Luis Soares
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Educação 10/May/2013 às 11:24
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USP teve apenas 1 calouro negro entre os cursos mais disputados

Nos 5 cursos mais disputados, USP teve apenas um calouro preto em 2013. O número de pardos também é baixo: 7,7% do total de alunos. Segundo o Censo, 34,6% da população de São Paulo é composta por pretos e pardos

estudantes usp cotas brancos

USP teve apenas 1 calouro negro entre os cursos mais disputados. Universidade é uma das poucas do Brasil a não adotar política de cotas (Foto: Ilustração)

Sem adotar uma política de cotas raciais, a Universidade de São Paulo (USP) ainda está longe de garantir a inclusão nos cursos mais concorridos da instituição. Dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) apontam que das cinco carreiras que tiveram o maior número de candidatos inscritos na última seleção, apenas a Faculdade de Ciências Médicas de Ribeirão Preto conta com um estudante que se autodeclarou preto – conforme a classificação de cor utilizada pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não utiliza a palavra negro. Além disso, nas cinco graduações, somente 40 alunos são pardos, de um total de 533 estudantes, o que corresponde a 7,5%.

Apesar de ter um estudante preto, ciências médicas possui uma baixa taxa de inclusão de afrodescendentes: são 87 brancos (84,5%), contra um preto (1%), oito pardos (7,8%), seis amarelos e um indígena. Relações internacionais tem 50 brancos (82%), oito pardos (13,1%) e três amarelos.Medicina, engenharia civil, publicidade e propaganda e relações internacionais não possuem nenhum calouro preto. O número de pardos nesses cursos também é baixo. Em medicina são apenas 18 (7%), contra 198 brancos (77%), 40 amarelos (ocidentais) e um indígena. Em engenharia civil, curso oferecido em São Carlos, a situação é ainda pior: são 52 brancos (82,5%) contra 11 pardos (17,5%). publicidade tem 39 brancos (79,6%), 6 pardos (12,2%) e quatro amarelos.

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Em todos os cursos de graduação, 78,7% dos estudantes que ingressaram este ano são brancos, 11,3% são pardos e 2,4% são pretos. O levantamento mostra ainda 7,5% dos calouros são amarelos e 0,2% indígenas.

Os dados não correspondem aos valores verificados pelo Censo de 2010 do IBGE para o Estado de São Paulo, que apontam que 63,9% dos paulistanos se declararam brancos, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas.

Resistência às cotas

A USP garante bônus no vestibular para estudantes de escolas públicas, negros e indígenas, mas ainda não adotou uma política de cotas. No final do ano passado, o governador Geraldo Alckmin apresentou, em parceria com os reitores das três universidades estaduais, proposta para a criação de um programa de reserva de vagas para esses estudantes, mas apenas a Universidade Estadual Paulista (Unesp) confirmou que vai adotar o sistema.

usp racismo

Usp é uma das únicas universidades do Brasil que não adotou política de cotas

Pela proposta, ao menos 50% das matrículas em cada curso de graduação deverão ser ocupadas por alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa meta, o percentual de pretos, pardos e indígenas deverá ser de 35%. As metas deveriam ser atingidas ao longo de três anos, a partir de 2014, mas como as universidades ainda resistem em adotar o modelo de cotas, o plano pode ser adiado.

rede federal, lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff no ano passado já garante a reserva de vagas para alunos de escolas públicas e afrodescendentes.

75% dos candidatos são brancos

Segundo o resultado do questionário de avaliação socioeconômica, respondido pelos 159.609 candidatos que se inscreveram no vestibular para ingresso em 2013, a maioria das pessoas que buscam uma vaga por meio da Fuvest são brancas – 75,6%. Pretos e pardos somam 18,9% dos inscritos, indígenas 0,2% e amarelos, 5,3%.

De acordo com os dados, 59,5% dos estudantes cursaram todo ensino médio em escolas particulares, contra 35,2% em escolas públicas. No ensino fundamental, a taxa de candidatos que estudou todo o período em escola particular é de 54%, contra 32,3% em escola pública.

usp cotas sp

Cotas em São Paulo (Divulgação)

com Portal Terra

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Comentários

  1. [email protected] Postado em 10/May/2013 às 11:50

    É uma vergonha ! Tem mais estudantes de côr nas salas das universidades europeias do que no país q conta com a maior comunidade de negros fora d Africa. Pior è q todo mundo la acha isso natural. A assimilação e a alienação è tão grande q os proprios interessados os negros, aceitam isso não como uma humilhação!

