Leandro Dias
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Colunistas 15/Oct/2013 às 17:54
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De Derrota em Derrota

No batido roteiro do poder constituído, a velha e parte da nova mídia, quando não ficam no mais completo silêncio, trazem sempre o mesmo enredo. Qualquer ato político que saia minimamente do domínio oligárquico “tradicional” será desqualificado

50 mil pessoas defendendo a educação no Rio e só se fala em quebra-quebra, destruição, “porrada, tiro e bomba”.

Pelo que lutavam mesmo? Irrelevante.

Não interessa que o prefeito tenha ignorado por completo as demandas dos profissionais da educação e ainda que tenha dito que os “professores não sabem fazer contas“, o importante é o ônibus incendiado, os prédios destruídos e a manifestação-espetáculo dos denominados blocos de preto.

Não interessa que, dias antes, a polícia, sob o comando do governo estadual, tenha feito o que mais sabe e tenha reprimido duramente os professores, sem que qualquer “baderneiro” tivesse iniciado o confronto.

Quem eram mesmo os supostos baderneiros? Irrelevante.

black blocs brasil
“Todo poder aos black blocs?”

Não interessa que não só professores estivessem lá – pois havia bancários, bombeiros, estudantes secundaristas e universitários, além de muitos simpatizantes da justa causa dos profissionais da educação. Até artistas e grupos musicais vieram enriquecer a manifestação. Mas o foco de todas as capas dos jornais é o ônibus em chamas, os vidros quebrados e a destruição.

Qual era a pauta dessa greve mesmo? Irrelevante.

No batido roteiro do poder constituído, a velha e parte da nova mídia, quando não ficam no mais completo silêncio, trazem sempre o mesmo enredo: arruaceiros, vândalos e marginais estragaram uma manifestação legítima, a festa democrática. Ninguém se lembra do que a imprensa dizia dos grevistas, “agitadores”, sindicalistas – os “comunalhas” de sempre – a destruir a Rio Branco depois da escandalosa privatização da Vale do Rio Doce em 1997? Não foi o MST taxado em capa de revista como baderneiro, raivoso ou coisa pior? Não chamaram o estancieiro João Goulart de “comunista” e “subversivo” apenas por ser um trabalhista tradicional?

Nos discurso do poder constituído, qualquer ato político que saia minimamente do domínio oligárquico “tradicional”, que venha a incomodar o seu poder, será desqualificado. São vândalos, irresponsáveis e desordeiros.

Sempre foi assim.

Se há greve nos ônibus vão mostrar o coitado que não pode chegar no trabalho por causa de uns “sindicalistas egoístas”; se é greve de professor, a manchete é sobre alunos prejudicados por aproveitadores cooptados por sindicatos partidários e tendenciosos e sobre famílias prejudicadas porque o pai ou a mão ou a avó teve de cuidar das crianças que estavam sem aula; se é pela descriminalização das drogas, o tom é de “maconheiros filhos de papai que só querem fumar sua erva em Ipanema sem serem incomodados”; se são camponeses lutando por pequeno espaço para plantar no campo, num país com colossal concentração de terras, não passam de “vagabundos ocupantes”, terroristas invasores; se a manifestação fecha uma rua, vão indubitavelmente enfatizar o “direito de ir e vir” dos outros, colocando que é “ditatorial” fechar ruas em protesto.

Enfim, o posterior “avacalhamento” público, distorção e “manipulação” das manifestações pela mídia (incluindo governo) é, certamente, a única regra que se deve tomar como verdadeira ao se expressar nas ruas. A desqualificação de greves, ocupações, manifestos e claro, protestos violentos ou não, é a principal e mais eficaz arma de desmobilização e desarticulação de qualquer manifestação , independente da causa e do número de manifestantes.

Portanto, se a regra é a desqualificação posterior em massa, algumas considerações fundamentais devem ser feitas quanto à atuação popular  em manifestações.

Muitos concordaram que, nos idos de junho, houve de fato a necessidade simbólica de “quebrar tudo” como demonstração clara e evidente de descontentamento com a ordem vigente.

