Redação Pragmatismo
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Saúde 19/Mar/2013 às 13:33
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A pesquisadora que descobriu veneno em leite materno de mães brasileiras

Entrevista com pesquisadora que descobriu veneno no leite materno. Danielly Palma afirma que 100% das amostras colhidas indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico

Manuela Azenha, do Viomundo

A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:

Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.

veneno leite materno

Danielly Palma pesquisou o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando e o resultado é assustador (Foto: Cíntia Barenho CEA/MMM-RS)

Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.

A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. No dia seguinte à defesa, Danielly concedeu uma entrevista ao Viomundo.

A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemiológicos, má formação em anfíbios.

E essas pesquisas começaram quando e por que?

Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores mato-grossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos.

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Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

E qual é o nível de contaminação em que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno.

Foram essas duas substâncias as registradas?

Não, tem mais. Foi o DDE em 100% das mães [que estão amamentando]; beta-endossulfam em 44%; deltametrina, que é um piretróide, em 37%; o aldrin em 32%; o alpha-endossulfam, que é outro isômero do endossulfam, em 32%; alpha-HCH, em 18% das mães, o DDT em 13%; trifularina, que é um herbicida, em 11%; o lindano, em 6%.

E o que essas substâncias podem causar no corpo humano?

Todas essas substâncias tem o potencial de causar má formação fetal, indução ao aborto, desregulamento do sistema endócrino — que é o sistema que controla todos os hormônios do corpo — então pode induzir a vários distúrbios. Podem causar câncer, também. Esses são os piores problemas.

Você disse que as mães foram expostas há mais de dez anos. As substâncias permanecem no corpo por muito tempo?

Permanecem. No caso dos organoclorados, de todas as substâncias analisadas, o endossulfam é o único que ainda está sendo utilizado. Desde 1998 os organoclorados foram proibidos, a pesquisa foi realizada em 2010, e a gente encontrou níveis que podem ser considerados altos. Mesmo tendo sido uma exposição passada, como as substâncias ficam muito tempo no corpo, esses sintomas podem vir a longo prazo.

Durante a sua defesa de mestrado, em que essa pesquisa foi apresentada, os membros da banca ressaltaram o quanto você sofreu para realizar a pesquisa. Quais foram as maiores dificuldades?

A minha maior dificuldade foi em relação à validação do método. Porque, quando você vai pesquisar agrotóxicos, tem de ter uma precisão muito grande. Como são dez substâncias com características diferentes, quando acertava a validação para uma, não dava certo para outra. Então, para ter um método com precisão suficiente para a gente confiar nos resultados, para todas as substâncias, foi um trabalho que exigiu muita força de vontade e tempo. Foi praticamente um ano só para validar o método.

Essas mães que foram contaminadas exercem ou exerceram que tipo de atividade? Como elas foram expostas ao agrotóxico?

Das 62 mulheres que eu entrevistei, apenas uma declarou ter contato direto com o agrotóxico. Ela é engenheira agrônoma e é responsável por um armazém de grãos. Três mães residem na zona rural, trabalhando como domésticas nas casas dos donos das fazendas. É difícil dizer que quem está longe da lavoura não está exposto em Lucas do Rio Verde, pela localização da cidade, com as lavouras ao redor. Mas a maioria das entrevistadas trabalha no comércio, são professoras do município, algumas donas de casa, mas não são expostas ocupacionalmente. A questão é o ambiente do município.

Mas a contaminação se dá pelo ar, pela alimentação?

A alimentação é uma das principais vias de exposição. Mas, por se tratar de clorados, que já tiveram seu uso proibido, então eu posso dizer que o ambiente é o que está expondo, porque também se acumulam no ambiente. No caso da deltametrina e do endossulfam, que ainda são utilizados, o uso atual deles é que está causando a contaminação. Mas, nos usos passados [dos agrotóxicos agora proibidos], a causa provavelmente foi a exposição à alimentação — na época em que eram utilizados — e o próprio meio ambiente contaminado.

Quais são as principais propriedades dessas substâncias encontradas?

