:26

        Os caras dizem que policial tem que ser cachorro do governo e um brucutu doutrinado a ser fascista. Mas é claro que têm um lado: se o filho deles for vítima de violência policial, vão marchar de branco pedindo paz.

    • Kiki Postado em 03/Dec/2013 às 12:28

      Sem dúvida, Marcos, estaria ao lado de um crítico social, de igualdade de direitos e ideias evoluídas para "combater" esta guerra desigual

    • Chico Postado em 03/Dec/2013 às 13:26

      Parabens, toma aqui seu troféu de comentarista babaca!

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 03/Dec/2013 às 19:51

      Marcos vivemos numa sociedade classista e digo mais eu chamou de castas. Negros e pobres que são mortos não entram nas estatísticas e grande maioria da nossa sociedade vive na base da pirâmide, estão atolados e dali ninguém os move. Muitos deles trabalham para sustentar as elites em fábricas com salários que dura menos de uma semana e depois não tem como comer. Uma outra parcela da sociedade que está alienada vive no meio da pirâmide e aplaude quando fica sabendo que mais um bandido da favela foi morto, porque está se livrando de mais um que não vai incomodar. No alto da pirâmide vive a pequena elite e a grande elite que pouco ou nada está se lixando para quem está embaixo. A mídia está divulgando que não há diferença entre ricos e pobres envolvidos em crimes, roubos, etc. Escondem a verdade, está concentrado nas favelas o maior índice de criminalidade e ela é combatida à bala. Inadmissível, a corrupção da elite, que não desatola o pobre e o negro e a diferença salarial aumenta assustadoramente. Toda nossa riqueza está concentrada na mão de apenas duzentas pessoas, como latifúndios, minérios e dinheiro da corrupção. Todo dinheiro que sai do país não volta para socorrer os pobres brancos e negros. Falando em soldados americanos, eles não mostram para o mundo os soldados mutilados em grande quantidade, apenas alguns que participam de jogos.

    • vitor Postado em 23/Sep/2014 às 16:39

      Sim! Gostaria antes da "guerra". Quem sabe ela não teria ocorrido!

  3. Juniperos Postado em 03/Dec/2013 às 09:17

    esse cara não percebeu que inventaram uma nova arma: A dispara-rótulo, e a midia usa sem dó. O nosso país está doente e precisamos de ajuda real. É facil falar de ideologia humanitária, mas nomomento, eu troco por poder ir na padaria e voltar vivo para casa.

    • Marcos Postado em 03/Dec/2013 às 21:16

      Exatamente o povo é morto que nem barata e batem palmas para "ideologias humanitárias", tenho pena do presente e do futuro desse país.

      • Michael Alves Postado em 05/Dec/2013 às 16:00

        Parece q a falta de capacidade cognitiva de vocês realmente se imprimi com grande potencialidade em posts na internet. Vocês não entenderam o argumento do Doutorando? Se você cria legitimidade social para matar certo grupo, você cria a guerra. O próprio agravamento do crime vem de décadas de repressão violenta, que reproduz na sociedade a violência. Se você não consegue entender "ideologias humanitárias", é por que você na verdade é um fascista, egoísta, mal caráter, que está mais preocupado com sua vidinha, do que com a vida de milhares de pessoas. Você que acha que "ideologias humanitárias" são erradas, são todos utilitaristas fracassados, que acreditam estarem do lado certo da cerca, quando estão na verdade apoiando a morte e o imoral. A verdade é que vocês são mais malignos, mais podres, que a maior parte dos traficantes e dos bandidos que vocês querem ver mortos. Vocês estão ai sentados no conforto, com boa vida, e querem que o resto seja resolvido na bala, até enquanto a água não bater na sua bunda, ai vira crise. Por favor, vão se educar, assim como o Delegado fez, vão fazer um curso superior descente, em boa faculdade, um mestrado e um doutorado, preferencialmente em uma área como a filosofia, ou ciências sociais, ou até mesmo historia, para que vocês possam COMEÇAR a entender do que vocês estão falando. Por que até agora só tão falando asneira.