O vandalismo [de junho] representou algo há algumas décadas esquecida por nossa população: “a quebra real do paradigma da “inviolabilidade” do Estado e da – ainda que temporária – quebra do seu monopólio do uso da violência legítima. Quebrou o monopólio da violência de forma política, muito diferente dos Estados Paralelos, formados por traficantes em regiões de fronteira, dentro das grandes cidades que não tem pretensão política e ideológica.” (citado pelo autor em “Vandalismo e Ruptura”)

Então, na ocasião, praticamente todos os lados apoiaram e exaltaram as manifestações espontâneas pelo país todo, as quais culminaram nos atos de destruição de 17 e 20 de junho por todo o país, seja a esquerda jovem deslumbrada com o “gostinho” de revolução deixado no ar enfumaçado, seja a direita oportunista de plantão querendo usar o momento para derrubar o atual poder que detesta, passando pelos “coxinhas” apolíticos em geral, inconscientemente nas ruas “contra tudo que está aí” sem saber exatamente o que defendem.

Enfim veio outubro e apresentaram-se fatos diferentes.

Dando sequência ao violento “despejo” dos professores manifestantes que ocupavam a Câmara do Rio, ocorreu uma grande manifestação de professores no dia 1 de outubro, também seguida por ação violentíssima dos policiais. No esquema do “foi mal fessor“, a polícia desavergonhada de Sérgio Cabral e Eduardo Paes perdeu o pudor e reprimiu como nunca uma das categorias mais sofridas do país, causando indignação nacional e alimentando o fogo da grande manifestação do dia 7 de outubro, em situação semelhante ao ocorrido em junho, quando da excessiva repressão da PM paulista ao Movimento Passe-Livre.

dilma black blocs
Nem a pusilanimidade de Dilma foi esquecida (Reprodução / Mídia Ninja)

O fato novo apresentado por essa manifestação do dia 1 de outubro foi a atuação expressiva do bloco negro (black bloc). Como muitos presenciaram, os membros do bloco negro foram fundamentais para segurar a ação policial e desviar a atenção da violenta polícia cabralina, dando tempo para que as inúmeras senhorinhas idosas e mulheres, componentes numerosos e mais frágeis entre os professores manifestantes, fugissem dos cassetetes, nuvens de gás e pólvora causadas – neste dia – exclusivamente pela ação policial. Foi a primeira vez que, visivelmente, o black bloc remontou a sua origem alemã e colaborou efetivamente com outros núcleos políticos, no caso, o sindicato dos professores, fortalecendo todo o movimento naquela ocasião. Não foi por acaso que, após o dia 1° de outubro, os professores e boa parte da esquerda tenham passado a defendê-los publicamente. “Black bloc é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo” era um grito que se ouvia no dia 7.

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Mas 50 mil pessoas foram às ruas e só se fala em destruição.

Dia 7 de outubro, segunda-feira chuvosa no Rio de Janeiro. A manifestação foi incrível. A pauta específica era o repúdio ao plano de carreira da educação do Eduardo Paes, mas a pauta geral era a melhoria da educação brasileira. Milhares de pessoas, entre professores, bombeiros, artistas, bancários, universitários, secundaristas e simpatizantes. Milhares de mensagens, faixas, cartazes, gritos e cantoria em protestos variados em torno da educação. Até mesmo a UNE-UBES e o PCdoB superaram sua agorafobia adquirida nos últimos anos e estavam lá com suas solitárias bandeiras a engrossar o caldo.

E então, após belíssima marcha pela Avenida Rio Branco, chega-se à Cinelândia. Vale notar que, lembrando muito o evento do dia 17 de junho, a ausência de policiamento efetivo para uma manifestação daquele tamanho só fez crescer a confiança da linha de frente, aumentando a suspeita da tática “terra arrasada” por parte da PM. Certo tempo de gritaria e protesto em frente à Casa do Povo e começa o ritual destrutivo do fronte exaltado e juvenil. Rojões e malvinas contra bancos e, claro, contra a própria Câmara.

No fundo não importa muito quem começou, pois o enredo seria o mesmo, já conhecido de todos.

Que tenha sido um revide, um ataque preemptivo ou uma reação espontânea, a linha de frente das manifestações de sua parte, fez chover bombas, rojões, malvinas, pedras, artefatos caseiros, molotovs e tudo mais que a ritualística de confronto com a polícia tem apresentado. Os dois lados, cedo ou tarde, estavam bem agressivos, e não demorou para que a polícia, mesmo pouco numerosa, avançasse gradativamente na “retomada do território”. Então, em meia hora, a grande manifestação foi dispersada, e surgiram pequenos focos resistentes e radicais espalhados pelo Centro e adjacências. O grosso restante, com suas bandeiras e faixas, voltava para casa sob fortíssima chuva.

