Redação Pragmatismo
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Internet 22/Oct/2013 às 11:55
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As novas doenças provocadas pelo uso da internet

É oficial. Conheça oito novas doenças que surgiram - ou pioraram - por conta do uso quase compulsivo da Internet e dos dispositivos digitais móveis

doença internet

via IDGNow

A Internet é um buffet infinito de vídeos de gatos, TV e Instagrams de celebridades. Mas ela também pode estar aos poucos levando você à beira da insanidade. E não estamos aqui usando nenhuma figura de linguagem.

À medida que a Internet evoluiu para ser onipresente da vida moderna, testemunhamos o aumento de uma série de transtornos mentais distintos ligados diretamente ao uso da tecnologia digital. Até recentemente, esses problemas, amenos ou destrutivos, não tinham sido reconhecidos oficialmente pela comunidade médica.

Algumas dessas desordens são novas versões de aflições antigas, renovadas pela era da banda larga móvel, enquanto outras são criaturas completamente novas. Não fique surpreso se você sentir uma pontinha de – pelo menos – uma ou duas delas.

Nomophobia

O que é: a ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O termo “Nomophobia” é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel).

Sabe aquela horrível sensação de estar desconectado quando acaba a bateria do seu celular e não há tomada elétrica disponível? Para alguns de nós, há um caminho neural que associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica a um tremendo ataque de ansiedade.

A nomophobia é o aumento acentuado da ansiedade que algumas pessoas sentem quando são separadas de seus telefones. E não se engane, pois não se trata de um #FirstWorldProblem (problema de primeiro mundo). O distúrbio pode ter efeitos negativos muito reais na vida das pessoas no mundo todo. E é mais intenso nos heavy users de dispositivos móveis

Tanto que essa condição encontrou seu caminho na mais recente edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5, ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais) e levou a um programa de tratamento dedicado à Nomophobia no Centro de Recuperação Morningside em Newport Beach, Califórnia.

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“Estamos condicionados a prestar atenção às notificações dos nossos telefones”, disse Rosen. “Somos como os cães de Pavlov, de certa forma. Você vê as pessoas pegarem seus celulares e dois minutos depois fazerem a mesma coisa, mesmo que nada tenha ocorrido. Isso é impulsionado pela ação reflexa, bem como pela ansiedade para se certificar de que não ter perdido nada. É tudo parte da reação FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo).”

Síndrome do toque fantasma

O que é: quando o seu cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso (ou bolsa, se você preferir).

Alguma vez você já tirou o telefone do bolso porque o sentiu tocar e percebeu depois que ele estava no silencioso o tempo todo? E, ainda mais estranho, ele nem estava no seu bolso para começo de conversa? Você pode estar delirando um pouco, mas não está sozinho.

Segundo o Dr. Larry Rosen, autor do livro iDisorder, 70% dos heavy users (usuários intensivos) de dispositivos móveis já relataram ter experimentado o telefone tocando ou vibrando mesmo sem ter recebido nenhuma ligação. Tudo graças a mecanismos de resposta perdidos em nossos cérebros.

“Provavelmente sempre sentimos um leve formigamento no nosso bolso. Há algumas décadas nós teríamos apenas assumido que isso era uma leve coceira e teríamos coçado”, diz Rosen em entrevista ao TechHive.

“Mas agora, nós configuramos o nosso mundo social para girar em torno dessa pequena caixa em nosso bolso. Então, sempre que sentimos um formigamento, recebemos uma explosão de neurotransmissores do nosso cérebro que podem causar tanto ansiedade quanto prazer e nos preparam para agir. Mas ao invés de achar que é uma coceira, reagimos como se fosse o telefone que temos que atender prontamente”, completa.

No futuro, com a computação vestível, há o risco da doença evoluir para novas formas, como, por exemplo, usuários de Google Glass começarem a ver coisas que não existem porque seu cérebro está ligado a sinais típicos do aparelho.