      • Marcos Postado em 10/Dec/2013 às 16:50

        Bobagem, quem realmente conhece a realidade do crime brasileiro sabe que a situação é irreversível, os mais de 500000 mortos em 10 anos é só um sinal disso, em países realmente sérios os melhores do mundo esse delegado estaria preso ou condenado a morte por ser um maconheiro. Mas eu já desistir desse país faz é tempo só não consegui me mudar daqui, minha mente não é daqui faz é muito tempo quando eu descobri a piada que esse país é e sua justiça podre, por mim se o Brasil que se exploda de violência e drogas eu vou ficar só assistindo.

  4. Dr Ganjjamen Postado em 03/Dec/2013 às 09:48

    Vangaurdista!

  5. Carvalho Postado em 03/Dec/2013 às 11:12

    O pior são os comentários aqui querendo deslegitimar a fala do delegado. Falam de guerra, mas não querem pensar sobre ela. Querem sangue. Pensamento primário. Quem sabe o Delegado e seu doutorado possam pensar ( e entender) o que vocês não conseguem com suas mentes nubladas pela ignorância e o medo covarde.

    • Mateus Postado em 03/Dec/2013 às 12:26

      Postagens como estas são interessantes não pelo seu conteúdo e, sim, pelos comentários que se seguem no final. Fico pensativo quando vejo uma coisa como esta e faço associações com os protestos que aconteceram este ano. O povo quer mudança. O povo quer reforma. Mas quando surge um dito-cujo propondo esta mudança, ele é rechaçado e rotulado de "playboyzinho". O povo ainda não aprendeu a pensar. Ainda não sabe exatamente o que quer, se troca a mamadeira pela chupeta ou se fica com o peito. Ainda não cresceram. O povo ainda é uma criança mimada que quando quer algo bate pé, esperneia, grita, chora e quebra tudo, mas quando é hora de levar sermão e ouvir o que deve ser dito, se fazem de arrogantes, prepotentes, como se o velho e terrível ditado "a voz do povo é a voz de deus" ainda fizesse algum sentido. Ninguém sabe o que significa "Direitos Humanos". Ninguém sabe por que é que DH existe. Ninguém sabe qual é a real função do DH e ninguém está minimamente interessado em saber qual é a aplicabilidade do DH na realidade. Ninguém quer fazer isto. O povo é preguiçoso, não quer ir estudar, não quer ir trabalhar, não quer se inteirar de assuntos que lhe são pertinentes. Mas se há um hobbie que caracteriza o esporte do povo é "falar mal do que não entende e do que não sabe". E aí dá nisto, um monte de comentários primitivos, comentários ignorantes escritos por pessoas analfabetas políticas que se acham conhecedoras da situação e que podem palpitar como bem entendem. A lástima, aqui, não é o que o delegado diz ou pensa. Aliás, em termos políticos, o Delegado é muito audacioso em propor tais mudanças no meio de uma organização tão corrupta e conservadora como a polícia. Espero mesmo que ele consiga operar mudanças no meio policial, pois ele tem tudo - teoria e prática - pra que consiga efetivar suas mudanças. O lastimável, como anteriormente dizia, são os comentários que denotam a falta de conhecimento e a célebre frase "esta é minha opinião", achando que suas opiniões são importantes pra algo. Povo, vocês precisam entender uma coisa: como dizia Bordieu, vocês são massa de manobra. Vocês, que não pensam, são o escudo da guerra. Vocês, que não pensam, são a linha de frente de qualquer política, são os primeiros que irão cair, por que, afinal, vocês não tem utilidade, pois não pensam e, por isto, são fáceis de manipular. São os famosos "fantoches" e "marionetes" da mídia e das políticas de Estado. Eu lastimo profundamente que isto aconteça e que eu tenha que reconhecer que isto acontece, porém é a realidade. Só existirá alguma mudança quando o próprio povo se mobilizar pela mudança; só existirá mudança quando o povo estudar o que é exatamente que significa uma mudança ou qual é o caminho teórico-prático para esta mudança. Ficar gritando, esmorecido, chiando por mudança não resolve. Busquem abrir suas perspectivas. Procurem ler, procurem se informarem sobre a situação política nacional. Procurem crescer na vida, mas crescer intelectual e culturalmente.

