Redação Pragmatismo
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Mídia desonesta 09/May/2012 às 00:17
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Globo parte para o ataque contra Blogosfera, que responde à altura

Globo inicia o texto através de uma desqualificação grosseira. Baixou o nível. Blogs não tem obrigação de ser neutros, nem de apoiar, nem de ser críticos. Blogs políticos nascem do desejo pessoal de cidadãos brasileiros de expressarem sua opinião. Chamá-los de chapa branca é aplicar-lhes um conceito já meio anacrônico do jornalismo comercial.

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Globo vira fera e sai em defesa de Roberto Civita, o Murdoch brasileiro

O material de que trata a exposição a seguir é elaborado por Miguel do Rosário, editor do site O Cafezinho. Nada além do que uma precisa resposta ao desonesto editorial da última terça-feira do jornal O Globo. O ‘jornalão’ se esforçou para responsabilizar as mídias alternativas por ataques à revista Veja com o intuito de blindar o patrono da semanal, Roberto Civita, que, de acordo com O Globo, é vítima de uma conspiração inaceitável. A análise de Miguel desmonta detalhadamente todo o oportunismo adotado e revela que inaceitável é, na verdade, o jogo de influências e interesses escusos que pauta a linha editorial de uma publicação que insiste em insultar a inteligência do povo brasileiro.

Miguel do Rosário

Não é a primeira nem será a última vez que o jornal Globo ataca frontalmente a blogosfera. Tanto é que já estamos com casco duro e nem damos bola. Vale a pena analisar, porém, detidamente o editorial desta terça-feira do jornal O Globo, onde os platinados tentam matar dois coelhos de uma vez: blindar a revista Veja e desqualificar o pensamento que diverge da mídia corporativa em geral.

Usemos aquele método de fazer comentários intercalados. O editorial está em negrito, meus comentários em fonte normal:

Roberto Civita não é Rupert Murdoch
O Globo – 08/05/2012

Comecemos pelo título. Evidentemente, Civita não é Murdoch. É pior. Murdoch queria só ganhar mais dinheiro. Civita queria ganhar mais dinheiro e derrubar governos. Murdoch espezinhava celebridades, divulgando fofocas e intimidades. Civita aliou-se a um mafioso para espionar autoridades com objetivo de chantageá-las e obter vantagens financeiras e políticas. É como se descobrissem que a Fox aliou-se a Bin Laden para tentar derrubar Obama, ou que o Times aliou-se à máfia chinesa, que lhe fornecia vídeos oriundos de grampos ilegais, com objetivo de derrubar o primeiro-ministro inglês.

Blogs e veículos de imprensa chapa-branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

Globo inicia o texto através de uma desqualificação grosseira. Baixou o nível. Blogs não tem obrigação de ser neutros, nem de apoiar, nem de ser críticos. Blogs políticos nascem do desejo pessoal de cidadãos brasileiros de expressarem sua opinião. Chamá-los de chapa branca é aplicar-lhes um conceito já meio anacrônico do jornalismo comercial. É ofensivo e equivocado. O Globo jamais chamou o blog da Veja, ou a própria Veja, que são notoriamente pró-tucanos, de chapa-brancas em relação ao governo de São Paulo. Na verdade, com o aumento do poder da mídia, somado às circunstâncias políticas e históricas da democracia brasileira, de repente ficou muito conveniente para a imprensa corporativa alardear sua ideologia de que “jornalismo é oposição”. Pena que não fez isso durante a ditadura brasileira, quando serviu à esta com submissão voluntária.

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Além disso, Globo difunde uma inverdade ao atribuir a postura dos blogs a uma estratégia de “linha auxiliar de setores radicais do PT”. A indignação pública contra os desmandos de Rupert Murdoch não veio de setores esquerdistas radicais, assim como a indignação contra a Veja também funciona num diapasão muito acima do PT, quanto mais de suas alas radicais. É um movimento popular autêntico. O PT é que se identifica com ele, e não o contrário. E a campanha não é organizada, como são as campanhas “anti-corrupção” patrocinadas pela mídia e setores do conservadorismo. Aí sim, há dinheiro e espaço nos jornais, em ações coordenadas que usam oportunisticamente a luta contra a corrupção para fazer proselitismo ideológico barato.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo. É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Rousseff, com a liberdade de expressão.

