Luis Soares
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Religião 24/Jul/2013 às 15:33
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Lino Bocchini: Papa é um Feliciano com mais poder e apoio da Globo

Homofobia, machismo, apego ao dinheiro, religião interferindo no Estado. Os motivos que inspiram o “Fora Feliciano” se aplicam ao papa. Com o agravante de que ele é bem mais poderoso

Lino Bocchini*

Os evangélicos estão sendo injustiçados. O tsunami de críticas que atingiu Marco Feliciano, Silas Malafaia e demais líderes evangélicos fundamentalistas se aplica ao papa Francisco e à Igreja Católica. Explico: as mesmas bandeiras conservadoras levantadas pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso estão no centro da atuação da igreja católica há séculos. E o argentino Mario Bergoglio, agora chamado de Francisco, comunga destes ideais e não se mostra disposto a alterá-los. Pelo contrário.

Vamos por partes:

Primeiro, a homofobia

Muito se reclamou da atuação de Feliciano contra os direitos fundamentais dos homossexuais. A coleção de frases e a atuação do pastor não deixam dúvidas quanto à sua posição. Como é sabido, a igreja católica igualmente condena a homossexualidade, e considera pecado o amor da população LGBT.

O próprio Francisco, pessoalmente, demonstra preocupação com o que chama de “lobby gay” no Vaticano. Conforme revelou o site católico Reflexión y Liberación, o pontífice afirmou o seguinte em uma audiência recente com a diretoria da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos: “Na Cúria há gente santa de verdade. Mas também há uma corrente de corrupção, é verdade. Fala-se de lobby gay, e é verdade, ele está aí… temos que ver o que podemos fazer”.

Segundo, os direitos da mulher

Em entrevista para o livro “Religiões e política”, o deputado do PSC-SP afirmou o seguinte: “Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo; [assim] você destrói a família, cria-se uma sociedade só com homossexuais, e essa sociedade tende a desaparecer, porque ela não gera filhos”.

A igreja católica sempre tratou a mulher de forma diferenciada. A começar pelo fato de que elas não podem ser ordenadas. Aos homens (padres) cabe orientar os fiéis, ditar os rumos da igreja e do mundo. Às freiras cabem tarefas como cuidar dos enfermos e necessitados e, por exemplo, cozinhar, lavar e passar para o “homem simples de fala mansa” que está entre nós.

Mais: estão sendo distribuídas 2 milhões de cópias de um Manual de Bioética durante a visita do papa ao Brasil, sendo quase a metade da tiragem a versão em português, segundo informações da Confederação Nacional de Bispos Brasileiros. De suas 72 páginas, praticamente a metade traz pilhas de informações “científicas” e julgamentos morais contra o aborto. O restante divide-se entre a condenação de pesquisas com células-tronco, a condenação da inseminação artificial e a condenação da eutanásia.

O direito sobre o próprio corpo, uma questão que o movimento feminista do mundo todo considera vital desde a década de 1960, é classificado como “crime” em diversos pontos do texto. De acordo com o manual, mesmo em caso de estupro ou de inviabilidade do feto, a interrupção da gravidez não pode ser sequer aventada: “O direito de matar o próprio filho não pode ser fonte de liberdade nem de realização pessoal”. Todos os métodos contraceptivos, pílula e DIU inclusive, são considerados abortivos e criminosos.

Em terceiro lugar, o apego ao dinheiro

Causou espécie um vídeo que circulou recentemente, no qual o pastor Marco Feliciano pedia a senha de um cartão de crédito para um fiel, dizendo que, caso a senha não fosse revelada, “o milagre não viria”. Costuma ser igualmente criticada a cobrança do dízimo por parte de igrejas evangélicas –como se a igreja católica não o fizesse.