      • Josimar Postado em 03/Dec/2013 às 23:37

        Carvalho e Mateus, obrigado pelos comentários. É por isso que sempre desço até essa parte das páginas.

    • Márcio Martinele Postado em 03/Dec/2013 às 12:49

      Muito bem falado, Carvalho. A pobreza não justifica o crime, mas é inegável que o sujeito que nasce no meio do nada esteja mais propenso aos apelos da vida bandida.

    • Aline Postado em 03/Dec/2013 às 20:53

      Você disse tudo, meu caro... só me resta concordar!

  6. Rafael Teodoro Postado em 03/Dec/2013 às 12:10

    Os traficantes tem que ter defesa... Logo mais uma carteirinha... Um sindicato...

  7. Leonardo V. Postado em 03/Dec/2013 às 14:12

    Deprimente a visão de muitos aqui. A violência que tanto combatemos é gerada aqui mesmo. A polícia ser mais austera só torna a sociedade mais insegura quanto ao meio que vive. É o famoso e velho bordão "violência gera violência". Medidas sim devem ser pautadas e tomadas pois a situação é caótica, mas jamais perdurá-las ou desqualificar o delegado como antiquado. Precisamos é de mais pessoas como ele, abertas, e dos mais fechados e conservadores necessitamos do apoio, da honestidade e comprometimento.

  8. Lucinha Postado em 03/Dec/2013 às 14:35

    concordo com o Carvalho acima. Absurdo como os comentários querem sangue e mais sangue, lei de talião mesmo. É o que foi dito acima pelo delegado, o caos é legitimado por filmes como Tropa de Elite que se dispõe a desnudar não a investir orçamento publico, coisa da esfera da política, ou de uma esfera publica em que estado e responsabilidade do mercado também seja considerada, estado e mercado, entidades bem concretas e gananciosas que usurpam a cada dia dos bens públicos para na hora certa usar de barganha...impossível viver sem querer mudar isso, e o delegado se inquieta, esta mais do que correto diante da superfluidade e banalidade da vida diante da ausência do pensamento (o que a H Arendt chama de Mal).

  9. Marcelo Postado em 03/Dec/2013 às 14:35

    Delegado, você está certo sim. A lavagem cerebral é tão grande que o próprio povo pensa a favor da elite... décadas sendo ensinados a serem cachorrinhos do sistema... sim, senhor, não senhor... sim senhor, senhor... não senhor, senhor... sim senhor, senhor senhor, não senhor, senhor senhor e por aí vai a alienação que dura até você perceber que o próximo Amarildo vai ser você. Sim, senhor... (não esquece da mãozinha para trás e cabeça baixa - porque quem não é humildezinho com a polícia deve ser o que? Mala, lógico...) Quem será o próximo "mala" da vez? Ali, estendido no chão, lá na Carioca...

  10. Thiago Samuel Alves Postado em 03/Dec/2013 às 14:53

    Se soubessem que a questão das drogas é política, talvez entenderiam os argumentos do delegado.

  11. Thiago Samuel Alves Postado em 03/Dec/2013 às 14:56

    Pensava que os leitores do site fossem um pouco mais profundos em suas ideias. Parece-me o mesmo público do Datena. Comentários rasos, senso comum puro.

    • Carlos Prado Postado em 04/Dec/2013 às 00:01

      É que se não são populares com sede de sangue, são religiosos marxistas. Ai fica difícil um querendo a morte de todos os marginais e outro querendo enxergar tudo pela ótica da luta de classes e que todos vivem numa guerra por poder.