O que o Globo chama de retaliação, seria mais apropriado chamar de reação natural. Reação não apenas de petistas, mas de amplos setores da intelectualidade, e da esquerda em geral, e não só do Brasil, mas de todas as Américas (incluindo aí os EUA), às consequências nocivas da concentração da mídia ao processo democrático. Esta é uma crítica que se faz desde Cidadão Kane, de Orson Welles, filmado em 1941. É uma crítica democrática, saudável. Ou o Globo acha que devemos achar muito normal que uma revista use, ao longo de vários anos, grampos clandestinos fornecidos por uma máfia sinistra, fazendo matérias que beneficiam financeiramente este grupo e a própria revista?

A mídia omite a si mesma de suas análises políticas. Ela se trata como uma espécie de deidade intocável, a “imprensa independente”, ou “imprensa livre”, quando na verdade sabemos que são empresas com interesses econômicos muito específicos. A Veja, por exemplo, tem empresas que vendem livros didáticos para o Estado, e tem faturado milhões com esse negócio, onde há uma relação promíscua entre política, imprensa e, como agora está claro, máfia.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta. As gravações registraram vários contatos entre o diretor da sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr., e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

Exatamente, a “manobra” se baseia em grampos legais. Quer dizer que o Globo defende que apenas ele pode “manobrar” grampos, de preferência ilegais?

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”. Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas-brancas, devidamente replicadas na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia. Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento – sem o qual não existe notícia – têm destaque, pela sua importância. Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato. Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

A comparação é válida, e Civita leva a pior, como já expliquei acima. Murdoch espionou a privacidade alheia. Civita aliou-se à uma máfia política. Há várias gravações que mostram uma relação promíscua entre a revista e o bicheiro sim. Globo quer tapar o sol com peneira. Além disso, há muitas gravações que ainda não chegaram ao conhecimento do público. Há sim uma indignação muito grande de amplos setores da sociedade contra a ética jornalística da Veja. E contra o Globo também. Os platinados tentam blindar a Veja porque tem medo que sejam atingidos por algum petardo similar, visto que as reportagens que Civita publicava, a mando de Cachoeira, repercutiam imediatamente no Globo, em especial no temível Jornal Nacional. Na verdade, a Veja era apenas a porta de entrada para o noticiário televisivo, onde, aí sim, os estragos políticos contra os inimigos do esquema Cachoeira (honestos ou não) eram quase sempre fatais. Eu não engulo aqueles 7 a 8 minutos que o Globo deu a Rubnei Quicoli, bandidinho de terceira categoria, ex-presidiário, no Jornal Nacional, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, com base em matérias da… Veja.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia.” E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

Os princípios editoriais do Globo são uma piada de mau gosto. O grupo Globo se transformou numa empresa que oprime ideologicamente seus jornalistas, violentando-lhes a liberdade de se manifestarem politicamente. O Globo é inimigo da liberdade de expressão de seus próprios empregados. Princípios não valem nada, além disso, se não correspondem à prática. O Globo escolhe despudoradamente suas fontes de acordo com seus interesses políticos, e sua lealdade não é com a notícia e sim com a ideologia dos patrões, mesmo que para isso precise sacrificar a notícia.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros. O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o Garganta Profunda, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas. Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

Uma coisa é o vazamento ilegal de grampos realizados com autorização judicial. Não é um crime tão grave, embora também tenhamos aí uma situação muito irregular e, às vezes, perigosa, já que se formam conluios interessados entre setores da polícia e imprensa. Outra coisa é o vazamento de dados sigilosos bancários e fiscais. Aí temos um crime grave contra a privacidade, que tem sido muito raro nos últimos anos. O vazamento dos dados do caseiro Francenildo, por exemplo, derrubou um ministro da Fazenda. O Globo sempre atacou com muita virulência esse tipo de prática, então fica incongruente pregar o “locupletemo-nos todos” apenas para defender o uso de grampos clandestinos pela revista Veja.