    • Marcelo Paz Postado em 13/Apr/2016 às 22:33

      pardo não é negro .

  2. Laura Postado em 10/May/2013 às 11:51

    Olá, Bom dia! Estou fazendo um trabalho de conclusão de curso sobre as ações afirmativas, incluindo as cotas raciais nas universidades e achei a matéria de vcs super importante e vai enriquecer meu trabalho com esse dado sobre a USP ser a única universidade a não adotar as cotas raciais como política de erradicação da desigualdade social determinada pela constituição e pela norma internacional assinada pelo Brasil. É lamentável que ainda exista esse elitismo. Na minha pesquisa para desenvolver o trabalho constatei que os cotistas apresentam desempenho melhor nas universidades. As pessoas que criticam o sistema de cotas não entendem que vestibular não forma ninguém e que no curso não existe benefícios para os cotistas , que mesmo sem ter uma bagagem de ensino conseguem se superar no decorrer do curso. As cotas garantem apenas o ingresso, pq essas pessoas não foram submetidas a ensino de qualidade que pudesse dar o preparo suficiente para que pudessem concorrer em igualdade de condições no vestibular. E para erradicar a desigualdade no ingresso . Parabéns `a vocês pelo trabalho de informar com qualidade.

  3. JOÃO DOMINGOS Postado em 10/May/2013 às 11:59

    A USP é tremendamente elitista, refletindo uma sociedade altamente excludente como a brasileira.

  4. Rafael Postado em 10/May/2013 às 12:41

    A USP está de parabéns! Não é por um indivíduo ser preto, branco, amarelo, azul ou verde que ele tem mais direito de ingressar numa faculdade que o outro. Quem tira a melhor nota entra na faculdade e ponto. Nenhuma instituição de ensino deveria se nivelar por baixo pra ficar mais "colorida".

    • Priscila Postado em 06/Dec/2013 às 21:34

      Nossa !!O número de negros na universidade pública é mínimo. Mas nas cadeias é o máximo!!!!Já parou para pensar porque isso acontece? Será que a vergonha da escravidão de negros não têm seus efeitos até hoje? Quantos são os chefes no mercado de trabalho que são negros comparando-se com os brancos?Leia textos de Pierre Boudier um pouco!!! Você vai entender porque isso ocorre!!!

  5. Larissa Postado em 10/May/2013 às 14:34

    Nem sempre, Rafael, o vestibular da USP é o mais fraudado do Brasil. Muita gente tá lá porque o papai com poder o colocou ou porque pagou um ponto eletrônico. Outros estão lá porque fizeram os melhores cursinhos e decoraram mais. Isso nada tem a ver com competência e vocação. O que importa é como o profissional egresso vai sair, não como o estudante ingresso entrou. Raciocine mais, caro rapaz!

  6. Tiago Raimundo da Silva Postado em 10/May/2013 às 15:16

    Larissa, voce tem provas de que o vestibular da USP é o mais fraudado do Brasil? Se alguns fizeram o melhor cursinho e entraram na USP o que outras pessoas tem com isto? Qual vestibular mede competência e vocação? O negro está inserido na maioria mais pobre da população e esta maioria mais pobre, incluido entre eles o negro, só tem acesso a formação na mediocridade das escolas públicas do ensino básico. Ora se a maioria dos negros estão nesta situação, qual voce acha que é a probabilidade deste cidadão entrar em uma universidade como USP, Unicamp, Ita e etc...? Ser a favor de cotas é um direito que qualquer um tem, mas dizer que uma pessoa não entra em uma universidade simplesmente por que é negra, aí já é uma leviandade.