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Tudo isso, contudo, é esmola perto do patrimônio misterioso e incalculável da igreja católica. A revista Exame fez uma reportagem bastante reveladora sobre o Banco do Vaticano. Entre diversos casos de lavagem de dinheiro, escândalos sexuais, corrupção e má administração relatados pela publicação, destaco uma informação: o banco gere cerca de 6 bilhões de euros em ativos. Vou repetir: 6 bilhões de euros.

papa francisco globo

Fiel chora de emoção no Jornal Nacional ajoelhada diante de microfone da Globo (Reprodução)

Isso sem contar as milhares de propriedades da igreja católica ao redor do globo todo. Não sou um estudioso do cristianismo, mas acredito que valores como ajuda ao próximo, desapego e amparo aos pobres não combinam com a acumulação de fortunas dessa grandeza. Mesmo que o chefe da instituição prefira andar num fiat “sem luxo” e dormir num “quarto simples”.

Em quarto lugar, a promiscuidade com o poder público

Muito se critica Feliciano e a bancada evangélica por usarem o poder público que detêm para obter vantagens para suas instituições. O que afronta o conceito de estado laico. O catolicismo faz o mesmo.

O amplo uso de estruturas e verbas públicas durante a visita de Francisco; o mesmo lobby para isenções fiscais e outras benesses financeiras; a mesma submissão dos governantes (de Dilma ao vereador de Pindamonhangaba). Mais: há crucifixos em repartições públicas (desrespeitando os evangélicos, inclusive) e mensagens religiosas nas notas de dinheiro, que são um símbolo nacional. E por aí vai.

(Parênteses: pedofilia)

Aqui não há o paralelo com Feliciano, mas vale lembrar das inúmeras acusações de abuso sexual contra padres no mundo inteiro, muitas cometidas contra menores e encobertas pelo Vaticano. A situação é tão grave que a ONU pediu, agora no começo de julho, esclarecimentos sobre os crimes cometidos por padres em todo mundo. Como o vaticano é membro das Nações Unidas e tem a falta de transparência como uma de suas marcas, a ONU quer saber o que a Igreja Católica têm feito de efetivo contra os criminosos que foram descobertos em suas fileiras.

Por fim, o apoio da mídia

Aqui, uma das maiores injustiças com Marco Feliciano. O pastor é hostilizado por todos, TV Globo inclusa. Suas posições, conforme demonstrado, são irmãs siamesas das defendidas por Francisco e pela religião que comanda. E dos dogmas vindos de Roma ninguém reclama.

Pior: a maior TV do país (bem como quase todos os outros veículos de imprensa) ajoelha-se ao mandatário da tv católica. E não acredito ser esta uma decisão baseada somente pela audiência. A missa de domingo está na grade da Globo há décadas –atualmente é celebrada ao vivo pelo Padre Marcelo. E a emissora, apenas recentemente, de olho na perda de audiência e de dinheiro, começou um flerte institucional com os evangélicos, inaugurado com o festival de músicas gospel Promessas.

Pare finalizar, deixo vocês com algumas frases do primeiro bloco do Jornal Nacional desta segunda-feira. Tentem imaginar Marco Feliciano ou qualquer outro líder evangélico sendo tratado desta forma pelo noticioso visto por quase metade da população brasileira toda noite:

“De papamóvel, fez um passeio que vai ficar na memória dos fieis”

“Distribuiu simpatia”

“Mais perto do povo, do jeito que o papa Francisco gosta”

Fiel: “Foi um presente de Deus, eu consegui estar perto dele e pude constatar que ele realmente é esse pastor humilde, amigo do povo e que veio pra resgatar mais fieis pra igreja católica”

“Deixou uma legião de fieis encantados”

“Santo, abençoado, humilde… os elogios vão brotando”

Fiel: “Ele é gente como a gente”

“A cada esquina ele faz novos amigos”

“Os gritos pareciam saídos de um show de rock”

“Se fosse só isso, já valeria a pena, e o papa Francisco acabou de chegar”.

*jornalista de CartaCapital

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Comentários

  1. Mr. Rover Postado em 24/Jul/2013 às 15:50

    não fede nem cheira.