Uma terceira coisa, porém, totalmente distinta, é usar grampos ilegais, pagos e realizados por uma máfia política, que tem naturalmente interesses financeiros escusos em divulgá-los. É um crime infinitamente mais grave. A comparação com o caso Watergate é descabida também por causa disso. A fonte era um alto funcionário do FBI, ou seja, alguém do Estado, não era um membro do esquema Cachoeira, um bandido corrupto, com interesses partidários, como eram as fontes de Veja.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT. Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Rousseff, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

Mais uma vez a mídia omite seu próprio poder, além de mentir. Houve sim desmentidos, fortes, dos envolvidos. A presidenta Dilma demitiu alguns ministros sem prova, por conta da instabilidade política provocada pela própria mídia. Alguns talvez tivessem culpa no cartório, como aliás quase todo ser humano tem, mas sua maior culpa consistia em serem ministros de um governo trabalhista. As crises ministeriais tinham início através de uma denúncia, mas depois nem importava que essas denúncias não fossem verdadeiras: iniciava-se uma campanha maciça, organizada, para derrubar aquele alvo específico, atacando membros do partido, mesmo que nada tivessem a ver com o acusado. Foi o caso de Orlando Silva, em que a mídia começou a atacar o PCdoB de forma generalizada, inclusive Manuela D’Ávila, quadro importante do partido e ao mesmo tempo vulnerável por ser candidata à prefeitura de Porto Alegre, disputando um eleitorado fortemente politizado e, por isso, sensível a campanhas de imprensa. A mídia não perdoa nem a família. No caso do Sarney, não escapou nem uma neta de menos de 20 anos, que cometeu o crime terrível de ligar para o avô e pedir emprego para o namorado. Quando os envolvidos são aliados da mídia, aí a blindagem é completa. Demóstenes Torres ligou para Aécio para pedir emprego para a prima de Cachoeira, foi atendido, e não se criou escândalo nenhum. Ou seja, os Princípios do Globo me parecem bem flexíveis.

O editorial do Globo, por outro lado, corresponde a mais um atestado de que a blogosfera vem se tornando cada vez mais influente. É um contrapeso importante à mídia corporativa. É um verdadeiro ombudsman coletivo e independente do trabalho da imprensa brasileira. Em nome da liberdade de expressão, da democracia, do jornalismo, o Globo deveria agradecer a blogosfera, que lhe presta um serviço, gratuitamente, permitindo-lhe aprimorar-se. A imprensa, pressionada pela blogosfera, se vê obrigada a frear um pouco o conservadorismo doentio, fanático e partidário para o qual parece eventualmente enveredar.

Nem sempre a blogosfera está certa. Mas ela não se pretende infalível. A blogosfera é, na maioria dos casos, assumidamente tendenciosa, ideológica, partidária, ou seja, totalmente oposta à neutralidade higiênica e hipócrita da imprensa corporativa. A blogosfera, todavia, é bem mais livre das amarras que prendem jornais a uma série de interesses econômicos. Blogueiros e comentaristas não são amordaçados pelos “códigos de conduta” que alguns meios impõem – tiranicamente – a seus empregados. Como blogueiro, observo às vezes até meio estupefato como as mesmas massas que apoiavam a Dilma, de repente passam a criticá-la ferozmente no dia seguinte, para voltar a apoiá-la posteriormente, tendo como base sempre e exclusivamente a independência de seu juízo. As massas blogosféricas (hoje integradas em redes sociais) são instáveis, anárquicas, imprevisíveis e livres, como jamais a imprensa, ou a velha mídia, será. Ao detratá-la, portanto, o Globo ataca o próprio símbolo da contemporaneidade, e dá recibo de sua insegurança perante um novo mundo.

