Luis Soares
Colunista
Compartilhar
Senado Federal 10/Jul/2013 às 15:00
15
Comentários

Senadores rejeitam fim de 2º suplente e parentesco com titular

Senado ignora as ruas e derruba PEC que acabava com segundo suplente. Projeto que tentava responder a protestos precisava de 49 dos 81 votos da Casa, mas obteve apenas 46. Proposta também proibia que 1º suplente fosse parente de titular

segundo suplente senado

Apesar de apelo das ruas, Senado Federal mantém segundo suplente e primeiro suplente ainda pode ser parente de titular. (Foto: Agência Senado)

O plenário do Senado rejeitou uma proposta de emenda à Constituição que acabava com a figura do segundo suplente e proibia parentes na chapa, um projeto que respondia à pauta das ruas. A proposta recebeu 46 votos favoráveis, 17 contrários e uma abstenção. Faltaram apenas três votos para que fosse aprovada, pois para uma emenda constitucional passar são necessários 49 votos o necessários. A ausência de 16 senadores também ajudou a enterrar o projeto porque a ausência é como se fosse um voto não.

A derrubada da proposta contou com o decisivo apoio dos suplentes. Dos 16 que estão no exercício do mandato, oito foram contrários à aprovação da PEC: Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Clésio Andrade (PMDB-MG), Eduardo Lopes (PRB-RJ), Gim Argello (PTB-DF), Ruben Figueiró (PSDB-MS), Wilder Morais (DEM-GO) e Zezé Perrella (PDT-MG). Um nono voto pode ser contabilizado para derrotar a matéria, já que o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) absteve-se na votação. Este último é suplente da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

A proposta, de autoria do ex-presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP), estabelecia que o primeiro suplente assumiria a vaga do titular. No caso dos afastamentos temporários, como licenças para tratamento de saúde ou para ocupar cargos de ministros de Estado ou secretário estadual, o suplente ficaria no mandato até o momento do retorno do titular. Na hipótese de afastamento definitivo, o novo senador seria escolhido nas eleições subsequentes.

Durante os debates, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator da proposta, disse que o objetivo da matéria era “absolutamente louvável”. “Estamos desencadeando aqui o início da reforma política que o povo clamou nas ruas”, afirmou. O peemedebista disse que atualmente há “pouca transparência” atualmente na escolha dos suplentes.

Na atual legislatura –que começou em 1º.fev.2011 e terminará em 1º.fev.2015– já exerceram mandato de senador 27 suplentes. Juntos, pegaram do Senado reembolso de R$ 5.071.119,83 por gastos que disseram ter feito em decorrência do cargo (uma média de R$ 187.819,25 cada um). Isso inclui de alimentação e passagens aéreas a combustível e aluguel de carros.

Confira abaixo a lista de quem votou contra e quem se ausentou:

QUEM VOTOU CONTRA

Alfredo Nascimento (PR-AM)
Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Blairo Maggi (PR-MT)
Clésio Andrade (PMDB-MG)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Gim Argello (PTB-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
Jayme Campos (DEM-MT)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Ruben Figueró (PSDB-MS)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Wilder Morais (DEM-GO)
Zezé Perrella (PDT-MG)

A ausência de 14 senadores ajudou a enterrar o projeto, pois ausência é como se fosse um voto não.

AUSENTES

Álvaro Dias (PSDB-PR)
Mozarildo Cavalcanti (PSDB-SC)
Cyro Miranda (PSDB-GO)
Mario Couto (PSDB-PA)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
Lobão Filho (PMDB-MA)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Fernando Collor (PTB-AL)
Kátia Abreu (PSD-TO)
Magno Malta (PR-ES)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

com Agência Senado

Recomendados para você

Comentários

  1. Alex Kawazaki Postado em 10/Jul/2013 às 15:09

    E ainda tem os omissos... A ausência ou abstinência de 17 senadores foi igualmente relevante para enterrar o projeto, pois é como se fosse um voto não. ABSTENÇÃO: Sérgio Souza (PMDB-PR) AUSENTES: Álvaro Dias (PSDB-PR) Mozarildo Cavalcanti (PSDB-SC) Cyro Miranda (PSDB-GO) Mario Couto (PSDB-PA) Garibaldi Alves (PMDB-RN) João Alberto Souza (PMDB-MA) Lobão Filho (PMDB-MA) Waldemir Moka (PMDB-MS) Armando Monteiro (PTB-PE) Fernando Collor (PTB-AL) Kátia Abreu (PSD-TO) Magno Malta (PR-ES) Vicentinho Alves (PR-TO) Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

  2. Vander Postado em 10/Jul/2013 às 15:29

    Bando de vagabundos

  3. Ana Brasil Postado em 10/Jul/2013 às 15:58

    Por que vetaram a idéia de uma constituinte exclusiva para a reforma política?

