Redação Pragmatismo
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Direita 06/May/2013 às 14:10
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Redução da maioridade penal provoca histeria coletiva

A histeria coletiva do momento: a redução da maioridade penal. E depois de baixarmos dos 18 aos 16, o que fazer com os de 14 anos? Baixamos novamente? E, depois, como ficam os de 12? O resultado final dessa loucura é colocarmos prisões nas maternidades

Cesar Mangolin, em seu blog

A raivosa e conservadora classe média descobriu um novo inimigo – as crianças e adolescentes pobres e que cometem crimes – e uma nova solução para todos os problemas: a redução da maioridade penal.

Sendo teoricamente mais rigoroso, não podemos tratar como “classe social” o que chamamos de classe média. Tendo como elemento unificador apenas a execução de um trabalho não manual, seja ele reprodutivo ou criativo, o mais correto é falar de “setores médios”, visto que tal condição reúne grupos bastante diversificados. A unidade e a determinação teórica de uma classe social a relaciona com a inserção de determinado grupo nas relações sociais de produção. O que determina a burguesia, por exemplo, não é a quantidade de dinheiro e de bens materiais que seus membros podem ter, mas o fato de serem proprietários privados de meios de produção, por explorarem trabalho alheio e por extraírem ou participarem da divisão da mais-valia.

A unidade dos setores médios, tão díspares, tende a se dar no plano ideológico e político (me refiro à prática política). Claro que há momentos de caminhos também diversificados entre suas camadas, mas um anseio e um medo comuns tendem sempre a unificar as camadas médias tradicionais, as baixas camadas médias e a camada média que nasce com a tecnocracia, filhote da entrada no Brasil das multinacionais e do capital monopolista: o anseio é o do aburguesamento; o medo é o da proletarização.

redução maioridade penal

Redução da maioridade penal: a histeria coletiva do momento (Foto: Reprodução)

Mais do que qualquer classe fundamental, esse setores médios são os que levam ao extremo a meritocracia e a ideologia do mérito pessoal, assim como fazem a defesa intransigente da escolarização formal como atestadora de méritos, ou instrumento que justifica seus supostos méritos diante da burguesia na busca por colocação nesse comércio de carne humana que chamam de mercado de trabalho. A universalização da educação formal interessa diretamente a esses setores: o mito de que todos têm as mesmas oportunidades por terem acesso à educação é o que serve de base para desqualificar os mais pobres como gente que não se empenhou suficientemente. Na ordem do “merecimento”, portanto, primeiro vêm os que se dedicaram, depois os vagabundos que são pobres porque querem, não porque já eram.

Claro que buscam nas exceções a construção de regras para esta ordem. Não é, de fato, muito difícil achar algum indivíduo que poderia ter, com algum grande esforço, melhorado suas condições de vida. Mais difícil é conseguir pensar que não se trata de indivíduos com vontades ou necessidades, mas de um sistema que gera bolsões de miséria como resultado de sua própria reprodução, portanto algo que não se resolve com vontade. Mais difícil é saber reconhecer que o que, mesmo nesses casos excepcionais, representa um esforço descomunal para os filhos de famílias pobres, para os filhos dos setores médios é apenas um pequeno esforço comparado a um passeio no parque: é assim que poderíamos qualificar a diferença brutal do que representa a escolarização formal para ambos setores, visto que é pensado e modelado para e pelos setores médios.

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Mas enfim, ela vive (a classe média) ideologicamente desses momentos de histeria coletiva que lhe garante unidade: antes de 1964 o inimigo eram os comunistas e a solução a ditadura militar que, é bom lembrar, complicou bastante a vida dessa sua aliada de primeiro momento; o inimigo já foi a inflação, a migração nordestina, os programas sociais, a corrupção, os impostos etc. Agora a solução é a redução da maioridade penal.

Já está mais do que demonstrado que os crimes praticados por “menores” (para usar o termo corrente) somam 5% do total de crimes. Além disso, o crime mais comum, que é o assalto, costuma penalizar mais tempo com reclusão esse jovem do que quando é cometido por um adulto: o jovem costuma ficar, em média, 12 meses internado; o adulto, condenado a cinco anos de prisão, sai da cadeia em dez meses e quando é primário nem chega a ser preso.

Mas esse argumento de quem fica mais ou menos preso leva o debate para o campo da irracionalidade, próprio da classe média. Nossas prisões jamais foram ambientes nos quais podemos “re-socializar” pessoas.

O que está por detrás disso então?

Na verdade, o que está por trás da questão é a incapacidade da classe média de pensar as relações nas quais vivemos. Seu universo ideológico impede que pense nossas relações como relações de exploração entre classes, como relações que, em proveito e pela lógica da lucratividade, marginalizam milhões de pessoas.