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Comentários

  1. José Lara Postado em 09/May/2012 às 01:03

    Muito Bom... Toma Globo, Mídia manipuladora, interesseira...Além disso tudo q foi mencionado no texto A Globo deixa cada vez mais claro que quer deixar a população alienada, apegada a cultura inútil... Vejam por exemplo a última novela. Veja as músicas, inclusive a de abertura (dança kuduro)...Agora me diga, não podiam fazer algo mais beéfico, produtivo p/ nós em pleno 2012. Passam novelas há 30 anos, e 3 vezes ao dia..Ta louco, é demais. Muitos donos de afiliadas são políticos. E eles, junto com essa mídia, não querem te deixar inteligente, reflexivo, pensante. Não...Eles querem somente que vc assista...Somente isso...assista e se esqueça do mundo....Invés de falar de coisas relacionadas a cidadania, só falamos de novelas, futebol, as desgraças que passam na TV (morte, roubo, e tudo mais), bunda, peito, música horrível, festa, cerveja, carnaval, carro, ganhar dinheiro fácil, por fim, TER ORGULHO DE SER BRASILEIRO, tipo, carioca malandro, paulista esperto, nordestino guerreiro, gaúcho tradicional, e por ai vi...Nos classifica em grupos, e nos fazer acreditar que esse é o ideal...

  2. José Lara Postado em 09/May/2012 às 01:05

    Pra quem tiver um tempo...É grande, mais de uma hora...MAs vale a pena ver inteiro...De preferÊncia sem interrupção...Com atenção... Vc aprenderá muito sobra o sistema brasileiro. Veja a discrição do vídeo. http://www.youtube.com/watch?v=6uLkX662iEM Eu Fabio Alex, pesquisei muito até achar este vídeo na íntegra e sem edição posterior. Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. - Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. - Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. - Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. - Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane" http://www.youtube.com/watch?v=6uLkX662iEM

  3. José Lara Postado em 09/May/2012 às 01:08

    anhar dinheiro fácil, por fim, TER ORGULHO DE SER BRASILEIRO, tipo, carioca malandro, paulista esperto, nordestino guerreiro, gaúcho tradicional, e por ai vi…Nos classifica em grupos, e nos fazer acreditar que esse é o ideal… Na verdade quis dizer TER ORGULHO DO JEITINHO BRASILEIRO Devemos ter orgulho de ser Brasileiros, temos um país enorme, rico em água, petróleo, florestas, minérios, terras aráveis, muita biodiversidade, e tudo p/ crescer muito...Somos o Celeiro do Mundo...Só precisamos nos vencer dessas correntes que nos prendem ao comodismo

