Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 13/Aug/2013 às 10:55
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A adolescente que deu à luz na porta da maternidade

MP vai investigar caso de jovem que deu à luz na porta de maternidade. Vídeo que revela desespero da adolescente foi divulgado. Promotor diz que pode ter havido omissão

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Ministério Público vai investigar caso de jovem que deu à luz na porta de maternidade (Imagem / Reprodução / TV Mirante)

O Ministério Público vai investigar se houve negligência e omissão de socorro no caso da adolescente que teve um bebê na escadaria de uma maternidade em São Luís. A Defensoria Pública abriu um processo contra as maternidades Marly Sarney, do governo do Estado, e Maria do Amparo, que é filantrópica mas tem o atendimento ao SUS, administrado pela Prefeitura de São Luís.

Nesta semana, o desespero de uma adolescente que deu à luz na escadaria da maternidade Maria do Amparo, porque encontrou o portão fechado, foi divulgado (vídeo abaixo). O parto foi feito por uma técnica de enfermagem que acompanhava a paciente na ambulância. O segurança e os enfermeiros ficaram do lado de dentro do portão, apenas observando.

A adolescente de 16 anos já havia procurado a maternidade Marly Sarney, onde fez o acompanhamento pré-natal durante a gravidez, mas acabou sendo transferida porque não havia vagas, mesmo estando em trabalho de parto.
A Secretaria de Saúde, em nota, informou que considera que não houve falhas no atendimento.

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O diretor da maternidade também considerou o procedimento normal. Mas o Ministério Público não considerou normal o que aconteceu. Vai investigar o que houve nesse caso e pediu à polícia que abrisse um inquérito para apurar se houve omissão de socorro dos funcionários das duas maternidades.

De acordo com o promotor da Infância e da Juventude, além da omissão, pode ter havido desrespeito à uma lei federal que prevê que a gestante tem que saber com antecedência em que hospital vai ser o parto. Será investigado, ainda, se houve desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

O secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad lamentou o caso, e pediu desculpas á jovem e ao esposa dela. Segundo o secretário, uma sindicância e uma auditoria serão abertas para investigar o ocorrido.

Assista o vídeo no link a seguir:
Adolescente de 16 anos pariu na calçada de maternidade em SL

com G1

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Comentários

  1. Guilherme Postado em 13/Aug/2013 às 10:56

    Parece bicho: a cada cópula, uma cria.

  2. Maurom Postado em 13/Aug/2013 às 11:01

    Isso aí é vandalismo, burnin and lootin, vamos quebrar e tocar fogo em tudo!

  3. Julio Postado em 13/Aug/2013 às 11:08

    Você nasceu como um bicho e de uma cópula seu animal insensível!

  4. Reginaldo Postado em 13/Aug/2013 às 11:08

    Seja mais respeitoso com a dor/sofrimento dos outros! Não seja cretino!

  5. Michel Ferreira De Souza Postado em 13/Aug/2013 às 11:12

    Enquanto essa família de escrotos dos Sarney rouba esse estado, é assim que o povo é tratado. E por falar em povo é bom tomarem vergonha na cara,e aprenderem a votar, por que se não as coisas vão daí pra pior. Realmente lamentável, nós do Mato Grosso, ficamos impressionados, com o descaso da saúde desse estado falido.

  6. Nazaré Postado em 13/Aug/2013 às 11:38

    Caramba... depois da criança nascida aparecem os babacas e ficam olhando o show que promoveram???? Que loucura! Ainda dizem que não houve omissão? O que houve então? Se não tinha mesmo como atender a menina, então pq depois abriram a p do portão e vieram xeretar ??? Isto é o fim da picada! Absurdo, inominável, inconcebível! parabens a enfermeira que agiu rápido, foi eficiente e também mostrou a sua indignação com os abutres xeretas que aparecem depois do nascimento do bebe. Esta sim, foi profissional!

  7. LUIS CARLOS Postado em 13/Aug/2013 às 13:24

    ETÁ FAZER É BOM NÃO E VERDADE, MAS NESTA HORA É UMA CRITARIA SÓ, QUE COISA EM, É BOM ISTO ACONTECER PARA QUE OUTRAS VEJAM COMO ESTÃO AS COISAS PARA PRESTAREM MAIS A ATENÇÃO NISSO, NÃO É BINCADEIRA, POR UM FILHO NO MUNDO ! COMO DISSE, IREM PARA CAMA COM ALGUEM É FACINHO HOJE ELOGO DIZEM; NINGUEM TEM NADA COM ISTO NÃO É VERDADE? MAS NESTAS HORAS AI OS OUTROS TEM COM ISTO ENTÃO EM ! ESTAM QUASE TODOS SUJEITOS A MORTE NUM CORREDOR DESTES É UMA VERGONHA, MAS HOMEM (DIGO TODO O GENERO HUMANO HOMENS E MULHERERS ) É UM FRACASSO TOTAL MESMO, DEPENDEER DESTES É UMA DESGRAÇA HOJE ! SERIA MELHOR SE ELA FICASSE NA HÃMBULANCIA DO QUE ISTO !É BOM VOCES ESTAR PREPARADO NESTAS HORAS PARA MORRER, SABES PARA ONDE VAIS DEPOIS DA MORTE

