Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 14/Nov/2013 às 12:06
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Mutilação genital no Reino Unido não para de crescer

Cresce número de mutilação genital de mulheres no Reino Unido. Prática é proibida no país desde 1985, mas já afetou 66 mil mulheres

Profissionais de saúde e de serviços sociais alertam as autoridades do Reino Unido sobre a necessidade de intensificar as políticas de prevenção e erradicação da ablação, a mutilação genital feminina, em um relatório apresentado no início de novembro na Câmara dos Comuns do Parlamento.

O documento, elaborado por especialistas das faculdades de enfermagem, obstetrícia e ginecologia, pelo sindicato Unite e pela ONG de direitos humanos Equality Now, faz uma série de recomendações sobre a ablação, uma prática que classificou como “crescente” no país.

De acordo com o relatório, a mutilação afetou 66 mil mulheres na Grã-Bretanha e Irlanda e, aproximadamente, 23 mil jovens de 15 anos estariam em risco. A ablação feminina foi proibida no Reino Unido em 1985, mas, imigrantes de países de países como Somália, Egito, Mali e Sudão, em que ela é permitida, continuam a fazê-la de forma ilegal.

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Intitulado “A luta contra a Mutilação Genital Feminina no Reino Unido”, o texto destaca que os sistemas de saúde e serviços sociais falham na proteção das meninas e mulheres frente a esta prática, considerada um “abuso infantil” e qualificada como “tortura” pelas Nações Unidas.

Os profissionais afirmam que há falta de responsabilidade pública, e que o sistema de saúde não tem capacidade de resposta diante deste problema.

A ministra da Saúde Pública do Reino Unido, Jane Ellison, explicou que “uma de suas prioridades é erradicar a ablação feminina” e que está sendo estudada uma forma de facilitar e compartilhar dados no Sistema Nacional de Saúde para proteger as meninas desta prática “brutal”.

Nenhum processo em 25 anos

Em 25 anos de proibição, nunca foi aberto qualquer processo judicial contra a prática, embora o diretor da Procuradoria, Keir Starmer, tenha dito no relatório que “é só uma questão de tempo”, já que se trata de “um crime que não será tolerado em uma sociedade moderna multicultural”.

O documento pede que médicos acionem a polícia ou os serviços sociais ao notarem que alguma paciente possa fazer a ablação e que questionem se seus filhos ou algum membro de sua família já sofreu ou poderia estar em risco.

O texto recomenda ainda que se inicie uma campanha nacional de conscientização sobre este tema, assim como as promovidas sobre o HIV e a violência doméstica.

Agência EFE

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 14/Nov/2013 às 12:16

    Parece que essa ablação é praticada também por mulheres que tem fortes sangramentos no período menstrual.

    • Persefone Postado em 15/Nov/2013 às 13:44

      Você não entende nada de mulher né? Ablação é a retirada do clitoris, que não interfere em absolutamente nada no sangramento menstrual. Já vi seu comentário na pagína dos misoginos, está claro que vc é um deles. Vai se tratar, seu doente mental.

    • Jacob Postado em 15/Nov/2013 às 21:17

      Para saberhttp://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/3088-a-ablacao-mutila-a-africa-historias-de-uma-pratica-terriveles o que realmente é ablação? leia este artigo e não fique mais desinformado.

  2. Grazi Lopes Postado em 14/Nov/2013 às 15:21

    A Ablação é um crime contra a mulher, onde as diversas sociedades que praticam usam a cultura e a religião para justificar a prática criminosa, cujo único objetivo é ter o controle da mulher socialmente e sexualmente.

  3. Bárbara Postado em 14/Nov/2013 às 15:32

    Thiago, eu acredito que esse motivo também parte de um desconhecimento sobre o funcionamento do corpo feminino. O que provoca fluxo menstrual intenso? Diversos fatores hormonais (como altos níveis de testosterona), alimentares e climáticos, entre outros. Se você fecha uma torneira, a água continua ali dentro esperando para sair. A ablação motivada por sangramento intenso é non-sense, já que gera refluxo do fluxo menstrual para dentro do corpo, onde não consegue ser intensamente absorvido, e pode gerar inflamações - que aumentam as cólicas e podem até aumentar o fluxo.

  4. Bia Santos Postado em 15/Nov/2013 às 13:46

    Ablação não tem nada a ver com a menstruação. A remoção do clitóris e da pele ao redor visa impedir a mulher de sentir prazer nas relações, o que, teoricamente, a impediria de trair o marido. Em alguns lugares, as mulheres (algumas com 10, 11 anos), morrem de infecção em poucos dias.

  5. jlmartins Postado em 15/Nov/2013 às 16:47

    Hábito antigo de povos na maioria africanos, um ato imoral contra qualquer mulher e feita sobre um princípio infundado, ou seja, tirando o clitóris faz com que a mulher não sinta prazer e venha a "trair" o marido, ou seja, além de monstruoso qual é o sentido de um homem ter uma mulher em tais condições?, a não ser para a sua própria satisfação pessoal, incabível de sentimento com alquela que está ao lado, é vergonhoso esse "costume de monstros"

  6. Lopes Postado em 15/Nov/2013 às 19:57

    Sinceramente, isso é uma aberração! Um verdadeiro homem tem prazer em dar prazer a sua companheira.

  7. Paulo Cesar Postado em 16/Nov/2013 às 00:43

    É por isso que o relativismo cultural deve ser visto com inúmeras ressalvas. Antropólogos piram!!!

  8. Vinicius Postado em 16/Nov/2013 às 09:18

    Que horror