  2. bruna Postado em 24/Jul/2013 às 16:02

    Deixo claro que nao sou catolica, mas imagine so o povo protestanto: FORA PAPA, ABAIXO A IGREJA CATOLICA! hahaha. Ridiculo e totalmente sem sentido.

  3. Carla Postado em 24/Jul/2013 às 16:25

    Fede.... fede à putrefação dos milhões de mortos, a maioria mulheres, pelas mãos da igreja católica por "heresia" ao longo de milhares de ano, e por outros milhões que morrem pela infestação tóxica das idéias desta igreja em culturas de todo o mundo.

  4. Catarina Postado em 24/Jul/2013 às 16:27

    Então, Sr. Lino Bocchini, conforme seu artigo o Marcos Feliciano é redimido pelas suas posições semelhanças às do Papa, porque este tem mais poder? (é o que se pode interpretar de seu escrito) Parece-me uma clara defesa do MF. Não precisava disso, era só falar das posições da Igreja Católica (com as quais concordo) nada santa, assim como não o são os evangélicos e as religiões em geral.

  5. Catarina Postado em 24/Jul/2013 às 16:28

    * posições semelhantes ...

  6. Dario Pendragon Postado em 24/Jul/2013 às 16:32

    Texto demonstrando um escrevedor (sim, não mais que isso) claramente despreparado, preconceituoso, hegemonico... alguém que certamente trará resultados ruins aonde quer que detenha qualquer tipo de poder. Não, não sou católico... nem situação e nem nada desses movimentos sociohistoricopoliticamente simplórios. Só sou mais inteligente, culto e esclarecido que o ignóbil responsável por esta mácula publicada.

  7. Fabiana Postado em 24/Jul/2013 às 16:47

    F**a-se os dois...

  8. mauro Postado em 24/Jul/2013 às 16:58

    Não valem o que o felino enterra!

  9. Leonardo Matos Postado em 24/Jul/2013 às 17:00

    E contra a igreja protestante e os pastores evangélicos não é ridícula e faz sentido então, Bruna? Menos, por favor. Menos.

  10. Marcelo Nenevê Postado em 24/Jul/2013 às 17:01

    Olha, me desculpa, mas essa matéria não tem sentido. O Papa é um chefe de estado e um líder político. O Vaticano é um estado cristão cedido por um fascista. Nós buscamos a ampliação da democracia e o estado laico é parte da busca, apesar dos retrocessos, as cruzes em repartições e tribunais, as mensagens nas notas e os fundamentalistas religiosos presidindo comissões que versam sobre o que ele gostaria de abolir. Essa é a diferença cabal entre o Papa e o Marco Feliciano. O Papa não preside a comissão dos direitos humanos e minorias da câmara dos deputados de um estado laico. Marco Feliciano atenta contra todas as "minorias". Ele e seus companheiros, como Jair Bolsonaro e Silas Malafaia, podem ser pastores, roubar o quanto quiser e inclusive representar os interesses do povo de deus no congresso. O que é perigoso nisso é que o povo de deus, como eles mesmos colocam, buscam angariar fiéis para seu rebanho e ser maioria. Então onde entram esses pastores e quem eles representam na discussão pelos direitos humanos E DAS MINORIAS? Deixo a questão em aberto. O que faz o Papa no Vaticano, como eles rouba, o quanto ele é corrupto é problema dele, dos católicos e dos que moram no Vaticano. Aqui ele está como um líder religioso e de estado. Nenhuma outra igreja tem um Papa. Os bispos que representam a religião evangélica são muitos e diversos. Vários deles se colocaram inclusive contra a permanência de Feliciano na presidência da comissão dos direitos humanos e minorias. Mas o que esses senhores fazem no congresso e como manipulam o dinheiro sujo para causas sórdidas é problema de todo povo brasileiro, que espera em filas de hospitais, paradas de ônibus e fileiras de escola promessas que nunca verão. Diferente do que pensa o Mr. Rover, pra mim essa reportagem cheira a má fé. Ato de alguém com propósitos igualmente sórdidos, fingindo ser desentendido e se utilizando de máximas e idéias desconexas para traçar paralelos tortos a fim de validar tais propósitos. Ao Lino Bochini e a Carta Capital digo, para se opor a globo e a igreja católica não precisamos nos colocar na defesa de idéias obliquas. Então, porque fazê-lo?

