Luis Soares
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Educação 06/Jun/2013 às 18:14
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"Desempenho do cotista é superior ao do não-cotista"

Convidado do Programa Roda Viva, da Tv Cultura, o professor Luiz Cláudio Costa afirma que o Brasil avança com a presença de negros nas universidades e fala do desempenho acima da média dos alunos cotistas

professor Luiz Cláudio Costa cotista

Assista a íntegra do programa Roda Viva com o professor professor Luiz Cláudio Costa no vídeo abaixo.

O professor Luiz Cláudio Costa, presidente do Instituto Nacional de estudos e pesquisas educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi o convidado desta terça feira (03) do programa Roda Viva. Costa foi nomeado em fevereiro de 2012 e é o quarto presidente do órgão responsável pela organização do Exame Nacional do Exame Médio (Enem).

A polêmica prova que dá acesso ao Ensino Superior bateu novo recorde em 2013, com mais de 7,8 milhões de estudantes inscritos. “O tamanho do Brasil dimensiona o tamanho no Enem e nos qualifica nesse desafio. O país consegue melhorar o acesso ao ensino superior e faz um diálogo com o ensino médio”, disse o entrevistado.

Com uma série de erros apresentados nas últimas edições, como problemas de furto e erros de impressão, o professor afirma que o Inep e o Ministério da Educação estão qualificando e requalificando a coordenação do processo. “Em relação aos crimes, não há o que se falar de gestão, nós precisamos responsabilizar quem fez o ato ilícito. Em nenhum momento se observa que houve uma má organização ou uma negligência. O Brasil caminha para fazer um processo cada vez mais qualificado.”

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Ao ser questionado sobre as cotas raciais em universidades, o presidente do Inep espera que aumente o número de alunos de origem negra e mais pobre nas instituições de ensino superior. “O Brasil consegue avançar com a presença dos negros, mas ainda está muito abaixo do que nós poderíamos. A lei das cotas, que são reservadas 12,5% do número das vagas ofertadas, irá conseguir, em 4 anos, 150 mil jovens que vão ser de acordo com a cota. O cotista tem bom rendimento igual e superior ao não cotista.”

Assista abaixo ao Roda Viva com Luiz Cláudio Costa

Fonte: TV Cultura

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 06/Jun/2013 às 20:00

    E ai Bolsonaro?

  2. Anon Postado em 06/Jun/2013 às 20:37

    Volto a insistir, as cotas deveriam ser destinadas a indivíduos de classe baixa ou que vieram de instituições de ensino público, e não só para negros.

  3. Eduardo Postado em 07/Jun/2013 às 00:14

    ...ouvi Anon esta opinião hoje, também concordo com você e com o amigo que teve a mesma opinião, que não deveria ser cota racial e sim cota social, onde abrangeria todos que estivessem em condições desiguais para entrar numa faculdade, mas também tenho como convicção que a cota racial é uma forma de indenização à covardia da escravidão, e uma forma de amenizar a vergonha de termos esta mancha em nossa história.

  4. priscila p. Postado em 07/Jun/2013 às 02:13

    Povo brasileiro, esse argumento de cotas sociais em detrimento de cotas raciais ja é ultrapassado! As cotas sociais nao dao conta de corrigir uma diferença brutal causada pela discriminacao racial! Vamos estudar mais, ne?! Existem cotas pra "deficiente fisico" (concurso publico) e mulheres (policia), mas ninguem critica!! Um pouquinho de conhecimento do processo historico de exclusao da populacao negra, do embranquecimento e das politicas publicas p/ pessoas brancas ao longo da historia do Brasil nao fazem mal pra ninguem!

  5. marcello Postado em 07/Jun/2013 às 08:46

    Isso é mentira, a depender do curso pode até ser, mas em cursos que exigem um maior desempenho nas notas para ingressar na faculdade é notório que cotistas não conseguem nas salas de aula acompanhar de forma equilibrada. Tanto que já ouvi diversos professores, de locais diferentes, afirmarem que estão precisando baixar o nível das provas ou corre o risco de um grande número de acadêmicos ficarem reprovados

  6. Fernando Postado em 07/Jun/2013 às 09:22

    Priscila p., Não contribui em nada ao debate desqualificar as pessoas que pensam diferente de você. Respeito sua opinião, mas sua argumentação é falha. Dizer que um argumento é ultrapassado e pedir às pessoas que o defendem para "estudar mais" é uma retórica que visa desqualificá-lo pura e simplesmente. Nada do que foi dito aqui sobre cotas sociais ou raciais sugere que as pessoas desconheçam o assunto. Elas simplesmente pensam diferente de você e em nenhum momento faltaram com o respeito ao expressar suas opiniões. Por favor, defenda o seu ponto de vista (que também é muito importante) com argumentação lógica e exposição clara de idéias. Dessa forma, quem sabe não conseguirá até mesmo convencer alguns de seus opositores do seu ponto de vista?