  7. Lígia Postado em 10/May/2013 às 20:26

    Elitismo? Desde quando a cor da pele, ou a condição física de um candidato a uma vaga, seja em um dos vestibulares mais concorridos do país ou de qualquer concurso público, determina sua capacidade intelectual? Luta-se tanto por igualdade racial por um lado, e por outro lado institui-se o paternalismo, como se os negros fossem incapazes de estudar por si só e serem aprovados no vestibular. No "caderninho" do convênio, não fala se o Dr. Fulano é preto, pardo, branco, amarelo... nem se ele é homo ou heterosexual. A institucionalização da diferença racial legaliza a segregação. Um país como o nosso, com pessoas originadas de tantos países, com várias religiões diferentes, com uma mistura enorme de culturas, está regredindo a cada dia mais, seja com uma "bancada evangélica", seja com uma lei de cotas raciais, ou toda a gama de "bolsa-isso, bolsa-aquilo". Se um aluno deseja ingressar em uma universidade pública, sendo preto, branco, oriundo de escola pública ou particular, homossexual ou não, deficiente físico ou não, ele tem é q estudar e muito, e não pedir auxílio para o governo "colocar" ele na universidade. O movimento deve ser a favor de um ensino q prepare os alunos para entrar na universidade, e não forçar a universidade a aceitar alunos não preparados. Me manifesto pq sou formada pela Unicamp, e fui aluna de escola pública. Fiz cursinhos alternativos em Campinas, em 2002 pagava R$10,00 por mês e tinha muita gente q não pagava nada.

  8. Thiago Teixeira Postado em 11/May/2013 às 14:36

    Concordo com a Ligia. Também sou formado na Unicamp e no meu curso de Engenharia dos 70 alunos matriculados do ano 2000, 3 eram negros, incluindo eu. Fizemos a mesma prova que todo mundo (1° e 2° fase) e entramos de maneira democrática. No meu caso fazer o curso não foi fácil, se relacionar com professores elitistas e ser posto de escanteio pela turma por não ter dinheiro para ir nas baladas e ser bolsista (negros, brancos, loiras, japas que eram bolsistas, idependente da raça eram discriminados naquela imundice de Universidade). Imagina agora uma pessoa ingressando na Universidade com o carimbo de "coitado" na testa? Ridículo. Gostaria de aproveitar para convidar a todos ao seguinte raciocínio: QUANTOS VESTIBULANDOS NEGROS FAZEM A INSCRIÇÃO NO VESTIBULAR? QUAL A PORCENTAGEM DE NEGROS INSCRITOS? QUAL A PORCENTAGEM DE NEGROS MATRICULADOS? Pode ter certeza, a maioria dos vestibulares relevarão supresas, pois na minha época a taxa era mais ou menos assim: - 2,5% de Negros inscritos. - 3,7% de Negros matriculados. Mas caso alguém tiver dados atuais, gostaria de ver. O problema não será resolvido com cotas, e sim com a consientização desde o ensino fundamental que a Universidade Pública é para todos, mas infelizmente há negros, indígenas e pardos que desde cedo convivem com jargões do tipo: "Faculdade Pública? Isto não é para mim ... é só para os boys"

  9. Mariana Postado em 12/May/2013 às 15:59

    Agora os argumentos são:" Se eu consegui, sendo pobre, negro e de escola pública, todos podem conseguir, é só estudar." Nossa, só estudar e esta resolvido o problema do Brasil. E isso vindo de sujeitos formados na Unicamp (sic). E isso sustenta os argumentos: "Negro e pobre não passa no vestibular porque não quis estudar, portanto, é um preguiçoso. O problema é dele, não do sistema educacional". mas que novidade! Isso me lembra os argumentos que os burgueses usavam de que: "Pobre só é pobre porque não trabalhou o bastante como eu, que trabalhei bastante por isso sou rico, logo, o problema é dele por ser pobre, não do sistema". Novamente, sem novidades, a culpabilização do sujeito mergulhado no sistema segregacionista. "Você não é rico porque não trabalhou", "Você não passou no vestibular porque não estudou". Imagina se é culpa do sistema educacional e do sistema capitalista. A culpa é toda sua, meu caro. É muita hipocrisia se usar de exemplo para representar toda a classe de estudantes pobres do Brasil. Eu estudei minha vida toda em escolas públicas e hoje estou estudando em uma universidade federal (UNIFESP) sem ter feito cursinho. Mas, mesmo assim, não me uso de exemplo, pois sei que represento uma mínima parcela da sociedade. Pois fui privilegiada ao entrar em contato com os estudos e ser apoiada pelos meus professores, mas nem todos tiveram essa mesma oportunidade e apoio. Muitos são "empurrados" para o mercado de trabalho e vêem a faculdade como algo impossível e até perda de tempo, sendo restrita aos 'ricos' que não precisam trabalhar desde cedo, ao contrário do jovem pobre que termina o Ensino Médio e já vai buscar qualquer emprego. Não os culpo por isso. Sei que se eles tivessem entrado em contato com figuras que lhes dissessem que a faculdade é importante, muitos pensariam em, ao menos, tentar o vestibular. Mas quem disse que alguém acredita em nós? Alunos de escolas particulares são preparados desde o berçário para o vestibular, mas e os pobres de escolas públicas? Ninguém se quer acredita que é possível passar no vestibular, então pra quê tentar?