Os organoclorados têm em comum entre si os átomos de cloro na sua estrutura, o que dá uma grande toxicidade a eles. Eles têm alta capacidade de se armazenar na gordura, alta pressão no vapor e o tempo de meia-vida deles é muito longo, por isso que para se degradar demora muito tempo. São altamente persistentes no ambiente, tanto nos sedimentos, solo, corpo humano, e têm a capacidade de se dispersar. Tanto que no Ártico, onde eles nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de organoclorados.

O professor Pignati comentou que a Secretaria da Saúde dificultou um pouco a pesquisa de vocês, mas que vocês fizeram questão da participação do governo. Por que?

Nós vimos a importância da participação deles porque, quando a exposição da população está num nível elevado e está tendo uma incidência maior de certas doenças, é lá na ponta que isso vai estourar, é no PSF (Programa Saúde da Família). Então, a gente queria que a Secretaria da Saúde acompanhasse para ver em que nível de exposição essa população está e para que tome medidas. Para que recebam essas pessoas com algum problema de saúde e saibam diagnosticar, saibam de onde está vindo e o porquê de tantas incidências de doenças no município.

Se a maioria dessas substâncias não está mais sendo utilizada, o que pode ser feito daqui para frente para diminuir o impacto delas sobre o ambiente e a saúde?

Em relação a essas substâncias que não estão sendo mais utilizadas, infelizmente, não temos mais nada a fazer. Já foram lançadas no ambiente e nos organismos das pessoas. A gente pode parar e pensar no modelo de desenvolvimento que está sendo posto, com esse alto consumo de agrotóxico e devemos tomar cuidado com as substâncias que ainda estão sendo utilizadas para tentar evitar um mal maior.

Como que o agrotóxico pode afetar o bebê?

Esses agrotóxicos são lipofílicos e se acumulam no tecido gorduroso, então ficam no organismo e passam para o sangue da mãe. Através da placenta, como há troca de sangue entre mãe e feto, acabam atingindo o feto. E alguns tem a capacidade de passar a barreira da placenta e atingir o feto. Durante a lactação, o agrotóxico acaba sendo excretado pelo leite humano.

Então, mesmo que não amamente o filho, ele pode nascer com resíduo de agrotóxico?

Sim, isso se a contaminação da mãe for muito elevada.

Foi o caso nas mães [pesquisadas] de Lucas do Rio Verde?

Alguns níveis [encontrados] consideramos altos, até porque o leite humano deveria ser isento de todas essas substâncias. Deveria ser o alimento mais puro do mundo. E a gente vê que isso não ocorre, tanto nos meus resultados quanto em trabalhos realizados no mundo inteiro que evidenciaram essa contaminação. A criança acaba sendo afetada desde a vida uterina e depois na amamentação é mais uma quantidade de agrotóxicos que ela vai receber. Mas é sempre bom lembrar do risco-benefício do aleitamento materno. Nunca se deve incentivar a mãe a parar de amamentar porque seu leite está contaminado. As vantagens do aleitamento materno são muito maiores do que os riscos da carga contaminante que o leite pode vir a ter.

Quais os riscos dessa contaminação?

Os riscos saberemos somente com um acompanhamento a longo prazo dessas crianças. O que pode acontecer são problemas no desenvolvimento cognitivo e, dependendo da carga que o bebê receba desde a gestação, pode causar má formação, que pode só ser percebida mais tarde.

Esse acompanhamento dos efeitos dos agrotóxicos no corpo humano já foi feito ou ainda é uma coisa a fazer?

Quanto ao sistema endócrino, existem evidências. Estudos comprovaram a interferência dos agrotóxicos. Quanto a câncer, má formação e ações teratogênicas (anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal), estudos realizados em animais apontam para uma possível ação dos agrotóxicos nesse sentido. Mas no ser humano não tem como você testar uma única substância. Quando fazem pesquisas, sempre são encontradas mais de uma substância no organismo e, portanto, não se sabe se é uma ação conjunta dessas substâncias que elevou aquele efeito ou se foi a ação de uma substância apenas.

Os resultados da pesquisa são alarmantes?