  12. Guilherme Postado em 03/Dec/2013 às 15:05

    Classe média fascista = pior raça que existe na face da terra. Controlados por doutrinas religiosas vazias. Sem capacidade de construir um pensamento crítico e se nortear pelas próprias ideias. Classe média da globo que só quer guerra e sangue. Pra vcs eu digo que o mundo não suporta mais pessoas como vocês. Nos não suportamos mais pessoas como vocês. Vcs afundarão com o sistema que defendem. #1vivadelegadohare

    • José Ferreira Postado em 03/Dec/2013 às 15:22

      Acho que você andou fumando o mesmo cigarro de maconha que a Marilena Chauí fumou. São vocês que financiam essa p... toda.

      • Aline Postado em 03/Dec/2013 às 20:57

        Ei, calma aí, eu tbm acho que ele passou dos limites com o seu comentário, mas daí vc querer por a culpa na maconha, aí ja é preconceito amigo, por isso o Brasil nao vai pra frente, vou ficando por aqui mesmo na europa, que o povo é bem mais evoluido...

      • Aken Postado em 04/Dec/2013 às 12:40

        quem mantém vivo o mercado negro de drogas é justamente quem defende sua clandestinidade. uso de drogas é uma realidade social, quer você concorde com o uso ou não. a questão é como tratá-la, se como problema de segurança pública ou de saúde. aí depende, se vc curte uma violência ou prefere a cura mesmo.

      • José Ferreira Postado em 04/Dec/2013 às 16:20

        Realidade social? Quem fuma é por que quer. Realidade social de c... e rol...

    • Aline Postado em 03/Dec/2013 às 21:02

      Calma, tenta cultivar bonssentimentos, pode que vc se sinta até melhor rs, olha, pense que de repente seria melhor a gente tentar instruir a galera com os nossos bons habitos, as coisas feitas com amor sempre saem bem feitas, nao se pode cronstruir um castelo na base de areia....Então vamos parar de julgar e desejar coisas ruins, vamos nos amar, desejar e so fazer o bem, assim podemos mudar o mundo....

    • Carlos Prado Postado em 04/Dec/2013 às 00:03

      A doutrina religiosa mais vazia que conheço é a marxista. Passam-lhe ar de científica para tem maior apelo, mas não passa de puros achismos onde tudo pode ser encaixado e explicado. Não foi trazida por nenhuma divindade espiritual, mas por uma natural, um iluminado que foi incumbido de ser porta-voz de todos.

  13. Aristides Postado em 03/Dec/2013 às 15:30

    Dr. delegado está correto em muitos aspectos. A polícia não deve ser usada como aparato político como foi nas manifestações. O meio policial tem de mudar. Deve ser retirada essa máscara de "policia facista", assim trazendo a polícia para perto da população, seja ela pobre ou rica. Em relação ao tráfico de drogas, opinião é individual, basta respeitarmos. No mais, esse doutor ai tem cara de que curte uma "banza" heim?

  14. Oruam Oten Postado em 03/Dec/2013 às 16:16

    Se percebe quem lê para conhecer e entender, e quem lê para se ofender e criticar... e, infelizmente, estes últimos, acabam por não entenderem nada! "- É isso aí! Vamos pra guerra... É tudo culpa do capeta, que faz desses mulekes de favela uns demônios e dos playboys da zona sul uns drogados de colarinho branco!!! Quem liga de viver no faroeste pra sempre? Vamos distribuir chumbo grosso, quem sabe um dia algum lado vença... Política pra quê? Polícia pra quem? O négócio é matar todo mundo que pisa fora da linha, afinal não fomos nós que desenhamos a linha, nascemos e ela já estava lá! Nem precisa estudar história, escola pra quê? Colônia que fomos, metrópole que nunca seremos! Só queremos comer nosso pão francês na paz das nossas cidades citiadas, sem fazer mal a ninguém que ganha R$ 550,00 líquidos por mês, e come a realidade a seco..."

    • Aken Postado em 04/Dec/2013 às 12:48

      Muito bem dito, reflete bem o que vejo e penso.

