Redação Pragmatismo
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Ditadura Militar 09/Nov/2012 às 18:51
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O dia que durou 21 anos - documentário que todo brasileiro merece assistir

Embora muitos já tenham assistido, a esmagadora maioria dos brasileiros infelizmente não viu, o que explica a ignorância e a perenidade de tantas mentiras sobre aquele período histórico, que, meio século depois, a grande mídia brasileira mantém vivas

Eduardo Guimarães, em seu sítio

O que este país mais precisa, neste momento histórico, é de doses cavalares de… Memória. Só revendo o passado é que poderemos avaliar o presente e projetar o futuro. Para tanto, porém, teremos que retroceder no tempo. Voltaremos, neste texto, a cerca de meio século.

Em um momento em que só se fala em “mensalões” – petistas, tucanos etc. –, um documento histórico nos propiciará enxergar o que até hoje permanece nas sombras: o maior mensalão de todos os tempos, bem como coincidências impressionantes entre o ontem e o hoje, as quais continuam a nos roubar a tranqüilidade quanto à democracia que, a duras penas, ainda pelejamos para construir no Brasil.

ditadura militar lincoln gordon 1964

Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no Brasil em 1964 – o homem que comprou o Brasil. (Foto: arquivo)

O documentário “O Dia que Durou 21 anos” (2011) é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

Sim, muitos já assistiram, mas a esmagadora maioria dos brasileiros infelizmente não viu, o que explica a ignorância e a perenidade de tantas mentiras sobre aquele período histórico, que, meio século depois, a grande mídia brasileira mantém vivas.

Esse material imprescindível, que deveria figurar em todos os currículos escolares dos quatro cantos do país, mostra como e por que os Estados Unidos decidiram interferir na política interna do Brasil.

Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana.

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Uma frase dos golpistas manipulados pelo governo norte-americano abre o documentário: “Aqueles que não amam a revolução, ao menos devem temê-la”.

Era a senha para o terror que sobreviria por mais de duas décadas, durante as quais verdadeiros facínoras, travestidos de militares, roubaram a nação ao custo de seqüestros, torturas e assassinatos.

Uma rica coleção de documentos oficiais e confidenciais norte-americanos, que vazaram há poucos anos, comprovam cada letra do parágrafo anterior, narrando, minuto a minuto, a estratégia ianque desde pouco antes do golpe militar de 1964 até o dia 2 de abril daquele ano.

O documentário não trata do desenrolar da ditadura, mas de como os Estados Unidos, através do seu então embaixador no país, Lincoln Gordon, ao custo de incontáveis milhões de dólares compraram consciências e colocaram como seus empregados todos os atores do golpismo que seqüestrou e manteve cativo um país inteiro durante mais de duas décadas.

O Brasil, então uma potência emergente, a maior da América Latina, entregava aos ianques o sangue e o suor de seu povo. Homens como Jango Goulart e Leonel Brizola, porém, ameaçavam os “interesses” da potência estrangeira. E o que era “pior”: eram apoiados pelo povo.

Para eliminar a ameaça “comunista” aos seus “interesses”, sob a crença insana de que a América Latina lhes pertencia os EUA fizeram de seu embaixador no país um agente secreto, alguém que se tornou um dos mais relevantes personagens da história brasileira.

Gordon chegou ao Brasil ainda no governo Jânio Quadros, que renunciaria e deixaria o vice-presidente, Jango Goulart, em seu lugar. O objetivo da nomeação desse “diplomata” fluente em português era, escancaradamente, o de transformar a embaixada norte-americana em um mero departamento da CIA.

Gordon abraçou a causa com ardor. E foi através de seu empenho, das idiossincrasias de um único homem, que a maior potência militar e econômica daquela época transformou em um inferno as vidas de dezenas de milhões de brasileiros.

Para seduzir a elite branca, dona de imensidões de terra, de indústrias e, sobretudo, de jornais, rádios e televisões, as idéias de Jango e Brizola sobre reforma agrária cairiam como uma luva.

Os ianques pouco se importavam com os interesses econômicos dessa elite, mas tais interesses lhes seriam úteis para evitar que uma nação do porte do Brasil se tornasse “Não uma Cuba”, como diziam, mas “Uma China”, dada a já imensa população nacional.

O que mais impressiona em “O Dia que Durou 21 Anos” é o depoimento de Robert Bentley, então assistente de Gordon. Grande parte das afirmações que você acaba de ler foram confirmadas e até relatadas por esse homem.

Se você leu, nos últimos anos – talvez em jornais como Estadão ou Folha ou em revistas como a Veja –, que o governo Lula teria inaugurado uma “república sindicalista” no Brasil, saiba que a expressão nasceu nos momentos que antecederam o golpe de 1964.