Para que este problema da criminalidade se resolva, de uma vez por todas, devemos atacar a raiz do problema, sua causa diretamente, e não radicalizar na punição dos seus efeitos. Não deixará de haver criminalidade por causa do aumento de penas. Não deixará de haver porque reduzimos os anos para prender alguém. E depois de baixarmos dos 18 aos 16, o que fazer com os de 14 anos? Baixamos novamente? E, depois, como ficam os de 12? O resultado final dessa loucura é colocarmos prisões nas maternidades, para que os que nascem já predispostos ao crime sejam presos imediatamente! Há gente imbecil que anda defendendo que a tendência ao crime vem do berço.

Isso não pode ocorrer, claro. Não pode ocorrer porque é essa massa de miseráveis que deve crescer, aprender as operações básicas da matemática e da língua portuguesa para ser explorada pelo capitalista. Os que não encontrarem colocação, ou não puderem/aceitarem viver com a miséria do salário que recebem, esses que acabam partindo para o crime porque vivem numa sociedade criminosa (porque baseada no roubo desde a raiz) e egocêntrica que lhes dá o exemplo, esses devem ser presos ou mortos. Tanto faz à classe média: ela sorri diante dos grupos de extermínio, da matança de pobres etc.

Resolver o problema na raiz também não pode acontecer para a classe média. O sonho do aburguesamento tem como pressuposto a manutenção dessa ordem. Os bolsões de miséria são o esteio da classe média. Ela apenas quer que o Estado e a polícia coloquem fim nessas ameaças cotidianas. Todos sabem que, por mais miseráveis que sejam os salários e as condições de vida das populações nas periferias das grandes cidades, quase todos os que vivem por ali são trabalhadores, gente que se vira como pode, sem fazer mal a ninguém. Vivem como carneiros, um grande rebanho, do pasto ao curral, do curral ao pasto, aceitando e vivendo sob as piores condições e humilhações.

A classe média precisa que a ordem persista a mesma, pois esta é a condição da sua existência. Por isso não pode avançar para além dos interesses imediatos, para além da tentativa de remediar os efeitos mais danosos da ordem na sua concepção: aqueles que saem do rebanho e acabam por tumultuar sua vidinha besta.

Não defendo a criminalidade, nem a dos que saem do rebanho de forma equivocada e praticam atrocidades, muito menos a do capitalista que vive da exploração dos outros e a da classe média que incentiva massacres. Defendo que nossa luta deve se voltar para atacar as causas, o que torna a solução para esses problemas uma via revolucionária. Sem transformação social não resolvemos esse problema da criminalidade, nem aquele dos que vivem humilhados uma vida de rebanho, esperando pelo céu para viver em paz.

Ouvi de alguém bem inteligente que quando precisamos nos livrar das moscas não basta espantá-las, temos que limpar o local que as atrai.

Para a classe média, por sua própria condição, não podemos limpar a área que atrai as moscas. A classe média vive dessa sujeira toda!

Sua existência exige, portanto, que tudo fique como está. No máximo, seus mais bem intencionados filhos tentarão saídas, dentro da ordem, para limpar um tanto o ambiente das moscas. Tapear a sujeira, porém, não engana mosca alguma, assim como lançar perfume em merda pode apenas multiplicar seu fedor.

Talvez essa seja a síntese prática da ideologia da classe média: sua prática política consiste em perfumar merda!

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Comentários

  1. Francisco Carlos Postado em 06/May/2013 às 14:47

    Penso que deve haver punição para todo aquele que cometer atrocidades contra outrém,isto é sequestrar,estuprar,roubo seguido de morte, etc...independentemente da faixa etária.O que não pode continuar ocorrendo é um cidadão taxado como menor de idade,ter privilégios e regalias,e ficar impune depois de tirar a vida de terceiros,destruir famílias.Se o jovem tem capacidade para cometer crimes,dever ser responsabilizado e punido severamente.

    • lorival Postado em 28/Jan/2015 às 13:24

      Impunidade não é falta de punição gente, impunidade é o controle social feito na cabeça dos potenciais delinquentes, e de toda a sociedade que se sente e convive. É a certeza de que as instituições, policiais e judiciarias, familiares, comunidades educacionais, amigos etc... ensinam que ser honesto traz riqueza, prosperidade, e o crime trás miséria. Um pais não pode viver construindo presídios para menores ou adultos que predam os bens abstratos, como moralidade com equilíbrio e ética. E que eu saiba O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO abdicou da ética nas escolas fundamentais e ou superiores. Na política não há bem sem o mal, quando beneficia uma classe de pessoas outra são atingidas de vária maneiras negativas, ai torna-se nescessário projeto reparador de danos, isso para que o político seja responsável e honesto. Ex: Transposição do São Francisco destroi a economia desubsistência da população ribeirinha, e são millhões.!!!Quais políticos sequer reconhece essa realidade? A invisibilidade de políticos malandros e menores infratores é que torna possível a IMPUNIDADE.