Náusea Digital (Cybersickness)

O que é: a desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com determinados ambientes digitais.

A última versão do iOS, sistema operacional móvel da Apple, é uma reivenção plana, versátil e bonita da interface do usuário móvel. Infelizmente, ela também faz as pessoas vomitarem e forneceu o mais recente exemplo da doença.

Assim que a nova versão do iOS foi liberada para os usuários de iPhone e iPad no mês passado, os fóruns de suporte da Apple começaram a encher com reclamações de pessoas que sentem desorientação e náuseas depois de usar a nova interface.

Isso tem sido atribuído em grande parte ao efeito que faz com que os ícones e a tela de abertura pareçam estar se movendo dentro de um mundo tridimensional abaixo do visor de vidro.

Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de ciberdoença. O termo surgiu na década de 1990 para descrever a sensação de desorientação vivida por usuários iniciais de sistemas de realidade virtual. É basicamente o nosso cérebro sendo enganado e ficando enjoado por conta da sensação de movimento quando não estamos realmente nos movimentando.

Depressão de Facebook

O que é: a depressão causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook.

Os seres humanos são criaturas sociais. Então você pode pensar que o aumento da comunicação facilitada pelas mídias sociais faria todos nós mais felizes e mais contentes. Na verdade, o oposto é que parece ser verdade.

Um estudo da Universidade de Michigan mostra que o grau de depressão entre jovens corresponde diretamente ao montante de tempo que eles gastam no Facebook.

Uma possível razão é que as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre eles mesmos na rede social: férias, promoções, fotos de festas, etc. Então é super fácil cair na falsa crença de que todos estão vivendo vidas muito mais felizes e bem-sucedidas que você (quando isso pode não ser o caso).

Tenha em mente que esse crescimento da interação das mídias sociais não tem que levar ao desespero.

O Dr. Rosen também conduziu um estudo sobre o estado emocional dos usuários do Facebook e identificou que, enquanto realmente há uma relação entre o uso do Facebook e problemas emocionais como depressão, os usuários que possuem um grande número de amigos na rede social mostraram ter menor incidência de tensão emocional.

Isso é particularmente verdade quando o uso da mídia social é combinado com outras formas de comunicação, como falar ao telefone.

Moral da história: 1) não acredite em tudo o que seus amigos postam no Facebook e 2) pegue o telefone de vez em quando.

Transtorno de Dependência da Internet

O que é: uma vontade constante e não saudável de acessar à Internet.

O Transtorno de Dependência da Internet (por vezes referido como Uso Problemático da Internet) é o uso excessivo e irracional da Internet que interfere na vida cotidiana. Os termos “dependência” e “transtorno” são um pouco controversos na comunidade médica, já que a utilização compulsiva da Internet é vista frequentemente como sintoma de um problema maior, em vez de ser considerada a própria doença.

“Diagnósticos duplos fazem parte de tratamentos, de modo que o problema está associado a outras doenças, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade social”, diz a Dra. Kimberly Young. A médica é responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência à rede, como o vício de jogos online e jogos de azar, e vício em cibersexo.

Além disso, ela identificou que formas de vício de Internet geralmente podem ser atribuídas a “baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins”.

Vício de jogos online

O que é: uma necessidade não saudável de acessar jogos multiplayer online.

De acordo com um estudo de 2010 financiado pelo governo da Coreia do Sul, cerca de 18% da população com idades entre 9 e 39 anos sofrem de dependência de jogos online. O país inclusive promulgou uma lei chamada “Lei Cinderela”, que corta o acesso a games online entre a meia-noite e às 6 da manhã para usuários com menos de 16 anos em todo o país.

Embora existam poucas estatísticas confiáveis ​​sobre o vício em videogames nos Estados Unidos, o número de grupos de ajuda online especificamente destinados a essa aflição aumentou nos últimos anos. Exemplos incluem o Centro para Viciados em Jogos Online e o Online Gamers Anonymous, que formou o seu próprio programa de recuperação de 12 passos.

