Redação Pragmatismo
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Educação 07/Nov/2012 às 21:40
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Alunos cotistas têm desempenho superior a não-cotistas

Uma das explicações para o melhor desempenho é que os cotistas valorizam mais o fato de passar no vestibular e entrar na universidade, o que para eles pode representar uma possibilidade de mobilidade social

Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.

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Alunos cotistas apresentam desempenho acima da média nas universidades. (Foto: reprodução)

O primeiro levantamento sobre o tema, feito na Uerj em 2003, indicou que 49% dos cotistas foram aprovados em todas as disciplinas no primeiro semestre do ano, contra 47% dos estudantes que ingressaram pelo sistema regular.

No início de 2010, a universidade divulgou novo estudo, que constatou que, desde que foram instituídas as cotas, o índice de reprovações e a taxa de evasão totais permaneceram menores entre os beneficiados por políticas afirmativas.

A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos – a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.

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A mesma comparação, feita um ano depois, aumentou a vantagem: os egressos de escolas pública tiveram média melhor em 34 cursos. A principal dificuldade do grupo estava em disciplinas que envolvem matemática.

Estudantes cotistas valorizam mais a vaga na universidade

Os estudantes que entraram na universidade por meio do sistema de cotas para negros tendem a valorizar mais a sua vaga do que aqueles que não são cotistas, especialmente nos cursos considerados de baixo prestígio. Essa é uma das conclusões do estudo Efeitos da Política de Cotas na UnB: uma Análise do Rendimento e da Evasão, coordenado pela pedagoga Claudete Batista Cardoso, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a pedagoga, os cotistas negros obtiveram notas melhores do que os demais alunos em 27 cursos da UnB. No curso de música, por exemplo, as notas dos cotistas são 19% superiores às dos demais estudantes. Eles também se destacam em cursos como matemática, em que a diferença é de 15%, artes cênicas (14%), artes plásticas (14%), ciências da computação (13%) e física/licenciatura (12%).

De acordo com Claudete Cardoso, uma das explicações para o melhor desempenho é que os cotistas valorizam mais o fato de passar no vestibular e entrar na universidade, o que para eles pode representar uma possibilidade de mobilidade social.

“Até porque [geralmente] eles não conseguem entrar na universidade, então vêm as cotas, eles têm uma chance maior e tem sido atribuído esse melhor desempenho deles a um maior esforço para preservar a vaga, para chegar ao fim do curso”, disse a pesquisadora, em entrevista à Agência Brasil.

O estudo também mostrou que, em geral, os alunos cotistas têm desempenho melhor nos cursos da área de humanidades, rendimento semelhante ao dos demais na área de saúde e notas inferiores em alguns cursos de exatas, particularmente as engenharias. Isso porque são cursos que requerem uma base melhor do ensino médio, segundo Claudete.

“O aluno já entrou sabendo que uma das dificuldades é a barreira do vestibular, por isso a instituição das cotas. Na universidade ele precisa dessa base, é uma base que ele necessariamente vai ter que ter, então a dificuldade que ele encontra no vestibular se repete na universidade, por isso a diferença entre eles é bem maior e o cotista vai pior do que o não-cotista”, explicou.

Isso justifica as notas menores em cursos como engenharia civil (41% inferior às dos não-cotistas), engenharia mecatrônica (-32%) e engenharia elétrica (-12%).

Por outro lado, o caso do curso de matemática – no qual, apesar de ser da área das ciências exatas, os cotistas têm notas melhores – se justifica por ser um curso pouco prestigiado, não só na universidade, mas também socialmente e em termos de remuneração para o profissional.

De acordo com Claudete, em geral, os alunos acabam desistindo da carreira, já que o curso demanda um esforço relativamente grande, mas nem sempre dá o retorno profissional desejado. Para os cotistas, a visão é diferente. “Eles dão muito valor ao curso, mesmo que seja um curso de baixo prestígio social.”

Agência Brasil

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Comentários

  1. Camargos Postado em 08/Nov/2012 às 10:08

    Exatamente, as cotas não são necessárias. Por si só, já tiram as melhores notas.

    • Bruno Postado em 22/Nov/2013 às 14:34

      As notas são melhores depois que eles têm a oportunidade de estudar em nível igual aos demais.

    • Rômulo Postado em 10/Jun/2014 às 18:07

      Camargos, a matéria apenas exemplifica que os cotistas têm sim capacidade e são tão bons quanto aqueles que entram na universidade pela ampla concorrência, o que ocorre é que, por não terem tido uma educação de qualidade antes de entrar na faculdade, eles não têm um desempenho tão bom nas provas de vestibular. Ou seja, as cotas são sim necessárias. Elas serão necessárias até o momento em que as escolas públicas não forem de qualidade, pois, como fica explícito através da matéria, os cotistas não tiram notas tão altas no vestibular não por falta de interesse nos estudos, como muitos alegam, mas sim por não serem ensinados corretamente, é tanto que em alguns casos, após receberem a mesma educação que os de amplas, os cotistas tiraram notas maiores. Claro que as cotas não devem ser para sempre, elas devem ser aliadas a um plano de reestruturação e melhoria da educação pública, mas até o dia em que a educação pública alcance o patamar da educação privada as costas serão sim necessárias.

  2. João Postado em 08/Nov/2012 às 11:21

    E isso não justifica as cotas raciais. Lide com isso.

    • Bruno Postado em 22/Nov/2013 às 14:33

      Não justifica, mas quebra o argumento de que alunos que ingressam com cotas terão desempenho pior que aqueles que não entram com cotas.