  2. Athos Áquila Cunha Santiago Postado em 06/May/2013 às 15:05

    o problema para isto e para todo o BRASIL é a educação, claro que se tivermos educação de muita qualidade ainda haverá más pessoas, por que isto a em qualquer lugar. Eu vejo estes meninos matando, roubando cada vez mais jovens, isto é feito pela falta de oportunidades na vida, falta de estudo, estrutura familiar. Para isto mudar o ponto ideal é a educação. Imaginem: ao invés abaixarmos a idade penal e construirmos uma cadeia especializada na recuperação destes menores infratores, poderíamos analisar onde o foco de menores infratores e maior, e criarmos mais oportunidades para estes jovens, com esportes, escolas dignas, professores valorizados e capacitados. No geral, educação de qualidade. Só assim iriamos abaixar de vez a porcentagem destes menores infratores.

  3. Reginaldo Postado em 06/May/2013 às 16:04

    Essa concepção de que o crime cometido, em qualquer idade, deve ser punido, estende-se a todos? Ou seja, o garoto/a de classe média, uma vez cometendo crimes, a exemplo dos constrangimentos - por vezes, agressões físicas - típicos de grupos de jovens de classe média, contra indefesos isolados, também merece ir para a prisão como um adulto? Tenho dúvidas se não considerariam, neste último caso, apenas brincadeiras juvenis. Quando na verdade são violências que, como já se comprovou, conduziu alguns jovens à morte. Se se considera que o 'status' de marginal vem do berço, a ideia, embora exagerada, de um berçário-cárcere é uma consequência lógica, se se leva em conta os argumentos que se tem utilizado para justificar a redução da maioridade penal. Basta pensar um pouco e observar que, mesmo não sendo real, a ideia pode manter-se como pauta para uma reflexão séria sobre os ânimos que circundam o problema. E é do conhecimento de todos, pelo menos dos mais sérios, o quanto a classe média que se formou no país padece do medo - inconsciente, pois, acho, ainda não se escreveu uma história da classe média - de se tornar pobre, por um lado, por outro, pelo angustiante sonho de pertencer aos realmente ricos. Para isto, ela trabalha em duas frentes: primeiro, investindo em preconceito e segregação, afastando com esforço incomensurável os que ela julga indignos do seu mundinho; por outro, exaustivamente trabalhando para, no mínimo, servir aos que já ocupam o pretenso destino merecido.

  4. Rodrigo Postado em 06/May/2013 às 16:41

    Vou postar aqui parte de comentário que fiz no "Educação Política": "(...) Já quanto à redução da maioridade, temos dois lados. Um é a presente inoperância, precariedade de investigações e ausência de locais para acolhimento de menores; em tese, teríamos a lei, mas não sua aplicação, em todos os Estados. Isso me leva a pensar em um dos argumentos que levou à política de cotas (trato do tema por sermos adultos e maduros para discutí-lo, sem porretes levantados): a necessidade de levar ao ensino superior milhares ou milhões de jovens que foram lesados pelas piores condições de ensino, não havendo como mais esperar. Então, por que poderíamos e deveríamos agir neste instante quanto a cotas, mas não quanto à proteção ao menor e à violência em crescimento exponencial? A questão é mera provocação para levar-nos a raciocinar, a ao menos tentar chegar a uma solução. Algum passo tem de ser dado neste momento pois, efetivamente, os “menores” já têm suas próprias gangues e, como vemos, normalmente são os mais violentos em ações criminosas. A atual situação de inoperância incutiu na mente de alguns deles a sensação de impunidade, haja vista normalmente serem liberados por falta de locais de acolhimento. Ainda outro dia, chegando a Campinas, assistia entrevista de Alckmin a Datena. Dentre várias perguntas, ao final foi apertado com denúncia de suposta (grifo, sublinho e destaco) conduta de psicólogos/psiquiatras (não me recordo qual das especialidades), que estariam sendo levados a dar laudos favoráveis à liberação, a fim de evitar superlotações – infelizmente não vi a resposta, pois estava desembarcando. Então não precisamos abortar, encerrar uma discussão em definitivo. Temos de conscientizar-nos em busca de uma proposta para o dia de hoje, bem como irmos em busca de uma solução futura, pois ao menos foi esta a justificativa para o sistema de cotas e é válida, sem nenhuma ironia, para o caso dos menores que sejam infratores. Algo de racional há de ser feito, sem extremismos “esquerdistas” e “direitistas”."

  5. Rodney Postado em 06/May/2013 às 17:19

    Estuprador assassino de 17 anos tem que ir para CADEIA. Falta de escolaridade ou pobreza não justificam esses crimes. Dezenas de milhões de jovens com pouca escolaridade e pobres tentam melhorar de vida sem precisar matar por causa de um celular ou tênis.

  6. VINICIUS Postado em 06/May/2013 às 19:57

    "TEMPOS DIFÍCEIS EXIGEM MAIOR RIGOR". Alguns FILÓSOFOS ROMANTICOS acham.... a VOZ DO POVO decide ... O povo de bem está pedindo para sobreviver nesse país repleto de violência. Não adianta filosofar ... se for da vontade do povo ... se for por decisão da maioria dos brasileiros.... a CULTURA e a VOZ do povo deve ser democraticamente respeitada. Nos EUA tem pena de MORTE. Tudo é questão de cultural. Não adianta filosofia. Se o POVO quer não tem filósofo que sustente.