Foram alarmantes, mas ao mesmo tempo já esperávamos por esse resultado, até porque já tínhamos em mãos resultados da parte ambiental. Vimos que a exposição da população estava muito alta. Com o ambiente contaminado daquela forma, já era esperado encontrar a contaminação do leite, uma vez que o ambiente influencia na contaminação humana também.

O que será feito com esses resultados?

Os resultados já foram encaminhados às mães e, no início do projeto, assumimos o compromisso de, no final, nos reunirmos com elas e explicarmos os resultados. Esperamos que as autoridades do município e de todas as regiões produtoras acordem para o modelo de desenvolvimento que eles estão adotando, porque não adianta ter um IDH alto, ter boa educação e sistema de saúde, se a qualidade de vida em termos de exposição ambiental é péssima.

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Comentários

  1. Lucas Postado em 19/Mar/2013 às 16:28

    Alta pressão 'DE' vapor, e não "do" vapor.

  2. Samuel de Albuquerque Carvalho Postado em 20/Mar/2013 às 10:53

    Eu gostaria de recomendar ao site que repensem o texto da manchete dessa matéria. Da forma como está, preciso dizer - sem querer ofender - é uma verdadeira irresponsabilidade! - a pesquisa tratada, super importante aliás, se refere a mães de UM município, que sofreu uma contaminação generalizada em 2006 e resultou numa exposição a agrotóxicos na cidade 45 vezes maior (!!) que a média nacional; mas a manchete estampa a mensagem "VENENO em LEITE MATERNO de mães BRASILEIRAS"...! Acho a pesquisa em si com certeza muito relevante, os dados alarmantes e muito importantes, devem sim ser escancarados na campanha contra o uso de agrotóxicos, mas me perdoem a sinceridade, a redação da manchete foi muito infeliz...! A sociedade civil e movimentos sociais ligados à saúde e aos direitos da criança, depois de muito esforço, conseguiram sensibilizar o governo para se empenhar numa Campanha Nacional de Amamentação materna, num esforço para conscientizar a população... (http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/08/1o/lancada-campanha-nacional-de-amamentacao-2012) Uma simples manchete como essa - que tenho certeza, não tem essa intenção - pode representar um grande retrocesso. Registro aqui, portanto, minha preocupação e a a recomendação de repensarem o texto da manchete. Obrigado pela atenção, Samuel

    • Natalia Mundim Torres Postado em 24/Oct/2013 às 19:51

      Concordo plenamente com o Samuel. Muito bem colocado!

    • flavio Postado em 27/Oct/2013 às 11:29

      Samuel, acho que você foi até bem educado com estes profissionais irresponsáveis, inconsequentes e estúpidos! Querem se a sensação!

    • henrique ricardo Postado em 30/Oct/2013 às 12:54

      meu amigo, se informe antes de ficar desclassificando essa matéria. esse não é um caso isolado, e sim apenas uma amostra de nosso atual modelo agrícola. Caso você tivesse a preocupação de se informar apenas um pouco mais, veria que em outros estados já foram encontrados dados tão alarmantes quanto esse. cito apenas o ceará, na chapada do apodi, onde a população tambem sofre contaminação por agrotóxicos e foram encontrados amostras de agrotóxicos banidos a mais de 10 anos. Então, antes de opinar, pesquise! ainda mais com um assunto como esse, de importância nacional. Em nenhum momento a reportagem falou que a amamentação deveria ser interrompida, pelo contrário, mesmo com a contaminação, é indicado continuar a amamentação, então essas suas argumentação não tem validade nenhuma! Acho que quem deveria repensar seria você, que parece ser bem leigo sobre o assunto.