  11. Antonio Carlos Postado em 24/Jul/2013 às 17:10

    Ótima análise. Pois, o Brasil é um Estado Laico e como tal deve garantir a liberdade dos que creem, crerem e dos que não creem, não crerem. Pois, não é por decreto estatal que os não-crentes, crerão; bem como também não é por decreto que os que creem, não mais crerão. Para o bem do Brasil separamos todas as religiões do Estado. Isso está na Constituição, no artigo 19, inciso I, que proíbe o Estado “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”. Então, o governo deveria apenas cumprir a lei e não mais subsidiar (subvenção) cultos ou viagens seja do pastor Feliciano ou do papa. Quanto aos símbolos religiosos, penso que a retirada dos crucifixos das repartições pública é uma questão de respeito às demais religiões que não têm como símbolo a “cruz” e, principalmente, de respeito à Constituição brasileira. Os representantes da Igreja Católica argumentam que tirar os símbolos religiosos das repartições públicas seria virar as costas para a história. Isso é falacioso. Pois, se não virássemos as costas para a história teríamos que, por exemplo, retirar o direito das mulheres votarem e retornar com a escravidão. Esses fatos fazem parte da história da nação brasileira, bem como, mescla do catolicismo com o Estado. Atualmente a função do Estado é apenas garantir que todas as religiões coexistam. Logo, toda e qualquer relação do Estado brasileiro com alguma religião é ilegal, corrupta e promíscua.

  12. Erika Postado em 24/Jul/2013 às 17:12

    Eu não tenho religião alguma, pra ficar bem claro desde já. Os protestos não foram contra o pastor Feliciano, e sim contra o Presidente da Comissão de Direitos Humanos. As leis do papa e da igreja católica não se aplicam, nem sequer são leis, segue quem quiser e acreditar. Já as leis de um deputado a frente da comissão teriam que ser seguidas por todos, sem exceção. Deixem de ser ignorantes, por favor. Uma coisa, nada tem com a outra.

  13. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 24/Jul/2013 às 17:17

    Vejo assim: A Igreja JÁ vivia uma crise; desde os anos 60. Estamos chegando ou já chegamos no ponto em q

  14. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 24/Jul/2013 às 17:27

    Estamos chegando ou já chegamos no ponto em que a simbiose espiritual de doutrinas, um mundo ecumênico, "é" necessário. Cada época têm seus símbolos. Assumi-los não é desvantagem, funciona como marco histórico de observação futura. Feliciano, Edir, Papa e afins são faces de um mesmo grito: liberdade. As pessoas querem ser pessoas, querem deuses mais pessoais. Crise de doutrina religiosa numa sociedade de consumo, inclusive de Dogmas.

  15. Gui Postado em 24/Jul/2013 às 17:33

    Eu vejo uma diferença fundamental: os católicos parecem ter aceitado que o Estado deve ser laico. Apesar do laço evidente entre igreja e poder, resquício da nossa história, não vejo padres se candidatando a cargos políticos e pedindo apoio dos católicos para se elegerem. Já os evangélicos querem tomar as rédeas do país para transformar em leis sua distorcida noção de moral e obrigar a todos, independente da crença, a viver segundo o que eles julgam ser moralmente certo.

  16. O MILAGREIRO Postado em 24/Jul/2013 às 19:34

    eu acho que este pedófilo não contribui em nada aqui, muito pelo contrario, serve pra alienar o povo besta e esse mesmo povo esquecer o estado "por enquanto". Quanto as religiões! ---ACHO QUE SÃO O ÓPIO DO POVO --- que poderiamos muito bem dispensar.... FORA PAPAGRANA, FORA FELICIÂNUS, FORA MAKATRAIA, CALDOMIRO, AIDSCEDO E TODOS ESSES QUE QUEREM ALIENAR O POVO.