  7. Regis Mesquita Postado em 06/May/2013 às 20:57

    Existe a necessidade de lidar com mais rigidez com menores que matam e estupram. Mas, reduzir a maioridade penal é uma estupidez. Alguém aqui quer ver meninas "de maior" com 16 anos em capaz de revistas pornôs, como a Playboy? Escrevi um texto sobre este assunto no meu site, Psicologia Racional. Att, Regis Mesquita

  8. Vinícius Postado em 06/May/2013 às 22:43

    No Brasil, boa parte da sociedade gosta de “soluções” imediatas, que aparentemente extinguem um problema social, mas agravam inúmeros outros. A redução da maioridade penal se apresenta como uma “solução” econômica, porém ineficaz. Nota-se, muito bem, que existem pessoas de diversas idades que são inaptas ao convívio social, pois não partilham da capacidade de respeitar os direitos dos demais indivíduos que compõe uma sociedade. Algumas podem ser ressocializadas, mas outras, apresentam um grau de psicopatia tão elevado que só uma solução divina (milagre) irá permitir que este ser conviva pacificamente em um meio social. Para esses tipos de pessoas a cadeia se faz muito necessária, independente da idade, ou seja, o foco deve estar na análise da conduta do agente e nas circunstâncias do crime e não na idade. É preciso investir no estudo criminológico, que engloba disciplinas de Direito, Sociologia e Psicologia a fim de se elaborar uma legislação e um aparato jurídico- penal capaz de lidar corretamente com o câncer social que é o crime.

  9. Gabriel Cassiano Carvalho Neves Postado em 07/May/2013 às 01:11

    Na realidade, precisamos de uma nova interpretação para o nosso atual contexto social. A grande parte da população que vive a margem do mundinho da classe média, foi muito bem caracterizada pelo Cesar Mangolin! Observamos também que os anseios e aspirações individuais na maioria das vezes sobrepõem o coletivo, ou seja, segundo o nosso sistema os méritos alcançados belos 'burgueses' veem por meios de exploração de seres humanos, levando os donos dos meios de produção a não dar importância para o cotidiano e a vida que levam os proletários. Esse contexto é juntado com a ineficiência de nosso governo corrupto, ocasionando a precariedade e o caos social, como vivemos hoje. A sociedade revoltada e ignorante, cobra medidas das autoridades que enxergam apenas o método da punição para 'consertar' o que está estragado. "Se o povo caga para o povo, temos um povo cagado". A única maneira para alterar este quadro e ter esperança que isso mude é investindo em medidas a longo prazo, como a melhora da educação e a criação de um sistema carcerário que o lema REINSERÇÃO SOCIAL seja seguido a risca.

  10. Aylash Wundstorm Postado em 07/May/2013 às 01:13

    Ninguém, independente da idade, deve ser imune à lei. Cometeu um crime tem sim que pagar, tenha vc a idade que tiver. Idade não pode ser escudo de bandido.

  11. Helker Postado em 07/May/2013 às 01:42

    O sistema é o seguinte, cometeu crime paga pelo mesmo, idade não é desculpa para matar pessoas....falam de direitos humanos, mais e quem vai defender os direitos humanos das pessoas que ja foram mortas por delinquentes, lugar de bandido é em baixo da terra

  12. Carlos Guarise Postado em 07/May/2013 às 01:46

    Nos Estados Unidos a maioridade penal começa aos 7 anos de idade. Na África do Sul também. Nem por isso, as crianças são mal tratadas nestes países. Nossa constituição diz claramente que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. Neste caso, como julgar um mesmo crime de maneira diferente só por que alguém é de menor? É fato que nosso sistema não está funcionando. Só funciona na teoria de um país utópico criado por pessoas alheias aos problemas de nossa sociedade. Não cometer crimes deve ser apreendido pelas pessoas desde a sua infância. Porém, já sei que não concorda com meus pensamentos. Já discutimos isso antes e acho inútil continuar. Os marginais festejam a falta de coragem para mudar essa lei mediocre. Usarão nossos adolescentes e crianças para roubarem, matarem, estruparem e botar fogo em pessoas como sempre fazem. Tá com peninha deles? Adote e leve pra tua casa!!!!! O que o povo quer é justiça. Nem mais, nem menos.

  13. Érica Postado em 07/May/2013 às 05:22

    Acho que tem gente aqui que comenta sem ter lido a matéria. Ou só leu só o título ou leu a matéria e não entendeu. Sem pessoas com a cabeça aberta para fazer uma revolução social (e não somente penal), nada vai mudar mesmo. Abrir a cabeça pelo menos para o que o texto quer dizer, já seria um começo.