Porém, independente dos sentimentos sobre o bloco negro ou até mesmo da justeza de algumas suas práticas – parafraseando Brecht, “O que é uma vidraça de banco diante da criação de um banco?” -, é difícil negar que o “ritual destrutivo” ofensivo, como apresentado no dia 7 de outubro, esteja claramente servindo mais para reforçar o esvaziamento completo das manifestações, especialmente no sentido ideológico-propagandístico, do que para disseminar qualquer apelo por mudanças ou mesmo para angariar mais simpatizantes. A julgar pela capa da maioria dos jornais, pelos editoriais, pelas opiniões propagadas e repercutidas aos montes nas ruas e redes sociais, a velha fórmula de desqualificação já está a pleno vapor.

Como disse Márcio Saraiva: “[e]xiste algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências não-intencionais de uma ação racional. Em outras palavras, a ação é racionalmente correta, lógica, tem um sentido A, mas sem desejar, acaba alcançando um objetivo não desejado que é Y.”

Assim, por mais que seja plenamente justificável e até louvável que parte não ignorável da população esteja reagindo agressivamente à opressão cotidiana e violenta do Rio de Janeiro, dando um “basta” real e contundente – e não apenas uma abracinho na Lagoa -, as consequências do basta podem ser desastrosas no médio e longo prazo.

50 mil na rua e só se fala em “vandalismo e depredação”.

Seja pelas muitas testemunhas que viram com receio a ação direta dos black blocs mais como “ataque” do que como “revide” contra a repressão da polícia; ou, ainda mais importante, seja pelo evidente enfoque que todo o aparato midiático e governista está dando na desqualificação das manifestações em “vandalismo”, buscando uma vitimização da polícia e do governo local, a ação violenta dos black blocs e simpatizantes está produzindo exatamente os resultados previstos no enredo tradicional: esvaziamento das pautas e a criminalização das manifestações radicais. E seria bastante ingênuo subestimar o poder de formação de consenso do aparelho midiático alinhado ao aparelho estatal aliado.

É fundamental lembrar que, tão ou mais importante do que o fato em si, é como o fato é interpretado e repercutido pelos agentes do seu tempo.

Sem uma base ideológica e propagandística e sem objetivos claros, a violência simbólica da destruição disruptiva, será capturada por quem bem conseguir fazê-lo, dando-lhe o caráter que quiser, positivo ou negativo. E, em geral, infelizmente será usada para os fins mais retrógrados possíveis. Enquanto voam pedras e foguetinhos contra a polícia, retornam porrada, tiro e bomba.

Se vão ao chão agências bancárias, pontos de ônibus e latas de lixo, o que retorna são leis anti-terrorismo, prisões arbitrárias, presunção de culpa e Lei de Segurança Nacional. Sem saber exatamente o que se pretende construir, a destruição pode apenas abrir caminho para outros que sabem exatamente o que querem e não terão escrúpulos em usar todos os agentes possíveis para seu fim.

Além disso, do ponto de vista do confronto em si, é importante lembrar o estrategista Sun Tsu: se nossos adversários e inimigos vêm com verdadeiros exércitos armados, cães e bombas, enquanto nós só temos palavras de ordem, fogos de artifício e muita disposição, nós já perdemos essa batalha. A arma da crítica não supera a crítica das armas, diria outro. Nesse cenário, mesmo que se soubesse exatamente o que fazer depois, é impossível tomar à força a Câmara ou a ALERJ, quiçá o Palácio do Planalto ou qualquer símbolo de comando do governo. Não há a remota possibilidade de isso ocorrer no contexto atual. Além do mais, cabe questionar se isso é desejado: destruir os símbolso de poder, como tomar os espaços de poder, sem um projeto do que ou quem colocar no seu lugar resulta num empreendimento estéril e sem sentido, que somente pavimenta, como dito, o caminho para aqueles que realmente têm um projeto e sabem onde querem chegar. Isso porque nem tem sido necessário ao Estado usar bala de verdade como ocorreu na Turquia e ocorre no Egito.

No contexto atual, a única possibilidade de vitória é a simbólica.