  17. Dinio Postado em 24/Jul/2013 às 19:47

    DISPUTA DE MERCADO, DESMISTIFICANDO A MISTIFICAÇÃO: Religiões, desde sempre , são NEGÓCIOS e PODER. Negócio tem que gerar LUCRO e este é investido para aumentar o PODER . Esta é a dobradinha histórica que funciona através dos milênios. Posto isso, é natural esta peregrinação do Papa no Brasil. Ele é o "CEO" da Empresa, e como tal, tem a obrigação de reposicionar a "Marca" no mercado, ampliar as vendas, auferir maiores lucros e com isso, garantir o status de "Marca" líder de mercado. Analisando friamente, o que o "Concelho Executivo" da "Empresa" fez, foi providencialmente trocar o "CEO" . O antecessor, era antipático, prepotente, arrogante e ainda era acusado de acobertar "desvios" de conduta de alguns colaboradores. Inteligentemente o "Conselho" escolheu um novo "CEO", com características "humildes", gestos mais "afáveis", palavras mais "doces" mais "simpático", mais "comunicativo" ou seja, alguém com características mais próximas dos "clientes", já que o principal produto da Empresa é a fé. Não esquecendo que a "Empresa" vinha perdendo milhões de "clientes" para a "concorrência", principalmente, para os Evangélicos. Por má gestão, desatualização e principalmente, estratégias equivocadas de marketing , "atacava" quando deveria ponderar e afagar! Quanto aos "Clientes". . . bom cliente é "rei" e tem o direito de escolher o produto que quer consumir e quanto se dispõe a pagar. Quanto ao "Estado". . .bom, infelizmente funciona como uma profissional da "zona", vai mais, com quem paga mais, cumpre-se a lógica.

  18. FRANCISCO CARLOS Postado em 24/Jul/2013 às 21:17

    A IGREJA NÃO COBRA DIZIMO! O PAPA É CHEFE DE ESTADO, SIMPLES SIM, PELO PODER QUE TEM , ELE DEMOSTRA SUA HUMILDADE!

  19. Marcos Abraxas Postado em 24/Jul/2013 às 23:57

    SOBERBO ARTIGO! "Os católicos aceitaram a laicidade do estado"...e o acordo entre o Lula e a Santa Sé, que interfere nas trabalhistas brasileiras, e faz com que empregados da ICAR aqui sejam tratados via a legislação do Vaticano e naõ pelas leis daqui?

  20. Aparecida Postado em 25/Jul/2013 às 04:39

    Que artigo é esse? defensor de Marcos Feliciano, um e outro nao se compara! Ridiculooo!!

  21. lucas Postado em 25/Jul/2013 às 09:07

    democracia é isso o poder vem do povo! e os cristãos sao 90% da população e tem o direito de expressar sua fé. Agora Ateus vão ditar quais os principios e valores que 90% da populaçao Cristan deve seguir

  22. Derli Macagnan Postado em 25/Jul/2013 às 14:17

    Quanta besteira! Acusar o papa de interferir no estado, de responsavel pela homofobia, etc etc? Saiba sim que o estado sim é laico,mas as pessoas que o formam não o são. O papa, assi como os lideres de outras religiões cristãs influenciam seus fieis, nao o estado. Os fieis como partes do estado tem o direito de lutar e defender seus principios, sejam religiosos ou não. Sempre prevalecera a vontade da maioria, este é o principio da democracia. Se o estado tiver uma maioria cristã ele legislara segundo esseses principios, e nao deixara de ser laico. Taxar lideres de conservadores somente porque não aprovam o vale tudo, é ridiculo. São as minorias querendo dominar a maioria invocando o direitode cada um fazer o que bem entende, ai não existirá estado. O mundo evoluiu graças a inteligencia e persistencia destas pessoas que hoje são taxadas de conservadoras, e não pela gritaria de minorias defensoras do vale tudo.