  14. Maria de Lourdes Amorim da Rocha a Postado em 07/May/2013 às 08:58

    Leio o Pragmatismo Político há muito tempo e admiro a qualidade das reportagens, só que o assunto abordado neste artigo é muito controverso, justamente porque TODAS as camadas da sociedade já não suportam mais tanta violência, crueldade e cinismo, inclusive dos menores, que a cada dia estão mais violentos, cometendo crimes hediondos com requintes de crueldade diversificados. Sou arteeducadora e considerada no meu meio como uma pessoa sensata, lúcida e muito consciente. Porém, por mais que concorde com a necessidade de medidas preventivas para evitar a delinquência entre os adolescentes, sei que a situação já está insustentável e que medidas preventivas não bastam. É preciso reprimir com urgência as barbaridades que estão acontecendo e que não atingem apenas a classe média. Se o sistema prisional não está preparado para receber os menores, então que se construam presídios-escolas, ou que os que já existem sejam adaptados, separando os marginais adultos dos menores, enfim, alguma providência tem que ser tomada. A classe média não é culpada desta "histeria", como vocês disseram. TODA a sociedade está indignada, revoltada e temo o que pode acontecer se alguma providência não for tomada: logo logo, o povo estará fazendo justiça com as próprias mãos. No caso da classe média, esta é a maior vítima do governo do PT, que direciona as suas políticas para o povo de baixa renda e protege os grandes empresários e banqueiros, contrariando o seu discurso de campanha e massacrando cada vez mais a classe média. Sempre votei nos candidatos do PT e talvez continue votando, mas é preciso que haja uma reflexão urgente sobre isto. Enfim, A CLASSE MÉDIA NÃO É ALGOZ. ELA É APENAS VÍTIMA desta situação absurda.

  15. Vinicius Martins Postado em 07/May/2013 às 13:03

    Simplesmente não deveria existir uma maioridade penal !! Já disse isso antes. Jovens de 16 anos, assim como os de 14 tem total ciência sobre seus atos e deveriam ser passíveis de punição como todos os adultos. Sou a favor de uma avaliação mental e psicológica para menores de 16 (ta bom, uns 15) para decidir se o adolescente teve consciência suficiente para cometer o crime e se considerado responsável vai pagar recebendo a mesma pena de um adulto, independente da idade. É o mais justo. Mas o problema mais grave de segurança no Brasil é a impunidade, 80% dos homicídios são arquivados e a lei que vale para o rico não é a mesma para o pobre, as leis devem ser muito mais rígidas para crimes hediondos, o sistema penitenciário também é falho.

  16. Luís Postado em 07/May/2013 às 19:28

    Me assusta alguns comentários, deve ser por isso que somos tão maus governados. As pessoas estão respondendo sem refletir, sem entender, o que a mídia repetir será meu pensamento? Parabéns ao autor dessa matéria. A quem comentou por favor releia agora com calma, não é possível que sejamos dominados pela intolerância e preconceito!

  17. LS Postado em 08/May/2013 às 22:36

    Nossa, depois de ler um texto tão sensacional desses, muito me entristeceu passar para os comentários. QUANTA gente presa no senso comum. Uns até nunca devem ter ouvido falar de hipérbole e levaram a sério o comentário sobre cadeias na maternidade. Eles pensam que menores que comentem crime voltam pra casa com um pirulito. Nunca devem ter ouvido falar de ECA. Ademais, devem pensar que ao jogar os criminosos na prisão ficam bem mais seguros. Prisão é uma bomba relógio. Os menores sairão de lá ainda mais especializados em crimes já que terão professores mais velhos. Sairão ainda mais frios, menos humanos, já que é isso que o sistema carcerário faz. Triste.

  18. jaque Postado em 09/May/2013 às 16:22

    Eu não sei que solução o governo pensa(se é que pensa) em dar para essa questão. Mas alguma coisa precisa ser feita. Esses meninos e meninas(seja da classe social que for) fazem o que bem entendem e fica tudo por isso mesmo. Do jeito que está não dá mais para continuar. Precisamos de medidas urgentes para dar um basta nisso.

  19. Lourdes Amorim Postado em 10/May/2013 às 08:42

    Do jeito que a situação está, medidas preventivas não vão reduzir a violência dos adolescentes que já estão escolados no crime e intensificam cada vez mais as suas atrocidades. O certo é reduzir a maioridade penal e ao mesmo tempo investir em medidas preventivas, para tentar salvar os que ainda não estão perdidos. Como arteeducadora, sou uma entusiasta do uso das artes (especialmente a música), para prevenir o desvio dos nossos jovens para o submundo do crime. O esporte também é uma excelente ferramenta, enfim, existem vários caminhos e penso que há também vontade política por parte do governo federal. O que falta é adequar a educação formal e informal para este fim e, óbvio, capacitar e remunerar melhor os professores e oficineiros.