  7. Rui Postado em 07/Jun/2013 às 09:35

    Sou cotista (cota social, sou pardo) e sim, sou o aluno com melhor desempenho acadêmico da minha turma de Engenharia Química (Bahia). Ao que me concerne, pelo menos na Bahia, as cotas são obrigatoriamente sociais, e classificativamente raciais. Ou seja, para que um negro aceda à universidade por meio das cotas raciais, primeiro eles tem de preencher os requisitos das cotas sociais. As cotas sociais, que representam 50% da quantidade de vaga, são divididas entre negros, índios e demais alunos (como os pardos, por exemplo). Varia a forma que se dá a distribuição, mas de um modo geral, 50% das cotas sociais (que já representam 50% do total de vaga) são para negros.

  8. Carlos Postado em 07/Jun/2013 às 13:50

    Nunca ouvi falar de uma pesquisa com todas as universidades. Mas de poucas e boas universidades as pesquisas que vi eram de que cotistas tinham melhor rendimento. Na USP mesmo baseados no quanto um aluno proveniente de escola publica se destacava eles calcularam uma quantidade de pontos que é atribuída no vestibular da fuvest. Assim ao invés de definir uma porcentagem de alunos cotistas, eles dão mais pontos para estes alunos no vestibular. E já assisti uma palestra de um professor do ITA que me fez repensar minha opinião sobre o assunto. O assunto de cotas era apenas um. MAs nela ele apresentava vários dados de universidades comparando o rendimento dos alunos cotistas com os não cotistas e mostrando quantos alunos realmente passam na frente de outros pelo sistema de cotas. Ele faz uma ótima analogia que mostra como as cotas não chegam a ferir a meritocracia, servem para buscar as melhores cabeças para a vida acadêmica: Se dois corredores obtiveram um mesmo desempenho num teste para compor o time olímpico e um deles treina a anos nas melhores pistas e tem o patrocínio dos melhores tênis, já o segundo não tem recursos nenhum para se preparar, qual você escolheria? E se o segundo tivesse chegado 0.5 s depois?

  9. Vinicius Postado em 07/Jun/2013 às 14:03

    É custoso entender a lógica dessas informações vazias. Fato é: nem sempre os alunos cotistas tem plenos conhecimentos do ensino fundamental, pudera do ensino médio, dado a ineficiência do ensino público brasileiro.

  10. Marcos Postado em 07/Jun/2013 às 14:14

    Cotas pelo meu ponto de vista existe para tentar balancear o acesso da população economicamente inferior com as demais, sendo que esse balanceamento aconteça em paralelo com o investimento do Governo na educação de ensino publico, para que se chegue em um momento em que a educação privada e a publica fiquem de igual para igual,dai as cotas deixariam de existir, e em relação as cotas raciais, aconteça em paralelo com a conscientização da população em relação de que TODOS SÃO IGUAIS, perante a lei.

  11. Rodrigo Postado em 07/Jun/2013 às 14:53

    Fiquei feliz com o título, mas infeliz ao perceber que não é apresentado dado algum a embasar a fala, empobrecendo, senão anulando, o argumento. Aguardo a divulgação de dados tão importantes.

  12. Augusto Postado em 07/Jun/2013 às 15:11

    Se o desempenho do cotista é superior ao do não-cotista, então estamos de acordo que não há necessidade de politica de cotas.

  13. Oswaldo Postado em 07/Jun/2013 às 20:22

    Tirei 950 na Redação! Nota bem maior que a da maioria dos meu colegas que não são cotista. Basta ter perspicácia quanto ao ensino público. Se a escola pedir Paulo Coelho, leia Dostiévski!

  14. Oswaldo Postado em 07/Jun/2013 às 20:33

    *Dostoiévski

  15. JOSÉ Postado em 07/Jun/2013 às 22:10

    Este professor certamente seria um bom cantor, medonha sua afirmativa pois infelizmente não é verdade, pois a grande maioria abandona muito antes de concluir, basta se informar melhor. Precisamos parar de fantasiar nossa realidade, cota seria importante? Certamente seria, se fosse para todos alunos menos favorecidos. Globo faça o favor de selecionar melhor suas matérias, entrevistas, comentários, poemas, poesias, etc......pois a mediocridade está reinando livremente, BASTA.

  16. Müller Postado em 13/Jun/2013 às 19:07

    A princípio deve haver sim cotas, ainda mais para contrabalancear a extrema desigualdade desse país, mesmo que haja alguns efeitos indesejados, é um preço módico para forçar o Índice de Gini para patamares melhores. Agora, acho que não há necessidade de cotas raciais, só as sociais já abrange todos os excluídos, pois a exclusão no mundo capitalista funciona basicamente por causas econômicas, mesmo havendo um índice cultural altamente racista na sociedade. Vide EUA, lá há um racismo mais agressivo que aqui, porém os negros mesmo assim por terem um certa inclusão econômica acabam alcançando os mesmo nível sócio-econômico dos brancos...

  17. concordo Postado em 09/Aug/2013 às 23:27

    De fato, como universidade não pode ser desigual, essas preicam arranjar meios de ajudar os nãoo cotistas a não passarem tanta vergonha.