Embora a atual edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders não reconheça o vício em jogos online como um transtorno único, a Associação Psiquiátrica Americana decidiu incluí-lo em seu índice (ou seção III), o que significa que estará sujeito a mais pesquisa e pode eventualmente ser incluído junto a outras dependências não baseadas em substâncias químicas, como o vício em jogos de azar.

“Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente está informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”, diz o Dr. Rosen. “O cérebro aprende rapidamente que certas atividades vão liberar essas substâncias químicas. Se você é um viciado em jogos de azar, tal atividade é o jogo. Se você é um viciado em jogos online, então a atividade é jogar vídeogames. E a necessidade de receber os neurotransmissores exige que você faça repetidamente a atividade para se sentir bem.”

Cibercondria, ou hipocondria digital

O que é: a tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online.

O corpo humano é um magnífico apanhado de surpresas que constantemente nos presenteia com dores misteriosas, aflições e pequenos inchaços que não estavam ali da última vez que verificamos. Na maioria das vezes, essas pequenas anormalidades não dão em nada.

Mas os vastos arquivos de literatura médica disponíveis online permitem que a nossa imaginação corra solta em todos os tipos de pesadelos médicos!

Teve uma dor de cabeça? Provavelmente não é nada. Mas, de novo, a WebMD diz que essas dores de cabeça são um dos sintomas de tumor no cérebro. Há uma chance de você morrer muito em breve! É esse o tipo de pensamento que passa pela cabeça de um cibercondríaco – que juntam fatores médicos para chegar às piores conclusões possíveis.

E isso está longe de ser incomum. Em 2008, um estudo da Microsoft descobriu que autodiagnósticos feitos a partir de ferramentas de busca online geralmente levam os “buscadores aflitos” a concluir o pior. A hipocondria sempre existiu, claro, mas antes as pessoas não tinham a Internet para ajudar a pesquisar informações médicas às três da manhã. A cibercondria é apenas uma hipocondria com conexão banda larga.

“A Internet pode exarcebar os sentimentos existentes de hipocondria e, em alguns casos, causar novas ansiedades. Porque há muita informação médica lá fora, e algumas são reais e válidas e outras contraditórias”, disse o Dr. Rosen. “Mas, na Internet, a maioria das pessoas não pratica a leitura literal da informação. Você pode encontrar uma maneira de transformar qualquer sintoma em milhares de doenças terríveis. Você alimenta essa sensação de que está ficando doente.”

O efeito Google

O que é: a tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

Graças à Internet, um indivíduo pode facilmente acessar quase toda a informação que a civilização armazenou ao longo de toda sua vida. Acontece que essa vantagem acabou alterando a forma como nosso cérebro funciona.

Identificada algumas vezes como “The Google Effect” (ou efeito Google) as pesquisas mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos cérebros retenham menos informações. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar do nosso cérebro está o pensamento “eu não preciso memorizar isso porque posso achar no Google mais tarde”.

Segundo o Dr. Rosen, o Efeito Google não é necessariamente uma coisa ruim. Ele poderia ser visto como o marco de uma mudança social, uma evolução que apontaria para o nascimento de uma população mais esperta e mais informada. Mas também é possível, admite ele, que tenha resultados negativos em certas situações. Por exemplo, um jovem adolescente não memorizar a matéria das provas porque ele sabe que a informação estará no Google quando ele precisar, diz o médico.

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Comentários

  1. Alexandre Postado em 22/Oct/2013 às 12:53

    Acho que segurar os celulares touch screen e digitar constantemente pode levar, logo, logo, a problemas também físicos, tendinite, LER, etc.

    • Cinthia Postado em 22/Oct/2013 às 16:16

      Com certeza Alexandre. Os males do século XXI!