  4. aNTONIO kLEBER mATHIAS nETTO Postado em 09/May/2012 às 01:14

    ÂNSIAS DE VÔMITO! SOBRE O EDITORIAL DO JORNAL "O GLOBO", DE HOJE (8.5.2012). Ao iniciar a leitura do jornal O GLOBO hoje, pela manhã, senti um bafo latrinário de intensidade forte. Mais uma vez, acionei a descarga, para lançar à vala cloacal o pútrido material que me chegara. Trata-se do Editorial intitulado "Opinião" do diário oposicionista "O Globo", integrante do Partido da Imprensa Golpista ...– PIG. Os mentores, sabemos, são os irmãos Marinho; o escriba, Merval Pereira saberia nos informar com precisão. Aos fatos. Ali se afirma que Roberto Civita (Editora Abril – Revista Veja) não é Rupert Murdoch. Correto, pois Civita é infinitamente pior, mais acanalhado e partidarista do que Murdoch. O patrono da Revista Veja banca o que há de mais sórdido na imprensa tupiniquim; o que há de mais espúrio, nefasto e repugnante do jornalismo nacional. Ele, Civita, desenvolve atividade propagandista muito aproximada à que Hitler levava a efeito na Alemanha, no processo de envolvimento da população em seus desígnios, até que suas idéias, de tanto se submeterem á propaganda, encontrarem receptividade no seio das massas, fossem fundamentadas na verdade e na moral OU NÃO. Civita respalda "jornalistas" que nasceram profissionalmente com o sangue sujo e ardente, integrados à rede de informação apenas para injuriar, caluniar e difamar políticos e homens públicos em geral, estejam eles ligados ou não aos fatos trazidos à baila pelos maqueadores de plantão. Tangente aos crimes contra a honra, Civita mantém no quadro de redatores de sua revista uma verdadeira horda delinquencial. Nesse sentido, sempre foram suspeitíssimas suas canetas, algumas alcançando a raia do absoluto desplante, ao ofender sistematicamente o Presidente da República com palavreado chulo, sórdido, desrespeitoso, com ilações virualentas e acusações mentirosas. Tudo isso sem qualquer motivo, ou, quando o apresentava, sem qualquer plausibilidade passível de reações tão ferozes e odientas. Um dos "calunistas", cansado de não obter resposta – Diogo Mainardi – pediu o chapéu e partiu rumo à consolidação do ostracismo a que faz jus. O Jornal "O Globo", como soe acontecer com toda a Organização Global – raríssimas exceções, encontradas no elenco das novelas, casos especiais e minisséries – defende Roberto Civita e a Veja, porque comunga em grande parte com seu pensamento (forjado nos panelões da direita mais imunda, condensado no princípio do "quanto pior, melhor"). As burras desse tipo de imprensa só estufam à força das moedas, quando um País mergulha nas radicalizações político-ideológicas, nas conturbações institucionais, nos confrontos sociais de origem religiosa, econômica ou político-partidária, nas ameaças a normas constitucionais pétreas, enfim, o país tem que se encontrar sob o jugo de alguma confusão intestina, porque é nesse mar revolto que muitos órgãos da mídia lança seus anzóis, sob a propaganda do "quem der mais leva a manchete favorável", isto é, "terá nosso apoio perante a opinião píblica, terá a comunicação a seu favor". Essa gente não tem ideologia e sua partidarização é sintomática, estando dirigida a interesses materiais (Basta lembrar das Organizações Globo, durante o golpe militar de 1964. Ali, os governos militares, em troca de propaganda, encheram os cofres da empresa jornalística dos Marinho. A História não esquecerá de reavivar esta mancha!). Quem não sabe que não há nada mais sujo do que o pensamento de Direita? Só mesmo os da Direita desconhecem essa realidade! Pode-se afirmar que a conduta do Jornal O Globo é estarrecedora, lançando-se de corpo e alma em defesa de um veículo informativo (Veja), como se fora ele próprio o acusado por tanto vandalismo moral. A Veja não dignifica o jornalismo brasileiro, ao eleger um crápula, um delinquente, Carlinhos Cachoeira, para pautar o noticiário de sua revista semanal, sempre com matéria de capa. Cachoeira ET catrefa escolhiam o que publicar ou não. Uma vergonha! Enojante! Hipócrita, o autor do editorial chega ao desplante de dizer que "comparar Civita a Mendoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia", como se a Revista Veja estivesse num pedestal que abrigasse santos e anjos. O autor do editorial não é só hipócrita, artimanhoso e por aí afora: ele é muito cínico, também, ao lado de um exercício marcado por extrema cafajestice, que é o de tentar levar ao povo brasileiro uma imagem inocente de quem não passa de um pulha: Roberto Civita. O Autor do Editorial chega a acanalhar-se, pela visível subserviência aos patrões, ao tentar estabelecer parâmetros éticos na conduta da Veja, destacando que "cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento (repórter-fonte) – sem o qual não existe notícia – tem destaque pela sua importância". A retórica marca o discurso engabelador do autor do Editorial, onde, cheio de rococós, tenta lançar um fruto sem espinhos para o prazer do leitor, esquecido de que se trata de fruto venenoso o que ele serve em sua bandeja de lata. As Organizações GLOBO não tem legitimidade para empunhar a bandeira de ética. Seu passado não recomenda nesse sentido. Sofismas à parte, o editorialista diz tudo o que não faz em sua redação, onde, chafurdados na lama do crime, despejam acusações e ódios diariamente em suas páginas oposicionistas. É claro que todos sabemos da existência de regras, até mesmo porque limites éticos hão de ser respeitados. Mas essas regras jamais foram atendidas pelos Marinho, cujo maior desiderato é escrachar com a conduta de gente séria! No caso da Veja, as "regras de relacionamento" trazem a mão de direção invertida, pois, aqui, quem dá as cartas é o informante. O dono da fonte é quem diz o que o jornalista e a revista têm que fazer. Se Cachoeira quer azul, a revista tem que colocar azul; se quer verde, verde será a cor! O profissional é apenas o veículo, "leva-e-traz" dos objetos da acusação falsa, da injúria, do crime, com plantação frequente de "corpos de delito" fabricados nos subterrâneos da delinqüência astuta, ora em Goiás, ora em Brasília, ora em São Paulo, ora no Rio de Janeiro. Afora as escapadas eventuais aos demais Estados da Federação, onde seja fácil encontrar a matéria-prima de seus crimes, viabilizadores de seus interesses maiores, que circundam entre o dinheiro fácil e o Poder. Assim, o jornalista é sempre o garoto de recados, o office boy dos acontecimentos. Diga-o PJ. Como aliados dos criminosos da VEJA, o editorialista e os irmãos Marinho, aí presentes toda a catrefada das redações da mídia escrita, falada e televisiva, trazem à colação um dos itens de seus Princípios Editoriais, querendo fazer crer a nosotros que tais princípios estejam sendo por eles respeitados: "(...) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalismo é com a notícia". Será mesmo que o pessoal da Globo acha que o povo brasileiro é otário? A não ser que estejam aconselhando ao astuto Santo Policarpo, da VEJA, a ser ético no exercício de sua profissão. Esse assunto é assaz nojento. Precisa ser regulamentado, primeiro para diminuir a quantidade de hipócritas e cínicos das redações de nossos meios de comunicação. Depois, abater tantas quantos sejam os canalham que plantam mentiras no frontispício dos nossos meios de comunicação. Paro por aqui. Tudo o que se lê desse editorial é asqueroso, repugnante. O pensamento é a síntese do que pensam os proprietários do Jornal O GLOBO, que odeiam Lula, Dilma Rousseff e a todos que trabalham pelo progresso do Brasil. Quem escreve? Ah, perguntem ao subserviente Merval Pereira. Sinto ânsias de vômito quando falo dessa gente!