  3. Cotas Postado em 08/Nov/2012 às 14:21

    Isso não é pra justificar as cotas raciais! É só para exemplificar o desempenho dos alunos. CONVIVA COM ISSO! Cotas são para inserir um grupo em determinados lugares ocupados por quem sempre teve cota, conforme a constituição deixa bem "claro"....Basta pesquisar e se informar.

  4. Daniel Postado em 08/Nov/2012 às 15:53

    As contas continuam sendo injustas e inconstitucionais, e só alimentam ainda mais a discriminação. Vejam os exemplos na história os governos que ignoraram as leis de seus países com a justificativa de "ser o melhor para o povo". Vejam o que aconteceu, basta pesquisar e se informar.

  5. ranier Postado em 08/Nov/2012 às 16:14

    como citado nos comentários, a matéria não é para justificar as cotas raciais. mas, sem dúvidas, diminuem o argumento de que as instituições vão perder o rendimento porque os alunos não estão tão preparados.

  6. Samuel Velasco Postado em 08/Nov/2012 às 20:51

    Exceto que a Unicamp não tem cotas. Tem um sistema de adição de pontos* na nota final do vestibular (após a segunda fase) que é completamente diferente das cotas, pois não reserva vagas. Na prática, pelo sistema PAAIS da Unicamp, é possível que num determinado ano nenhum aluno negro passe nos cursos muito concorridos, que é o que acontece normalmente no curso de Medicina, por exemplo. * 30 pontos para egressos do ensino público e 40 pontos para autodeclarados negros, pardos ou indígenas.

  7. Cláudia Postado em 08/Nov/2012 às 21:18

    Bem, para mim isso só prova que eles nunca precisaram de cotas. Não se resolve a desigualdade social criando mais desigualdades de direitos. A geração atual não é a responsável pela péssima qualidade da educação de hoje e nem de outras eras. Nada é feito pela educação básica, e essa sim poderia resolver distorções futuras. Mas para o governo isso nao interessa, basta no futuro criar novas cotas: "cotas trabalho", " cotas de direito ao lazer" , etc. E a constituição que prevê direitos iguais a todos ... essa vai para as "cucuias". Não se "conserta" uma desigualdade gerando outra. O jovem de classe média, que o pai teve que ralar para dar escola de qualidade já que o Governo foi e é omisso com a educação, não pode pagar pelos erros cometidos por péssimos gestores que sempre governaram esse país.

  8. Guilherme Postado em 08/Nov/2012 às 21:30

    Bem, cabem algumas considerações: - Quanto às cotas sociais, como medida de urgência e uma resolução do problema à curto prazo, é indiscutível a sua necessidade de aplicação. O problema a ser resolvido que eu comentei: a melhoria na educação. Como virá esta melhoria? Com uma implementação a longo prazo, sem os óbices do pensamento atrasado partidário e bairrista que muito se vê na nossa política, onde oposição é oposição para atacar a qualquer custo, destruir ou descreditar a importância de tudo o que faz seu contraponto! Mas, reitero, as cotas sociais são absolutamente necessárias, e adiciono: o "curto prazo" aqui, não é questão de um ou dois anos, é o prazo que só poderá ser mensurado quando começarmos a assistir reformas reais e efetivas, enquanto elas não surgem, as cotas, como "tapa-buracos" (expressão muito quista pelos críticos de programas sociais) vão funcionando muito bem e segurando o tranco e sanando necessidades. - As cotas raciais: eu pensava assim como alguns pensam aqui, juro. Mudei meu pensamento a partir de uma reflexão muito simples: o que eu, branco e sujeito de classe média, cujo o pai sempre pagou os estudos, tenho a ver ou tenho com que me preocupar, ou mais, tenho que me sentir ameaçado com um programa de cotas raciais? Eu não tenho nada a ver com isto, portanto tenho que pensar da perspectiva do que eu chamo de uma 'indiferença positiva': dar de ombros para questões que não competem ao meu respeito se eu for criticá-las, só me importar com elas se elas forem injustas ou criminosas. Não vejo qualquer injustiça ou crime na aplicação de cotas raciais. Eu era, inclusive, do discurso das "cotas raciais fomentam o racismo". Meu Deus, como eu podia reproduzir uma opinião dessas? Que tamanha boçalidade! O racismo existe no Brasil, é um racismo cínico, velado, por vezes se manifesta em forma de humor, mas eu não enxergava isto. Também, com reflexão, observação e dados empíricos pude perceber o racismo ainda fortemente latente na nossa sociedade. - Conexão entre as duas modalidades de cotas: outra reflexão simples, que consiste no quão estranho é o fato de dados demográficos me apresentarem um Brasil de maioria negra e maioria pobre e eu não ver esta maioria negra e maioria pobre no meu trajeto acadêmico até aqui traçado (ensino fundamental, médio e superior). Outra coisa estranha, porque os dois aspectos, social e racial, são maioria paralelamente. Ora, uma coisa não exclui a outra, logo, grande maioria desta maioria provavelmente é pobre e negra, daí você enxerga o quanto a questão social está ligada à racial e a cota apenas social não cobre as duas. - Requisitos: muita gente critica dizendo que negros com condições vão se beneficiar das cotas. Bem, primeiro que, novamente os dados demográficos não mostram que os negros com condições são maioria no Brasil, depois, que eu não acredito que cotas raciais se transformaram num campo aberto, numa coisa caótica e sem regulamentação, assim como existem alguns requisitos inteligentemente apostos no procedimento de cotas sociais, não tenho dúvidas de que outros requisitos virão a completar o simples requisito da cor de pele negra nas cotas raciais. Por fim, faço uma defesa da minha 'indiferença positiva': não devo me preocupar, nem vocês, críticos, porque se todas as críticas são baseadas nos mesmos argumentos de sempre (negros com condições, nivelamento 'por baixo' da educação, desigualdade de condições entre cotistas e não-cotistas), elas nem deveriam existir. Se não for uma crítica útil, apontando falhas e prejuízos reais, efetivos, de aplicabilidade e técnicos numa política pública deste cunho, não faz qualquer sentido criticar, a não ser que no seu espírito e intenção haja puramente um ódio velado, uma inveja, um preconceito, um racismo, uma difamação ou uma falácia para mascarar a sua falta de argumentos e preguiça (de ler, pesquisar, ou simplesmente refletir atuando num empirismo dedicado).