Por vitória simbólica compreende-se principalmente, o constrangimento público e a desmoralização das “verdades do poder constituído” como parte de um processo de tomada de consciência e educação política da população que, envergonhada de sua passividade, (re)descobre sua voz e constrói sua contra-hemegonia em relação ao poder que a domina. O “constrangimento educativo” e a desmoralização aparecem ao tornar evidentes algumas grandes contradições inerentes ao sistema capitalista que se pretende democrático e plural e forçam seus agentes a tomar medidas claramente antagônicas à sua imagem pública. Isto é, os agentes, constrangidos, são levados a tomar medidas claramente anti-constitucionais, a cometer rudezas jurídicas, a fazer apologia à repressão excessiva em plena democracia, a agir com autoritarismo em nome da “liberdade” e claro, a escancarar a promiscuidade das relações entre poder político e poder econômico, como ficou evidente no alinhamento da grande mídia com o governo Cabral-Paes e, claro, no vergonhoso desfecho da CPI dos Ônibus, mostrando que realmente o “Estado não passa de um comitê de negócios da classe dominante”.

Por fim, se bater em professores indefesos é um desastre político, como foi e ninguém em sã consciência política apoiaria a prática, bater em professores que dão suporte a “vândalos e baderneiros” é uma história completamente diferente. A deslegitimação específica dos black blocs busca, na verdade, esvaziar o geral das manifestações e, ao mesmo tempo, dar legitimidade à repressão indiscriminada, de “pacíficos ou não”. Assim, é fundamental que a posição violenta das manifestações surja sempre como revide, como resposta e, jamais, como ataque, como assalto e afronta planejada ao poder constituído, caso contrário  acaba por esvaziar a manifestação, esconder as reivindicações e as pautas em fumaça e fogo. Elas não parecem constranger o real agressor, ao contrário, lhe dão motivos públicos suficientes para justificar a repressão que o poder queria desde o início.

No nosso contexto, portanto, a vitória simbólica é erguida em geral a partir de uma derrota física; se constrói ao fazer com que o poder constituído atue contra a opinião da população e contra sua própria opinião como poder representativo do povo, gerando mais e mais insatisfação e escancarando mais e mais contradições inerentes ao “capitalismo democrático”. O constrangimento público enfim, deslegitima o poder constituído e fortalece os seus antagonistas, reforça o ímpeto dos radicais, radicaliza os moderados e os “simpáticos à causa”, por fim, força a todos à politização, incluindo os “indiferentes” e “alienados”, algo que, justamente com a educação universal e séria (motivo das manifestações em questão), formam passos fundamentais para a conscientização da população e posição social no conflito de classes. Relembrando o velho chinês: “De derrota em derrota até a vitória final”.

*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve quinzenalmente para Pragmatismo Politico. ([email protected])

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Comentários

  1. renato Postado em 15/Oct/2013 às 20:02

    Os professores são a bagagem que meu filho precisa para viver a VIDA! Não tirem de meu filho o que, de direito, é dele. Portanto tratem bem a quem me carregou até aqui, OBRIGADO.

  2. Daniel Postado em 16/Oct/2013 às 00:27

    Muito bom texto! Adorei! Parabéns!

  3. José Ferreira Postado em 16/Oct/2013 às 08:25

    Queria ver esses "black bostas" são homens o suficiente para quebrar tudo com a cara limpa. Onde eles entraram, as pessoas que realmente querem se manifestar acabam se afastando. O ilustre autor certamente mudaria de posição se sua casa, ou seu comércio fosse atacado por esses grupos terroristas...

    • Teofilo Caparao Postado em 16/Oct/2013 às 12:11

      pague seu imposto como servil, nao reclame de nada, fique em sua bolha para que continue tudo a mesma coisa em sua vida futil de vassalo submisso. no desprezivel estagio de pouco desenvolvimento moral que a humanidade se encontra, muito pouca coisa muda sem um pouco de porrada.

      • Barbara Postado em 16/Oct/2013 às 16:17

        Violência só tem uma vertente , mais violência .... Quando alguém morrer Teófilo , vc verá que a brutalidade não é o caminho , os mascarados importados , só querem uma coisa acabar com a democracia , eles são contra a qualquer tipo de instituição , mas não são simplesmente contra a ordem , eles querem ser a nova ordem e é fazendo exatamente o que o opressor faz , através do medo , eles vão animalizando-se e deteriorando a civilidade, vc fala de moralidade com pancadaria , como se isso fosse possível , essa gangrena do ódio instalada em vc só levará a destruição ; reflita, mas vale a inteligência do que a força bruta .