Eis a primeira das muitas coincidências que sobrevirão.

Em documentos oficiais do governo norte-americano de então, é dito, explicitamente, que o que deveria desencadear o golpe não seria o interesse dos brasileiros, mas o dos Estados Unidos – ou seja: o golpe foi dado por brasileiros com a finalidade de satisfazer outro país.

O presidente norte-americano era John Fitzgerald Kennedy. Esse que alguns até hoje consideram herói cometeu crimes inomináveis contra nosso país de forma a roubá-lo, nem que, para isso, milhões de brasileiros tivessem que pagar o preço. Para tanto, fez com que a agência de inteligência ianque, a CIA, começasse a expandir suas ações no país, começando por São Paulo.

Empresas norte-americanas concessionárias de serviços como energia ou telefonia tinham suas concessões vencendo em um quadro em que não tinham cumprido as exigências do Brasil para que se instalassem aqui. Dependia do governo brasileiro, portanto, renová-las ou não. Era nosso direito. Mas os norte-americanos só aceitariam uma decisão…

Com efeito, o combate midiático ao tamanho do Estado que se vê ainda hoje começou muito antes. Quando você lê num desses veículos supracitados o inconformismo de editorialistas com essa questão, na verdade está dando uma mirada no passado.

As televisões norte-americanas, então, apresentavam longos programas sobre o risco de o Brasil se insurgir contra seus interesses. E avisavam: “Para onde o Brasil for a América Latina irá junto”.

Abertamente, portanto, Kennedy falava à sua nação que seu governo “não aceitaria” uma decisão eleitoral do povo brasileiro que contrariasse seus interesses. E ameaçava: “Temos recursos, habilidade e força para proteger nossos interesses”.

Os Estados Unidos, porém, não precisariam de tanto. Bastaria usarem a carteira.

Primeiro, os norte-americanos tentaram comprar o povo brasileiro – e os de outros países da América Latina – despejando na região quantidades imensuráveis de dinheiro através de um programa que intitularam “Aliança para o Progresso”.

Segundo Bentley declarou em “O Dia que Durou 21 Anos”, eram gastos em Educação, agricultura, infra-estrutura: “Fale em um setor e ali estava o dinheiro da Aliança”, disse ele.

Não foi suficiente. O dinheiro norte-americano não comprava nem o governo João Goulart nem o povo, que continuava apoiando aquele governo. Assim, sob recomendação de Gordon, os Estados Unidos decidiram que era preciso “organizar as forças militares e políticas contra o governo”.

Kennedy, então, passou a literalmente comprar os opositores de Goulart no Congresso brasileiro, em governos estaduais e, sobretudo, na imprensa. Veículos como o jornal o Estado de São Paulo e O Globo passaram a ser receptáculos de quantidades pornográficas de dólares desembolsados pelos Estados Unidos.

Os beneficiários da dinheirama ianque, em contrapartida, tinham que organizar uma campanha de “enfraquecimento” e de “desestabilização” do governo federal. Para esse fim, a arma mais importante foi a… Imprensa.

Para que os recursos chegassem aos destinatários, uma trama criminosa foi engendrada. O mensalão ianque, que corromperia a imprensa, parlamentares e governadores de Estado como Carlos Lacerda, chamava-se Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES). Escritórios dessa agência do golpe foram abertos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

A imprensa, subsidiada pelo IPES, passou a fazer campanha anticomunista relatando os “horrores” da União Soviética, de Cuba etc. O empenho anticomunista domou Estadão, Globo e Folha, primeiro, através do bolso.

Esses veículos passaram a verter, dia após dia, acusações e críticas de “descalabro administrativo” e de “corrupção” contra o governo brasileiro. Não passava um único dia sem que torrentes de matérias nesses veículos, entre outros, fossem despejadas sobre o povo.

Informações falsas ou manipuladas eram plantadas na mídia, que, como hoje, pouco admitia uma mísera opinião divergente ou dava destaque a desmentidos. E, se dava, era sempre em proporção absurdamente desigual. Sem falar que muitos assuntos eram simplesmente vetados.

A grande mídia de então inundava tudo que podia com propaganda contra o governo. Cinemas, jornais, rádios, novelas. Tudo. Não havia como escapar de coberturas como as que o Jornal Nacional fez diariamente contra o governo Lula e continua fazendo contra o governo Dilma.

Tudo muito bem pago por dinheiro subtraído ilegalmente do erário norte-americano e repassado, mensalmente, aos escritórios do IPES, que, por sua vez, repassavam, além de a meios de comunicação, também a parlamentares, que passavam a votar no Congresso como queria o presidente… Dos Estados Unidos.