  9. Henrique Postado em 08/Nov/2012 às 21:49

    Se as cotas fossem inconstitucionais não seriam aprovadas no STF da maneira que foi. O objetivo é justamente corrigir injustiças, muitas vezes imperceptíveis para quem não as sofre. São problemas sociais antigos, que causam disparidades. Para tentar resolver isso é que existem ações afirmativas, cotas. Negros, pobres, estudantes de escolas públias, dentre outros, sofreram no passado, muitas vezes por serem vítimas de uma educação de baixa qualidade, ou por preconceitos, o que acaba impedindo uma igualdade na hora de entrar numa faculdade. Corrigir esta situação fática de desigualdade não é injustiça. Pelo contrário, injustiça seria se deixassemos de lado estas pessoas, desconsiderando-as. De qualquer forma, considero Ações Afirmativas uma medida momentânea, uma espécie de "tapa buraco", para resolver problemas agora problemas passados, que não foram solucionados antes. Porém, o ideal seria investir no combate às desigualdades, desde o ensino fundamental, para que não se alimente mais a necessidade de cotas no Brasil.

  10. Tcherno Postado em 08/Nov/2012 às 21:50

    "O que dá doença também cura".Este principio ,os hemeopatas conhecem-no muito bem disso.Portanto,fim de papo.Ninguém exclui mais quem já esteja excluído,dando-lhe possibilidade de se elevar em termos educacionais.Esse argumento furado só pode vir de quem quer manter os negros na sarjeta.

  11. Larissa Postado em 08/Nov/2012 às 22:07

    Tcherno, pelo jeito você não deve conhecer a homeopatia a fundo. Nem a alopatia cura em si, quiçá a homeopatia. Só vejo homeopatia sendo aplicada em sintomatologia. Nada a ver essa comparação. E não sou a favor de cotas. Podem citar racismo institucional, o histórico de repressão afrodescendente no país etc... Não existe raça do ponto de vista biológico. Não vejo o porquê de colocar cotas para negros. E sim cotas para renda. Não sou racista, a meu ver, negros e brancos são iguais. Fico feliz em saber disto. Já havia lido um artigo científico da UnB a respeito do ótimo desempenho dos cotistas. Mas essa política de inclusão já está defasada. Temos que nos adequar aos novos tempos. Os negros já estão inseridos, agora é só ir pela meritocracia de cada um. Em pensar que praticamente noventa por cento dos brasileiros tem pelo menos dez por cento de seu genoma africano.

    • dennismag Postado em 31/Mar/2014 às 17:06

      Conversa pra boi dormir...negro é uma questão de cultura e identidade; se você provar que conhece e/ou já esteve com um negro ficaria muito feliz; mas tem que ser seu amigo, caso contrário o negro não está inserido e todo esse discurso é no mínimo reacionário.

  12. Yanna Postado em 09/Nov/2012 às 09:21

    Os negros já estão inseridos??? Em que mundo vc vive? Que universidade vc freqüenta ou freqüentou??? Porque na minha universidade (Unicamp), no meu curso ( Engenharia de computacao), só convivo com 1 aluno negro e que entrou por cotas... Então eu pergunto novamente... Os negros já estão inseridos??

    • dennismag Postado em 31/Mar/2014 às 17:07

      Você tem razão Yanna, a Larissa mora no país de Alice e seu frondoso coelhilho.

  13. Raoni Japiassu Postado em 09/Nov/2012 às 11:23

    Quanta confusão! 1. Não se está falando de raça no sentido biológico, e sim social. Preto, índio e branco não são raças biológicas mas qualquer um sabe a diferença entre eles. Dizer o contrário é hipocrisia. 2. Ter bom desempenho na faculdade é totalmente diferente de conseguir entrar na faculdade. Principalmente em cursos aonde os aprovados passam em média um ou dois anos fazendo cursinho. Essa é a conclusão lógica desse estudo. 3. Uma das maiores falácias atuais é que o preconceito é uma coisa que acontecia no Brasil colonial e não acontece mais. É só olhar os levantamentos do IBGE: pessoas negras e do sexo feminino recebem salários menores do que pessoas brancas e do sexo masculino que ocupam os mesmos cargos.