    • Valdeir Postado em 16/Oct/2013 às 15:57

      É por causa de pessoas Servis e Escravas como você que estamos neste fundo do Poço, como disse o Amigo de Baixo continue, pagando os seus impostos e recebendo Migalhas Mastigadas do Governo, que enquanto isso Gente de Fibra esta nas Ruas Lutando por Direitos que servo e Preguiçoso Escravo Desfrutará no Futuro....

      • Ricardo Rangel Postado em 16/Oct/2013 às 16:54

        E cobrir a cara e quebrar tudo vai resolver o que? Se não tiver foco e for mais pragmático vai dar margem a que a opinião pública fique contra. E ainda tem os que aproveitam para roubar, pura e simplesmente. Reivindicar, cobrar, se organizar para poder mudar.

    • Richard Postado em 16/Oct/2013 às 16:44

      José Ferreira, ou vc não leu o texto ou não sabe fazer interpretação, o autor da argumentos muitos claros e simples para contradizer toda essa besteira que vc falou...peço que gentilmente você reeleia o texto com atenção e depois peça desculpas pela preguiça de colocar a massa cinzenta pra funcionar...é por gente como você que os politicos e empresários corruptos existem e se dão bem no Brasil, vc devia sentir vergonha de vc mesmo, eu só tenho a lamentar....

    • Cecilia Postado em 18/Oct/2013 às 03:10

      A casa do ilustre autor não seria atacada pelos que você chama de terroristas, José. Pelo simples fato de que eles não atacam casas nem comércios de pequenos empreendedores. Se você lesse um pouquinho, pesquisasse um pouquinho, antes de cair na hipnose da mídia, saberia que a ideologia deles só inclui ataques simbólicos a empresas enormes que lucram muito às nossas custas (com preços abusivos, exploração de funcionários ou recebendo favores de políticos com nosso dinheiro, como por exemplo abonos fiscais). Me mostre uma foto de um black bloc atacando uma banca de jornal ou uma padaria. O problema levantado no texto é exatamente esse: você ignorou TODOS OS ASSUNTOS citados, não entrou em nenhuma discussão produtiva e apenas veio declarar sua raiva à tática de luta deles. Lute como quiser, use a tática que quiser, mas não se omita diante de tudo que vem acontecendo.

  4. Mário Gomes Postado em 16/Oct/2013 às 10:59

    Pra que Cpi dos ônibus? Alguém pode me explicar? Essas manifestações violentas são consequências dessa cpi que não serve para nada!

    • Victor Postado em 16/Oct/2013 às 15:42

      As manifestações são decorrentes da CPI? Alguém pode me explicar? Seu comentário não serve pra nada.

  5. Shuma Postado em 16/Oct/2013 às 12:09

    Texto genial. Se vão à luta, devem deixar bem claras as causas da luta. Do contrário, tudo o que vão fazer é dar oportunidade pra grande mídia fazer seu trabalho.

  6. RAFA Postado em 16/Oct/2013 às 16:13

    Acho que estão olhando o canal errado , o global , porque na Record dos crentes que são taõ achincalhados nesse site envidenciam a causa e não só as badernas que eu não duvidaria se descobrissem que os tals baderneiros fossem plantados pela propria globo .

  7. Fatima medeiros Postado em 16/Oct/2013 às 17:02

    Sou completamente contra a estes violentos blackblocks e acho um erro dos professores se associarem a eles. Tem em um dos trechos falando que esta violencia com fins ideologicos se justifica, diferente da violencia das favelas sem ideologia, se se justifica esta violencia por reacao a um descontentamento , a pobreza o abandono dos que realmente sao esquecidos pela sociedade entao se justificariamuito mais.

  8. Alexandre Lopes Postado em 18/Oct/2013 às 14:56

    Admirável o senso crítico do colunista ! Parabéns ao site !!

  9. Luciana Coelho Postado em 22/Oct/2013 às 14:24

    As manifestações ocorreram em junho e julho e terminaram por causa dos anarquistas acéfalos infiltrados. A partir daí, esses coxinhas perderam o manto protetor e hoje procuram desesperadamente por qualquer juntamento para poder quebrar, saquear e incendiar, pois é só o que sabem fazer. Bando de filhinhos de papai que andam mascarados para não perder a mesada.