Luis Soares
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Corrupção 06/Jun/2012 às 18:25
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Cesar Maia (DEM-RJ) tem seus direitos políticos cassados por 5 anos

Depois do maior expoente do DEM no Senado Federal, Demóstenes Torres, cair em desgraça por amizade com Carlinhos Cachoeira e o Presidente Nacional do partido, Agripino Maia, se enrolar em escândalo milionário no RN, ex-prefeito do Rio perde direitos políticos por 5 anos

cesar maia direitos políticosO pesadelo do Democratas não tem fim. Depois de perder seu grande expoente no Senado e ver seu presidente nacional enrolado com esquema de corrupção na inspeção veicular do Rio Grande do Norte, o partido levou mais uma bordoada. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia foi condenado ontem (5) à perda dos direitos políticos por cinco anos, em processo na Justiça do Rio de Janeiro.

A ação que desembocou na condenação foi proposta pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e questionava um contrato feito em 2004 pela Rio-Urbe, uma autarquia municipal, e a Studio G Construtora Ltda para a construção da Igreja de São Jorge, na Zona Oeste da cidade. À época, a obra, que custou R$ 149.432,40, foi considerada ilícita pelo Ministério Público.

Além dos direitos políticos suspensos, Cesar Maia e outros três réus foram condenados a ressarcir os cofres públicos com o valor da obra. Ainda cabe recurso à decisão.

Arquidiocese do Rio de Janeiro também é condenada

De acordo com a decisão, todos os réus, e aí também estão incluídos a RioUrbe, a Studio G Construtora, contratada para realizar a obra, e a Mitra Arquiepiscopal, setor da Arquidiocese do Rio de Janeiro responsável pelo patrimônio da Igreja, devem ressarcir integralmente o erário no valor fixado no contrato, ou seja: R$ 149.432,40, corrigidos monetariamente e com juros de 1% ao mês desde o começo do processo, em julho de 2009.

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Na ação, o Ministério Público afirma que a “Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro enriqueceu ilicitamente ao aceitar usar o imóvel construído pela prefeitura com a utilização de verbas públicas”.

Na ação, Jorge Roberto Fortes, que era o diretor-presidente da Rio-Urbe, negou a prática de improbidade administrativa, esclarecendo que “construir uma igreja para que fiéis de uma região carente do município tenham onde praticar seu credo não se enquadra em ato de improbidade e não importa em estabelecer culto oficial”.

Procuradas pela reportagem do G1, a Arquidiocese do Rio não respondeu às ligações, e a RioUrbe ficou de dar uma posição sobre o assunto. Os ex-funcionários da RioUrbe não foram localizados.

“Determino a proibição de todos os réus de contratarem com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos”, escreveu ainda o juiz, na decisão.

Agências

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Comentários

  1. JOÃO SZABO Postado em 07/Jun/2012 às 09:01

    Vou esperar sentado que a sentença transite em julgado, pois ainda, pelo que se depreende, temos o “árduo” caminho da segunda instância, onde as coisas são mais fáceis para o acusado. Se isto ainda não resolver, temos ainda, o STF, que por ser uma instituição política, dependendo do momento político deverá absolver o denunciado e ora condenado. Então vamos devagar que o santo é de barro, Se estamos lidando com corrupção, não esqueçamos que a corrupção, no Brasil, esta incrustada em todos os setores da vida pública, e em todos os níveis. Acho esta cassação, por ora, apenas uma retórica forense. Acho que até o magistrado que a exarou, tem dúvidas se será mantida, pois sabe que condenou um político, num país chamado Brasil.

  2. Nicolau Postado em 07/Jun/2012 às 23:26

    Enquanto com concessões do PT as TVs exibem Reality Shows e afins, um católico praticante é punido por construir uma capela. Esse é o retrato atual do Rio de Janeiro e do Brasil

  3. padre eduardo kovak Postado em 31/Jul/2012 às 09:03

    parabéns para esses juízes...agora vamos vê isso!!! macha para jesus contou com o apoio financeiro da prefeitura para sua realização. Por meio da Riotur, a prefeitura destinou R$2,48 milhões para a organização da Marcha. Porém parte desse dinheiro será devolvida pela organização do evento, já que ele não foi totalmente usado na execução da marcha. pastor assembleiano se comprometeu a devolver R$410 mil que não foram utilizados porque a Associação Vitória em Cristo, presidida por ele, também colaborou financeiramente com o evento. È meio complicado entende isso....o ex-prefeito cesar maia nao pode construir a igreja...mais eduardo paes pode dar dinheiro publico para igreja evangélica. Eu acho que esse juiz é evangélico....vê o rapo dos outros....mais do próprio nao vê...por isso eu acho que deveria voltar a tribunal do santo oficio(Inquisição). Ass: Padre Eduardo Kovak