  14. Paulo Marcelino Postado em 09/Nov/2012 às 13:26

    Larrisa, em dias não consecutivos nesse mês,observe o que ouvi no discurso de pessoas que não se conhecem e são de posições sociais diferentes: uma estudante de licenciatura já em estágio; e duas mulheres na casa dos 40 anos da classe pobre com ensino médio completo. Essa pessoas mesmo em contextos diferentes, em lugar de dizer que o cabelo de uma criança/adolescente era crespo, disseram que o cabelo era RUIM, poderia me perguntar que maldade o cabelo fez com elas, e esse era o adjetivo menos ofensivo, se isto não expressar as diferenças sociais entre negros e brancos, o racismo mesmo, por favor, me diga o que representa. Quando fui conversar com uma dessas crianças e expressei que qualquer tipo de cabelo (crespo, encaracolado, liso ou misto) poderia ser bonito se bem cuidado e que achava cabelo crespo como o dela lindo, você não imagina a surpresa da jovenzinha, ela tem 12 anos. Já vi também mães que diziam para o filho pressionar com os dedos, indicador e polegar, o nariz para afiná-lo, o que é isso se não uma sociedade permeada pelo racismo. Permita-me contar uma história pessoal, algo que até hoje não esqueço, quando eu era criança, uns 10 anos aproximadamente, minha mãe perguntou (não lembro se no dia da consciência negra ou na abolição da escravatura) se eu conhecia alguém negro, meu pensamento viajou e não respondi, apesar de ter pensado em um vizinho da frente de pele mais escura que a minha, só que minha mãe disse para mim: "em quem você está pensando, você mesmo é negro? Nós somos negros". Porque a questão de ser negro ou branco estabelece relação com os fatores biológicos, com o cabelo ou nariz que são alvo da discriminação, mas, transcende a biologia ao se manifestar em fatores culturais que fazem com que alguém tenha uma auto-imagem negativa ou não se reconheça com negro; transcende a biologia por isso é "consciência negra", por isso, a pessoa se declara ou não negra e é um desrespeito quando, por exemplo, alguém que aplica um questionário colocar a cor da pessoa sem questionar em qual identidade sócio-cultural ela está identificada ou representada. Como você mesmo disse, Larissa, " praticamente noventa por cento dos brasileiros tem pelo menos dez por cento de seu genoma africano", mas porque muitos se reconhecem exclusivamente brancos? Porque não dão nem 10 porcento de seu tempo para defender os 10 porcento do seu genoma? Porque não dão nem 10 porcento de seu tempo para defender a cultura afro-brasileira? Desculpem, por ter fugido do assunto das cotas. Desculpe, Larissa, se em algum momento fui ofensivo.

  15. Daniel Postado em 09/Nov/2012 às 14:46

    O fato do STF ter aprovado não quer dizer que as cotas não são inconstitucionais, pois no Brasil consegue-se interpretar uma lei da forma que for mais conveniente... Todo mundo sabe disso, só não vê quem não quer. A constituição diz que todos tem direitos iguais, mas o governo ao invés de melhorar a situação dos menos favorecidos par que se desenvolva e tenham as mesmas condições de igualdade, ele tira o direito de quem batalhou para conquistar algo, e assim nivela todos por baixo, e vocês vão me dizer que isso é certo?? Isso é pensamento de gente medíocre. Os estudantes são muito otários, é só todo mundo se auto declarar negro que consegue o benefício. Quem vai dizer que o cara não é negro?? Como se determina se uma pessoa é negra ou não???

  16. Ana Gomes de Sales Pires Postado em 09/Nov/2012 às 17:28

    Caro Daniel, Se fosse nivelar por baixo os cotistas ñ teriam melhor desempenho. E ñ é qquer um q possa dizer q é negro, a certidão de nascimento é um documento q prova pois lá tem o início da genealogia do candidato citando pai e mãe. Mas, atualmente, prefiro as cotas por renda per capita e oriundos de escolas públicas.

  17. Ana Lellis Postado em 10/Nov/2012 às 18:09

    Sou a favor das cotas. Poderia alegar que: quando entrei numa faculdade particular, há 20 anos, só havia uma negra, que saiu após um semestre, pois não poderia mais pagar. Poderia dizer que o meu filho loiro de olhos claros tinha um amigo, que entrou na mesma escola, era o único negro e estudou o tempo todo com uma bolsa e, quando se formou ganhou uma música que meu filho fez e dizia: "eram 149 brancos e um negro...". Poderia também lembrar que, sem a cota para mulheres na política, iríamos continuar expectadoras... Mas não vou me estender, pois nem sei falar bonito. Só quero dizer que, embora não saiba se algum dia deixaremos de precisar disso para criar oportunidades para as pessoas discriminadas, quem não precisa, nem sempre vai entender. Sugiro que convivam com pessoas "visivelmente" negras, que não precisam alegar o fato. Ah, por acaso, meus filhos clarinhos o são por que seu pai é europeu, e eu sou branca, descendo de uma filha de escrava, nascida após a Lei do Ventre Livre.

  18. Tcherno Postado em 12/Nov/2012 às 08:08

    Larissa,não me interessa conhecer hemeopatia ao fundo,se cura "em si'' ou se cura ''per si'',pouca importância isso tem.Neste caso específico,interessa-me a mim destinguir biologia de socio-política.Uma coisa que na sua argumentação furada não voce sabe separar.