Qualquer semelhança com o que se passa hoje não é mera coincidência. Se você acredita em mim, pode parar por aqui. Do contrário, assista, abaixo, a íntegra do documentário “O Dia que Durou 21 Anos”.

(Parte 1)

(Parte 2)

(Parte 3)

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Comentários

  1. Batuta Postado em 09/Nov/2012 às 19:20

    E um link pra download, rola?

    • Moderação Postado em 09/Nov/2012 às 19:34

      Olá Batuta, Os vídeos com a íntegra do material estão no fim da postagem e foram descarregados no youtube. Caso queira baixá-los, poderá fazê-lo diretamente por algum programa que baixe vídeo do youtube.

  2. Anon Postado em 09/Nov/2012 às 20:44

    visualização obrigatória para os brasileiros, vlw pelo post

  3. MARCELLO JOSÉ Postado em 09/Nov/2012 às 21:39

    já havia assistido,e recomendo,mostra de maneira detalhada como os E.U.A ajudou a manchar a Histo´ria de nosso Paíis

  4. rosa virgínia santos Postado em 09/Nov/2012 às 23:31

    NOSSA! DISSO TUDO EU JÁ SABIA. MAS, OS ALIENADOS TERÃO QUE SABER. QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA. É ISSO QUE ELES QUEREM FAZER, MAS NÃO IREMOS PERMITIR. NÃO IREMOS CRUZAR OS BRAÇOS, TEMOS AS REDES SOCIAIS A NOSSO FAVOR. VALEU!

  5. Fábio de Oliveira Ribeiro Postado em 10/Nov/2012 às 00:26

    Não acredita em justiça sem retribuição. Portanto, um dia os gringos terão que resgatar com dor e lagrimas as torturas e mortes que ajudaram a produzir n Brasil.

  6. Alberto Postado em 10/Nov/2012 às 04:30

    Obrigado EUA!! Obrigado Kennedy!! Obrigado militares!! Base americana em Alcantara já, e assim garantiremos a vigilancia e controle de nossas fronteiras florestais e impediremos a promíscua relação com as FARC, Venezuela e o tráfico de drogas que corrói nossa sociedade.

    • Maria Postado em 24/Aug/2015 às 10:40

      Tu é leso é Alberto, Droga só compra quem quer e a maioria de financiadores são riquinhos pois eles são consumidores. E traficante só fica rico por quem tem consumi-la. Que são responsavel diretamente pelo morte e perdição de muitos jovens da periféria.

  7. Luiz Fernando Postado em 10/Nov/2012 às 09:46

    E, através da paranoia direitista, do complexo de vira-lata e/ou do estereótipo colonista, há quem queira tudo isso de volta - é quem vive numa fantasia na qual o governo atual seria uma suposta “ditadura comunista”. Um longo dia de sangue e lágrimas que atrasou o Brasil em 21 anos e manchou sua história.

  8. Suely Postado em 10/Nov/2012 às 10:16

    Mesmo acreditando,vi o vídeo...VERGONHA DE SER BRASILEIRA! E existem os que querem "ISTO" de volta....lavagem cerebral,ou idiotice mesmo?

  9. Márcia Nogueira Postado em 11/Nov/2012 às 16:18

    Alberto, se eles são tão bons assim, porque não acabam com a tráfico em seu próprio país?

    • Carlos Postado em 30/Mar/2014 às 13:56

      Pois é... o cara é muito burro

  10. Guilherme Augusto Postado em 11/Nov/2012 às 21:44

    Pra quem é de sampa, este documentário será exibido em tela grande na 7ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, em São Paulo, que ocorrerá no Cinesesc (rua augusta) e na Cinemateca Brasileira (Vila Mariana), do dia 22 ao 29 agora de novembro. Há duas sessões: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2012/sao_paulo_dia_23.php http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2012/sao_paulo_dia_25.php Agora, eu recomendo também um outro documentário muito necessário, e no entanto negligenciado pelo público, chamado "Cidadão Boilesen". Este conta a história de um homem que também comprou o Brasil nestes anos nefastos, mas não era um embaixador, era um empresário. É interessante por mostrar como este, e vários famosos empresários tiveram suas ascenções fantásticas neste período graças a uma coligação com o governo ditatorial, alguns até hoje colhem frutos. Mostra o real sentido do porquê chamar a ditadura não só de militar, mas de civil-militar, ou empresarial-militar.

  11. ELOI Postado em 15/Nov/2012 às 12:30

    Esta liberdade que temos hoje, não teria acontecido se os guerrilheiros tivessem conquistado a vitória. Estaríamos igual a Cuba, se não fosse o EXÉRCITO BRASILEIRO. Vão morar em cuba, quem tanto defende regime ditatorial civil. É MUITA HIPOCRISIA!!