    • Guzz Postado em 23/Oct/2013 às 09:38

      Até já existe uma LER que estão chamando de "BlackBerry Thumb"

  2. Thiago Teixeira Postado em 22/Oct/2013 às 13:17

    Meu, você entra num metro em São Paulo e as pessoas estão hipnotizadas mexendo no tablete ou celular. Nos barezinhos os colegas parecem estarem mais preocupados em postar no face onde estão, do que aproveitar o momento e descontrair com uma boa conversa. Até na igreja. Congregação Cristã, uma das mais rígidas, os adolescentes ficam com o celular dentro da bíblia mandando mensagem!!!

    • eliana lustosa Postado em 22/Oct/2013 às 22:24

      Vi isso hj no Rio de Janeiro... que loucura! As pessoas estão hipnotizadas, literalmente!. Não se olham mais... Vida bandida!

    • Tatiane Postado em 23/Oct/2013 às 20:15

      Pois é, isso é verdade mesmo... Ultimamente nem saio mais com ninguém, pois o pessoal está mais preocupado em postar no facebook onde está e tirar fotos pra colocar no instagram e fazer isso, e aquilo e aquilo outro. E no fim das contas vc sai em grupo pra continuar sozinho porque ninguém nem olha na tua cara, a não ser pra pedir que você tire alguma foto deles (que poucos segundos depois será postada...)

    • Juliana Postado em 24/Oct/2013 às 09:57

      Verdade. Muito triste.

    • Paulo Postado em 08/Apr/2015 às 23:58

      Concordo Thiago. Meu namoro acabou por causa dessa merda de facebook.

  3. Eduardo Postado em 22/Oct/2013 às 13:45

    Não sei se adianta ficar dizendo "as pessoas não conversam mais face-a-face" ou " para de mexer no celular", já que situações como estas são características de uma geração. É claro que esse novo comportamento gera uma série de distúrbios, doenças, síndromes e neuras, mas creio que faça parte dessa nova concepção de mundo. O fato é que temos bêbes de um ano, ou dois, que mexem em tablets com maior facilidade do que muito adultos por aí... E o que a gente faz? Fica se lamentando e dizendo "nossa, como era bom no meu tempo" ou se adpta?

    • Carlos Postado em 22/Oct/2013 às 15:34

      Não é só por fazer parte de uma nova concepção de mundo que está correto.

  4. Raysa Postado em 22/Oct/2013 às 14:40

    Concordo Eduardo, e digo que, como educadora, a tecnologia estimula muito a capacidade de se concentrar em matérias mais massantes. O problema é o uso exacerbado desse tipo de facilidade. Como por exemplo, não concordo que bebês de dois anos só fiquem em jogos de Tablet e IPads, mas, também por outro lado, toda uma geração, com QI maior está nascendo por aí. Adaptação é a palavra em vários casos!!!

  5. Luiz Benedito Ponzeto Postado em 22/Oct/2013 às 15:57

    Na dúvida, o melhor e desligar e curtir um pouco a natureza. É o que eu vou fazer, estou saindo do ar...

    • Mauricio Queiroz Postado em 23/Oct/2013 às 16:04

      Meu caro, até aqui, foi o melhor comentário, e seguirei o seu exemplo agorinha mesmo!

  6. Deisy Aguiar Postado em 22/Oct/2013 às 17:43

    quando morava em Londres pegava o trem para ir trabalhar no mesmo horario que a criancada para ir a escola. No primeiro dia pensei que seria muito cansativo, pois lembrava dos meus tempos de estudante e da algazarra que faziamos ao ir para o colegio. Que nada, um silencio total, todos os estudantes entravam, sentavam-se e passavam todo o trajeto absortos em seus celulares, os mais pequenos em jogos, os maiores nas redes sociais. Percebia que eles preferiam falar por chat com o colega que vinha de outra direcao, e portanto que estava em outro trem, que com o colega que se sentava ao lado. Muito triste.