  23. Vander Postado em 25/Jul/2013 às 18:26

    Que idiotice. A Carta Capital esta precisando melhor o quadro de jornalistas. Materiais ridículas como esta vão contra o próprio jornal.

  24. Carlos Postado em 25/Jul/2013 às 22:01

    Exato,Derli. A laicidade foi criada para que organizações culturais(principalmente religiosas) contrárias não lutassem entre si para impor seus ideias sobre o estado. A igreja não pode diretamente aprovar uma lei passando por cima dos deputados, senadores e eleitores. Mas ela pode, assim como qualquer outra entidade o faz, formar opinião e influenciar o povo. Se os princípios da sociedade são basicamente cristãos, então o mais provável é que a legislação mostre influencias cristãs, e não há ferimento da laicidade. A não ser que um bispo tenha o poder de promulgar uma lei a seu favor e tentar forjar uma passagem da escritura cristã para justificá-la.

  25. luiz carlos ubaldo gonçalves Postado em 26/Jul/2013 às 08:44

    Tudo farinha do mesmo asco, o pior é falar em nome de nosso senhor jesus cristo, acobertarem e praticarem as maiores barbáries contra o povo que os sustentam, deviam seguir em parte o espiritísmo, onde suas lideranças que presidem nossas instituições, fazem palestras, publicam livros e direcionam verdadeiramente seus trabalhos sociais, o fazem voluntariamente, e jamais um verdadeiro espiríta fez de sua fé profissão para auferir lucros, para mim está ai cerne da questão, o vil metal, e o proprio Cristo já nos advertia a mais de 2 mil anos a respeito dessa promiscuidade capitalista religiosa que tanto mal trazia ao povo da epoca e atual. ao proferir em uma de suas passagem, a maxima sobre a salvação dos ricos, disse o Mestre:"Ninguém pode servir a dois senhores; porque, ou odiará a um e amará a outro, ou se afeiçoara a um e desprezará o outro. Não podeis servir , ao mesmo tempo, a Deus e a mamom."(São Lucas, cap.XVI,v13). e é o que fazem esses mercadores da fé, que cada vez mais arregimentam pessoas simples e incautam para suas teias de de doações a atitudes maldosas contra tudo o que dizem representar na terra como obreiros de Deus, essa gente ainda vai pagar por todo mal que criaram. o poder que hoje lhes é conferido, é passageiro, o verdadeiro poder vem do AMOR de Deus para com nós seus filhos, que mesmo imperfeito que somos, procuramos nos redimir através da compreenção do outro, das diferenças que momentaneamente nos separa! me causa asco, saco ao ficar comentando a respeito dessa gente que se esconde atrás de religião para tampar as sujeiras de suas almas condenadas por eles mesmos a erraticidade do infinito, e olha que o Pai não cansa de darlhes oportunidades diversas de através do arrependimento, voltarem ao estagio da infância gloriosa e redentora do espiríto!