  4. Felype Postado em 10/Jul/2013 às 16:03

    Muito bom saber todos os nomes, estou imprimindo esta lista para em futuras eleição NÂO VOTAR nesses calhordas que foram contra ou se abstiveram da votação, bando de vagabundos safados.

  5. Satã Postado em 10/Jul/2013 às 16:16

    Gostaria de saber por quê uma ausência é contabilizada como voto contra, e se a ausência tem de ser justificada em dias de votação. Em qualquer ambiente de trabalho e até mesmo escolar, uma falta não justificada é penalizada. No plenário não? tsc tsc tsc

  6. Luiz Mário Postado em 10/Jul/2013 às 16:55

    Vergonha!

  7. Wania Maria de Mello Postado em 10/Jul/2013 às 17:12

    Espero que esses tais que votaram contra, assim como os tais que se ausentaram nunca mais sejam eleitos nem para síndicos de prédio, que dirá para nos representar. Esses caras representam quem, a não ser seus próprios interesses? Chega disso, por favor!!.

  8. Carlos Teixeira Postado em 10/Jul/2013 às 17:13

    Esses números não fecham! A favor = 46 Contra = 17 Abstenção = 1 Total presente = 64 Ausentes = 81- 64 = 17 e não 16 como está no artigo e além disto só lista/nomina 14 como ausentes

    • Luis Soares Postado em 11/Jul/2013 às 14:59

      Carlos Teixeira, segue o link do arquivo do Senado Federal com a votação integral: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/mate/votacao.asp?ct=2069898 Sobre ser 17 e não 16, como está no artigo, aí cabe a considerar ou desconsiderar o presidente da sessão plenária, que não é obrigado a votar. Houve também uma abstenção, vale ressaltar: Sérgio Souza (PMDB-PR)

  9. Airton Postado em 10/Jul/2013 às 18:31

    A rejeição da PEC que eliminava a segunda suplência dos senadores foi derrotada por parlamentares que não entenderam a necessidade de mudanças imediatas que contenham os desvios que estão corroendo a economia e a própria esperança dos cidadãos. Só para relembrar, um candidato ao senado pode indicar dois suplentes que não recebem um único voto e assumem o mandato no vácuo deixado pelo senador titular na hipótese de morte ou licenciamento. Agora, os parlamentares comprometidos com a sociedade brasileira precisam apresentar nova PEC eliminando as duas vagas de suplência e, na hipótese de morte do senador eleito, seja prevista a convocação de nova eleição para a vaga de senador, como já acontece nos Estados Unidos e outros países democráticos mais adiantados.

  10. Filipe Freitas Postado em 10/Jul/2013 às 19:24

    Deixa eu entender direito, a PEC somente acabava com o segundo suplente? O primeiro suplente ainda assumiria? Não estou conseguindo ver o impacto efetivo dessa proposta então.

  11. Tiago S Postado em 10/Jul/2013 às 21:35

    Por esta lista ai em cima, percebe-se claramente que a direita não quer mudança nenhuma na Política brasileira.

  12. Pedro Postado em 11/Jul/2013 às 09:08

    PSDB, PMDB, DEM, PSD.. alguém tinha dúvida do posicionamento desses porcos?

  13. Fábio Postado em 11/Jul/2013 às 10:42

    guardem bem esses nomes. Aqui em Minas Gerais, serão lembrados na hora do voto Clesio Andrade e Zeze Perrela. É o fimdesses velhas raposas. Álvaro Dias (PSDB-PR) Mozarildo Cavalcanti (PSDB-SC) Cyro Miranda (PSDB-GO) Mario Couto (PSDB-PA) Garibaldi Alves (PMDB-RN) João Alberto Souza (PMDB-MA) Lobão Filho (PMDB-MA) Waldemir Moka (PMDB-MS) Armando Monteiro (PTB-PE) Fernando Collor (PTB-AL) Kátia Abreu (PSD-TO) Magno Malta (PR-ES) Vicentinho Alves (PR-TO) Maria do Carmo Alves (DEM-SE)