  5. sonia Postado em 09/May/2012 às 08:01

    Perfeita a analise. E concordo que Civita é muito pior que Murdoch...

  6. Saulo Araújo Postado em 09/May/2012 às 08:41

    Murdoch made in Brazil... Em Londres os escândalos da imprensa envolviam a Família Real, e celebridades... Nas Terras Tupiniquins, Civita se envolve com Bicheiro/Bandido... Somente o Brasil produz essa diversidade única! Que a VEJA é tendenciosa, VEMOS a muito tempo..

  7. Luciano Postado em 09/May/2012 às 10:17

    Murdoch, na frente de Civita/Globo, é um santo! Cara, esse foi o melhor post que já li na blogsfera. Parabens!

  8. Tom - O porquê Postado em 09/May/2012 às 10:28

    Muito estranho este jornaleco deste grupo dito jornalístico advogar a seu favor com relação ao uso de grampos ilegais. Lembro-me do caso Daniel Dantas, em que o principal culpado foi o delegado que se utilizou de grampos ilegais para produzir provas contra o banqueiro. Agora, a coisa muda de figura: o veículo de mídia afirma que os grampos ilegais são necessários? Como diz esta resposta: piada de mau gosto.

  9. Julio Rocha Postado em 09/May/2012 às 12:27

    Durante a ditadura a Globo era Chapa Verde Oliva!

  10. Hélio Praciano Postado em 09/May/2012 às 12:28

    Este tipo de materia tem que ser difundida amplamente. As pessoas só leem as manchetes.

  11. Nilson Moura Messias Postado em 09/May/2012 às 21:58

    Miguel, você entrou na lista dos caras. Você é o cara. Isto não é uma resposta, é uma retaliação. Altíssimo nível.

  12. Márcio Rezende Postado em 09/May/2012 às 22:22

    E ainda temos as levianas do Globo. Cristina e Miriam que não tinham qq compromisso com qualquer coisa que se avente chamar de jornalismo.

  13. darci prass Postado em 10/May/2012 às 00:29

    Roncos da reação. Há duas questões não respondidas pelas tropas de ataque à Veja: as denúncias divulgadas pela revista eram verdadeiras ou falsas? Ajudaram ou prejudicaram na elucidação de casos de corrupção? Considerando a veracidade e o benefício (abertura de inquéritos, processos e demissões) resultante das reportagens e reveladores do compromisso com os fatos, resta a evidência de inequívoco desconforto com a vigência da liberdade de imprensa no País e o indisfarçável desejo de alguma forma de revogação da regra. Certamente não se veem assim, mas esses grupos atuam à semelhança de setores conhecidos durante a ditadura como "bolsões radicais" contrários à retomada do Estado de Direito. Dora Kramer, em O Estado de Sao Paulo de 09/maio/2012

  14. Henrique Postado em 10/May/2012 às 21:52

    Eis a melhor revista semanal da imprensa investigativa brasileira: Cachoeira recorria ao seu arsenal de escândalos e chantagens, valendo-se da revista Veja. Murdoch negociava os grampos com setores da polícia. Roberto Civita negociou com o crime organizado.