  26. Carlos Junior Postado em 28/Jul/2013 às 16:02

    Não estou certo, mas acho que foi o Nelson Gonçalves que disse: "toda unanimidade é burra". Já perceberam que vocês gostam de estabelecer verdades que não podem ser contestadas e que mudam o sentido do que as pessoas falam para ridiculizar, tornar ofensivo ou, até mesmo, crime? Quero dizer: (1) lá onde vocês identificam "homofobia", esquecem de pensar que pelos "dogmas" da igreja, padre não casa, então se eles mantiverem relações sexuais seja com homem seja com mulher, deverá ser investigado e as medidas cabíveis deverão ser tomadas. "Ahhhhhh, mas dogmas isso é absurdo", bom isso é uma outra conversa, mas não é, no caso, homofobia. Ademais, desde quando não concordar com a união homoafetiva é homofobia? Por favor, não utilizem argumentos falaciosos a fim de polemizar, sejam racionais. (2) Quanto a questão das mulheres não poderem ser ordenadas ser discriminação: realmente, não haveria qualquer problema em uma mulher ser ordenada, mas as regras da igreja, desde o princípio não são assim. Trata-se, me parece, de divisão de funções, não de discriminação, pois as mulheres que quiserem por livre arbítrio poderão fazer parte da instituição. Mas, não gostou? Não professe, não faça parte dessa religião, pois a igreja não está obrigando ninguém a fazer parte dela. Agora, não concordar com esse modo de “trabalho” não justifica chamar de discriminação . Ademais, como não poderia faltar, sobre a questão do aborto: existem vários métodos contraceptivos, o que indica que em dias atuais, só engravida quem quer, pois em casos extremos, sabemos que o aborto é autorizado por lei. Agora, engravidou e não quer mais a criança, simples, pega e aborta, como se o Estado não protegesse os direitos no nascituro (e antes que digam qualquer bobagem tentando distorcer o que digo: não estou falando em estatuto do nascituro, estou falando de código civil. Olhem o art. 1º do CC). O raciocínio é simples: não quer filhos, não engravide, mas dizer que pq carrega o feto é detentora de poder sobre ele é absurdo. “Ahhhh, mas a mulher tem direito de dispor pelo seu próprio corpo”. Claro que sim, mas o feto q ela carrega não é corpo dela, é um corpo que dentro de meses não mais estará dentro dela, portanto não pode ser “disposto” por ela nesse período (e, não, isso não é machismo, antes que digam alguma bobagem nesse sentido!!!! É lógica. Se um homem carregasse o feto, não seria diferente). Então, ser contra o aborto é defender, tão somente, a vida, não é tornar a mulher inferior a nada. (3) quanto ao apego ao dinheiro: muitos dos imóveis que o autor cita que a igreja detém ao redor do mundo e, ao que me parece, ele (a) gostaria que fossem todos vendidos para dar aos pobres, são utilizados como hospitais e orfanatos. Fora isso, outras tantas propriedades são utilizadas para reabilitação de viciados (ohhhh não, liberar as drogas com o estado tutelando será perfeito, né!? Então usar drogas é bom e esses centros que a igreja detém são abomináveis...aaaaaaaaaaham), terras onde são cultivadas diversos gêneros alimentícios e doados às instituições e mesmo aos mais necessitados. Mas nada disso conta, isso tudo é bobagem e o negócio é vendar tudo e entreguem aos pobres sem qualquer direcionamento de o que fazer com o “dinheiro”...em pouco tempo continuarão pobres e, pior, sem auxílio (ohhhh não, pra isso existe o estado...sim, lógico, como não pensei nisso o estado é referência nesse tipo de assunto, tanto que não existem mendigos, hospitais de péssima qualidade, e etc etc etc...). Enfim, não ignoro o fato de que a igreja tem sim outras propriedades, como castelos, mas, ao contrário de alguns, não tomo “a exceção pela regra”, ou seja, vejo no todo que há muitos projetos excelentes sustentados pela igreja e não é por ter outras propriedades de uso privado desta que os tornará “maus” e “apegados ao dinheiro”. Quanto ao banco, acho que não preciso dizer que o banco é do estado do vaticano, mas não possui depositado somente o dinheiro da igreja, mas sim de qualquer um, inclusive nós, se abrirmos uma conta lá. (4) quanto o uso de verbas públicas investidas na visita do papa: o estado investiu 118 milhões, segundo fontes oficiais. Vieram para a visita 3 milhões