  10. Leandro Postado em 13/May/2013 às 23:40

    Lígia e Thiago Teixieira Até concordo que o termo "cotas para negros" não é lá muito correto, levando em conta que é uma medida destinada à um fim de inclusão social, e não necessariamente étnica. No entanto, dizer que negros e brancos estão em total pé de igualdade no Brasil é um tanto leviano. Ou vocês realmente areditam que séculos de opressão não fazem diferença nenhuma no progresso de um determinado grupo na sociedade? Isso porque a verdadeiral aceitação social da igualdade entre negros e brancos tem só algumas poucas décadas de história. E, se querem saber, ainda não chegou em muitos lugares por aí. E dizer isso não é duvidar da capacidade de ninguém. Você, Lígia, diz que o "aluno tem que estudar, e muito, para entrar na universidade". Mas será que você nunca se perguntou "ué, mas POR QUE o aluno tem que se matar tanto de estudar?". Será que se houvesse ensino de qualidade na escola pública ou universidades públicas para mais pessoas, ainda assim existiria essa ideia de "se você não estudou em uma universidade 'top', então você é um bosta e nunca vai conseguir nada na vida"? Uma pessoa que não consegue ultrapassar essas barreiras (a maioria nunca vai poder fazer isso), e que ainda por cima conta com uma história de servidão por gerações, pelo menos ao meu ver, não pode ser chamda de "incapaz". Eu acho realmente inspiradores casos como o de vocês. Mas dizer que "todos podem conseguir" não é o mesmo que dizer "todos irão conseguir". E se vocês não vêem problemas com isso, sinto dizer, mas vocês tem um pensamento pra lá de elitista. Talvez devessem mudar o nome de "cotas para negros" para "cotas para pobres". No entanto, e isso eu te garanto, pouca coisa (se ao menos alguma) iria mudar.

  11. MArcos Garcia Neto Postado em 15/May/2013 às 18:46

    Universidade NÃO é lugar de inclusão. Universidade é para os melhores, não para todos. Vai chorar na casa da mamãe. Estudem.

  12. Mateus Matias Postado em 15/May/2013 às 19:05

    Bom, vale ressaltar que não há conscientização que resolva o fato de que NÃO, a Unviersidade Pública NÃO é para todos. Ultimamente, mal tem dado conta de comportar a própria elite, pra quem foi criada. Sabemos que a pobreza tem um forte componente racial e por isso não adianta alardear aos quatro cantos que no caderno de prova não tem cor. Porque ela já está pressuposta. Quem de fato consegue chegar ao ponto de sentar numa cadeira para fazer uma prova de vestibular é quase sempre branco e de condição social boa. Os filtros sociais operam desde o primeiro nível de educação, na desassistência e infuncionabilidade do sistema da escola pública básica até ao simples fato de que muita gente não pode se dar ao luxo de sonhar em fazer uma faculdade, sobretudo os cursos mais concorridos, que também exigem atenção integral, porque precisam sustentar suas famílias e a si mesmos. E a saúde, e a segurança, e o mínimo existencial indispensável a uma boa conformação psíquica e à estabilidade necessária para se instruir, que são negados a pessoas pobres (e negras) desde a concepção? Então chega de discursos vazios sobre "mérito" e "esforço". Até para se esforçar, é preciso que condições prévias tenham sido fornecidas. Fiz meu ensino médio numa das escolas mais renomadas do país, sou pardo, passei no vestibular e estudo Direito. Ralei muito. E, no entanto, só pude ralar porque alguém custeou meus estudos nessa escola, onde era bolsista. Só pude pensar nisso porque, por mais que não fôssemos ricos, não integrávamos a verdadeira pobreza. Não vivíamos numa favela dominada pelo crime. Não há esforço que vença todas as adversidades sociais. E nem deve haver. As pessoas pobres e de cor não têm a obrigação de serem super-heróis enquanto um branco da elite se julga o máximo por ter passado no vestibular que foi feito pra ele. A educação é direito, não é privilégio dos "melhores" em qualquer sentido, não deve ser resultado de uma maratona, mas de uma jornada em que participem TODOS os cidadãos, naturalmente. A segregação é um fato institucionalizado. Reconhecer a diferença NÃO é legitimar a desigualdade, os conceitos são inteiramente distintos. Os jargões de pretos e pardos não surgiram do nada, eles só atestam uma consciência dessa segregação, consciência que tem a honestidade que muitos aqui não têm. Então chega da fala empapuçada de preconceitos e noções "moralizantes" e legitimadoras do status quo. Reconheçamos que falimos enquanto sociedade e que precisamos, portanto, de remédios. E que não há remédio que não reconheça primeiro o que vai tratar, e em quem.