  19. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 16:46

    Guilherme, li seu texto todo, realmente as pessoas criticam por criticar sem base,sem fundamentos logicos e argumentos,isso me irrita ao extremo. Falar que o desempenho deles bom nas universidades, é a prova que nao precisam de cotas é um argumento tão ridiculo que dá até pena. Não fui eu que escravizei,nem marginalizei negros ao longo da história, isso não justifica nada, afirmam com tanta enfase isso que desconfio dessa logica, logica torta. Não estamos sendo prejudicados nem um pouco. Se um branco perder uma vaga por causa de uma cota, ele pode ficar e tem direito de ficar "sentindo-se" prejudicado. Mas aí entra o espirito humano,solidário e compreensivo que é tão escasso no ser humano, somos tão individualistas nesse sistema que vivemos, é nojento até. O branco pode ir lá novamente se caso isso acontecer e tentar e conseguir a vaga,pois o branco nunca foi marginalizado pós escravidão, sendo privado de estudo de condições de trabalho e vida durante decadas, ele nunc aperdeu um emprego por ser branco,nem foi desprezado por isso em um ambiente academico por ser minoria. Se voces realmente acreditam que a escravidão e marginalização desse povo foi injusta, não custa nada serem solidários, ou ao menos imparcial como o amigo disse,não está te afetando drasticamente para se colocar contra de tal modo. Talvez seja um racismo enraizado que nem mesmo voces percebem que tem. E as cotas é uma medida provisoria,porque com educação e oportunidade,esses cotistas terão um melhoria de vida, não serão os marginalizados da sociedade, essa questão de longa duração que a escravidão causou vai sumindo gradativamente, quando isso acontecer as cotas não serão mais necessarias. A prova disso é que eles fazem um bom uso delas. E o historico de cotas em varios setores sociais no brasil nao é novidade,porque justamente com a dos negros eu assisto a sociedade em peso se colocando contra? e nas demais não? reflitam pois o Brasil se mostra tão racista ainda no seculo 21, um racismo sinico. Acho que quem pertence a classe media e alta, está se doendo pois outros setores e classes da sociedade estão tendo os mesmos direitos de pertencer ao mundo do conhecimento,que antes só ele tinham.

  20. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 17:01

    Paulo marcelino,concordo. Não vai doar,nao vai custar ,nada a ninguem dedicar-se contra uma coisa tão sem escrupulo da humanidade, e no caso do brasil. Eu nao preciso confirmar nem saber s e tenho 10% ,20% ou trinta por cento de negro em mim, para saber oque é correto eu defender ou não, isso vai da logica da consciencia humana de cada um, envolve sentimentos que nem todos tem infelizmente,que é de partilhar as coisas boas,de ser solidario e entender que todos somos "iguais" entre as "diferenças"etnicas ,culturais, sociais, religiosas etc... Iguais em dignidade e direitos e diferentes em modos de agir,pensar e viver...sua vida,isso não significa que meu direito de pensar, deve me cegar com as injustiças do ser humano uns com os outros.Eu realmente não sei se tenho ou não algo de negro(a) em minhas veias, pois meus avos/bisavos paternos vieram da italia, e avos e bisavos maternos são do japão, mas tenho consciencia que na italia ocorreu alguma mistura,até pq o dia que italiano for "puro" a galinha aprende a voar. São tão misturados quanto nós,é que como faz mais tempo,criou-se já uma caracteristica,ou duas,ou tres que indentificamos como italianos,mas eu tenho mais cara de arabe que tudo,então quem falar que é "caucasiano" "asiatico" seja oque for puro,está blefando.Isso não existe,na aprencia fisica pode até predominar a cor branca,mas nunca se sabe totalmente de onde viemos né..ou alguem aqui sabe sua linhagem desde o inicio dos tempos? na Europa o que teve de mistura com arabes, negros, asiaticos(hindus etcc) e tem gente que acredita que nao tem o pé na africa.

  21. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 17:16

    Mesmo sem saber se lá no passado meus bisvós tiveram contato com negros,eu sempre serei a favor de tudo que beneficiar e diminuir o impacto que causou a escravidão a esses povos,e outros mais que eu por acaso tiver contato. Não preciso ser negra, ou saber que tenho descendência para SABER E FAZER OQUE É CORRETO NA MINHA VISÃO DE QUE TODO SER HUMANO É IGUAL EM DIREITOS E DIGNIDADE DE VIDA! Se isso foi tirado d ealguma forma por alguma sociedade,ela tem sim que devolver essa dignidade e direitos, vejo que usam a logica contraria de que estão sendo igualmente excludentes com as cotas,pq tira a vaga de outros "brancos" logica que cai por agua, porque este branco nunca sofreu uma marginalização social e tem "capacidade" suficiente de tentar novamente, já que ele sim está e sempre esteve inserido na socidade,e a cota´não é eterna..é apenas para dar o passo inicial, o resto é por conta de cada um deles. Falam das cotas de negros e pessoas de baixa renda.Um exemplo, estudei em escola publica no estado de são paulo, que apesar de rico tem escolas de nivel tão baixo que dá até nojo, mal administradas, professores mal preparados e muitas vezes racistas e ignorantes,não são todos, mas a situação da escola estadual na epoca que eu estudei era horrivel,por isso nunca tive base para fazer vestibulares em federais que era meu sonho, tinha que trabalhar para ajudar em casa,impossivel estudar dia e noite para tentar uma vaga, muito menos pagar cursinho.Jamais pude sonhar em tal vaga,acabei por optar na faculdade particular (por incrivel que pareça,é otima) paguei com bolsa do governo,essa é a realidade de gente que estudou em escolas estaduais. Hoje vivi uma nova era,vendo minha irmã mais nova conseguir nota excelente no enem e obter a vaga que ela queria, isso pq tambem teve uma base um pouco melhor pois a escola que estudou era uma ETEC...enfim falar que a bolsa,as cotas são ruim para sociedade,somente gente das classes privilegiadas ou gente ignorante mesmo, pois elas irão proporcionar oportunidades melhores de trabalho e vida a muita gente.