  8. CAUE Postado em 13/Aug/2013 às 14:00

    O NOME DA MATERNIDADE É MARLY SARNEY, TEM ALGUM PARENTESCO!?

  9. Val Postado em 13/Aug/2013 às 17:27

    a menina é jogada de maternidade em maternidade em pleno trabalho de parto, ganha o bebe agarrada no portão, no chão sujo, pior que bicho e vem "gente" aqui falar que a culpa é dela pq engravidou. Nunca leia os comentários se vc não quer perder a fé na humanidade.

  10. elisa Postado em 13/Aug/2013 às 19:11

    Seu animal, o que nós somos? ANIMAIS! O que está em julgamento aqui, é o tratamento que foi dado à essa adolescente! Os portões nem foram abertos, para que ela pudesse entrar, pessoas do lado de dentro olhando sem um pingo de solidariedade! É deprimente, ver coisas como essas acontecerem, em um pais, onde pagamos os impostos mais altos do mundo! E tinha que ser no estado mais pobre do pais, que, por uma coincidência, é a terra do ex presidente Sarney, onde ele e a família, gozam de tantos privilégios! Não só negligência, mas muita falta de respeito com a mãe e a criança!

  11. Fabiana Postado em 13/Aug/2013 às 20:15

    Prá conhecimento dos "ignorantes", a moça é casada. Coloquei-me no lugar dessa moça, e penso como deve ter sido difícil prá ela. É humilhante demais gente.

  12. luis carlos Postado em 14/Aug/2013 às 23:04

    E uma pena nos termos uma bela politica mas infelizmente pesemos administradores...

  13. Verônica Postado em 15/Aug/2013 às 09:29

    O sistema obstétrico no Brasil é um show de horrores! Muitas mulheres que fizeram parto normal hospitalar leem essa notícia e pensam 'ainda bem que ela chegou no hospital com o bebê coroando, poderia ser ainda pior se tivesse conseguido entrar antes'. A única diferença seria que ela estaria DEITADA numa maca, com as pernas amarradas em estribos e usando uma constrangedora camisola do hospital: o desamparo e a violência, segundo recentes estudos da USP e o relato de MILHARES de mulheres, seriam os mesmos. Ou piores: ela poderia ter alguém deitado sobre sua barriga, certamente teria o períneo cortado, certamente seria insultada se gritasse (não gritou pra fazer, mãezinha), certamente receberia drogas para aumentar as contrações e a dor e outras práticas e manobras arriscadas e sem nenhuma base científica. A propósito, assistam O Renascimento do Parto, em cartaz nos cinemas.

  14. Pâmela Postado em 29/Aug/2013 às 12:35

    Se a nossa medicina não fosse uma fábrica de cesariana, essa enfermeira com certeza teria instruções suficientes para esse bebê nascer em casa mesmo...sem problemas...sem a real necessidade dessa indústria da medicina... Triste...mt triste... Assistam o Renascimento do Parto... Ninguém tem a ver com a forma como foi feito, ninguém tem a ver com a vida dela, oq tem q se oferecer é um nascimento com dignidade, seja ele dentro ou fora do hospital...

  15. Mauana Postado em 30/Aug/2013 às 17:24

    E mesmo se a moça não fosse casada!! Estamos lidando com um momento delicadíssimo que é um parto!Que merda de falso moralismo é esse, como se o Sr. Luis e o Sr. Guilherme não fizessem sexo (embora pela qualidade do texto, eu desconfie que eles não tenham idade nem pra ter uma ereção). Queria ver se fosse a mãe/filha/irmã de vcs, que paga imposto, e é atendido feito bicho!!!Em uma hora tão delicada, tanto pra mulher, quanto pra criança... Aliás...É muito bom falar quando se é HOMEM e não se corre o risco de sofrer algo do gênero pq não tem como engravidar né...

  16. Renata Postado em 19/Apr/2014 às 13:31

    Quem deve ser punida é a maternidade que ela fez o pré-natal e que de forma irresponsável a enviou para outro local em trabalho de parto. No vídeo, é nítido que os funcionários da outra maternidade nem tiveram tempo de socorrer a garota.