    • Marina D. Postado em 03/Nov/2013 às 12:31

      Desculpa Samuel, mas não enxergo como você. Sim o titulo esta bem generalizado, e a matéria em si, é bem pontual quanto a localidade, entretanto, creio que um titulo desta forma, atrai a atenção de todos para um assunto delicadíssimo que é a má utilização de agroquímicos, que ao meu ver, nem deveriam mais ser utilizados. Creio que a matéria dá um alerta as pessoas de diferentes regiões, visto que, não é somente o desastre que ocorreu em Lucas do Rio Verde, que contaminou essas mulheres, fora os homens, crianças, idosos, fauna e flora do local. A utilização diária do produto compromete todos ao redor, e alimentando-se do que é produzido com a utilização dos agroquímicos, também! Acredito que, o intuito, pelo menos seria assim que eu faria, era deixar evidente que devemos melhorar nossos hábitos alimentares, buscando alimentos orgânicos ou então que não façam uso destes produtos, visando uma melhor qualidade de vida e preservação do meio (fauna, flora, ambiente de trabalho, etc). Acho muito bacana a Campanha Nacional de Amamentação, apesar de não saber muito sobre o assunto, e creio que essa reportagem não vá confronta-la, visto que ambas buscam a melhoria da amamentação, mesmo que indiretamente. Seria bacana se a CNA apoiasse a causa desta matéria e chamasse a atenção da população e do governo para uma questão que vai desde a contaminação do leite materno, a riscos de câncer, ou seja, saúde publica! Me desculpe se não fui muito clara, mas acho que o titulo é apenas para chamar mais leitores e então introduzir indiretamente a noção do risco dos agroquímicos na saúde! Abraço

    • Paulo Teixeira Postado em 09/Nov/2013 às 12:53

      Excelente observação

    • Lucineide Postado em 03/Feb/2014 às 17:09

      Concordo com Samuel tem que mudar a manchete, eu que estou lendo hoje quase um ano depois fiquei preocupada.

  3. Larissa Postado em 20/Mar/2013 às 11:55

    "afetar as capacidades cognitivas", essa foi forte. A humanidade está emburrecendo pelo apelo midiático (psicologicamente) e pela alimentação e ambiente que está sendo exposta (fisiologicamente). Estamos fritos! Só se morarmos em outro planeta!

    • Rupio Postado em 23/Oct/2013 às 23:22

      Agrotoxicos afetam sim o intelecto...sem mais

  4. Rohger Castilhos Postado em 20/Mar/2013 às 14:48

    O problema é sério e não se aplica somente a Lucas do Rio Verde, o estado e o Cerrado inteiro sofrem. Masssssssssssss o importante é faturar. Numa cidade como Lucas do rio Verde deve passar por volta de U$ 1,5 Bilhão / ano, se fica 1% na cidade, fica mais é claro, já é muita grana. Ninguém vai achar que está errado, afinal, a Bayer, Dupont, Syngenta, Dow e outras, fabricam os Biocidas, mas também fabricam os remédios, logo, para cada revenda de agrotóxicos que abre, abrem duas ou três farmácias. TEM MAIS GENTE VIVENDO DO CÂNCER DO QUE MORRENDO POR ELE.

    • Roberto Santos Postado em 23/Oct/2013 às 09:49

      Muito bem colocado o argumento do Rohger Castilhos, as grandes empresas capitalistas que fabricam remédios são as mesmas que fabricam veneno para serem aplicados nas lavouras. É uma verdadeira industria do câncer com lucros imensuráveis.

    • henrique ricardo Postado em 30/Oct/2013 às 12:56

      ótima resposta! é isso mesmo, existe essa relação entre a empresa que fabrica os tóxicos agrícolas e as mesmas empresas produzem nossos tóxicos cotidianos. Ou seja, elas ganham de todo lado. Isso sem falar da monsanto que é a maior produtora de tóxicos agrícolas.

    • Alvaro Postado em 31/Oct/2013 às 16:12

      Parabéns!

    • Sylvinha Postado em 01/Nov/2013 às 12:43

      Boa sua colocação Rohger.

  5. Luis Soares Postado em 20/Mar/2013 às 15:20

    Mães do Mato Grosso; mães brasileiras.

  6. João Postado em 20/May/2013 às 22:51

    Ao saber disso o instinto materno vai estimular a mãe a buscar ajuda médica ou no google (:pra quem não tem sorte com médicos:) para purificar o leite dela.

  7. Jean Postado em 30/May/2013 às 00:58

    Vamos nos atentar mais nos alimentos oriundos da horticultura, todos que comem salada achando que e saudável sabe a quantidade de agrotóxicos e necessário para o cultivo da mesma? Quais sao os agrotóxicos usados? Então não vamos culpar totalmente as nossas lavouras de soja milho e algodão.