de pessoas. Se a visita fosse de 1 dia somente e cada um gastasse 40 reais, adivinhem só = temos 120 milhões. Mas a visita foi de quase uma semana e os gastos dos turistas, certamente, foi superior a 40 reais a cada dia, então isso significa que, a considerar todos os produtos os quais o estado tributa e que foram consumidos, teve-se uma arrecadação certamente superior ao que foi investido (já q nem todo esse dinheiro é imposto, apenas foi um raciocínio simples que quis mostrar). Olha só!!! Interessante né, só vocês que não enxergam ou não querem, por ignorância, enxergar. De novo a discussão sobre os crucifixos: gente, se eu colocar um garfo que denote satanismo, uma cruz, uma espada na parede, não significa absolutamente nada!!! Isso são só símbolos. A administração pública tem regras próprias então se a ordem for “queimem uma bíblia”, ela não deixará de ser queimada porque há uma cruz na parede. Então, parem com essa porcaria de “ahhhhh a cruz, a igreja no estado”. Desrespeito e, muito mais que isso, crime, seria discriminar alguém por sua religião, por exemplo, na repartição pública entra um islâmico e q o servidor diga q não vai atendê-lo por ser islâmico, isso sim é crime e desrespeito, agora cruz na parede não. Outra coisa, porque não colocam também a meia lua, símbolo do islamismo, a estrela de Davi símbolo do judaísmo também? Isso não é ofensivo, isso não é igreja no estado é só um símbolo que não significa nada. Quanto ao que aparece na moeda a inscrição é “deus seja louvado”. Deus não é uma entidade cristã. É um ser superior de qualquer religião. Ademais, o estado é laico, não ateu. (5) como que ninguém reclama contra a pedofilia na igreja? Isso é algo que quando falado é repugnado por todos. Fora isso, tem-se falado que este papa está trabalhando para modificar e punir tais situações, sendo apenas questão de tempo para isso ocorrer, já que faz pouco que assumiu. (6) o apoio da mídia: acho engraçado que em outros artigos deste site, a mídia é a toda poderosa, mas para a igreja ela “se ajoelha”. Ohh lacaios, sabem qual é a porcentagem de católicos no Brasil? Posé, ultrapassa 50%. A mídia não se ajoelhou nos pés do papa, ela apenas “tirou proveito” da vinda para exibir na sua programação normal algo que lhes traria a grande possibilidade de ibope. Quanto a missa de domingo: qual é o horário que passa, se é q passa, tal missa do padre Marcelo? Acho que se quer é em horário que a inúmera maioria de pessoas estará acordada para assistir. Agora, algo é certo: se passa, é porque dá audiência. Eles não colocariam tal programa se não desse. Isso indica que as pessoas assistem, só que me aprece que elas não podem querer assistir uma missa na TV pq é da igreja católica e isso é abominável também. Pooooor favor. Finalmente, sobre o que disse a mídia sobre a simpatia, estar perto do povo, humildade por parte deste papa. Se ele fosse examente o oposto as grandes mentes daqui diriam que é um absudo que o papa não chegue perto dos fieis, q igreja é essa distante do povo, q só usa ouro (indicando anel e crucifixo do papa). Aí vem um cara simpático com uma mensagem legal q é que dizem???? “qqqqqqqqqqqq absurdo, essa mídia manipuladora, ora um papa simpático, próximo do povo”. Quer dizer, não são críticas válidas, é aquele tipo de coisa que parece que se faz só pra incomodar. Gente, quero dizer, finalmente, q não sou católico, tampouco crente, mas sei respeitar as diferentes religiões por ver para muitas pessoas isso é bom e não ruim como me parece que vocês querem dizer. Sei enxergar os pontos ruins, mas sem, por isso, desconsiderar que há muitos outros bons. Abraço.

  27. Lee Postado em 09/Aug/2013 às 13:48

    Bem, não me pareceu que ele queria isentar o Feliciano da culpa pelas suas reacionárias manifestações, ele está apenas chamando a atenção para o fato de que estão todos olhando apenas para o pastor e se esquecendo do padre, em grande parte porque a TV santifica o segundo e demoniza o primeiro. Não sei qual é a dificuldade de compreensão. De resto, Feliciano e papa Francisco fedem de igual maneira, e a humanidade estaria melhor sem pessoas como eles.

  28. Tiago Mohamed Postado em 12/Aug/2013 às 15:24

    Não há comparação entre Francisco e o Marquinhos Puritano!