  22. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 17:28

    Negros e brancos são iguais sim, com certeza..mas isso se reflete na sociedade? eles estão inseridos? kkkkkkkkkk aonde? não os vejo nas universidades,federais e particulares,não os vejo nos circulos de "cultura" "teatro" reservados "a classes altas" estão inserido sim em todo brasil e sua cultura a fora, mas aonde "se denomina lugar bom a se frequentar, lugar de gente esclarecida e rica" a decadas eles foram marginalizados e não conseguem adentrar,vai me dizer que é por incapacidade intelectual? me poupe de blasfêmias. Querida USP é um bom exemplo. VAMOS ENTÃO PEGAR OS DADOS DE PRESENÇA DE NEGROS EM UNIVERSIDADES, ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MEDIO, VAMOS ESCOLHER OS SALARIOS MAIS ALTOS DE NOSSA SOCIEDADE JUSTA.Veja o quanto estão inseridos, e depois me fala oque achou? numero de evasão escolar(será que são incapazes de concluir o ensino medio) ou será que é por um historico de repressão social e racismo enraizado e disfarçado,até nas falas de professores.Afirmar que estão inseridos é ridiculo, parece uma fala de quem vive em uma bola de cristal e nega ver o mundo como ele é,ou é só um argumento falado sem pensar,só para falar qualquer coisa. Sabe oque significa processos de longa duração? sabe o que é mentalidade de uma determinada sociedade? ok! se sabe me entendeu,se não sabe vai estudar um pouquinho e depois tenta afirmar alguma coisa coerente

  23. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 17:46

    A mentalidade atual do brasileiro no caso discutido, foi construída durante 3 seculos de escravidão e mais umas decadas de marginalização social, e hoje eu vejo um racismo disfarçado e sinico, no subconsciente de muita gente. E processos longos assim vai demorar para serem apagados, um dos passos iniciais foram as cotas,a obrigatoriedade de ensinar nas escolas sobre a africa,já que guardamos semestres inteiros para estudar a europa "centro do universo" porque não estudarmos a africa berço de boa parte de nossa sociedade? que sempre esteve em contado com a maravilhosa europa, bem grudadinha e ligada a italia, portugal etcc...Sabemos que a mudança vai acontecer,mas talvez eu nem esteja viva para ver, mas farei o possivel enquanto viva para ajudar a modificar essa mentalidade que foi construida torta no passado, nao temos culpa,mas temos o dever de modifica-la, se não são racistas como afirmam muitos aqui,então façam algo para que a igualdade realmente seja exercida em nossa sociedade,pois oque está na constituição nunca aconteceu de fato no cotidiano brasileiro..não sejam hipocritas de pedir igualdade( dizendo que as cotas são desiguais) se ela " a igualdade" nunca existiu com os negros até o seculo passado nessa sociedade,pode estar escrito em uma falsa constituição, mas o cotidiano me mostra o contrario,e nem sou negra, mas consigo perceber isso,pois os impactos são visiveis até hoje.

  24. gabriela Postado em 12/Nov/2012 às 17:52

    um dos fatores que não ajuda a desenraizar o racismo da mente das pessoas e das ações diária de racismo, e preconceito sentidos literalmente na pele por muitos negros, é o fator cor da pele ligado a escravidão,uma ligação negativa que muitos fazem..muitas vezes argumentando incapacidade e justificando seu papel na sociedade escravista, por serem inferiores..é triste mas muitos ainda pensam assim, e como a cor é carregada pelas gerações eles sofrem a mesma hostilização que sofriam seus avós no inicio do seculo XIX...Os escravos europeus da antiga, grecia, roma etcc...escravos brancos..e servos brancos hoje se misturam aos demais,e nao se sabe quem foi e deixou de ser escravo, ou senhor. Por isso os descendentes dos escravos que não eram negros de outros periodos nem sofrem com o passado,diferente do negro,que até hoje se relaciona negro-escravidão...para ver o quanto o ser humano é preconceituoso e nem sabe

  25. Larissa Postado em 13/Nov/2012 às 22:45

    Tcherno, aah sim. Veja só. Usou um conceito de homeopatia para argumentar a respeito de antropologia. E ainda incita os meus argumentos. Bom, não irei delongar. Debater via internet é perda de tempo para mim.

  26. wallace Postado em 16/Nov/2012 às 12:29

    Camargos, os cotistas só tiram as melhores notas se tiverem condições de primeiro entrar na universidade. Na concorrência do vestibular ou ENEM, as condições são outras, porque os estudantes de diferentes perfis contam com condições educacionais distintas. Agora, o que isto demonstra, como o Ranier alertou, é quão falaciosa tem sido a ideia de que o sistema de cotas tenderia a rebaixar o rendimento das instituições universitárias.

  27. Regina Postado em 08/Dec/2012 às 17:01

    Sou contra as cotas raciais, mas a favor de que melhorem o ensino público, paguem melhores os professores e invistam em mais escolas. Já que o Brasil é para todos, que comecem oferecendo ensino de qualidade a todos e não dando muletas.

  28. Regina Postado em 08/Dec/2012 às 17:03

    Afinal, esse governo que está aí não é o primeiro a afirmar que é preciso ensinar a pescar e não dar o peixe já fisgado no anzol? As vitórias de uma pessoa têm de ser por seus próprios méritos. É isso que não ensinam.