  7. Valdemar W. Setzer Postado em 22/Oct/2013 às 18:16

    Olá a todas/os, Finalmente a humanidade está começando a perceber que os meios eletrônicos causam infinitamente mais males do que benefícios. Mas não tenho esperança de que algo vá mudar na massa da humanidade, pois apesar de haver mais de mil trabalhos científicos mostrando os males da TV, mais da metade da humanidade é bestificada todos os dias por ela. Para alguns dos males descritos no artigo, e muitos mais, veja-se meu artigo "Os efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças, adolescentes e adultos",em http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html Infelizmente,uma lei humana é que para alguns se desenvolverem positivamente, uma grande parte tem que decair (mas cada um tem que se esforçar para ajudar os outros -- é o que estou fazendo!). E vai piorar. aaaaaaaaa, VWS.

  8. Selton Postado em 22/Oct/2013 às 18:49

    Sou imune a todas essas doenças! Gostaria de agradecer a Nietzsche,George Orwell, Machado de Assis,Álvares de Azevedo e meus outros "médicos".

    • Priscila Postado em 23/Oct/2013 às 00:09

      Eu infelizmente assumo. Eu tenho muitos sintomas. Oh, céusssss ! Fico louca se esqueço o celular ( mas com o tempo e aceitando a situação , consigo até me sentir bem sem ele. Mas no início causa uma certa irritação ou ansiedade). O meu celular é um iphone 3gs, estou louca de ansiedade pelo 5s ! Adoro, mas realmente é um vício danado ! Eu abro os olhos e a primeira coisa que faço muito grog, é dar uma olhadinha no meu celular! Vejo a hora, depois instagram, whatsapp e por último facebook ! Quando estou com a família tento não grudar no celular, e quando estou com os amigos tento não pegar tb ! Mas sempre quero tirar uma foto, postar alguma coisa . E já me peguei postando coisas bobas e desinteressantes, sem necessidade, só pela mania de querer postar alguma coisa. Num dia desses, minha afilhada de 14 anos falou : " seu eu não posto nada no instagram eu passo mal " Fiquei meio chocada, mas to quase assim, rs. ( nem tanto |) Selton, já li alguns desses, mas mesmo assim, n faz diferença no meu gosto pela tecnologia. O meu problema é a excessividade. Não me sinto sozinha com meu celular, me sinto por dentro de tudo e conectada com qualquer pessoa a hora q eu precisar. Pra trabalho ajuda muito. Mas com certeza, sinto muita dor nos pulsos , dor de cabeça, entre outras coisinhas. Mas no geral, rsrsrs, da até pra dizer que sou feliz ! Trabalho com arte e esses momentos são os mais felizes da minha vida. E claro, sempre registrando ensaios, e o diretor mandando guardar o celular. Respeito na hora e me sinto envergonhada. Mas é isso ! Melhor com ele, do que sem ele ! :)

  9. maria Postado em 22/Oct/2013 às 20:47

    que bom, selton. parabéns.

  10. Kcrisley Postado em 22/Oct/2013 às 21:12

    Eu achar que tenho cibercondria é a prova que eu tenho cibercondria?

  11. Monique Soares Postado em 22/Oct/2013 às 21:53

    Em outras palavras, tudo isto é o que eu defino como Transtorno de Frescurite Aguda. Homo homini lupus.

  12. Priscilla Postado em 22/Oct/2013 às 23:28

    Engraçado. Ele não considerou, na parte da depressão de facebook, que ao invésde o facebook estar gerando um 'tipo de depressão' ele seja uma das atividades de quem está com um quadro depressivo.

  13. Caroline Postado em 23/Oct/2013 às 09:19

    Olá, gostaria de saber quais as fontes utilizadas nessa matéria. Estou fazendo um documentário para faculdade a respeito da tecnologia, e seria de grande utilidade para mim. Agradeço

    • Roberto Postado em 23/Oct/2013 às 22:43

      Olá Caroline, indico você correr atrás dos documentários "vidareal.com" e "sujeito a termos e condições", que discutem com certa profundidade sobre o tema (ambos passaram recentemente no festival do RJ).