  12. Marcus Postado em 09/Dec/2012 às 00:52

    Pior que a ditadura é a burrice que vem depois, os burricos dizem que a ditadura veio pra impedir um "golpe comunista", golpe este que somente existiu nas cabecinhas ocas deles.

  13. milton Postado em 09/Dec/2012 às 19:35

    Graças a Deus o periodo militar acabou e a verdadeira democracia tomou conta da nação com todos os nossos politicos nos representando de maneira democratica e isenta de canalhices. ME POUPEM!

  14. Vivalde Postado em 12/Jan/2013 às 14:56

    Existe alguma versão em alta resolução deste documentário? No youtube está em SD e fica até difícil de ler as legendas...

  15. Bruna Postado em 05/Mar/2013 às 07:15

    Baixar o Documentário - O Dia que Durou 21 Anos - http://mcaf.ee/7dm6e

  16. Betina Postado em 21/Mar/2013 às 23:36

    Sinceramente, tenho 19 anos e mal ouvi falar de ditadura na escola. Isso que é uma escola particular, uma das melhores da cidade. Mal e mal nos falaram de ditadura; estou correndo atrás do prejuízo agora, sendo que minha mãe, historiadora formada pela Unisinos, me ajuda na busca. Muito obrigada pela postagem, abraço!

  17. FLAVIO CASTRO Postado em 28/Mar/2013 às 05:46

    O VÍDEO FOI RETIRADO DO YOU TUBE! COINCIDÊNCIA, NÃO?? SEGUE AQUI UM LINK QUE ESTÁ FUNCIONANDO! ÓTIMO TEXTO! http://www.dailymotion.com/video/xtpfl0_tv-brasil-o-dia-que-durou-21-anos-episodio-01-a-conspiracao_shortfilms#.UVQeTVZxfby

  18. Mário Postado em 04/Jul/2013 às 09:38

    Tem ele inteiro neste link do youtube

  19. Mário Postado em 04/Jul/2013 às 09:39

    Tem ele inteiro neste link do youtube http://www.youtube.com/watch?v=v7MZCAXqEHw

  20. Leny Bispo Postado em 26/Oct/2013 às 08:54

    Foi as custas da ignorância de mais da metade de uma nação que um episodio tão brutal viesse acontecer em nosso país, refletir e pensar antes de agir, estas palavrinhas devem está guardadas sempre na memoria de cada cidadão para que depois não tenha que lamentar profundamente diante de absurdos iguais aos que uma nação inteira teve que assistir apartir daquele dia que durou 21 anos,

  21. Bruna Postado em 30/Oct/2013 às 16:30

    Baixar o Documentário - O Dia que Durou 21 Anos - Com documentos e imagens inéditos da conspiração que derrubou o presidente João Goulart, com a participação do Governo dos EUA - http://mcaf.ee/3fjuv

    • Katia Postado em 30/Dec/2013 às 20:41

      Bruna, nao tem mais o link do documentario. Vc baixou na época?

  22. Carlos Prado Postado em 30/Dec/2013 às 18:20

    É incrível como alguém pode defender algo assim. Isto nunca dará certo: cessar liberdades individuais, implantar uma ditaduras de burocratas que se acham os iluminados capazes de mudar a sociedade para melhor, manter censuras, aumentar burocratização, proteger a elite ligada à política, estatizar e controlar o valor do trabalho de cada um. Não devemos jamais acreditar em quem diz que pode instauram uma ditaduras de "sábios anjos" para nos proteger, criar um mundo melhor. É loucura este pensamento advindo do iluminismo francês de que é possível sentado em frente a mesa de uma universidade, sem conhecer nada de como funciona o mundo, elaborar "racionalmente" as soluções para a humanidade. Depois que recebem a "iluminação", o "certo a se fazer", e querem implantar a ditadura para fazer seus experimentos com humanos consegue-se infinitos mortos e desastres econômicos. É só isto que vai se conseguir. Aos saudosos de Geisel, Pinochet, Castelo Branco, Hitler ou Stalin, que se juntem junto de seus ditadores para que eles façam suas experiências sociais com vocês. O mundo não precisa de mais uma ditadura.

  23. Fernando Postado em 09/Nov/2014 às 21:31

    Documentários como esse e Além do Cidadão Kane me embrulham o estomago. Pensar em tantas vidas perdidas por interesses escusos e como somos manipulados da uma sensação de impotência e derrota. Se ainda hoje, 50 anos depois ainda sofremos nas mãos dessas pessoas então que esperança existe? Parafraseando Regina Duarte "Eu tenho medo!"