  29. Sonia Postado em 09/Dec/2012 às 14:06

    Eu sou a favor do sistema de cotas. Concordo com o que o ex-presidente LULA disse, nós temos uma dívida histórica com a etnia negra que ainda é muito discrimada e o sistema de cotas é apenas um dos benefícios do governo, para que tenham uma vida melhor.

  30. Dr. Jaílson Mendes Postado em 13/Dec/2012 às 16:29

    Esta análise é extremamente tendenciosa. Uma coisa é pegar um grupo de cotista (vamos imaginar 10% dos alunos de um curso) conta os (90% que entrou pelo sistema normal). Esses 10% tem a obrigação de ter um desempenho maior, não por serem cotistas, mas por serem pessoas que estão ali exclusivamente para estudar, visto que muitos jovens ingressam na universidade devido a pressão dos pais.

    • Gustavo S Postado em 13/Dec/2012 às 18:57

      Dr. Jaílson (Doutor em quê?), releia o seu comentário, ele não faz o menor sentido.

  31. Fabiana Farias Postado em 21/Dec/2012 às 07:25

    Guilherme disse tudo! Parabéns por ter mudado de opnião. Tenho horror a pessoas de cabeça fechada, que vivem no seu mundinho confortável, não questionam suas próprias ideias, formando um tipo de dogma. Pensar, questionar e mudar é sempre preciso.

  32. José Calixto de Souza Filho Postado em 10/Jan/2013 às 11:27

    Duscutir cotas é um equívoco, há necessidader de discutir a educação no Brasil. Faço mestrado na Argentina, uma colega brasileira tinha como tema de tese discutir o sistema de cotas, os professores do pós grado não entenderam porque existe cotas. Simples na Argentina não existe vestibular, todos os jovens que desejarem fazer um curso superior tem seu acesso garantido, Lá 85% dos alunos de nivel superior estudam em universidades públicas, no Brasil esta relação é inversa, aqui somente os mais ricos acessam a universidade pública gratuita, os mais pobres vão para universidade privadas que tratam o aluno como cliente e a educação como mercadoria, nestas escolas não existem cotas nem vestibular, basta pagar e obter o diploma. O processo de privatização iniciado nos ano 70, avança agora com o PROUNI, garantindo aos pobres uma educação superior subordinada e o lucro das empresas de "educação" privadas. A discussão das cotas é como areia nos olhos, tira o foco dos verdadeiros problemas da educação brasileira, vamos discutir o as verbas para educação, a democratização da educação para as classes de menor renda, oferecendo ensino de boa qualidade para todos. Isto só será possível quando a sociedade brasileira valorizar a educação, Cristóvão Buarque (não sei como se escreve: Cristovão ou Cristovam) eum artigo publicado na revista carta capital se expressa da seguinte forma: "No Brasil um cidadão fica indignado quando alguém risca a pintura do seu carro, mas não se preocupa em verificar se o professor do seu filho não faltou na escola". Quando a educação se transformar num valor para toda a sociedade brasileira, deixaremos de discutir cotas, para discutir educação.

  33. May Postado em 21/Jan/2013 às 21:20

    Hum. Interessante! Mas ainda não tira a visão desconfiada que tenho de cotas. Na minha opinião, elas são quase uma aberração, não pela existência delas em si, mas pelo motivo pelo qual foram criadas: para tentar diminuir a desigualdade. Engraçado que ninguém tenta cortar o mal pela raiz; cadê o esforço para melhorar a educação básica nas escolas públicas? Se todo mundo pudesse aprender o suficiente na escola, ninguém precisaria de cota nenhuma para entrar em curso superior nenhum. E quando vêm pessoas me criticar, dizendo que nada tenho a ver, afirmo uma coisa: tenho a ver, sim. As cotas não criam um espaço a mais para quem precisa; fazem isso em detrimento de quem realmente cravou uma nota para passar por si só. E além do mais, quem quer subir na vida consegue, sim. A família da minha mãe viveu com salário mínimo por anos (meus avós são imigrantes), mas ela trabalhou, pagou o próprio cursinho (que fez no mesmo ano do terceirão) e passou numa faculdade, sem cota, sem nada. Terminou o curso também, embora não fosse de muito prestígio (enfermagem). E isso sem o apoio da própria família. Minha mãe cresceu em situação semelhante à de muitos que não terminaram o fundamental; não dá pra dizer que é a condição financeira que determina o futuro de alguém.

  34. Isaac Postado em 23/Jan/2013 às 05:16

    Guilherme, li seu texto e pra ser sincero não consegui crer que vc é branco de classe média, eu jamais imaginaria que um tipo como o seu teria uma opinião tão sóbria e consciente como esta, não pela inteligência é claro, mas pelo desprendimento e visão cidadã que vc demonstrou, estou maravilhado que existem pessoas do seu nível social expondo esse tipo de argumentação, vc é um exemplo para toda a classe média e alta do país, sua sensibilidade, sinceridade e percepção foram de uma singularidade, uma raridade esplêndida, ao mesmo tempo que me entristece não ler e ouvir mais disso em outros ambientes, de qualquer forma propague sua opinião,a sua análise para os quatro cantos do Brasil, para que a verdade toque na consciência das pessoas e as permitam ver e sentir como a justiça pode transformar vidas.

