Luis Soares
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Política 25/May/2012 às 18:30
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Demétrio Magnoli sai em defesa da revista Veja e acaba dando tiro no pé

Demétrio Magnoli foi mais um a defender Policarpo Júnior, ao dizer que jornalistas podem ter fontes criminosas, desde que não soneguem do público notícias relevantes (exatamente o que a revista Veja fez)

Demétrio Magnoli

Demétrio Magnoli tenta responsabilizar o que chama de 'Lulopetismo' pela exposição de Policarpo Jr., da Veja

O sociólogo Demétrio Magnoli bem que tentou socorrer a revista Veja, mas seu artigo “Os bons companheiros”, publicado ontem, no jornal O Globo, na prática, condena o jornalismo praticado pela revista – e, em especial, pelo diretor da sucursal brasiliense, Policarpo Júnior.

Na sua argumentação, Magnoli sustenta que jornalistas podem, sim, se aproximar de fontes criminosas, desde que essa aproximação os ajude a revelar fatos e notícias de interesse público. Mas, na frase seguinte, ele afirma que jornalistas não têm, no entanto, o direito de sonegar do público notícias relevantes.

É exatamente aí que Magnoli se trai e acaba condenando o jornalismo praticado por Veja. Na sua relação de uma década com Carlos Cachoeira, Idalberto Matias e Jairo Martins, Policarpo Júnior tinha plena ciência de quem eram e do que faziam os personagens. Chamava Cachoeira de “empresário de jogos”, quando, no Brasil, essa espécie, proibida por lei, não existia – o que há são bicheiros.

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Veja também tinha total conhecimento de que Cachoeira era o verdadeiro “segredo do sucesso” da empreiteira Delta no Centro-Oeste – há, inclusive, um grampo em que um repórter da revista tranquiliza Dadá sobre uma reportagem que sairia no fim de semana, dizendo que o alvo não era a construtora (leia mais aqui).

Segundo Magnoli, o suposto ataque à liberdade de imprensa, nas críticas que vêm sendo feitas a Policarpo Júnior, teria sido organizado por uma máfia de “bons companheiros”. No entanto, o que ficou claro com a Operação Monte Carlo é que os verdadeiros “bons companheiros” eram Policarpo, Dadá, Jairo e Cachoeira.

Brasil 247

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Comentários

  1. R. Romani Postado em 25/May/2012 às 20:29

    Veja quanto o Dr. cobra do Cacheira Sou advogado há 46 anos e fui ministro por quatro. A defesa é tão importante quanto a acusação." Ele cita o advogado americano Edward Williams: "Defendo os clientes da culpa legal. Julgamentos morais eu deixo para a majestosa vingança de Deus". Bastos, que cobrou R$ 15 milhões de Cachoeira, diz que também advoga de graça --ele defendeu, por exemplo, o julgamento de cotas no STF (Supremo Tribunal Federal) sem nada receber.

  2. Arigó Postado em 29/May/2012 às 16:26

    De qualquer modo, aqui cabe uma pergunta: Qual a razão do ex-presidente (em minúsculo mesmo) despender tanto esforço para abafar o mensalão a ponto de efetuar uma patética tentativa de coação de um Ministro do S.T.F? Ou o ministro é um mentiroso e não merece o cargo que ostenta ou o ex-presidente é um mentecapto que deveria ser levado às barras dos tribunais.