    • Andre Postado em 24/Oct/2013 às 08:37

      Não memorizei. Dá um "google ai".

    • Valdemar W. Setzer Postado em 25/Oct/2013 às 10:55

      Olá, Caroline, Veja o meu artigo que citei acima: http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html Lá você encontra mais de uma centena de citações de trabalhos científicos. aaaaaaaaaa, VWS

  14. Leandro Souza Canavezi Postado em 23/Oct/2013 às 09:34

    Bom dia! Eu também gostaria de saber quais foram as fontes utilizadas, pois sou professor e interessei-me pela matéria. Obrigado!

    • Valdemar W. Setzer Postado em 25/Oct/2013 às 10:56

      Olá, Leandro, Veja meu artigo http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html onde há mais citações de mais de uma centena de artigos científicos sobre os problems dos meios eletrônicos. aaaaaaaaaaa, VWS.

  15. Carine Postado em 23/Oct/2013 às 11:37

    Oi, gostaria de saber se vocês chegaram a buscar profissionais para saber quais os tratamentos para tais "doenças"?

  16. Sabino Belo Pereira Postado em 23/Oct/2013 às 17:47

    Se você é um desses que não consegue ficar sem o celular, na hora que não tem nada a fazer. Ou como essas pessoas que estão na foto cada uma teclando sem se dar conta que existe alguém,do seu lado que poderia lhes falar algo más você não as ver. seu problema é serio, precisa urgentemente de um psicologo.

  17. leonidas Postado em 24/Oct/2013 às 15:57

    Pessoas velhas falando mal de pessoas novas e fazendo comparação com o seu tempo... já vi essa história antes...

    • Larissa Paola Postado em 24/Oct/2013 às 18:56

      Larga de ser asno, meu rapaz. Os jovens de hoje são produtos deste comodismo, indisposição e alienação que parte de internet e outras mídias trouxeram. Parecem um bando de zumbi. Nem vivem mais e nem precisariam ter corpos, pois só vivem pelo que tem numa tela.

      • Lucas Postado em 02/Jan/2014 às 11:47

        Larga de ser reacionária, minha jovem.

  18. leonardo Postado em 24/Oct/2013 às 18:17

    Ninguém menciona patologias para televisão, acredito que a internet e os games estão roubando o ibope da televisão., deve ser por isso também que querem difamar a internet, por ser um poderoso meio de informação livre e gratuito, já faz tempo que eu não compro revista ou assisto tv, pra mim a internet está alimentando a minha inteligência.

  19. Larissa Paola Postado em 24/Oct/2013 às 18:53

    Bem-vindos à era dos zumbis! Ninguém mais pensa, só tecla e aceita.

  20. Leonardo Postado em 07/Nov/2013 às 21:50

    HAHAH eu ri muito e aberração que o mundo está virando, me diz que isso é verdade ??

  21. Lucas Postado em 02/Jan/2014 às 11:45

    Bando de hipócritas

  22. jean Postado em 02/Jan/2014 às 20:58

    Tenho 50 anos e por isso achava que minhas observações estavam velhuscas, mas me canso de ver cenas do tipo: 2 amigas juntas em um bar , cada uma com seu cel teclando nao sei o que..... ou uma mesa de 5 pessoas ou mais onde 80 %estão conectados e teclando.... e o CÚMULO JÁ VISTO FOIUM CASAL SE ABRAÇANDO E O CARA DANDO UM BEIJO NO PESCOÇO DA MOÇA E ELA TECLANDO NO CEL NAS COSTAS DELE.... NAO É BONITINHO??

  23. marcio Postado em 05/Jan/2014 às 02:25

    A invenção da imprensa, há alguns séculos, também trouxe doenças e males terríveis, rsrsrs...