  35. GOON Postado em 01/Mar/2013 às 01:56

    Pensei que era os estudantes do PROUNI e Sisu

  36. Ravi Cajú Postado em 10/Mar/2013 às 10:09

    A crítica às cotas, no que diz respeito à diminuição da qualidade das universidades federais, passa pela premissa que os vestibulares são perfeitamente capazes de selecionar os melhores profissionais... e ai mora, ao meu ver, o grande equívoco.

  37. HASSAN KALEB Postado em 20/Mar/2013 às 19:16

    Chega, basta!!!! a população negra e pobre ainda sofre com a escravidão, a sociedade ainda é escravocrata é quer se manter assim.Procurem ler este texto:Há exatos cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: o pernambucano Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão”, como lembrou na semana passada Marcos Vinicios Vilaça, em solenidade na Academia Brasileira de Letras. Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade. Ainda que não aceitemos vender, aprisionar e condenar seres humanos ao trabalho forçado pela escravidão – mesmo quando o trabalho escravo permanece em diversas partes do território brasileiro –, por falta de qualificação, condenamos milhões ao desemprego ou trabalho humilhante. Em 1888, libertamos 800 mil escravos, jogando-os na miséria. Em 2010, negamos alfabetização a 14 milhões de adultos, negamos Ensino Médio a 2/3 dos jovens. De 1888 até nossos dias, dezenas de milhões morreram adultos sem saber ler. Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas. Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais. Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos. Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores. Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade. Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão. A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação. Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão. Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar. Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço. Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação. Quero deixar bem claro este texto é do Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, é senador pelo PDT-DF. Ao terminar sua leitura pude perceber que eu, menino pobre, criado em periferia, ao lado de gente que, presta e gente qua não vale nada, posso ter acesso ao ensino superior através do sistema de cota, pois estudei e muitas vezes saciei a minha fome e minha sede na escola, por muitas vezes sendo esta a única refeição do dia. Agora me aparece um monte de demagogo de plantão querendo falar de mérito, racismo rsrsrsrsrs Faço DIREITO E NA UERJ chupa essa manga azeda, vc que faz parte desta sociedade hipócrita

  38. Danilo Postado em 21/Mar/2013 às 08:21

    Postei meu relato explicando que em engenharia isso não ocorre, mas esse site aprendeu a censurar muito bem (acho que aprendeu com o próprio governo que critica). Em engenharia o rendimento é menor e são poucos que vão em frente com o curso, a maior parte desiste pelo caminho (ok, isso ocorre com nào cotistas tbm, mas no grupo dos cotistas é maior) e olha que tanto professores e alunos dão uma puta força para os cotistas. HAH!, e isso ninguém fala né ?, os professores praticamente adotam e dão tratamento especial para esses alunos, esses sim estão fazendo algo.

  39. nicole Postado em 28/Apr/2013 às 12:31

    Os cursos de humanas são subjetivos. Provavelmente os professores recebem orientação para pegar leve com cotistas, asism as universidades podem fazer esse tipo de estudo fajuto e justificar as porcarias que o governo faz. Mas não adianta. A esquerda acabou com a educação pública básica e vai acabar com a edicação pública superior também. Tudo em que vcs tocam fede. ELitistas.

    • Andressa Postado em 26/Jun/2014 às 22:58

      Professores recebem orientação para pegar leve com os cotistas??? Não sabia que os cotista tem um crachá de identificação. Nunca vi tratamento diferenciado dos alunos. Alguém já viu isso???

  40. Elen Postado em 22/Jun/2013 às 02:56

    Não sou a favor das cotas raciais, no entanto, aprovo as cotas para estudantes de escolas públicas. Estudei em escola pública e por conta própria, após o término do Ensino Médio, estudei para entrar na USP, em Letras, se tivesse um sistema de cotas, eu faria Biologia, no Ensino Médio perdi mais da metade das aulas por falta de professores, fora a rotatividade destes. Mas por ler muito, assistir programas educativos, acabei suprindo parte da defasagem do ensino público. Os alunos de Escola pública, sem distinção de cor, mereciam um percentual de 50% das vagas em Universidades Públicas. Sou professora e infelizmente, com todo investimento que se faz em Educação, em S. Paulo, livros didáticos e de literatura, apostilas cadernos, materiais. Os alunos não valorizam, rasgam, estragam, depredam todo o patrimônio público e entram na 5ª série sem saber escrever o próprio nome. Os salários dos professores, estão há anos defasados, o que obriga a maioria deles a trabalhar em dois ou três períodos, muitos vivem de licenças, pouco se importando com a lacuna que restará na educação das crianças e adolescentes. E por fim, existe a falta de uma cultura de valorização do ensino, pelos próprios pais e familiares, de todo sociedade em geral e dos políticos eleitos.

  41. leila xavier Postado em 27/Aug/2013 às 11:21

    Mas um motivo para não existir cotas!!!!!!! A PROVA TÁ AÍ NA CARA DE TODOS... COTAS GERAM MAIS PRECONCEITOS!!!!

  42. Mariane Postado em 10/Jun/2014 às 14:04

    Beleza... Então pode acabar com as cotas já!

  43. Guilherme Ferreira Postado em 21/Aug/2014 às 01:45

    Isso daí é mentira... É óbvio que os alunos que vieram das melhores escolas (a maioria delas privada, obviamente...) obtiveram os melhores desempenhos na Universidade. http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/04/1269984-cotistas-tem-desempenho-inferior-entre-universitarios.shtml Ps: Deixem de contar o desempenho dos alunos oriundos das escolas militares (todas públicas...), que daí o índice dos cotistas desaba!