  8. Aline Postado em 24/Oct/2013 às 13:20

    Se ela é mestranda, o que a pesquisadora estava defendendo não era uma tese, mas sim uma dissertação de mestrado, não é?

  9. Carlos Silva Postado em 27/Oct/2013 às 10:16

    Bem... pesquisa feita, divulgada... e agora? Irá o município de Lucas do Rio Verde encerrar suas atividades agrárias? É? E como ficarão os munícipes? Vão todos pedir o "bolsa-família" e outras "bolsas-vagabundagem" à disposição no país? O problema da contaminação é grande, claro. Então que se procurem soluções que não conflitem com a atividade agrária do município. Concordo com o leitor Samuel... repensem o título da matéria, pois nem todas as mães brasileiras estão contaminadas como as de Lucas do Rio Verde-MT.

  10. elizabeth m. o. ferreira Postado em 28/Oct/2013 às 12:19

    Isso é o minimo que se tem conhecimento,há muito tempo esses tóxicos são vendidos indiscriminadamente.Existem muitos organo-deficiente. cujos orgãos internos estão aleijados por insuficiencia circulatçoria interna,por causa de atrofiamento causados por esses assassinos voláteis e invisiveis....que nojo!

  11. Cintia Barenho Postado em 31/Oct/2013 às 17:52

    Ola A foto é de minha autoria: Cíntia Barenho CEA/MMM-RS. Favor colocarem a autoria. http://www.flickr.com/photos/cintiabarenho/4403457853/in/set-72157623422825387

  12. RAimundo cesar de souza Postado em 31/Oct/2013 às 23:26

    Brasileiro univos contra agrotóxicos e trangenicos

  13. João Ademir Pereira Postado em 03/Nov/2013 às 15:51

    Bom, de qualquer forma a pesquisa é um alerta às autoridades brasileiras. Possivelmente a contaminação de mães brasileiras com resíduos agrotóxicos poderá sim indicar que algo está errado na nossa política desenvolvimentista. Aliás um país campeão no consumo destes produtos deveria repensar seu modelo de desenvolvimento. Afinal não vivemos pra ganhar dinheiro a qualquer custo. O dinheiro é que deveria nos servir pra termos uma melhor qualidade de vida. Somos cada dia mais submissos à Bayer, Syngenta, Monsanto, etc, etc. Nossos políticos, infelizmente, são ainda boa parte herdeiros da elite ruralista, subservientes do modelo catastrófico norte-americano que se acham os bam bam bans. Portanto, não farão nada pra reverter esta situação. Afinal eles são eleitos por este sujo capital e se comprometem em devolvê-los com juros.

  14. Aline Postado em 11/Nov/2013 às 15:06

    Samuel de Albuquerque Carvalho, respeito sua opinião e entendo sua preocupação. Falo aqui também como leitora. Mas, se até no Ártico, onde agrotóxicos nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de ao menos um tipo deles, os organoclorados, altamente tóxicos, por sinal. Não me parece nenhum exagero dizer que há veneno no leite materno de mães brasileiras. Primeiro, não foi dito de todas as mães brasileiras, segundo, obviamente a situação não se restringe à cidade pesquisada. Estou amamentando meu segundo filho e nem por um instante pensei em parar de fazê-lo ao ler o texto. Só me convenci a continuar consumindo o maior número de alimentos orgânicos que eu puder, afinal de contas, se eu parar de amamentá-lo, vou passar a alimentá-lo com frutas e legumes. Caso não sejam orgânicos, estarei dando colheradas de agrotóxico diretamente ao meu filho, não é? Atenciosamente, Aline

  15. Ricardo Postado em 28/Dec/2013 às 08:54

    Penso nas futuras gerações que virão, as quais poderão sofrerem por danos irreversíveis por causa do interesse do agronegócio. às vezes eu me pergunto se a saúde das pessoas vale mais do que dinheiro.....

  16. cintia barenho Postado em 09/Jan/2014 às 10:42

    A foto usada é de minha autoria. Favor colocar os créditos: Cintia Barenho/MMM-RS