  15. joao paulo Postado em 14/May/2012 às 20:08

    mas o que se pode esperar de um perdedor nato???? Para a grande mídia o "certo" é o que eles fazem como e quando querem ,e o "errado" é o que seja contra isso

  16. Anônimo Postado em 16/May/2012 às 07:18

    Concordo com quase tudo de tua análise. Discordo apenas em um ponto: de fato existem ALGUNS blogs chapa-branca, que recebem dinheiro do governo para defendê-lo em todas as circunstâncias e, além disso, louvá-lo. O exemplo mais claro é o blog do Paulo Henrique Amorim, que chega a ser tão baixo nível quanto o do representante da VEJA, o Reinaldo Azevedo. Experimente tentar criticar o governo por lá. Porém, realmente é um golpe baixo dos jornalões retratarem todos os blogs como se fossem assim. Trata-se de uma minoria.

  17. Henrique Postado em 17/May/2012 às 00:02

    Editais publicados no Diário Oficial/SP, o autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas: - DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. - DO de 29 de março de 2008. - DO de 23 de abril de 2008- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. - DO de 22 de outubro de 2008. - DO de 25 de outubro de 2008. - DO de 11 de fevereiro de 2009. - DO de 17 de abril de 2009. - DO de 20 de maio de 2009. - DO de 16 de junho de 2009. Negócios de R$ 34,7 milhões só da Abril. Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. Na época, o tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. ... Daí o benefício da impunidade do PSDemB pela imprensa.

  18. Henrique Postado em 17/May/2012 às 00:19

    Veja, folha, época, estadão, isto é, receberam uma “doação” do alckmin num total de R$ 9.074.936,00 (Diário Oficial de SP de julho a agosto de 2011) Por exemplo, a folha que contestou o Paulo Henrique Amorim, - recebeu R$ 2.581.280,00 por um ano(DO/SP de 23 julho 2011) – aproximadamente R$215.000,00 por mês. O Blog do PHA recebe da CEF R$40.000,00 por mês/um ano Especificando os outros: – Época - Prazo: 365 dias - Valor: R$ 1.203.280,00 ( DO em 12/julho/2011) – Isto É - Prazo: 365 dias - Valor: 1.338.480,00 ( DO em 12/julho/2011) – Veja - Prazo: 365 dias - Valor: R$ 1.203.280,00 ( DO em 12/julho/2011) – Folha - Prazo: 365 dias - Valor: R$ 2.581.280,00 ( DO em 23/julho/2011) – Estadão - Prazo: 365 dias - Valor: R$ 2.748.616,00 ( DO em 23/julho/2011) .... Daí o benefício da impunidade do PSDemB pela imprensa.

  19. Celso Rezende Postado em 01/Aug/2012 às 09:43

    So me digam uma coisa: quem derrubou o Collor? Foi a esquerda ou a revista Veja dando destaque a irmão que não tinha prova alguma do esquema de corrupção do governo Fernando Collor? E quando hoje, a revista Veja sofre ataques tanto do Color quanto da esquerda é de se desconfiar de algo estranho.

  20. fusca do bairro Postado em 06/Sep/2012 às 18:24

    A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa,porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é mais forte,essa manipulação não se segura por muito tempo.Quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico,não somente governos deixam de prestar contas como os interesses e afilações perniciosas de seus donos da mídia e de seus donos permitem abusos por parte de seus donos.O exemplo mais claro foi a invasão do IRAQUE em 2003 alancada pela grande mídia.

  21. fusca do bairro Postado em 06/Sep/2012 às 18:25

    A internet burla o bloqueio midiático

  22. fusca do bairro Postado em 06/Sep/2012 às 18:26

    CORRIGINDO...POR parte de seus governantes.