  20. Joel Postado em 10/May/2013 às 10:23

    Qualquer debate desse assunto é positivo, exceto os mais radicais, a verdade é que NÃO podemos tratar criminosos violentos e fraticidas, independente da idade, com tabelas de "3 anos", infratores é uma coisa, pessoas que AMEAÇAM a vida de outrens, é outra, pois detroem o que temos mais de sagrado: a vida e a tranquilidade! E de Famílias inteiras...isso sim tem que mudar, e URGENTEMENTE, salvo termos que LUTAR por isso, até com o sacrificio de nossas vidas - em prol da defesa de nossas Famílias, é INACEITÁVEL que pessoas, menores ou não, tenham LICENÇA PARA MATAR!!!

  21. Donizete de Freitas Postado em 16/May/2013 às 18:24

    Vejo alguns comentários e quase me desanimo, mas vamos em frente, não da pra não dizer nada, e principalmente depois de ler tão bela e profunda analise, boa porque discutiu o tema de fundo teorico de forma a dar-lhe clara comprensão , PARABENS.

  22. Alice Postado em 20/May/2013 às 12:20

    Cara, o lance é relativizar a questão da idade. Dá para fazer exames dos envolvidos em um delito. Exame psiquiátrico e neurológico. Com base nisso dá para ver se estamos lidando com um psicopata -sujeito q não têm jeito ou com alguém recuperável. Esse pensamento de vcs que ainda permanece nesse mundinho onde todo mundo é vítima... me ENOJA. FODA-SE TODO MUNDO QUE ACREDITA EM RELATIVISMO MORAL. FODA-SE quem acha que tem gente que tem jeito. Queridos, tem gente que nasce perversa. E isso independe de cor, raça, credo, posicionamento político, sexo, orientação sexual... GENTE boa e GENTE ruim existe em qualquer lugar. E certas coisas são IMPERDOÁVEIS.

  23. Maurício Ferreira Postado em 20/May/2013 às 22:08

    "A mais triste nação, na época mais podre, compõe-se de possíveis grupos de linchadores...." Será que é tão difícil perceber?? Vocês que pensam que vigiar e punir tornará suas vidinhas mais seguras, saibam que pra cada bandido preso, se formam mais dez.... e este preso se pós-gradua na cadeia, de ladrão de galinha a assassino ou traficante... Tratar o sintoma não cura doença... e é urgente criar meios para que o sujeito não se torne bandido, e não simplesmente linchar o delinquente... Cesar Mangolin, você foi fantástico.

  24. Walquíria Rodrigues Postado em 21/May/2013 às 22:19

    Cesar Mangolin, sou professora de pré-adolescentes e adolescentes há doze anos e, hoje, dirijo uma escola com estudantes carentes e não carentes. E fui, até os vinte e poucos anos, extremamente pobre. Defendo a redução da maioridade penal, não é de hoje, por algumas razões. Uma delas é ter sempre, por grande convivência com adolescentes e por experiência da pobreza, observado que um rapaz ou uma moça de 15, 16, 17, 18 anos tem plena capacidade de compreender direitos e deveres, certo e errado no convívio social, responsabilidade sobre seu atos. A lei, no passado e hoje, infantiliza pessoas plenas de capacidade responsável. A pergunta que sempre me fiz é "por que não?" Por que um um jovem de 16 anos de qualquer classe social não pode responder criminalmente pelo que faz? Se por uma lado temos grupos sociais defendendo meninos ricos e de classe média mimados, por outro temos grupos sociais com discursos que reduzem os pobres ao quadro de uma vitimização absoluta e uma espécie de 'doença da debilidade mental' causada pela pobreza. Ou seja, um discurso que nos diz: ele é pobre e vítima da pobreza, logo um coitado que não sabe o que faz nem tem culpa daquilo que faz. Principalmente se ele for menor de 18 anos. Logo, se ele mata, rouba, estupra e ri da vítima e da família da vítima, não deve ser responsabilizado. Deve ser acolhido, compreendido e liberto. E assim, continuam imersos na ilusão da vitimização e debilidade. Discurso imaturo, iludido de intelectualidade e consciência política e social do qual, quem o faz, se orgulha muito. Claro, assistência social e recuperação DE VERDADE, algo que não existe no Brasil, também devem fazer parte da política de combate a criminalidade. Mas cobrar responsabilidade de quem comete crimes logo cedo, também. Claro, mais uma vez, não apenas, isso. Nossos problemas são maiores. Nosso sistema criminal e prisões esperam pelo pós-adolescente para apenas trancafiá-lo, e por pouco tempo. Em breve sairão mais violentos. Você faz parte desse segundo grupo que citei acima, Cesar. Vejo no seu texto, usando algumas de suas definições, uma histeria raivosa e infantil contra a classe média como se ela fosse a causadora de todos os males sociais. Seu texto, disfarçado de uma intelectualidade medíocre, evidencia a limitação da sua reflexão. Exemplo é o discurso bobinho contra a educação formal, a meritocracia, discursos feitos e ultrapassados sobre burguesia e proletariado, mercado de trabalho como carne humana para a exploração, a serviço dos interesses escusos da horrorosa e aproveitadora classe média, sempre às sombras maquinando contra os pobres e miseráveis! Nossos problemas sociais e nossa sociedade de hoje é mais complexa do que seu furor político "juvenil universitário" dá conta em seu texto. E, talvez, a raiva vista na sociedade e apontada por você, seja reflexo de pessoas cansadas e apavoradas, de classe média ou não, que não aguentam mais a ameaça da violência próxima, porque são humanas, tanto quanto os pobres. Esse discurso que desumaniza pessoas por terem mais tostões no bolso do que outros também é irracional. O que você chama de classe média como se, também, fosse apenas um gado, são pessoas, humanas, que tem medo. São pais, mães, filhos, são gente. A irracionalidade raivosa não pode estar em nenhum dos dois lados, Cesar. O menino de classe média que toma um tiro na cabeça, na porta de casa, sem reagir, porque outro menino quis lhe roubar o celular, também é vítima da marginalidade social. A menina estuprada também. A dentista queimada viva também.Todos fazem parte dessa classe média horrorosa que maquina contra os pobres. Ao fim, talvez, também, a raiva vista por você venha do ato de se deparar com discursos como o seu que trazem, como em tantos outros, a fantasiosa estatística de que a minoria dos adolescentes infratores cometem assassinatos. Como se 5% de adolescentes homicidas e estupradores em um gigantesco número de infratores fosse pouco. Imagine quantas vítimas correspondem a esse número irrisório de 5%!? Ah... nesse caso, acho que dá para sentir raiva mesmo. PS: Algo racional e de grande clareza que li acima foi comentado por Maria de Lourdes Amorim da Rocha: país que não tem justiça leva as pessoas a realizá-la com as próprias mãos. Estamos à beira de algo perigoso. Textos maduros, que levem as pessoas à reflexão sobre os fatos e comova os grupos sociais para reivindicação de real assistência e justiça social, revisão judiciária e penal sejam mais eficazes do que bravatas e ridicularização contra a classe média e vítimas de violência que ainda tetam entender como perderam, de forma tão cruel, pessoas que amam.