  13. Thalles Brandão Postado em 18/May/2013 às 13:17

    "A institucionalização da diferença racial legaliza a segregação". Hãm? kkk Minha filha eu não sei se você vive no msm pais que eu. A DIFERENÇA RACIAL JÁ ESTÁ LEGALIZADA DESDE QUE O PRIMEIRO PORTUGUES PISOU AQUI. PARABÉNS, MATEUS, PELO BELO TEXTO.

  14. Renata Postado em 29/Jun/2013 às 22:51

    Engraçada que o povo que se preocupa com negro que está entrando para a Universidade pública por cotas vai ser "inferiorizado", não se preocupa com o jovem negro que é inteligentíssimo, sabe se comunicar muito bem e está vendendo bala no trem ou no bus para ajudar os pais e os irmãos pequenos e corre de tiro ao ingressar para casa todos os dias ao invés de estar estudando numa boa escola. O negro é "inferiorizado" na tv, na música, a escola, ao procurar emprego. Se for ao entrar na faculdade pública, não se preocupem intelectuais, NÓS já estamos mais que acostumados com a "inferiorização" e por isso entramos na faculdade e nos formamos, ainda que sem os livros caros, indo e voltando de trem, ouvindo piadinhas racistas, sem chopadas, sem roupinhas de marca, sanduíches e suquinhos de maracujá, sendo chamados incapazes, de metidos por tirarmos notas mais altas e etc. Não se preocupem com a nossa moral. Os negros que entram "inferiorizados" como vcs fazem questão de ressaltar, mostram a que vieram e saem orgulhosos com seus diplomas na mão e muito conhecimento para enfrentar a vida com a cabeça sempre erguida. Eu li o comentário de uma pessoa que disse que universidade PÚBLICA é para os melhores... MEU QUERIDO, O NOME JÁ DIZ: PÚBLICA é para que NÃO PODE PAGAR a particular. O rico, que por vários fatores é considerado melhor, quando quer, vai estudar até no exterior. ..

  15. José Postado em 17/Jul/2013 às 14:41

    quanto playboyzinho de classe mérdia nos comentarios, meritocracia com o dinheiro do papai é facil né?! rsrsrsrs

  16. Victor Postado em 13/Nov/2013 às 08:25

    Parabéns... pelo menos uma universidade não é racista!! Um lugar que escolhe seus alunos pela cor da pele, isso sim é racismo... (só não entendi porque favorecer alunos de escola pública, grande parte dos estudantes brasileiros estudam em escola particular também, e esses serão muito prejudicados por esse favoritismo...)

  17. Maria Magalhaes Postado em 23/Apr/2014 às 12:42

    Eu participei do censo de 2010 e é incrível a qtde de pessoas que eram negras e que se diziam pardas e as mulatas que se diziam pardas. Eles mesmos não querem reconhecem suas origens e não lutam pelos seus direitos. Uma moça era da minha cor, ou seja parda e o cabelo era de afrodescendente. Ela alegou que era branca. Esse é o motivo que não consta negros nas eststísticas