  15. José da Silva Postado em 03/Dec/2013 às 16:58

    A Polícia Militar ainda é muito truculenta e por isso não tem o respeito que merece. O Policial Militar é "cachorro do governo" sim. Nos cursos de formação, o militar é preparado a fazer tudo que o seu superior mandar e a dar porrada mesmo; e quem tiver opinião contrária sofre constrangimentos diante dos colegas, é chamado de "muxiba" pelos instrutores, que também são militares. Depois o governo vai à mídia e tira o dele da reta, colocando a culpa na PM. O ingresso na PM é pra quem não quer ficar desempregado, ganhar seu próprio dinheiro até passar num concurso melhor (usá-la como trampolim). Estou nessa batalha e espero não me aposentar na "briosa".

  16. Daniel Terense Postado em 03/Dec/2013 às 21:57

    Parabens Maria de Lourdes Cardoso, Marcelo e Guilherme pelos seus comentarios. Sinceramente, é inacreditavel esses comentearios que defendem essa cultura de guerra, "bandido bom é bandidio morto", etc. Gente, bandido nao é um inimigo num campo de batalha pra ser eliminado pela policia. Vcs gostando ou nao, BANDIDO TAMBEM E GENTE, e os direitos humanos é algo que vc tem so pela sua condiçao de ser humano, vc nao perde eles por cometer um crime. A funçao da policia nao é fazer guerra, é simplesmente fornecer segurança publica detendo cidadaos que cometem crimes que ameacem a seguraça do resto da socieade para que eles possam ser julgados pela justiça de forma justa e imparcial (algo que nao existe no Brasil). Agora eu achei esse delegado muito legal, mas infelizmente a policia nao vai melhorar nem se tivesse mais como ele. É a instituiçao q precisa ser mudada e isso nao se faz de dentro, e preciso uma açao politica para se realizar uma reforma que transforme a policia de maquina de guerra em agencia de segurança publica.

  17. Patrícia Postado em 03/Dec/2013 às 22:34

    É preciso ter doutorado em ciência política para pensar de forma tão óbvia? Resumindo, todo mundo sabe disso (do que ele está falando), mas as pessoas simplesmente fingem não enxergar por pura conveniência.

    • Carlos Prado Postado em 04/Dec/2013 às 00:09

      Tome cuidado com o que é óbvio, na maioria das vezes está errado. Quando ao doutorado foi só apela de autoridade desta mídia manipuladora.

    • Carlos Prado Postado em 04/Dec/2013 às 00:12

      Os políticos realmente não sabem como agir diante dos manifestantes nem que seja para acalmá-los temporariamente. "Estabelecem dialogo" à base da repreensão policial. E ambos, policial e político, pouco sabem como e porque agir e tal forma. Querem acabar com o movimento logo e veem a repreensão como melhor forma.

    • Patrícia Postado em 04/Dec/2013 às 01:19

      Não é questão de tomar cuidado, pois isso é óbvio, sim. Se a pessoa nega, não é porquê ela "não sabe", mas porque a conveniência simplesmente a consomiu a agir contraditoriamente. Se ela passa por uma situação semelhante, ela irá, então, defender com unhas e dentes. Um exemplo é essa "maldita liberdade de expressão". Para "xingar" outras pessoas, todo mundo acha válido - principalmente racionalizando a imagem pública, quando é um famoso -, mas quando arde no próprio rabo, todos (se preferir, a maioria) acham que a liberdade é "não ultrapassar o direito do outro (dele)". Enfim, os racistas SABEM que os negros são inferiorizados pela sociedade, sabem que gays também são. Mas ficam com esse papo de "ditadura gay", ou que "os negros possuem preconceito da própria raça", "brincando" o ônus da prova, pois é como Bertrand Russel disse na sua época: "Homens têm medo de que a liberdade deles para agir de maneiras tão prejudiciais às mulheres seja reduzida."

  18. Patrícia Postado em 04/Dec/2013 às 01:21

    * porquê = por que