  24. Marko Postado em 09/Jan/2014 às 16:23

    Quem tem cibercondria ou hipocondria digital não pode ler essa matéria :P

  25. Thereza Postado em 14/Jan/2014 às 21:10

    Já ouvi falar que a internet é o novo Herodes... corta a cabeça das pessoas, literalmente.

  26. Ivonildo Cezar Postado em 11/Aug/2014 às 04:09

    Gostaria que a internet, como hoje, tivesse chegado há pelo menos 40 anos atrás. Muitos pesquisadores aí estão ganhando muito dinheiro com suas publicação de livros e postando na própria internet. Ressalte-se que não dar para retroceder no tempo, é apenas o começo de uma nova era. Utilizo todas essas tecnologias, seja por divertimento, seja por trabalho. Não vi no texto supra nenhuma citação benéfica da internet. No tempo da televisão e outros inventos ou descobertas temos um histórico semelhante contudente. Confesso economizar muito com revistas, jornais, livros, periódicos entre outras mídias. Como eu disse anteriormente, não dá para retroceder. Um dia sei que vou morrer, todos nós vamos. E assim caminha a humanidade, com ou sem internet.

    • Ricardo Postado em 23/Feb/2015 às 13:03

      O problema é o exagero! usar a internet de vez em quando, no trabalho ou um pouco para o lazer, ok...porem o que vemos são milhares de "cabeças Baixas" (é como chamo o povo viciado em celulares e afins) andando iguais a zumbis pelas ruas...morro de pena dessa galera e me sinto uma pessoa realmente livre por conseguir viver olhando para a frente...vivendo realmente...

  27. stephannie Postado em 01/Mar/2015 às 14:14

    drx a internet tem seu lado bom e seu lado ruim ,por isso agente tem que toma bastante cuidado com ela

  28. Sergio Postado em 03/Aug/2015 às 10:28

    Desde o extinto Orkut venho falando sobre esse adoecimento do ser humano em face ao uso excessivo da tecnologia, até dei um nome para essas doenças todas, Transtorno de Tecnopatia-psicosocioemocional.

  29. CLARA Postado em 16/Sep/2015 às 09:13

    Estou fazendo um trabalho sobre este assunto, meu professor adorou! essas doenças estão a cada dia, consumindo as pessoas, estamos nos tornando dependentes da tecnologia cada vez mais. acho que você também deveria adicionar a WHATSAAPNITE, uma nova doença descoberta que causa uma tenite nos tendões.

  30. tiago Postado em 29/Sep/2015 às 19:31

    me ajudou muito ,muito obrigado quem publicou pois vai ser minha fala na minha feira de ciencias

  31. José Carneiro - Prof Univ Postado em 17/Oct/2015 às 08:02

    RORUF'S med Conforme o tipo de comentário, funciona como material de trabalho científico para saber o grau de comprometimento do afetado. É por este e outros motivos, que a "Doença" avança, a tecnologia é um grande aliado para os equilibrados e sensatos. O mal não está nela, e sim no operador que transforma num "opio". Em decorrência disto, é que Qi hoje não é tão importante e sim o Quociente Emocional, que tem muito haver com a aptidão de trabalhar com o hemisfério cerebral não dominante e mais ainda as grande multinacionais já estão recrutando profissionais usando o Quociente Espiritual, coisas que este vício rouba de suas vítimas incautas. Use & não abuse, esta é a fórmula, senão pobre humano que não usa sequer 5% dos neurônios. Para concordar estude e pesquisa muito, e para discordar redobre estes cuidados.

  32. arilson Postado em 17/Nov/2015 às 18:22

    O fascínio pela Internet e a ansiedade para estar sempre postando alguma coisa nas redes há muito passou de ser um vicio para ser rotulado como doença. O narcisismo (amor à própria imagem) em profusão pode ser visto diariamente nas redes sociais. São pessoas trocando de fotografias a cada minuto como se isto lhes desse mais força ou mostrasse que existem. As postagens parecem ter o mesmo grau de satisfação alcançado por um dependente químico ao conseguir consumir um pouco de droga.