  25. Thiago Jaypeg Postado em 25/May/2013 às 13:10

    Tem Gente ali em cima falando que a falta de Escola e pobreza não justifica nadaaa kkkkkkkkkkkkk tipico do povo alienado e que é classe média pra variar, pra eles só os digo uma coisa e vale pra quem também diz que "Se são bonzinhos leva pra casa" a esses eu digo, quero ver nascer em favela sem escola e ver a mãe comendo lixo e repartindo 1 miojo pra 4, ai sim meu chapa queria ver vc reclamar e dizer que num é motivos pra VC MESMO IR ROUBAR com os seus 12 a 16 anos ou até mesmo vender drogas. Em fim já que é pra levar 1 pra casa agente faz uma troca eu levo 1 e vc poe seu filho pra crescer aki, nas piores condições.

  26. Carmem Postado em 26/May/2013 às 10:25

    Como é complicado divergir da opinião plantada! Ler os comentários aqui passa impressão que o autor do texto corre risco de ser linchado! Essa discussão tem cara de mais uma manobra para tirar foco de tantas coisas que realmente poderiam melhorar a vida no Brasil. Assim como o Sr. Cesar, acho que a redução da idade penal deve sim ser regulamentada, mas que isso não mudará nada. Assim como a progressão continuada na escola não resolveu o problema do analfabetismo brasileiro, pois virou aprovação automática. A mídia tem insistido mais em exibir situações envolvendo menores infratores, dando impressão que está aumentando. Não sei se está aumentando ou não, mas também não acho que essa redução de maioridade vá diminuir tanto a criminalidade.

  27. Nino Postado em 07/Jun/2013 às 13:40

    As pessoas leem mais não leem. Entende? Elas leem, mas não entendem o que está escrito, pois antes de ler já fizeram um pré julgamento (preconceito), e por isso tantos comentários agressivos. Será que a mensagem não foi passada, será que não gerou um pouquinho de reflexão, só um pouquinho? O autor em nenhum momento falou que não deve existir punição para menores ou que se deve passar a mão na cabeça de ninguém, ele só quis ao meu ver estimular a reflexão sobre o assunto, sobre a origem do problema, sobre soluções mais humanas. Eu nunca vejo falarem que a solução para a criminalidade seja outra que não mais policia, viaturas mais modernas, mais presídios, penas mais duras, melhores salários para policiais etc, não digo que algumas dessas opções não sejam necessárias, mas o problema da criminalidade vai muito além disso, vem de um lugar mais profundo, é um sintoma da sociedade mundial decadente, do sistema econômico. Onde houver desigualdade social, miséria, consumismo, concentração de renda, mídia corporativa, controle da informação etc, vai haver criminalidade. Entendam que o problema é estrutural, esse modelo de sociedade que levou a isso, e ninguém vai mexer nele, principalmente os donos do poder (econômico, político, midiático, tudo a mesma coisa). Os que não entenderam o que o autor do texto escreveu, é porque já estão tão ofuscados pela grande mídia, que se tornaram massa de manobra do poder econômico, que nunca vai mexer nas raízes do problema, nem ao menos admiti-la, vai sempre remendar, que é o que melhor se faz, remendar e maquiar as falhas do sistema econômico existente. Então peço que tentem olhar além do que é visto a curta distancia (pensem por conta própria), além do que é dado mastigado pela tv, pelas revistas, internet etc, e talvez um dia vocês entendam um pouquinho do porque o mundo ser do jeito que é, não é a toa não.

  28. Wania Postado em 20/Jul/2013 às 18:02

    Inteligência e boas soluções (algumas delas observei aqui nestes comentários) existem com certeza, portanto, não depende de classe social alguma para que soluções sejam encontradas, estudadas, valorizadas e implantadas. Basta ser humano, vivenciar a sociedade em que vivemos e ter um pingo de interesse em analisar o assunto (não somente dar palpite)! O resto, idade, sexo, classe social, etc, etc, são desculpas antigas e esfarrapadas. Concordo com Athos Áquila Cunha Santiago (6 de maio de 2013 às 15:05) e com Vinícius (6 de maio de 2013 às 22:43) que postaram seus comentários. Educação, com certeza, é uma das bases do desenvolvimento humano, mas, no caso específico, além da educação, falta também vontade política e direcionamento sério quanto ao estudo e consequente solução do problema em questão. Como disse Vinícius sobre o menor infrator... "Algumas podem ser ressocializadas, mas outras, apresentam um grau de psicopatia tão elevado que só uma solução divina (milagre) irá permitir que este ser conviva pacificamente em um meio social. Para esses tipos de pessoas a cadeia se faz muito necessária, independente da idade, ou seja, o foco deve estar na análise da conduta do agente e nas circunstâncias do crime e não na idade. É preciso investir no estudo criminológico, que engloba disciplinas de Direito, Sociologia e Psicologia a fim de se elaborar uma legislação e um aparato jurídico- penal capaz de lidar corretamente com o câncer social que é o crime." Nossos valores carecem de seriedade, foco e respeito ao próximo. Só extinguindo essas carências veremos luz no final do túnel.

  29. Nina Castro Postado em 30/Jul/2013 às 22:38

    Concordo e parabenizo o autor da publicação e quero deixar aqui minha humilde opinião, cara, pois venho já há muito tempo com um nó na garganta, um sentimento de total impotência diante das circunstâncias que se apresentam para mim no dia a dia; seja nas ruas, no trabalho, na igreja, sei lá, em qualquer lugar que eu vá. A classe média é cruel. Acho que sou da classe média baixa, acho que vivo e convivo na classe média, e sei que ela é cruel.Em meio a todos " EUS, MEUS, MINHAS; Falta amor. falta repeito. Falta solidariedade. falta empatia, isso, essa é a palavra: EMPATIA!

  30. Guilherme Fernandes Postado em 23/Feb/2014 às 12:46

    Parabéns pelo texto, lúcido e claro...

  31. RENATO FISCHER Postado em 22/Apr/2014 às 19:30

    Infelizmente esses discursos de moradores de predios com vigilancia 24hs tem prevalecido e a sociedade em geral, inclusive eles, esta' a merce de todo tipo de violencia. Pode se apresentar milhoes de argumentos, mas nao ha nenhuma outra forma de se inibir o mal, senao pela punicao. A inimputabilidade e' a grande catalizadora do crime. Os pais devem punir seus filhos em casa pelos desvios que cometerem. Caso contrario esta tarefa cabera' um pouco mais tarde ao Estado. E o Estado nao pode abrir mao dessa responsabilidade, caso contrario toda a sociedade estara em perigo. Toda crianca tem aspiracoes ilimitadas, inclusive para fazer o que e' errado. Entao vamos deixa-las voar em todas as direcoes de suas aspiracoes? Acho que as familias estao falhando e o Estado vira as costas para uma realidade muito cruel. Os menores estao matando. Os menores estao deixando milhares de outros menores orfaos. E eles matam ate outros menores. Experiencias de outros paises, notadamente os de origem anglo-saxonica, com orientacao mais pragmatica, punem seus menores infratores e ate suas familias, por seus crimes. E em todos eles a criminalidade e' infinitamente inferior aos paises latinos, por exemplo, onde a doutrina de impunidade e' mais relevante. Nos Estados Unidos a grande maioria dos estados punem os menores infratores. Ate por brigarem na rua. E os resultados sao bem melhores do que vivemos aqui. Temos olhar esses exemplos e agir. Senao estaremos sentenciados a viver em jaulas enquanto as feras criam `a solta em nossas ruas. Livremente.

  32. Ricardo Postado em 31/Jan/2015 às 03:12

    Li muita merda nesse texto. Uma das coisas que o redator esqueceu é que a lei é para todos, não se aplica a "classes". Acredito que o mesmo esqueceu de citar filhinhos de papai vagabundos que roubam, matam e estrupam por esporte. Te liga mané!